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Desandou a maionese…

09/05/2012

Crise em General Severiano! A frase mais famosa do futebol carioca voltará a ser ouvida na imprensa esportiva e deverá ser estampada, amanhã, em algum jornaleco nas bancas da cidade. Será que realmente é verdade? Tem coisas que só acontecem com o Botafogo? Vejamos a lista de situações inusitadas dessa semana para conferir a veracidade de tal afirmação. O time estava invicto nos vinte e quatro jogos disputados na temporada, venceu o Vasco de forma incontestável na final da Taça Rio, levantou o primeiro caneco do ano e com seis reservas conseguiu um bom empate em Salvador, contra o Vitória, pela Copa do Brasil.

De novo? Lucas leva outro cartão vermelho e deixa o time na mão…

Era um primeiro semestre perfeito! E eis que o desastre se encaminha lentamente às portas de General Severiano… A derrota ridícula para o Fluminense não só acabou com a invencibilidade alvinegra como soterrou o sonho do 20º título estadual. Atenções voltadas para a Copa do Brasil, certo? Lance de mudar o chip? Pois bem, vamos nessa. O gol de Elkeson animou os sempre seis mil torcedores que vão ao Engenhão e tudo estava sobre controle. O Vitória não ameaçava, o time perdia diversos contra-ataques, mas a impressão era que dessa vez tudo daria certo. Afinal, um raio não pode cair duas vezes no mesmo lugar… ou pode?

Lucas tinha amarelo, ficou na sobra do escanteio, matou o contra-ataque do tricolor com uma falta dura, no tornozelo de Tiago Neves. Falta para cartão amarelo e amarelo ele já tinha. Vermelho. O placar estava em 1 a 1, com o Botafogo pressionando em busca da vitória. Ah, vitória? O time baiano cercava, mas não incomodava Jefferson. E aí o Lucas que salvou uma bola em cima da linha pouco antes resolve imitar o uruguaio Luis Soares e mergulha para impedir o gol. Pênalti e cartão vermelho novamente. Como assim? O Lucas não tinha sido expulso no início do parágrafo? Troca o chip.

Pênalti? Parecia que tudo daria certo… Só parecia, não é Jefferson?

Não temos reserva para as duas laterais e está difícil pacas encontrar no ‘mercado da bola’ jogador com qualidade para a função. Ah, nós tínhamos o Alessandro que era perseguido pela torcida, mas sempre resolvia em campo com raça e dedicação. E agora? Onde está o chileno que foi o capitão do time sensação da América em 2011? A La U venceu o Campeonato Chileno e faturou a Copa Sul-Americana com muito futebol. Rojas era capitão e líder daquela equipe. Ah, ele jogava de lateral-esquerdo e ainda de zagueiro. E o nosso time? Chegamos na decisão contra o Fluminense de igual pra igual, mas em cinco minutos tudo mudou. Inacreditável. E contra o Vitória? Empatamos com autoridade na Bahia e levamos um passeio no Engenhão…

Seedorf? Sério? Na boa, mas muito na boa mesmo… Ah, cansei. A culpa é do Joel Santana? Cadê o Caio Júnior? Fahel? Lucio Flavio? Alessandro? Quem são os vilões agora? Tenho certeza que a torcida irá encontrar os culpados. Isso ela sabe fazer muito bem, mas apoiar o time, cantar, torcer, aplaudir… Não, não a torcida do Botafogo. Fim de primeiro semestre. Que venha o sofrimento no BR-12 e mais uma humilhação na Sul-Americana.

Fui, Fogo!

Treinador encarando a torcida no Engenhão? Já vi isso acontecer antes…

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo02: Botafogo 1 x 2 Vitória (09/05/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Vítor Júnior), Renato, Felipe Menezes (Gabriel) e Maicosuel; Elkeson (Herrera); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vitória: Douglas; Léo (Romário), Gabriel, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Rodrigo Mancha, Pedro Ken e Geovanni (Dinei); Tartá  e Neto Baiano (Mineiro)

Técnico: Renato Silva

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 20 minutos iniciais

Gols do Vitória: Pedro Ken, aos 10, e Tartá, aos 23 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Paulo César Oliveira (SP)

Cartão Amarelo: Elkeson, Brinner, Loco Abreu e Herrera (Botafogo); Rodrigo Mancha e Uelliton (Vitória);

Cartão Vermelho: Lucas (Botafogo) e Pedro Ken (Vitória)

Botafogo Campeão da Taça Rio

29/04/2012

Uma atuação impecável do Botafogo! Essa sentença resume a exibição do time na tarde desde domingo na final da Taça Rio. Foi a melhor partida da equipe sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira que dessa vez, ao contrário do que aconteceu na semifinal da Taça Guanabara contra o Fluminense, evitou recuar antes da hora e não concedeu espaços para o Vasco jogar. As chances de gol cruz-maltinas aconteceram através de erros individuais de jogadores do Botafogo e não por méritos do ataque adversário. A única exceção foi a jogada bem trabalhada que culminou no chute cruzado de Éder Luis, no início da partida, na primeira ofensiva logo após o gol de Loco Abreu.

O cansaço, as câimbras e as expressões de exaustão no rosto dos atletas alvinegros nos minutos finais revelam a intensidade do esforço e o tamanho do embate nesta final. Como não comemorar e celebrar uma vitória contra um adversário tão forte e com tantos nomes de peso? O Vasco conta com Fernando Prass, Felipe, Juninho, Diego Souza, Éder Luis e ainda é preciso destacar o artilheiro do campeonato, Alecsandro com 12 gols. É uma equipe de respeito e que luta pela conquista da Libertadores em 2012. A Taça Rio é título sim e merece ser tratada com respeito. Foram dez jogos, com sete vitórias e três empates, sendo duas vitórias em clássicos contra o Vasco e um empate com o Fluminense – adversário da grande final do Campeonato Carioca.

