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Botafogo Campeão da Taça Rio

29/04/2012

Uma atuação impecável do Botafogo! Essa sentença resume a exibição do time na tarde desde domingo na final da Taça Rio. Foi a melhor partida da equipe sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira que dessa vez, ao contrário do que aconteceu na semifinal da Taça Guanabara contra o Fluminense, evitou recuar antes da hora e não concedeu espaços para o Vasco jogar. As chances de gol cruz-maltinas aconteceram através de erros individuais de jogadores do Botafogo e não por méritos do ataque adversário. A única exceção foi a jogada bem trabalhada que culminou no chute cruzado de Éder Luis, no início da partida, na primeira ofensiva logo após o gol de Loco Abreu.

O cansaço, as câimbras e as expressões de exaustão no rosto dos atletas alvinegros nos minutos finais revelam a intensidade do esforço e o tamanho do embate nesta final. Como não comemorar e celebrar uma vitória contra um adversário tão forte e com tantos nomes de peso? O Vasco conta com Fernando Prass, Felipe, Juninho, Diego Souza, Éder Luis e ainda é preciso destacar o artilheiro do campeonato, Alecsandro com 12 gols. É uma equipe de respeito e que luta pela conquista da Libertadores em 2012. A Taça Rio é título sim e merece ser tratada com respeito. Foram dez jogos, com sete vitórias e três empates, sendo duas vitórias em clássicos contra o Vasco e um empate com o Fluminense – adversário da grande final do Campeonato Carioca.

Fellype Gabriel jogou por ele e pelo Renato! Atuação de gala no Engenhão!

O Botafogo chega embalado na final, mas com um problemão no meio do caminho: enfrentar o Vitória, quarta, no Barradão, pela Copa do Brasil. Será uma partida dificílima e que ditará os rumos do time no primeiro semestre. Uma derrota acachapante pode eliminar a equipe do torneio nacional e abalar a confiança da torcida para os duelos contra o tricolor. O empate com gols ou até mesmo uma vitória são o sonho de consumo da comissão técnica que terá uma missão quase impossível ao remontar um novo grupo para quarta. Vários jogadores sentiram o esforço da final e apresentaram um nítido esgotamento físico nos minutos finais no jogo de hoje. O calor em Salvador será grande e a pressão da torcida maior ainda!

É possível realizar outra vez uma partida como a de hoje? Reformulando a questão: Será possível manter esse alto nível nos próximos quatro e decisivos confrontos? O esquema tático 4-2-3-1 funcionou perfeitamente, ou da forma como foi criado: com os meias-atacantes subindo ao ataque e voltando para fechar os espaços no meio-campo. O combate começou lá na frente com Loco Abreu, passando por Maicosuel, Elkeson e Andrezinho até chegar à excelente dupla de volantes formada por Marcelo Mattos, um gigante, e Fellype Gabriel, um monstro em campo! Lucas e Márcio Azevedo só atacaram na boa, com cobertura e ainda conseguiram conter os avanços de Fágner e Éder Luis – uma arma mortal do Vasco que surpreendeu o Flamengo na semifinal, domingo passado.

O título serve para tranqüilizar torcida e diretoria, ratificando o trabalho de Oswaldo de Oliveira, mas deve ser o primeiro da trilogia de 2012: faltam o Carioca e a Copa do Brasil! O Botafogo precisa disputar a Libertadores em 2013! É a mística alvinegra conspirando!

Vamos, Fogo!

Maicosuel correu muito, fez um partidaço e deixou o gramado exausto!

Ficha Técnica:

Final da Taça Rio: Vasco 1 x 3 Botafogo (29/04/2012)

Vasco: Fernando Prass; Fágner (Carlos Alberto), Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Rômulo, Felipe Bastos, Felipe (Allan) e Diego Souza; Éder Luis e Alecsandro (Juninho)

Técnico: Cristovão

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Fellype Gabriel (Gabriel), Andrezinho (Jádson) e Maicosuel (Herrera); Elkeson e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Vasco: Carlos Alberto, aos 35 do segundo tempo

Gols do Botafogo: Loco Abreu, aos 3 iniciais e aos 45 minutos da primeira etapa, e Maicosuel, aos 7 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Cartão Amarelo: Diego Souza, Felipe e Juninho (Vasco); Andrezinho e Fábio Ferreira (Botafogo)

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O Engenhão faz a diferença?

18/03/2012

A vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, pela 4ª rodada da Taça Rio, levanta uma questão interessante sobre esse novo Botafogo que se desenha sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira: o time só joga bem no Engenhão? Ou podemos perguntar de forma mais direta: o time só joga bem se o gramado estiver em bom estado? Não que a exibição tenha sido de gala, longe disso, mas ao menos vimos toque de bola, boa movimentação e os gols surgiram de jogadas trabalhadas pelo chão e não somente levantamentos forçados para a área.

Os empates em 1 a 1 com o Bangu, na rodada passada, e com o Treze, este pela Copa do Brasil, mostraram uma equipe muito irritada com a dificuldade de domínio de bola e que forçava os chutões para frente de qualquer jeito. A redonda parecia queimar nos pés dos botafoguenses, nada dava certo, nenhuma jogada era construída e não víamos sequer um esboço de trama ensaiada nos treinamentos. Jogadores como Loco Abreu, Herrera, Renato, Lucas e Elkeson gostam de ficar com a bola dominada e parecem não saber o que fazer para jogar nesses gramados.

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

A Copa do Brasil na fase inicial será jogada em estádios acanhados, com iluminação deficitária e muito, mas muito buraco para fazer a pelota pular como pipoca! E não adianta reclamar. Se passar pelo Treze na quarta, o Botafogo irá pegar o Guarani, sexto colocado no Campeonato Paulista, lá no Brinco de Ouro, um estádio acanhado e que se transformará num verdadeiro caldeirão. Neste ano o time de Campinas arrancou um empate com o São Paulo em pleno Morumbi e também com o Corinthians no Pacaembu, ou seja, é uma equipe acostumada a enfrentar os grandes sem tremer.

