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Empate bom em Salvador

04/05/2012

O técnico Oswaldo de Oliveira não ficou satisfeito com o resultado de 1 a 1, no jogo de ida da Copa do Brasil, na quarta passada, contra o Vitória em pleno Barradão. Mas o torcedor botafoguense não deve ter do que reclamar, já que viu o time jogar bem sem cinco titulares e ainda levar a decisão da vaga para o Rio, na semana que vem no Engenhão. O treinador tem o direito e o dever de cobrar mais dos jogadores, pois sabe o que foi treinado para esse embate e, pelo jeito, ele tinha a convicção de que venceria o jogo no fim, nos contra-ataques, e assim teria uma vantagem confortável para administrar aqui em casa.

Já são 24 partidas invictas na temporada, mas o Botafogo precisa ficar atento para que a sensação de tranquilidade não se torne arrogância e sonolência. Uma derrota nos próximos três jogos pode resultar na perda da vaga na Copa do Brasil e/ou a perda do título no Campeonato Carioca. É melhor deixar o oba-oba para a torcida e os números para a análise dos jornalistas e focar apenas no adversário, um de cada vez, e sem acreditar que o time é imbatível. Pensar que o desastre pode sim acontecer é que faz as grandes empresas terem sempre um plano de contingência preparado para qualquer ‘sinistro’.

Revelado pelo time baiano, Elkeson não comemorou, mas fez o gol!

O Vitória tinha a obrigação de fazer um bom resultado atuando em casa, mas ainda pode surpreender no Rio, só que o Botafogo está jogando com autoridade e não abre espaços na defesa como antigamente. Será difícil manter essa regularidade, é fato, mas o quanto protelar a primeira derrota melhor. Serão três jogos decisivos que se tornarão em cinco se passarmos de fase na Copa do Brasil, já que o Coritiba se configura como um adversário muito perigoso e com bom elenco. E essa é a palavra mágica: elenco. Sem dinheiro para contratações em peso – como faz a Flunimed – a solução é apostar na prata da casa!

As revelações vindas da categoria de base alvinegra são uma grata surpresa e nos últimos dois anos o número de bons jogadores multiplicou. Renan já foi titular em decisão de Estadual e não é nenhuma heresia dizer que ele pode substituir Jefferson vez ou outra, e dos quatro goleiros do elenco apenas o Jefferson veio de fora do clube. Lucas Zen e Jadson são duas grandes promessas para o meio de campo que realmente podem ser muito úteis na sequência da temporada e o jovem Gabriel entrou em alguns jogos sem comprometer. Na armação temos o Jeferson e o Cidinho como opções para o 2º tempo e no ataque Caio puxa a fila com Willian e Vitinho. São esperanças para o futuro e uma economia em contratações.

Jadson quase faz um golaço em Salvador e não fosse a grande inexperiência de Willian e Vitinho o gol da vantagem poderia ter saída nos três contra-ataques que o time desperdiçou nos minutos finais no Barradão. Maicosuel estava exausto e não conseguiu comandar a puxada da forma como planejou Oswaldo e a ausência de Cidinho, já acostumado a jogar com os profissionais, também pesou para deixar o placar igual. Engraçado foi ver o Caio, fominha voraz, enlouquecer quando Vitinho chutou para fora, rente à trave, enquanto três botafoguenses despontam livres na pequena área. Será que ele se lembrou das broncas de Herrera e Loco Abreu no ano passado? E o Jobson, hein? De férias? Ele treina na Gávea?

Vamos, Fogo!

Herrera não balançou as redes, mas deu belo passe para o gol de Elkeson!

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo01: Vitória 1 x 1 Botafogo (02/05/2012)

Vitória: Renan; Léo, Victor Ramos, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Michel (Rodrigo Mancha), Pedro Ken e Geovanni (Arthur Maia); Tartá (Rildo) e Neto Baiano

Técnico: Renato Silva

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Jadson, Felipe Menezes (Caio) e Maicosuel; Elkeson (Vitinho); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Vitória: Neto Baiano, aos 31 minutos da etapa inicial

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 26 do primeiro tempo

Local: Barradão (BA)

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Cartão Amarelo: Léo e Arthur Maia (Vitória); Maicosuel, Jadson e Lucas (Botafogo)

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Com a obrigação de vencer!

