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Empate ruim para os dois…

02/04/2012

O jogo foi fraco tecnicamente e só teve emoção mesmo no final do segundo tempo, com as duas bolas na trave do Herrera e a bela defesa do Cavalieri no arremate do Fellype Gabriel. O Fluminense entrou com o time completo, estava cansado da maratona de jogos pela Libertadores, mas quem andou em campo foi o Botafogo, talvez cansado da maratona de treinamentos que o a comissão técnica impôs nessa semana. Claro que é piada. O time teve folga até segunda e só iniciou a preparação para o clássico na terça. E quem correu em campo foi o Flu? Algo não anda bem na preparação física em General Severiano…

Os números mostraram que o Alvinegro teve mais posso de bola. Estranho, muito estranho, já que pelo jogo imaginava-se superioridade do Tricolor das Laranjeiras ou ao menos o famoso “fifty-fifty”, mas domínio de bola com aqueles chutões para frente fica difícil. Esse é o principal problema herdado desde a época do Joel Santana: os lançamentos longos para a área. Ah, eu disse lançamento? O Gérson fazia lançamento, o Didi fazia lançamento, até o Lucio Flavio sabia fazer lançamento, o que acontece nesse time é chutão mesmo. O Antônio Carlos pega a bola, ajeita o corpo e Pimba! Manda a pelota lá pro outro lado para a zaga adversária rebater.

O esquema 4-2-3-1 moldado pelo Caio Júnior já começa a dar sinais de fadiga e parece ser a hora do Oswaldo mostrar a que veio, já que não vemos a interferência do treinador na forma da equipe jogar que é a mesma desde o ano passado. Esse elenco pede a volta do tradicional 4-4-2, com dois meias auxiliando na marcação, mas com liberdade total para atacar. Deixar um atacante isolado lá na frente é facilitar por demais a ação da zaga adversária e não irá dar certo no Campeonato Brasileiro – onde o nível é infinitamente maior do que o Carioca. Bem, posso também estar equivocado e o time pode encaixar nesse esquema, quem vai saber?

Merecia o cartão vermelho! Deco bateu muito e não foi expulso!

Os jogadores alvinegros precisam aprender a atacar e defender em bloco. Existe um enorme espaço entre a linha de defesa e o meio-campo quando o time é atacado e entre o ataque e a meia quando nós estamos com a posse de bola. A compactação só fica nos treinamentos, porque em campo o ‘clarão’ é bem visível. Será que nenhum membro da comissão técnica assiste ao jogo dos camarotes? O estádio é nosso, poxa! O Marcelo Mattos corre que nem um louco para cobrir as investidas dos laterais e para tentar ajudar na saída de bola. Todo jogo é assim: bola nas costas do Márcio Azevedo! É impossível encaixar a marcação por ali? O gol do Fluminense surgiu exatamente desse defeito do sistema defensivo alvinegro.

Continuamos invictos? Continuamos. Beleza, beleza, mas e aí? Podemos ser eliminados da Copa do Brasil de forma invicta e aí? O Guarani está longe de ser uma potência do futebol nacional, mas não é uma baba como o Duque de Caxias ou Madureira. E lá eles vão querer correr muito para evitar a eliminação precoce. Teremos que jogar na técnica e na raça. Será que esse time consegue? Ou irão reclamar do gramado outra vez?

Vamos, Fogo!

Ficha Técnica:

6ª Rodada: Fluminense 1 x 1 Botafogo (31/03/2012)

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia (Edinho), Jean, Deco e Thiago Neves; Wellington Nem (Rafael Sobis) e Fred (Rafael Moura)

Técnico: Abel Braga

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho (Jobson) e Fellype Gabriel; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Fluminense: Fred, aos 34 minutos do primeiro tempo

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 17 iniciais

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)

Cartão Amarelo: Deco, Wellington Nem e Edinho (Fluminense); Elkeson, Marcelo Mattos e Herrera (Botafogo)

Liderança estratégica

26/03/2012

O futebol vistoso exibido pelo time de Caio Júnior no início do BR-11 ainda não apareceu. A defesa segura dos tempos de Joel Santana não é a mesma de hoje. E o que importa? Ou não importa? Oswaldo de Oliveira está implantando uma mistura dos dois estilos nessa equipe, uma espécie de ‘Caio Santana’… Ou seria ‘Joel Júnior’? Uma observação atenta à distribuição dos jogadores em campo mostra um Ctrl+C Ctrl+V do esquema armado pelo Caio no ano passado aproveitando o entrosamento de meses de treino. Uma ideia interessante do atual treinador que não teve tempo para aplicar a sua ‘filosofia ao grupo’ – como diria Vanderlei Luxemburgo.

Treinar algo novo, mudar todo o esquema e jogar fora o conjunto adquirido em 2011 seria um risco altíssimo que Oswaldo resolveu não assumir. Mesmo tendo passado os últimos anos comandando equipes no Japão, ele sabe da importância dos resultados imediatos na cultura do futebol tupiniquim e a invencibilidade alvinegra na temporada é certamente motivo de orgulho nos salões de General Severiano. A torcida parece não ser tão paciente quanto os dirigentes e as cobranças começam a pipocar das vazias arquibancadas do Engenhão. Como bem definiu Joel no ano passado: “São sempre os mesmos, uma meia dúzia que só vem pro estádio pra vaiar”.

Os gols perdidos são motivo de insônia para o botafoguense, mas a falta de criatividade que se abateu sobre a equipe no fim do BR-11 parece ser coisa do passado e agora ao menos os jogadores trocam passes, envolvem as defesas adversárias e busca o gol até o apito final. Essa vontade precisa ser percebida pela torcida e a dedicação com que os atletas alvinegros correm nos minutos finais não deve ser relegada. A posse de bola está sendo cada vez maior e quando a confiança dos artilheiros retornar – Herrera é caso clássico de irritabilidade durante o jogo – os gols irão sair com naturalidade. A fase negra de Loco Abreu não irá durar muito, Maicosuel vai voltar e ainda temos um Fellype Gabriel inspirado.

