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Sampdoria fora da Liga dos Campeões 2010/2011!

25/08/2010

Parecia impossível, mas aconteceu! A Sampdoria vencia em casa o Werder Bremen, por 3 a 0, e a torcida já cantava a classificação para a fase de grupos do maior torneio de clubes do mundo, a Champions League, quando o desastre recaiu sobre o time italiano! Os alemães estavam eliminados até os 48 minutos da etapa final, quando Rosemberg, num chute cruzado, silenciou o estádio Luigi Ferraris. Na prorrogação, a Sampdoria sentiu o gol sofrido nos acréscimos e deixou escapar a vaga após Claudio Pizarro balançar as redes italianas e decretar o placar final: Sampdoria 3 x 2 Werder Bremen.

Pizarro vibra muito com o gol que garantiu a classificação alemã!

Nem Luis Fabiano, nem Jesús Navas, quem brilhou no estádio Ramón Sanchez-Pizjuán foi o desconhecido atacante brasileiro Lima, ex-Santos e Paysandu, que anotou três gols e eliminou o time espanhol da competição: Sevilla 3 x 4 Sporting Braga. O goleiro Felipe, ex-Corinthians, falhou feio no gol de Luis Fabiano, mas mesmo assim comemorou a classificação na casa do adversário.

Resultado do Playoff: Caminho das Ligas

24 de agosto de 2010

Sevilla (Espanha) 3 x 4 Sporting Braga (Portugal)
Sampdoria (Itália) 3 x 2 Werder Bremen (Alemanha)

25 de agosto de 2010

Tottenhan (Inglaterra) 4 x 0 Young Boys (Suíça)
Ajax (Holanda) 2 x 1 Dínamo de Kiev (Ucrânia)
Auxerre (França) 2 x 0 Zenit (Rússia)

Resultado do Playoff: Caminho dos Campeões

24 de agosto de 2010

Hapoel Tel-Aviv (Israel) 1 x 1 RB Salzburg (Áustria)
Sheriff (Moldávia) 0 x 3 FC Basel (Suíça)
Anderlecht (Bélgica) 2 x 2 Partizan Belgrado (Sérvia)
(Pênaltis: Anderlecht 2 x 3 Partizan Belgrado)

25 de agosto de 2010

FC Copenhagen (Dinamarca) 1 x 0 Rosenborg (Noruega)
Zilina (Eslováquia) 1 x 0 Sparta Praga (Rep. Tcheca)

Obs: Classificados em azul.

Luis Fabiano e Kaká comandam a vitória brasileira

28/06/2010

Só faltou o gol: Kaká dominou o meio de campo contra o Chile

O técnico Marcelo Bielsa, apelidado de El Loco Bielsa na Argentina, de louco não tem nada e por isso armou a equipe chilena para tentar surpreender o Brasil logo nos minutos iniciais. A ideia de Bielsa, muito coerente, era fazer 1 a 0, deixar os discípulos de Dunga nervosos e explorar os contra-ataques com Alexis Sánchez e Suazo. O Chile marcava forte com duas linhas de quatro e estava preparado para enfrentar o meio-campo brasileiro.

Bielsa só não contava com a ausência de Felipe Melo, poupado, machucado, cortado… isso não importa! O que importa é que Daniel Alves, pela direita, Kaká, centralizado, e Ramires, pela esquerda, não guardavam suas posições iniciais e trocavam de lado a todo instante. Demorou um tempo para a marcação chilena achar o jogo brasileiro e quando isso aconteceu outra arma mortal da seleção funcionou: a bola aérea!

Gooooooool! Juan sobe sozinho e estufa as redes chilenas!

Até a cobrança de escanteio, aos 34 minutos do primeiro tempo, tudo estava se desenrolando bem dentro do plano traçado por Bielsa, mas Juan tratou de aniquilar as pretensões chilenas ao escorar cobrança de escanteio e abrir o placar.

A estratégia desmoronou e três minutos depois, Kaká deixou Luis Fabiano na cara do gol. O Fabuloso driblou Bravo, ajeitou o corpo, deu um tapinha de leve na Jabulani e foi agradecer o excelente passe do camisa 10 brasileiro.