O Vasco dificultou a vitória alvinegra, mas duas interpretações equivocadas do árbitro João Batista de Arruda – que até apitou bem a partida – poderiam deixar o placar mais elástico. Fagner deu uma cotovelada no Márcio Azevedo, ainda no primeiro tempo, e deveria ter sido expulso. O juiz deu falta do lateral alvinegro de forma inexplicável. O segundo lance aconteceu quando Andrezinho puxava contra-ataque perigoso e foi derrubado por Diego Souza por trás. O camisa 10 vascaíno já tinha amarelo e tinha que ser expulso! O juiz se acovardou totalmente e mandou o jogo seguir. Uma vergonha!

Ainda sobre o jogo, Oswaldo poderia ter lançado Caio um pouco mais cedo no lugar do Elkeson que perdeu outro gol inacreditável! Jobson também desperdiçou duas chances e perdemos a oportunidade de fazer mais três gols e devolver a goleada de 2010. Faltou ambição, mas os três pontos vieram. Agora é preciso focar na ‘decisão’ contra o poderoso Treze e carimbar a classificação na competição nacional. Temos que chegar ao menos na final da Copa do Brasil para brigar pelo título inédito!

Vamos, Fogo!

Bancado pelo treinador, Fellype Gabriel mostra o cartão de visitas!

Bancado por Oswaldo, o jogador mostra seu cartão de visitas!

Ficha Técnica:

4ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Vasco (18/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho e Fellype Gabriel (Lucas Zen); Herrera (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vasco: Fernando Prass; Fagner, Douglas, Rodolfo e Dieyson; Rômulo, Fellipe Bastos, Juninho e Allan (William Barbio); Éder Luis e Diego Souza

Técnico: Cristovão Borges

Gol do Vasco: Felipe Bastos, aos dois minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 33 e 37 iniciais, e aos 26 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Márcio Azevedo (Botafogo); Allan, Diego Souza, Dieyson, Fagner, Fellipe Bastos e Rodolfo (Vasco)

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

3ª Rodada: Bangu 1 x 1 Botafogo (10/03/2012)

Bangu: Willian; China (Gedeílson), Raphael Azevedo, Santiago e Renan Oliveira; Oliveira, André Barreto, Thiago Galhardo (Luciano) e Almir (Gabriel); Fabinho e Sérgio Júnior

Técnico: Cleimar Rocha

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Jeferson) e Caio (Cidinho); Herrera e Loco Abreu (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Bangu: Almir, aos 29 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Cidinho, aos 28 do segundo tempo

Local: Moça Bonita (RJ)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

Cartão Amarelo: Thiago Galhardo, China, Oliveira e Luciano (Bangu); Herrera (Botafogo)

Presente de aniversário!

07/08/2011

Caio Júnior não conseguia esconder a satisfação na entrevista coletiva após o jogo. E o motivo não foi “apenas” a bela goleada sobre o Vasco da Gama, não senhor! Caio Júnior finalmente pôde soltar o verbo e reclamar publicamente dos “corneteiros de plantão” que tentavam minar seu trabalho em General Severiano. O time vinha jogando bem, mas ainda não havia feito uma “exibição de gala” como a desta noite. O treinador tem motivos de sobra para estar feliz, pois quando colocou a bola no chão e teve calma para trabalhar as jogadas, o Botafogo mostrou entrosamento e poder de definição. Tudo o que faltou na derrota para o Figueirense na rodada anterior.

– Estou no futebol há muito tempo, mas este primeiro tempo foi inesquecível, não só pelo placar e pelo adversário, mas pela forma como atuou. Ontem (sábado) foi um dia longo, fiquei o dia inteiro revendo vídeos de outros jogos, quebrando a cabeça para achar a melhor formação; quase não dormi. Logo, fico feliz que todo esse empenho tenha dado certo – explicou o comandante alvinegro.

Loco Abreu agradece ao belo passe de Elkeson para o terceiro gol!

Foi um milagre? Não, apenas a confirmação de que o planejamento está sendo bem realizado e que não adianta trocar o comando técnico a cada percalço encontrado no caminho, ainda mais quando estamos num campeonato com trinta e oito rodadas, competitivo e muito equilibrado como o BR-11. O adversário vinha de uma invencibilidade de seis jogos e acreditava na vitória, tanto que entrou em campo tranqüilo e descansado, exatamente o oposto do comportamento alvinegro. O Botafogo foi superior durante os noventa minutos e a falta de poder ofensivo que tanto atrapalhou nos outros jogos dessa vez não apareceu no Engenhão.

Loco Abreu, Herrera e Antonio Carlos fizeram Fernando Prass buscar a pelota no fundo do gol por quatro vezes e não fossem algumas boas defesas do goleiro vascaíno teríamos um 7 a 0 fácil, fácil. É verdade que após a expulsão infantil do Diego Souza o time pisou no freio, mas é justificável, já que na quarta temos um duelo decisivo pela Copa Sul-Americana contra o Atlético-MG e depois, no sábado, outro jogo pelo Brasileirão. Uma verdadeira maratona futebolística!

Caio Júnior parece ter encontrado a equipe ideal, mas precisamos de banco, precisamos dos reservas para encarar tantos jogos na sequência ou correremos o risco de chegar perto e naufragar outra vez. O objetivo imediato é se aproximar do G-4 e conseguir a classificação para a próxima fase do torneio internacional. O mês de agosto será decisivo para as pretensões do Botafogo na temporada!

