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Botafogo líder do BR-12

27/05/2012

“Botafogo eliminado da Copa do Brasil!” e “Botafogo goleado na final do Estadual!”, essas duas sentenças poderiam ditar o ritmo para o restante da temporada ou, ao menos, impedir uma reação imediata nas rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro. Quem apostaria na manchete: “Botafogo líder do Brasileirão”? Ainda mais com vitórias contra São Paulo e Coritiba? Ninguém, nem o mais enlouquecido torcedor alvinegro cravaria seis pontos nesses confrontos! Jefferson? Na Seleção Brasileira. Antônio Carlos e Fábio Ferreira? No DM. Marcelo Mattos? DM. Andrezinho? DM. Loco Abreu? DM. O Botafogo irá enfrentar o Coritiba, no Couto Pereira, sem seis titulares? Ah, o empate já seria um bom resultado, certo Oswaldo?

Lucas faz dois gols, garante a vitória e busca a paz com a torcida!

Durante a semana o treinador festejava a grande virada diante do ‘poderoso’ São Paulo do ‘invencível’ Leão enquanto maquinava o que poderia ser feito para suprir as ausências diante do ‘imbatível’ Coritiba e seu ‘terrível’ Couto Pereira. Parecia uma missão impossível, caso de cinema com filme de terror e os corredores de General Severiano desertos de ideias, mas sobrando prata da casa. Se não tem tu, vai tu mesmo. E sem reclamar muito da vida no melhor estilo “Ô vida! Ô céus!”, Oswaldo partiu pra Curitiba com Brinner e Dória na zaga, Jadson no meio, Renan fechando tudo no gol, Vítor Júnior fazendo gol e vamos que vamos com Herrera, o ex-casigol. E não é que deu certo?

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo… A frase histórica ecoou aos 29 segundos de bola rolando com um gol casicontra, com requintes de crueldade: o chute torto de Lincoln desvia no jovem Dória, de apenas 17 anos, e engana Renan. Pronto, é chorar o leite derramado. Logo depois, o mesmo sortudo Lincoln ainda manda um cruzamento de letra que por pouco não encobre o nosso goleiro e vaticina a eminente e propagada derrota. A torcida da casa não parava de cantar! Que alegria! Que festa! Enquanto a arquibancada se agitava, Lucas empatava e Vítor Júnior, após bela jogada de Márcio Azevedo, virava o placar e deixava o mais cético botafoguense confuso. É certo vencer os caras aqui? Pode isso?

Essa camisa é muito linda! Ainda mais com vitória!

O segundo tempo logo tratou de corrigir as imperfeições da vida e numa cobrança de escanteio, com a zaga plantada no chão, com Renan assistindo, com a torcida vibrando, o Coritiba empata tudo de novo. A igualdade logo no reinício de jogo daria gás extra ao Coxa na busca pela vitória e a pressão passaria a ser insuportável. Essa era a previsão lógica, mas desafiando a lógica e jogando com calma e sem afobação, o Botafogo soube segurar os avanços do rival, deixou o tempo passar e num contra-ataque bem arquitetado matou o jogo. Elkeson fez uma virada de bola perfeita e a tabela entre Lucas e Herrera foi melhor ainda. No fim, mesmo com os cinco intermináveis minutos de acréscimo deu tudo certo para o Fogão dos Desfalcados!

Vamos, Fogo!

Ficha Técnica:

2ª Rodada: Coritiba 2 x 3 Botafogo (27/05/2012)

Coritiba: Vanderlei; Jonas (Aírton), Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Junior Urso, Sergio Manoel (Anderson Aquino), Lincoln (Vinícius) e Éverton Ribeiro; Roberto e Éverton Costa

Técnico: Marcelo Oliveira

Botafogo: Renan; Lucas, Brinner, Dória e Márcio Azevedo; Jadson (Lucas Zen), Renato, Fellype Gabriel (Cidinho), Maicosuel (Elkeson) e Vítor Júnior; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gols do Coritiba: Lincoln, aos 30 segundos de jogo, e Lucas Mendes, aos 4 minutos da etapa final

Gols do Botafogo: Lucas, aos 20 iniciais, Vítor Júnior, aos 25, e novamente Lucas, aos 40 minutos do segundo tempo

Local: Estádio Couto Pereira (PR)

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)

Cartão Amarelo: Jadson, Dória, Márcio Azevedo, Lucas Zen e Lucas (Botafogo); Jonas (Coritiba)

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Emoção até o fim

14/10/2011

A torcida do Corinthians queria a liderança isolada da competição, queria ver “o imperador” Adriano em ação, queria uma goleada para sacramentar a nova boa fase do time, mas… sempre tem um “MAS”, não? Quem foi ver o Curintias acabou vendo uma grande exibição do Fogão! Quem foi ver o Adriano acabou vendo Loco Abreu! Quem queria uma arrancada fulminante acabou com o freio de mão puxado! O Botafogo de Caio Júnior incendiou o Campeonato Brasileiro outra vez!