Fellype Gabriel jogou por ele e pelo Renato! Atuação de gala no Engenhão!

O Botafogo chega embalado na final, mas com um problemão no meio do caminho: enfrentar o Vitória, quarta, no Barradão, pela Copa do Brasil. Será uma partida dificílima e que ditará os rumos do time no primeiro semestre. Uma derrota acachapante pode eliminar a equipe do torneio nacional e abalar a confiança da torcida para os duelos contra o tricolor. O empate com gols ou até mesmo uma vitória são o sonho de consumo da comissão técnica que terá uma missão quase impossível ao remontar um novo grupo para quarta. Vários jogadores sentiram o esforço da final e apresentaram um nítido esgotamento físico nos minutos finais no jogo de hoje. O calor em Salvador será grande e a pressão da torcida maior ainda!

É possível realizar outra vez uma partida como a de hoje? Reformulando a questão: Será possível manter esse alto nível nos próximos quatro e decisivos confrontos? O esquema tático 4-2-3-1 funcionou perfeitamente, ou da forma como foi criado: com os meias-atacantes subindo ao ataque e voltando para fechar os espaços no meio-campo. O combate começou lá na frente com Loco Abreu, passando por Maicosuel, Elkeson e Andrezinho até chegar à excelente dupla de volantes formada por Marcelo Mattos, um gigante, e Fellype Gabriel, um monstro em campo! Lucas e Márcio Azevedo só atacaram na boa, com cobertura e ainda conseguiram conter os avanços de Fágner e Éder Luis – uma arma mortal do Vasco que surpreendeu o Flamengo na semifinal, domingo passado.

O título serve para tranqüilizar torcida e diretoria, ratificando o trabalho de Oswaldo de Oliveira, mas deve ser o primeiro da trilogia de 2012: faltam o Carioca e a Copa do Brasil! O Botafogo precisa disputar a Libertadores em 2013! É a mística alvinegra conspirando!

Vamos, Fogo!

Maicosuel correu muito, fez um partidaço e deixou o gramado exausto!

Ficha Técnica:

Final da Taça Rio: Vasco 1 x 3 Botafogo (29/04/2012)

Vasco: Fernando Prass; Fágner (Carlos Alberto), Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Rômulo, Felipe Bastos, Felipe (Allan) e Diego Souza; Éder Luis e Alecsandro (Juninho)

Técnico: Cristovão

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Fellype Gabriel (Gabriel), Andrezinho (Jádson) e Maicosuel (Herrera); Elkeson e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Vasco: Carlos Alberto, aos 35 do segundo tempo

Gols do Botafogo: Loco Abreu, aos 3 iniciais e aos 45 minutos da primeira etapa, e Maicosuel, aos 7 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Cartão Amarelo: Diego Souza, Felipe e Juninho (Vasco); Andrezinho e Fábio Ferreira (Botafogo)

Com a obrigação de vencer!

16/04/2012

A classificação para a semifinal já estava garantida desde a rodada passada e para o Botafogo só faltava definir o adversário. Não falta mais nada. Com a eliminação do Fluminense, campeão da Taça Guanabara, teremos a grande final do Campeonato Carioca – algo que não acontece desde 2009. O Bangu foi a grande surpresa do segundo turno do Estadual, mas agora não é novidade para mais ninguém e não podemos sequer supor em dividir o favoritismo com o Alvirrubro. Antes da semifinal da Taça Rio que será disputada no sábado, o Botafogo precisa passar pelo Guarani, no Engenhão, quarta, e carimbar a vaga para as Oitavas de final da Copa do Brasil, esse sim o objetivo primordial do primeiro semestre.

O time de Oswaldo de Oliveira ostenta a marca de vinte jogos de invencibilidade, mas não apresenta um futebol de encher os olhos. A torcida está com a pulga atrás da orelha e a imprensa especializada não sabe se critica abertamente ou espera mais tempo para ver até onde essa invencibilidade irá chegar. Se o time for Campeão da Taça Rio na semana que vem as vaias da arquibancada cessarão? Elas são realmente necessárias? O Botafogo tem time e elenco para dar oferecer aos seus torcedores o espetáculo que eles tanto almejam? Essas questões não podem ser respondidas de forma clara e objetiva ou será que podem?

A camisa é muito bonita, mas o futebol apresentado pelo Botafogo...

Os jogadores não cansam de dizer nas entrevistas que o início de temporada é sempre irregular, etc. E eles podem ter certa razão nessa afirmativa. Hoje, na última rodada da Taça Rio, o time entrou em campo sem cinco titulares: Antônio Carlos, Márcio Azevedo, Marcelo Mattos, Elkeson e Andrezinho. E aí? O forte Boavista era mesmo um adversário temível? Claro que não e se tivesse um pouco mais de vontade, de velocidade na troca de passes, o Botafogo poderia ter metido três ou quatro sem preocupação. Parece que a equipe não leva os jogos contra os pequenos com seriedade, e sim parte da obrigação, como “bater o ponto” e depois ir conversar com os colegas de trabalho.

Loco Abreu perdeu outro pênalti. Sim, aconteceu. A situação é deveras preocupante. Um jogador lento, sem capacidade de movimentação e que se notabilizou pelos gols de cabeça, leia-se bola parada, e também pelas precisas cobranças da marca do cal – ele nos deu um título e sou agradecido – não pode desperdiçar cinco cobranças em três meses. Algo está muito, muito errado em General Severiano. Parece que algo está acontecendo nos bastidores da equipe e nós, torcedores, ainda não sabemos. E o que foi a frase:

– Eu tenho um sonho, que é jogar no Mundial e para isso eu preciso estar jogando bem. E espero que seja aqui no Botafogo.

