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Liderança estratégica

26/03/2012

O futebol vistoso exibido pelo time de Caio Júnior no início do BR-11 ainda não apareceu. A defesa segura dos tempos de Joel Santana não é a mesma de hoje. E o que importa? Ou não importa? Oswaldo de Oliveira está implantando uma mistura dos dois estilos nessa equipe, uma espécie de ‘Caio Santana’… Ou seria ‘Joel Júnior’? Uma observação atenta à distribuição dos jogadores em campo mostra um Ctrl+C Ctrl+V do esquema armado pelo Caio no ano passado aproveitando o entrosamento de meses de treino. Uma ideia interessante do atual treinador que não teve tempo para aplicar a sua ‘filosofia ao grupo’ – como diria Vanderlei Luxemburgo.

Treinar algo novo, mudar todo o esquema e jogar fora o conjunto adquirido em 2011 seria um risco altíssimo que Oswaldo resolveu não assumir. Mesmo tendo passado os últimos anos comandando equipes no Japão, ele sabe da importância dos resultados imediatos na cultura do futebol tupiniquim e a invencibilidade alvinegra na temporada é certamente motivo de orgulho nos salões de General Severiano. A torcida parece não ser tão paciente quanto os dirigentes e as cobranças começam a pipocar das vazias arquibancadas do Engenhão. Como bem definiu Joel no ano passado: “São sempre os mesmos, uma meia dúzia que só vem pro estádio pra vaiar”.

Os gols perdidos são motivo de insônia para o botafoguense, mas a falta de criatividade que se abateu sobre a equipe no fim do BR-11 parece ser coisa do passado e agora ao menos os jogadores trocam passes, envolvem as defesas adversárias e busca o gol até o apito final. Essa vontade precisa ser percebida pela torcida e a dedicação com que os atletas alvinegros correm nos minutos finais não deve ser relegada. A posse de bola está sendo cada vez maior e quando a confiança dos artilheiros retornar – Herrera é caso clássico de irritabilidade durante o jogo – os gols irão sair com naturalidade. A fase negra de Loco Abreu não irá durar muito, Maicosuel vai voltar e ainda temos um Fellype Gabriel inspirado.

Em alta com a torcida: Fellype Gabriel já fez 5 gols na Taça Rio

As carências no elenco são óbvias e a não contratação do lateral-zagueiro Rojas, da Universidade do Chile, segue um mistério insolúvel, inexplicável e terrível que assombra os porões da mítica sede alvinegra. O que terá acontecido? O time da La U é líder no nacional, está bem na Libertadores e o camisa 13 chileno ainda marcou um gol na semana passada. E ele está morrendo, hein? Esse erro pode ser fatal na reta decisiva da Taça Rio, do Estadual e nas fases agudas da Copa do Brasil. Antônio Carlos e Fábio Ferreira jogam os 90 minutos em todos os jogos e parece não haver banco para eles. Márcio Azevedo não pode ser poupado porque não tem substituto e os laterais são peças fundamentais no esquema 4-2-3-1 implantado por Oswaldo. E agora?

Agora é torcer e esperar que ninguém se arrebente lá na defesa. A corda estourou exatamente aonde temos mais atletas disponíveis: no meio-campo. A ausência de Maicosuel prejudica o time, mas a volta de Jobson e a boa fase de Fellype Gabriel estão compensando essa perda. Andrezinho joga as partidas importantes, Felipe Menezes dá conta do recado contra os pequenos e o jovem Jeferson mostra que pode ser usado durante a temporada. O que preocupa é uma possível suspensão do Marcelo Mattos que está jogando muito e tomando conta da cabeça-de-área: um leão na marcação e na cobertura da zaga. Lucas Zen fica mais confortável no lugar do Renato. E onde estará o Somália? De férias? Se o cara está no elenco, recebe salário em dia, treina com o grupo, porque não joga? Mistério!

Vamos, Fogo!

O primeiro de muitos? Jobson está sem ritmo, mas com vontade de acertar!

