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Desandou a maionese…

09/05/2012

Crise em General Severiano! A frase mais famosa do futebol carioca voltará a ser ouvida na imprensa esportiva e deverá ser estampada, amanhã, em algum jornaleco nas bancas da cidade. Será que realmente é verdade? Tem coisas que só acontecem com o Botafogo? Vejamos a lista de situações inusitadas dessa semana para conferir a veracidade de tal afirmação. O time estava invicto nos vinte e quatro jogos disputados na temporada, venceu o Vasco de forma incontestável na final da Taça Rio, levantou o primeiro caneco do ano e com seis reservas conseguiu um bom empate em Salvador, contra o Vitória, pela Copa do Brasil.

De novo? Lucas leva outro cartão vermelho e deixa o time na mão…

Era um primeiro semestre perfeito! E eis que o desastre se encaminha lentamente às portas de General Severiano… A derrota ridícula para o Fluminense não só acabou com a invencibilidade alvinegra como soterrou o sonho do 20º título estadual. Atenções voltadas para a Copa do Brasil, certo? Lance de mudar o chip? Pois bem, vamos nessa. O gol de Elkeson animou os sempre seis mil torcedores que vão ao Engenhão e tudo estava sobre controle. O Vitória não ameaçava, o time perdia diversos contra-ataques, mas a impressão era que dessa vez tudo daria certo. Afinal, um raio não pode cair duas vezes no mesmo lugar… ou pode?

Lucas tinha amarelo, ficou na sobra do escanteio, matou o contra-ataque do tricolor com uma falta dura, no tornozelo de Tiago Neves. Falta para cartão amarelo e amarelo ele já tinha. Vermelho. O placar estava em 1 a 1, com o Botafogo pressionando em busca da vitória. Ah, vitória? O time baiano cercava, mas não incomodava Jefferson. E aí o Lucas que salvou uma bola em cima da linha pouco antes resolve imitar o uruguaio Luis Soares e mergulha para impedir o gol. Pênalti e cartão vermelho novamente. Como assim? O Lucas não tinha sido expulso no início do parágrafo? Troca o chip.

Pênalti? Parecia que tudo daria certo… Só parecia, não é Jefferson?

Não temos reserva para as duas laterais e está difícil pacas encontrar no ‘mercado da bola’ jogador com qualidade para a função. Ah, nós tínhamos o Alessandro que era perseguido pela torcida, mas sempre resolvia em campo com raça e dedicação. E agora? Onde está o chileno que foi o capitão do time sensação da América em 2011? A La U venceu o Campeonato Chileno e faturou a Copa Sul-Americana com muito futebol. Rojas era capitão e líder daquela equipe. Ah, ele jogava de lateral-esquerdo e ainda de zagueiro. E o nosso time? Chegamos na decisão contra o Fluminense de igual pra igual, mas em cinco minutos tudo mudou. Inacreditável. E contra o Vitória? Empatamos com autoridade na Bahia e levamos um passeio no Engenhão…

Seedorf? Sério? Na boa, mas muito na boa mesmo… Ah, cansei. A culpa é do Joel Santana? Cadê o Caio Júnior? Fahel? Lucio Flavio? Alessandro? Quem são os vilões agora? Tenho certeza que a torcida irá encontrar os culpados. Isso ela sabe fazer muito bem, mas apoiar o time, cantar, torcer, aplaudir… Não, não a torcida do Botafogo. Fim de primeiro semestre. Que venha o sofrimento no BR-12 e mais uma humilhação na Sul-Americana.

Fui, Fogo!