Não entendi e com certeza quem ouviu a declaração também não entendeu. Vamos para duas decisões seguidas, quarta e sábado, e espero que o Loco volte a ser o jogador decisivo que foi em 2010 e em 2011. Notícia boa? A volta de Maicosuel querendo jogo e mostrando estar 100% recuperado e a bela atuação do garoto Jadson das categorias de base. Jogou muito bem! Parabéns! Vamos precisar de ajuda nesse momento decisivo! Temos que vencer esses dois jogos de qualquer jeito!

Vamos, Fogo!

Cena que se repete em 2012: Loco consagrando os goleiros adversários!

Ficha Técnica:

8ª Rodada: Boavista 1 x 1 Botafogo (15/04/2012)

Boavista: Thiago; Ruy, Bruno Costa, Fábio Braz e Paulo Rodrigues; Douglas (Leandro Teixeira), Júlio Cesar, Fabrício (Léo Pimenta) e Romarinho (Lenny); Tony e Somália

Técnico: Andrade

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Renan Lemos; Jadson, Renato, Felipe Menezes (Gabriel) e Fellype Gabriel (Maicosuel); Caio (Willian) e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Boavista: Lenny, aos 27 do segundo tempo

Gol do Botafogo: Caio, aos 8 minutos da etapa final

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: Leonardo Castro Moreira (RJ)

Cartão Amarelo: Paulo Rodrigues, Thiago e Ruy (Boavista); Felipe Menezes, Renan Lemos e Maicosuel (Botafogo)

Classificação garantida ou seu dinheiro de volta!

08/04/2012

Não foi goleada e muito menos o chocolate que a torcida alvinegra queria para celebrar a Páscoa no Engenhão, mas ao menos a classificação para as semifinais da Taça Rio foi assegurada com uma rodada de antecedência. Ano passado, na última rodada, a equipe venceu, mas não levou e ainda teve que aguentar a eliminação na Copa do Brasil para o Avaí, já nessa temporada tudo pode ser diferente. A vitória em Campinas permite certa tranquilidade para o embate contra o Guarani, quarta, no Engenhão, mas essa calmaria não pode se transformar em sono como aconteceu hoje diante do Friburguense. A classificação na competição nacional é uma obrigação e os jogadores sabem disso.

Os erros cometidos nos dois últimos jogos não podem inflamar a torcida nesse momento. Não vamos criar novos monstros nesse grupo de jogadores! Não temos mais Alessandro, Lucio Flavio, Fahel, Somália ou até mesmo o Leandro Guerreiro. A diretoria se livrou de TODOS os atletas que incomodavam as sociais do Engenhão e esse novo grupo não tem os vícios e erros do passado. O Lucas errou? Errou. O Andrezinho errou? Claro que sim. O Antônio Carlos fez besteira? Fez, mas a equipe assimilou e venceu. Ao torcedor resta o dever e a obrigação de apoiar o único time invicto do futebol carioca.

Ataque do Fogão funcionando: Loco fez seis gols e Herrera chegou aos 9!

Loco Abreu mostrou estar recuperado, mas talvez não suporte a correria que esse esquema de jogo impõe nos noventa minutos e Herrera, mesmo com altos e baixos, parece ser o substituto adequado para o uruguaio dentro do reduzido elenco montado para o primeiro semestre. A boa movimentação tanto do Elkeson quanto do Fellype Gabriel foi fundamental para abrir espaço na zaga adversária e confundir a marcação. Andrezinho ficou devendo hoje, mas não pode ser vaiado a cada toque na bola, até porque o Botafogo sempre controlou o jogo. Claro que o time ainda não joga bem e erra passes em demasia, mas isso está dentro do processo de formação de um padrão de jogo que está por vir.

Não creio que a comissão técnica irá poupar um grande número de titulares para a última rodada da Taça Rio, contra o Boavista, em São Januário, mas a invencibilidade não deveria pesar tanto nesse momento. A perda do Maicosuel ainda é muito sentida e outros setores não possuem reservas, como o caso das laterais, e mesmo alguns jogadores, como o Renato, são insubstituíveis nesse momento decisivo. A carência do elenco só será suprida após o Campeonato Carioca e esse é o time que nos levará ao título da Taça Rio e à grande final contra o tricolor das Laranjeiras. E será que a torcida cantará: “Ei, Almir faz um gol aí!”?

Vamos, Fogo!

Amarelinha neles: Mattos, Renato e Jefferson podem jogar pela Seleção!

Ficha Técnica:

7ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Friburguense (08/04/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas (Lucas Zen), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho e Fellype Gabriel; Loco Abreu (Herrera)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Friburguense: Marcos; Sérgio Gomes, Cadão, Diego Guerra e Flávio; Elan, Marcelo, Lucas, Jorge Luiz (Douglas); Ricardinho (Ziquinha) e Rômulo

Técnico: Gerson Andreotti

Gols do Botafogo: Loco Abreu, aos 34 iniciais, e Herrera, aos 25 e aos 41 da etapa final

Gol do Friburguense: Douglas, aos 40 minutos do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Eduardo Guimarães (RJ)

Cartão Amarelo: Andrezinho e Marcelo Mattos (Botafogo); Cadão, Elan e Sergio Gomes (Friburguense)

O Engenhão faz a diferença?

18/03/2012

A vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, pela 4ª rodada da Taça Rio, levanta uma questão interessante sobre esse novo Botafogo que se desenha sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira: o time só joga bem no Engenhão? Ou podemos perguntar de forma mais direta: o time só joga bem se o gramado estiver em bom estado? Não que a exibição tenha sido de gala, longe disso, mas ao menos vimos toque de bola, boa movimentação e os gols surgiram de jogadas trabalhadas pelo chão e não somente levantamentos forçados para a área.