Botafogo de Caio Júnior? Sim, isso mesmo! O treinador alvinegro escalou uma equipe que parecia retrancada – sacou Herrera, atacante, para colocar Felipe Menezes, um meia – MAS que pressionou a saída de bola dos paulistas e deixou a Fiel calada logo aos quatro minutos com o gol de Marcelo Mattos. Anulado? Isso seria o suficiente para mexer com os nervos da equipe e permitir uma reação do adversário, MAS esse Botafogo parece ter aprendido, finalmente, a lidar com a pressão de jogar fora de casa. O juiz errou, e daí? Faz outro gol! Quando o Corinthians tentava entender o que estava acontecendo na partida veio o primeiro golpe: contra-ataque armado com velocidade, eficiência e cabeçada certeira de Loco Abreu! Bando de loucos? Só basta um, ele, Loco Abreu! Fogão 1 a 0!

No lugar certo e na hora certa! Loco mergulha para abrir o placar!

O jogo se desenrolava para as jogadas de lado de campo e para as escapadas em velocidade e nesse momento pensei: “Hoje bem que podia ser a noite de Maicosuel!” Não demorou cinco minutos para o camisa 7 fazer o segundo e acabar com as esperanças do Timão! Sorte? Por que não? Podemos dizer que faltou sorte e competência nos duelos contra São Paulo e Bahia, não foi? Agora, no Pacaembu, a sorte brilhou para o Botafogo outra vez! A bola de Alex carimbou o travessão no início do segundo tempo, logo após a expulsão de Cortês, e ali tudo poderia mudar, MAS não mudou.

Adriano entrou no desespero e não produziu nada. Com a ideia de não dar “sopa para o azar”, Loco Abreu, com 1,93, recuou e foi jogar de zagueiro. Como? Hã? É possível? Sim, é possível. Loco chegou na beirada do campo, chamou Caio Júnior, conversou, apontou, gesticulou, recebeu a aprovação da loucura e foi para a grande área cortar as bolas alçadas que eram a única forma que os paulistas tinham para atacar. Marcelo Mattos, Renato e Alessandro foram implacáveis na marcação e quase nunca foram superados e Renan fez um partidaço, agarrou tudo e mostrou que o Jefferson tem razão em dizer que o Botafogo não deve se preocupar com seus goleiros!

E então, tudo certo? Tudo resolvido? Claro que não. O BR-11 não permite acomodação, não perdoa preguiça. É preciso entrar ligado contra o Atlético-PR, no domingo, no Engenhão. A torcida do Botafogo quer a liderança isolada da competição, queria ver Loco Abreu e Maicosuel em ação, quer uma goleada para sacramentar a nova boa fase do time, MAS… Precisamos saber que “vento que venta lá, venta cá”.

Vamos, FOGO!

Pode comemorar! Dois pontos separam o Fogão da liderança!

Ficha Técnica:

29ª Rodada: Corinthians 0 x 2 Botafogo (12/10/2011)

Corinthians: Julio Cesar; Alessandro (Ramírez), Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos (Welder); Moradei (Adriano), Paulinho, Alex e Danilo; Jorge Henrique e Willian

Técnico: Tite

Botafogo: Renan; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Bruno Tiago) e Elkeson (Herrera) e Felipe Menezes (Gustavo); Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gols do Botafogo: Loco Abreu e Maicosuel, no primeiro tempo

Local: Pacaembu (SP) / Público: 32.450  pagantes / Renda: R$ 1.097.396,00

Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Cartão Amarelo: Jorge Henrique (Corinthians); Cortês e Alessandro (Botafogo)

Cartão Vermelho: Cortês (Botafogo)

Botafogo se afasta da liderança em péssima hora

09/10/2011

O Botafogo tinha tudo para assumir a ponta do Campeonato Brasileiro e ainda fazer uma “gordurinha extra” com o jogo adiado contra o Santos, mas três tropeços seguidos acabaram com as esperanças de conciliar a Copa Sul-Americana e o BR-11. E o pior é ter que escolher uma das duas e acabar decidindo errado. Caio Júnior está fazendo um belo trabalho à frente do Glorioso, mas pisou na bola na reta final de setembro. Por que poupar os titulares no jogo de ida do torneio continental aqui no Engenhão? Por que abrir o time num estádio grande como o Serra Dourada? Por que usar Loco Abreu em três jogos seguidos dessa forma?

Não sei como os jogadores encararam a decisão de relegar a Sul-Americana ao segundo plano. Não seria mais produtivo entrar com tudo aqui no Rio, fazer um placar elástico e jogar fora com uma equipe reserva só para administrar o resultado? Agora será necessário ir até Bogotá em busca da classificação e com o time principal. Faltariam seis jogos para o título da Sul-Americana que viria com a vaga da Libertadores carimbada. Não garantimos a vaga e ainda levamos um baile do Atlético-GO. Péssima escolha da direção e do comando técnico.

Por que apenas seis mil torcedores foram ao estádio de São Januário apoiar o time? A torcida já jogou a toalha? Já desistiu do título? É muito cedo para achar que o campeonato está perdido, mas os jogadores precisam demonstrar mais atitude para trazer o ressabiado alvinegro de volta ao Engenhão. O empate do São Paulo no último minuto e a cabeçada de Renato, no travessão, sem goleiro, no segundo final do jogo contra o Bahia caíram como uma ducha de água fria em General Severiano.

A torcida não acredita mais no time? Só seis mil em São Januário...