Treinador encarando a torcida no Engenhão? Já vi isso acontecer antes…

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo02: Botafogo 1 x 2 Vitória (09/05/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Vítor Júnior), Renato, Felipe Menezes (Gabriel) e Maicosuel; Elkeson (Herrera); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vitória: Douglas; Léo (Romário), Gabriel, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Rodrigo Mancha, Pedro Ken e Geovanni (Dinei); Tartá  e Neto Baiano (Mineiro)

Técnico: Renato Silva

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 20 minutos iniciais

Gols do Vitória: Pedro Ken, aos 10, e Tartá, aos 23 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Paulo César Oliveira (SP)

Cartão Amarelo: Elkeson, Brinner, Loco Abreu e Herrera (Botafogo); Rodrigo Mancha e Uelliton (Vitória);

Cartão Vermelho: Lucas (Botafogo) e Pedro Ken (Vitória)

Empate bom em Salvador

04/05/2012

O técnico Oswaldo de Oliveira não ficou satisfeito com o resultado de 1 a 1, no jogo de ida da Copa do Brasil, na quarta passada, contra o Vitória em pleno Barradão. Mas o torcedor botafoguense não deve ter do que reclamar, já que viu o time jogar bem sem cinco titulares e ainda levar a decisão da vaga para o Rio, na semana que vem no Engenhão. O treinador tem o direito e o dever de cobrar mais dos jogadores, pois sabe o que foi treinado para esse embate e, pelo jeito, ele tinha a convicção de que venceria o jogo no fim, nos contra-ataques, e assim teria uma vantagem confortável para administrar aqui em casa.

Já são 24 partidas invictas na temporada, mas o Botafogo precisa ficar atento para que a sensação de tranquilidade não se torne arrogância e sonolência. Uma derrota nos próximos três jogos pode resultar na perda da vaga na Copa do Brasil e/ou a perda do título no Campeonato Carioca. É melhor deixar o oba-oba para a torcida e os números para a análise dos jornalistas e focar apenas no adversário, um de cada vez, e sem acreditar que o time é imbatível. Pensar que o desastre pode sim acontecer é que faz as grandes empresas terem sempre um plano de contingência preparado para qualquer ‘sinistro’.

Revelado pelo time baiano, Elkeson não comemorou, mas fez o gol!

O Vitória tinha a obrigação de fazer um bom resultado atuando em casa, mas ainda pode surpreender no Rio, só que o Botafogo está jogando com autoridade e não abre espaços na defesa como antigamente. Será difícil manter essa regularidade, é fato, mas o quanto protelar a primeira derrota melhor. Serão três jogos decisivos que se tornarão em cinco se passarmos de fase na Copa do Brasil, já que o Coritiba se configura como um adversário muito perigoso e com bom elenco. E essa é a palavra mágica: elenco. Sem dinheiro para contratações em peso – como faz a Flunimed – a solução é apostar na prata da casa!

As revelações vindas da categoria de base alvinegra são uma grata surpresa e nos últimos dois anos o número de bons jogadores multiplicou. Renan já foi titular em decisão de Estadual e não é nenhuma heresia dizer que ele pode substituir Jefferson vez ou outra, e dos quatro goleiros do elenco apenas o Jefferson veio de fora do clube. Lucas Zen e Jadson são duas grandes promessas para o meio de campo que realmente podem ser muito úteis na sequência da temporada e o jovem Gabriel entrou em alguns jogos sem comprometer. Na armação temos o Jeferson e o Cidinho como opções para o 2º tempo e no ataque Caio puxa a fila com Willian e Vitinho. São esperanças para o futuro e uma economia em contratações.

Jadson quase faz um golaço em Salvador e não fosse a grande inexperiência de Willian e Vitinho o gol da vantagem poderia ter saída nos três contra-ataques que o time desperdiçou nos minutos finais no Barradão. Maicosuel estava exausto e não conseguiu comandar a puxada da forma como planejou Oswaldo e a ausência de Cidinho, já acostumado a jogar com os profissionais, também pesou para deixar o placar igual. Engraçado foi ver o Caio, fominha voraz, enlouquecer quando Vitinho chutou para fora, rente à trave, enquanto três botafoguenses despontam livres na pequena área. Será que ele se lembrou das broncas de Herrera e Loco Abreu no ano passado? E o Jobson, hein? De férias? Ele treina na Gávea?

Vamos, Fogo!

Herrera não balançou as redes, mas deu belo passe para o gol de Elkeson!