Os empates em 1 a 1 com o Bangu, na rodada passada, e com o Treze, este pela Copa do Brasil, mostraram uma equipe muito irritada com a dificuldade de domínio de bola e que forçava os chutões para frente de qualquer jeito. A redonda parecia queimar nos pés dos botafoguenses, nada dava certo, nenhuma jogada era construída e não víamos sequer um esboço de trama ensaiada nos treinamentos. Jogadores como Loco Abreu, Herrera, Renato, Lucas e Elkeson gostam de ficar com a bola dominada e parecem não saber o que fazer para jogar nesses gramados.

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

A Copa do Brasil na fase inicial será jogada em estádios acanhados, com iluminação deficitária e muito, mas muito buraco para fazer a pelota pular como pipoca! E não adianta reclamar. Se passar pelo Treze na quarta, o Botafogo irá pegar o Guarani, sexto colocado no Campeonato Paulista, lá no Brinco de Ouro, um estádio acanhado e que se transformará num verdadeiro caldeirão. Neste ano o time de Campinas arrancou um empate com o São Paulo em pleno Morumbi e também com o Corinthians no Pacaembu, ou seja, é uma equipe acostumada a enfrentar os grandes sem tremer.

O Vasco dificultou a vitória alvinegra, mas duas interpretações equivocadas do árbitro João Batista de Arruda – que até apitou bem a partida – poderiam deixar o placar mais elástico. Fagner deu uma cotovelada no Márcio Azevedo, ainda no primeiro tempo, e deveria ter sido expulso. O juiz deu falta do lateral alvinegro de forma inexplicável. O segundo lance aconteceu quando Andrezinho puxava contra-ataque perigoso e foi derrubado por Diego Souza por trás. O camisa 10 vascaíno já tinha amarelo e tinha que ser expulso! O juiz se acovardou totalmente e mandou o jogo seguir. Uma vergonha!

Ainda sobre o jogo, Oswaldo poderia ter lançado Caio um pouco mais cedo no lugar do Elkeson que perdeu outro gol inacreditável! Jobson também desperdiçou duas chances e perdemos a oportunidade de fazer mais três gols e devolver a goleada de 2010. Faltou ambição, mas os três pontos vieram. Agora é preciso focar na ‘decisão’ contra o poderoso Treze e carimbar a classificação na competição nacional. Temos que chegar ao menos na final da Copa do Brasil para brigar pelo título inédito!

Vamos, Fogo!

Bancado pelo treinador, Fellype Gabriel mostra o cartão de visitas!

Bancado por Oswaldo, o jogador mostra seu cartão de visitas!

Ficha Técnica:

4ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Vasco (18/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho e Fellype Gabriel (Lucas Zen); Herrera (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vasco: Fernando Prass; Fagner, Douglas, Rodolfo e Dieyson; Rômulo, Fellipe Bastos, Juninho e Allan (William Barbio); Éder Luis e Diego Souza

Técnico: Cristovão Borges

Gol do Vasco: Felipe Bastos, aos dois minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 33 e 37 iniciais, e aos 26 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Márcio Azevedo (Botafogo); Allan, Diego Souza, Dieyson, Fagner, Fellipe Bastos e Rodolfo (Vasco)

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

3ª Rodada: Bangu 1 x 1 Botafogo (10/03/2012)

Bangu: Willian; China (Gedeílson), Raphael Azevedo, Santiago e Renan Oliveira; Oliveira, André Barreto, Thiago Galhardo (Luciano) e Almir (Gabriel); Fabinho e Sérgio Júnior

Técnico: Cleimar Rocha

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Jeferson) e Caio (Cidinho); Herrera e Loco Abreu (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Bangu: Almir, aos 29 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Cidinho, aos 28 do segundo tempo

Local: Moça Bonita (RJ)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

Cartão Amarelo: Thiago Galhardo, China, Oliveira e Luciano (Bangu); Herrera (Botafogo)

Firme na liderança do grupo

05/03/2012

O importante é vencer, sempre. Não importa o que digam os críticos, os pseudo-especialistas ou corneteiros de plantão, arrumar o time com vitórias é muito melhor do que trabalhar sob a pressão da derrota. A defesa falhou nos últimos três jogos e o Oswaldo de Oliveira está tentando entender o que está acontecendo com a nossa dupla de zaga. Será falha apenas dos zagueiros ou a cobertura anda ineficiente? Só é possível identificar e corrigir essas falhas com treinos e mais treinos. E como treinar com esse calendário? Essa será uma semana cheia – como se diz na linguagem dos boleiros. O Botafogo só entra em ação no sábado e, finalmente, o treinador poderá debater, pensar, analisar e mostrar ao grupo o modo certo de se portar em campo.

Uma atenção especial deve ser dada ao sistema defensivo. O gol sofrido ontem pode ser bizarro, como insinuou Jefferson, mas foi fruto de erro na marcação do atacante adversário que subiu livre para cabecear. Levamos um gol semelhante contra o fraco Americano, na rodada de abertura da Taça Rio, e fomos eliminados da final da Taça Guanabara pelo time das Laranjeiras graças à um erro infantil na hora de armar a chamada linha burra: Márcio Azevedo não saiu junto com os companheiros e Leandro Eusébio tinha condição legal de jogo.

Erros como esse podem ser superados num torneio baba como a Taça Rio, mas serão fatais na Copa do Brasil. Todos os times pequenos jogarão fechados atrás da linha da bola e esperarão pelo contra-ataque certo na esperança da defesa alvinegra falhar. Para isso outro fundamento precisa estar em alta: as finalizações! Não é de hoje que o ataque vem perdendo inúmeras chances de gol. Todos gostam de lembrar que o time está criando muito e isso é bom. Sim, é bom criar chances clara de gol, mas é melhor ainda fazer os gols. Loco Abreu e Herrera perderam três gols ontem e isso vem desde o início da temporada. Poderíamos ter metido uma goleada histórica no time da Gávea, na Taça Guanabara, não fossem os incríveis gols perdidos pelo uruguaio.