Em alta com a torcida: Fellype Gabriel já fez 5 gols na Taça Rio

As carências no elenco são óbvias e a não contratação do lateral-zagueiro Rojas, da Universidade do Chile, segue um mistério insolúvel, inexplicável e terrível que assombra os porões da mítica sede alvinegra. O que terá acontecido? O time da La U é líder no nacional, está bem na Libertadores e o camisa 13 chileno ainda marcou um gol na semana passada. E ele está morrendo, hein? Esse erro pode ser fatal na reta decisiva da Taça Rio, do Estadual e nas fases agudas da Copa do Brasil. Antônio Carlos e Fábio Ferreira jogam os 90 minutos em todos os jogos e parece não haver banco para eles. Márcio Azevedo não pode ser poupado porque não tem substituto e os laterais são peças fundamentais no esquema 4-2-3-1 implantado por Oswaldo. E agora?

Agora é torcer e esperar que ninguém se arrebente lá na defesa. A corda estourou exatamente aonde temos mais atletas disponíveis: no meio-campo. A ausência de Maicosuel prejudica o time, mas a volta de Jobson e a boa fase de Fellype Gabriel estão compensando essa perda. Andrezinho joga as partidas importantes, Felipe Menezes dá conta do recado contra os pequenos e o jovem Jeferson mostra que pode ser usado durante a temporada. O que preocupa é uma possível suspensão do Marcelo Mattos que está jogando muito e tomando conta da cabeça-de-área: um leão na marcação e na cobertura da zaga. Lucas Zen fica mais confortável no lugar do Renato. E onde estará o Somália? De férias? Se o cara está no elenco, recebe salário em dia, treina com o grupo, porque não joga? Mistério!

Vamos, Fogo!

O primeiro de muitos? Jobson está sem ritmo, mas com vontade de acertar!

Ficha Técnica:

5ª Rodada: Botafogo 2 x 0 Duque de Caxias (24/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson, Felipe Menezes (Jobson) e Fellype Gabriel; Herrera (Jeferson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Duque de Caxias: Fernando; Arílson, Paulão, Fábio Aguiar e Rodrigues (Ari); Neves, Juninho, Danilo Rios (Watthimem), Raphael Augusto e Jefinho; Gilcimar (Thiago Rezende)

Técnico: Eduardo Allax

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 36 iniciais, e Jobson, aos 33 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Neves e Fernando (Duque de Caxias)

Por que é tão difícil?

23/03/2012

O que faz ser tão difícil a vida do torcedor alvinegro? Existe mesmo “coisas que só acontecem com o Botafogo?” Será essa uma verdade universal? Qual a razão para tanto pessimismo? Será algo cármico ou uma conjunção astral? Um esquadrão que teve Manga, Nílton Santos, Didi, Rildo, Zagallo, Amarildo, Quarentinha e Garrincha só conquistou dois títulos Cariocas em 61-62 e duas vezes o Torneio Rio-São Paulo em 62-64. Esse timão bateu de frente com o Santos de Pelé… Azar? É verdade que o Rio-São Paulo pode ser considerado tão difícil quanto o nacional de hoje, mas a ausência da Libertadores é inexplicável. A equipe excursionou pelo mundo inteiro encantando torcedores e jornalistas, fazendo fortuna para os dirigentes, mas e o Botafogo?

E o que falar do próximo supertime da década de 60 com Manga, Leônidas, Afonsinho, Carlos Roberto, Gérson, Roberto Miranda, Rogério, PC Caju e Jairzinho que foi bicampeão Carioca 67-68, bicampeão da Taça Guanabara 67-68, campeão do Torneio Rio-São Paulo em 66 e campeão da Taça Brasil de 68 – hoje considerado pela CBF como o primeiro título nacional do Botafogo – mas que entrou no boicote dos clubes brasileiros e não disputou a Libertadores do ano seguinte… Esse time venceu tudo o que disputou, mas abriu mão de ir para o principal torneio continental quando teria todas as chances de ser campeão.

O Maior Espetáculo da Terra: Botafogo x Santos na década de 60!

Esses jogadores ganharam títulos de expressão com a camisa alvinegra, mas fica o sentimento de que poderiam ter ido mais longe. Onde está o erro? Eles deram ao Brasil três títulos mundiais e fizeram a camisa canarinho ser eternamente temida pelos quatro cantos do planeta, mas e o Botafogo? Vencemos a Copa Commebol, em 93, com um time de garotos, após o fiasco do timaço de 92 que perdeu o Brasileiro de forma vergonhosa. Quem diria que aquele elenco, montado às pressas e com jogadores sem relevância no cenário nacional iria trazer ao Glorioso um título continental? Suélio, Eliel, Marcos Paulo, William Bacana, Nelson, Clei… não vejo o nome deles em General Severiano e, no entanto, levantaram uma taça inédita para o clube, um feito até hoje sequer igualado.

Medalhões como Dodô, Reinaldo, Lucio Flavio, Guilherme, Luizão e tantos outros que passaram pelo clube e que no máximo colocaram na sala de troféus três vezes a Taça Guanabara, três vezes a Taça Rio e dois minguados títulos Cariocas. Será que essa geração atual irá fazer o mesmo papelão? Temos no elenco uma química que costuma dar certo em todos os times do mundo: jogadores de seleção, já experientes, junto com outros que são jovens promessas e ainda um treinador com currículo vitorioso. O que pode dar errado?

Taça Guanabara 2010: início da conquista do Carioca e só...

