Posts Tagged ‘Rodrigo Mancha’

Velhos problemas no Engenhão

04/04/2011

O técnico Caio Júnior pode ver neste domingo que terá muito trabalho pela frente, e, aliás, não só pela frente, mas pelos lados, pelo meio, pela defesa… O Botafogo fez um primeiro tempo digno da “Era Joel Santana”: lento, sem ambição, aceitando a marcação do Resende e com um ataque praticamente inofensivo. Antes era para derrubar o Joel e agora? Não existe explicação para a falta de entusiasmo dos jogadores e para a passividade apresentada nos 45 minutos inicias. Não é mais fácil fazer dois ou três gols e “andar” no segundo tempo?

Márcio Azevedo & Márcio Rosário – que dupla sertaneja! É para quem tem um bom coração e passou por um check-up recente! O lateral-esquerdo não consegue dar sequência a nenhum lance sem antes parar a bola e tentar aquele driblezinho manjado cortando para o meio e depois voltando, é de enlouquecer. O zagueirão é limitado, compensa a falta de técnica com muita dedicação, isso é inegável, mas querer sair no toque, na habilidade com essa dupla de Márcios é cometer um suicídio tático! Antônio Carlos deve estar rezando um rosário para acelerar a volta do Fábio Ferreira!

Zagueiro-artilheiro! Antônio Carlos faz o que o ataque não consegue: gols!

Quem está acendendo velas para a volta do Maicosuel? Todos os botafoguenses do mundo, o Caio Júnior e também o Everton! O garoto é esforçado, corre, tenta tabelar, mas é impossível estabelecer um diálogo ofensivo com os jogadores de meio-campo nesse time. O Somália melhorou na segunda etapa, jogando na lateral, porque teve espaços com o recuo do Resende. É imperdoável ver o Somália usando a camisa 7 no Botafogo! Dá logo a 10 pra ele, mas a 7 não! A direção do Botafogo, ou até mesmo o estatuto do clube deveria proibir que jogadores de marcação cheguem perto do mítico número 7!

O empate foi ruim, a exibição foi ruim, mas ao menos as substituições do Caio Júnior foram coerentes. Ele não conhece o elenco, não sabe totalmente das características de cada jogador, mas está mexendo no time melhor do que o Natalino… Sei que não é muito, mas já é um começo. O Bruno Tiago entrou bem, ajudou na frente e deu combate no meio-campo, mas precisa treinar exaustivamente chutes a gol! Ele tem vaga garantida no lugar do Somália enquanto o Maicosuel não assume o posto ali pela direita.

Temos que vencer bem o Paraná, nesta quarta, pela Copa do Brasil, para fazer a torcida lotar o Engenhão no duelo contra o Flamengo! Uma vitória no domingo praticamente assegura a vaga nas semifinais da Taça Rio.

Vamos, FOGO!

Loco Abreu perdeu dois gols que poderiam mudar a cara da partida!

Ficha Técnica:

6ª Rodada da Taça Rio: Botafogo 1 x 1 Resende (03/04/2011)

Botafogo: Jefferson, Alessandro (Bruno Tiago), Antônio Carlos, Márcio Rozário e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Rodrigo Mancha (Caio), Somália e Everton (Arévalo Ríos); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Resende: Eduardo, Tiago Bastos, Rogério, Anderson Conceição e Jefferson; Gabriel, Léo Silva, Marcel (Léo) e Valdeir; Alexandro (Elias) e Marcelo Régis (Ramon)

Técnico: Paulo Campos

Gol do Botafogo: Antônio Carlos, aos 30 minutos da etapa final

Gol do Resende: Rogério, aos 44 minutos do 1º tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 4.733 presentes / Renda: R$ 61.015,00

Árbitro: Wagner dos Santos

Cartão Amarelo: Márcio Rozário, Márcio Azevedo (Botafogo) e Valdeir (Resende)

Herrera lutou, correu, mas não rendeu o que podia contra o Resende...

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Sem essa de respeitar o adversário!

01/04/2011

Jogar em Curitiba, no Estádio Durval de Brito, é sempre complicado e as condições do gramado não eram as ideais para uma equipe leve e de bom toque de bola como a do Botafogo. Quando tudo indicava o contrário e o empate podia até ser visto como um bom resultado, eis que Caio Júnior decide tirar um volante e colocar um atacante logo na virada do intervalo. Sorte minha conhecer os jogadores alvinegros ou não acreditaria realmente que Willian, um garoto da base, estava entrando no lugar de Rodrigo Mancha – que já tinha um cartão amarelo e corria o risco de expulsão. Certamente isso nunca aconteceria na “Era Joel Santana”.

Os jogadores são os mesmos e o esquema tático semelhante, então o que mudou em tão pouco tempo? Na primeira etapa, o Botafogo não esperou o Paraná atacar para jogar no contra-ataque. O Botafogo não jogou como Bangu. O Botafogo jogou como Botafogo. E mesmo com todas as limitações do elenco, e elas são muitas, vimos que atacar é mesmo a melhor defesa.

No lugar certo, na hora certa! Willian faz o gol da vitória alvinegra!