Oswaldo de Oliveira parece ser o técnico certo para esse elenco!

Oswaldo de Oliveira parece ser o técnico certo para esse elenco!

Sei que estou apenas apontando os erros e defeitos da equipe aqui, mas como a comissão técnica terá uma semana para avaliar e trabalhar, bem, não custa ajudar, né? Ah, ninguém lerá esse texto? Tudo certo, ao menos fiz a minha parte. Olhando pelo aspecto positivo é preciso lembrar as importantes ausências de Maicosuel, Elkeson e Andrezinho. As duas vitórias foram construídas com a ajuda dos reservas e isso é muito, muito bom. Dá moral para o grupo e mostra que o trabalho de contratação foi acertado. Felipe Menezes pode não ser o camisa 10 dos sonhos do torcedor botafoguense, mas não se esconde do jogo e o xará Gabriel corre o tempo todo e busca as jogadas ofensivas sem irritantes toques laterais.

Não, não estou me esquecendo dele, não senhor! Deixei o melhor para o final, apenas isso. Jobson vem aí! Rufem os tambores! Preparem os balões! Estourem os fogos de artifício! O garoto está voando nos treinos e acredito piamente que esse será o ano dele. Jobson é rápido, habilidoso, chuta com as duas pernas e não tem medo de cara feia! Se conseguir focar apenas no futebol é nome certo na Copa do Mundo de 2014. Ilusão? Sonho? Nada disso, o cara joga muito e precisa estourar de vez na carreira. Agora é momento certo para isso.

Vamos, Fogo!

Ainda é reserva? Herrera já soma sete gols no Estadual!

Ficha Técnica:

2ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Volta Redonda (04/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Fellype Gabriel (Caio) e Felipe Menezes (Lucas Zen); Herrera e Loco Abreu (Wilian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Volta Redonda: Douglas; Marquinhos (Henrique), Robson, Naldo e João Paulo; Roberto Andrade, Manteiga, Rafael Granja e Gláuber (Anderson Gomes); Joabe e Jhonnattann (Júlio Cezar)

Técnico: Ricardo Drubscky

Gol do Volta Redonda: Jefferson contra, aos 37 do primeiro tempo

Gols do Botafogo: Herrera, aos 16 iniciais e aos 31 minutos do segundo tempo, e Antônio Carlos, aos 44 finais

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Fellype Gabriel (Botafogo); Manteiga, Anderson Gomes e Naldo (Volta Redonda)

Bonita homenagem da diretoria ao torcedor-símbolo do Botafogo!

Bonita homenagem da diretoria ao torcedor-símbolo do Botafogo!

1ª Rodada: Americano 2 x 4 Botafogo (01/03/2012)

Americano: Erivélton; Alex, Adalberto, Ricardo Braz e Marcos Felipe (Ronan); Rhayner, Caetano (Marconi), Jader e Pachola; Hugo e Tardelly (Adão)

Técnico: Luis Antônio Zaluar

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Fellype Gabriel (Lucas Zen) e Andrezinho (Felipe Menezes); Wilian (Caio) e Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gols do Americano: Marcos Felipe, aos oito iniciais, e Hugo, aos 35 minutos da etapa final

Gols do Botafogo: Fellype Gabriel, aos 31 do primeiro tempo, Renato, aos 28, Herrera, aos 32, e Caio, aos 45 do segundo tempo

Local: Godofredo Cruz (Campos/RJ)

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Cartão Amarelo: Rhayner, Marcos Felipe, Caetano, Pachola e Adalberto (Americano); Lucas e Márcio Azevedo (Botafogo)

Marketing & Futebol

26/05/2011

A atual gestão do presidente Maurício Assumpção pode ser contestada por parte da torcida, mas é inegável a valorização da marca Botafogo no cenário nacional e também, ainda que timidamente, vemos uma projeção internacional que não existia desde 1996, quando Túlio Maravilha & Cia bateram grandes equipes européias e conquistaram três títulos em excursão no Japão e na Europa. A contratação de Loco Abreu e o sucesso do Uruguai no Mundial da África do Sul fizeram a Estrela Solitária viajar o mundo inteiro com a famosa cavadinha na final da Taça Rio, em 2010. Hoje, o Botafogo tem três jogadores de seleção: Abreu e Arévalo Ríos, no Uruguai, e Jefferson na seleção nacional.

Maurício Assumpção conquistou o bicampeonato da Taça Guanabara 2009/2010, a Taça Rio 2010, o Campeonato Carioca 2010 e viu a equipe lutar até o fim por um vaga na Libertadores da América – grande sonho de todos os botafoguenses. A diretoria sabe que vencer uma competição continental é a única forma de fazer o clube crescer e atrair mais investidores e patrocinadores. Enquanto a projeção internacional não vem, a equipe de Marketing consegue estabelecer o Botafogo no mercado caseiro com boas campanhas e diversos produtos lançados. O torcedor alvinegro é fanático pela história do clube e sabe valorizar os ídolos do presente e do passado, com essa ideia em mente, diversas ações propostas pela diretoria mantêm a loja oficial vendendo mesmo quando o time vai mal.

Sem folga! Mais de mil botafoguenses prestigiaram o evento com o artilheiro!