Analisando o elenco atual podemos esperar mais do que apenas dois empates, em 1 a 1, e uma classificação suada nos pênaltis, diante do Treze, pela Copa do Brasil. A defesa conta com atletas mais do que rodados no cenário nacional: Jefferson foi campeão Mundial Sub-20 e do Clássico das Américas pela Seleção Brasileira, Antônio Carlos foi duas vezes campeão Carioca e tem um título do Paranaense, Fábio Ferreira já venceu um Campeonato Brasileiro e o contestado Márcio Azevedo conquistou o Campeonato Cearense e o Campeonato Paranaense.

Olhando para a escalação do meio de campo a qualidade dos jogadores é incontestável: Marcelo Mattos tem um Paulista e um Brasileiro, Maicosuel venceu um Paranaense e um Mineiro, Elkeson foi bicampeão do Baiano e ainda campeão do Campeonato do Nordeste em 2010, Felipe Menezes levou duas vezes a Taça da Liga de Portugal e foi campeão português com o Benfica e Fellype Gabriel foi campeão Carioca, da Copa do Brasil e levantou três importantes canecos no Japão: Copa do Imperador, Supercopa Japonesa e a Copa da Liga do Japão. O nosso camisa 10 está acostumado a decidir e a vencer, só no Internacional Andrezinho levantou três vezes o Gaúcho e ainda a Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana, a Copa Suruga Bank e a Libertadores.

Jogador habilidoso, Renato sofre com os gramados ruins...

Ainda no meio-campo, Renato é um caso à parte já que venceu praticamente tudo o que disputou: dois Brasileiros pelo Santos e ainda foi duas vezes campeão da Copa da Uefa, bicampeão da Copa do Rei, campeão da Supercopa Européia e campeão da Supercopa da Espanha pelo Sevilla, ufa! E não acabou! O camisa 8 levou a Copa América e a Copa das Confederações pela Seleção Brasileira. A dupla de ataque alvinegra é a mais experiente da década com Herrera e Loco Abreu. O argentino levou um Gaúcho e foi ídolo no Corinthians no título da Série B do Brasileiro. E o que falar de Abreu? Para ficar apenas no seu time do coração, o Nacional de Montevidéu, conquistou três campeonatos uruguaios e pela seleção foi campeão da Copa América, no ano passado, e ficou em 4º lugar na Copa do Mundo em 2010.

E o treinador? Oswaldo de Oliveira levou suas equipes a conquistar títulos como o Campeonato Paulista, o Supercampeonato Paulista, duas vezes o Campeonato Brasileiro, o Mundial Interclubes da Fifa, a Copa Mercosul e ainda três vezes o Campeonato Japonês, duas vezes a Copa do Imperador e para fechar duas vezes a Supercopa do Japão. O que falta para que esse time jogue de acordo com as peças que estão disponíveis? O elenco não é ruim como gostam de criticar os corneteiros de plantão. Acredito em título no Campeonato Carioca e em uma final na Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Precisava ser tão difícil? Jogadores comemoram a classificação contra o Treze.

Ficha Técnica:

Fase 01-Jogo02: Botafogo 1x 1 Treze (21/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Andrezinho e Fellype Gabriel (Caio); Herrera (Jobson) e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Saulo; Amaral (Neto Maranhão), Carlos Alberto, Rone Dias e Doda; Márcio Carioca (Léo Rocha) e Vavá (Thiago Cunha)

Técnico: Marcelo Vilar

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 21 do primeiro tempo

Gol do Treze: Amaral, aos dois minutos iniciais

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Ronan Marques da Rosa (SC)

Cartão Amarelo: Márcio Azevedo, Lucas e Jobson (Botafogo); Doda, Vavá, Carlos Alberto e Neto Maranhão (Treze)

Cartão Vermelho: Carlos Alberto (Treze)

Jefferson salva o Botafogo de um vexame histórico no Engenhão!

Fase 01-Jogo01: Treze 1x 1 Botafogo (14/03/2012)

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Cleiton Cearense (Saulo); Amaral, Carlos Alberto, Rone Dias e Doda (Léo Rocha); Márcio Carioca (Manu) e Vavá

Técnico: Marcelo Vilar

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Caio) e Cidinho (Maicosuel/Jobson) e Elkeson; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Treze: Manu, aos 48 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Herrera, aos 21 minutos do segundo tempo

Local: Almeidão, João Pessoa (PB)

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)

Cartão Amarelo: Herrera, Felipe Menezes, Lucas (Botafogo); Vavá (Treze)

O Engenhão faz a diferença?

18/03/2012

A vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, pela 4ª rodada da Taça Rio, levanta uma questão interessante sobre esse novo Botafogo que se desenha sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira: o time só joga bem no Engenhão? Ou podemos perguntar de forma mais direta: o time só joga bem se o gramado estiver em bom estado? Não que a exibição tenha sido de gala, longe disso, mas ao menos vimos toque de bola, boa movimentação e os gols surgiram de jogadas trabalhadas pelo chão e não somente levantamentos forçados para a área.

Os empates em 1 a 1 com o Bangu, na rodada passada, e com o Treze, este pela Copa do Brasil, mostraram uma equipe muito irritada com a dificuldade de domínio de bola e que forçava os chutões para frente de qualquer jeito. A redonda parecia queimar nos pés dos botafoguenses, nada dava certo, nenhuma jogada era construída e não víamos sequer um esboço de trama ensaiada nos treinamentos. Jogadores como Loco Abreu, Herrera, Renato, Lucas e Elkeson gostam de ficar com a bola dominada e parecem não saber o que fazer para jogar nesses gramados.

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

A Copa do Brasil na fase inicial será jogada em estádios acanhados, com iluminação deficitária e muito, mas muito buraco para fazer a pelota pular como pipoca! E não adianta reclamar. Se passar pelo Treze na quarta, o Botafogo irá pegar o Guarani, sexto colocado no Campeonato Paulista, lá no Brinco de Ouro, um estádio acanhado e que se transformará num verdadeiro caldeirão. Neste ano o time de Campinas arrancou um empate com o São Paulo em pleno Morumbi e também com o Corinthians no Pacaembu, ou seja, é uma equipe acostumada a enfrentar os grandes sem tremer.