O Botafogo não pode temer um adversário como o River Plate de Sergipe e não pode pensar em empatar com o modesto Paraná. O respeito, tão pregado em tempos politicamente corretos, deve ser usado nas entrevistas e nos bastidores, antes da partida, pois em campo o Botafogo tem que se impor como um dos maiores uniformes do futebol mundial.

A Estrela Solitária ajudou o Brasil a se tornar Tricampeão Mundial em 1958, 1962 e 1970 e quem entra em campo com a camisa alvinegra precisa conhecer e, aí sim, respeitar essa história. Quem deve respeitar o Botafogo é o Paraná. Quem deve temer algo é o torcedor paranista. Camisa não ganha jogo, mas paga salário, contrata jogador e faz milhões ostentarem mundo afora o amor por um clube de futebol.

Alessandro jogou com garra e venceu quase todas as disputas pela direita!

Não sei se Caio Júnior irá ser campeão pelo Botafogo como foi Joel Santana, e por duas vezes, ou irá cair quando os títulos não vierem, como aconteceu na “Era Cuca” que jogava bonito, sempre atacando e que venceu apenas duas edições da Taça Rio (2007 e 2008).

Só sei que nesse momento, nesse exato momento, a torcida precisa de um treinador como o Cuca, que goste de atacar e, curiosamente, entramos na famosa superstição alvinegra, já que Caio Júnior também jogava como meia-atacante como o Alexis Stival fazia no Grêmio. Ter três atacantes em campo sem o time estar perdendo… fiquei até emocionado! A Copa do Brasil desse ano está muito disputada e o caminho até a final será uma pedreira, mas jogando dessa forma podemos ao menos sonhar com essa conquista inédita para o clube.

Vamos, FOGO!

Fahel mostra que pode ser um bom reserva para o meio de campo!

Copa do Brasil

Segunda Fase – Jogo 01: Paraná 1 x 2 Botafogo (30/03/2011)

Paraná: Thiago Rodrigues; Paulo Henrique, Luciano Castán, Rodrigo Defendi e Henrique (Luisinho); Anderson, Camargo, Lima (Marquinhos) e Kelvin; Diego (Ricardinho) e Léo

Técnico: Ricardo Pinto

Botafogo: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Fahel); Rodrigo Mancha (William), Marcelo Mattos, Somália e Everton; Caio (Cidinho) e Herrera

Técnico: Caio Júnior

Gol do Paraná: Rodrigo Defendi, aos 18 minutos do primeiro tempo

Gols do Botafogo: Antônio Carlos, aos 17 minutos da etapa inicial e Willian, aos 2 minutos do segundo tempo

Local: Durval Brito (PR) / Público: presentes / Renda: R$ 74.900,00

Árbitro: Elmo Alves Resende

Cartão Amarelo: Henrique e Luciano Castán (Paraná); Rodrigo Mancha, Somália e Alessandro (Botafogo)

Cartão Vermelho: Luiz Camargo (Paraná) e Somália (Botafogo)

Pisando em pedras ou em ovos?

21/03/2011

Depois da derrota no clássico deste domingo fica a pergunta: O Botafogo é um time limitado ou uma equipe mal armada? Alguns torcedores sequer pensam para responder e as vaias para Joel Santana já fazem parte do espetáculo no Engenhão. Devo confessar que não fui ao estádio nesse jogo e preferi ver todos os detalhes da humilhante derrota do conforto de casa e com os comentários da dupla do PFC. Pude conferir que o impedimento assinalado no gol de Herrera foi de marcação difícil, quase humanamente impossível, e que o bandeira só mexeu no instrumento quando percebeu que o argentino iria estufar as redes de Fernando Prass… no mínimo duvidoso, bem duvidoso.

Derrota humilhante? O leitor mais atento poderá reclamar do uso do adjetivo, mas reafirmo que a derrota de 2 a 0 para o Vasco foi mesmo humilhante! Foi humilhante, pois o Botafogo sequer levou preocupação ao goleiro adversário; foi humilhante, pois a zaga bateu cabeça e entregou uma bola digna das peladas do Aterro; foi humilhante, pois a equipe parecia um bando desordenado em campo; foi humilhante, pois levamos um gol de bicicleta, dentro da área, de um jogador limitado e com 1,69m; foi humilhante, pois a torcida vibrou com a expulsão do próprio treinador; foi humilhante, pois…

Rodrigo Mancha foi um dos poucos que se salvaram no vexame...

Joel Santana armou o time com três cabeças de área, sendo um deles um falso terceiro zagueiro, Rodrigo Mancha, prendeu os laterais na marcação, Lucas e Márcio Azevedo, e novamente colocou a camisa 10 num coitado, Éverton, e falou: “Se vira!” No ano passado, Lucio Flavio e Maicosuel tiveram a missão de carregar o piano sozinhos e na atual temporada Renato Cajá passou por esse aperto e agora é a vez do Éverton sentir o peso de ser o único armador da equipe!

O garoto se esforça, tenta, corre, mas é impossível escapar da marcação individual que os treinadores adversários esquematizam! Eduardo Costa dava o primeiro combate e logo depois chegava a cobertura. Todas as atenções se voltam para o camisa 10 botafoguense e ninguém aparece para levar o time ao ataque, tudo passa pelo “cara que está com 10”.