Os erros da equipe se sucedem e algumas questões são incompreensíveis! Quem mandou o Cortês ficar na marcação do Souza nas jogadas aéreas do Bahia? E por que diabos o Marcelo Mattos foi se preocupar em marcar o Fahel com a bola dominada? Será que ninguém avisou que o Fahel com a bola no chão é um reforço para nós? Dali não iria sair nada, nada… Difícil é ver o Souza bater o pênalti no meio do gol, de forma displicente e o Renan pulando pra qualquer lado. Por isso perdemos dois títulos cariocas para aquele time de m….!

Somente uma vitória contra o líder Corinthians, na quarta, em pleno Pacaembu, irá amenizar a irritação com esses quatro pontos perdidos em casa. É preciso mais para ser campeão nacional – mesmo num campeonato fácil como esse – e o Botafogo está deixando escapar mais um título que serviria para resgatar a imagem do clube no cenário internacional. Esse é o momento do Botafogo ser grande! Agora precisamos de Jefferson, Loco Abreu, Herrera, Maicosuel, Elkeson, Cortês, Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Renato. Essa é a hora de entrar para a história como fez aquele timaço que tinha Túlio, Donizete, Wagner, Gottardo, Gonçalves, Leandro, Jamir e Sergio Manoel!

Vamos, FOGO!

Fahel Eterno! Volante tirou 4 pontos do Fogão nos dois confrontos!

Ficha Técnica:

28ª Rodada: Botafogo 2 x 2 Bahia (08/10/2011)

Botafogo: Renan; Lucas (Willian), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel e Elkeson; Caio e Alex

Técnico: Caio Júnior

Bahia: Marcelo Lomba; Marcos, Paulo Miranda, Titi e Dodô; Fahel, Hélder, Camacho e Maranhão (Reinaldo); Souza (Júnior) e Jones Carioca (Lulinha)

Técnico: Joel Santana

Gols do Botafogo: Alex, aos 10, e Caio, 12 da etapa final

Gols do Bahia: Souza, aos 28 iniciais e aos 15 minutos do segundo tempo

Local: São Januário (RJ) / Público: 6.765 presentes / Renda: R$ 87.350,00

Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)

Cartão Amarelo: Lucas, Caio, Marcelo Mattos e Maicosuel (Botafogo); Jones Carioca, Hélder e Souza (Bahia)

Cartão Vermelho: Hélder (Bahia)

Balanço do Primeiro Turno

29/08/2011

A vitória de virada, por 2 a 1, sobre o Fluminense, ontem no Engenhão, pela 19ª rodada, no encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro pode ser considerada uma síntese da campanha alvinegra sob o comando de Caio Júnior. O time que começou a competição sendo derrotado pelo Palmeiras, no Teixeirão, pelo placar magro de 1 a 0, e sem mostrar nenhum poder de reação ficou no passado. Naquela ocasião, a comissão técnica estava formando a base do que viria a ser o estilo de jogo no Botafogo e a pressão da imprensa e, principalmente, das arquibancadas exigiam resultados imediatos. A diretoria não comprou a ideia e continuou apostando no trabalho de médio e longo prazo.

As primeiras dez rodadas foram difíceis e cheias de altos e baixos, algo normal para uma equipe em formação e ainda sem contar com os principais jogadores. Loco Abreu e Herrera estavam suspensos, Fábio Ferreira machucado, Maicosuel retornando aos poucos, Marcelo Mattos na Grécia e as contratações aprimorando a parte física e técnica. Mesmo nas turbulências Caio Júnior seguiu firme nas suas convicções e acreditava na posse de bola como um diferencial em relação aos adversários. Nada de chutões para o alto e estava proibido o chuveirinho! A ausência de Loco Abreu, então na Copa América, facilitou a adaptação do time ao novo jeito de jogar.

Loco Abreu não fez gol no clássico, mas teve atuação decisiva novamente!

Quis o destino que Loco voltasse exatamente contra o Cruzeiro de Joel Santana, pela 13ª rodada – olha quanta coincidência junta! – e aí o Botafogo encorpou de vez, sapecou 4 a 0 no Vasco, passou pelo Atlético-MG na Copa Sul-Americana, encontrou a escalação ideal, alugou vaga no G-4 e pode fechar o turno na terceira colocação do BR-11! Qualquer alvinegro sabe o time de cor e salteado: Jefferson no gol; Lucas e Cortês nas laterais; Antônio Carlos e Fábio Ferreira na zaga; Marcelo Mattos e Renato na proteção do meio campo; Elkeson centralizado com Maicosuel e Herrera caindo pelas pontas; e no ataque, fazendo o pivô e, claro, os gols Loco Abreu.

Agora é defender a posição conquistada no primeiro turno e olhar para o líder Corinthians. Sim, é possível e temos elenco para isso. Renan, Alessandro, Márcio Azevedo, Gustavo, Léo, Somália, Bruno Tiago, Everton, Felipe Menezes, Alex, Alexandre Oliveira, Caio e o garoto Cidinho já mostraram que podem entrar e resolver. Devemos acreditar em título e empurrar a equipe para conquistar também a Sul-Americana! Esse é o melhor momento do Botafogo no campeonato e temos que aproveitar.

Vamos, FOGO!