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo01: Vitória 1 x 1 Botafogo (02/05/2012)

Vitória: Renan; Léo, Victor Ramos, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Michel (Rodrigo Mancha), Pedro Ken e Geovanni (Arthur Maia); Tartá (Rildo) e Neto Baiano

Técnico: Renato Silva

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Jadson, Felipe Menezes (Caio) e Maicosuel; Elkeson (Vitinho); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Vitória: Neto Baiano, aos 31 minutos da etapa inicial

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 26 do primeiro tempo

Local: Barradão (BA)

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Cartão Amarelo: Léo e Arthur Maia (Vitória); Maicosuel, Jadson e Lucas (Botafogo)

O início da escalada!

28/05/2011

Caio Júnior não tinha alternativa a não ser colocar o jovem Elkeson, recém contratado junto ao Vitória, para começar a partida de hoje contra o Santos. A derrota na estreia, combinada com a péssima atuação do setor ofensivo, obrigou o treinador a ousar na escalação do time. Sem poder contar com Loco Abreu e Herrera, suspensos, e com poucas opções no banco de reservas, o Botafogo foi presa fácil para o Palmeiras de Felipão e nova derrota, agora em casa, iria deixar a torcida mais irritada e impaciente ainda – se é que isso é possível! Vencer logo no início do campeonato é fundamental para tirar o peso da equipe e não criar a famosa frase que os comentaristas esportivos amam usar: “O time busca a primeira vitória na competição”.

Maicosuel, Evérton e Elkeson se movimentaram pelos lados do campo e tentaram municiar o ataque formado apenas pelo garoto Alex que, mesmo não jogando bem, conseguiu segurar mais a bola na frente do que fez Caio no jogo de estreia. A equipe formou uma espécie de losango no meio de campo e os quatro jogadores ofensivos trocaram de posição constantemente para confundir a zaga santista. Maicosuel começou centralizado e antes do intervalo trocou de lugar com Elkeson que foi mais perigoso jogando de frente para o gol de Aranha do que aberto na ponta-direita. Já Evérton fez um lado esquerdo forte com o apoio eficiente de Bruno Cortês.

Marcelo Mattos e Lucas Zen se entenderam perfeitamente na marcação, deram um toque de classe na saída de jogo e ainda conseguiram se aventurar em jogadas ofensivas. A volta dos zagueiros titulares deve ser muito comemorada pela torcida, já que Antonio Carlos e Fábio Ferreira têm um ótimo entrosamento e a prova disso foi o solitário gol alvinegro que começou com um leve desvio de Antonio Carlos e acabou no bonito arremate de Fábio Ferreira.

Alegria! Operação no joelho e oito meses sem jogar? Pode comemorar!

Esse novo Botafogo irá se encaixar perfeitamente com Herrera, e depois da Copa América com Loco Abreu, pelas jogadas trabalhadas buscando a linha de fundo e bom toque de bola perto do gol adversário. Bruno Cortês jogou tudo o que o Márcio Azevedo se recusou a jogar e, se não cair nas tentações e ilusões da fama, pode ser titular absoluto da lateral-esquerda. Alessandro fez um bom jogo, não comprometeu e deve ser um reserva competente para Lucas.

Os meninos Cidinho, Alex, Tiago Gallardo e Willian precisam de treino e um melhor preparo físico para suportar o ritmo do Campeonato Brasileiro. Os gols perdidos contra o Santos quase custaram os três pontos e Caio Júnior sabe que ainda não poderá contar com eles para mudar o andamento de uma partida.

O ataque, antes solução, agora é um problema. A volta de Herrera já na próxima rodada permitirá que Maicosuel atue como gosta, de frente para o gol e sem precisar girar o tempo todo para sair da marcação dos zagueiros adversários. Caio Júnior errou ao tirar o estreante Elkeson do jogo e deixar a equipe sem um finalizador, forçando o Mago a jogar de costas para o goleiro. O castigo quase veio no fim com uma bomba de Maikon Leite no canto direito de Jefférson – que só olhou e torceu. Herrera cabeceia bem, nunca desiste das jogadas e irá preocupar mais o técnico do Ceará do que os jovens Caio e Alex preocupariam.