O Vasco dificultou a vitória alvinegra, mas duas interpretações equivocadas do árbitro João Batista de Arruda – que até apitou bem a partida – poderiam deixar o placar mais elástico. Fagner deu uma cotovelada no Márcio Azevedo, ainda no primeiro tempo, e deveria ter sido expulso. O juiz deu falta do lateral alvinegro de forma inexplicável. O segundo lance aconteceu quando Andrezinho puxava contra-ataque perigoso e foi derrubado por Diego Souza por trás. O camisa 10 vascaíno já tinha amarelo e tinha que ser expulso! O juiz se acovardou totalmente e mandou o jogo seguir. Uma vergonha!

Ainda sobre o jogo, Oswaldo poderia ter lançado Caio um pouco mais cedo no lugar do Elkeson que perdeu outro gol inacreditável! Jobson também desperdiçou duas chances e perdemos a oportunidade de fazer mais três gols e devolver a goleada de 2010. Faltou ambição, mas os três pontos vieram. Agora é preciso focar na ‘decisão’ contra o poderoso Treze e carimbar a classificação na competição nacional. Temos que chegar ao menos na final da Copa do Brasil para brigar pelo título inédito!

Vamos, Fogo!

Bancado pelo treinador, Fellype Gabriel mostra o cartão de visitas!

Bancado por Oswaldo, o jogador mostra seu cartão de visitas!

Ficha Técnica:

4ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Vasco (18/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho e Fellype Gabriel (Lucas Zen); Herrera (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vasco: Fernando Prass; Fagner, Douglas, Rodolfo e Dieyson; Rômulo, Fellipe Bastos, Juninho e Allan (William Barbio); Éder Luis e Diego Souza

Técnico: Cristovão Borges

Gol do Vasco: Felipe Bastos, aos dois minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 33 e 37 iniciais, e aos 26 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Márcio Azevedo (Botafogo); Allan, Diego Souza, Dieyson, Fagner, Fellipe Bastos e Rodolfo (Vasco)

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

3ª Rodada: Bangu 1 x 1 Botafogo (10/03/2012)

Bangu: Willian; China (Gedeílson), Raphael Azevedo, Santiago e Renan Oliveira; Oliveira, André Barreto, Thiago Galhardo (Luciano) e Almir (Gabriel); Fabinho e Sérgio Júnior

Técnico: Cleimar Rocha

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Jeferson) e Caio (Cidinho); Herrera e Loco Abreu (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Bangu: Almir, aos 29 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Cidinho, aos 28 do segundo tempo

Local: Moça Bonita (RJ)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

Cartão Amarelo: Thiago Galhardo, China, Oliveira e Luciano (Bangu); Herrera (Botafogo)

Firme na liderança do grupo

05/03/2012

O importante é vencer, sempre. Não importa o que digam os críticos, os pseudo-especialistas ou corneteiros de plantão, arrumar o time com vitórias é muito melhor do que trabalhar sob a pressão da derrota. A defesa falhou nos últimos três jogos e o Oswaldo de Oliveira está tentando entender o que está acontecendo com a nossa dupla de zaga. Será falha apenas dos zagueiros ou a cobertura anda ineficiente? Só é possível identificar e corrigir essas falhas com treinos e mais treinos. E como treinar com esse calendário? Essa será uma semana cheia – como se diz na linguagem dos boleiros. O Botafogo só entra em ação no sábado e, finalmente, o treinador poderá debater, pensar, analisar e mostrar ao grupo o modo certo de se portar em campo.

Uma atenção especial deve ser dada ao sistema defensivo. O gol sofrido ontem pode ser bizarro, como insinuou Jefferson, mas foi fruto de erro na marcação do atacante adversário que subiu livre para cabecear. Levamos um gol semelhante contra o fraco Americano, na rodada de abertura da Taça Rio, e fomos eliminados da final da Taça Guanabara pelo time das Laranjeiras graças à um erro infantil na hora de armar a chamada linha burra: Márcio Azevedo não saiu junto com os companheiros e Leandro Eusébio tinha condição legal de jogo.

Erros como esse podem ser superados num torneio baba como a Taça Rio, mas serão fatais na Copa do Brasil. Todos os times pequenos jogarão fechados atrás da linha da bola e esperarão pelo contra-ataque certo na esperança da defesa alvinegra falhar. Para isso outro fundamento precisa estar em alta: as finalizações! Não é de hoje que o ataque vem perdendo inúmeras chances de gol. Todos gostam de lembrar que o time está criando muito e isso é bom. Sim, é bom criar chances clara de gol, mas é melhor ainda fazer os gols. Loco Abreu e Herrera perderam três gols ontem e isso vem desde o início da temporada. Poderíamos ter metido uma goleada histórica no time da Gávea, na Taça Guanabara, não fossem os incríveis gols perdidos pelo uruguaio.

Oswaldo de Oliveira parece ser o técnico certo para esse elenco!

Oswaldo de Oliveira parece ser o técnico certo para esse elenco!

Sei que estou apenas apontando os erros e defeitos da equipe aqui, mas como a comissão técnica terá uma semana para avaliar e trabalhar, bem, não custa ajudar, né? Ah, ninguém lerá esse texto? Tudo certo, ao menos fiz a minha parte. Olhando pelo aspecto positivo é preciso lembrar as importantes ausências de Maicosuel, Elkeson e Andrezinho. As duas vitórias foram construídas com a ajuda dos reservas e isso é muito, muito bom. Dá moral para o grupo e mostra que o trabalho de contratação foi acertado. Felipe Menezes pode não ser o camisa 10 dos sonhos do torcedor botafoguense, mas não se esconde do jogo e o xará Gabriel corre o tempo todo e busca as jogadas ofensivas sem irritantes toques laterais.

