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Marketing & Futebol

26/05/2011

A atual gestão do presidente Maurício Assumpção pode ser contestada por parte da torcida, mas é inegável a valorização da marca Botafogo no cenário nacional e também, ainda que timidamente, vemos uma projeção internacional que não existia desde 1996, quando Túlio Maravilha & Cia bateram grandes equipes européias e conquistaram três títulos em excursão no Japão e na Europa. A contratação de Loco Abreu e o sucesso do Uruguai no Mundial da África do Sul fizeram a Estrela Solitária viajar o mundo inteiro com a famosa cavadinha na final da Taça Rio, em 2010. Hoje, o Botafogo tem três jogadores de seleção: Abreu e Arévalo Ríos, no Uruguai, e Jefferson na seleção nacional.

Maurício Assumpção conquistou o bicampeonato da Taça Guanabara 2009/2010, a Taça Rio 2010, o Campeonato Carioca 2010 e viu a equipe lutar até o fim por um vaga na Libertadores da América – grande sonho de todos os botafoguenses. A diretoria sabe que vencer uma competição continental é a única forma de fazer o clube crescer e atrair mais investidores e patrocinadores. Enquanto a projeção internacional não vem, a equipe de Marketing consegue estabelecer o Botafogo no mercado caseiro com boas campanhas e diversos produtos lançados. O torcedor alvinegro é fanático pela história do clube e sabe valorizar os ídolos do presente e do passado, com essa ideia em mente, diversas ações propostas pela diretoria mantêm a loja oficial vendendo mesmo quando o time vai mal.

Sem folga! Mais de mil botafoguenses prestigiaram o evento com o artilheiro!

Camisas personalizadas, bonecos, bonés, chinelos, bermudas, foto com fãs, tarde de autógrafos, são várias as atrações onde os alvos prioritários são Maicosuel e Loco Abreu, dois ídolos recentes que abraçaram o projeto de marketing. O eterno goleador Túlio Maravilha lotou a nova mega-loja, em General Severiano, no dia da inauguração, para uma tarde de autógrafos e duas semanas depois foi a vez de Loco Abreu esgotar as duas mil senhas disponibilizadas pela equipe de produção. Sinal de que a torcida, a verdadeira, está aí para apoiar o time e que basta apenas uma equipe guerreira e voluntariosa para reverter todo o quadro atual de críticas e vaias que infelizmente partem de uma minoria.

É certo que a torcida está irritada: foram cinco eliminações em apenas cinco meses! A perda de jogadores como Leandro Guerreiro, Lucio Flavio e Renato Cajá enfraqueceram a equipe e a troca de treinador ainda não surtiu o efeito desejado, nem tanto por culpa de Caio Júnior que ainda não conseguiu ter todos os titulares à disposição. O retorno de Maicosuel e de Fabio Ferreira, dois jogadores importantíssimos para o grupo, e as recentes contratações devem fazer o grito de “FOGO!” ecoar pelo Engenhão! Basta uma vitória, uma boa apresentação para o torcedor alvinegro se apaixonar novamente pelo time!

O Mago precisa de ajuda para compor o meio de campo alvinegro!

Elkeson é uma grande aposta de 21 anos, mas que já deu um título para o Vitória no ano passado e vem com muita vontade de aparecer por uma equipe de ponta; Marcelo Mattos já disse que quer ficar e é uma peça muito importante para ser liberado; Gilberto ainda pode fechar e a contratação de Renato, ex-Sevilla, promete dar o toque de qualidade que o meio campo alvinegro tanto sente falta. Se não perder ninguém na janela de transferência e com mais dois nomes, é possível afirmar que teremos elenco para disputar o BR-11 até o fim – como aconteceu no ano passado. Ah, e precisamos encarar a Copa Sul-Americana como prioridade, um ensaio para a conquista da América!

Caio Júnior poderá finalmente escalar uma equipe com bom toque de bola e poder de definição no ataque. Loco Abreu, Arévalo e Jefferson só devem retornar após a Copa América, em agosto, assim teremos que esperar até vermos a força máxima em campo. O provável Botafogo da primeira metade do BR-11 deve ser: Renan, Lucas (Alessandro), Fábio Ferreira, Antônio Carlos e Cortês; Lucas Zen, Marcelo Mattos, Tiago Galhardo e Maicosuel; Caio e Elkeson. Esse time precisa somar pontos agora para que no segundo turno, com todos os titulares, a briga seja pelo título! Jefferson, Lucas, Fábio Ferreira, Antônio Carlos e Cortês (Gilberto); Arévalo Ríos, Marcelo Mattos, Renato e Maicosuel; Loco Abreu e Herrera (Elkeson): time para ser Campeão Brasileiro em 2011!

Vamos, FOGO!

"Quero jogar sábado!" Elkeson chega com moral ao Botafogo!

Ficha Técnica:

Nome: Elkeson de Oliveira Cardoso

Nascimento: 13/07/1989 (21 anos)

Natural de: Coelho Neto, Maranhão

Posição: Meia-atacante

Clubes: Vitória e Botafogo

Ficha Técnica:

Nome: Renato Dirnei Florêncio

Nascimento: 15/05/1979 (23 anos)

Natural de: Santa Mercedes, São Paulo

Posição: Volante

Clubes: Guarani, Santos, Sevilla e Botafogo

Não, não falta nada! Renato é do Fogão por três anos!!!

