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Ronaldo será sempre o Fenômeno!

14/02/2011

Ronaldo Luís Nazário de Lima nasceu no Rio de Janeiro, no dia 22 de setembro de 1976, e apareceu para o mundo do futebol nas categorias de base do São Cristovão de Futebol e Regatas. Antes de completar 15 anos, Ronaldo teve o passe comprado pelos empresários Reinaldo Pitta e Alexandre Martins por míseros U$ 7.500,00. Na sequência, em 1991, a dupla tenta vender 50% do passe do garoto ao Botafogo que declina da oferta.

Dois anos depois, em 1993, Ronaldo é convocado para a Seleção Brasileira pela primeira vez e se destaca no Sul-Americano Sub-17 sendo goleador da competição. O Cruzeiro decide apostar no jovem de 16 anos e desembolsa U$ 50 mil por 55% dos direitos do jogador, quantia muito superior aos U$ 7.500,00 da oferta inicial feita aos dirigentes do Botafogo. Ronaldo brilha com a camisa do Cruzeiro e entra para a história do futebol mundial.

É, realmente tem coisas que só acontecem com o Botafogo…

O Cruzeiro não dormiu no ponto e acreditou no Fenômeno!

Título pelo Cruzeiro (1993/1994):

Campeonato Mineiro (1994)

Título pelo PSV Eindhoven (1994/1996):

Copa dos Países Baixos (1996)

Títulos pelo Barcelona (1996/1997):

Supercopa da Espanha (1996)

Copa da Espanha (1997)

Recopa Européia (1997)

Título pela Internazionale (1997/2002):

Copa da Uefa (1998)

Ronaldo conquistou a torcida de Madrid após jogar pelo rival Barcelona!

Títulos pelo Real Madrid (2002/2007):

Copa Intercontinental de Clubes (2002)

Campeonato Espanhol (2003 e 2007)

Supercopa da Espanha (2003)

Títulos pelo Corinthians (2009/2011):

Copa do Brasil (2009)

Campeonato Paulista (2009)

O gol do Penta! Ronaldo aproveita falha do alemão e estufa as redes!

Títulos pela Seleção Brasileira (1994/2006):

Copa do Mundo (1994 e 2002)

Copa América (1997 e 1999)

Copa das Confederações (1997)

Medalha de Bronze nas Olimpíadas de Atlanta (1996)

90. Ronaldo: 152 gols! Meu jogador irá continuar balançando as redes!

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Alemanha erra muito e perde para a Sérvia

19/06/2010

Jovanovic bate de primeira e faz 1 a 0 para a Sérvia

Miroslav Klose, polonês que se diz alemão, sonha em ser artilheiro do mundial e ultrapassar Ronaldo como o maior goleador da história da Copa do Mundo. O polonês-alemão-cabeceador já fez 1 gol nesta edição do torneio e tem 11 no total, quatro a menos do que o brasileiro gordinho que anotou 15 gols em jogos de Copa. Para o atacante alemão atingir essa marca histórica ele precisa estar em campo e sua seleção precisa jogar muito bem para passar de fase, já que nesta ele não joga mais.

A surpreendente derrota dos alemães para a Sérvia complicou a vida de Klose, mas podemos dizer que ele teve participação decisiva no resultado ao ser expulso de forma infantil ainda no primeiro tempo. Quem não deve ter dormido com a consciência tranquila é o camisa 10 alemão Podolski que desperdiçou um pênalti e jogou fora a chance de empatar a partida.

O goleiro Stojkovic agarra a Jabulani e não dá rebote

Por enquanto as grandes seleções estão decepcionando na Copa do Mundo 2010. Os alemães golearam na primeira rodada, mas desandaram contra a Sérvia; os franceses não fizeram um golzinho sequer em dois jogos; os ingleses não sabem o que é vencer e podem ser eliminados ainda na primeira fase; a Holanda venceu os dois jogos, lidera o grupo, mas não empolgou a torcida; os italianos empataram na estreia jogando muito mal; os espanhóis perderam para a Suíça por 1 a 0 e ficou barato; Brasil, Portugal e Costa do Marfim apresentaram um jogo lento e sem inspiração.

Dos candidatos ao título, apenas a Argentina de Diego Maradona jogou de forma convincente nos dois jogos disputados e ainda conseguiu um bom 4 a 1 sobre a Coréia do Sul. Messi, Tevez e Higuaín formam um trio ofensivo poderoso e se Don Diego arrumar a defesa, os argentinos podem caminhar sem grande perigo até a final.