16/04/2012

A classificação para a semifinal já estava garantida desde a rodada passada e para o Botafogo só faltava definir o adversário. Não falta mais nada. Com a eliminação do Fluminense, campeão da Taça Guanabara, teremos a grande final do Campeonato Carioca – algo que não acontece desde 2009. O Bangu foi a grande surpresa do segundo turno do Estadual, mas agora não é novidade para mais ninguém e não podemos sequer supor em dividir o favoritismo com o Alvirrubro. Antes da semifinal da Taça Rio que será disputada no sábado, o Botafogo precisa passar pelo Guarani, no Engenhão, quarta, e carimbar a vaga para as Oitavas de final da Copa do Brasil, esse sim o objetivo primordial do primeiro semestre.

O time de Oswaldo de Oliveira ostenta a marca de vinte jogos de invencibilidade, mas não apresenta um futebol de encher os olhos. A torcida está com a pulga atrás da orelha e a imprensa especializada não sabe se critica abertamente ou espera mais tempo para ver até onde essa invencibilidade irá chegar. Se o time for Campeão da Taça Rio na semana que vem as vaias da arquibancada cessarão? Elas são realmente necessárias? O Botafogo tem time e elenco para dar oferecer aos seus torcedores o espetáculo que eles tanto almejam? Essas questões não podem ser respondidas de forma clara e objetiva ou será que podem?

A camisa é muito bonita, mas o futebol apresentado pelo Botafogo...

Os jogadores não cansam de dizer nas entrevistas que o início de temporada é sempre irregular, etc. E eles podem ter certa razão nessa afirmativa. Hoje, na última rodada da Taça Rio, o time entrou em campo sem cinco titulares: Antônio Carlos, Márcio Azevedo, Marcelo Mattos, Elkeson e Andrezinho. E aí? O forte Boavista era mesmo um adversário temível? Claro que não e se tivesse um pouco mais de vontade, de velocidade na troca de passes, o Botafogo poderia ter metido três ou quatro sem preocupação. Parece que a equipe não leva os jogos contra os pequenos com seriedade, e sim parte da obrigação, como “bater o ponto” e depois ir conversar com os colegas de trabalho.

Loco Abreu perdeu outro pênalti. Sim, aconteceu. A situação é deveras preocupante. Um jogador lento, sem capacidade de movimentação e que se notabilizou pelos gols de cabeça, leia-se bola parada, e também pelas precisas cobranças da marca do cal – ele nos deu um título e sou agradecido – não pode desperdiçar cinco cobranças em três meses. Algo está muito, muito errado em General Severiano. Parece que algo está acontecendo nos bastidores da equipe e nós, torcedores, ainda não sabemos. E o que foi a frase:

– Eu tenho um sonho, que é jogar no Mundial e para isso eu preciso estar jogando bem. E espero que seja aqui no Botafogo.

Não entendi e com certeza quem ouviu a declaração também não entendeu. Vamos para duas decisões seguidas, quarta e sábado, e espero que o Loco volte a ser o jogador decisivo que foi em 2010 e em 2011. Notícia boa? A volta de Maicosuel querendo jogo e mostrando estar 100% recuperado e a bela atuação do garoto Jadson das categorias de base. Jogou muito bem! Parabéns! Vamos precisar de ajuda nesse momento decisivo! Temos que vencer esses dois jogos de qualquer jeito!

Vamos, Fogo!

Cena que se repete em 2012: Loco consagrando os goleiros adversários!

Ficha Técnica:

8ª Rodada: Boavista 1 x 1 Botafogo (15/04/2012)

Boavista: Thiago; Ruy, Bruno Costa, Fábio Braz e Paulo Rodrigues; Douglas (Leandro Teixeira), Júlio Cesar, Fabrício (Léo Pimenta) e Romarinho (Lenny); Tony e Somália

Técnico: Andrade

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Renan Lemos; Jadson, Renato, Felipe Menezes (Gabriel) e Fellype Gabriel (Maicosuel); Caio (Willian) e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Boavista: Lenny, aos 27 do segundo tempo

Gol do Botafogo: Caio, aos 8 minutos da etapa final

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: Leonardo Castro Moreira (RJ)

Cartão Amarelo: Paulo Rodrigues, Thiago e Ruy (Boavista); Felipe Menezes, Renan Lemos e Maicosuel (Botafogo)

Joguinho difícil de assistir!