Esquema tático? Everton recuado e perdido no lado esquerdo do campo...

Qual o esquema tático utilizado no primeiro tempo pelo Joel? É difícil até tentar decifrar esse enigma! 3-5-2? Mas os laterais não subiam pro ataque! 5-3-2? Arévalo Ríos e Somália se preocupavam com os avanços inexistentes dos laterais! Acredito que o Botafogo jogou no 7-1-2, com sete homens plantados em frente ao gol do Jefferson, com o Éverton largado no meio de campo, com o Herrera marcando a saída de bola e com o Loco Abreu esquecido entre os zagueiros vascaínos. Se o Lucas não tinha liberdade ou segurança para atacar porque não escalar o Alessandro que sempre faz bons jogos contra o Vasco? E qual a razão de deixar o Marcelo Mattos no banco?

É certo que nem tudo é culpa do Joel, mas ele teve participação na montagem do elenco e sabia das deficiências do time. A liberação do Renato Cajá para o futebol chinês foi um erro maior do que se supunha na época e o preço desse erro pode ser a eliminação na Taça Rio e na Copa do Brasil.

Time perdido em campo e presa fácil para um limitado Vasco...

Quando o Maicosuel irá voltar? Vamos esperar eternamente a recuperação do Mago? Onde está o Fabrício? E o Araruama? Onde está o Rodrigo Dantas? E o Túlio Souza? Esses dois jogaram o segundo jogo da final do Carioca e foram bem. Não dava pra manter os dois no elenco até a volta do Maicosuel? Os salários eram astronômicos? A diretoria não conseguiu planejar as contratações e nem avaliar bem os jogadores que estavam no clube. Se está faltando apoiador no mercado porque liberar três de uma vez?

Mais perguntas sem resposta em General Severiano. E será que o Loco não pisa na mesma pedra duas vezes ou não quer ficar pisando em ovos? Ele sabe muito bem o que a equipe fez de errado contra o Vasco e disse isso na primeira rodada da Taça Guanabara. A torcida entendeu, mas parece que o Joel não consegue absorver as críticas de forma positiva. O maior problema é que sem o Joel vai ficar pior… Não existe técnico disponível no mercado…

Vamos, FOGO!

Jefferson fez quatro defesas incríveis e evitou a goleada!

Ficha Técnica:

4ª Rodada da Taça Rio: Vasco 2 x 0 Botafogo (20/03/2011)

Vasco: Fernando Prass, Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Eduardo Costa, Rômulo, Felipe e Bernardo (Felipe Bastos); Diego Souza (Elton) e Éder Luís (Leandro)

Técnico: Ricardo Gomes

Botafogo: Jefferson, Lucas (Marcelo Mattos), João Filipe, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Caio); Rodrigo Mancha, Arévalo Ríos, Somália e Everton (Alex); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gols do Vasco: Diego Souza, aos 13, e Eder Luis, aos 25 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 31.265 presentes / Renda: R$ 724.360,00

Árbitro: Pericles Bassols

Cartão Amarelo: Eduardo Costa, Diego Souza, Ramon e Bernardo (Vasco); Loco Abreu, João Filipe, Everton, Rodrigo Mancha, Herrera e João Filipe (Botafogo)

Vontade, determinação e atitude!

12/03/2011

O Botafogo foi para o vestiário no intervalo recebendo os aplausos da torcida e, na mesma partida, o Botafogo deixou o campo, ao fim do segundo tempo, também sob aplausos da exigente torcida botafoguense. Parece sonho? Foi verdade? Sim, foi verdade e aconteceu pela primeira vez em 2011, na 3ª rodada da Taça Rio, diante do perigoso Americano de Campos. E o que mudou no time que irritava a torcida dias atrás? Atitude, vontade, determinação e coragem! Foi assim que a equipe jogou nesta noite de sábado!

Joel Santana atribuía o péssimo rendimento do time ao início de ano, ao início de temporada, ao início de campeonato, ao início de etc., etc., etc. Pode ser que em alguns jogos o forte calor carioca tenha realmente atrapalhado a evolução do Botafogo, mas perder para o River Plate do Sergipe é impossível! Empatar com Bangu, Macaé e deixar a liderança de bandeja para o Fluminense foi ridículo! A perda da Taça Guanabara não representa apenas um título a menos em General Severiano, representa ter que enfrentar o time da Gávea na final e ter que vencer a Taça Rio. E foi com esse espírito que os jogadores alvinegros pisaram no gramado do Engenhão hoje!

Os três volantes alvinegros tiveram atuação segura neste sábado.

O esquema com três zagueiros parece que foi abolido de vez, mas é preciso lembrar que Joel não conta com mais zagueiros no elenco e que Antônio Carlos estava machucado, mesmo assim é algo a ser comemorado. No 4-4-2, a equipe fica mais ofensiva e sem perder o poder de marcação. Lucas e Márcio Azevedo chegaram bem ao ataque, Arévalo, Rodrigo Mancha e Somália deram o combate no meio e ainda cobriram as subidas dos laterais. Na frente, Everton, o novo camisa 10, fez um bom e animador primeiro tempo e a dupla Mercosul deu conta do recado.