Podolski não acredita que perdeu pênalti em Copa do Mundo

Ficha técnica:

Alemanha 0 X 1 Sérvia

Alemanha: Neuer; Lahm, Friedrich, Mertesacker e Badstuber (Mario Gómez); Khedira, Schweinsteiger, Müller (Cacau), Özil (Marin) e Podolski; Klose

Técnico: Joachim Löw

Sérvia: Stojkovic; Ivanovic, Subotic, Vidic e Kolarov; Kuzmanovic (Petrovic), Ninkovic (Kacar), Stankovic, Krasic e Jovanovic (Lazovic); Zigic

Técnico: Radomir Antic

Gol da Sérvia: Jovanovic, aos 38 minutos da etapa inicial

Estádio: Nelson Mandela Bay, Porto Elizabeth

Data/hora: 18/06/2010 – 8h30m (de Brasília)

Árbitro: Alberto Undiano (ESP)

Auxiliares: Fermin Martinez (ESP) e Juan Carlos Yuste Jimenez (ESP)

Cartão Amarelo: Khedira, Lahm, Schweinsteiger (ALE), Kolarov, Vidic, Subotic e Ivanovic (SER)

Cartão Vermelho: Klose (ALE)

Austrália com um a menos segura empate “com Gana”

Como vemos na foto, a Jabulani foi tratada com muito carinho!

A seleção de Gana poderia ser a primeira já classificada para a próxima fase do mundial, para isso bastava uma vitória diante da fraca Austrália, no jogo de hoje, válido pela segunda rodada da competição. Os australianos saíram na frente, aos 11 minutos iniciais, após falha infantil de Kingston que “bateu-roupa” e soltou a Jabulani aos pés de Holman. Gana não se entregou e buscou o gol de empate que veio logo depois, aos 25 minutos, em cobrança de pênalti perfeita de Gyan – segunda penalidade máxima apontada a favor de Gana e segundo gol de Gyan no mundial.

Atenção! Verde e amarelo, mas não é o Brasil!

Era possível imaginar que a situação australiana ficaria insustentável, já que Kewell, considerado o melhor jogador da equipe, colocou o braço na bola no lance que originou a penalidade e levou o cartão vermelho, mas a esperada pressão não aconteceu. Gana ficou com um homem a mais em campo desde os 25 minutos iniciais e não foi capaz de transformar a superioridade numérica em gols, e pior, quase foi surpreendida pelos contra-ataques australianos. Um empate a ser lamentado por Gana, mas que deve ser muito comemorado pela Austrália que ainda mantém viva a esperança pela classificação.

Garoto bom de pênalti! Gyan convertou duas penalidades para Gana

Classificação do Grupo D:

Seleção Pontos Jogos Vitória Empate Derrota GP GC Saldo
Gana 4 2 1 1 0 2 1 1
Alemanha 3 2 1 0 1 4 1 3
Sérvia 3 2 1 0 1 1 1 0
Austrália 1 2 0 1 1 1 5 -4

Ficha técnica:

Gana 1 X 1 Austrália

Gana: Kingson; Pantsil, Jonathan, Addy e Sarpei; Annan, Kevin-Prince Boateng (Amoah), Tagoe (Owusu-Abeyie), Kwadwo Asamoah (Muntari) e Ayew; Gyan

Técnico: Milovan Rajevac

Austrália: Schwarzer; Wilkshire (Rukavytsya), Neill, Moore e Carney; Culina, Valeri, Emerton, Holman (Kennedy) e Bresciano (Chipperfield); Kewell

Técnico: Pim Verbeek

Gol de Gana: Gyan, de pênalti, aos 25 minutos iniciais

Gol da Austrália: Holman aos 11 minutos do primeiro tempo

Estádio: Royal Bafokeng, Rustemburgo

Data/hora: 19/06/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Roberto Rosetti (ITA)

Auxiliares: Paolo Calcagno (ITA) e Stefano Ayroldi (ITA)

Cartão Amarelo: Addy, Annan, Jonathan (GAN) e Moore (AUS)

Cartão Vermelho: Kewell (AUS)

4 meses de Joel: balanço do primeiro semestre

07/06/2010

O esquema com três zagueiros implantado por Joel Santana não é o preferido do torcedor alvinegro, mas garantiu a estabilidade que a equipe não apresentava desde o ano passado, com Estevam Soares, e garantiu o título de Campeão Carioca de 2010 sem a necessidade de disputar a final, ou seja, o Botafogo venceu a Taça Guanabara e a Taça Rio apostando numa defesa bem postada, nos contra-ataques e na jogada aérea.