Vamos, FOGO!

Gooooooooool do Botafogo! Loco Abreu, camisa número 13!

Ficha Técnica:

15ª Rodada: Botafogo 4 x 0 Vasco (07/08/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês (Márcio Azevedo); Marcelo Mattos, Renato, Felipe Menezes (Lucas Zen) e Elkeson (Cidinho); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Vasco: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca (Juninho Pernambucano); Jumar, Rômulo, Felipe (Leandro) e Diego Souza; Eder Luis (Julinho) e Alecsandro

Técnico: Ricardo Gomes

Gols do Botafogo: Antonio Carlos, aos 10 minutos iniciais, Loco Abreu, aos 27 e aos 40 da primeira etapa e Herrera, aos 46 do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 21.238 pagantes / Renda: R$ 605.880,00

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)

Cartão Amarelo: Cortês e Elkeson (Botafogo); Dedé, Jumar, Felipe e Diego Souza (Vasco)

Cartão Vermelho: Diego Souza (Vasco)

A volta do Ataque Mercosul do Fogão: Herrera & Loco Abreu!

14ª Rodada: Figueirense 2 x 0 Botafogo (03/08/2011)

Figueirense: Wilson; Coutinho (Roger Carvalho), João Paulo, Edson Silva e Juninho; Ygor, Túlio (Jackson), Maicon e Elias (Wilson Pittoni); Fernandes e Júlio César

Técnico: Jorginho

Botafogo: Jefferson; Alessandro (Lucas), Antônio Carlos, Gustavo e Cortês; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Maicosuel e Elkeson; Herrera (Alexandre Oliveira) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gols do Figueirense: Edson Silva, aos 17 minutos iniciais, e Júlio César, aos 39 do primeiro tempo

Local: Orlando Scarpelli (SC) / Público: 8.695 pagantes / Renda: R$ 103.185,00

Árbitro: Wagner Reway (MT)

Cartão Amarelo: Elias, Túlio, Edson Silva, Coutinho e Juninho (Figueirense); Herrera, Antônio Carlos, Alessandro e Marcelo Mattos (Botafogo)

Cartão Vermelho: Maicosuel (Botafogo)

100% Botafogo!

30/03/2011

Joel Santana deixou o comando do Botafogo nesta temporada após uma derrota para o Vasco da Gama, mas foi contra esse mesmo time que o treinador conseguiu três títulos no ano de 1997. Edmundo, Ramon, Carlos Germano, Felipe, Mauro Galvão, Pedrinho, Evair e Sorato, a equipe da Cruz de Malta tinha um timaço que acabaria vencendo o Campeonato Brasileiro, mas no Estadual não teve chances diante da Estrela Solitária que formava com Wagner, Wilson Goiano, Jorge Luis, Gonçalves e Jefferson; Marcelinho Paulista, Pingo, Djair e Aílton; Bentinho, Sorato e, claro, o amuleto Dimba. Alguma semelhança com 2010?

Com um forte esquema de marcação, que os implicantes chamariam de retranca, o Botafogo levou a Taça Guanabara de ponta a ponta, com 100% de aproveitamento, ou seja, invicto e vencendo todos os 12 jogos, incluindo a final contra o Vasco, por 1 a 0, gol de Gonçalves. A Taça Rio também foi para General Severiano e o torneio deveria ter acabado ali, mas um item do regulamento, escrito pelo Sr. Eurico Miranda, mandava a realização de um turno-extra para apontar um adversário para a final – se o Botafogo vencesse o 3º turno haveria o quarto turno?

O time campeão tinha Wagner, Gonçalves, Djair, Aílton e Sorato

Depois de muitas tramóias e arbitragens suspeitas, Botafogo e Vasco se enfrentaram na grande final. A vantagem era botafoguense, vencedor de dois turnos, e o time de Antônio Lopes precisava vencer os dois jogos decisivos para ficar com o título. Na primeira partida deu Vasco e o polêmico atacante Edmundo balançou a bundinha em frente ao zagueiro Gonçalves, num claro deboche ao time adversário.

O gesto mexeu com os alvinegros que comeram a grama no 2º jogo! Dimba, abençoado por Mané Garrincha, avançou pela ponta-direita, driblou dois, três, quatro marcadores, cortou o último e desferiu um tirambaço cruzado, de canhota, para estufar as redes de Carlos Germano!

É campeão! É campeão! É campeão! Um grito para cada título! Botafogo Campeão da Taça Guanabara 1997! Botafogo Campeão da Taça Rio 1997! Botafogo Campeão Carioca de 1997! Joel Santana pode até seguir receita de bolo naquela prancheta, pode sempre querer ter um Talismã, era o Dimba agora foi o Caio, pode sempre armar retranquinhas, pode ser folclórico e falastrão, mas aquele título foi inesquecível e o de 2010 também! Obrigado Joel!

Fogoooooo! Joel comemora o Campeonato Carioca de 1997!

Vamos, FOGO!

Botafogo Campeão Carioca de 1997

Treinador: Joel Santana

Goleiros: Wagner e Alex

Zagueiros: Gonçalves, Jorge Luis, Grotto e Alexandre Seixas

Laterais: Wilson Goiano, Jefferson, Bruno Carvalho, Marcelo Augusto e Arcelino

Volantes: Marcelinho Paulista, Pingo, Alemão, França e Cidiclei

Apoiadores: Djair, Aílton e Renato

Atacantes: Bentinho, Sorato, Dimba, Zé Carlos, Robson e Serginho

Dimba marcou um golaço na final e entrou para a história do Maraca!