Ficha Técnica:

5ª Rodada: Botafogo 2 x 0 Duque de Caxias (24/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson, Felipe Menezes (Jobson) e Fellype Gabriel; Herrera (Jeferson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Duque de Caxias: Fernando; Arílson, Paulão, Fábio Aguiar e Rodrigues (Ari); Neves, Juninho, Danilo Rios (Watthimem), Raphael Augusto e Jefinho; Gilcimar (Thiago Rezende)

Técnico: Eduardo Allax

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 36 iniciais, e Jobson, aos 33 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Neves e Fernando (Duque de Caxias)

O importante foram os três pontos!

28/07/2011

Bom futebol, espetáculo, bola de pé em pé, gritos de “Olé!”, musiquinha criada pela torcida, risos, palmas e críticas calorosas da imprensa esportiva… Isso tudo é lindo – como diria Caetano – mas não garantem títulos e não garantem a vitória. Sem objetividade, chute em gol, agressividade e, acima de tudo, muita entrega por parte do elenco, o jogo bonito será batido e o adversário retrancado irá aproveitar as oportunidades e balançar as redes. A “Era Cuca” no Botafogo pode ser comparada à Seleção de 82 e a “Era Joel Santana” nos remete ao time batalhador de Carlos Alberto Parreira em 1994. E o Caio Júnior?

Não é possível ainda falar em “Era Caio Júnior” em General Severiano, mas se a diretoria seguir o mesmo caminho nesses três anos em breve poderemos usar essa expressão. Não adianta demitir treinador sem planejamento, sem avaliar as metas estabelecidas e, principalmente, sem ter boas opções de contratação no mercado. Caio Júnior quer fazer um esquema de jogo que fique exatamente entre a “Era Cuca”, bom futebol, toque de bola, domínio das ações, e a “Era Joel Santana”, com uma defesa forte e uma motivação contagiante dos jogadores. O treinador já fez o time se livrar dos chutões e resgatou a confiança do elenco para manter a posse de bola.

Ontem, diante do Avaí e novamente jogando contra a torcida – isso parece não ter fim! – a equipe sentiu a falta de entrosamento e o primeiro gol do time catarinense parecia ser a senha para outra decepção em casa. Superação. Sim, essa é a palavra que exemplifica bem a virada alvinegra. Maicosuel definiu o jogo com essa palavra. A zaga formada por Gustavo, recém contratado, e o jovem João Felipe, nunca atuou junta e as ausências de Lucas Zen e Marcelo Mattos deixaram o sistema defensivo vulnerável nos minutos iniciais e foi essa brecha que o Avaí, um time mediano, aproveitou para abrir o placar.

Recorde para o argentino: Herrera marca seu 23º gol no Engenhão!

O lado esquerdo do ataque botafoguense é sinônimo de desespero há décadas! Não temos um bom lateral-esquerdo, daqueles de se orgulhar, desde Marinho Chagas na década de 70, alguém discorda? Na década de 90, mesmo com a enxurrada de títulos, o lado esquerdo não era o mais forte e o melhor lateral dessa época, o Marquinhos, ficou pouco tempo e não chegou a fazer história no clube. André Silva? Jéferson? Bill? Luciano Almeida? Triguinho? Tiaguinho? Gabriel? Márcio Azevedo?

A camisa 6 do eterno Nílton Santos parece pesar e muito nas costas desses jogadores! O jovem Cortês parece não sentir a pressão e se tiver uma boa cobertura pode render mais para a equipe. Enquanto esperamos que alguém assuma a responsabiulidade, ontem, por segundos, quase que por inspiração divina, a lateral esquerda desencantou e, por ali, Márcio Azevedo fez grande jogada e achou Maicosuel livre para empatar a peleja!

A torcida que já vaiava a plenos pulmões resolveu se aquietar e deixar os jogadores trabalhar em paz. Com tranquilidade, Elkeson colocou bela bola na cabeça de Herrera: 2 a 1 no placar e calma na saída para o vestiário. O fim do jogo foi dramático, nervoso e as substituições equivocadas de Caio Júnior levou o torcedor à loucura, mas os três pontos vieram e, por enquanto, só a vitória interessa! Loco Abreu volta no sábado e reencontra Joel Santana! Imperdível!

Vamos, FOGO!

Caio Júnior precisa de tempo e do apoio da torcida para mudar o Botafogo!