A conquista do estadual compensou a eliminação precoce na Copa do Brasil, mas a impressão é que o time saiu cedo demais da competição nacional e poderia ter avançado pelo menos até a semifinal. Falta ao Botafogo equilíbrio entre ataque e defesa, já que Herrera e Loco Abreu sempre balançam as redes adversárias, mas a zaga insiste em cometer as mesmas falhas e os erros de cobertura levam o torcedor botafoguense à loucura.

Alessandro erra na antecipação e a bola sobra para Bruno César

A virada diante do líder do Campeonato Brasileiro pode ser um exemplo de superação e capacidade ofensiva do time, mas o primeiro gol marcado pelo Corinthians parece uma jogada típica das peladas do Aterro do Flamengo! A facilidade com que o Bruno César – quem? – passou por Alessandro e Fábio Ferreira é risível.

O lateral Alessandro estava fora de posição, deu o bote errado e permitiu que o meia corintiano entrasse livre na área. E o que dizer da chegada brusca do Fábio Ferreira? Bastava ficar na frente do jogador paulista, fechar os espaços e esperar a definição da jogada. Aquele não era o Romário, não era o Ronaldo e não era o Messi… era apenas o Bruno César!

Jefferson pula atrasado e faz o torcedor relembrar o mão-de-manteiga Max!

O ponto positivo desses últimos jogos sem vitória é a melhora sensível do camisa 10 alvinegro. O Lucio Flavio voltou a ser um jogador incisivo, armando o time com desenvoltura e fazendo gols importantes. O Joel precisa dar liberdade para o Lucio chegar mais próximo ao gol e poder encostar no ataque. A entrada de outro jogador de armação, seja o Renato ou o Edno, tirou o foco que estava no meia e dividiu a marcação adversária.

A diretoria já reservou a Granja Comary para o período de treinos durante a pausa para a Copa do Mundo e está procurando adversários para os amistosos pedidos pelo técnico Joel Santana. Mas e os pedidos da torcida? Onde estão Maicosuel e Jóbson?

Maicosuel é o preferido da torcida alvinegra para vestir a mítica camisa 7

A data limite para fechar a contratação do meia-atacante do Hoffenheim da Alemanha terminou ontem e nenhuma notícia foi divulgada na imprensa ou no site oficial do clube. A novela envolvendo o atacante do Brasiliense também não terminou e o Jóbson segue treinando em Brasília.

O Botafogo termina o primeiro semestre amargando uma eliminação precoce na Copa do Brasil para o limitado Santa Cruz e uma oitava posição no Campeonato Brasileiro. Os três títulos conquistados na temporada já estão pegando poeira na sala de troféus em General Severiano.

A Taça Guanabara, a Taça Rio e o Campeonato Carioca foram muito comemorados, mas agora é preciso ousadia para montar uma equipe forte que lute pela conquista do Bicampeonato Brasileiro.

Jóbson é mais um reforço esperado para a disputa do Campeonato Brasileiro

Ficha Técnica:

7ª Rodada: Botafogo 2 x 2 Corinthians (06/06/2010)

Botafogo: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos (Danny Moraes), Fábio Ferreira e Marcelo Cordeiro, Leandro Guerreiro, Sandro Silva, Renato (Bruno Tiago) e Lucio Flavio (Felipe Lima); Caio e Herrera.

Técnico: Joel Santana.

Corinthians: Felipe, Jucilei, Paulo André, William e Roberto Carlos; Ralf (Tcheco), Elias, Danilo (Paulinho) e Bruno César; Iarley e Dentinho (Defederico).

Técnico: Mano Menezes.

Gols do Botafogo: Renato aos 2 e Lucio Flavio aos 27 minutos do segundo tempo.

Gols do Corinthians: Bruno César aos 30 do primeiro tempo e Paulo André aos 47 minutos da etapa final.