Não, não estou me esquecendo dele, não senhor! Deixei o melhor para o final, apenas isso. Jobson vem aí! Rufem os tambores! Preparem os balões! Estourem os fogos de artifício! O garoto está voando nos treinos e acredito piamente que esse será o ano dele. Jobson é rápido, habilidoso, chuta com as duas pernas e não tem medo de cara feia! Se conseguir focar apenas no futebol é nome certo na Copa do Mundo de 2014. Ilusão? Sonho? Nada disso, o cara joga muito e precisa estourar de vez na carreira. Agora é momento certo para isso.

Vamos, Fogo!

Ainda é reserva? Herrera já soma sete gols no Estadual!

Ficha Técnica:

2ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Volta Redonda (04/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Fellype Gabriel (Caio) e Felipe Menezes (Lucas Zen); Herrera e Loco Abreu (Wilian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Volta Redonda: Douglas; Marquinhos (Henrique), Robson, Naldo e João Paulo; Roberto Andrade, Manteiga, Rafael Granja e Gláuber (Anderson Gomes); Joabe e Jhonnattann (Júlio Cezar)

Técnico: Ricardo Drubscky

Gol do Volta Redonda: Jefferson contra, aos 37 do primeiro tempo

Gols do Botafogo: Herrera, aos 16 iniciais e aos 31 minutos do segundo tempo, e Antônio Carlos, aos 44 finais

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Fellype Gabriel (Botafogo); Manteiga, Anderson Gomes e Naldo (Volta Redonda)

Bonita homenagem da diretoria ao torcedor-símbolo do Botafogo!

Bonita homenagem da diretoria ao torcedor-símbolo do Botafogo!

1ª Rodada: Americano 2 x 4 Botafogo (01/03/2012)

Americano: Erivélton; Alex, Adalberto, Ricardo Braz e Marcos Felipe (Ronan); Rhayner, Caetano (Marconi), Jader e Pachola; Hugo e Tardelly (Adão)

Técnico: Luis Antônio Zaluar

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Fellype Gabriel (Lucas Zen) e Andrezinho (Felipe Menezes); Wilian (Caio) e Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gols do Americano: Marcos Felipe, aos oito iniciais, e Hugo, aos 35 minutos da etapa final

Gols do Botafogo: Fellype Gabriel, aos 31 do primeiro tempo, Renato, aos 28, Herrera, aos 32, e Caio, aos 45 do segundo tempo

Local: Godofredo Cruz (Campos/RJ)

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Cartão Amarelo: Rhayner, Marcos Felipe, Caetano, Pachola e Adalberto (Americano); Lucas e Márcio Azevedo (Botafogo)

Fechado para balanço!

27/12/2011

A placa deveria ter sido pendurada na sede do clube, em General Severiano, logo após a última rodada do BR-11, mas acredito que a decepção que tomou conta deste blog também atingiu a diretoria alvinegra. O ano começou bem, virou um caos no primeiro semestre e prometia um fechamento incrível com a vaga na Libertadores e quem sabe um título… Mas tudo ficou pelo caminho e a torcida botafoguense preferiu fechar a conta e passar a régua. Fim de ano lamentável pelas bandas de Botafogo.

Andrezinho: primeira e única contratação de impacto do Botafogo para 2012!

E o que esperar de 2012? O mundo não irá acabar – isso é certo – mas e o Botafogo no ano que vem? Já perdemos o Cortês para o São Paulo, mas logo pro São Paulo? Não tinha como vender lá pra fora? O Botafogo se apequenou com essa venda e voltou a liberar um jogador titular para uma equipe brasileira. A diretoria deu a mensagem: a estrutura ainda é de time mediano, não importa quanto de marketing se jogue no ventilador.

Podemos ainda perder um zagueiro titular e não temos peças de reposição. E quem será o novo lateral-esquerdo do time? Márcio Azevedo? Esse a torcida queimou totalmente e ele precisará de ajuda psiquiátrica para não abandonar a profissão. Ah, um profissional que não seja do Botafogo, já que ficou claro que não temos um setor de psicologia por lá. Queimar? Isso é com o Botafogo mesmo. O João Felipe não prestava e está no São Paulo! O Edson Silva não prestava e, depois de se destacar no Figueirense, está no São Paulo. O que será que acontece lá no São Paulo?

Nem tudo está perdido! Marcelo Mattos tem longo contrato com o Fogão!

Andrezinho é um bom nome e ninguém discorda disso. O meio de campo ficará fortalecido e com muitas opções para o novo treinador usar sua “filosofia de trabalho”. Marcelo Mattos e Renato são titulares indiscutíveis, mas contam com a sombra do bom Lucas Zen que pode substituir os dois e fazer as duas funções por ali. Finalmente teremos alguém que saiba armar as jogadas e que pense o jogo. Andrezinho pode ajudar o Renato no combate e ainda partir para o ataque. Felipe Menezes não é carta fora do baralho. Ainda temos Maicosuel e Elkeson. A disputa será boa por ali.

Loco Abreu não teve um companheiro de ataque efetivo neste Campeonato Brasileiro, mas Herrera pode se recuperar e a volta de Jobson será fundamental para dar velocidade e ousadia para a equipe. Maicosuel pode subir de produção nesse cenário e Elkeson não precisa tentar salvar o ataque o tempo todo. Bem, esse é o lado positivo dessa análise… o negativo nós já conhecemos muito em 2011. Vamos esperar por um ano melhor. O Campeonato Carioca não será fácil como todos estão dizendo e a Copa do Brasil já tem um grande favorito: o São Paulo!

Que venha 2012!

Vamos, FOGO!

Água no chope!