05/04/2012

O Botafogo venceu de virada, tem uma grande vantagem para o jogo do Rio e o ataque voltou a marcar com Herrera. Tudo certo, certo? Não, nada parece estar no lugar certo. O time não é o melhor do Brasil e não tem o elenco dos sonhos, mas esperava-se, e espera-se, mais do trabalho da comissão técnica comandada por Oswaldo de Oliveira. Parece que esse Botafogo continua em transição ou, pior do que isso, continua sob gestão de Caio Júnior e naquela fase final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Sonolento, sem criatividade, preguiçoso e que só reage depois de ter as redes balançadas, esse Botafogo irá sofrer para superar o Guarani aqui no Engenhão e deixará a torcida com os cabelos em pé até o apito final. Haja emoção!

Nas oitavas fará jogo duro contra o Vitória e irá penar para bater o Coritiba na fase de quartas de final. Mesmo aos trancos e barrancos existe a possibilidade do Botafogo chegar até a semifinal e aí irá medir forças contra o São Paulo de Leão. O caminho será mais ou menos esse até a semifinal se nenhuma grande surpresa, ou zebra, acontecer na competição e a grande esperança da torcida reside no tempo. Sim, no tempo. Maicosuel precisa de tempo para se recuperar de lesão, Loco Abreu precisa de tempo para voltar a ser o jogador decisivo que sempre foi, Jobson precisa de tempo para entrar em forma e Oswaldo de Oliveira precisa de tempo para implementar sua metodologia de trabalho. Tempo. E ainda será preciso pensar na Taça Rio!

Gol na hora certa! Herrera decreta a vitória do Fogão em Campinas!

O esquema de jogo atual da equipe, o 4-2-3-1, foi criado por Caio Júnior para aproveitar a quantidade de meias no elenco e ainda motivada pela ótima fase do atacante uruguaio. Todo o sistema de criação armaria as jogadas para a finalização do Loco e ainda seria possível liberar os meias para atuar com liberdade e assim encostar no camisa 13 botafoguense. Funcionou e bem no ano passado, com o time sendo o líder virtual do BR-11, ou seria líder nos pontos perdidos… Tem coisas que realmente só acontecem ao Botafogo. Mas não vejo como transportar esse esquema para esse elenco e para o momento que vive o ataque alvinegro.

Com o que tem em mãos seria prudente pensar em armar a equipe no tradicional 4-4-2 e ontem foi uma grande prova disso. Herrera ficou isolado no ataque, não conseguiu pressionar a saída de bola do Guarani e os meias estavam por demais longe da área para iniciar as jogadas de contra-ataque – ninguém tinha a velocidade do Maicosuel – o que facilitou o sistema defensivo do time de Campinas. Os gols aconteceram de forma esporádica e graças à excelente atuação de Renato que foi obrigado a fazer um gol de cabeça, função de Herrera, e a realizar uma jogada de linha de fundo, supostamente trabalho para o Elkeson.

Não é possível mexer na zaga, até porque não existem peças de reposição, mas para o meio e para o ataque ainda temos algumas variáveis para o esquema. Oswaldo de Oliveira só irá alterar a equipe quando vier a primeira derrota no ano e só resta torcer para que essa derrota não venha na semifinal da Taça Rio ou para o Guarani, no Engenhão, pela Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Renato foi fundamental: um gol e um passe perfeito para Herrera marcar!

Ficha Técnica:

Fase 02-Jogo01: Guarani 1 x 2 Botafogo (04/04/2012)

Guarani: Emerson; Oziel, Domingos, Neto e Bruno Recife; Wellington Monteiro, Bruno Neves (Thiaguinho), Fábio Bahia e Danilo Sacramento; Fabinho e Bruno Mendes (Ronaldo)

Técnico: Osvaldo Alvarez

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Andrezinho, Fellype Gabriel (Caio) e Elkeson (Felipe Menezes); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Guarani: Bruno Mendes, aos 36 minutos iniciais

Gols do Botafogo: Renato, aos 44 do primeiro tempo, e Herrera, aos 22 da etapa final

Local: Brinco de Ouro da Princesa (SP)

Árbitro: Anderson Daronco (RS)

Cartão Amarelo: Thiaguinho e Oziel (Guarani); Lucas, Marcelo Mattos, Andrezinho, Renato e Jefferson (Botafogo)

Botafogo se afasta da liderança em péssima hora

09/10/2011

O Botafogo tinha tudo para assumir a ponta do Campeonato Brasileiro e ainda fazer uma “gordurinha extra” com o jogo adiado contra o Santos, mas três tropeços seguidos acabaram com as esperanças de conciliar a Copa Sul-Americana e o BR-11. E o pior é ter que escolher uma das duas e acabar decidindo errado. Caio Júnior está fazendo um belo trabalho à frente do Glorioso, mas pisou na bola na reta final de setembro. Por que poupar os titulares no jogo de ida do torneio continental aqui no Engenhão? Por que abrir o time num estádio grande como o Serra Dourada? Por que usar Loco Abreu em três jogos seguidos dessa forma?