Lucas agradece ao passe magistral de Loco Abreu: "Gracias"

Ficha Técnica:

19ª Rodada: Fluminense 1 x 2 Botafogo (27/08/2011)

Fluminense: Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Diogo (Martinuccio), Souza (Ciro) e Lanzini; Fred e Rafael Moura

Técnico: Abel Braga

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos (Gustavo), Fábio Ferreira e Cortês;  Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Maicosuel (Cidinho); Herrera (Felipe Menezes) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Fluminense: Fred, aos dez minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Elkeson, aos 11, e Lucas, aos 18 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 22.762 presentes / Renda: R$ 437.755,00

Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)

Cartão Amarelo: Márcio Rosário, Fred, Rafael Moura e Edinho (Fluminense)

A torcida precisa ter confiança no elenco!

11/07/2011

O Botafogo esteve muito perto de conseguir os três pontos que colocariam o time dentro do G-4. Essa foi a segunda oportunidade seguida para colar no líder Corinthians e entrar de vez na briga pelo título. Os dois últimos empates tiveram sabor de derrota e agora uma vitória na próxima rodada, contra o “Curintia”, em palco emprestado, São Januário, será uma obrigação para os comandados de Caio Júnior. É hora da equipe engrenar de vez!

O primeiro tempo terminou com a vantagem alvinegra por 1 a 0, mas o placar deveria ter sido maior: Herrera foi o protagonista de duas jogadas que poderiam ter decidido o jogo. Logo aos dois minutos o argentino brigou com dois defensores, invadiu a grande área e com a bola dominada bateu forte sobre a meta de Marcelo Lomba. O detalhe é que Somália estava completamente livre ao lado. O outro lance surgiu com o Fogão já em vantagem: após lançamento longo, Herrera bateu de primeira e a pelota explodiu na trave. No rebote, por pouco Maicosuel não empurra para as redes.

O esquema tático de Caio Júnior mais uma vez se mostrou acertado. O Bahia teve a posse de bola, mas não teve volume de jogo para assustar o goleiro Renan que praticamente fez apenas uma defesa nos 90 minutos. As substituições também foram feitas na hora certa e de forma coerente. Somália estava pendurado com o cartão amarelo e se mostrava muito afoito em campo, a estreia de Léo pode ter sido discreta, mas o volante mostrou categoria e será muito útil no decorrer da competição.

Márcio Azevedo é uma boa opção ofensiva, mas não tem poder de marcação!

A lateral-esquerda continua sendo um problema crônico no Glorioso, já que Marcio Azevedo vai bem no apoio, mas deixa uma verdadeira avenida que o novo esquema ofensivo do time não consegue bloquear. Vendo a vitória escapar por ali, Caio Júnior improvisou o ótimo Lucas Zen para conter os avanços do tricolor baiano. A longa jornada do Campeonato Brasileiro exige um elenco forte para suportar os desfalques e Côrtes já está fazendo falta nesse início de competição.

O empate com um gol de cabeça de Fahel foi um castigo e tanto para a torcida alvinegra. Uma total desatenção da zaga, já que o Bahia só iria ameaçar mesmo através das bolas alçadas na área. Lição para aprender e não ser esquecida: os gols perdidos fazem muita falta e o futebol cobra um preço muito alto pela incompetência! Os três pontos seriam suficientes para recolocar a equipe no G-4 e até assumir a vice-liderança de forma provisória.

Nada está perdido! O importante é somar pontos agora, não deixar o líder escapar e depois apostar nas diversas peças novas que ainda irão estrear como Renato, Alexandre Oliveira, Gustavo e mesmo o volante Léo que entrou nos minutos finais. Não podemos nos esquecer de Jéfferson, Loco Abreu e Marcelo Mattos! A torcida precisa acreditar que o Botafogo tem elenco para ser Campeão Brasileiro de 2011!

E parabéns aos juniores do Botafogo que bateu o time da Lagoa e ficou com o caneco de Campeão Carioca 2011!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

9ª Rodada: Bahia 1 x 1 Botafogo (10/07/2011)

Bahia: Marcelo Lomba; Jancarlos, Titi, Paulo Miranda e Marcos (Maranhão) (Rafael); Fahel, Marcone, Diones e Ricardinho (Gabriel); Lulinha e Júnior

Técnico: Renê Simões

Botafogo: Renan; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Thiago Galhardo); Somália (Léo), Lucas Zen, Marcos Vinícius, Elkeson e Maicosuel; Herrera (Caio)

Técnico: Caio Júnior

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 30 minutos do primeiro tempo

Gol do Bahia: Fahelm aos 32 da etapa final

Local: Pituaçu (BA) / Público: 32.157 pagantes / Renda: R$ 787.897,50

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS)

Cartão Amarelo: Marcone e Lulinha (Bahia); Somália e Márcio Azevedo (Botafogo)

Só a vitória interessa!

10/07/2011

Um grande jogo diante do São Paulo, no Morumbi, e um empate amargo contra o Atlético-GO, em casa, na última rodada. O Botafogo ainda procura a regularidade no Campeonato Brasileiro, mas encarar o Bahia não será missão fácil, mesmo com a ausência de Jobson que não poderá atuar devido a um acordo entre os dois clubes.