Camisas personalizadas, bonecos, bonés, chinelos, bermudas, foto com fãs, tarde de autógrafos, são várias as atrações onde os alvos prioritários são Maicosuel e Loco Abreu, dois ídolos recentes que abraçaram o projeto de marketing. O eterno goleador Túlio Maravilha lotou a nova mega-loja, em General Severiano, no dia da inauguração, para uma tarde de autógrafos e duas semanas depois foi a vez de Loco Abreu esgotar as duas mil senhas disponibilizadas pela equipe de produção. Sinal de que a torcida, a verdadeira, está aí para apoiar o time e que basta apenas uma equipe guerreira e voluntariosa para reverter todo o quadro atual de críticas e vaias que infelizmente partem de uma minoria.

É certo que a torcida está irritada: foram cinco eliminações em apenas cinco meses! A perda de jogadores como Leandro Guerreiro, Lucio Flavio e Renato Cajá enfraqueceram a equipe e a troca de treinador ainda não surtiu o efeito desejado, nem tanto por culpa de Caio Júnior que ainda não conseguiu ter todos os titulares à disposição. O retorno de Maicosuel e de Fabio Ferreira, dois jogadores importantíssimos para o grupo, e as recentes contratações devem fazer o grito de “FOGO!” ecoar pelo Engenhão! Basta uma vitória, uma boa apresentação para o torcedor alvinegro se apaixonar novamente pelo time!

O Mago precisa de ajuda para compor o meio de campo alvinegro!

Elkeson é uma grande aposta de 21 anos, mas que já deu um título para o Vitória no ano passado e vem com muita vontade de aparecer por uma equipe de ponta; Marcelo Mattos já disse que quer ficar e é uma peça muito importante para ser liberado; Gilberto ainda pode fechar e a contratação de Renato, ex-Sevilla, promete dar o toque de qualidade que o meio campo alvinegro tanto sente falta. Se não perder ninguém na janela de transferência e com mais dois nomes, é possível afirmar que teremos elenco para disputar o BR-11 até o fim – como aconteceu no ano passado. Ah, e precisamos encarar a Copa Sul-Americana como prioridade, um ensaio para a conquista da América!

Caio Júnior poderá finalmente escalar uma equipe com bom toque de bola e poder de definição no ataque. Loco Abreu, Arévalo e Jefferson só devem retornar após a Copa América, em agosto, assim teremos que esperar até vermos a força máxima em campo. O provável Botafogo da primeira metade do BR-11 deve ser: Renan, Lucas (Alessandro), Fábio Ferreira, Antônio Carlos e Cortês; Lucas Zen, Marcelo Mattos, Tiago Galhardo e Maicosuel; Caio e Elkeson. Esse time precisa somar pontos agora para que no segundo turno, com todos os titulares, a briga seja pelo título! Jefferson, Lucas, Fábio Ferreira, Antônio Carlos e Cortês (Gilberto); Arévalo Ríos, Marcelo Mattos, Renato e Maicosuel; Loco Abreu e Herrera (Elkeson): time para ser Campeão Brasileiro em 2011!

Vamos, FOGO!

"Quero jogar sábado!" Elkeson chega com moral ao Botafogo!

Ficha Técnica:

Nome: Elkeson de Oliveira Cardoso

Nascimento: 13/07/1989 (21 anos)

Natural de: Coelho Neto, Maranhão

Posição: Meia-atacante

Clubes: Vitória e Botafogo

Ficha Técnica:

Nome: Renato Dirnei Florêncio

Nascimento: 15/05/1979 (23 anos)

Natural de: Santa Mercedes, São Paulo

Posição: Volante

Clubes: Guarani, Santos, Sevilla e Botafogo

Não, não falta nada! Renato é do Fogão por três anos!!!

Um ano incomum…

25/04/2011

Desde 2006 que o torcedor do Botafogo não sabe o que é ficar de fora das finais do Campeonato Carioca, foram dois títulos e três vices nesses cinco anos, ou seja, todo ano, de um jeito ou de outro, o Fogão levantava um caneco e dava a volta olímpica. Em 2006, vencemos a Taça Guanabara e levamos o Campeonato Carioca; no ano seguinte apenas o título da Taça Rio; em 2008, vice da Taça Guanabara e Bicampeão da Taça Rio, mas ficamos sem o estadual; chega outra temporada e a história se repete: título na Taça Guanabara e vice na Taça Rio, derrota na grande final do estadual. Mas em 2010 o roteiro foi diferente: Bicampeão da Taça Guanabara, Campeão da Taça Rio e Campeão Carioca – sem a necessidade de disputar as partidas finais.

É Campeão! É Campeão! Leandro Guerreiro e a Taça Rio 2010!

Nesses anos, conquistamos um lugar cativo nas finais do estadual e lutamos pelo mesmo sucesso nos torneios nacionais. Na Copa do Brasil, naufragamos em 2006, mas avançamos até a semifinal em 2007 e em 2008, sempre sob o comando do técnico Cuca, e voltamos a cair na segunda fase, de forma vergonhosa, em 2009 e em 2010. Nesta temporada parecia que o time teria forças para engrenar, mas outra desclassificação vergonhosa aconteceu.

No Campeonato Brasileiro a luta foi ainda mais difícil, sufocante, quase trágica. Em 2006, a equipe ficou com o 12º lugar e chegou a sonhar com posições melhores durante a competição; em 2007, lideramos por oito rodadas, mas terminamos na 9º colocação; Cuca comandou a equipe novamente no ano seguinte e apesar de ser “o melhor time do Brasil” não passamos do 7º lugar, longe do título e da Libertadores; a temporada de 2009 foi muito conturbada e a luta contra o rebaixamento seguiu até a última rodada. O título Carioca de 2010 fez a torcida acreditar que o Botafogo finalmente poderia ir para a Libertadores, mas uma sequência de empates em casa e a perda de jogadores importantes nos levou até a 6ª posição. E agora? O que esperar desse time no BR-11?