Águas de Março…

22/03/2011

Joel Santana assumiu o comando do Botafogo após a terrível goleada sofrida por 6 a 0, para o Vasco, ainda na Taça Guanabara 2010, e deixou o clube após outra derrota para o Vasco, dessa vez por 2 a 0, pela Taça Rio 2011. Foram 14 meses dirigindo o time da Estrela Solitária e três títulos: Taça Guanabara 2010, Taça Rio 2010 e o Campeonato Carioca 2010. Foram 76 jogos, com 41 vitórias, 23 empates e 12 derrotas, 142 gols pró e apenas 58 contra, um aproveitamento de 64% dos pontos possíveis e a sexta colocação no Campeonato Brasileiro em 2010.

O pecado do Natalino, nesse início de temporada, foi não conseguir se adaptar aos anseios dos jogadores e de grande parte da torcida alvinegra. Elenco e arquibancada não agüentavam mais ver a equipe na defensiva! Loco Abreu foi o único a expor esse problema publicamente, mas jogadores como Herrera e Cajá não se mostravam muito satisfeitos em ter que recuar para ajudar na marcação. Caio aumentou a polêmica ao postar sua insatisfação no Twitter depois de entrar com a missão de acompanhar o lateral adversário.

Qualquer jogo, qualquer competição... Joel se irrita com falhas da defesa!

O título de 2010 jamais será esquecido e a luta, até a última rodada, pela vaga na Libertadores também encheu o alvinegro de orgulho, mas depois de um ano era de se esperar que treinador e diretoria conseguissem levar o Botafogo a jogar com mais técnica e qualidade. A quase eliminação ainda na primeira fase da Copa do Brasil diante do modestíssimo River Plate de Sergipe revelou toda a instabilidade do esquema tático de Joel. A liberação de Renato Cajá ao futebol chinês agravou a crise que parecia contornada após a bela exibição da equipe contra o Americano com a goleada por 4 a 0.

Pior do que a derrota para o Vasco, o Botafogo ainda é líder do Grupo B, foi a forma como a equipe atuou. A irritação do torcedor que estava no Engenhão chegou ao extremo com a saída de Everton e a manutenção do Somália. Erro duplo! O jogador deveria ter caído em campo, já que estava com câimbras nas duas pernas, e a torcida exagerou ao pedir a expulsão do treinador – o que de fato acabou ocorrendo.

Chuvas e trovoadas no céu alvinegro! Abreu e Joel entram em choque!

Futebol é paixão e paixão é desmedida. Agradeço ao Joel pelo resgate da auto-estima botafoguense, por vencer duas vezes o Flamengo em jogos decisivos, por bater o Vasco na decisão da Taça Guanabara e por eliminar o Fluminense na semifinal da Taça Rio. Fizemos um bom Campeonato Brasileiro e sexta colocação foi a melhor desde o título de 1995. Obrigado Joel!

Vale lembrar que esses não foram os únicos títulos que o Natalino conquistou em General Severiano! Em 1997 algo parecido ocorreu quando o Botafogo de Gonçalves e Dimba bateu o tão badalado Vasco de Edmundo & Cia. Joel era o comandante alvinegro! Vou escrever sobre o título de 97 depois.

Ligação afetiva! Joel e a foto com Nilton Santos na famosa prancheta!

Ficha Técnica:

Nome: Joel Santana

Data de Nascimento: 25/12/1948

Natural de: Rio de Janeiro (RJ)

Títulos pelo Botafogo:

Campeonato Carioca: 1997, 2010

Taça Guanabara: 1997, 2010

Taça Rio: 1997, 2010

Pisando em pedras ou em ovos?

21/03/2011

Depois da derrota no clássico deste domingo fica a pergunta: O Botafogo é um time limitado ou uma equipe mal armada? Alguns torcedores sequer pensam para responder e as vaias para Joel Santana já fazem parte do espetáculo no Engenhão. Devo confessar que não fui ao estádio nesse jogo e preferi ver todos os detalhes da humilhante derrota do conforto de casa e com os comentários da dupla do PFC. Pude conferir que o impedimento assinalado no gol de Herrera foi de marcação difícil, quase humanamente impossível, e que o bandeira só mexeu no instrumento quando percebeu que o argentino iria estufar as redes de Fernando Prass… no mínimo duvidoso, bem duvidoso.

Derrota humilhante? O leitor mais atento poderá reclamar do uso do adjetivo, mas reafirmo que a derrota de 2 a 0 para o Vasco foi mesmo humilhante! Foi humilhante, pois o Botafogo sequer levou preocupação ao goleiro adversário; foi humilhante, pois a zaga bateu cabeça e entregou uma bola digna das peladas do Aterro; foi humilhante, pois a equipe parecia um bando desordenado em campo; foi humilhante, pois levamos um gol de bicicleta, dentro da área, de um jogador limitado e com 1,69m; foi humilhante, pois a torcida vibrou com a expulsão do próprio treinador; foi humilhante, pois…

Rodrigo Mancha foi um dos poucos que se salvaram no vexame...

Joel Santana armou o time com três cabeças de área, sendo um deles um falso terceiro zagueiro, Rodrigo Mancha, prendeu os laterais na marcação, Lucas e Márcio Azevedo, e novamente colocou a camisa 10 num coitado, Éverton, e falou: “Se vira!” No ano passado, Lucio Flavio e Maicosuel tiveram a missão de carregar o piano sozinhos e na atual temporada Renato Cajá passou por esse aperto e agora é a vez do Éverton sentir o peso de ser o único armador da equipe!

O garoto se esforça, tenta, corre, mas é impossível escapar da marcação individual que os treinadores adversários esquematizam! Eduardo Costa dava o primeiro combate e logo depois chegava a cobertura. Todas as atenções se voltam para o camisa 10 botafoguense e ninguém aparece para levar o time ao ataque, tudo passa pelo “cara que está com 10”.