Ficha Técnica:

12ª Rodada: Botafogo 2 x 1 Avaí (27/07/2011)

Botafogo: Jefferson; Alessandro, João Filipe, Gustavo e Márcio Azevedo; Léo, Renato, Maicosuel (Felipe Menezes) e Elkeson; Alexandre Oliveira (Caio) e Herrera (Alex)

Técnico: Caio Júnior

Avaí: Felipe; Welton Felipe, Bruno, Dirceu e Daniel; Marcos Paulo (Batista), Pedro Ken, Fabiano (Rafael Coelho) e Cleverson (Estrada); Romano e William

Técnico: Alexandre Gallo

Gols do Botafogo: Maicosuel, aos 27, e Herrera, aos 38 minutos iniciais

Gol do Avaí: Dirceu, aos seis minutos do primeiro tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 5.111 pagantes / Renda: R$ 87.400,00

Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)

Cartão Amarelo: Herrera, Márcio Azevedo e João Filipe (Botafogo); Marcos Paulo, Welton Felipe e Fabiano (Avaí)

Esse é o Botafogo 2011?

03/03/2011

O técnico Joel Santana respirou aliviado após a classificação do Botafogo para a 2ª Fase da Copa do Brasil, mas tanto os torcedores que foram ao Engenhão quanto os que viram o jogo pela TV não estão nada felizes. A equipe teve “uma semana cheia para trabalhar”, como gostam de dizer os boleiros, mas isso não se refletiu em campo. O mesmo aconteceu contra o Flamengo na semifinal da Taça Guanabara e é certo questionar o preparo físico do time nesse início de ano.

Jogando no 4-4-2, por necessidade e não por opção, Joel lançou Lucas e Everton para deixar o Botafogo extremamente ofensivo – para os padrões natalinos do nosso treinador, é claro! A esperada pressão inicial não veio e a primeira chance de gol só apareceu aos 20 minutos com Caio. O time de Sergipe sentiu, recuou ainda mais e Herrera, aos 24, quase abriu o placar. Mesmo sem Loco Abreu, machucado, a principal jogada alvinegra era a bola alçada na área e Caio, aos 34, e Renato Cajá, aos 35, exigiram belas defesas do goleiro Max. E nada de gol no Engenhão!

Herrera lutou, correu, mas não conseguiu fazer um gol no tempo normal.

O River Plate passou 38 minutos se defendendo e Jeferson foi um expectador privilegiado da pelada. Justo aos 38, o atacante Bibi, do alto dos seus 1,63, desferiu uma cabeçada mortal e lá estava o Camisa 1 para confirmar o grito das arquibancadas: “O melhor goleiro do Brasil!” Ufa! Susto no canil! Desespero de Joel Santana, bronca de Antônio Carlos e os jogadores de defesa olhando para um lado e para o outro procurando entender o que aconteceu. Ainda bem que não temos mais o Max guardando a meta botafoguense!

Se Jeferson mostrava segurança na defesa, Herrera era pura raça e determinação no ataque. Aos 39, o argentino ganhou uma bola perdida, se embolou com o zagueiro e foi derrubado! Falta marcada! O goleiro Max e o zagueiro Bebeto fizeram uma lambança e a bola espirrou pra dentro do gol. Foi gol? A bola entrou? O bandeirinha correu para o meio de campo e o juiz validou o 1 a 0. Se a Fifa não quer tecnologia no futebol…

A Fifa quer tudo na mesma! É o futebol no tempo do "Você decide!" Foi gol?

Antes do intervalo, aos 47, Herrera poderia ter garantido a classificação, mas perdeu gol sem goleiro, dentro da pequena área. O sinal de que o sofrimento seria obrigatório veio logo aos 40 segundos da etapa final quando Everton mandou uma bomba na trave! Era noite de sofrer e apelar para a mística alvinegra! As oportunidades de gol foram ficando escassas e quando apareciam o ataque alvinegro desperdiçava! Aos nove, Herrera recebeu belo passe de Cajá e chutou para fora; Alex, aos 17, tentou o ângulo de Max e perdeu boa chance; um minuto depois Herrera tentou driblar Max e foi desarmado. A última oportunidade clara de gol apareceu aos 34 e novamente Max salvou o River Plate após bela cabeçada de Alex!

