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Joguinho difícil de assistir!

05/04/2012

O Botafogo venceu de virada, tem uma grande vantagem para o jogo do Rio e o ataque voltou a marcar com Herrera. Tudo certo, certo? Não, nada parece estar no lugar certo. O time não é o melhor do Brasil e não tem o elenco dos sonhos, mas esperava-se, e espera-se, mais do trabalho da comissão técnica comandada por Oswaldo de Oliveira. Parece que esse Botafogo continua em transição ou, pior do que isso, continua sob gestão de Caio Júnior e naquela fase final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Sonolento, sem criatividade, preguiçoso e que só reage depois de ter as redes balançadas, esse Botafogo irá sofrer para superar o Guarani aqui no Engenhão e deixará a torcida com os cabelos em pé até o apito final. Haja emoção!

Nas oitavas fará jogo duro contra o Vitória e irá penar para bater o Coritiba na fase de quartas de final. Mesmo aos trancos e barrancos existe a possibilidade do Botafogo chegar até a semifinal e aí irá medir forças contra o São Paulo de Leão. O caminho será mais ou menos esse até a semifinal se nenhuma grande surpresa, ou zebra, acontecer na competição e a grande esperança da torcida reside no tempo. Sim, no tempo. Maicosuel precisa de tempo para se recuperar de lesão, Loco Abreu precisa de tempo para voltar a ser o jogador decisivo que sempre foi, Jobson precisa de tempo para entrar em forma e Oswaldo de Oliveira precisa de tempo para implementar sua metodologia de trabalho. Tempo. E ainda será preciso pensar na Taça Rio!

Gol na hora certa! Herrera decreta a vitória do Fogão em Campinas!

O esquema de jogo atual da equipe, o 4-2-3-1, foi criado por Caio Júnior para aproveitar a quantidade de meias no elenco e ainda motivada pela ótima fase do atacante uruguaio. Todo o sistema de criação armaria as jogadas para a finalização do Loco e ainda seria possível liberar os meias para atuar com liberdade e assim encostar no camisa 13 botafoguense. Funcionou e bem no ano passado, com o time sendo o líder virtual do BR-11, ou seria líder nos pontos perdidos… Tem coisas que realmente só acontecem ao Botafogo. Mas não vejo como transportar esse esquema para esse elenco e para o momento que vive o ataque alvinegro.

Com o que tem em mãos seria prudente pensar em armar a equipe no tradicional 4-4-2 e ontem foi uma grande prova disso. Herrera ficou isolado no ataque, não conseguiu pressionar a saída de bola do Guarani e os meias estavam por demais longe da área para iniciar as jogadas de contra-ataque – ninguém tinha a velocidade do Maicosuel – o que facilitou o sistema defensivo do time de Campinas. Os gols aconteceram de forma esporádica e graças à excelente atuação de Renato que foi obrigado a fazer um gol de cabeça, função de Herrera, e a realizar uma jogada de linha de fundo, supostamente trabalho para o Elkeson.

Não é possível mexer na zaga, até porque não existem peças de reposição, mas para o meio e para o ataque ainda temos algumas variáveis para o esquema. Oswaldo de Oliveira só irá alterar a equipe quando vier a primeira derrota no ano e só resta torcer para que essa derrota não venha na semifinal da Taça Rio ou para o Guarani, no Engenhão, pela Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Renato foi fundamental: um gol e um passe perfeito para Herrera marcar!

Ficha Técnica:

Fase 02-Jogo01: Guarani 1 x 2 Botafogo (04/04/2012)

Guarani: Emerson; Oziel, Domingos, Neto e Bruno Recife; Wellington Monteiro, Bruno Neves (Thiaguinho), Fábio Bahia e Danilo Sacramento; Fabinho e Bruno Mendes (Ronaldo)

Técnico: Osvaldo Alvarez

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Andrezinho, Fellype Gabriel (Caio) e Elkeson (Felipe Menezes); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Guarani: Bruno Mendes, aos 36 minutos iniciais

Gols do Botafogo: Renato, aos 44 do primeiro tempo, e Herrera, aos 22 da etapa final

Local: Brinco de Ouro da Princesa (SP)

Árbitro: Anderson Daronco (RS)

Cartão Amarelo: Thiaguinho e Oziel (Guarani); Lucas, Marcelo Mattos, Andrezinho, Renato e Jefferson (Botafogo)

Quanto vale o Engenhão?

28/07/2010

Torcida e diretoria sempre sonharam com um estádio próprio para o Botafogo. Esse sonho vem desde a lamentável perda da gloriosa sede de General Severiano na década de 70 e que culminou na demolição do estádio pela Companhia Vale do Rio Doce. O presidente Charles Macedo Borer decidiu entregar a sede como forma de amortização de uma dívida.

Todos os grandes clubes do Rio de Janeiro devem fortunas, mas nenhum deles teve a brilhante ideia de lapidar o patrimônio para sanear as finanças. As dividas continuam monstruosas e o belíssimo Estádio de General Severiano se perdeu para sempre.