Esquema tático? Everton recuado e perdido no lado esquerdo do campo...

Qual o esquema tático utilizado no primeiro tempo pelo Joel? É difícil até tentar decifrar esse enigma! 3-5-2? Mas os laterais não subiam pro ataque! 5-3-2? Arévalo Ríos e Somália se preocupavam com os avanços inexistentes dos laterais! Acredito que o Botafogo jogou no 7-1-2, com sete homens plantados em frente ao gol do Jefferson, com o Éverton largado no meio de campo, com o Herrera marcando a saída de bola e com o Loco Abreu esquecido entre os zagueiros vascaínos. Se o Lucas não tinha liberdade ou segurança para atacar porque não escalar o Alessandro que sempre faz bons jogos contra o Vasco? E qual a razão de deixar o Marcelo Mattos no banco?

É certo que nem tudo é culpa do Joel, mas ele teve participação na montagem do elenco e sabia das deficiências do time. A liberação do Renato Cajá para o futebol chinês foi um erro maior do que se supunha na época e o preço desse erro pode ser a eliminação na Taça Rio e na Copa do Brasil.

Time perdido em campo e presa fácil para um limitado Vasco...

Quando o Maicosuel irá voltar? Vamos esperar eternamente a recuperação do Mago? Onde está o Fabrício? E o Araruama? Onde está o Rodrigo Dantas? E o Túlio Souza? Esses dois jogaram o segundo jogo da final do Carioca e foram bem. Não dava pra manter os dois no elenco até a volta do Maicosuel? Os salários eram astronômicos? A diretoria não conseguiu planejar as contratações e nem avaliar bem os jogadores que estavam no clube. Se está faltando apoiador no mercado porque liberar três de uma vez?

Mais perguntas sem resposta em General Severiano. E será que o Loco não pisa na mesma pedra duas vezes ou não quer ficar pisando em ovos? Ele sabe muito bem o que a equipe fez de errado contra o Vasco e disse isso na primeira rodada da Taça Guanabara. A torcida entendeu, mas parece que o Joel não consegue absorver as críticas de forma positiva. O maior problema é que sem o Joel vai ficar pior… Não existe técnico disponível no mercado…

Vamos, FOGO!

Jefferson fez quatro defesas incríveis e evitou a goleada!

Ficha Técnica:

4ª Rodada da Taça Rio: Vasco 2 x 0 Botafogo (20/03/2011)

Vasco: Fernando Prass, Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Eduardo Costa, Rômulo, Felipe e Bernardo (Felipe Bastos); Diego Souza (Elton) e Éder Luís (Leandro)

Técnico: Ricardo Gomes

Botafogo: Jefferson, Lucas (Marcelo Mattos), João Filipe, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Caio); Rodrigo Mancha, Arévalo Ríos, Somália e Everton (Alex); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gols do Vasco: Diego Souza, aos 13, e Eder Luis, aos 25 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 31.265 presentes / Renda: R$ 724.360,00

Árbitro: Pericles Bassols

Cartão Amarelo: Eduardo Costa, Diego Souza, Ramon e Bernardo (Vasco); Loco Abreu, João Filipe, Everton, Rodrigo Mancha, Herrera e João Filipe (Botafogo)

Falta a sorte de campeão!

07/10/2010

O líder Fluminense tomou uma surra do Santos em casa, ou melhor, na nossa casa, no Engenhão. O vice-líder Corinthians perdeu de virada para o desesperado Atlético-MG, em Sete Lagoas. O Internacional, quarto colocado, não segurou o Ceará e também voltou derrotado para Porto Alegre. O Atlético-PR, o quinto na tabela, ficou no 0 a 0 com o Vasco, na Arena da Baixada, diante de 17 mil torcedores. E o Botafogo? Ah, o Botafogo, sexto colocado, foi na mesma linha e empatou com o Guarani em Campinas, pela 28º rodada do BR-10.

A diferença para o primeiro colocado diminui, diriam os ultra-otimistas, já que agora nove pontos separam o time de Joel do título brasileiro, mas a falta de vitórias inibe o sonho maior do torcedor alvinegro. E no horizonte começa a aparecer outra estrela, ou seria constelação? O Cruzeiro de Cuca vem numa crescente e se bater o combalido Goiás, hoje, no Serra Dourada, assumirá a segunda posição e o campeonato será outro nessas dez rodadas finais. A esperança é verde e o torcedor alvinegro precisa rezar para que a limitada equipe goiana aplique aquele sonoro 4 a 1 novamente!

Campeão Carioca em 2006, Reinaldo deu trabalho pra zaga botafoguense

Sem fazer contas ou especulações, embora o simulador do Globoesporte.com seja uma tentação, é possível dizer que o Botafogo lutará pela vaga na Libertadores-2011 até o fim. Joel Santana vem sofrendo com as limitações do elenco e com a quebradeira que agora parece atingir todos os setores da equipe. Herrera que machucou o ombro e não enfrenta o Palmeiras na próxima rodada foi o último lesionado de uma saga que começou no fim do primeiro turno.

A perda de Marcelo Mattos foi fundamental para desorganizar o sistema defensivo e a ausência de Maicosuel faz o meio de campo ser previsível. Basta ver que Leandro Guerreiro e Somália caíram de produção sem os fiéis amigos de tabela. O inexplicável afastamento de Jobson – a imprensa está louca para explicar – contribuiu para enfraquecer o ataque e a dupla Herrera-Loco Abreu vem fazendo uns golzinhos, mas não o suficiente para garantir os três pontos.

Loco Abreu vai no segundo andar e manda a pelota pro fundo do gol!