A classificação nos pênaltis diante de um adversário sem tradição como o River Plate de Sergipe só revela uma incrível fragilidade no esquema tático armado por Joel Santana. O Botafogo não tem jogadas ensaiadas, tabelas e tampouco uma movimentação surpresa dos jogadores. O time fica estático esperando a bola girar de um lado para o outro. Nem o que funcionou em 2010 acontece em 2011! Ninguém sabe bater falta nesse time? Joel precisa treinar a bola parada e escolher um batedor oficial de faltas. Não é possível que ninguém saiba cobrar um escanteio decente numa equipe da primeira divisão do futebol brasileiro!

Joel Santana recebe o apoio dos jogadores. Ele é o único culpado?

Pênalti é sorte? Depois de passar vergonha diante do flamengo, na semana passada, ao menos dessa vez os jogadores tiveram frieza e capacidade para converter todas as quatro cobranças. Márcio Rosário surpreendeu pela calma; Herrera, que só perdeu uma penalidade com a camisa alvinegra, converteu com categoria; Antônio Carlos cobrou com eficiência e Lucas colocou a bola no ângulo! Quanta diferença entre esses pênaltis e os cobrados por Somália, Everton e Renato Cajá!

É hora de esquecer a Taça Guanabara e focar na conquista da Taça Rio. É hora de esquecer o River Plate de Sergipe e vencer o Paraná. É hora de deixar de ser o Botafogo melancólico que empatou com o Bangu e voltar a ser o Botafogo guerreiro que derrotou o atual campeão brasileiro!

Vamos, FOGO!

Jeferson celebra a classificação e a convocação para a Seleção Brasileira!

Copa do Brasil

Primeira Fase – Jogo 02: Botafogo 1 x 0 River Plate-SE (02/03/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Alessandro); Rodrigo Mancha, Bruno, Everton (Alex) e Renato Cajá (Fabrício); Caio e Herrera

Técnico: Joel Santana

River Plate-SE: Max; Gláuber, Bebeto, Valdson e Pedrinho; Bruno Ramos (Lucas), Fernando Pilar, Wallace e Éder (Fábio Júnior); Bibi (Da Silva) e Bebeto Oliveira

Técnico: Aílton Silva

Gol do Botafogo: Gol contra aos 40 minutos da etapa inicial

Local: Engenhão (RJ) / Público: 3.901 presentes / Renda: R$ 74.900,00

Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Cartão Amarelo: Márcio Rosário, Bruno Tiago e Antônio Carlos (Botafogo); Bebeto Oliveira, Bruno Ramos, Bebeto, Pedrinho e Da Silva (River Plate-SE)

Defesa falha e Botafogo despenca na tabela

04/06/2010

O início do Botafogo no Campeonato Brasileiro foi arrasador. A estreia no Engenhão teve o empate contra o todo-poderoso Santos de Robinho, mas a equipe se recuperou ao vencer o São Paulo no Morumbi e o Goiás em casa. Foram sete pontos conquistados e a terceira colocação no certame. Passada a euforia e três jogos depois, os torcedores precisam olhar para o meio da tabela se quiserem encontrar o time de Joel Santana.

A derrota para o Cruzeiro, no Mineirão, pela quarta rodada, teve como desculpa a ausência do ataque titular formado por Caio e Herrera. No empate contra o Vasco, no Engenhão, na rodada passada, a desculpa recaiu na péssima arbitragem de Carlos Eugênio Simon – que deixou de marcar um pênalti claro em Lucio Flavio e inverteu algumas faltas.

E agora, qual o pretexto para a perda de três pontos quase garantidos diante do Atlético-PR?

Com garra e oportunismo, o argentino Herrera abre o placar em Curitiba

Joel disse ao longo da semana que os jogadores estavam cansados de jogar com o placar adverso e que seria muito importante sair vencendo na Arena da Baixada. Atendendo ao pedido do comandante, o Botafogo fez vinte minutos brilhantes e abriu 2 a 0 com gols de Herrera e Lucio Flavio.

A vitória parecia encaminhada e os três pontos colocariam a equipe dentro do G-4. Mas para o torcedor alvinegro nada é fácil demais e a irritante virada dos paranaenses só serviu para expor a fragilidade do esquema defensivo armado por Joel.

Defesa do Botafogo marca a bola e permite a infiltração de Paulo Baier

No lance do primeiro gol de Paulo Baier, um ex-jogador em atividade, todos os defensores estavam marcando a bola, ninguém estava preocupado em compactar os espaços ou em colar no principal articulador de jogadas do Atlético-PR.

