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Desandou a maionese…

09/05/2012

Crise em General Severiano! A frase mais famosa do futebol carioca voltará a ser ouvida na imprensa esportiva e deverá ser estampada, amanhã, em algum jornaleco nas bancas da cidade. Será que realmente é verdade? Tem coisas que só acontecem com o Botafogo? Vejamos a lista de situações inusitadas dessa semana para conferir a veracidade de tal afirmação. O time estava invicto nos vinte e quatro jogos disputados na temporada, venceu o Vasco de forma incontestável na final da Taça Rio, levantou o primeiro caneco do ano e com seis reservas conseguiu um bom empate em Salvador, contra o Vitória, pela Copa do Brasil.

De novo? Lucas leva outro cartão vermelho e deixa o time na mão…

Era um primeiro semestre perfeito! E eis que o desastre se encaminha lentamente às portas de General Severiano… A derrota ridícula para o Fluminense não só acabou com a invencibilidade alvinegra como soterrou o sonho do 20º título estadual. Atenções voltadas para a Copa do Brasil, certo? Lance de mudar o chip? Pois bem, vamos nessa. O gol de Elkeson animou os sempre seis mil torcedores que vão ao Engenhão e tudo estava sobre controle. O Vitória não ameaçava, o time perdia diversos contra-ataques, mas a impressão era que dessa vez tudo daria certo. Afinal, um raio não pode cair duas vezes no mesmo lugar… ou pode?

Lucas tinha amarelo, ficou na sobra do escanteio, matou o contra-ataque do tricolor com uma falta dura, no tornozelo de Tiago Neves. Falta para cartão amarelo e amarelo ele já tinha. Vermelho. O placar estava em 1 a 1, com o Botafogo pressionando em busca da vitória. Ah, vitória? O time baiano cercava, mas não incomodava Jefferson. E aí o Lucas que salvou uma bola em cima da linha pouco antes resolve imitar o uruguaio Luis Soares e mergulha para impedir o gol. Pênalti e cartão vermelho novamente. Como assim? O Lucas não tinha sido expulso no início do parágrafo? Troca o chip.

Pênalti? Parecia que tudo daria certo… Só parecia, não é Jefferson?

Não temos reserva para as duas laterais e está difícil pacas encontrar no ‘mercado da bola’ jogador com qualidade para a função. Ah, nós tínhamos o Alessandro que era perseguido pela torcida, mas sempre resolvia em campo com raça e dedicação. E agora? Onde está o chileno que foi o capitão do time sensação da América em 2011? A La U venceu o Campeonato Chileno e faturou a Copa Sul-Americana com muito futebol. Rojas era capitão e líder daquela equipe. Ah, ele jogava de lateral-esquerdo e ainda de zagueiro. E o nosso time? Chegamos na decisão contra o Fluminense de igual pra igual, mas em cinco minutos tudo mudou. Inacreditável. E contra o Vitória? Empatamos com autoridade na Bahia e levamos um passeio no Engenhão…

Seedorf? Sério? Na boa, mas muito na boa mesmo… Ah, cansei. A culpa é do Joel Santana? Cadê o Caio Júnior? Fahel? Lucio Flavio? Alessandro? Quem são os vilões agora? Tenho certeza que a torcida irá encontrar os culpados. Isso ela sabe fazer muito bem, mas apoiar o time, cantar, torcer, aplaudir… Não, não a torcida do Botafogo. Fim de primeiro semestre. Que venha o sofrimento no BR-12 e mais uma humilhação na Sul-Americana.

Fui, Fogo!