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Renato Cajá e o negócio da China!

12/03/2011

Renato Cajá chegou ao Botafogo para compor o elenco de 2010 e ser uma sombra para o contestado apoiador Lucio Flavio. Foram poucos jogos, poucos gols e um pênalti perdido na temporada, contra o Cruzeiro, o que indicava uma saída melancólica de General Severiano, mas a camisa 10 caiu no colo de Cajá com a transferência de Lucio Flavio para o futebol mexicano. Era a oportunidade que o jogador sempre procurou e a chance de dar a volta por cima num grande clube do futebol brasileiro!

O ano de 2011 começou com golaços, boas exibições e a titularidade que Renato Cajá tanto almejava, mas eis que surge uma proposta irrecusável da… China! Um verdadeiro negócio da China! Jogador e clube aceitaram na hora – ou de uma hora pra outra – e Cajá deu entrevistas dizendo que “estava saindo dando dinheiro ao clube”. O poderoso Guangzhou Evergrande, da primeira divisão do futebol chinês, desembolsou R$ 4 milhões pelos direitos econômicos do apoiador, mas apenas parte disso irá para os cofres alvinegros.

 

Sempre marcado! Renato era o único armador de jogadas do time!

Renato Cajá não conhece o novo clube – até aí nenhum problema, já que eu também não conheço e uma busca pela internet revela que alguns brasileiros jogam por lá como o atacante Muriqui, ex-Atlético-MG e o zagueiro Paulão, ex-Grêmio. O grande dilema disso tudo é que o clube também não conhece o atleta que está contratando. Não é incrível? Cajá revelou que falou ao telefone com o presidente do Guangzhou Evergrande e que esse perguntou onde ele tinha jogado! Como assim? “Ele também perguntou onde eu havia jogado e quis saber mais sobre minhas características – afirmou o jogador”.

Bem, parece brincadeira, não é Gérson? Até posso ouvir o Canhotinha de Ouro comentando o fato. André Limoeiro, botafoguense e assíduo leitor do blog, desabafou num e-mail engraçado e infelizmente verdadeiro:

– Contrataram o cara sem saber nada dele e ele acha isso normal… Eu também quero ir jogar bola na China! Já joguei no Flamengo, na escolinha (mas ninguém precisa saber disso), e em vários times do Brasil (times de pelada, mas ninguém precisa saber disso). Tenho como características vigor físico, bom passe, boa colocação e minha finalização está melhorando muito.

Sozinho na armação, Cajá era presa fácil para o treinador adversário!

O que diferencia o Limoeiro do Cajá não é o suco – não resisti ao trocadilho, hehehe! – mas o nosso leitor não conta com um empresário rodado e experiente. O cara vendeu um produto que ninguém conhece, vai entregar a mercadoria, sim jogador de futebol é uma mercadoria, e pronto: quatro milhões no bolso! É certo que o jogador precisa de dinheiro, a carreira é curta, blábláblá, mas ir para um centro desconhecido é dar adeus a qualquer chance de ser lembrado na profissão.

Bem, é isso! Adeus Cajá! E obrigado pelos nove gols marcados em quase 14 meses de Botafogo. Foi pouco, não? Acho que não rolou o DVD…

Renato Cajá comemora um dos poucos gols marcados pelo Botafogo!

Ficha Técnica:

Apelido: Renato Cajá

Nome Completo: Renato Adriano Jacó Morais

Data de Nascimento: 15/09/1984 (26 anos)

Natural de: Cajazeiras – PB

Posição: Apoiador

Títulos pelo Botafogo:

Campeonato Carioca: 2010

Taça Guanabara: 2010

Taça Rio: 2010

A vaca quase foi pro brejo!

09/03/2011

O Botafogo de Joel Santana é líder do Grupo B da Taça Rio com seis pontos conquistados em duas vitórias, mas segue jogando mal. O time bateu o Nova Iguaçu nesta Quarta-feira de Cinzas pelo placar mínimo e deixou o campo vaiado pela torcida. Joel inventou, errou e teve sorte de não sofrer o empate no fim do jogo. É visível que o comandante alvinegro não comanda mais nada e que a equipe parece um bando desordenado. O pouco das jogadas ensaiadas pelo ex-treinador Cuca que ainda eram utilizadas se perdeu com a saída de Lucio Flavio e agora não resta ao Botafogo nem mesmo a famosa bola levantada na área.

A Copa do Brasil é caminho mais curto para a Libertadores e se tornou uma obsessão da diretoria botafoguense, mas sem um time guerreiro, com variações de jogadas, muita marcação e planejamento é quase inviável pensar que esse grupo irá levantar o caneco e colocar o Botafogo novamente na maior competição da América. Lamentavelmente iremos brigar para vencer a Taça Rio e enfrentar o time da moda outra vez na final do Estadual. Estadual. O Glorioso virou um time estadual.

