Posts Tagged ‘Müller’

A batalha de Munique!

16/03/2011

Louis van Gaal deve ter acordado nesta quarta com um gosto amargo na boca. A vitória por 1 a 0, em pleno Giuseppe Meazza, no jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões praticamente garantia uma sensação de tranquilidade para o time alemão. O Bayern de Munique entrou em campo completo, com os astros Ribéry e Robben em plena forma física e técnica e contando com a ajuda de quase 70 mil torcedores no Allianz Arena! Somente uma catástrofe poderia tirar a classificação das mãos do técnico holandês.

Ao fim do primeiro tempo – e que primeiro tempo! – Louis van Gaal estava com a costumeira posse arrogante e com o nariz apontado pra lua! “Sou o melhor treinador do mundo todo!” Ah, essa frase certamente passou pela cabeça do homem que dispensou o zagueiro Lúcio, por e-mail, antes do fim do contrato, em 2009, durante a Copa das Confederações. A vingança de Lúcio viria com o título da Champions League justamente contra o ex-time na temporada passada, mas o destino preparou outra amarga surpresa para o Luizinho holandês.

A terrível falha de Júlio César no gol de Mário Gomez desestabilizou a Internazionale que sofreu a virada, minutos depois, em novo erro da zaga, desta vez com Thiago Motta. Parecia que não seria uma noite muito boa para os brasileiros. Como nada é definitivo no esporte, Júlio César fez duas grandes defesas e a primeira etapa terminou em bom momento para os italianos.

Nota 10! Samuel Eto'o jogou muito e desequilibrou a partida em Munique!

O caminho para o vestiário não deve ter sido nada agradável, mas a Inter de Milão mostrou que sabe lidar com a pressão e com o resultado adverso, afinal não se conquista três títulos na mesma temporada sem méritos. Vale lembrar que esse mesmo time, com Mourinho no comando, faturou o Campeonato Italiano 2009/2010, a Copa da Itália 2009/2010 e a Liga dos Campeões 2009/2010. E mesmo a turbulenta passagem de Benítez rendeu dois títulos: a Supercopa da Itália 2010 e o Mundial Interclubes da Fifa em dezembro de 2010.

Logo aos cinco minutos do segundo tempo, Leonardo arriscou tudo e colocou o jovem Philippe Coutinho na vaga do nervoso Stankovic. Coutinho tratou de colocar a bola no chão e começou a trocar bons passes com Sneijder. Mas a principal arma italiana para empatar e conseguir o gol da histórica classificação foi Samuel Eto’o. O camaronês abriu o placar logo aos 3 minutos e deu duas assistências perfeitas para Sneijder e Pandev! Uma partida para levar a nota 10! E o Júlio César? Fez duas defesas impressionantes na segunda etapa e se redimiu das falhas cometidas nos dois jogos contra o Bayern de Munique.

Ah, não posso me esquecer de avisar ao Luisinho holandês qual é o problema dele! Louis van Gaal, essa dor de estômago tem nome e sobrenome: Lucimar da Silva Ferreira! Você o conhece como Lúcio mesmo e… ele jogava no seu time, não é incrível como o mundo dá voltas?

Emoção! O brasileiro Leonardo comandou a Inter numa partida histórica!

Liga dos Campeões da Europa

Oitavas de Final – Bayern de Munique 2 x 3 Inter-ITA (15/03/2011)

Bayern de Munique: Kraft, Lahm, Breno (Kroos), Van Buyten (Badstuber) e Pranjic; Luiz Gustavo, Schweinsteiger, Robben (Altintop), Müller e Ribéry; Gomez

Técnico: Louis van Gaal

Inter-ITA: Julio César, Maicon, Lúcio, Ranocchia e Chivu (Nagatomo); Thiago Motta, Cambiasso e Stankovic (Coutinho); Sneijder; Pandev (Kharja) e Eto’o

Técnico: Leonardo

Gols do Bayern de Munique: Mário Gomes, aos 20, e Müller, aos 30 do primeiro tempo

Gols da Inter-ITA: Eto’o, aos quatro iniciais. Sneijder, aos 17, e Pandev, aos 42 minutos do segundo tempo

Local: Allianz Arena (ALE) / Árbitro: Pedro Proença (POR)

Cartão Amarelo: Luiz Gustavo e Breno (Bayern de Munique); Lúcio, Thiago Motta, Pandev e Kharja (Inter-ITA)

Nagatomo aproveita para mandar uma mensagem aos compatriotas!

Podemos vencer qualquer um!

27/06/2010

Alemanha nas alturas! Torcida faz festa em Berlim!

A frase não foi dita por nenhum jogador alemão após o massacre de 4 a 1 sobre a Inglaterra. Não senhor, a frase, incrivelmente arrogante, foi proferida por um inglês logo depois da polêmica e sofrida classificação do English Team para as oitavas de final. Polêmica? Sim, polêmica. Os ingleses precisavam da vitória e venciam a Eslovênia por 1 a 0, quando, aos 43 minutos do segundo tempo, o árbitro alemão Wolfgang Stark ignorou solenemente uma penalidade máxima contra a Inglaterra. Um absurdo! O empate daria a vaga para a Eslovênia e eliminaria os ingleses.

Steven Gerrard, de banho tomado e cabeça fria, sentou-se calmamente na sala de imprensa e, diante de um batalhão de jornalistas que estavam aguardando a entrevista coletiva, disparou a pérola:

Podemos vencer qualquer um!