Aliás, Loco Abreu merece um capítulo à parte nessa história. O uruguaio anotou sete gols em oito jogos desde a volta da Copa do Mundo e não fosse o egoísmo de Caio esse número seria maior. Ontem, Loco perdeu um gol feito na pequena área, uma pena, mas lamentou o individualismo de Herrera e Caio que não tocaram a pelota em dois lances de contra-ataque.

No domingo, diante do Palmeiras de Felipão, no Engenhão, a torcida precisa incentivar e apoiar o time nessa reta final. Faltam apenas dez jogos e o campeonato está aberto, uma vitória e novo tropeço dos líderes recolocam o Botafogo no páreo. Duvida? Santos (7º) e Atlético-PR (5º) se enfrentam na Vila Belmiro, o Cruzeiro (3º) recebe o Fluminense (1º) e o Internacional (4º) pega o Atlético-MG que vem de duas vitórias seguidas. Muita emoção nos jogos desse fim de semana!

Vamos, FOGO!

Ídolo e artilheiro: Loco Abreu já fez sete gols no Campeonatto Brasileiro!

Ficha Técnica:

27ª Rodada: Guarani 1 x 1 Botafogo (06/10/2010)

Guarani: Douglas; Rodrigo Heffner (Apodi), Fabão, Aílson e Márcio Careca; Renan, Paulo Roberto, Fabiano (Geovane) e Diego Barboza (Baiano); Rômulo e Reinaldo

Técnico: Vagner Mancini

Botafogo: Renan; Túlio Souza (Edno), Antônio Carlos, Danny Morais e Márcio Rozário; Somália, Leandro Guerreiro, Fahel e Lucio Flavio (Renato Cajá); Herrera (Caio) e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 45 minutos iniciais

Gol do Guarani: Diego Barboza, aos 26 minutos do primeiro tempo

Local: Brinco de Ouro (SP) / Público: 3.601 pagantes / Renda: R$ 53.783,00

Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)

Cartão Amarelo: Leandro Guerreiro (Botafogo)

Excelente jogo. Péssimo resultado!

19/09/2010

A chuva que teimava em cair sobre o Rio de Janeiro, neste sábado, afastou o torcedor alvinegro do Engenhão, mas o público de 16 mil apaixonados que enfrentou o frio do fim de tarde assistiu a uma grande partida de futebol, talvez um dos melhores jogos do ano. Pela 23ª rodada do BR-10, Botafogo e Cruzeiro ficaram no empate em 2 a 2, e o resultado foi melhor para o time mineiro que continua na terceira posição, já o alvinegro carioca perdeu uma grande chance de se consolidar de vez no G-4.

O time de Joel Santana, ainda cheio de desfalques, provou que esqueceu de vez a goleada sofrida no meio da semana para o lanterna Goiás e deu um calor na equipe comandada pelo ex-alvinegro Cuca. Loco Abreu, em ótima forma, clareava as jogadas com bom domínio de bola e toques de primeira. Maicosuel e Somália – já estava com saudades – partiam em velocidade pelos lados do campo e Alessandro arriscava subidas ao ataque pela direita. E foi num contra-ataque rápido e bem executado que o camisa 2 abriu o placar no Engenhão. Fábio ainda fez duas belas defesas antes do intervalo e o placar de 1 a 0 ficou de bom tamanho para os mineiros.

Alessandro fez um belo gol e foi uma boa opção de ataque pela direita

No início do segundo tempo, o Botafogo recuou de forma inexplicável e, assim como ocorrera na partida contra o Grêmio, chamou o Cruzeiro para o ataque aceitando o domínio celeste e apostando apenas nas bolas longas para Maicosuel, Caio e Loco Abreu. E o castigo aconteceu como era esperado.

O jovem atacante perdeu na corrida para Diego Renan e, ao tentar se recuperar no lance, apenas encostou no lateral que desabou na área. Pênalti anotado e convertido pelo argentino Montillo. Caio, novamente ele, perdeu a jogada na frente da área cruzeirense, reclamou de falta não marcada e Montillo, em velocidade, limpou três defensores e fuzilou Jefferson – que deveria ter pulado na bola.

Insatisfação da torcida e irritação no banco de reservas! Joel tira o Talismã e promove a volta de Herrera. O Botafogo recupera o controle da partida e empata quatro minutos depois em outro pênalti assinalado por Heber Roberto Lopes. Loco Abreu bate com extrema categoria no canto direito de Fábio. O gol da virada não saiu por pouco e a pergunta que não quer calar é: “Porque entregar o controle do jogo quando temos a capacidade de golear o adversário?”

Loco Abreu é artilheiro! 4 jogos e 4 gols na volta ao time no BR-10!

Joel Santana conseguiu organizar a defesa que era horrível no início do campeonato e agora terá pela frente o desafio de ensinar ao time como matar um jogo. A torcida precisa ter paciência para compreender os limites do elenco e dos jogadores que entram em campo. As vaias para o Fahel na partida de ontem foram completamente injustificadas. A estrelinha Roger não fez nada durante os 90 minutos porque foi anulado pelo Fahel. Não podemos vaiar por vaiar. É preciso coerência. Temos dois jogos em casa para retomar o caminho da vitória: Vasco e Atlético-PR.

– Se vencermos, vamos chegar lá na frente de novo. Além disso, o Corinthians pega o Santos e outras equipes vão ter problemas no campeonato. Nós agora estamos pegando os bichos-papões – disse o técnico Joel Santana na coletiva de imprensa.

Vamos FOGO!