O mais bonito do Brasil! Estádio de General Severiano, o berço alvinegro!

A identidade do Botafogo sempre esteve no coração da Zona Sul carioca. Marechal Hermes e Caio Martins nunca deram certo e agora o Estádio Olímpico João Havelange caminha para o mesmo destino. A atual diretoria do clube diz ter planos incríveis para o local, mas essas não eram as palavras de ordem da gestão Bebeto de Freitas? A única mudança perceptível foi no ridículo nome de Rio Stadium ou Stadium Rio. Por acaso somos romanos?

Pelo estatuto do torcedor, o Botafogo é obrigado a divulgar público e renda após as partidas. O clube publica em seu site oficial os borderôs dos jogos e uma análise desses documentos mostra que o Engenhão está longe de ser a galinha dos ovos de ouro. Aliás, bota longe nisso! O acesso ao estádio é terrível, não existe estrutura de apoio para o torcedor que parte da Zona Sul e o policiamento simplesmente desaparece quando o jogo acaba.

Na estreia da equipe pelo Campeonato Brasileiro, após a conquista da Tríplice Coroa: Taça Guanabara, Taça Rio e Campeonato Estadual 2010, a torcida alvinegra que compareceu ao Engenhão enfrentou filas para entrar no estádio e encontrou diversas catracas fechadas – algo que não acontece no desorganizado Maracanã, por exemplo.

Bonito, moderno, mas longe pra c***lho!

Os números da partida ficaram abaixo da expectativa tanto em campo quanto nas arquibancadas. No gramado: Botafogo 3 x 3 Santos. No borderô (disponível para consulta no site do clube): 25.634 ingressos vendidos e uma renda bruta de R$ 475.095,00. Calculadora ligada para os descontos: R$ 156.448,90 de despesas gerais, R$ 1.319,98 de retenções e R$ 63.729,22 de uma penhora. Receita líquida para o alvinegro: R$ 254.918,88.

Na terceira rodada, o time de Joel Santana, após boa vitória diante do São Paulo, no Morumbi, estava em terceiro lugar na tabela e encarava o lanterna Goiás com chances de assumir a liderança do campeonato. Casa cheia, certo? Errado. Apenas 17.135 ingressos vendidos e uma receita de R$ 278.275,00 que com os descontos caiu para R$ 112.460,18. Então o que esperar após a irritante derrota para o Cruzeiro por 1 a 0?

Botafogo 1 x 1 Vasco, pela quinta rodada, foi uma decepção para os dois clubes também nas bilheterias: 20.373 torcedores pagaram para ver o jogo, o que resultou numa arrecadação de R$ 361.590,00, noves fora, sobraram R$ 75.501,24 para cada agremiação. Nesse momento a crise ainda não estava instaurada e o alvinegro figurava na quinta colocação na tabela.

Loco Abreu voltou animado do Mundial e isso pode contagiar o torcedor!

A equipe de Joel Santana sofreu uma ridícula virada do Atlético-PR, estava vencendo por 2 a 0, e iria enfrentar o líder Corinthians, no Engenhão, na última rodada antes da paralisação para a Copa do Mundo. O técnico pediu o apoio da torcida nesse momento difícil e garantiu todo o esforço para buscar os três pontos. Atendendo a convocação, 14.267 torcedores empurraram o Botafogo para a vitória que estava praticamente certa até os 47 minutos do segundo tempo.

Renda? Calculadora na mão: R$ 222.170,00 brutos, menos despesas de R$ 153.100,00, menos R$ 1.303,76 de retenções e sobraria R$ 69.069,57 aos cofres alvinegros. Eu disse sobraria, já que duas penhoras levaram tudo e deixaram o caixa zerado. Pode ser pior? Pode.

Na volta da Copa do Mundo, após um mês de treinos, o Botafogo conseguiu a façanha de perder de forma patética para o Flamengo, no Maracanã, pelo placar mínimo. O próximo jogo, no Engenhão, foi contra o Guarani. A torcida estava preocupada com o péssimo rendimento da equipe e apenas 7.250 ingressos foram vendidos. A receita de R$ 81.090,00 não cobriu as despesas e o resultado foi um débito de R$ 33.953,08, ou seja, mesmo jogando em casa o Botafogo teve prejuízo com o estádio.

Clássico Vovô: O Botafogo jogou muito bem e foi castigado pelo empate!

Na 11ª rodada, com o time já na zona de rebaixamento, 23.218 ingressos foram vendidos para o clássico contra o Fluminense, então líder do brasileirão. A arrecadação foi de R$ 518.820,00 e com os descontos cada clube receberia R$ 116.136,65, mas as penhoras limparam o cofre e nenhum dos dois viu a cor do dinheiro.

O Botafogo está na 17ª posição, na zona de rebaixamento e não conseguiu arrecadar nenhum centavo em seu estádio por três jogos seguidos. O caixa alvinegro faturou R$ 442.880,30, mas temos que descontar o débito da nona rodada, R$ 33.953,08, o que dá R$ 408.927,22 em seis jogos, média de R$ 68.154,54 por partida.