Timaço que levou a Taça Rio, ficou em 3º na Copa do Brasil e foi 9º no BR-07!

A diretoria passada e a atual almejam colocar o Botafogo no cenário internacional e assim faturar com patrocínios e cotas de transmissão, mas como atingir esse objetivo? A Copa do Brasil, o chamado caminho mais curto, já se foi, mas teremos duas chances pela frente. A Copa Sul-Americana aparece como solução mais provável. Seria perfeito para o fim da temporada: conquistar um título internacional e ainda voltar para a Libertadores em 2012. Para isso é preciso jogar com inteligência, pois a competição passou a ficar valorizada depois que a Commebol decidiu dar ao campeão uma vaga na Libertadores.

O Botafogo fez sua estreia no torneio apenas na quinta edição, em 2006, e foi eliminado logo na primeira fase; em 2007, a derrota traumática, nas oitavas, para o River Plate; nos dois anos seguintes chegamos até as Quartas de final e parecia que o time tinha aprendido a jogar a competição, mas sequer nos classificamos para a edição de 2010. A Copa Sul-Americana ainda permite ao campeão disputar a Recopa Sul-Americana e a Copa Suruga Bank contra o vencedor da Copa do Japão, ou seja, visibilidade internacional e muito, muito dinheiro em premiação e cotas de TV.

Maestro alvinegro: Lucio Flavio comandava as ações no meio-campo em 2007!

O que reserva o futuro para a equipe do Botafogo? Como acreditar que o trabalho está “sendo bem feito” se abrimos mão de conquistar um título? A eliminação nas semifinais do Troféu Carlos Alberto Torres foi a quinta consecutiva na temporada. Na Europa, qualquer taça, qualquer troféu é encarado com seriedade e os clubes lutam pela possibilidade de vencer até na porrinha, mas não ficam sem dar a volta olímpica um ano inteiro!

O torcedor botafoguense está desesperado porque sabe da dificuldade do BR-11 e da falta de vontade apresentada ante a Sul-Americana. Esse descaso precisa acabar! O Botafogo precisa aprender a vencer tudo! Não interessa a competição, é preciso entrar para vencer!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

Troféu Carlos Alberto Torres – Semifinal

Botafogo 2 X 5 Boavista (23/04/2011)

Botafogo: Milton Raphael, Gilberto, Paulo Ricardo, Ulisses e Renan Lemos (Jadson); Thiago Brito, Fabiano, Jefferson (Bruno Medeiros); Vitinho (Castro); Jairo e Willian

Técnico: Eduardo Húngaro

Boavista: Thiago, Everton Silva (Thiaguinho), Bruno Costa, Santiago e Paulo Rodrigues; Julio César, Leandro Chaves (Edu Pina), Erick Flores e Tony; Leandrinho (Max) e Frontini

Técnico: Alfredo Sampaio

Gols do Botafogo: Jairo, aos nove, e Vitinho, aos 20 minutos iniciais

Local: São Januário (RJ) / Público: 900 presentes / Renda: R$ 11.120,00

Árbitro: Wagner dos Santos Rosa

Cartão Amarelo: Renan e Vitinho (Botafogo); Bruno Costa, Erick Flores, Edu Pina e Everton Silva (Boavista)

Torcedores do Botafogo em festa!

18/04/2011

A torcida do Botafogo está tendo uma maravilhosa manhã de segunda! Sol, calor na Cidade Maravilhosa e vitória do time com uma incrível eliminação na Taça Rio. Não, não escrevi errado! A torcida que ama vaiar o Fogão no Engenhão está rindo de uma orelha a outra – mereceu até essa rima ridícula! O Botafogo venceu o America, jogou bem, dominou o adversário e mesmo assim está fora da briga pelo Campeonato Carioca. Não era isso que o torcedor queria? Joel Santana tinha a meta de conquistar mais esse campeonato e ficar marcado na história como o definitivo “Rei do Rio”, mas os alvinegros implicaram com o treinador – até com alguma razão – e minaram o trabalho até o fim.

“Queremos a Libertadores! Queremos o Mundial de Clubes da Fifa!” Ah, esse é o sonho de dez entre dez torcedores alvinegros, e claro, é o meu, mas como vencer tudo isso sem ter a capacidade de se classificar na pequena e insignificante Taça Rio? Como vencer a Taça Libertadores de America sem conseguir vencer sequer uma Taça Guanabara? Sonhar é bom, mas conquistar o que é possível é melhor ainda! O clube não tem dinheiro e estrutura para contratar craques como Ronaldinho Gaúcho, Diego Forlán ou Luis Fabiano. A diretoria acertou ao repatriar Maicosuel e ao apostar em Jobson. Reafirmo com convicção: Maurício Assumpção fez a escolha certa!

Estilo Lucio Flavio! Lucas cobrou falta com categoria! Ufa, finalmente alguém!

O mundo do “E se…” só existe nos quadrinhos da Marvel Comics e no reino da especulação, mas com Maicosuel em campo e Jobson com a cabeça no lugar, penso que a conquista do Bicampeonato Carioca aconteceria de maneira natural e seríamos hoje apontados como candidatos ao título da Copa do Brasil. A atual situação da equipe, novo treinador e com muitos desfalques, praticamente vaticinou o fim do primeiro semestre para o futebol alvinegro. É possível vencer o Avaí, quarta, na Ressacada, e passar para a próxima fase da competição, esse é um resultado possível. Mas devemos avaliar que um empate, ou uma derrota, também são resultados possíveis e não seria nem um pouco surpreendente.