Esperança! Maicosuel esteve apagado, mas num lampejo sofreu o penal

Ficha Técnica:

23ª Rodada: Botafogo 2 x 2 Cruzeiro (18/09/2010)

Botafogo: Jefferson, Danny Morais (Caio, depois Herrera), Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Fahel, Renato Cajá (Edno) e Somália; Maicosuel e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Cruzeiro: Fábio, Jonathan, Léo, Edcarlos e Diego Renan; Fabrício (Fabinho), Henrique, Roger e Montillo; Thiago Ribeiro (Gil) e Farías (Wallyson)

Técnico: Cuca

Gols do Botafogo: Alessandro, aos quatro minutos iniciais, e Loco Abreu, aos 31 do segundo tempo

Gols do Cruzeiro: Montillo, aos 12 e aos 27 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 16.259 presentes / Renda: R$ 305.080,00

Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)

Cartão Amarelo: Caio e Leandro Guerreiro (Botafogo); Léo e Diego Renan (Cruzeiro)

Crédito das fotos: Alexandre Loureiro e Gilvan de Souza do Lancenet!

Quanto vale o Engenhão?

28/07/2010

Torcida e diretoria sempre sonharam com um estádio próprio para o Botafogo. Esse sonho vem desde a lamentável perda da gloriosa sede de General Severiano na década de 70 e que culminou na demolição do estádio pela Companhia Vale do Rio Doce. O presidente Charles Macedo Borer decidiu entregar a sede como forma de amortização de uma dívida.

Todos os grandes clubes do Rio de Janeiro devem fortunas, mas nenhum deles teve a brilhante ideia de lapidar o patrimônio para sanear as finanças. As dividas continuam monstruosas e o belíssimo Estádio de General Severiano se perdeu para sempre.

O mais bonito do Brasil! Estádio de General Severiano, o berço alvinegro!

A identidade do Botafogo sempre esteve no coração da Zona Sul carioca. Marechal Hermes e Caio Martins nunca deram certo e agora o Estádio Olímpico João Havelange caminha para o mesmo destino. A atual diretoria do clube diz ter planos incríveis para o local, mas essas não eram as palavras de ordem da gestão Bebeto de Freitas? A única mudança perceptível foi no ridículo nome de Rio Stadium ou Stadium Rio. Por acaso somos romanos?

Pelo estatuto do torcedor, o Botafogo é obrigado a divulgar público e renda após as partidas. O clube publica em seu site oficial os borderôs dos jogos e uma análise desses documentos mostra que o Engenhão está longe de ser a galinha dos ovos de ouro. Aliás, bota longe nisso! O acesso ao estádio é terrível, não existe estrutura de apoio para o torcedor que parte da Zona Sul e o policiamento simplesmente desaparece quando o jogo acaba.

Na estreia da equipe pelo Campeonato Brasileiro, após a conquista da Tríplice Coroa: Taça Guanabara, Taça Rio e Campeonato Estadual 2010, a torcida alvinegra que compareceu ao Engenhão enfrentou filas para entrar no estádio e encontrou diversas catracas fechadas – algo que não acontece no desorganizado Maracanã, por exemplo.

Bonito, moderno, mas longe pra c***lho!

Os números da partida ficaram abaixo da expectativa tanto em campo quanto nas arquibancadas. No gramado: Botafogo 3 x 3 Santos. No borderô (disponível para consulta no site do clube): 25.634 ingressos vendidos e uma renda bruta de R$ 475.095,00. Calculadora ligada para os descontos: R$ 156.448,90 de despesas gerais, R$ 1.319,98 de retenções e R$ 63.729,22 de uma penhora. Receita líquida para o alvinegro: R$ 254.918,88.

Na terceira rodada, o time de Joel Santana, após boa vitória diante do São Paulo, no Morumbi, estava em terceiro lugar na tabela e encarava o lanterna Goiás com chances de assumir a liderança do campeonato. Casa cheia, certo? Errado. Apenas 17.135 ingressos vendidos e uma receita de R$ 278.275,00 que com os descontos caiu para R$ 112.460,18. Então o que esperar após a irritante derrota para o Cruzeiro por 1 a 0?

Botafogo 1 x 1 Vasco, pela quinta rodada, foi uma decepção para os dois clubes também nas bilheterias: 20.373 torcedores pagaram para ver o jogo, o que resultou numa arrecadação de R$ 361.590,00, noves fora, sobraram R$ 75.501,24 para cada agremiação. Nesse momento a crise ainda não estava instaurada e o alvinegro figurava na quinta colocação na tabela.

Loco Abreu voltou animado do Mundial e isso pode contagiar o torcedor!

A equipe de Joel Santana sofreu uma ridícula virada do Atlético-PR, estava vencendo por 2 a 0, e iria enfrentar o líder Corinthians, no Engenhão, na última rodada antes da paralisação para a Copa do Mundo. O técnico pediu o apoio da torcida nesse momento difícil e garantiu todo o esforço para buscar os três pontos. Atendendo a convocação, 14.267 torcedores empurraram o Botafogo para a vitória que estava praticamente certa até os 47 minutos do segundo tempo.

Renda? Calculadora na mão: R$ 222.170,00 brutos, menos despesas de R$ 153.100,00, menos R$ 1.303,76 de retenções e sobraria R$ 69.069,57 aos cofres alvinegros. Eu disse sobraria, já que duas penhoras levaram tudo e deixaram o caixa zerado. Pode ser pior? Pode.

Na volta da Copa do Mundo, após um mês de treinos, o Botafogo conseguiu a façanha de perder de forma patética para o Flamengo, no Maracanã, pelo placar mínimo. O próximo jogo, no Engenhão, foi contra o Guarani. A torcida estava preocupada com o péssimo rendimento da equipe e apenas 7.250 ingressos foram vendidos. A receita de R$ 81.090,00 não cobriu as despesas e o resultado foi um débito de R$ 33.953,08, ou seja, mesmo jogando em casa o Botafogo teve prejuízo com o estádio.

Clássico Vovô: O Botafogo jogou muito bem e foi castigado pelo empate!