A vitória sobre o Santos, além dos três pontos, vai dar a tranquilidade necessária que o elenco precisa para trabalhar firme nessa semana e depois encarar a boa equipe do Ceará fora de casa!

Vamos, FOGO!

Nota 6? Velocidade, chutes a gol, bons passes e desenvoltura na estreia!

Ficha Técnica:

2ª Rodada: Botafogo 1 x 0 Santos (28/05/2011)

Botafogo: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Lucas Zen, Marcelo Mattos, Everton (Cidinho), Maicosuel e Elkeson (Tiago Galhardo); Alex (Caio)

Técnico: Caio Júnior

Santos: Aranha, Bruno Aguiar, Vinícius e Bruno Rodrigo; Pará, Possebon, Charles (Roger Gaúcho), Alan Patrick (Rychely) e Alex Sandro; Tiago Alves (Maikon Leite) e Keirrison

Técnico: Muricy Ramalho

Gol do Botafogo: Fábio Ferreira, aos minutos da etapa inicial

Local: Engenhão (RJ) / Público: 8.662 presentes / Renda: R$ 143.110,00

Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa/PR)

Cartão Amarelo: Tiago Galhardo (Botafogo); Alex Sandro, Bruno Rodrigo, Vinícius (Santos)

Água no chope!

11/11/2010

O Botafogo enfrentou o Avaí, no domingo, no Estádio da Ressacada, e depois seguiu direto para Fortaleza, no Ceará, onde jogou nesta quarta, completando uma maratona insana e impensada. Se a emissora que detém os direitos de transmissão precisava de um jogo para exibir em rede, já que Palmeiras x Atlético-MG, pela Sul-Americana, foi direcionado para o estado de Minas Gerais, porque não escalar o querido clube da Lagoa para essa tarefa?

O Flamengo ainda luta contra o rebaixamento – essa é a verdade, embora Vanderlei Luxemburgo diga que o time briga pela vaga na Copa Sul-Americana em 2011 – e um resultado ruim, empate ou derrota, mesmo jogando em casa, já esperado diante do Atlético-PR, e a CBF não iria arriscar colocar Atlético-MG x Flamengo nesta quarta, embora fosse o mais lógico a se fazer. O time da Lagoa jogou no domingo, no Rio, e poderia muito bem ir até Minas Gerais para enfrentar o Atlético-MG que faria as duas partidas em casa na sequência, ou seja, nenhum desgaste com longos deslocamentos e um jogo que não afetaria a disputa pelo título.

Loco Abreu tirou a barba, mas não perdeu o faro de gol!

O que faz a CBF e a Rede Globo de Televisão? Muda o dia do jogo do Botafogo – que não tem poder político-financeiro para fazer frente a tal maracutaia. Ora, é impensável aceitar jogar no domingo, em Santa Catarina, e depois entrar em campo na quarta, no gigante gramado do Castelão, no Ceará. E o Botafogo não era um dos quatro postulantes ao título? Infelizmente a falta de força política dentro da CBF vem prejudicando o clube há alguns anos e parece que o problema está longe de ser solucionado.

Os jornais relembraram que o Botafogo terá dez dias para se preparar para o confronto decisivo contra o Internacional, no domingo que vem… mas agora? Agora que o leite foi derramado? Agora que colocaram água no chope? Não é preciso ficar procurando desculpas para o adeus ao título. Elas estão todas aí e podem ser listadas.

A diretoria precisa manter o Loco Abreu no Botafogo em 2011!

Número 1: os erros infantis da defesa – não, não falo do jogo de ontem e nem da bobeira da dupla Rosário & Guerreiro, nada disso, me refiro ao empate na estreia contra o Santos, a desatenção nos minutos finais contra Corinthians, Grêmio, Atlético-PR (nos dois jogos), a derrota inexplicável para o Flamengo e os empates contra Vasco e Fluminense. Esses jogos foram os responsáveis pela perda do título brasileiro mais fácil desde o desastre de 92!