Será que Steven Gerrard será recebido com sorrisos na Inglaterra?

Como assim? Será que a típica prepotência dos súditos da Rainha Elizabeth nublou os olhos do capitão inglês? O sofrido empate em 1 a 1 diante dos Estados Unidos foi apenas o primeiro indício de que algo estava errado no reino. A limitada Argélia segurou o badalado ataque inglês e o zero a zero não saiu do placar. Na última e decisiva rodada, com a classificação mais do que ameaçada, Rooney & Cia. resolveram correr um pouquinho e até jogaram um bom futebol por 20 minutos, foi o suficiente para fazer 1 a 0 na Eslovênia. A providencial ajuda de Wolfgang Stark evitou o desastre ainda na fase de grupos.

Podemos vencer qualquer um!

A Inglaterra, inventora do futebol, se recusou a participar da Copa do Mundo organizada pela Fifa durante muitos anos. Os ingleses se achavam bons demais para jogar contra o resto do planeta e disputavam uma liga chamada “Home Championship”, com País de Gales, Escócia e Irlanda. Essa era a “Copa do Mundo Inglesa” e, de 1884 até 1984, o time inglês foi campeão cinquenta e quatro vezes.

Quando reparou que a Fifa estava ditando as regras e o ritmo do futebol mundial, a Inglaterra guardou a coroa da rainha no saco e atravessou o Atlântico para tomar uma enfiada dos Estados Unidos, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, na Copa de 50! A partida foi tão significativa que virou até filme: Duelo de Campeões (2005) com Gerard Butler.

Depois de ver a seleção eliminada precocemente em 50, 54, 58 e 62, os ingleses tiveram a genial ideia de sediar a Copa do Mundo de 66 e finalmente dar um jeitinho de mostrar ao mundo que não inventaram o futebol por acaso. E até em casa passaram sufoco! Quem não se lembra do polêmico e discutido gol de Geoff Hurst, aos oito minutos do primeiro tempo da prorrogação, diante da Alemanha?

Depois do controvertido título mundial, a Inglaterra seguiu fazendo figuração na Eurocopa, nunca chegou a disputar uma final em treze edições realizadas, e também na Copa do Mundo – até 1990 quando ficou em quarto lugar. O atual time era a grande esperança dos comentaristas e torcedores, o melhor English Team desde 66!

Jules Rimet em mãos inglesas pela primeira e última vez!

Steven Gerrard, Wayne Rooney, Frank Lampard, Joe Cole, John Terry e Ashley Cole, nossa que timaço! Timaço? Só se for no Playstation! Em campo, na hora da verdade, quando “se separam os homens dos meninos”, ah, aí só deu Alemanha.

Podemos vencer qualquer um!

É verdade que Jorge Larrionda e a dupla de bandeirinhas aprontaram uma das maiores trapalhadas da história da Copa do Mundo! Essa vai pro DVD da Fifa! O jogo estava com placar em branco quando Rooney recebeu um presentão da zaga alemã e partiu em direção ao gol de Neuer, o bandeirinha parou a jogada alegando impedimento do camisa 10 inglês. O pior erro ainda estava por vir e revive a situação de 66!

Rooney e Lampard desesperados: a Jabulani passou 33 cm da linha do gol!

A Inglaterra pressiona após diminuir a vantagem alemã e Lampard toca de fora da área, com categoria, encobrindo o guarda-metas Neuer, golaço! Não? Não. O bandeira fica imóvel, o uruguaio Larrionda não tinha como ver se a bola entrou ou não e deixa a bagaça seguir, o resultado? 33 centímetros de erro e o empate da Inglaterra ficou apenas no replay da televisão.

Nada disso apaga a excelente atuação da Alemanha que controlou o meio de campo, alugou a intermediária inglesa e deu aula de como armar um contra-ataque. Uma partida perfeita da equipe de Joachim Löw que jogou como candidata ao título. A defesa formada por Mertesacker, Friedrich, Lahm e Boateng sofreu apenas dois gols em quatro jogos e o ataque comandado por Klose, Podolski, Müller, Schweinsteiger e Özil é o mais efetivo do mundial tendo balançado as redes adversárias nove vezes.

Os alemães comemoram muito e esperam o vencedor de Argentina e México! Poderemos ter Alemanha x Argentina nas quartas de final! Jogão! Jogão! Jogão!

Thomas Müller faz dois gols no segundo tempo e acaba com a reação inglesa!

Ficha técnica:

Alemanha 4 X 1 Inglaterra

Alemanha: Neuer, Lahm, Friedrich, Mertesacker e Boateng; Schweinsteiger, Khedira, Müller (Trochowski), Özil e Podolski (Gomez); Klose (Kiessling)

Técnico: Joachim Löw

Inglaterra: James, Johnson (Wright-Phillips), Upson, Terry e Ashley Cole; Lampard, Barry, Milner (Joe Cole) e Gerrard; Defoe (Heskey) e Rooney

Técnico: Fabio Capello

Gols da Alemanha: Klose, aos 20, e Podolski, aos 32 minutos iniciais, e Müller, aos 22 e 25 minutos da etapa final

Gol da Inglaterra: Upson, aos 37 minutos do primeiro tempo

Estádio: Free State, em Bloemfontein

Data/hora: 27/06/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Jorge Larrionda (URU)

Auxiliares: Pablo Fandino (URU) e Mauricio Espinosa (URU)

Cartão Amarelo: Friedrich (ALE) e Johnson (ING)

Torcida alemã vibra com a goleada e espera pela Argentina!