Everton comemora o primeiro gol com a camisa alvinegra!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

Taça Rio

2ª Rodada: Nova Iguaçu 0 x 1 Botafogo (09/03/2011)

Nova Iguaçu: Diogo, Paulo Henrique (Mossoró), Leonardo Luiz, Alex e Cortês; Amaral (Lukian), Luan, Marquinhos (Wallace) e Dieguinho; Maycon e William

Técnico: Josué Teixeira

Botafogo: Jefferson, Lucas (Alessandro), João Filipe (Caio), Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Rodrigo Mancha, Arévalo, Bruno e Everton (Guilherme); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do Botafogo: Everton, aos 10 minutos iniciais

Local: Raulino de Oliveira (RJ) / Público: 2.984 presentes / Renda: R$ 34.930,00

Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga

Cartão Amarelo: Alex, Amaral (Nova Iguaçu); Everton, Márcio Azevedo, Alessandro, Jefferson, Herrera, Márcio Rosário (Botafogo)

Cartão Vermelho: Alex (Nova Iguaçu)

Vendido! Renato Cajá não teve tempo nem para despedidas!

1ª Rodada: Botafogo 4 x 2 Volta Redonda (05/03/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Rodrigo Mancha, Bruno, Everton (Arévalo Ríos) e Renato Cajá (Alex); Caio (Fabrício) e Herrera

Técnico: Joel Santana

Volta Redonda: Mauro; Serginho, Padovani, Ávalos e Fabinho (Tiago Costa); Jonílson, Léo Gonçalves, Jhonattann e Gláuber; Jean (Bruno Lança) e Pedro Henrique (Arthur)

Técnico: Dario Lourenço

Gols do Botafogo: Herrera, aos quatro, e Caio, aos 19 minutos da etapa inicial. Rodrigo Mancha, aos 57 segundos, e Alex, aos 11 minutos do segundo tempo

Gols do Volta Redonda: Jhonattann, aos 22, e Ávalos, aos 41 iniciais

Local: Engenhão (RJ) / Público: 3.219 presentes / Renda: R$ 67.700,00

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá

Cartão Amarelo: Márcio Azevedo, Rodrigo Mancha, Everton e Caio (Botafogo), Jonílson e Jhonattann (Volta Redonda)

Cartão Vermelho: Léo Gonçalves e Gláuber (Volta Redonda)

Esse é o Botafogo 2011?

03/03/2011

O técnico Joel Santana respirou aliviado após a classificação do Botafogo para a 2ª Fase da Copa do Brasil, mas tanto os torcedores que foram ao Engenhão quanto os que viram o jogo pela TV não estão nada felizes. A equipe teve “uma semana cheia para trabalhar”, como gostam de dizer os boleiros, mas isso não se refletiu em campo. O mesmo aconteceu contra o Flamengo na semifinal da Taça Guanabara e é certo questionar o preparo físico do time nesse início de ano.

Jogando no 4-4-2, por necessidade e não por opção, Joel lançou Lucas e Everton para deixar o Botafogo extremamente ofensivo – para os padrões natalinos do nosso treinador, é claro! A esperada pressão inicial não veio e a primeira chance de gol só apareceu aos 20 minutos com Caio. O time de Sergipe sentiu, recuou ainda mais e Herrera, aos 24, quase abriu o placar. Mesmo sem Loco Abreu, machucado, a principal jogada alvinegra era a bola alçada na área e Caio, aos 34, e Renato Cajá, aos 35, exigiram belas defesas do goleiro Max. E nada de gol no Engenhão!

Herrera lutou, correu, mas não conseguiu fazer um gol no tempo normal.

O River Plate passou 38 minutos se defendendo e Jeferson foi um expectador privilegiado da pelada. Justo aos 38, o atacante Bibi, do alto dos seus 1,63, desferiu uma cabeçada mortal e lá estava o Camisa 1 para confirmar o grito das arquibancadas: “O melhor goleiro do Brasil!” Ufa! Susto no canil! Desespero de Joel Santana, bronca de Antônio Carlos e os jogadores de defesa olhando para um lado e para o outro procurando entender o que aconteceu. Ainda bem que não temos mais o Max guardando a meta botafoguense!

Se Jeferson mostrava segurança na defesa, Herrera era pura raça e determinação no ataque. Aos 39, o argentino ganhou uma bola perdida, se embolou com o zagueiro e foi derrubado! Falta marcada! O goleiro Max e o zagueiro Bebeto fizeram uma lambança e a bola espirrou pra dentro do gol. Foi gol? A bola entrou? O bandeirinha correu para o meio de campo e o juiz validou o 1 a 0. Se a Fifa não quer tecnologia no futebol…

A Fifa quer tudo na mesma! É o futebol no tempo do "Você decide!" Foi gol?

Antes do intervalo, aos 47, Herrera poderia ter garantido a classificação, mas perdeu gol sem goleiro, dentro da pequena área. O sinal de que o sofrimento seria obrigatório veio logo aos 40 segundos da etapa final quando Everton mandou uma bomba na trave! Era noite de sofrer e apelar para a mística alvinegra! As oportunidades de gol foram ficando escassas e quando apareciam o ataque alvinegro desperdiçava! Aos nove, Herrera recebeu belo passe de Cajá e chutou para fora; Alex, aos 17, tentou o ângulo de Max e perdeu boa chance; um minuto depois Herrera tentou driblar Max e foi desarmado. A última oportunidade clara de gol apareceu aos 34 e novamente Max salvou o River Plate após bela cabeçada de Alex!