O “filho preferido do papai” não estava bem até acertar um lindo passe para Loco Abreu fazer o segundo gol do Botafogo e o oitavo dele no campeonato. O uruguaio foi até o Somália e fez questão de agradecer ao jogador pelo excelente lançamento. O posicionamento pode ter atrapalhado. Não entendi a razão do Somália, destro, cair pela esquerda e o Everton, canhoto, cair pela direita… Não entendi mesmo. Será que o Joel acha que eles têm algo em comum com o Sneijder ou com o Robben?

Quando tudo parece funcionar não custa arriscar, certo? João Filipe se aventurou no ataque com a famosa arrancada, ganhou o escanteio e na sequência fez um belo gol, com muita categoria! Fogoooo! Aplausos e alegria no Engenhão. Para fechar a goleada só faltava um gol com bola rolando para o Herrera e ele aconteceu após bela enfiada de Lucas. Botafogo líder, jogando bem, com goleada e gols dos homens de frente! Joel acertou nas substituições e foi feliz na escalação. É hora de pensar em vencer o clássico contra o Vasco e carimbar de vez a vaga nas semifinais da Taça Rio.

Vamos, FOGO!

Vibração! O zagueiro João Filipe jogou bem e ainda anotou um belo gol!

Ficha Técnica:

3ª Rodada: Botafogo 4 x 0 Americano (12/03/2011)

Botafogo: Jefferson, Lucas (Alessandro), João Filipe, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Guilherme); Rodrigo Mancha, Arévalo, Somália (Caio) e Everton; Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Americano: Jefferson, Ayrton (Felipe), Élson, Gustavo Breda e Carlos Alberto; Índio (Renan), Marciel, Flavio Medina, Gustavinho e Éberson; Diego (Léo Santos)

Técnico: Toninho Andrade

Gols do Botafogo: Herrera, aos 14, e Loco Abreu, aos 27 iniciais. João Filipe, aos cinco, e novamente Herrera, aos 25 da segunda etapa

Local: Engenhão (RJ) / Público: 2.946 pagantes / Renda: R$ 70.870,00

Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro

Cartão Amarelo: Somália (Botafogo), Ayrton e Carlos Alberto (Americano)

A vaca quase foi pro brejo!

09/03/2011

O Botafogo de Joel Santana é líder do Grupo B da Taça Rio com seis pontos conquistados em duas vitórias, mas segue jogando mal. O time bateu o Nova Iguaçu nesta Quarta-feira de Cinzas pelo placar mínimo e deixou o campo vaiado pela torcida. Joel inventou, errou e teve sorte de não sofrer o empate no fim do jogo. É visível que o comandante alvinegro não comanda mais nada e que a equipe parece um bando desordenado. O pouco das jogadas ensaiadas pelo ex-treinador Cuca que ainda eram utilizadas se perdeu com a saída de Lucio Flavio e agora não resta ao Botafogo nem mesmo a famosa bola levantada na área.

A Copa do Brasil é caminho mais curto para a Libertadores e se tornou uma obsessão da diretoria botafoguense, mas sem um time guerreiro, com variações de jogadas, muita marcação e planejamento é quase inviável pensar que esse grupo irá levantar o caneco e colocar o Botafogo novamente na maior competição da América. Lamentavelmente iremos brigar para vencer a Taça Rio e enfrentar o time da moda outra vez na final do Estadual. Estadual. O Glorioso virou um time estadual.

Everton comemora o primeiro gol com a camisa alvinegra!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

Taça Rio

2ª Rodada: Nova Iguaçu 0 x 1 Botafogo (09/03/2011)

Nova Iguaçu: Diogo, Paulo Henrique (Mossoró), Leonardo Luiz, Alex e Cortês; Amaral (Lukian), Luan, Marquinhos (Wallace) e Dieguinho; Maycon e William

Técnico: Josué Teixeira

Botafogo: Jefferson, Lucas (Alessandro), João Filipe (Caio), Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Rodrigo Mancha, Arévalo, Bruno e Everton (Guilherme); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do Botafogo: Everton, aos 10 minutos iniciais

Local: Raulino de Oliveira (RJ) / Público: 2.984 presentes / Renda: R$ 34.930,00

Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga

Cartão Amarelo: Alex, Amaral (Nova Iguaçu); Everton, Márcio Azevedo, Alessandro, Jefferson, Herrera, Márcio Rosário (Botafogo)

Cartão Vermelho: Alex (Nova Iguaçu)

Vendido! Renato Cajá não teve tempo nem para despedidas!

1ª Rodada: Botafogo 4 x 2 Volta Redonda (05/03/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Rodrigo Mancha, Bruno, Everton (Arévalo Ríos) e Renato Cajá (Alex); Caio (Fabrício) e Herrera

Técnico: Joel Santana

Volta Redonda: Mauro; Serginho, Padovani, Ávalos e Fabinho (Tiago Costa); Jonílson, Léo Gonçalves, Jhonattann e Gláuber; Jean (Bruno Lança) e Pedro Henrique (Arthur)

Técnico: Dario Lourenço

Gols do Botafogo: Herrera, aos quatro, e Caio, aos 19 minutos da etapa inicial. Rodrigo Mancha, aos 57 segundos, e Alex, aos 11 minutos do segundo tempo

Gols do Volta Redonda: Jhonattann, aos 22, e Ávalos, aos 41 iniciais

Local: Engenhão (RJ) / Público: 3.219 presentes / Renda: R$ 67.700,00

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá

Cartão Amarelo: Márcio Azevedo, Rodrigo Mancha, Everton e Caio (Botafogo), Jonílson e Jhonattann (Volta Redonda)

Cartão Vermelho: Léo Gonçalves e Gláuber (Volta Redonda)

Esse é o Botafogo 2011?