Claro que o segundo fator está ligado ao primeiro: os desfalques! A chegada do volante Marcelo Mattos fez a frágil defesa botafoguense, armada no 3-5-2, se consolidar e passar um pouco de segurança ao Jefferson, verdadeira muralha no gol alvinegro! A ausência de Mattos fez a equipe desandar e os empates jogaram o time do terceiro para o oitavo lugar na classificação.

O que estariam pensando Leandro Guerreiro e Márcio Rosário?

A zaga formada por Antonio Carlos & Fábio Ferreira era  entrosada e os dois ainda estavam marcando gols decisivos, como o da vitória de 1 a 0 sobre o Avaí, no primeiro turno, assinalado por Fábio Ferreira. A defesa ia muito bem e o ataque era o melhor do BR-10 quando Maicosuel se machucou. Logo depois ainda perdemos o Herrera, que então era o artilheiro do Botafogo na competição.

Bem, esse “muro de lamentações” qualquer torcedor alvinegro sabe de cor e salteado, mas fica a lição para a torcida, a diretoria e para os jogadores: é possível vencer o Campeonato Brasileiro de pontos corridos com planejamento, dedicação e principalmente com um homem-gol no estilo de Loco Abreu! É só nos lembramos do eterno Túlio Maravilha! Acredito que com essa base mantida, 2011 será um ano de muitas alegrias para o torcedor alvinegro.

Vamos, FOGO!

Loco Abreu mostrou que tem talento nas finalizações!

Ficha Técnica:

35ª Rodada: Ceará 2 x 2 Botafogo (10/11/2010)

Ceará: Michel Alves, Boiadeiro, Anderson, Fabrício e Diego Sacoman (Erivelton); Michel, Careca, Reina (Arlindo Maracanã) e Geraldo; Magno Alves e Marcelo Nicácio (Washington)

Técnico: Dimas Filgueiras

Botafogo: Jefferson, Danny Morais, Leandro Guerreiro e Márcio Rosário; Alessandro, Fahel (Caio), Túlio Souza (Bruno), Lucio Flavio (Renato Cajá) e Edno; Jobson e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gols do Ceará: Magno Alves, aos 22, e Geraldo, aos 34 minutos do primeiro tempo

Gols do Botafogo: Loco Abreu, aos 11 iniciais, e aos 11 da etapa final

Local: Castelão (CE) / Público: 16.330 presentes / Renda: R$ 226.355,00

Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES)

Cartão Amarelo: Michel, Michel Alves e Boiadeiro (Ceará); Loco Abreu, Túlio Souza, Fahel, Jobson e Danny Morais (Botafogo)

Loco Abreu teve poucas oportunidades contra o Avaí e não balançou as redes

34ª Rodada: Avaí 0 x 0 Botafogo (07/11/2010)

Avaí: Zé Carlos, Rafael, Emerson Nunes e Bruno (Jéferson); Patric, Diogo Orlando, Rudnei (Davi), Caio e Eltinho; Válber (Daniel Thiago) e Roberto

Técnico: Vagner Benazzi

Botafogo: Jefferson, Danny Morais, Leandro Guerreiro e Antônio Carlos; Alessandro (Caio), Fahel, Marcelo Mattos, Lucio Flavio (Renato Cajá) e Edno; Jobson e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Local: Estádio da Ressacada (SC) / Público: 14.538 presentes / Renda: R$ 40.150,00

Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (SP)

Cartão Amarelo: Rafael (Avaí); Danny Morais, Antônio Carlos e Marcelo Mattos (Botafogo)

Vaias para a torcida!

29/10/2010

O Botafogo voltou a vencer, contou com uma rodada altamente favorável e está novamente na zona de classificação para a Libertadores 2011, mas mesmo assim a torcida alvinegra protestou e vaiou alguns jogadores. O público total registrado no Engenhão, no sábado passado, pela 31ª rodada, foi de 13 mil. 13.000 presentes. Para o supersticioso botafoguense era um indício de que a sequência de empates seria encerrada: 31ª rodada e 13.000 alvinegros na plateia.