Ora, todos sabem que o Paulo Baier comanda o meio de campo em todos os times por onde atua e que a bola sempre, sempre passa por seus pés. Então, com é possível permitir que um jogador como esse transite com liberdade e sem ser incomodado?

Lucio Flavio não acompanha e deixa Paulo Baier aparecer livre de marcação

O Botafogo joga com três zagueiros, dois volantes e com os laterais mais presos à marcação do que soltos para atacar, são sete jogadores empenhados em impedir os avanços do adversário. E quem estava na cola do Paulo Baier no lance do gol? O Lucio Flavio.

O nosso único meia de armação que deveria jogar livre para puxar os contra-ataques e que não possui nenhum cacoete de marcador, logo ele, estava com a tarefa de anular o camisa 10 do Atlético-PR. Algo está muito errado. As imagens não deixam dúvidas e permitem analisar o péssimo posicionamento da defesa botafoguense.

Dentro da área, Paulo Baier escolhe o canto com calma e bate Jefferson

Jogo duro, visitante vencendo por 2 a 1 e a arbitragem parece não entender a importância de ser isenta e apitar apenas o que vê. No fim da etapa inicial, uma bola sobra para o Sandro Silva, na entrada da área, ele se prepara para finalizar quando é derrubado faltosamente, mas o assoprador de apito balança os bracinhos e manda a bola correr.

Logo no primeiro minuto do segundo tempo, o Maikon Leite tromba com o Fahel e adivinhem? Falta anotada. O velhaco Paulo Baier coloca a bola uns dois metros além do local de infração e não é que a malandragem cola!?

Jefferson hesita e desiste de ir na bola - que era defensável

Os comentaristas esportivos podem ate alegar que a cobrança era indefensável, mas prefiro ficar com uma historinha sempre contata pelo ex-goleiro Raul Plasmann quando defendia o clube da Gávea nos anos 80. Num lance semelhante, Raul ficou igualmente estático olhando a bola entrar. Aos berros, Zico cobrava ação do companheiro.

– Mas Galinho, a bola foi no ângulo, não dava pra chegar!

– Não interessa, pula! Então, por que você está aí de luvas embaixo do gol? Se for pra ficar parado, olhando a bola, não precisa de goleiro, eu fico.

Raul relembra que após essa bronca nunca mais deixou de acreditar num lance, não importando onde bola fosse sempre pulava nela e ele diz que fez muitas defesas consideradas impossíveis depois disso. Aí, Vágner, que tal contar essa história ao Jefferson?

Defesa postada e nenhum perigo para o Jefferson, certo?

Para finalizar a trágica noite em Curitiba só faltava um gol contra, certo? E ele veio. Mesmo que a arbitragem tenha anotado na súmula o nome de Alex Mineiro, o gol foi contra de Fábio Ferreira, já que a bola não entraria sem o desvio do jogador alvinegro.

O mais impressionante na jogada é o posicionamento errado do defensor e além, claro, da imensa falta de sorte da equipe. O Fábio Ferreira abandona a marcação individual sobre o atacante atleticano para tentar interceptar a bola que iria acabar mansa nos braços de Jefferson.

A falta de obediência tática dos jogadores de defesa é irritante! A impressão é que um não confia no outro e que estão sempre duvidando da capacidade do companheiro em levar vantagem numa jogada. E eles não podem nem alegar que estão fazendo a cobertura ou a antecipação dos lances, já que esse papel cabe ao homem da sobra. Algo semelhante ocorreu com Somália no segundo gol marcado pelo Santos na primeira rodada.

Jefferson já se preparava para encaixar a bola...

Joel Santana vai precisar de muito trabalho para consertar os erros da zaga se quiser disputar a tão sonhada vaga para a Libertadores. A pausa para a Copa do Mundo pode ser determinante para isso e a diretoria deve se apressar para fechar a negociação com Maicosuel e quem sabe Jóbson para a sequência do Campeonato Brasileiro, pois só com esse time é melhor a torcida se acostumar a olhar para o meio da tabela mesmo.

Joel e sua inseparável prancheta terão muito trabalho pela frente!

Ficha Técnica:

5ª Rodada: Botafogo 1 x 1 Vasco (30/05/2010)

Botafogo: Jefferson, Fahel, Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro (Marcelo Cordeiro), Leandro Guerreiro, Túlio Souza (Edno), Lucio Flavio e Somália; Caio (Renato) e Herrera.