Não sei como os jogadores encararam a decisão de relegar a Sul-Americana ao segundo plano. Não seria mais produtivo entrar com tudo aqui no Rio, fazer um placar elástico e jogar fora com uma equipe reserva só para administrar o resultado? Agora será necessário ir até Bogotá em busca da classificação e com o time principal. Faltariam seis jogos para o título da Sul-Americana que viria com a vaga da Libertadores carimbada. Não garantimos a vaga e ainda levamos um baile do Atlético-GO. Péssima escolha da direção e do comando técnico.

Por que apenas seis mil torcedores foram ao estádio de São Januário apoiar o time? A torcida já jogou a toalha? Já desistiu do título? É muito cedo para achar que o campeonato está perdido, mas os jogadores precisam demonstrar mais atitude para trazer o ressabiado alvinegro de volta ao Engenhão. O empate do São Paulo no último minuto e a cabeçada de Renato, no travessão, sem goleiro, no segundo final do jogo contra o Bahia caíram como uma ducha de água fria em General Severiano.

A torcida não acredita mais no time? Só seis mil em São Januário...

Os erros da equipe se sucedem e algumas questões são incompreensíveis! Quem mandou o Cortês ficar na marcação do Souza nas jogadas aéreas do Bahia? E por que diabos o Marcelo Mattos foi se preocupar em marcar o Fahel com a bola dominada? Será que ninguém avisou que o Fahel com a bola no chão é um reforço para nós? Dali não iria sair nada, nada… Difícil é ver o Souza bater o pênalti no meio do gol, de forma displicente e o Renan pulando pra qualquer lado. Por isso perdemos dois títulos cariocas para aquele time de m….!

Somente uma vitória contra o líder Corinthians, na quarta, em pleno Pacaembu, irá amenizar a irritação com esses quatro pontos perdidos em casa. É preciso mais para ser campeão nacional – mesmo num campeonato fácil como esse – e o Botafogo está deixando escapar mais um título que serviria para resgatar a imagem do clube no cenário internacional. Esse é o momento do Botafogo ser grande! Agora precisamos de Jefferson, Loco Abreu, Herrera, Maicosuel, Elkeson, Cortês, Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Renato. Essa é a hora de entrar para a história como fez aquele timaço que tinha Túlio, Donizete, Wagner, Gottardo, Gonçalves, Leandro, Jamir e Sergio Manoel!

Vamos, FOGO!

Fahel Eterno! Volante tirou 4 pontos do Fogão nos dois confrontos!

Ficha Técnica:

28ª Rodada: Botafogo 2 x 2 Bahia (08/10/2011)

Botafogo: Renan; Lucas (Willian), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel e Elkeson; Caio e Alex

Técnico: Caio Júnior

Bahia: Marcelo Lomba; Marcos, Paulo Miranda, Titi e Dodô; Fahel, Hélder, Camacho e Maranhão (Reinaldo); Souza (Júnior) e Jones Carioca (Lulinha)

Técnico: Joel Santana

Gols do Botafogo: Alex, aos 10, e Caio, 12 da etapa final

Gols do Bahia: Souza, aos 28 iniciais e aos 15 minutos do segundo tempo

Local: São Januário (RJ) / Público: 6.765 presentes / Renda: R$ 87.350,00

Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)

Cartão Amarelo: Lucas, Caio, Marcelo Mattos e Maicosuel (Botafogo); Jones Carioca, Hélder e Souza (Bahia)

Cartão Vermelho: Hélder (Bahia)

“SOB NOVA DIREÇÃO”

26/03/2011

O Boavista entrou como grande favorito para o jogo deste sábado à noite. Não, não é demais afirmar que o Botafogo, com dez desfalques, pensava apenas em não perder para o vice-campeão da Taça Guanabara. Sem jogador, sem treinador, sem entrosamento e com derrota… Esse era o roteiro que o torcedor alvinegro dava como certo diante da equipe de Alfredo Sampaio, mas misteriosamente não foi isso que aconteceu, para surpresa geral de comentaristas e corneteiros! O Boavista não jogou como Boavista, jogou apenas como um time pequeno do Campeonato Carioca e o dito Misto-Frio do Fogão por pouco não arrancou os três pontos e reassumiu a liderança do Grupo B.