Local: Engenhão/RJ

Árbitro: Leandro Vuaden (RS)

Cartões Amarelos: Roberto Carlos e Paulo André (Corinthians); Danny Moraes e Jefferson (Botafogo)

Crédito da foto: Gilvan de Souza do Lancenet

Imagem que a torcida não quer ver: bola no gol e defesa desorientada

Pelé Eterno

07/05/2010

Em ano de Copa do Mundo a polêmica é a mesma: a seleção não é a ideal, o Brasil tem que entrar como favorito, surge aquele craque de última hora e sempre tem o Pelé dando opinião sobre tudo e sobre todos. E se é para falar de Pelé, bem, eu prefiro falar do jogador Pelé e não do comentarista Pelé, pois como definiu Romário: “O Pelé calado é um poeta.”

O documentário Pelé Eterno de Aníbal Massaini foi lançado nos cinemas em 2004 e vendeu a ideia de ser o filme definitivo sobre o Rei do Futebol, mas passa longe disso. A abertura extremamente brega já anunciava o estilo de condução do filme. Existem 1001 maneiras de se fazer uma abertura de um documentário sobre Pelé, e não é que eles escolheram justamente a que não deveria ser sequer cogitada!

Outro ponto negativo foi a escolha dos entrevistados. Poucos craques falaram, poucos jornalistas esportivos foram procurados, e até grandes jogadores de hoje ficaram de fora. Nilton Santos, Zico, Juca Kfouri, Bebeto, Zagallo, Carlos Alberto Parreira, Ronaldo, o que eles diriam sobre Pelé? Vamos ficar sem saber.

O Rei e a querida Jules Rimet

Assisti ao filme nos cinemas, as jogadas de Pelé ficam sensacionais na tela grande, e comprei o DVD, mas nunca coloquei no meu aparelho para tocar. Esse é o tipo de filme que deve ser visto com os amigos (que gostem de futebol, é claro!), regado a cervejinha e muita discussão.

Quem era melhor, Pelé ou Garrincha? O Pelé marcaria mil gols hoje em dia? A preparação física tornou o futebol previsível? Onde estão os pontas que encantaram gerações?

Claro que essas questões não aparecem no filme de Massaini, que é centrado na figura de Pelé, mas estão por ali, rondando como pano de fundo entre os golaços inesquecíveis. É uma pena que o diretor não tenha fugido um pouco dessa linha, pois em alguns momentos ficamos com a impressão de ver um grande institucional pago pelo Edson Arantes do Nascimento.

Para falar do camisa 10 do Santos temos que contextualizar o futebol da época e para isso seria preciso falar dos craques que ajudaram o menino de Bauru a se transformar no Atleta do Século.

Menino Edson assinando um pré-contrato?

Na Copa de 58 os gols de Vavá, os lançamentos de Didi, a técnica de Nilton Santos e os dribles de Mané foram tão importantes quantos os gols de Pelé. Didi foi eleito o Craque da Copa e recebeu o apelido de Mr. Football pela imprensa internacional.

A Copa de 62 foi ganha sem Pelé. Dizem que Mané Garrincha só faltou fazer chover nesse mundial. A base era a mesma daquela equipe que encantou a Suécia em 58: Djalma Santos, Nilton Santos, Zito, Didi, Zagallo, Vavá, Mané e Amarildo no lugar do Rei.

Até mesmo o Santos jogou a final do Mundial Interclubes, em 63, contra o Milan sem Pelé. E venceu duas partidas aqui no Maracanã. Nada disso apaga o valor das diversas condecorações que Pelé recebeu. Ele é o maior jogador de futebol de todos os tempos, ele é o Atleta do Século. Mas ele não chegou lá sozinho e sabe disso.

Bola na rede e o famoso soco no ar

Pelé Eterno é obrigatório. Obrigatório para a nova geração que acha Romário-melhor-que-Pelé, obrigatório para os jovens da década de 60 matarem a saudade do Rei, e ainda obrigatório para estudantes de cinema. Ah, como eu gostaria de editar os gols do Pelé. Na verdade não é preciso criar muito, ele já fez isso. As jogadas são tão cinematográficas que parecem ensaiadas.

Vendo as imagens em preto e branco, desgastadas, sujas, arranhadas, não resta dúvida! Não existe e não vai existir outro jogador como Pelé. É fato. E antes que pensem em Maradona… Vou terminar com uma frase do próprio Pelé: “Antes do Maradona chegar ao Pelé ele vai ter que pedir licença aos outros craques inquestionáveis do nosso futebol. Primeiro ao Mané, depois vem o Didi, aí o Leônidas…”.

Pelé Eterno

Brasil, 2004, 120 min

Direção: Aníbal Massaini