Técnico: Joel Santana.

Vasco: Fernando Prass, Élder Granja, Cesinha (Titi), Dedé e Ernani; Jumar (Souza), Nilton, Rafael Carioca e Jéferson (Magno); Phillipe Coutinho e Élton.

Técnico: Celso Roth.

Gol do Botafogo: Herrera, de pênalti, aos 35 minutos do primeiro tempo.

Gol do Vasco: Ernani aos 26 minutos da etapa inicial.

Local: Engenhão/RJ

Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)

Cartões Amarelos: Fahel (Botafogo); Jumar, Cesinha e Nílton (Vasco)

Crédito da foto: Paulo Sérgio do Lancenet

Herrera cobra pênalti com categoria e iguala o marcador no Engenhão

6ª Rodada: Atlético-PR 3 x 2 Botafogo (02/06/2010)

Atlético-PR: Neto, Manoel, Rodolfo e Leandro (Branquinho); Wagner Diniz, Chico, Alan Bahia, (Fransérgio), Paulo Baier e Márcio Azevedo; Bruno Mineiro e Maikon Leite (Alex Mineiro).

Técnico: Paulo César Carpegiani.

Botafogo: Jefferson, Fahel, Wellington e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Túlio Souza (Sandro Silva), Lucio Flavio (Caio) e Somália (Marcelo Cordeiro); Edno e Herrera.

Técnico: Joel Santana.

Gols do Atlético-PR: Paulo Baier aos 27 minutos do primeiro tempo e aos 3 do segundo; Alex Mineiro aos 14 da etapa final.

Gols do Botafogo: Herrera aos 11 e Lucio Flavio aos 24 minutos do primeiro tempo.

Local: Arena da Baixada/PR

Árbitro: Paulo César de Oliveira (SP)

Cartões Amarelos: Alan Bahia, Branquinho, Bruno Mineiro, Wagner Diniz, Márcio Azevedo (Atlético-PR) e Leandro Guerreiro, Fahel, Wellington, Herrera (Botafogo).

Cartões Vermelhos: Wagner Diniz (Atlético-PR) e Fahel, Wellington (Botafogo).

Crédito da foto: Felipe Gabriel do Lancenet

Lucio Flavio comemora sozinho o belo gol marcado contra o Atlético-PR

Vitória em casa e primeira derrota como visitante

27/05/2010

Jogadores comemoram gol de Somália no Engenhão

“Tem coisas que só acontecem com o Botafogo!” A célebre frase ecoou mais uma vez no pensamento do torcedor alvinegro após a vitória convincente de 3 a 0 sobre o Goiás, no último domingo, 23 de maio, no Engenhão, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O time começou mal, foi dominado, Jeferson fez defesas salvadoras e quando todos esperavam pelo fim do primeiro tempo, eis que, em dois lances, o Botafogo desce para o vestiário com a vantagem de 2 a 0 no placar.

Nem mesmo o apagão de energia que derrubou metade das torres de iluminação do estádio foi capaz de esfriar a motivação da torcida e o terceiro gol de Herrera indicava que com a vitória sacramentada bastava tocar a bola, esperar pelo apito final e pensar no próximo adversário na sequência da tabela.

Mas quando nada poderia atrapalhar a festa nas arquibancadas a velha frase aparece para assombrar o Engenhão! Lembra dela? “Tem coisas que só acontecem com o Botafogo!” Caio e Herrera se desentendem, trocam ofensas, empurrões e o Botafogo perde para o Cruzeiro. Simples assim.

O goleiro Fábio do Goiás pula só para sair na foto do Lancenet!

Aqueles três pontos conquistados diante do Goiás poderiam se juntar a mais três nesta quarta e levar o time do Joel a beliscar a liderança provisória no certame. Enfrentar o Cruzeiro no Mineirão nunca é tarefa fácil, mas o que se viu nesta noite foi exatamente o que a torcida alvinegra prenunciou no momento da dupla expulsão de domingo, ou seja, dava pra vencer lá sem tantos desfalques.