11/11/2010

O Botafogo enfrentou o Avaí, no domingo, no Estádio da Ressacada, e depois seguiu direto para Fortaleza, no Ceará, onde jogou nesta quarta, completando uma maratona insana e impensada. Se a emissora que detém os direitos de transmissão precisava de um jogo para exibir em rede, já que Palmeiras x Atlético-MG, pela Sul-Americana, foi direcionado para o estado de Minas Gerais, porque não escalar o querido clube da Lagoa para essa tarefa?

O Flamengo ainda luta contra o rebaixamento – essa é a verdade, embora Vanderlei Luxemburgo diga que o time briga pela vaga na Copa Sul-Americana em 2011 – e um resultado ruim, empate ou derrota, mesmo jogando em casa, já esperado diante do Atlético-PR, e a CBF não iria arriscar colocar Atlético-MG x Flamengo nesta quarta, embora fosse o mais lógico a se fazer. O time da Lagoa jogou no domingo, no Rio, e poderia muito bem ir até Minas Gerais para enfrentar o Atlético-MG que faria as duas partidas em casa na sequência, ou seja, nenhum desgaste com longos deslocamentos e um jogo que não afetaria a disputa pelo título.

Loco Abreu tirou a barba, mas não perdeu o faro de gol!

O que faz a CBF e a Rede Globo de Televisão? Muda o dia do jogo do Botafogo – que não tem poder político-financeiro para fazer frente a tal maracutaia. Ora, é impensável aceitar jogar no domingo, em Santa Catarina, e depois entrar em campo na quarta, no gigante gramado do Castelão, no Ceará. E o Botafogo não era um dos quatro postulantes ao título? Infelizmente a falta de força política dentro da CBF vem prejudicando o clube há alguns anos e parece que o problema está longe de ser solucionado.

Os jornais relembraram que o Botafogo terá dez dias para se preparar para o confronto decisivo contra o Internacional, no domingo que vem… mas agora? Agora que o leite foi derramado? Agora que colocaram água no chope? Não é preciso ficar procurando desculpas para o adeus ao título. Elas estão todas aí e podem ser listadas.

A diretoria precisa manter o Loco Abreu no Botafogo em 2011!

Número 1: os erros infantis da defesa – não, não falo do jogo de ontem e nem da bobeira da dupla Rosário & Guerreiro, nada disso, me refiro ao empate na estreia contra o Santos, a desatenção nos minutos finais contra Corinthians, Grêmio, Atlético-PR (nos dois jogos), a derrota inexplicável para o Flamengo e os empates contra Vasco e Fluminense. Esses jogos foram os responsáveis pela perda do título brasileiro mais fácil desde o desastre de 92!

Claro que o segundo fator está ligado ao primeiro: os desfalques! A chegada do volante Marcelo Mattos fez a frágil defesa botafoguense, armada no 3-5-2, se consolidar e passar um pouco de segurança ao Jefferson, verdadeira muralha no gol alvinegro! A ausência de Mattos fez a equipe desandar e os empates jogaram o time do terceiro para o oitavo lugar na classificação.

O que estariam pensando Leandro Guerreiro e Márcio Rosário?

A zaga formada por Antonio Carlos & Fábio Ferreira era  entrosada e os dois ainda estavam marcando gols decisivos, como o da vitória de 1 a 0 sobre o Avaí, no primeiro turno, assinalado por Fábio Ferreira. A defesa ia muito bem e o ataque era o melhor do BR-10 quando Maicosuel se machucou. Logo depois ainda perdemos o Herrera, que então era o artilheiro do Botafogo na competição.

Bem, esse “muro de lamentações” qualquer torcedor alvinegro sabe de cor e salteado, mas fica a lição para a torcida, a diretoria e para os jogadores: é possível vencer o Campeonato Brasileiro de pontos corridos com planejamento, dedicação e principalmente com um homem-gol no estilo de Loco Abreu! É só nos lembramos do eterno Túlio Maravilha! Acredito que com essa base mantida, 2011 será um ano de muitas alegrias para o torcedor alvinegro.

Vamos, FOGO!

Loco Abreu mostrou que tem talento nas finalizações!

Ficha Técnica:

35ª Rodada: Ceará 2 x 2 Botafogo (10/11/2010)

Ceará: Michel Alves, Boiadeiro, Anderson, Fabrício e Diego Sacoman (Erivelton); Michel, Careca, Reina (Arlindo Maracanã) e Geraldo; Magno Alves e Marcelo Nicácio (Washington)

Técnico: Dimas Filgueiras

Botafogo: Jefferson, Danny Morais, Leandro Guerreiro e Márcio Rosário; Alessandro, Fahel (Caio), Túlio Souza (Bruno), Lucio Flavio (Renato Cajá) e Edno; Jobson e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gols do Ceará: Magno Alves, aos 22, e Geraldo, aos 34 minutos do primeiro tempo

Gols do Botafogo: Loco Abreu, aos 11 iniciais, e aos 11 da etapa final

Local: Castelão (CE) / Público: 16.330 presentes / Renda: R$ 226.355,00

Árbitro: Wallace Nascimento Valente (ES)

Cartão Amarelo: Michel, Michel Alves e Boiadeiro (Ceará); Loco Abreu, Túlio Souza, Fahel, Jobson e Danny Morais (Botafogo)

Loco Abreu teve poucas oportunidades contra o Avaí e não balançou as redes

34ª Rodada: Avaí 0 x 0 Botafogo (07/11/2010)

Avaí: Zé Carlos, Rafael, Emerson Nunes e Bruno (Jéferson); Patric, Diogo Orlando, Rudnei (Davi), Caio e Eltinho; Válber (Daniel Thiago) e Roberto

Técnico: Vagner Benazzi

Botafogo: Jefferson, Danny Morais, Leandro Guerreiro e Antônio Carlos; Alessandro (Caio), Fahel, Marcelo Mattos, Lucio Flavio (Renato Cajá) e Edno; Jobson e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Local: Estádio da Ressacada (SC) / Público: 14.538 presentes / Renda: R$ 40.150,00

Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (SP)

Cartão Amarelo: Rafael (Avaí); Danny Morais, Antônio Carlos e Marcelo Mattos (Botafogo)

Iluminados por Mané!