A classificação nos pênaltis diante de um adversário sem tradição como o River Plate de Sergipe só revela uma incrível fragilidade no esquema tático armado por Joel Santana. O Botafogo não tem jogadas ensaiadas, tabelas e tampouco uma movimentação surpresa dos jogadores. O time fica estático esperando a bola girar de um lado para o outro. Nem o que funcionou em 2010 acontece em 2011! Ninguém sabe bater falta nesse time? Joel precisa treinar a bola parada e escolher um batedor oficial de faltas. Não é possível que ninguém saiba cobrar um escanteio decente numa equipe da primeira divisão do futebol brasileiro!

Joel Santana recebe o apoio dos jogadores. Ele é o único culpado?

Pênalti é sorte? Depois de passar vergonha diante do flamengo, na semana passada, ao menos dessa vez os jogadores tiveram frieza e capacidade para converter todas as quatro cobranças. Márcio Rosário surpreendeu pela calma; Herrera, que só perdeu uma penalidade com a camisa alvinegra, converteu com categoria; Antônio Carlos cobrou com eficiência e Lucas colocou a bola no ângulo! Quanta diferença entre esses pênaltis e os cobrados por Somália, Everton e Renato Cajá!

É hora de esquecer a Taça Guanabara e focar na conquista da Taça Rio. É hora de esquecer o River Plate de Sergipe e vencer o Paraná. É hora de deixar de ser o Botafogo melancólico que empatou com o Bangu e voltar a ser o Botafogo guerreiro que derrotou o atual campeão brasileiro!

Vamos, FOGO!

Jeferson celebra a classificação e a convocação para a Seleção Brasileira!

Copa do Brasil

Primeira Fase – Jogo 02: Botafogo 1 x 0 River Plate-SE (02/03/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Alessandro); Rodrigo Mancha, Bruno, Everton (Alex) e Renato Cajá (Fabrício); Caio e Herrera

Técnico: Joel Santana

River Plate-SE: Max; Gláuber, Bebeto, Valdson e Pedrinho; Bruno Ramos (Lucas), Fernando Pilar, Wallace e Éder (Fábio Júnior); Bibi (Da Silva) e Bebeto Oliveira

Técnico: Aílton Silva

Gol do Botafogo: Gol contra aos 40 minutos da etapa inicial

Local: Engenhão (RJ) / Público: 3.901 presentes / Renda: R$ 74.900,00

Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Cartão Amarelo: Márcio Rosário, Bruno Tiago e Antônio Carlos (Botafogo); Bebeto Oliveira, Bruno Ramos, Bebeto, Pedrinho e Da Silva (River Plate-SE)

Olé! E o fim da invencibilidade!

24/02/2011

O Botafogo entrou em campo como uma equipe pequena e por isso conheceu a primeira derrota da temporada. O Botafogo jogou como um time medíocre e por isso sofreu um gol aos 41 minutos do segundo tempo. A tão propagada “ofensividade do Joel Santana” não passou de balela, já que a escalação mostrava três volantes para segurar o inexistente ataque do poderoso River Plate de Sergipe!

O desenho no decorrer da etapa inicial revelou que Rodrigo Mancha foi obrigado a recuar para compor a zaga, e o pior, era visível a amarra nos laterais Alessandro e Márcio Azevedo. Renato Cajá foi obrigado a carregar a armação de jogadas nas costas, sozinho, e outra vez não deu conta do recado. E quem daria?

É verdade que o ataque funcionou com boas tabelinhas e Loco Abreu perdeu quatro chances de gol que resolveriam a partida e deixariam essa crônica bem mais leve e feliz! Herrera ainda não se recuperou totalmente, mas fez boas jogadas que poderiam ter resultado em gol. No meio do jogo a pergunta que não quer calar: “Onde está o Everton?” É impressionante como o Joel se apega aos jogadores mais antigos e teima em não dar chance aos novos contratados. O Renato Cajá não acerta escanteio, não consegue levantar uma bola alçada na área e deixa a impressão de que o gol contra o Fluminense fora obra do acaso.

Loco Abreu, Herrera e Antonio Carlos fizeram muitos gols de cabeça no ano passado em jogadas do Lucio Flavio, mas depois da saída do questionado meia é raro ver uma bola levantada com categoria. No jogo de ontem foi uma tragédia! Alessandro, Márcio Azevedo e Renato Cajá irritaram os torcedores com batidas ridículas e inofensivas. O meio de campo alvinegro é “Terra de Ninguém”, já que Joel é incapaz de fixar dois meias ofensivos e dois volantes sem invenções ou improvisações.

Herrera correu, perdeu gols, brigou e levou um cartão amarelo!

O que mantêm o Somália titular do Botafogo? Qual o segredo para que ele nunca seja substituído? Ontem o Joel fez apenas duas trocas e deixou os jogadores mofarem no banco de reservas. O Márcio Azevedo pode não ser o melhor lateral-esquerdo do Brasil, mas sempre tenta a linha de fundo e busca cruzar as bolas para a dupla Abreu e Herrera. O que faz o Joel? Saca um lateral de ofício e improvisa o “filhinho do Papai” por ali, todo torto e desengonçado! Com a bola no pé o Somália vai para o lado do campo e o Everton cai pelo meio, já sem a bola é o contrário e o resultado é uma embolação total e ninguém sabe onde fica quem!

Os jogadores estão insatisfeitos, os torcedores estão insatisfeitos e para piorar o Joel decidiu cortar a sagrada folga de domingo! Com essa atitude ele deixa claro que a culpa é do elenco e não dele! Não vou estranhar se o Botafogo for eliminado já na Primeira Fase da Copa do Brasil. Ah, e o gol do poderoso River Plate de Sergipe? Os sergipanos tocaram a bola por um minuto e cinco segundos antes da conclusão!