O próximo jogo do alvinegro aconteceria apenas no dia 22 de maio, na estreia do BR-11, contra o Palmeiras, ou seja, um mês inteiro sem realizar uma partida oficial! Seria um mês longe dos torcedores, mas a famosa desculpa da “falta de ritmo de jogo” apareceria de cara, na primeira entrevista em caso de derrota para o time de Felipão. Caio Júnior precisa de tempo para treinar, é justo, mas vai ficar treinando bola parada e fazendo coletivozinho o mês todo? Hoje a diretoria decide de participa ou não do Troféu Carlos Alberto Torres que reúne as equipes classificadas em 3º e 4º lugar na Taça Rio. Como assim? O Botafogo cogita desistir de jogar uma competição oficial para ficar batendo bola em General Severiano?

Título é título! Troféu é troféu! Tem que entrar para ganhar! Tem que entrar com disposição e conquistar essa taça e colocar lá na sede, exposta junto com as outras eternas conquistas alvinegras! Não se foge da luta! Não podemos abrir mão de escrever a nossa própria história! Caio Júnior poderá experimentar e mexer na equipe ao mesmo tempo em que pode levar a primeira taça para a prateleira! O Botafogo não deve desistir de competir, de vencer e não pode se recusar a entrar em campo com a gloriosa camisa alvinegra!

Vamos, FOGO!

Loco Abreu não joga a toalha! Esse é o espírito! Assim é que tem que ser!

Ficha Técnica:

Taça Rio – 8ª Rodada: America 1 X 3 Botafogo (17/04/2011)

America: Paulo Wanzeler; Michel, Alan, Arcelino e Assis; Léo Oliveira (Emerson), Leandro, Bruno Reis e Paulo Roberto; Guilherme (Ruy) e Wellington

Técnico: Marcelo Buarque

Botafogo: Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, João Filipe e Guilherme (Lucas Zen); Arévalo Ríos, Somália, Cidinho e Everton (Bruno Tiago); Herrera e Loco Abreu (Caio)

Técnico: Caio Júnior

Gols do Botafogo: Lucas, aos 13 minutos iniciais, Loco Abreu, aos 10 do segundo tempo, e novamente Lucas, aos 36 minutos da etapa final

Gol do America: Bruno Reis, aos 45 minutos do segundo tempo

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá

Cartão Amarelo: Guilherme (Botafogo) e Alan, Bruno Reis, Leandro e Michel (America)

Cartão Vermelho: Ruy (America)

Ainda o Campeão da Taça Rio!!!

12/04/2011

A derrota deste domingo para o time da Gávea pode ser considerado um resultado de jogo e não será determinante em caso de uma não-classificação para as semifinais da Taça Rio. O que custará uma possível eliminação não será uma derrota, e sim um empate – ou dois empates. O Botafogo perdeu os dois clássicos que disputou no returno, Vasco e Flamengo, mas a perda de pontos para equipes pequenas é que pesará na hora da definição.

Erro de marcação! É para rir? Jefferson não acredita na bobeada de Somália!

O empate em 0 a 0 com o Boavista até poderia ser considerado um bom resultado, já que o time tinha dez desfalques, mas jogamos melhor, tivemos oportunidades e, mesmo com os reservas, era possível ficar com os três pontos. Outro resultado catastrófico aconteceu diante do limitado Resende, na rodada passada, com o elenco completo e muitos gols pedidos! São esses quatro pontos que estão atravancando a classificação botafoguense para a próxima fase da Taça Rio.

Ricardinho, Marcinho, Andrezinho… Só isso? Apostar em jogadores velhos, que brilharam no passado e que agora só aparecem vez ou outra. Ricardinho recebia uma baba no Atlético-MG e arrumou confusão com três técnicos diferentes até ser demitido! Marcinho está passeando no Mundo Árabe de onde os jogadores sempre chegam fora de forma e demoram meses para conseguir entrar em campo.

Caio Jr. está reestruturando a equipe, mas ainda falta um camisa 10!

Das possíveis contratações a mais interessante é a de Andrezinho, reserva de luxo no Internacional, que pode atuar como meia de ligação e ainda tem a vantagem das excelentes cobranças de falta. Sim, podem reclamar, mas desde a saída de Lucio Flavio para o futebol mexicano que não temos eficiência na bola parada!

O Vasco vai bem na Copa do Brasil e já está na semifinal da Taça Rio; o Flamengo já levantou a Taça Guanabara, luta pela Taça Rio e deve ter vida fácil na Copa do Brasil até a semifinal; o Fluminense está classificado para as semifinais no Carioca, mas sonha mesmo com um milagre na Libertadores e o Botafogo se recuperou na Copa do Brasil e depende do Vasco para chegar até o mata-mata da Taça Rio. O futebol carioca parece ter reencontrado o bom caminho e as partidas da próxima semana devem garantir emoções fortes aos torcedores!

Vamos, FOGO!

O time partiu em busca do empate e cedeu muitos espaços na defesa!

Ficha Técnica:

Taça Rio – 7ª Rodada: Botafogo 0 x 2 Flamengo (10/04/2011)

Botafogo: Jefferson, Alessandro, João Filipe, Antônio Carlos e Somália (Guilherme); Marcelo Mattos, Arévalo Ríos, Bruno Tiago (Lucas) e Everton (Caio); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Flamengo: Felipe, Léo Moura, Welinton, David Braz e Rodrigo Alvim; Maldonado, Willians (Fierro), Renato Abreu e Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid (Diego Maurício)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Gols do Flamengo: Thiago Neves (2)

Local: Engenhão (RJ) / Público: 21.422 presentes / Renda: R$ 487.905,00

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães

Cartão Amarelo: Willians, Wellinton, Maldonado, David Braz, Ronaldinho Gaúcho e Felipe (Flamengo). Somália, Everton, Arévalo Ríos, João Filipe, Herrera, Loco Abreu, Antônio Carlos e Caio (Botafogo)