Caio Júnior terá trabalho para arrumar o meio de campo sem Everton e a vaga está entre Lucas, Caio e Thiago Galhardo. O time deve entrar em campo com: Renan; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Somália, Maicosuel, Elkeson e Thiago Galhardo (Lucas); Hererra.

Um empate em Salvador não será ruim, mas a vitória dará tranquilidade para o clássico contra o Corinthians, no domingo que vem, lá na capital paulista. Caio Júnior poderá ter novamente Everton, uma possível estreia de Renato e quem sabe o retorno de Marcelo Mattos. Precisamos segurar o Bahia hoje para disputar a liderança na próxima semana!

Vamos, FOGO!

Vamos, Somália! Volante tenta encontrar o bom futebol!

Ficha Técnica:

7ª Rodada: São Paulo 0 x 2 Botafogo (29/06/2011)

São Paulo: Rogério Ceni; Ilsinho (Rivaldo), Xandão, Luiz Eduardo e Juan; Rodrigo Souto, Jean, Casemiro e Marlos; Willian José e Fernandinho (Henrique)

Técnico: Paulo César Carpegiani

Botafogo: Renan; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Marcio Azevedo (Araruama); Lucas Zen, Somália, Everton (Cidinho), Elkeson e Maicosuel (Caio); Herrera

Técnico: Caio Júnior

Gols do Botafogo: Elkeson, aos 35 iniciais, e Herrera, aos 6 minutos da etapa final

Local: Morumbi (SP) / Público: 8.361 pagantes / Renda: R$ 185.419,00

Árbitro: Elmo Alves Resende da Cunha (GO)

Cartão Amarelo: Rodrigo Souto, Henrique e Willian José (São Paulo); Renan, Antônio Carlos e Somália (Botafogo)

Elkeson foi muito marcado e não encontrou espaços contra o Atlético-GO!

8ª Rodada: Botafogo 1 x 1 Atlético-GO (07/07/2011)

Botafogo: Renan; Alessandro (Cidinho), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Somália (Caio), Lucas Zen, Maicosuel, Elkeson e Everton (Lucas); Herrera

Técnico: Caio Júnior

Atlético-GO: Marcio; Rafael Cruz, Gilson, Anderson e Thiago Feltri; Agenor, Bida, Pituca (Renato Augusto) e Thiaguinho (Adriano Pimenta); Anselmo e Juninho (Felipe)

Técnico: PC Gusmão

Gol do Botafogo: Herrera, aos 4 minutos da etapa inicial

Gol do Atlético-GO: Anselmo, aos 15 do primeiro tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 13.649 presentes / Renda: R$ 197.905,00

Árbitro: José Caldas de Souza (DF)

Cartão Amarelo: Herrera (Botafogo) e Anderson, Thiaguinho, Agenor e Pituca (Atlético-GO)

Tua estrela solitária te conduz!

26/06/2011


Apagão, Grêmio, Renato Gaúcho e Rafael Marques… Os motivos para temer um desastre eram muitos nesta tarde de domingo no Engenhão, mas o Botafogo de Caio Júnior não carrega o fardo dos empates que o time comandado por Joel Santana enfrentava no ano passado. Com um futebol de toques rápidos e sempre buscando o campo adversário, o Alvinegro conquistou uma vitória importante e deu um grande passo na luta pela afirmação no cenário nacional.

O Campeonato Brasileiro disputado nos moldes dos pontos corridos não permite que um clube leve o caneco sem ter peças de reposição ou um elenco forte e equilibrado. Montar um bom time já é difícil, agora imagine ter um elenco para suportar a pressão de 38 rodadas combinadas com a Copa Sul-Americana. Caio Júnior armou o Botafogo com o que tinha de melhor e soube usar o banco de reservas na hora certa e da forma certa. Everton e Maicosuel jogaram bem, buscaram o gol, mas mostraram cansaço na segunda etapa e as entradas de Cidinho e Caio foram fundamentais para a vitória.

Cercado: Herrera jogou sozinho no ataque e foi sempre perigoso!

O ataque precisa ser mais efetivo para aproveitar as muitas oportunidades criadas pelo ótimo meio de campo formado por Everton, Maicosuel e Elkeson, mas é inegável a luta e a entrega do argentino Herrera. A torcida tem que entender que essa não é a posição camisa 17 e o apoio vindo da arquibancada é um combustível extra em busca da superação e essa é a palavra de ordem no elenco: superação.

Jogadores que antes estavam barrados e eram sistematicamente vaiados, como Márcio Azevedo e Alessandro, mostraram que podem ajudar e muito na longa jornada do BR-11. As vaias por sinal não foram esquecidas só iniciaram tarde dessa vez, apenas na metade do segundo tempo, mas incomodaram da mesma forma. O Grêmio não é um time qualquer e os jogadores alvinegros esbarraram num forte esquema de marcação com três zagueiros e dois volantes numa clara demonstração de que Renato Gaúcho queria o empate no Rio.

Everton, Maicosuel, Elkeson e ainda falta o Renato! Que meio de campo!