Os torcedores gritaram um Olé! de um minuto e depois comemoraram o gol! Ironia? Não. Tem coisas que só acontecem com o Botafogo! Foi numa partida contra o River Plate da Argentina, no México, que surgiu o grito de Olé! para o futebol mundial! Mané Garrincha deu um baile no lateral Vairo e os mexicanos responderam com o famoso grito das touradas: Olé! Olé! Olé!

Vamos, FOGO!

Coloquei essa foto só para dar uma levantada na moral da crônica...

Copa do Brasil:

Primeira Fase – Jogo 01: River Plate-SE 1 x 0 Botafogo (23/02/2011)

River Plate-SE: Max, Glauber, Bebeto, Váldson e Pedrinho; Wallace, Fernando Pilar (Lucas), Bruno Ramos e Éder (Fábio Junior); Bibi (Claudinei) e Bebeto Oliveira

Técnico: Aílton Silva

Botafogo: Jefferson, Rodrigo Mancha, Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Somália, Bruno Tiago, Renato Cajá (Caio) e Márcio Azevedo (Everton); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do River Plate-SE: Bebeto Oliveira, aos 41 minutos do segundo tempo

Local: Batistão (SE) / Público: 14.000 presentes

Árbitro: Marielson Alves Silva (BA)

Cartão Amarelo: Bibi, Bruno Ramos, Váldson e Bebeto Oliveira (River Plate), Somália, Herrera, Márcio Rosário e Antônio Carlos (Botafogo)

Faltou competência!

20/02/2011

Pênalti não é sorte! Pênalti não é loteria! Pênalti é competência! Futebol é competência! Faltou competência ao Botafogo nesta tarde de domingo! Faltou ousadia ao Joel Santana nesta semifinal! Faltou preparo físico ao time para correr mais do que o Flamengo! Faltou o Marcelo Mattos para fechar o meio de campo! Faltou o faro de artilheiro para o Herrera deixar o seu nessa decisão antecipada!

O Botafogo perdeu a vaga na final contra o Boavista e o possível Tricampeonato da Taça Guanabara por seus próprios erros e limitações. Erros e limitações que já se apresentaram nas sete rodadas iniciais do Campeonato Carioca. A torcida alvinegra fez a sua parte e compareceu em bom número ao Engenhão, mas teve que enfrentar nova derrota nas penalidades máximas para o time da Lagoa…

Jogadores comemoram o empate! Dava para vencer no tempo normal...

Joel Santana afastou Fahel, que será negociado ao Bahia, tirou um zagueiro e aboliu o esquema de três zagueiros – Amém! – mas manteve o “filhinho” Somália em campo! Márcio Azevedo vinha fazendo uma boa partida e deixando a zaga do Flamengo preocupada com seus avanços e cruzamentos. Renato Cajá passou o primeiro tempo inteiro isolado na armação das jogadas e pouco criou – lembram do Lucio Flavio jogando sozinho? – e quando teve a companhia de Everton, não contava mais com as subidas de Azevedo que fora sacado no vestiário e estava exausto de tanto correr e marcar! Mas não tínhamos três cabeças de área?

Felipe acertou o canto nas cobranças de Everton e Somália, contou com a incompetência do Renato Cajá e saiu da partida como herói. O Botafogo mais uma vez consagra um goleiro rubro negro! Felipe escolheu pular no canto do pé do cobrador! Everton é canhoto? Vai bater na esquerda! Somália é destro? Vai bater na direita! Só não acertou a cobrança do Márcio Rosário que fechou o olho e soltou uma bomba no meio do gol!

Sempre ele! Loco Abreu fez um belo gol, mas não foi o suficiente!

Se o Joel não teve coragem de sacar o Cajá, que estava morto de cansaço, para colocar um terceiro atacante porque sacrificar o Herrera? A partida estava com todo jeitão de pênaltis e perder um cobrador frio e experiente como o argentino foi burrice, muita burrice!

Resta apagar as cinzas e juntar forças para golear o River Plate de Sergipe na próxima quarta! Nada de trazer a partida para o Rio! O Botafogo tem a obrigação de golear e garantir a vaga na Segunda Fase da Copa do Brasil! E Joel, esqueça de vez o 3-5-2, por favor!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

Semifinal da Taça Guanabara: Flamengo 1 x 1 Botafogo (20/02/2011)

Flamengo: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Ronaldo Angelim (Diego Maurício); Fernando, William, Renato, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho; Deivid (Negueba)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Botafogo: Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Everton); Arévalo Ríos (Marcus Vinícius), Rodrigo Mancha, Somália e Renato Cajá; Herrera (Caio) e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do Flamengo: Ronaldo Angelim, aos 14 iniciais

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos três minutos do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 26.854 pagantes / Renda: R$ 805.654,00

Árbitro: Luis Antonio dos Santos

Cartão Amarelo: Herrera, Renato Cajá, Rodrigo Mancha (Botafogo); Willians, Deivid, David Braz, Thiago Neves (Flamengo)

Time sem inspiração…

13/02/2011

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo… Lá vem aquela frasezinha outra vez! Depois de vencermos o clássico na semana passada com um show de bola no Fluminense, eis que aparece o temível Macaé, o ex-Botafogo de Macaé, como era chamado o time da cidade do petróleo! Anunciada a escalação, novamente o cruel 3-5-2, e percebi que estava sendo escrito o drama no Engenhão!