Sem afobação: Luis Fabiano passa por Bravo e empurra a bola com carinho

No segundo tempo, a pergunta nas mesas dos bares era só uma: “Vamos ganhar de quanto?” Quem apostou em 3 a 0 acertou em cheio! Ramires levou o terceiro cartão amarelo e vai fazer muita falta contra a Holanda. E sem trocadilhos, por favor!

Ao contrário do truculento Felipe Melo que só sabe bater e tocar a bola lateralmente, Ramires fecha a entrada da área brasileira e ainda avança em velocidade quando tem a posse de bola. E foi numa dessas arrancadas do ex-cruzeirense que Robinho aproveitou para dar números finais a partida: Brasil 3 x 0 Chile.

Na entrevista coletiva, após o jogo, Dunga disse que arma a equipe para cada confronto e que irá pensar em como montar a seleção para enfrentar Robben e Sneijder. Para sorte dos holandeses Ramires não joga, mas teremos Luis Fabiano, Kaká, Robinho, Lúcio, Juan, Júlio César

Kaká comemora mais uma boa atuação com a camisa 10 do Brasil

Ficha técnica:

Brasil 3 X 0 Chile

Brasil: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto SIlva, Ramires, Daniel Alves e Kaká (Kleberson); Robinho (Gilberto) e Luis Fabiano (Nilmar)

Técnico: Dunga

Chile: Bravo, Isla (Millar), Contreras (Rodrigo Tello), Jara e Fuentes; Carmona, Vidal e Beausejour; Sánchez, Suazo e Mark González (Valdivia)

Técnico: Marcelo Bielsa

Gols do Brasil: Juan, aos 34, e Luis Fabiano, aos 37 minutos iniciais. Robinho, aos 14 minutos do segundo tempo

Estádio: Ellis Park, em Joanesburgo

Data/hora: 28/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Howard Webb (ING)

Auxiliares: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING)

Cartão Amarelo: Kaká, Ramires (BRA) e Vidal, Fuentes, Millar (CHI)

Pedala, Robinho! O santista é esperança de gols contra a Holanda!

É preciso saber vencer!

22/06/2010

Será que o Dunga um dia aprenderá a vencer?

A bela vitória da seleção brasileira e até mesmo os golaços do Luís Fabiano e a injusta expulsão de Kaká ficarão em segundo plano, pois o foco deste texto é a inexistente capacidade de adaptação do técnico brasileiro Dunga. Aprendemos na escola que é preciso saber perder. Algumas pessoas vieram ao mundo para vencer ou vencer, e aprendem rápido como se portar na derrota e como se portar na vitória.

Dunga recebeu toda a carga da derrota da seleção na Copa do Mundo de 90 e “A Era Dunga” o perseguiu durante quatro anos. A imprensa o perseguiu durante quatro anos. A volta por cima aconteceu em grande estilo e Carlos Caetano Bledorn Verri entrou para a eterna galeria dos vencedores no futebol brasileiro. Dunga (1994), Cafu (2002), Bellini (1958), Mauro (1962) e Carlos Alberto (1970) estão eternizados na mente dos torcedores brasileiros e nada pode tirar essa vitória do sisudo volante.

Em 1994, Romário e Branco observam Dunga com a Taça Fifa

Comandando a seleção brasileira, Dunga foi Campeão da Copa América, Campeão da Copa das Confederações e classificou o Brasil em primeiro lugar nas eliminatórias sul-americanas, ou seja, venceu tudo o que disputou e convocou quem quis para a Copa do Mundo. Após duas vitórias e uma boa atuação diante da forte Costa do Marfim do artilheiro Drogba, Dunga perdeu o pouco de compostura que lhe restara e desandou a xingar o apresentador Alex Escobar da Rede Globo.

Não entro aqui no mérito do que o Escobar fez para merecer palavras tão gentis, a defesa diz que ele falava ao telefone com outro colega de emissora, o que impressiona é o destempero e a falta de postura do técnico da seleção brasileira. Ele estava nervoso daquela maneira depois de uma vitória… já imaginaram o que ele fará diante de uma possível eliminação no mata-mata?