A equipe de Joel Santana se superou e bateu o Vitória de Antônio Lopes com um golaço de Marcelo Cordeiro, aos 45 minutos da etapa inicial, e ainda perdeu três ou quatro oportunidades para construir um placar dilatado. E o gol? Uma obra de arte! A cobrança de falta do Cordeiro foi espetacular! Como explicar então a revolta no Engenhão? Parte da torcida mostrou total falta de entrosamento com o time e, ao invés de apoiar o jogador que está usando a gloriosa camisa alvinegra, passou a vaiar de forma insistente tanto o Lucio Flavio quanto o Fahel.

O torcedor tem o direito de reclamar, vaiar e protestar, mas não durante o jogo e não enquanto o jogador está de posse da pelota! Em certo momento, o Lucio estava sendo vaiado de forma insistente, carregou a bola ao ataque com velocidade, ainda sob vaias, tentou uma enfiada para o Loco Abreu, a jogada seria excelente, mas o passe foi interceptado pelo zagueiro adversário e aí aconteceu algo que me perturbou como botafoguense e apaixonado por futebol: a torcida riu e aplaudiu! Como pode o torcedor gostar de ver um ataque do seu time do coração ser desmantelado?

Piscina! Edno se prepara para mais um mergulho no gramado!

O Renato Cajá substituiu o Lucio e errou tudo o que tentou, mas aí o torcedor fica quieto, não reclama, já que pediu a entrada do meia durante a partida. Incoerência total e absurda! E o que falar do Edno? Figura nula em campo, errou todos os lances, matou contra-ataques e mostrou que aprendeu a ser um grande cai-cai. É ou não é imagem e semelhança do Victor Simões? O time é guerreiro, tem limitações, mas luta para conquistar as vitórias e sem o apoio do exigente torcedor que ainda sonha com Mané Garrincha e Nilton Santos!

Algo está muito errado com a torcida do Botafogo!

Vamos, FOGO!

Um dia veremos a torcida do Botafogo vaiar o Loco Abreu?

Ficha Técnica:

31ª Rodada: Botafogo 1 x 0 Vitória (23/10/2010)

Botafogo: Jefferson, Danny Morais, Leandro Guerreiro e Márcio Rosário; Alessandro, Marcelo Mattos, Somália, Lucio Flavio (Renato Cajá) e Marcelo Cordeiro (Edno); Jobson (Fahel) e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Vitória: Viáfara; Nino Paraíba, Wallace, Anderson Martins e Rafael Cruz; Bida, Neto Coruja (Vanderson), Jonas e Ramon (Henrique); Adaílton e Júnior (Elkeson)

Gol do Botafogo: Marcelo Cordeiro, aos 45 minutos iniciais

Técnico: Antônio Lopes

Local: Engenhão (RJ) / Público: 13.000 presentes / Renda: R$ 224.360,00

Árbitro: Mário Chagas da Silva (RS)

Cartão Amarelo: Somália (Botafogo); Bida, Adaílton, Neto Coruja, Júnior e Nino (Vitória)

Jóbson é o dono da festa!

02/08/2010

Chuva, campo pesado, jogo encardido e com muita marcação de parte a parte, o primeiro tempo entre Vitória e Botafogo foi de pouco futebol e muita correria. Acostumado ao gramado do Barradão, o time baiano criou algumas chances que pararam nas mãos de Jefferson, goleiro de seleção brasileira. O Vitória tomou a iniciativa da partida e o Botafogo passou a apostar nos contra-ataques, mas o campo molhado não permitia o toque de bola alvinegro.

O cenário não era nada favorável para a reestreia de Maicosuel com a camisa alvinegra, mas o Mago não se intimidou, buscou as jogadas, arriscou as arrancadas e no intervalo já demonstrava sinais de cansaço. Na entrevista para a TV, Maicosuel não escondia o sorriso de satisfação por estar vestindo a gloriosa camisa do Botafogo.