03/11/2010

Quase 20 mil torcedores alvinegros foram ao Engenhão para apoiar o time e não para atrapalhar com vaias e cobranças fora de hora. Com o incentivo do torcedor, o Botafogo conseguiu superar a forte marcação do Atlético-GO, venceu a terceira partida seguida e assim manteve vivo o sonho do título brasileiro. A diretoria lembrou o aniversário do Eterno Camisa 7 e fez uma merecida homenagem ao ídolo. Mané Garrincha, o maior de todos os tempos! Voltando ao jogo:

Joel Santana improvisou o atacante Caio como lateral-direito, manteve Lucio Flavio e Fahel no meio-campo e recuou Loco Abreu para ajudar na armação das jogadas. Quando tudo parecia dar errado, eis que surge o gol salvador de Caio, aos 43 minutos do 1º tempo, para desespero de Renê Simões que esperava usar o contra-ataque como arma na etapa final. Sorte do Natalino!

Lucio Flavio jogou com inteligência e deixou o campo aplaudido!

Lucio Flavio foi substituído por Edno, aos 31, e, ao invés de xingamentos e vaias, ouviu o refrão característico que era cantado pela torcida durante a boa fase em 2006: “Ah, é Lucio Flavio!”. O Camisa 10 jogou bem, ajudou a fechar o meio-campo, correu, lutou, deu bons passes e sofreu o pênalti cobrado por Loco Abreu. Foi uma atuação de encher os olhos? Não, longe disso, mas livre das vaias o jogador foi capaz de ajudar a equipe e até arriscou algumas jogadas individuais.

A vitória foi construída com paciência e sem afobação. O gol de Jobson, logo no início do 2º tempo, acabou com o planejamento tático do Atlético-GO e permitiu que o Botafogo recuperasse o meio de campo. Marcelo Mattos teve outra ótima atuação, Leandro Guerreiro jogou com seriedade e Antônio Carlos foi o ponto de equilíbrio da zaga. Fahel não comprometeu e terminou uma partida sem ser vaiado pela torcida! Jefferson não merecia levar dois gols no final, mas a reação goiana esbarrou no cronômetro do árbitro!

Calma e categoria: Loco Abreu se concentra para cobrar o penal!

Os dois gols feitos pelo Atlético-GO preocupam, mas nada que vá tirar o sono do torcedor nesta quarta. O que preocupa de verdade é a possível lesão de Somália! Já perdemos Maicosuel, Herrera e Fábio Ferreira que estão entregues ao Departamento Médico e só retornam em 2011. Não podemos ter outra baixa na equipe. A ausência do Marcelo Mattos resultou na série de empates e ficar sem o Somália pode ser catastrófico!

As duas próximas rodadas decidirão o destino do Botafogo na competição. Se conseguir vencer Avaí e Ceará, fora de casa, e tendo uma boa combinação de resultados, o time de Joel pode ficar só um ponto atrás do líder Fluminense. Pela 34ª rodada, o Cruzeiro encara o Vitória no Barradão; Fluminense e Vasco se enfrentam no Engenhão; São Paulo e Corinthians duelam no Morumbi, ou seja, é vencer o Avaí, no domingo, e depois secar os rivais! É hora de torcer grudado na TV e acompanhando os resultados na internet!

Vamos, FOGO!

Loco Abreu manda o recado: "É possível acreditar no título!"

Ficha Técnica:

33ª Rodada: Botafogo 3 x 2 Atlético-GO (03/11/2010)

Botafogo: Jefferson, Antônio Carlos, Leandro Guerreiro e Márcio Rosário (Danny Morais); Caio, Fahel, Marcelo Mattos, Lucio Flavio (Edno) e Somália (Renato Cajá); Jobson e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Atlético-GO: Márcio, Adriano, Jairo, Daniel Marques e Thiago Feltri (Elias); Agenor, Pituca (Rômulo), Robston e Renatinho; Juninho e Marcão (Josiel)

Técnico: René Simões

Gols do Botafogo: Caio, aos 43 minutos iniciais. Jobson, aos 2, e Loco Abreu, 19 minutos do segundo tempo

Gols do Atlético-GO: Juninho, aos 35, e Róbston, aos 45 minutos finais

Local: Engenhão (RJ) / Público: 19.933 presentes / Renda: R$ 362.880,00

Árbitro: Heber Roberto Lopes (PR)

Cartão Amarelo: Thiago Feltri, Pituca e Adriano (Atlético-GO)

Vitória da superação!

31/10/2010

Joel Santana mostrou que tem estrela – ainda precisa provar algo? – e levou o Alvinegro ao quarto lugar do BR-10! Sem a presença da impaciente torcida que cisma em perturbar o time no Engenhão, ao invés de torcer e incentivar, os jogadores do Botafogo suportaram a pressão mineira, contaram com uma boa dose de sorte e com a inteligência de Loco Abreu. Os comentaristas esportivos atribuíram a vitória à entrada de Edno no meio campo, pode até ser, mas sem a capacidade de definição do uruguaio teríamos somado apenas um ponto em Sete Lagoas.

Será que agora a teimosa torcida botafoguense estará preparada para apoiar o time nessa reta final do BR-10? Faltam seis jogos, ou seja, dezoito pontos em disputa para tirar uma diferença de seis! É possível sim ser campeão brasileiro e é nisso que Loco Abreu está apostando! E é nisso que a parte burra da torcida alvinegra deve se apegar. Ontem, a equipe não fez uma bela exibição, mas venceu e colou nos líderes. Quantas vezes jogamos bem e ficamos apenas no empate?

Loco Abreu toca com categoria e define o placar! Bota no G-4!

