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Com a obrigação de vencer!

16/04/2012

A classificação para a semifinal já estava garantida desde a rodada passada e para o Botafogo só faltava definir o adversário. Não falta mais nada. Com a eliminação do Fluminense, campeão da Taça Guanabara, teremos a grande final do Campeonato Carioca – algo que não acontece desde 2009. O Bangu foi a grande surpresa do segundo turno do Estadual, mas agora não é novidade para mais ninguém e não podemos sequer supor em dividir o favoritismo com o Alvirrubro. Antes da semifinal da Taça Rio que será disputada no sábado, o Botafogo precisa passar pelo Guarani, no Engenhão, quarta, e carimbar a vaga para as Oitavas de final da Copa do Brasil, esse sim o objetivo primordial do primeiro semestre.

O time de Oswaldo de Oliveira ostenta a marca de vinte jogos de invencibilidade, mas não apresenta um futebol de encher os olhos. A torcida está com a pulga atrás da orelha e a imprensa especializada não sabe se critica abertamente ou espera mais tempo para ver até onde essa invencibilidade irá chegar. Se o time for Campeão da Taça Rio na semana que vem as vaias da arquibancada cessarão? Elas são realmente necessárias? O Botafogo tem time e elenco para dar oferecer aos seus torcedores o espetáculo que eles tanto almejam? Essas questões não podem ser respondidas de forma clara e objetiva ou será que podem?

A camisa é muito bonita, mas o futebol apresentado pelo Botafogo...

Os jogadores não cansam de dizer nas entrevistas que o início de temporada é sempre irregular, etc. E eles podem ter certa razão nessa afirmativa. Hoje, na última rodada da Taça Rio, o time entrou em campo sem cinco titulares: Antônio Carlos, Márcio Azevedo, Marcelo Mattos, Elkeson e Andrezinho. E aí? O forte Boavista era mesmo um adversário temível? Claro que não e se tivesse um pouco mais de vontade, de velocidade na troca de passes, o Botafogo poderia ter metido três ou quatro sem preocupação. Parece que a equipe não leva os jogos contra os pequenos com seriedade, e sim parte da obrigação, como “bater o ponto” e depois ir conversar com os colegas de trabalho.

Loco Abreu perdeu outro pênalti. Sim, aconteceu. A situação é deveras preocupante. Um jogador lento, sem capacidade de movimentação e que se notabilizou pelos gols de cabeça, leia-se bola parada, e também pelas precisas cobranças da marca do cal – ele nos deu um título e sou agradecido – não pode desperdiçar cinco cobranças em três meses. Algo está muito, muito errado em General Severiano. Parece que algo está acontecendo nos bastidores da equipe e nós, torcedores, ainda não sabemos. E o que foi a frase:

– Eu tenho um sonho, que é jogar no Mundial e para isso eu preciso estar jogando bem. E espero que seja aqui no Botafogo.

Não entendi e com certeza quem ouviu a declaração também não entendeu. Vamos para duas decisões seguidas, quarta e sábado, e espero que o Loco volte a ser o jogador decisivo que foi em 2010 e em 2011. Notícia boa? A volta de Maicosuel querendo jogo e mostrando estar 100% recuperado e a bela atuação do garoto Jadson das categorias de base. Jogou muito bem! Parabéns! Vamos precisar de ajuda nesse momento decisivo! Temos que vencer esses dois jogos de qualquer jeito!

Vamos, Fogo!

Cena que se repete em 2012: Loco consagrando os goleiros adversários!

Ficha Técnica:

8ª Rodada: Boavista 1 x 1 Botafogo (15/04/2012)

Boavista: Thiago; Ruy, Bruno Costa, Fábio Braz e Paulo Rodrigues; Douglas (Leandro Teixeira), Júlio Cesar, Fabrício (Léo Pimenta) e Romarinho (Lenny); Tony e Somália

Técnico: Andrade

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Renan Lemos; Jadson, Renato, Felipe Menezes (Gabriel) e Fellype Gabriel (Maicosuel); Caio (Willian) e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Boavista: Lenny, aos 27 do segundo tempo

Gol do Botafogo: Caio, aos 8 minutos da etapa final

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: Leonardo Castro Moreira (RJ)

Cartão Amarelo: Paulo Rodrigues, Thiago e Ruy (Boavista); Felipe Menezes, Renan Lemos e Maicosuel (Botafogo)

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Um ano incomum…

25/04/2011

Desde 2006 que o torcedor do Botafogo não sabe o que é ficar de fora das finais do Campeonato Carioca, foram dois títulos e três vices nesses cinco anos, ou seja, todo ano, de um jeito ou de outro, o Fogão levantava um caneco e dava a volta olímpica. Em 2006, vencemos a Taça Guanabara e levamos o Campeonato Carioca; no ano seguinte apenas o título da Taça Rio; em 2008, vice da Taça Guanabara e Bicampeão da Taça Rio, mas ficamos sem o estadual; chega outra temporada e a história se repete: título na Taça Guanabara e vice na Taça Rio, derrota na grande final do estadual. Mas em 2010 o roteiro foi diferente: Bicampeão da Taça Guanabara, Campeão da Taça Rio e Campeão Carioca – sem a necessidade de disputar as partidas finais.