Adilson Batista dirige a Raposa pelo terceiro ano seguido, ganhou dois mineiros, chegou até uma final de Libertadores, mas não agrada aos cruzeirenses nem com vitória! A equipe mineira esteve sem criatividade, pouco ameaçou a meta de Jeferson e se mostrou mais do que satisfeita com o 1 a 0 conquistado na primeira etapa.

O Botafogo teria que aprender a jogar sem o Loco Abreu – dispensado para se apresentar ao selecionado do Uruguai – nas primeiras rodadas antes da Copa do Mundo, isso é óbvio, mas perder os dois atacantes de referência de uma vez é muita complicação para uma prancheta solitária.

Em amistoso, Loco Abreu fez dois gols pela seleção uruguaia nesta quarta

Joel Santana conseguiu fazer a dupla Caio & Herrera funcionar e ainda teve opções como o Renato e o Edno para mudar os jogos no segundo tempo. Contra o Cruzeiro faltou competência e calma na hora das finalizações: foram muitos lances perigosos e um pênalti inacreditavelmente desperdiçado. O chute de Alessandro, aos 43 do segundo tempo, poderia ter posto justiça no placar.

Não é preciso reclamar dos impedimentos assinalados pelos dois bandeirinhas, é preciso reclamar do posicionamento dos atacantes alvinegros que teimaram em ficar além da linha de zaga mineira. Edno e Alex não colocaram a culpa na falta de entrosamento, mas a falta de ritmo de jogo ficou evidente.

Em alguns momentos percebi que o Edno se parece muito com um tal de Victor Simões. A cabeçada ridícula para a fácil defesa do goleiro Fábio já era um indício de que seria difícil, muito difícil encaixar um ataque para fazer o golzinho de empate. A jogada aérea, nossa principal arma em 2010, não funcionou, não tivemos nenhum lance de perigo contra a meta cruzeirense com esse fundamento.

Lucio Flavio vibra com o golaço de falta contra o Goiás

Quando o Lucio Flavio voltará a cobrar as penalidades? Ele não está treinando? Como pode um jogador que bate faltas e escanteios tão bem ter medo de cobrar um pênalti? O Renato fez tudo o que está no manual: disparou a meia altura, sem força e entregou o canto da cobrança.

Ah, esse é o manual dos goleiros sobre como defender um pênalti mal cobrado. No manual dos atacantes diz: rasteiro ou no alto, firme no canto e nunca entregar o lado da batida. Será que o auxiliar técnico não estudou como o Fábio pula na hora dos penais? Auxiliar técnico não serve para auxiliar o técnico nestas questões?

O gol sofrido diante do Cruzeiro foi uma clara demonstração da incompetência do sistema defensivo alvinegro. Um time que tem três zagueiros, dois volantes e que ainda prende os laterais não pode deixar o principal atacante adversário aparecer livre, dentro da pequena área, cara a cara com o Jeferson! O Botafogo sofreu cinco gols neste Brasileirão, sendo quatro deles dentro da pequena área e um da marca do pênalti. E em todos os lances o atacante estava livre de marcação.

Cinco jogadores alvinegros marcando a bola. Quem está com o Kléber?

A torcida sabe que o Campeonato Brasileiro é o mais disputado do mundo, mesmo que nivelado por baixo, e que qualquer ponto faz a diferença ao fim das trinta e oito rodadas. Uma vitória diante do Vasco, neste domingo, no Engenhão, recolocará o time no rumo certo e trará a confiança necessária para o confronto contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, pela sexta e penúltima rodada antes da paralisação para a Copa do Mundo.

Vamos comparecer em peso ao Engenhão e empurrar a equipe para mais uma vitória! Podemos acabar essa fase inicial, antes da Copa, na liderança do Brasileirão e não se esqueçam:

– Tem coisas que só acontecem com o Botafogo!

Herrera deve retornar para a partida contra o Vasco no Engenhão

Ficha Técnica:

3ª Rodada: Botafogo 3 x 0 Goiás (23/05/2010)

Botafogo: Jefferson, Fahel, Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Sandro Silva (Edno), Lucio Flavio (Renato) e Somália; Caio e Herrera.

Técnico: Joel Santana.

Goiás: Fábio, Rafael Tolói, Augusto (Rafael Moura) e Marcão (Ernando); Wendel Santos, Jonilson, Amaral, Hugo (Rodrigo Callasa), Bernardo, Wellington Saci; Éverton Santos.