03/03/2011

O técnico Joel Santana respirou aliviado após a classificação do Botafogo para a 2ª Fase da Copa do Brasil, mas tanto os torcedores que foram ao Engenhão quanto os que viram o jogo pela TV não estão nada felizes. A equipe teve “uma semana cheia para trabalhar”, como gostam de dizer os boleiros, mas isso não se refletiu em campo. O mesmo aconteceu contra o Flamengo na semifinal da Taça Guanabara e é certo questionar o preparo físico do time nesse início de ano.

Jogando no 4-4-2, por necessidade e não por opção, Joel lançou Lucas e Everton para deixar o Botafogo extremamente ofensivo – para os padrões natalinos do nosso treinador, é claro! A esperada pressão inicial não veio e a primeira chance de gol só apareceu aos 20 minutos com Caio. O time de Sergipe sentiu, recuou ainda mais e Herrera, aos 24, quase abriu o placar. Mesmo sem Loco Abreu, machucado, a principal jogada alvinegra era a bola alçada na área e Caio, aos 34, e Renato Cajá, aos 35, exigiram belas defesas do goleiro Max. E nada de gol no Engenhão!

Herrera lutou, correu, mas não conseguiu fazer um gol no tempo normal.

O River Plate passou 38 minutos se defendendo e Jeferson foi um expectador privilegiado da pelada. Justo aos 38, o atacante Bibi, do alto dos seus 1,63, desferiu uma cabeçada mortal e lá estava o Camisa 1 para confirmar o grito das arquibancadas: “O melhor goleiro do Brasil!” Ufa! Susto no canil! Desespero de Joel Santana, bronca de Antônio Carlos e os jogadores de defesa olhando para um lado e para o outro procurando entender o que aconteceu. Ainda bem que não temos mais o Max guardando a meta botafoguense!

Se Jeferson mostrava segurança na defesa, Herrera era pura raça e determinação no ataque. Aos 39, o argentino ganhou uma bola perdida, se embolou com o zagueiro e foi derrubado! Falta marcada! O goleiro Max e o zagueiro Bebeto fizeram uma lambança e a bola espirrou pra dentro do gol. Foi gol? A bola entrou? O bandeirinha correu para o meio de campo e o juiz validou o 1 a 0. Se a Fifa não quer tecnologia no futebol…

A Fifa quer tudo na mesma! É o futebol no tempo do "Você decide!" Foi gol?

Antes do intervalo, aos 47, Herrera poderia ter garantido a classificação, mas perdeu gol sem goleiro, dentro da pequena área. O sinal de que o sofrimento seria obrigatório veio logo aos 40 segundos da etapa final quando Everton mandou uma bomba na trave! Era noite de sofrer e apelar para a mística alvinegra! As oportunidades de gol foram ficando escassas e quando apareciam o ataque alvinegro desperdiçava! Aos nove, Herrera recebeu belo passe de Cajá e chutou para fora; Alex, aos 17, tentou o ângulo de Max e perdeu boa chance; um minuto depois Herrera tentou driblar Max e foi desarmado. A última oportunidade clara de gol apareceu aos 34 e novamente Max salvou o River Plate após bela cabeçada de Alex!

A classificação nos pênaltis diante de um adversário sem tradição como o River Plate de Sergipe só revela uma incrível fragilidade no esquema tático armado por Joel Santana. O Botafogo não tem jogadas ensaiadas, tabelas e tampouco uma movimentação surpresa dos jogadores. O time fica estático esperando a bola girar de um lado para o outro. Nem o que funcionou em 2010 acontece em 2011! Ninguém sabe bater falta nesse time? Joel precisa treinar a bola parada e escolher um batedor oficial de faltas. Não é possível que ninguém saiba cobrar um escanteio decente numa equipe da primeira divisão do futebol brasileiro!

Joel Santana recebe o apoio dos jogadores. Ele é o único culpado?

Pênalti é sorte? Depois de passar vergonha diante do flamengo, na semana passada, ao menos dessa vez os jogadores tiveram frieza e capacidade para converter todas as quatro cobranças. Márcio Rosário surpreendeu pela calma; Herrera, que só perdeu uma penalidade com a camisa alvinegra, converteu com categoria; Antônio Carlos cobrou com eficiência e Lucas colocou a bola no ângulo! Quanta diferença entre esses pênaltis e os cobrados por Somália, Everton e Renato Cajá!

É hora de esquecer a Taça Guanabara e focar na conquista da Taça Rio. É hora de esquecer o River Plate de Sergipe e vencer o Paraná. É hora de deixar de ser o Botafogo melancólico que empatou com o Bangu e voltar a ser o Botafogo guerreiro que derrotou o atual campeão brasileiro!