Marcelo Mattos levou o terceiro cartão amarelo e não joga na próxima rodada contra o São Paulo, no Morumbi, mas deu um presente para a torcida ao escorar o chute violento de Elkeson e recebeu em troca os gritos de “Fica! Fica! Fica!”. O “Dia do Fico” ainda está longe, as negociações com os gregos não evoluíram nas últimas semanas, porém a diretoria sabe que não adianta reforçar o ataque e depois perder um importante titular no sistema defensivo.

O treinador alvinegro terá que quebrar a cabeça para escalar o time contra o líder São Paulo. Entra o Somália? Recua o Lucas Zen? Improvisa o Alessandro no meio com a volta do Lucas na lateral? Promove a estreia de Leo? Enfim, Caio Júnior irá dormir tranqüilo hoje, mas amanhã já acordará com uma pequena dor de cabeça. Esse é o Campeonato Brasileiro: uma decisão em cada partida. E só para registrar: que atuação do Renan! É, os ventos mudaram em General Severiano!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

6ª Rodada: Botafogo 2 x 1 Grêmio (26/06/2011)

Botafogo: Renan; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Thiago Galhardo), Lucas Zen, Everton (Cidinho), Elkeson e Maicosuel (Caio); e Herrera

Técnico: Caio Júnior

Grêmio: Marcelo Grohe; Mário Fernandes, Rafael Marques e Neuton; Gabriel, Fernando, Willian Magrão, Marquinhos (Roberson), Douglas e Lúcio; Lins (Leandro)

Técnico: Renato Gaúcho

Gols do Botafogo: Marcelo Mattos, aos 25, e Elkeson, aos 58 minutos da etapa final

Gol do Grêmio: Rafael Marques, aos 65 minutos do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 13. 983 presentes / Renda: R$ 235.895,00

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)

Cartão Amarelo: Fernando e Mário Fernandes (Grêmio); Marcelo Mattos, Elkeson e Caio (Botafogo)

Cartão Vermelho: Fernando (Grêmio)

Em busca do equilíbrio perdido

04/06/2011

O empate em 2 a 2, neste sábado, pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro, não foi um resultado ruim. É verdade que a vitória esteve próxima, a bola na trave aos 45 do segundo tempo foi cruel, mas o padrão de jogo imposto por Caio Júnior permite ao torcedor alvinegro alimentar esperanças de voos mais altos na competição. O Botafogo ficou trinta dias sem uma competição oficial, disputou dois amistosos, mas sem os esperados reforços prometidos pela diretoria. O elenco montado no primeiro semestre não conseguiu ser competitivo e as críticas da torcida e da mídia caíram como uma bomba em General Severiano. Eles estavam errados?

O certo é que o meio de campo alvinegro passou a funcionar após a chegada de Elkeson, porém não podemos nos esquecer que a volta de Maicosuel, mesmo longe da forma física ideal, é um fator de desequilíbrio e de constante preocupação para o adversário. Everton, que também estava rendendo bem abaixo do esperado, conseguiu atuar bem em dois jogos seguidos e, com a companhia de Cortês, pode fazer ainda mais. O grande problema continua sendo o banco de reservas. Tiago Galhardo e Caio aparecem como opções ofensivas, mas é importante que Caio Júnior resgate o futebol de Somália, pois o Botafogo vai precisar muito de um jogador polivalente e rápido para o segundo tempo.

É pela esquerda!! Cortês e Everton são a principal força ofensiva do time!

O erro no gol de empate do Ceará deve ser ignorado. Antonio Carlos e Fábio Ferreira não irão falhar novamente tão cedo e é bom lembrar que os dois fizeram gols nos dois últimos jogos. A falha aconteceu pela mudança no comando técnico do time, já que Caio Júnior pede que os jogadores evitem os chutões e que tentem encaixar o contra-ataque com a bola no pé. Marcelo Mattos e Lucas Zen correram muito e Alessandro foi correto na marcação, mas não conseguiu dar velocidade na hora de armar os ataques – nada muito longe do esperado. Renan fez boas defesas e mesmo sendo um jargão terrível do jornalismo esportivo lá vai: ele não teve culpa nos gols.

O ataque continua preocupando e o treinador alvinegro não sabe o que fazer para consertar o setor. A troca de posição entre Maicosuel e Everton piorou o time no segundo tempo e Herrera ficou muito isolado lutando com os zagueiros. O argentino jogou no sacrifício e só melhorou depois da entrada de Caio e Galhardo que passaram a encostar no atacante. Caio Júnior terá problemas para acertar o esquema ofensivo e a equipe só irá se entrosar durante a competição, por isso pontuar nesse momento é fundamental.

Vamos, FOGO!

Ainda sem entrosamento: Elkeson observa Everton avançar pela esquerda!