A diretoria pode argumentar que se esses confrontos fossem no Maracanã o prejuízo será muito maior. Será? Flamengo x Botafogo, pela 8º rodada, com mando de campo rubro-negro, levou 20.076 torcedores ao Maraca e arrecadou R$ 416.885,00. No site do time da Gávea, não encontrei o borderô disponível para consulta. Infelizmente transparência não está nos planos de alguns dirigentes do futebol brasileiro.

E o Engenhão? Vamos esperar que Maicosuel, Loco Abreu, Jefferson e Jóbson consigam trazer o torcedor de volta ao estádio. E por favor, esqueçam essa história de Stadium Rio ou Rio Stadium, isso é ridículo. A nossa casa deveria ter o nome de um grande ídolo alvinegro e craque é o que não falta no nosso panteão de estrelas. Estádio Olímpico Mané Garrincha, que beleza? Ou simplesmente Níltão. Olha aí, a sorte do local até mudaria se estivesse acompanhado do mestre Nilton Santos. Na verdade, o Botafogo seria imbatível com o Estádio de General Severiano funcionando!

O charmoso palacete com o Estádio ao fundo. Celeiro dos craques alvinegros.

Um mês depois… a novela continua!

18/07/2010

Durante a paralisação para a Copa do Mundo, o Botafogo treinou em Teresópolis, disputou um amistoso contra o Corumbaense, em Mato Grosso do Sul, contratou o Jóbson, mas parece que nada aconteceu nesse período. A equipe retornou com a mesma regularidade demonstrada antes da pausa no Campeonato Brasileiro, ou seja, a rotina de perder fora e empatar em casa foi mantida.

O alvinegro carioca somou apenas 10 pontos em nove jogos, despencou para a 15ª posição na tabela e pode entrar na zona de rebaixamento já na próxima rodada, quando enfrenta o Palmeiras, de Luiz Felipe Scolari, em São Paulo. Não adianta reclamar da arbitragem, reclamar da sorte e inventar desculpas. Não dá para perder do Flamengo e empatar em casa com o Guarani. É inaceitável!

Isolado: Lucio Flavio jogou como único meia ofensivo do time!

Os erros de marcação se acumulam e o esquema de três zagueiros implantado pelo técnico Joel Santana no estadual não está surtindo efeito no brasileirão. Maicosuel não pode ser a única esperança de vitórias e o time não pode esperar até setembro para se recuperar.

A edição deste ano do Brasileirão começou muito equilibrada e talvez esse seja o campeonato mais emocionante dos últimos anos. Tudo indica que o título será decidido apenas nas últimas rodadas, assim como o rebaixamento. É preciso reagir já!

Herrera tenta driblar Douglas e perde grande chance contra o Guarani

Ficha Técnica:

9ª Rodada: Botafogo 1 x 1 Guarani (18/07/2010)

Botafogo: Jefferson, Fahel (Jobson), Fábio Ferreira e Danny Morais; Alessandro, Leandro Guerreiro, Somália, Lucio Flavio (Edno) e Marcelo Cordeiro; Herrera e Caio (Renato Cajá)

Técnico: Joel Santana

Guarani: Douglas; Rodrigo Heffner (Apodi), Fabão, Ailson e Fabiano; Renan, Paulo Roberto, Preto (Baiano) e Mário Lúcio; Mazola e Ricardo Xavier (Diogo)

Técnico: Vagner Mancini

Gol do Botafogo: Danny Morais, aos 48 minutos iniciais

Gol do Guarani: Ricardo Xavier, aos 41 minutos do primeiro tempo

Local: Engenhão/RJ / Renda: R$ 81.090,00 / Público: 5.522 pagantes

Árbitro: Célio Amorim (SC)

Cartões Amarelos: Herrera, Fahel, Lucio Flavio, Alessandro (BOT); Baiano, Renan, Apodi, Diogo (GUA)

Crédito da foto: Paulo Sérgio do Lancenet

Joel se desespera com os gols perdidos contra o Flamengo!

Ficha Técnica:

8ª Rodada: Flamengo 1 x 0 Botafogo (15/07/2010)

Flamengo: Marcelo Lomba; Léo Moura, Welinton, Ronaldo Angelim e Juan; Rômulo, Willians, Kleberson e Petkovic; Diego Maurício (Paulo Sergio) e Vinícius Pacheco (Camacho)

Técnico: Rogério Lourenço

Botafogo: Jefferson; Antônio Carlos, Fahel e Fábio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Sandro Silva (Edno), Lucio Flavio (Renato Cajá) e Marcelo Cordeiro; Caio (Jobson) e Herrera

Técnico: Joel Santana

Gol do Flamengo: Paulo Sergio, aos 24 minutos do segundo tempo

Local: Maracanã/RJ / Renda: R$ 416.885,00 / Público: 20.076 torcedores

Árbitro: Pericles Bassols (RJ)

Cartões Amarelos: Kleberson e Paulo Sergio (FLA); Fábio Ferreira (BOT)

Crédito da foto: Paulo Sérgio do Lancenet