Boas chances desperdiçadas na etapa inicial e um gol espírita, quase de jogo de botão: uma desatenção na zaga, um chute de tornozelo, mascado, que pega na trave e mata nosso goleirão Jefferson! “Rio 40ºC! Cidade Maravilha. Purgatório da beleza e do caos”. E lá se vai o torcedor alvinegro sofrer neste domingão escaldante!

Qual a solução mágica para tentar vencer a partida? Acabar com o 3-5-2 e voltar ao bom e velho 4-4-2, ou qualquer variação que não tenha três zagueiros! Não entendo isso, confesso que não entendo e não suporto mais! Sempre que a equipe está em apuros, atrás no placar, empatando ou jogando mal, o Joel apela e saca um zagueiro. Então, qual o motivo de não começar a partida a “100 por hora”? A equipe precisa sempre levar um sufoco? Precisa sempre sofrer o primeiro gol?

Ainda longe da forma física ideal, Arévalo sofreu com o forte calor carioca!

Claro que o calor é um grande adversário para uma equipe em formação que ainda procura o auge do preparo físico e é bom lembrar que os times pequenos iniciaram a preparação para o Campeonato Carioca ainda em dezembro, mas mesmo assim nada justifica a apatia demonstrada na etapa inicial.

Joel Santana tentou reanimar a equipe, mas ao contrário do duelo contra o Fluminense, as mudanças não surtiram efeito. As mexidas prejudicaram o sistema defensivo, os zagueiros ficaram expostos, e o ataque ficou totalmente embolado já que Caio, Herrera, Alex, Renato e Everton não sabiam onde se posicionar em campo.

Agora resta esquecer as lamentações e pensar em repetir a façanha do ano passado quando despachamos o time da Gávea na reta final. Se hoje Joel reclamou da péssima arbitragem de Péricles Bassols… espere até ver o nível da arbitragem na semifinal! O Botafogo terá que se superar e marcar no mínimo três gols para avançar, pois um pênalti e um gol em impedimento já estão garantidos na cota. A semifinal já começa com o placar marcando: Flamengo 2 x 0 Botafogo.

Vamos, FOGO!

Renato foi muito marcado pelo Macaé, mas fez um golaço de falta!

Ficha Técnica:

7ª Rodada: Botafogo 1 x 1 Macaé (13/02/2011)

Botafogo: Jefferson, Márcio Rosário (Caio), Antônio Carlos e João Felipe; Alessandro (Lucas), Arévalo (Everton), Renato Cajá, Bruno e Márcio Azevedo; Herrera e Alex

Técnico: Joel Santana

Macaé: Lugão; Marcos Tamandaré, Ciro, Eduardo Luiz e Bill; Gedeil, Osmar, Rincón (Romário) e Danilo; Luís Mário e Robson (Hyantony)

Técnico: Marcelo Buarque

Gol do Botafogo: Renato Cajá, aos 3 minutos do segundo tempo

Gol do Macaé: Robson, aos 38 iniciais

Local: Engenhão (RJ) / Público: 6.229 presentes

Árbitro: Péricles Bassols

Cartão Amarelo: Romário, Lugão e Ciro (Macaé). Bruno Tiago e João Felipe (Botafogo)

Vitória na raça e na tática!

06/02/2011

O melhor jogo do ano! Espetáculo! Jogão de bola recheado com polêmicas para encher duas horas dos programas de debate na TV! Fluminense, atual Campeão Brasileiro, e Botafogo, o atual Campeão Carioca, protagonizaram um clássico eletrizante e de enlouquecer! A vitória alvinegra veio na base da raça, da superação e da tática. Joel Santana assustou a torcida ao anunciar que escalaria Fahel e Somália de saída, e isso, sem dúvida, ajudou a afugentar parte do público nesta noite no Engenhão! O torcedor botafoguense não iria pagar R$ 40,00 para ver o Fahel entregar a rapadura ou um desfile do Mariano pela Avenida Somália!

Mantendo o esquema com três zagueiros, mas soltando Márcio Azevedo, Joel surpreendeu Muricy ao atacar desde o início e pressionar a saída de bola tricolor. Com apoio pelas duas laterais – Azevedo e Alessandro fizeram um partidaço – o Botafogo apertou o Campeão Brasileiro e saiu na frente com um golaço do Renato Cajá! Que cobrança de falta espetacular! Cajá jogou muito e assumiu a camisa 10 como algo natural: fez lançamentos, tomou conta das bolas paradas e dominou a armação das jogadas ofensivas! E que passe para o terceiro gol! O gol da vitória!

Gooooooool! Muita raça! Herrera teve o nome gritado pela torcida!

No primeiro tempo muita correria e confusão! O Fluminense virou o placar logo após um gol não assinalado pelo juiz e vem a famosa frase na mente do supersticioso botafoguense: “Tem coisas que só acontecem com o Botafogo!” Não temos um gol validado e tomamos outro em impedimento! É para deixar qualquer um maluco… ou louco? Loco Abreu mostrou mais uma vez que será um ídolo eterno do O Glorioso! Não apenas pela insanidade de bater o segundo pênalti, mas pelas declarações:

– Quem veste a camisa com essa estrela solitária veste uma camisa que foi de Nilton Santos e Garrincha. Precisa entrar em campo pensando apenas em vencer!