Os desfalques estão pesando e muito, mas é inegável que Joel tem o grupo nas mãos e que consegue fazer milagres com a matéria-prima disponível. Márcio Rosário deu inúmeros sustos no segundo tempo, mas cortou todas as bolas levantadas na área. Danny Moraes perdeu algumas antecipações, mas não parou de correr em momento algum. E o Fahel? Anulou o camisa 10 mineiro e errou apenas um passe durante o jogo inteiro? O Lucio Flavio pode não ter feito uma exibição de gala, mas cumpriu um papel tático importante fechando a entrada da área e dando o primeiro combate.

Vaias? Longe da torcida os jogadores perseguidos se superaram e mostraram que podem render com apoio e não com críticas e xingamentos. Jobson perdeu boas chances, mas mostrou estar em forma e não ficou satisfeito com a atuação abaixo da média. É possível esperar que o camisa 9 vá se superar nesses seis últimos jogos. E o que dizer de Loco Abreu? Dois toques de categoria e muita visão de jogo! É uma pena que Herrera, Maicosuel e Fábio Ferreira estejam no estaleiro, mesmo assim é possível acreditar no título!

Vamos, FOGO!

Edno & Loco Abreu: a dupla resolveu o jogo e cozinhou o galo!

Ficha Técnica:

32ª Rodada: Atlético-MG 0 x 2 Botafogo (30/10/2010)

Atlético-MG: Renan Ribeiro, Rafael Cruz (Wescley), Réver, Lima e Leandro; Alê, Serginho, Renan Oliveira (Ricardo Bueno) e Diego Souza (Nikão); Diego Tardelli e Obina

Técnico: Dorival Júnior

Botafogo: Jefferson, Danny Morais, Leandro Guerreiro e Márcio Rosário; Alessandro, Fahel, Marcelo Mattos, Lucio Flavio (Edno) e Somália; Jobson (Caio) e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gols do Botafogo: Edno, aos 30, e Loco Abreu, aos 45 minutos da etapa final

Local: Arena do Jacaré (MG) / Público: 17.012 pagantes / Renda: R$ 92.780,00

Árbitro: Evandro Rogério Roman (PR)

Cartão Amarelo: Diego Tardelli (Atlético-MG) e Alessandro (Botafogo)

Leandro Guerreiro, Edno, Loco Abreu e Joel Santana entre os melhores!

Vaias para a torcida!

29/10/2010

O Botafogo voltou a vencer, contou com uma rodada altamente favorável e está novamente na zona de classificação para a Libertadores 2011, mas mesmo assim a torcida alvinegra protestou e vaiou alguns jogadores. O público total registrado no Engenhão, no sábado passado, pela 31ª rodada, foi de 13 mil. 13.000 presentes. Para o supersticioso botafoguense era um indício de que a sequência de empates seria encerrada: 31ª rodada e 13.000 alvinegros na plateia.

A equipe de Joel Santana se superou e bateu o Vitória de Antônio Lopes com um golaço de Marcelo Cordeiro, aos 45 minutos da etapa inicial, e ainda perdeu três ou quatro oportunidades para construir um placar dilatado. E o gol? Uma obra de arte! A cobrança de falta do Cordeiro foi espetacular! Como explicar então a revolta no Engenhão? Parte da torcida mostrou total falta de entrosamento com o time e, ao invés de apoiar o jogador que está usando a gloriosa camisa alvinegra, passou a vaiar de forma insistente tanto o Lucio Flavio quanto o Fahel.

O torcedor tem o direito de reclamar, vaiar e protestar, mas não durante o jogo e não enquanto o jogador está de posse da pelota! Em certo momento, o Lucio estava sendo vaiado de forma insistente, carregou a bola ao ataque com velocidade, ainda sob vaias, tentou uma enfiada para o Loco Abreu, a jogada seria excelente, mas o passe foi interceptado pelo zagueiro adversário e aí aconteceu algo que me perturbou como botafoguense e apaixonado por futebol: a torcida riu e aplaudiu! Como pode o torcedor gostar de ver um ataque do seu time do coração ser desmantelado?

Piscina! Edno se prepara para mais um mergulho no gramado!

O Renato Cajá substituiu o Lucio e errou tudo o que tentou, mas aí o torcedor fica quieto, não reclama, já que pediu a entrada do meia durante a partida. Incoerência total e absurda! E o que falar do Edno? Figura nula em campo, errou todos os lances, matou contra-ataques e mostrou que aprendeu a ser um grande cai-cai. É ou não é imagem e semelhança do Victor Simões? O time é guerreiro, tem limitações, mas luta para conquistar as vitórias e sem o apoio do exigente torcedor que ainda sonha com Mané Garrincha e Nilton Santos!

Algo está muito errado com a torcida do Botafogo!

Vamos, FOGO!

Um dia veremos a torcida do Botafogo vaiar o Loco Abreu?

Ficha Técnica:

31ª Rodada: Botafogo 1 x 0 Vitória (23/10/2010)

Botafogo: Jefferson, Danny Morais, Leandro Guerreiro e Márcio Rosário; Alessandro, Marcelo Mattos, Somália, Lucio Flavio (Renato Cajá) e Marcelo Cordeiro (Edno); Jobson (Fahel) e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Vitória: Viáfara; Nino Paraíba, Wallace, Anderson Martins e Rafael Cruz; Bida, Neto Coruja (Vanderson), Jonas e Ramon (Henrique); Adaílton e Júnior (Elkeson)

Gol do Botafogo: Marcelo Cordeiro, aos 45 minutos iniciais

Técnico: Antônio Lopes

Local: Engenhão (RJ) / Público: 13.000 presentes / Renda: R$ 224.360,00

Árbitro: Mário Chagas da Silva (RS)

Cartão Amarelo: Somália (Botafogo); Bida, Adaílton, Neto Coruja, Júnior e Nino (Vitória)