Imagem rara, muito rara: Dunga com sorriso largo!

Esse episódio me fez lembrar uma cena do filme “Um drink no Inferno” (From dusk till dawn, 1996), escrito por Quentin Tarantino e dirigido por Robert Rodriguez – infelizmente esse filme não foi lançado em DVD no Brasil. Na referida cena, um dos personagens consegue escapar do cerco policial e fugir para o México. Ao chegar num bar para comemorar, Seth arruma confusão com o primeiro que aparece e está pronto para mais uma briga. O personagem de Harvey Keitel que o acompanha pergunta:

– Você está tão acostumado a perder que não percebe quando ganhou?

Pois essa pergunta poderia ser feita ao técnico da seleção brasileira:

– Dunga, você está tão acostumado a perder que não percebe quando está ganhando?

Ficha técnica:

Brasil 3 X 1 Costa do Marfim

Brasil: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto SIlva, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves); e Kaká; Robinho (Ramires) e Luis Fabiano

Técnico: Dunga

Costa do Marfim: Boubacar Barry, Demel, Kolo Touré, Zokora e Tiéné; Yaya Touré, Eboué e Tioté; Dindane (Gervinho), Drogba e Kalou (Keita)

Técnico: Sven-Goran Eriksson

Gols do Brasil: Luis Fabiano, aos 24 minutos iniciais, e aos seis do segundo tempo; Elano, aos 17 minutos da segunda etapa

Gol da Costa do Marfim: Drogba, aos 33 minutos da etapa final

Estádio: Soccer City, em Joanesburgo / Público: 84.455

Data/hora: 20/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Stephane Lannoy (FRA)

Auxiliares: Eric Dansault e Laurent Ugo (FRA)

Cartão Amarelo: Tiéné, Keita, Tioté (Costa do Marfim) e Kaká (Brasil)

Hum, sem comentários...

Portugal aplica a maior goleada da Copa do Mundo 2010!

A média de gols da primeira rodada foi decepcionante, 1,5 gol/jogo, e apenas a goleada da Alemanha, 4 a 0 na Austrália, deu trabalho para os editores de imagem. A seleção portuguesa decidiu abrir a caixa de ferramentas e desceu o sarrafo na Coréia do Norte: 7 a 0.

A preocupação agora é com a segurança dos jogadores norte-coreanos, já que não sabemos qual a reação do ditador Kim Jong Il ao resultado da humilhante partida. Foi a primeira vez que a seleção jogou com transmissão ao vivo para o país.

Classificação do Grupo G:

Seleção Pontos Jogos Vitória Empate Derrota GP GC Saldo
Brasil 6 2 2 0 0 5 2 3
Portugal 4 2 1 1 0 7 0 7
Costa do Marfim 1 2 0 1 1 1 3 -2
Coréia do Norte 0 2 0 0 2 1 9 -8

Cristiano Ronaldo faz malabarismo com a bola antes do gol

Ficha técnica:

Portugal 7 X 0 Coréia do Norte

Portugal: Eduardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fabio Coentrão; Pedro Mendes, Raul Meireles (Miguel Veloso) e Tiago; Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida (Liedson) e Simão (Duda)

Técnico: Carlos Queiroz

Coréia do Norte: Myonge Guk, Jong Hyok (Song Chol), Chol Jin, Jun Il, Nam Chol (Kum Il) e Kwang Chon; In Guk (Yong Jun), Yun Nam, Yong Jo e Yong Hak; Tae Se

Técnico: Kim Jong Hun

Gols de Portugal: Raul Meireles, aos 29 iniciais; Simão, aos oito, Hugo Almeida, aos nove, Tiago, aos 12, Liedson, aos 35, Cristiano Ronaldo, aos 42, e Tiago, aos 44 do segundo tempo

Estádio: Green Point, na Cidade do Cabo

Data/hora: 21/06/2010 – 8h30m (de Brasília)

Árbitro: Pablo Pozo (CHI)

Auxiliares: Patrício Basualto (CHI) e Francisco Mondria (CHI)

Cartão Amarelo: Pedro Mendes e Hugo Almeida (Portugal); Pak Chol Jin e Yong Jo (Coreia do Norte)

Cartão Vermelho: Kaká (Brasil)

Cristiano Ronaldo é só alegria com a goleada portuguesa

Brasil vence sem mostrar bom futebol

16/06/2010

Jornal mexicano Récord critica a seleção: Jogue melhor e não chores!