Na 11ª rodada, com o time já na zona de rebaixamento, 23.218 ingressos foram vendidos para o clássico contra o Fluminense, então líder do brasileirão. A arrecadação foi de R$ 518.820,00 e com os descontos cada clube receberia R$ 116.136,65, mas as penhoras limparam o cofre e nenhum dos dois viu a cor do dinheiro.

O Botafogo está na 17ª posição, na zona de rebaixamento e não conseguiu arrecadar nenhum centavo em seu estádio por três jogos seguidos. O caixa alvinegro faturou R$ 442.880,30, mas temos que descontar o débito da nona rodada, R$ 33.953,08, o que dá R$ 408.927,22 em seis jogos, média de R$ 68.154,54 por partida.

A diretoria pode argumentar que se esses confrontos fossem no Maracanã o prejuízo será muito maior. Será? Flamengo x Botafogo, pela 8º rodada, com mando de campo rubro-negro, levou 20.076 torcedores ao Maraca e arrecadou R$ 416.885,00. No site do time da Gávea, não encontrei o borderô disponível para consulta. Infelizmente transparência não está nos planos de alguns dirigentes do futebol brasileiro.

E o Engenhão? Vamos esperar que Maicosuel, Loco Abreu, Jefferson e Jóbson consigam trazer o torcedor de volta ao estádio. E por favor, esqueçam essa história de Stadium Rio ou Rio Stadium, isso é ridículo. A nossa casa deveria ter o nome de um grande ídolo alvinegro e craque é o que não falta no nosso panteão de estrelas. Estádio Olímpico Mané Garrincha, que beleza? Ou simplesmente Níltão. Olha aí, a sorte do local até mudaria se estivesse acompanhado do mestre Nilton Santos. Na verdade, o Botafogo seria imbatível com o Estádio de General Severiano funcionando!

O charmoso palacete com o Estádio ao fundo. Celeiro dos craques alvinegros.

3-5-2 e uma chuva de gols!

20/07/2010

O Botafogo só faz cair na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro e o sistema defensivo é um dos principais problemas do técnico Joel Santana. No Campeonato Estadual, a defesa com três zagueiros até funcionou e o título parecia confirmar que esse era o melhor jeito de jogar o nacional, mas os números provam que o esquema 3-5-2 está deixando o Jefferson com úlcera. Só o Jefferson?

A equipe sofreu 13 gols em nove jogos e anotou 14, ou seja, um saldo ridículo e a 15ª posição na tábua de classificação. Levamos logo três gols na estreia, contra o Santos, e todos foram feitos de dentro da área, diante do São Paulo, Leo Lima fez de cabeça, livre dentro da pequena área, de novo. Jefferson não foi vazado diante do Goiás, pela terceira rodada e comemorou muito o feito. Vendo em retrospecto foi um feito e tanto.

Wellington foi esperto, pediu para sair, fez as malas e voltou para Minas

A derrota de 1 a 0 para o Cruzeiro, na quarta rodada, é a síntese desse time. Desperdiçamos inúmeras chances de gol, incluindo um pênalti perdido por Renato Cajá, e deixamos o Thiago Ribeiro livre, na pequena área. No empate contra o Vasco, mais um gol anotado dentro da área. A patética virada sofrida diante do Atlético-PR começou com um gol de Paulo Baier dentro da área. Normal, certo?

A defesa levou mais dois gols do Corinthians antes da pausa para a Copa do Mundo e adivinhem? Um foi anotado dentro da área e o outro dentro da pequena área. Treino, Granja Comary, jogos amistosos, mais treino e os mesmos erros. O gol da derrota para o time da Gávea? Dentro da pequena área. O gol do empate com o Guarani? Dentro da pequena área. Não é possível que ninguém da comissão técnica consiga fazer essa análise?

Joel: pode usar a minha prancheta virtual para ver as falhas da defesa!

Os números não mentem e podemos avaliar friamente o desempenho do sistema defensivo do Botafogo. Dos 13 gols sofridos no BR-10, 7 foram anotados de dentro da pequena área, 5 de dentro da área e apenas 2 foram feitos com chutes de fora da área.

Se a defesa estivesse fechada e treinada essas falhas não aconteceriam com tanta frequência. Gol feito de dentro da pequena área é falha de marcação! Isso é inegável. Sofremos apenas 1 gol de falta, o segundo do Atlético-PR, em cobrança de Paulo Baier e isso mostra que o Jefferson está salvando as bolas de longa distância.

Joel, valeu pela Taça Guanabara, Taça Rio e o Carioca, mas faz alguma coisa!

O técnico Joel Santana precisa abolir o esquema com três zagueiros agora! Não é possível esperar mais tempo. A solução é voltar para o velho 4-4-2, sem invenções, e deixar as posições bem definidas em campo. No esquema atual ninguém sabe quem marca quem, todos correm atrás do adversário no desespero e parece que um zagueiro não tem confiança no outro.

Ainda é possível reverter essa situação, mas se o Joel insistir em manter a mesma equipe que conquistou o estadual, o Botafogo novamente irá lutar contra o rebaixamento e infelizmente dessa vez com uma matéria-prima melhor do que no ano passado.

Só rezando mesmo! Nilton Santos ilumina essa defesa!

Notícia de última hora! Botafogo acerta com dois reforços:

Marcelo Mattos

Clubes: São Caetano, Corinthians e Panathinaikos-GRE

Nome: Marcelo de Mattos Terra

Nascimento: 10/02/1984

Altura: 1,79m / Peso: 71kg

Elizeu

Clubes: Sport e Internacional

Nome: Elizeu Araújo de Melo Batista

Nascimento: 28/05/1989

Altura: 1,83m / Peso: 78kg

Marcelo Mattos deve fazer a dupla de volantes com Leandro Guerreiro.