Ficha Técnica:

3ª Rodada: Ceará 2 x 2 Botafogo (04/06/2011)

Ceará: Fernando Henrique, Murilo (Sinho), Fabrício, Erivélton e Vicente; Michel, João Marcos, Eusébio e Iarley (Geraldo); Osvaldo e Marcelo Nicácio (Júnior)

Técnico: Vagner Mancini

Botafogo: Renan, Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Lucas Zen (Somália), Everton (Thiago Galhardo), Maicosuel (Caio) e Elkeson; Herrera

Técnico: Caio Júnior

Gols do Ceará: Osvaldo, aos 35 minutos do 1º tempo, e Michel, aos 17 da 2ª etapa

Gols do Botafogo: Elkeson, aos 28 iniciais, e Antonio Carlos, aos 28 da etapa final

Local: Presidente Vargas (CE) / Público: 9.945 pagantes

Árbitro: Sálvio Spínola (SP)

Cartão Amarelo: Antônio Carlos (Botafogo) e Erivélton (Ceará)

Marketing & Futebol

26/05/2011

A atual gestão do presidente Maurício Assumpção pode ser contestada por parte da torcida, mas é inegável a valorização da marca Botafogo no cenário nacional e também, ainda que timidamente, vemos uma projeção internacional que não existia desde 1996, quando Túlio Maravilha & Cia bateram grandes equipes européias e conquistaram três títulos em excursão no Japão e na Europa. A contratação de Loco Abreu e o sucesso do Uruguai no Mundial da África do Sul fizeram a Estrela Solitária viajar o mundo inteiro com a famosa cavadinha na final da Taça Rio, em 2010. Hoje, o Botafogo tem três jogadores de seleção: Abreu e Arévalo Ríos, no Uruguai, e Jefferson na seleção nacional.

Maurício Assumpção conquistou o bicampeonato da Taça Guanabara 2009/2010, a Taça Rio 2010, o Campeonato Carioca 2010 e viu a equipe lutar até o fim por um vaga na Libertadores da América – grande sonho de todos os botafoguenses. A diretoria sabe que vencer uma competição continental é a única forma de fazer o clube crescer e atrair mais investidores e patrocinadores. Enquanto a projeção internacional não vem, a equipe de Marketing consegue estabelecer o Botafogo no mercado caseiro com boas campanhas e diversos produtos lançados. O torcedor alvinegro é fanático pela história do clube e sabe valorizar os ídolos do presente e do passado, com essa ideia em mente, diversas ações propostas pela diretoria mantêm a loja oficial vendendo mesmo quando o time vai mal.

Sem folga! Mais de mil botafoguenses prestigiaram o evento com o artilheiro!

Camisas personalizadas, bonecos, bonés, chinelos, bermudas, foto com fãs, tarde de autógrafos, são várias as atrações onde os alvos prioritários são Maicosuel e Loco Abreu, dois ídolos recentes que abraçaram o projeto de marketing. O eterno goleador Túlio Maravilha lotou a nova mega-loja, em General Severiano, no dia da inauguração, para uma tarde de autógrafos e duas semanas depois foi a vez de Loco Abreu esgotar as duas mil senhas disponibilizadas pela equipe de produção. Sinal de que a torcida, a verdadeira, está aí para apoiar o time e que basta apenas uma equipe guerreira e voluntariosa para reverter todo o quadro atual de críticas e vaias que infelizmente partem de uma minoria.

É certo que a torcida está irritada: foram cinco eliminações em apenas cinco meses! A perda de jogadores como Leandro Guerreiro, Lucio Flavio e Renato Cajá enfraqueceram a equipe e a troca de treinador ainda não surtiu o efeito desejado, nem tanto por culpa de Caio Júnior que ainda não conseguiu ter todos os titulares à disposição. O retorno de Maicosuel e de Fabio Ferreira, dois jogadores importantíssimos para o grupo, e as recentes contratações devem fazer o grito de “FOGO!” ecoar pelo Engenhão! Basta uma vitória, uma boa apresentação para o torcedor alvinegro se apaixonar novamente pelo time!

O Mago precisa de ajuda para compor o meio de campo alvinegro!

Elkeson é uma grande aposta de 21 anos, mas que já deu um título para o Vitória no ano passado e vem com muita vontade de aparecer por uma equipe de ponta; Marcelo Mattos já disse que quer ficar e é uma peça muito importante para ser liberado; Gilberto ainda pode fechar e a contratação de Renato, ex-Sevilla, promete dar o toque de qualidade que o meio campo alvinegro tanto sente falta. Se não perder ninguém na janela de transferência e com mais dois nomes, é possível afirmar que teremos elenco para disputar o BR-11 até o fim – como aconteceu no ano passado. Ah, e precisamos encarar a Copa Sul-Americana como prioridade, um ensaio para a conquista da América!

Caio Júnior poderá finalmente escalar uma equipe com bom toque de bola e poder de definição no ataque. Loco Abreu, Arévalo e Jefferson só devem retornar após a Copa América, em agosto, assim teremos que esperar até vermos a força máxima em campo. O provável Botafogo da primeira metade do BR-11 deve ser: Renan, Lucas (Alessandro), Fábio Ferreira, Antônio Carlos e Cortês; Lucas Zen, Marcelo Mattos, Tiago Galhardo e Maicosuel; Caio e Elkeson. Esse time precisa somar pontos agora para que no segundo turno, com todos os titulares, a briga seja pelo título! Jefferson, Lucas, Fábio Ferreira, Antônio Carlos e Cortês (Gilberto); Arévalo Ríos, Marcelo Mattos, Renato e Maicosuel; Loco Abreu e Herrera (Elkeson): time para ser Campeão Brasileiro em 2011!

Vamos, FOGO!

"Quero jogar sábado!" Elkeson chega com moral ao Botafogo!