Vamos, FOGO!

Jeferson celebra a classificação e a convocação para a Seleção Brasileira!

Copa do Brasil

Primeira Fase – Jogo 02: Botafogo 1 x 0 River Plate-SE (02/03/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Alessandro); Rodrigo Mancha, Bruno, Everton (Alex) e Renato Cajá (Fabrício); Caio e Herrera

Técnico: Joel Santana

River Plate-SE: Max; Gláuber, Bebeto, Valdson e Pedrinho; Bruno Ramos (Lucas), Fernando Pilar, Wallace e Éder (Fábio Júnior); Bibi (Da Silva) e Bebeto Oliveira

Técnico: Aílton Silva

Gol do Botafogo: Gol contra aos 40 minutos da etapa inicial

Local: Engenhão (RJ) / Público: 3.901 presentes / Renda: R$ 74.900,00

Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Cartão Amarelo: Márcio Rosário, Bruno Tiago e Antônio Carlos (Botafogo); Bebeto Oliveira, Bruno Ramos, Bebeto, Pedrinho e Da Silva (River Plate-SE)

Olé! E o fim da invencibilidade!

24/02/2011

O Botafogo entrou em campo como uma equipe pequena e por isso conheceu a primeira derrota da temporada. O Botafogo jogou como um time medíocre e por isso sofreu um gol aos 41 minutos do segundo tempo. A tão propagada “ofensividade do Joel Santana” não passou de balela, já que a escalação mostrava três volantes para segurar o inexistente ataque do poderoso River Plate de Sergipe!

O desenho no decorrer da etapa inicial revelou que Rodrigo Mancha foi obrigado a recuar para compor a zaga, e o pior, era visível a amarra nos laterais Alessandro e Márcio Azevedo. Renato Cajá foi obrigado a carregar a armação de jogadas nas costas, sozinho, e outra vez não deu conta do recado. E quem daria?

É verdade que o ataque funcionou com boas tabelinhas e Loco Abreu perdeu quatro chances de gol que resolveriam a partida e deixariam essa crônica bem mais leve e feliz! Herrera ainda não se recuperou totalmente, mas fez boas jogadas que poderiam ter resultado em gol. No meio do jogo a pergunta que não quer calar: “Onde está o Everton?” É impressionante como o Joel se apega aos jogadores mais antigos e teima em não dar chance aos novos contratados. O Renato Cajá não acerta escanteio, não consegue levantar uma bola alçada na área e deixa a impressão de que o gol contra o Fluminense fora obra do acaso.

Loco Abreu, Herrera e Antonio Carlos fizeram muitos gols de cabeça no ano passado em jogadas do Lucio Flavio, mas depois da saída do questionado meia é raro ver uma bola levantada com categoria. No jogo de ontem foi uma tragédia! Alessandro, Márcio Azevedo e Renato Cajá irritaram os torcedores com batidas ridículas e inofensivas. O meio de campo alvinegro é “Terra de Ninguém”, já que Joel é incapaz de fixar dois meias ofensivos e dois volantes sem invenções ou improvisações.

Herrera correu, perdeu gols, brigou e levou um cartão amarelo!

O que mantêm o Somália titular do Botafogo? Qual o segredo para que ele nunca seja substituído? Ontem o Joel fez apenas duas trocas e deixou os jogadores mofarem no banco de reservas. O Márcio Azevedo pode não ser o melhor lateral-esquerdo do Brasil, mas sempre tenta a linha de fundo e busca cruzar as bolas para a dupla Abreu e Herrera. O que faz o Joel? Saca um lateral de ofício e improvisa o “filhinho do Papai” por ali, todo torto e desengonçado! Com a bola no pé o Somália vai para o lado do campo e o Everton cai pelo meio, já sem a bola é o contrário e o resultado é uma embolação total e ninguém sabe onde fica quem!

Os jogadores estão insatisfeitos, os torcedores estão insatisfeitos e para piorar o Joel decidiu cortar a sagrada folga de domingo! Com essa atitude ele deixa claro que a culpa é do elenco e não dele! Não vou estranhar se o Botafogo for eliminado já na Primeira Fase da Copa do Brasil. Ah, e o gol do poderoso River Plate de Sergipe? Os sergipanos tocaram a bola por um minuto e cinco segundos antes da conclusão!

Os torcedores gritaram um Olé! de um minuto e depois comemoraram o gol! Ironia? Não. Tem coisas que só acontecem com o Botafogo! Foi numa partida contra o River Plate da Argentina, no México, que surgiu o grito de Olé! para o futebol mundial! Mané Garrincha deu um baile no lateral Vairo e os mexicanos responderam com o famoso grito das touradas: Olé! Olé! Olé!

Vamos, FOGO!

Coloquei essa foto só para dar uma levantada na moral da crônica...