Quer cavadinha? Toma! Loco Abreu desloca o goleiro e empata o jogo!

Comentando a atuação do nosso camisa 1 após a partida cometi um ato falho: “Vocês viram como agarrou o Vagner?” Foi na empolgação, eu sei, mas o Jefferson me faz lembrar das defesas do Vagner diante do Santos! Não são belas lembranças? Espero que o Mano Menezes esteja de olho! E falando em técnico… Não posso deixar de elogiar a escalação e as mexidas do Joel! Não gosto do esquema com três zagueiros e não entendo como o Arévalo Ríos pode ver o Márcio Rosário do banco de reservas, mas até mesmo nisso o Joel acertou!

O Bruno Tiago teve uma grande atuação, jogou muito bem, e lançar o Márcio Azevedo em cima do Mariano foi fundamental para a vitória! Viu como o 4-4-2 é mais eficiente do que o 3-5-2, Joel? Ah, claro que estávamos com menos um e a formação final ficou no 4-3-2, mas o que importa é que vencemos e convencemos sem o esquema com três zagueiros! E um último agradecimento ao Herrera! O argentino não desiste NUNCA!

Vamos, FOGO!

Raça e técnica! Jogadores alvinegros deram um show no Engenhão!

Ficha Técnica:

6ª Rodada: Fluminense 2 x 3 Botafogo (06/02/2011)

Fluminense: Diego Cavalieri, Mariano, Gum, Leandro Euzébio (André Luis) e Carlinhos; Edinho, Valencia, Souza (Araújo) e Conca; Rafael Moura (Fernando Bob) e Fred

Técnico: Muricy Ramalho

Botafogo: Jefferson, João Filipe (Arévalo), Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Marcelo Mattos, Bruno, Renato Cajá (Everton) e Márcio Azevedo (Somália); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gols do Fluminense: Rafael Moura, aos 30 e aos 44 iniciais

Gols do Botafogo: Renato Cajá, aos 23 minutos do primeiro tempo. Loco Abreu, aos 11, e Herrera, aos 18 da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 16.759 presentes / Renda: R$ 389.735,00

Árbitro: Gutemberg de Paula Fonseca

Cartão Amarelo: Gum, Valencia, Rafael Moura, Edinho, Souza, Diego Cavalieri, Fred (Fluminense); Loco Abreu, Alessandro, Herrera, Márcio Azevedo (Botafogo)

Cartão Vermelho: Valencia e Marcelo Mattos

Vale a pena ver de novo! Aprendeu Cavaliere? Cavadinha é assim!

Joel tira o Fahel!

05/02/2011

“Joel tira o Fahel! Joel tira o Fahel! Joel tira o Fahel!” A torcida cantava no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e os milhões de alvinegros colados no radinho ou em frente à TV confirmavam o pedido: Joel tira o Fahel! Mas o Joel não tirou o Fahel, nem mesmo depois de mais um milagre operado por São Jefferson! O gol de empate do Bangu era questão de tempo e o pênalti defendido pelo nosso camisa 1 só retardou o sofrimento. O empate veio numa jogada boba, despretensiosa do ataque banguense. E adivinhem quem dava condição de jogo aos atacantes do Bangu? Sim, ele mesmo: Fahel! Vejam na imagem e tirem suas dúvidas:

A defesa faz a linha de impedimento, mas esquece de avisar ao Fahel...

Somália e o Papai Joel disseram depois da partida que não existe vantagem em escolher adversário nas semifinais… Como assim? O Botafogo sofre para vencer o Duque de Caxias, empata com Bangu e o Joel acha que é mais fácil bater o Flamengo do que o Resende? Ah, eu não devo entender mais nada de futebol, mas o Fred, atacante Campeão Brasileiro com o Fluminense e atual artilheiro da Taça Guanabara, disse em alto e bom som que não quer um clássico antes da final! Mas o Joel quer…

É preciso avaliar com muita calma as declarações do Loco Abreu após a partida. O uruguaio elogiou o Bangu, mas deixou claro nas entrelinhas que o Botafogo jogou como time pequeno. E ele está certo outra vez! Não foi o Bangu quem fez uma excelente partida, não senhor! Foi o Botafogo que se rebaixou ao nível do Bangu, do Duque de Caxias, do Madureira, da Cabofriense e do Olaria. Na próxima rodada, contra o Fluminense, a equipe pode fazer uma grande exibição motivada pelo fator clássico, mas o temor da torcida irá continuar.

Arévalo para Loco: "Foi para essa furada que você me chamou?"

Nos treinos de sexta e sábado, Joel parece propenso a escalar Fahel e Somália no clássico e a barrar Arévalo Ríos e Marcio Azevedo. Qual será o motivo? Medo? Não sei. O técnico alvinegro pediu e recebeu da diretoria um pacotão de reforços e agora chegou a hora de sair do terrível 3-5-2 e voltar a jogar como time grande! Não existem mais desculpas para improvisações e invenções! O Somália não é lateral-esquerdo, o Fahel não é um falso-volante-zagueiro e o Caio não vai voltar para marcar o atacante adversário.