Ficha Técnica:

Nome: Elkeson de Oliveira Cardoso

Nascimento: 13/07/1989 (21 anos)

Natural de: Coelho Neto, Maranhão

Posição: Meia-atacante

Clubes: Vitória e Botafogo

Ficha Técnica:

Nome: Renato Dirnei Florêncio

Nascimento: 15/05/1979 (23 anos)

Natural de: Santa Mercedes, São Paulo

Posição: Volante

Clubes: Guarani, Santos, Sevilla e Botafogo

Não, não falta nada! Renato é do Fogão por três anos!!!

“SOB NOVA DIREÇÃO”

26/03/2011

O Boavista entrou como grande favorito para o jogo deste sábado à noite. Não, não é demais afirmar que o Botafogo, com dez desfalques, pensava apenas em não perder para o vice-campeão da Taça Guanabara. Sem jogador, sem treinador, sem entrosamento e com derrota… Esse era o roteiro que o torcedor alvinegro dava como certo diante da equipe de Alfredo Sampaio, mas misteriosamente não foi isso que aconteceu, para surpresa geral de comentaristas e corneteiros! O Boavista não jogou como Boavista, jogou apenas como um time pequeno do Campeonato Carioca e o dito Misto-Frio do Fogão por pouco não arrancou os três pontos e reassumiu a liderança do Grupo B.

Renan, Alessandro, Antonio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Fahel, Marcelo Mattos, Somália e Fabrício; Caio e Willian. Esses foram os onze escolhidos pelo comando técnico alvinegro para iniciar a partida. Sim, o Botafogo entrou em campo no 4-4-2 e com dois homens mais avançados – tudo bem que um deles era o Somália… fazer o quê? E essa equipe fez um bom primeiro tempo, prendeu o Boavista na defesa e não sofreu pressão por parte da torcida que aguardou pacientemente o fim do jogo para protestar.

Arisco, Caio consegue se livrar dos zagueiros, mas sempre é derrubado...

É fato que o Caio Jr. terá muito trabalho pela frente, mas ao menos não iniciou seu ciclo no Botafogo com derrota. Dois problemas podem ser apontados com as observações feitas nesta partida e o primeiro será arrumar alguém para bater faltas e escanteios, Alessandro e Márcio Azevedo não podem continuar nessa missão. Caio Jr., o Harry Potter brasileiro, terá que fazer o Caio, atacante e xará, soltar a bola para outros jogadores com o uniforme igual ao dele.

O garoto produziu bem, driblou, correu, ajudou na marcação, chutou a gol e criou as melhores oportunidades do jogo, mas também prendeu a bola, matou contra-ataques, cansou de cair ao menor contato com o adversário e nunca, nunca tocava uma bola boa para um companheiro, sempre tocava como última opção.

Falta? Caio é derrubado mais uma vez e o juiz manda a pelota seguir!

A conta de erros do Márcio Azevedo já chegou ao limite e arrisco sentir saudades do Marcelo Cordeiro. Manter o lateral até o fim da partida foi uma clara decisão política para evitar as estrondosas vaias que certamente recairiam sobre o camisa 6. O Fabrício jogou bem enquanto teve pernas e ficou evidente que o Joel teve medo de escalá-lo ao lado do Everton nos jogos decisivos! O cara é destro e o Everton é canhoto! Qual o segredo? Porque improvisar o Somália como armador?

Não sei quem coordenou as substituições no banco de reservas, mas elas foram precipitadas e desestruturaram uma equipe já carente de conjunto. O Fabrício não se agüentava em pé e deveria ter saído, mas o certo seria recuar o Caio para puxar as jogadas pela direita ou colocar um meia-armador dos juniores.

Finalmente escalado, Fabrício jogou bem enquanto teve pernas...

A saída do Willian, que estava bem, fez o time perder uma boa presença de área e a entrada do Guilherme flutuando entre a esquerda e o meio não funcionou. Claro que esses problemas serão resolvidos com a volta dos titulares, mas não acertar em substituições simples já me parece motivo de preocupação.

O empate que era apontado como um bom resultado antes da bola rolar agora apareceu como castigo. Marcelo Mattos e Antonio Carlos deram segurança ao setor defensivo e Renan fez duas belas defesas na etapa final. Bem, a torcida fica com a vontade de ver o grupo completo jogando com a placa: “SOB NOVA DIREÇÃO”.

Antonio Carlos foi decisivo no resultado ao evitar gol do Boavista!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

5ª Rodada da Taça Rio: Boavista 0 x 0 Botafogo (26/03/2011)

Boavista: Thiago, Everton Silva, Gustavo, Bruno Costa e Paulo Rodrigues (Roberto Lopes); Julio César, Joílson, Leandro Chaves (Raphael Augusto) e Erick Flores (Fábio Fidélis); Max e André Luís

Técnico: Alfredo Sampaio

Botafogo: Renan, Alessandro, Antonio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Fahel, Marcelo Mattos, Somália e Fabrício (Guilherme); Caio (Cidinho) e Willian (Jairo)

Técnico: Flávio Tenius

Local: Moacyrzão (RJ) / Público: 2.108 presentes / Renda: R$ 18.870,00

Árbitro: William de Souza Nery

Cartão Amarelo: André Luís, Paulo Rodrigues e Max (Boavista). Fahel e Antônio Carlos (Botafogo)