É Campeão! É Campeão! Leandro Guerreiro e a Taça Rio 2010!

Nesses anos, conquistamos um lugar cativo nas finais do estadual e lutamos pelo mesmo sucesso nos torneios nacionais. Na Copa do Brasil, naufragamos em 2006, mas avançamos até a semifinal em 2007 e em 2008, sempre sob o comando do técnico Cuca, e voltamos a cair na segunda fase, de forma vergonhosa, em 2009 e em 2010. Nesta temporada parecia que o time teria forças para engrenar, mas outra desclassificação vergonhosa aconteceu.

No Campeonato Brasileiro a luta foi ainda mais difícil, sufocante, quase trágica. Em 2006, a equipe ficou com o 12º lugar e chegou a sonhar com posições melhores durante a competição; em 2007, lideramos por oito rodadas, mas terminamos na 9º colocação; Cuca comandou a equipe novamente no ano seguinte e apesar de ser “o melhor time do Brasil” não passamos do 7º lugar, longe do título e da Libertadores; a temporada de 2009 foi muito conturbada e a luta contra o rebaixamento seguiu até a última rodada. O título Carioca de 2010 fez a torcida acreditar que o Botafogo finalmente poderia ir para a Libertadores, mas uma sequência de empates em casa e a perda de jogadores importantes nos levou até a 6ª posição. E agora? O que esperar desse time no BR-11?

Timaço que levou a Taça Rio, ficou em 3º na Copa do Brasil e foi 9º no BR-07!

A diretoria passada e a atual almejam colocar o Botafogo no cenário internacional e assim faturar com patrocínios e cotas de transmissão, mas como atingir esse objetivo? A Copa do Brasil, o chamado caminho mais curto, já se foi, mas teremos duas chances pela frente. A Copa Sul-Americana aparece como solução mais provável. Seria perfeito para o fim da temporada: conquistar um título internacional e ainda voltar para a Libertadores em 2012. Para isso é preciso jogar com inteligência, pois a competição passou a ficar valorizada depois que a Commebol decidiu dar ao campeão uma vaga na Libertadores.

O Botafogo fez sua estreia no torneio apenas na quinta edição, em 2006, e foi eliminado logo na primeira fase; em 2007, a derrota traumática, nas oitavas, para o River Plate; nos dois anos seguintes chegamos até as Quartas de final e parecia que o time tinha aprendido a jogar a competição, mas sequer nos classificamos para a edição de 2010. A Copa Sul-Americana ainda permite ao campeão disputar a Recopa Sul-Americana e a Copa Suruga Bank contra o vencedor da Copa do Japão, ou seja, visibilidade internacional e muito, muito dinheiro em premiação e cotas de TV.

Maestro alvinegro: Lucio Flavio comandava as ações no meio-campo em 2007!

O que reserva o futuro para a equipe do Botafogo? Como acreditar que o trabalho está “sendo bem feito” se abrimos mão de conquistar um título? A eliminação nas semifinais do Troféu Carlos Alberto Torres foi a quinta consecutiva na temporada. Na Europa, qualquer taça, qualquer troféu é encarado com seriedade e os clubes lutam pela possibilidade de vencer até na porrinha, mas não ficam sem dar a volta olímpica um ano inteiro!

O torcedor botafoguense está desesperado porque sabe da dificuldade do BR-11 e da falta de vontade apresentada ante a Sul-Americana. Esse descaso precisa acabar! O Botafogo precisa aprender a vencer tudo! Não interessa a competição, é preciso entrar para vencer!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

Troféu Carlos Alberto Torres – Semifinal

Botafogo 2 X 5 Boavista (23/04/2011)

Botafogo: Milton Raphael, Gilberto, Paulo Ricardo, Ulisses e Renan Lemos (Jadson); Thiago Brito, Fabiano, Jefferson (Bruno Medeiros); Vitinho (Castro); Jairo e Willian

Técnico: Eduardo Húngaro

Boavista: Thiago, Everton Silva (Thiaguinho), Bruno Costa, Santiago e Paulo Rodrigues; Julio César, Leandro Chaves (Edu Pina), Erick Flores e Tony; Leandrinho (Max) e Frontini

Técnico: Alfredo Sampaio

Gols do Botafogo: Jairo, aos nove, e Vitinho, aos 20 minutos iniciais

Local: São Januário (RJ) / Público: 900 presentes / Renda: R$ 11.120,00

Árbitro: Wagner dos Santos Rosa

Cartão Amarelo: Renan e Vitinho (Botafogo); Bruno Costa, Erick Flores, Edu Pina e Everton Silva (Boavista)