Um treinador inteligente precisa se adaptar aos jogadores e não tentar fazer os jogadores se adaptarem ao seu estilo de jogo. O Caio não pode atuar ao lado do Alex, simplesmente não funciona. Os dois só querem ficar de toquinhos e se esquecem do time! Não é possível armar um esquema de três zagueiros com o Márcio Rozário. É pedir para acender vela para defunto! O Botafogo precisa voltar a jogar no clássico 4-4-2, com dois zagueiros (Antonio Carlos e João Filipe), dois volantes (Cacha e Marcelo Mattos) e dois armadores (Everton e Renato)! Sem invenção!

Vamos, FOGO!

Alessandro fez 200 jogos com a camisa alvinegra...

Ficha Técnica:

5ª Rodada: Bangu 1 x 1 Botafogo (02/02/2011)

Bangu: Thiago Leal, China (Gedeilson), Diego Padilha, Abílio e Fabiano Silva; Joziel, André Barreto, Thiago Galhardo (Allan Possato) e Ricardinho; Pipico e Leandro Costa (Charles Chad)

Técnico: Gabriel Vieira

Botafogo: Jefferson, Fahel (Everton), Antônio Carlos e João Filipe; Alessandro, Arévalo, Somália, Renato Cajá (Caio) e Márcio Azevedo; Herrera (Alex) e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do Bangu: Abílio, aos 32 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 25 do primeiro tempo

Local: Raulino de Oliveira (RJ) / Público: 5.635 presentes

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá

Cartão Amarelo: Joziel, Diego Padilha, Abílio (Bangu); Renato Cajá, Somália, Caio (Botafogo)

Quem é o “Loco”?

29/01/2011

O jogador veste a camisa 13 do Glorioso de General Severiano e tem como apelido de infância a alcunha “Loco”. Ao fim da suada vitória do Botafogo – e bota suada nisso! – Abreu reclamou do calor e do excesso de jogos. Quem é o louco nessa história? O jogo é para a televisão? Mas que televisão? Não passa na TV aberta e o sistema “pague-para-ver” não exige fidelidade de horário, muito pelo contrário, o canal fica “fora do ar” apenas esperando pela transmissão do evento. Então, qual o objetivo de programar uma partida para as 17h de sábado, no Engenhão, sem transmissão pela TV aberta? Só os gênios que organizam nosso futebol podem explicar esse mistério!

Os quase seis mil valentes que compareceram ao caldeirão construído no Engenho de Dentro acompanharam mais um capítulo da “Saga Alvinegra no Campeonato Carioca”! O Botafogo saiu na frente com um gol de Renato Cajá logo aos 13 segundos de jogo e depois cedeu terreno para o adversário. E como manda o roteiro da saga, lá estava Jefferson, goleiro de Seleção Brasileira, para operar verdadeiros milagres!

Renato acertou um chutaço de fora da área para abrir o placar!

Joel fez o que se espera dele nesse início de ano: lançou o Caio no 2º tempo. Mas dessa vez a mudança foi muito estranha e a saída do lateral-direito Lucas deixou a equipe torta e vulnerável. O treinador percebeu o erro, após assistir a duas defesas monumentais de Jefferson, e sacou o Rosário – Amém! – para recompor a defesa com Alessandro.

Com a cozinha arrumada foi possível finalizar o placar! E que finalização? Loco Abreu recebeu um lançamento primoroso de Alessandro – novamente ele! – e estufou as redes do Olaria. Logo na sequência veio o susto com um gol pela Avenida Somália, mas nada de esquentar a cabeça! Abreu ganhou na corrida, invadiu a área e com muita categoria deu uma cavadinha encobrindo o goleiro Renan. Golaço! Golaço!

Antes do fim do jogo, com a vitória decidida, a torcida resolveu aparecer e pegou no pé do Somália enquanto a bola estava no pé dele! Não pode, assim não dá. O Somália não era o queridinho da torcida? O problema não era o Lucio Flavio, o Leandro Guerreiro e o Fahel? Quer dizer que o jogador alvinegro não pode errar uma ou duas bola e ter uma atuação abaixo da média que a resposta são vaias? Ah, que torcida desagradável!!! O time não merece essa torcida, o Botafogo não merece essa torcida e essa torcida não merece representar esse clube! Por favor, virem vascaínos! Virem trioletes! Virem framengo!

Aos verdadeiros alvinegros, o grito:

Vamos, FOGO!

Loco e a já famosa cavadinha! Goooooool do Botafogo!

Ficha Técnica:

4ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Olaria (29/01/2011)

Botafogo: Jefferson, João Felipe, Antônio Carlos e Márcio Rosário (Alessandro); Lucas (Caio), Marcelo Mattos, Bruno Tiago, Renato Cajá (Marcos Vinícius) e Somália; Loco Abreu e Herrera

Técnico: Joel Santana

Olaria: Renan, Ivan, Thiago, Rafael e Amarildo; David, Victor, Danilo e Renan Silva; Waldir (Vinícius) e Felipe (Renato)

Técnico: Luiz Antônio Ferreira

Gols do Botafogo: Renato Cajá, aos 13 segundos de jogo, e Loco Abreu, aos oito e aos 14 minutos do segundo tempo

Gol do Olaria: Vinícius, aos dez minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 5.812 presentes / Renda: R$ 103.830,00

Árbitro: William de Souza Nery

Cartão Amarelo: Márcio Rosário e Loco Abreu (Botafogo); e Renan Silva (Olaria)