Renan, Alessandro, Antonio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Fahel, Marcelo Mattos, Somália e Fabrício; Caio e Willian. Esses foram os onze escolhidos pelo comando técnico alvinegro para iniciar a partida. Sim, o Botafogo entrou em campo no 4-4-2 e com dois homens mais avançados – tudo bem que um deles era o Somália… fazer o quê? E essa equipe fez um bom primeiro tempo, prendeu o Boavista na defesa e não sofreu pressão por parte da torcida que aguardou pacientemente o fim do jogo para protestar.

Arisco, Caio consegue se livrar dos zagueiros, mas sempre é derrubado...

É fato que o Caio Jr. terá muito trabalho pela frente, mas ao menos não iniciou seu ciclo no Botafogo com derrota. Dois problemas podem ser apontados com as observações feitas nesta partida e o primeiro será arrumar alguém para bater faltas e escanteios, Alessandro e Márcio Azevedo não podem continuar nessa missão. Caio Jr., o Harry Potter brasileiro, terá que fazer o Caio, atacante e xará, soltar a bola para outros jogadores com o uniforme igual ao dele.

O garoto produziu bem, driblou, correu, ajudou na marcação, chutou a gol e criou as melhores oportunidades do jogo, mas também prendeu a bola, matou contra-ataques, cansou de cair ao menor contato com o adversário e nunca, nunca tocava uma bola boa para um companheiro, sempre tocava como última opção.

Falta? Caio é derrubado mais uma vez e o juiz manda a pelota seguir!

A conta de erros do Márcio Azevedo já chegou ao limite e arrisco sentir saudades do Marcelo Cordeiro. Manter o lateral até o fim da partida foi uma clara decisão política para evitar as estrondosas vaias que certamente recairiam sobre o camisa 6. O Fabrício jogou bem enquanto teve pernas e ficou evidente que o Joel teve medo de escalá-lo ao lado do Everton nos jogos decisivos! O cara é destro e o Everton é canhoto! Qual o segredo? Porque improvisar o Somália como armador?

Não sei quem coordenou as substituições no banco de reservas, mas elas foram precipitadas e desestruturaram uma equipe já carente de conjunto. O Fabrício não se agüentava em pé e deveria ter saído, mas o certo seria recuar o Caio para puxar as jogadas pela direita ou colocar um meia-armador dos juniores.

Finalmente escalado, Fabrício jogou bem enquanto teve pernas...

A saída do Willian, que estava bem, fez o time perder uma boa presença de área e a entrada do Guilherme flutuando entre a esquerda e o meio não funcionou. Claro que esses problemas serão resolvidos com a volta dos titulares, mas não acertar em substituições simples já me parece motivo de preocupação.

O empate que era apontado como um bom resultado antes da bola rolar agora apareceu como castigo. Marcelo Mattos e Antonio Carlos deram segurança ao setor defensivo e Renan fez duas belas defesas na etapa final. Bem, a torcida fica com a vontade de ver o grupo completo jogando com a placa: “SOB NOVA DIREÇÃO”.

Antonio Carlos foi decisivo no resultado ao evitar gol do Boavista!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

5ª Rodada da Taça Rio: Boavista 0 x 0 Botafogo (26/03/2011)

Boavista: Thiago, Everton Silva, Gustavo, Bruno Costa e Paulo Rodrigues (Roberto Lopes); Julio César, Joílson, Leandro Chaves (Raphael Augusto) e Erick Flores (Fábio Fidélis); Max e André Luís

Técnico: Alfredo Sampaio

Botafogo: Renan, Alessandro, Antonio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Fahel, Marcelo Mattos, Somália e Fabrício (Guilherme); Caio (Cidinho) e Willian (Jairo)

Técnico: Flávio Tenius

Local: Moacyrzão (RJ) / Público: 2.108 presentes / Renda: R$ 18.870,00

Árbitro: William de Souza Nery

Cartão Amarelo: André Luís, Paulo Rodrigues e Max (Boavista). Fahel e Antônio Carlos (Botafogo)