A seleção brasileira conseguiu o resultado na estreia e lidera o Grupo G da Copa do Mundo, mas tanto a imprensa esportiva quanto os torcedores não ficaram nada satisfeitos com a forma de jogar do time de Dunga. Com Kaká muito marcado e pouco inspirado, um meio campo lentíssimo composto por Felipe Melo e Gilberto Silva, e um Luís Fabiano irritado com o jejum de gols, o zero a zero do primeiro tempo foi tão chato que calou ate as vuvuzelas no estádio Ellis Park.

Dunga como era esperado não fez nenhuma substituição no intervalo e parecia tranqüilo com a apresentação do Brasil… só ele mesmo. A zebra, que estava querendo aparecer pela primeira vez no mundial, foi afastada com o “gol achado” de Maicon. Aos dez minutos, Elano fez ótimo passe para o lateral que foi a linha de fundo e bateu direto no gol. Maicon queria cruzar ou pegou errado na bola? Só a Jabulani sabe a verdade.

Desde Josimar, na Copa de 86, um lateral não fazia gol em mundiais

O gol deixou os jogadores brasileiros mais confiantes, mas os norte-coreanos continuaram com duas linhas defensivas e não queriam nada com o jogo. Robinho, único a se destacar no fraco primeiro tempo, fugiu de dois marcadores e enfiou uma bola milimétrica para Elano tocar na saída do goleiro e ampliar no Ellis Park.

Com o jogo decidido, Dunga resolveu mostrar que também pode ser ousado como técnico, e não apenas nas roupas, – vamos combinar, aquele casaco era horrível! – trocando Elano por Daniel Alves, Nilmar entrou para a saída de Kaká e finalmente, mas apenas aos 38, colocando Ramires na vaga do inoperante Felipe Melo. O Brasil foi para o ataque buscando a goleada para fazer um bom saldo de gols, mas numa bobeada da defesa, Yun Nam, aos 43, recebeu dentro da área, ganhou a disputa com Lucio e fuzilou Júlio César.

Jogadores comemoram com Elano o segundo gol brasileiro

O gol da Coréia do Norte era tudo o que a torcida brasileira não queria. O pensamento é que o Dunga nunca mais vai deixar o esquema com dois volantes de lado, e que ele irá atribuir o gol sofrido ao enfraquecimento do setor que ama: a cabeça de área. A cada falta cometida por Felipe Mello existia a esperança de que o árbitro levasse a mão ao bolso e sacasse o cartão amarelo, mas inexplicavelmente a tarjeta amarela sobrou para Ramires, vai entender.

Vitória brasileira. Simples assim, sem espetáculo, sem firulas, sem pedaladas e com a cara da seleção do Parreira. Ops!, engano, com a cara da seleção do Dunga.

Pra frente, Brasil!

A bandeira do Botafogo não poderia faltar na Copa do Mundo!

Ficha técnica:

Brasil 2 X 1 Coréia do Norte

Brasil: Júlio César; Maicon, Juan, Lúcio e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Mello (Ramires), Elano (Daniel Alves) e Kaká (Nilmar); Robinho e Luís Fabiano

Técnico: Dunga

Coréia do Norte: Myonge Guk; Jong Hyok, Chol Jin, Jun Il, Nam Chol e Kwang Chon; In Guk (Kum Il), Yun Nam, Yong Jo e Yong Hak; Tae Se.

Técnico: Kim Jong Hun

Gols do Brasil: Maicon, aos dez, Elano, aos 26 minutos do segundo tempo

Gol da Coréia do Norte: Yun Nam aos 43 minutos da etapa final

Estádio: Ellis Park, Joanesburgo

Data/hora: 15/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Viktor Kassai (HUN)

Auxiliares: Gabor Eros e Tibor Vamos (HUN)

Cartão Amarelo: Ramires (BRA)

Maicon foi eleito pela Fifa como o melhor jogador em campo