Copa do Brasil:

Primeira Fase – Jogo 01: River Plate-SE 1 x 0 Botafogo (23/02/2011)

River Plate-SE: Max, Glauber, Bebeto, Váldson e Pedrinho; Wallace, Fernando Pilar (Lucas), Bruno Ramos e Éder (Fábio Junior); Bibi (Claudinei) e Bebeto Oliveira

Técnico: Aílton Silva

Botafogo: Jefferson, Rodrigo Mancha, Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Somália, Bruno Tiago, Renato Cajá (Caio) e Márcio Azevedo (Everton); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do River Plate-SE: Bebeto Oliveira, aos 41 minutos do segundo tempo

Local: Batistão (SE) / Público: 14.000 presentes

Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)

Cartão Amarelo: Bibi, Bruno Ramos, Váldson e Bebeto Oliveira (River Plate), Somália, Herrera, Márcio Rosário e Antônio Carlos (Botafogo)

Faltou competência!

20/02/2011

Pênalti não é sorte! Pênalti não é loteria! Pênalti é competência! Futebol é competência! Faltou competência ao Botafogo nesta tarde de domingo! Faltou ousadia ao Joel Santana nesta semifinal! Faltou preparo físico ao time para correr mais do que o Flamengo! Faltou o Marcelo Mattos para fechar o meio de campo! Faltou o faro de artilheiro para o Herrera deixar o seu nessa decisão antecipada!

O Botafogo perdeu a vaga na final contra o Boavista e o possível Tricampeonato da Taça Guanabara por seus próprios erros e limitações. Erros e limitações que já se apresentaram nas sete rodadas iniciais do Campeonato Carioca. A torcida alvinegra fez a sua parte e compareceu em bom número ao Engenhão, mas teve que enfrentar nova derrota nas penalidades máximas para o time da Lagoa…

Jogadores comemoram o empate! Dava para vencer no tempo normal...

Joel Santana afastou Fahel, que será negociado ao Bahia, tirou um zagueiro e aboliu o esquema de três zagueiros – Amém! – mas manteve o “filhinho” Somália em campo! Márcio Azevedo vinha fazendo uma boa partida e deixando a zaga do Flamengo preocupada com seus avanços e cruzamentos. Renato Cajá passou o primeiro tempo inteiro isolado na armação das jogadas e pouco criou – lembram do Lucio Flavio jogando sozinho? – e quando teve a companhia de Everton, não contava mais com as subidas de Azevedo que fora sacado no vestiário e estava exausto de tanto correr e marcar! Mas não tínhamos três cabeças de área?

Felipe acertou o canto nas cobranças de Everton e Somália, contou com a incompetência do Renato Cajá e saiu da partida como herói. O Botafogo mais uma vez consagra um goleiro rubro negro! Felipe escolheu pular no canto do pé do cobrador! Everton é canhoto? Vai bater na esquerda! Somália é destro? Vai bater na direita! Só não acertou a cobrança do Márcio Rosário que fechou o olho e soltou uma bomba no meio do gol!

Sempre ele! Loco Abreu fez um belo gol, mas não foi o suficiente!

Se o Joel não teve coragem de sacar o Cajá, que estava morto de cansaço, para colocar um terceiro atacante porque sacrificar o Herrera? A partida estava com todo jeitão de pênaltis e perder um cobrador frio e experiente como o argentino foi burrice, muita burrice!

Resta apagar as cinzas e juntar forças para golear o River Plate de Sergipe na próxima quarta! Nada de trazer a partida para o Rio! O Botafogo tem a obrigação de golear e garantir a vaga na Segunda Fase da Copa do Brasil! E Joel, esqueça de vez o 3-5-2, por favor!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

Semifinal da Taça Guanabara: Flamengo 1 x 1 Botafogo (20/02/2011)

Flamengo: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Ronaldo Angelim (Diego Maurício); Fernando, William, Renato, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho; Deivid (Negueba)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Botafogo: Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Everton); Arévalo Ríos (Marcus Vinícius), Rodrigo Mancha, Somália e Renato Cajá; Herrera (Caio) e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do Flamengo: Ronaldo Angelim, aos 14 iniciais

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos três minutos do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 26.854 pagantes / Renda: R$ 805.654,00

Árbitro: Luis Antonio dos Santos

Cartão Amarelo: Herrera, Renato Cajá, Rodrigo Mancha (Botafogo); Willians, Deivid, David Braz, Thiago Neves (Flamengo)

Novatos treinam com disposição

22/01/2011

A crise entre Joel Santana e Loco Abreu atrasou o treino por quase duas horas e a pequena e impaciente torcida que esperava por alguma movimentação preferiu comentar a vitória sobre o Duque de Caxias do que pensar num possível racha no elenco, já no inicio do trabalho. Quando os jogadores foram liberados e partiram para o gramado de General Severiano a recompensa veio com belos gols e com a oportunidade de ver os novos reforços finalmente batendo uma bolinha.

Com o campo reduzido, e elenco também, já que apenas dez jogadores participaram da atividade, o time de Colete Branco bateu o Colete Preto, mas ninguém ficou atento ao placar, e sim à movimentação de Éverton e ao domínio de bola de Arévalo. Jefferson, Rodrigo Mancha, Araruama, Alessandro e Herrera formaram o time branco e o colete preto ficou com Milton Raphael, Fahel, Arévalo, Éverton e Renan – que jogou na linha para completar a pelada.

Nada de desfile! Novos atletas treinam forte em General Severiano!