– Senti um pouco o ritmo de jogo. Estou há bastante tempo sem jogar, mas está bom. Minha última partida aconteceu há um mês e meio. Só vou melhorar durante os próximos jogos – disse o novo 7 alvinegro.

Lucio Flavio jogou recuado e Maicosuel ocupou o lado esquerdo do ataque

Na volta do vestiário, de roupa limpa, os jogadores encontraram mais chuva e um gramado, que se não estava encharcado, prendia a bola na região frontal das duas grandes áreas. Esperto, Joel Santana mandava o time trocar passes pelas laterais e jogar a redonda na área, mas infelizmente Loco Abreu não estava em campo e Herrera não conseguiu cumprir o papel de centroavante.

Joel percebeu que algo estava muito errado e mudou o time do inoperante 3-5-2 para o 4-4-2, adiantando o Fahel para a posição de volante.  O Botafogo passou a dominar o meio de campo, antes ocupado apenas por jogadores do Vitória, e formou um quadrado ofensivo de respeito: Maicosuel, Edno, Caio e Jóbson. E não é que deu certo! Fahel recebeu uma bola limpa, na entrada da área, mas chutou de forma afobada e desperdiçou grande chance de tirar o zero do marcador.

Edno, pela esquerda, e Caio, pela direita, entraram com a missão de abrir a zaga do Vitória e permitir a aproximação de Maicosuel. Por duas vezes a jogada de linha de fundo funcionou, mas ninguém apareceu para concluir a gol. Faltava o típico camisa 9, o matador, o perna de pau que faz gol até de canela! Faltou o Herrera dentro da área para finalizar as jogadas de lado de campo.

Crédito na casa: Herrera ficou perdido entre os zagueiros do Vitória!

Sem conseguir tocar a bola, característica alvinegra, o jeito seria resolver em jogadas individuais e aí começou a brilhar a estrela de Jóbson que fez um carnaval na defesa baiana e tocou para Edno abrir o placar no Barradão, aos 35 minutos do segundo tempo. Joel não queria saber de comemoração e mandou a equipe prestar atenção na saída de bola do Vitória. Foi o mesmo que não pedir nada. Fábio Ferreira ficou estático e Júnior empatou aos 36. Pânico? Não com Jóbson em campo!

É preciso, e muito, agradecer ao presidente Maurício Assumpção por ter vencido a queda de braço com o time da Lagoa pela disputa de Jóbson! Aos 37 minutos, o baixinho interceptou chute de Marcelo Cordeiro e colocou a pelota dentro do gol. O show só terminou aos 49 minutos, numa arrancada fulminante, contra três marcadores, e uma batida de canhota, indefensável! Golaço de Jóbson!

Com os três pontos conquistados no Barradão, o Botafogo saiu da 17ª para a 10ª posição na tábua de classificação! Vamos lotar o Engenhão, neste sábado, às 18:30h, contra o Atlético-MG e empurrar a equipe para mais uma vitória!

Joel Santana observa Leandro Guerreiro ganhar uma jogada pelo alto!

Ficha Técnica:

12ª Rodada: Vitória 1 x 3 Botafogo (01/08/2010)

Vitória: Viáfara; Jonas (Adaílton), Reniê, Wallace e Egídio; Vanderson, Ricardo Conceição, Bida (Lenílson) e Thiago Humberto (Renato); Soares e Júnior

Técnico: Ricardo Silva

Botafogo: Jefferson; Antônio Carlos, Fahel e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Lucio Flavio (Edno), Maicosuel (Marcelo Mattos) e Marcelo Cordeiro; Herrera (Caio) e Jóbson

Técnico: Joel Santana

Gol do Vitória: Júnior, aos 36 minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Edno, aos 35 do segundo tempo, Jóbson, aos 37 e 49 minutos da etapa final

Local: Barradão (BA)

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)

Cartão Amarelo: Alessandro (BOT)