Técnico: Emerson Leão.

Gols do Botafogo: Lucio Flavio aos 40 e Somália aos 42 minutos do primeiro tempo; Herrera aos 27 minutos da etapa final.

Local: Engenhão/RJ

Árbitro: Alísio Pena Júnior (MG)

Cartões Amarelos: Jonílson, Augusto e Rafael Tolói (Goiás); Antônio Carlos e Edno (Botafogo)

Cartão Vermelho: Fábio e Wellington Saci (Goiás); Caio e Herrera (Botafogo)

Crédito das fotos: Paulo Sérgio do Lancenet

4ª Rodada: Cruzeiro 1 x 0 Botafogo (26/05/2010)

Cruzeiro: Fábio, Jonathan, Gil, Leonardo Silva e Fernandinho; Fabinho (Elicarlos), Henrique, Marquinhos Paraná e Roger (Pedro Ken); Thiago Ribeiro (Guerrón) e Kleber.

Técnico: Adílson Batista.

Botafogo: Jefferson, Fahel, Antônio Carlos e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Sandro Silva (Alex), Lucio Flavio (Marcelo Cordeiro) e Somália; Edno e Renato (Diguinho).

Técnico: Joel Santana.

Gol do Cruzeiro: Thiago Ribeiro aos dezoito minutos do primeiro tempo.

Local: Mineirão/MG

Árbitro: Jaílson Macedo Freitas (BA)

Cartões Amarelos: Fernandinho, Kleber, Gil, Leonardo Silva e Guerrón (Cruzeiro); Fábio Ferreira e Diguinho (Botafogo).

Crédito das fotos: Ramon Bittencourt do Lancent

Botafogo lança uniforme 2010

11/05/2010

Belo uniforme, belo cenário: Tu és o Glorioso!

O Botafogo lançou ontem, no Rio de Janeiro, os novos uniformes para a temporada 2010. A festa não foi no Palacete de General Severiano e sim na Baía de Guanabara, a bordo do iate Pink Fleet que pertence ao milionário alvinegro Eike Batista. Joel Santana e o ídolo Maurício, herói do título Carioca de 89, também estiveram no evento. Os jogadores Herrera, Sandro Silva, Fábio Ferreira, Jeferson, Renan, Luis Guilherme, Alex e Alessandro foram escolhidos pela diretoria para participar do lançamento.

O uniforme principal, o alvinegro, foi inspirado no modelo utilizado por Roberto Miranda, Rogério, Jairzinho, Gérson, Afonsinho e Paulo Cézar Lima na conquista do famoso “BiBi” no final da década de 60. A selefogo foi Bicampeã da Taça Guanabara 67/68, que era uma competição isolada do estadual na época, e também se sagrou Bicampeã Carioca 67/68. O timaço alvinegro ainda venceu a Taça Brasil 68, fechando a década mais gloriosa do futebol de General Severiano.

Ídolos do presente buscam as glórias da década de 60

A inscrição “O Glorioso“, apelido recebido após o histórico título de 1910 e que está fazendo 100 anos, aparece bordado na parte de trás da camisa, logo abaixo da gola. Passado e presente apontando para o futuro. A camisa já pode ser encontrada na loja oficial do clube por R$ 159,00 e o torcedor pode mandar imprimir a numeração escolhida na hora.

As camisas dos goleiros também serão uma atração à parte neste Campeonato Brasileiro e a cor escolhida para representar o nº1 alvinegro é o cinza. Até a década de 70 os goleiros só podiam utilizar o preto e o cinza em suas camisas e o folclórico guarda-metas Manga fechava o gol do Botafogo vestindo uma camisa negra que lembrava a do lendário arqueiro Lev Yashin, o Aranha Negra.

O paredão Jeferson e a nova camisa 1 do Botafogo

Além dos três uniformes de jogo, foram apresentados dois modelos para os uniformes de treino e o modelo cinza, utilizado pelo jovem atacante Alex, chamou a atenção pela beleza e harmonia.

História, tradição e glórias não faltam ao passado da Estrela Solitária, resta saber se Herrera, Jeferson, Alessandro e Fábio Ferreira honrarão essa camisa da mesma forma que os times campeões da década de 60 fizeram.

Ao lado de Joel, Alex e Alessandro mostram os uniformes de treino