Apesar do forte calor e das dimensões reduzidas do gramado deu para notar que Cacha não gosta de perder nenhuma dividida, que Herrera enche o pé até em brincadeira de quintal e que Éverton vai dar muitas alegrias quando estiver em forma. Depois de perder duas jogadas individuais para Rodrigo Mancha, que mostrou muita disposição, Éverton se livrou da marcação e mandou uma bomba no ângulo de Jefferson, indefensável! Alessandro fez belos gols e a sombra do recém contratado Lucas parece ter feito muito bem ao ex-camisa 2 alvinegro.

Joel Santana contornou a crise após conversa com Loco Abreu e agora só pensa na segunda rodada, contra a Cabofriense, neste domingo. Para quem viu a vontade demonstrada por Arévalo Ríos, Éverton, Herrera, Alessandro e Rodrigo Mancha ficou a certeza que crise será uma palavra que não vai se abater sobre General Severiano em 2011!

Show Botafogo abre temporada 2011!

17/01/2011

A diretoria do Botafogo preparou uma grande festa para a abertura da temporada 2011 do futebol alvinegro: show de samba, sorteio de brindes, ingressos promocionais, apresentação dos novos reforços e, de quebra, um amistoso nacional para abrilhantar a tarde de festa! Não faltava nada, certo? Na verdade, faltou o principal: a torcida! O exigente torcedor botafoguense preferiu ficar em casa e acompanhar a pelada do time da Gávea, este sim transmitido pela Rede Globo para todo o país.

Joel Santana escalou o time que treinou durante a pré-temporada já com os novos contratados. Márcio Azevedo assumiu a lateral-esquerda, Lucas ficou na direita e João Filipe fez a zaga ao lado de Antônio Carlos e Márcio Rozário – não sei por que, mas me dá um frio na espinha escrever e falar esse nome… Claro que o adversário não representava nenhuma ameaça ao atual Campeão Carioca, mas quem viu o time da Colina sofrer para bater o Cerro Porteño, por 1 a 0, em São Januário, sabe que vencer bem sempre é importante. Joel elogiou os estreantes da tarde:

– Foi bom porque estiveram desinibidos. Jogaram com tranquilidade, como se conhecessem o grupo há bastante tempo. Se tivesse que dar uma nota, seria 7,5 para todos eles. Foram bem.

Everton, Arévalo e Rodrigo Mancha: três bons nomes para 2011!

A escalação ideal do Botafogo 2011, planejada pelo Papai Joel e esperada pelo torcedor, ainda deverá ficar só na prancheta, já que Everton e Arévalo Ríos ainda não têm condições de jogo. É preciso lembrar que Maicosuel e Fábio Ferreira, duas peças fundamentais no esquema, só retornam ao time em meados de maio, mas mesmo assim podemos dizer que o Botafogo está sim na briga pelo título da Taça Guanabara!

– A festa foi boa do princípio ao fim, e o time se movimentou com qualidade e competência. Mas não vamos achar que já estamos 100%, pois ainda estamos no início do trabalho. De qualquer maneira, o rendimento foi bom, principalmente porque tivemos poucos dias de treino – disse Joel ao site oficial do Botafogo.

A contratação de Arévalo Ríos foi um presente para a torcida que esperava um nome de peso desde as saídas de Edno, Marcelo Cordeiro, Danny Moraes, Lucio Flavio e Leandro Guerreiro. Ríos foi titular em todos os jogos da Seleção Uruguaia na Copa do Mundo da África do Sul, Campeão Uruguaio 2009/2010 com o Peñarol e eleito para a Equipe Ideal da América em 2010! Com a chegada de Arévalo Ríos, o meio campo botafoguense pode formar um quadrado de respeito: Ríos, Marcelo Mattos, Everton e Maicosuel! É para animar até o desanimado e exigente torcedor alvinegro!

Marcelo Mattos continua invicto pelo Botafogo: 15 jogos sem derrota!

Ficha Técnica:

Amistoso Nacional: Botafogo 5 x 1 Democrata-GV (16/01/2011)

Botafogo: Jefferson (Renan), João Filipe, Antônio Carlos e Márcio Rosário (Alex); Lucas (Alessandro), Marcelo Mattos (Fahel), Somália (Bruno), Renato Cajá (Lucas Zen) e Márcio Azevedo (Guilherme); Caio (Araruama) e Loco Abreu (Herrera)

Técnico: Joel Santana

Democrata-GV: Vilar; Taércio (Jorge Luiz), Lucio, Matheus e Emerson (Vini); Marcinho (Nathan), Vinícius Colombiano (Flávio), Ely Thadeu (William Matheus) e Vander (Renê); Léo Guerreiro (Henrique) e Fernandão (Laio)

Técnico: Anthoni Santoro

Gols do Botafogo: Caio, aos 20, Renato Cajá, aos 31, e Márcio Azevedo, aos 33 da etapa inicial. Herrera, aos 24, e Alex, aos 36 minutos do segundo tempo

Gol do Democrata: Renê, aos 41 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)

Cartão Amarelo: Marcinho, Vinícius Colombiano (Democrata)

A torcida esqueceu de comparecer ao Engenhão... Uma pena!