Treinador encarando a torcida no Engenhão? Já vi isso acontecer antes…

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo02: Botafogo 1 x 2 Vitória (09/05/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Vítor Júnior), Renato, Felipe Menezes (Gabriel) e Maicosuel; Elkeson (Herrera); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vitória: Douglas; Léo (Romário), Gabriel, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Rodrigo Mancha, Pedro Ken e Geovanni (Dinei); Tartá  e Neto Baiano (Mineiro)

Técnico: Renato Silva

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 20 minutos iniciais

Gols do Vitória: Pedro Ken, aos 10, e Tartá, aos 23 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Paulo César Oliveira (SP)

Cartão Amarelo: Elkeson, Brinner, Loco Abreu e Herrera (Botafogo); Rodrigo Mancha e Uelliton (Vitória);

Cartão Vermelho: Lucas (Botafogo) e Pedro Ken (Vitória)

Botafogo Campeão da Taça Rio

29/04/2012

Uma atuação impecável do Botafogo! Essa sentença resume a exibição do time na tarde desde domingo na final da Taça Rio. Foi a melhor partida da equipe sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira que dessa vez, ao contrário do que aconteceu na semifinal da Taça Guanabara contra o Fluminense, evitou recuar antes da hora e não concedeu espaços para o Vasco jogar. As chances de gol cruz-maltinas aconteceram através de erros individuais de jogadores do Botafogo e não por méritos do ataque adversário. A única exceção foi a jogada bem trabalhada que culminou no chute cruzado de Éder Luis, no início da partida, na primeira ofensiva logo após o gol de Loco Abreu.

O cansaço, as câimbras e as expressões de exaustão no rosto dos atletas alvinegros nos minutos finais revelam a intensidade do esforço e o tamanho do embate nesta final. Como não comemorar e celebrar uma vitória contra um adversário tão forte e com tantos nomes de peso? O Vasco conta com Fernando Prass, Felipe, Juninho, Diego Souza, Éder Luis e ainda é preciso destacar o artilheiro do campeonato, Alecsandro com 12 gols. É uma equipe de respeito e que luta pela conquista da Libertadores em 2012. A Taça Rio é título sim e merece ser tratada com respeito. Foram dez jogos, com sete vitórias e três empates, sendo duas vitórias em clássicos contra o Vasco e um empate com o Fluminense – adversário da grande final do Campeonato Carioca.

Fellype Gabriel jogou por ele e pelo Renato! Atuação de gala no Engenhão!

O Botafogo chega embalado na final, mas com um problemão no meio do caminho: enfrentar o Vitória, quarta, no Barradão, pela Copa do Brasil. Será uma partida dificílima e que ditará os rumos do time no primeiro semestre. Uma derrota acachapante pode eliminar a equipe do torneio nacional e abalar a confiança da torcida para os duelos contra o tricolor. O empate com gols ou até mesmo uma vitória são o sonho de consumo da comissão técnica que terá uma missão quase impossível ao remontar um novo grupo para quarta. Vários jogadores sentiram o esforço da final e apresentaram um nítido esgotamento físico nos minutos finais no jogo de hoje. O calor em Salvador será grande e a pressão da torcida maior ainda!

É possível realizar outra vez uma partida como a de hoje? Reformulando a questão: Será possível manter esse alto nível nos próximos quatro e decisivos confrontos? O esquema tático 4-2-3-1 funcionou perfeitamente, ou da forma como foi criado: com os meias-atacantes subindo ao ataque e voltando para fechar os espaços no meio-campo. O combate começou lá na frente com Loco Abreu, passando por Maicosuel, Elkeson e Andrezinho até chegar à excelente dupla de volantes formada por Marcelo Mattos, um gigante, e Fellype Gabriel, um monstro em campo! Lucas e Márcio Azevedo só atacaram na boa, com cobertura e ainda conseguiram conter os avanços de Fágner e Éder Luis – uma arma mortal do Vasco que surpreendeu o Flamengo na semifinal, domingo passado.

O título serve para tranqüilizar torcida e diretoria, ratificando o trabalho de Oswaldo de Oliveira, mas deve ser o primeiro da trilogia de 2012: faltam o Carioca e a Copa do Brasil! O Botafogo precisa disputar a Libertadores em 2013! É a mística alvinegra conspirando!

Vamos, Fogo!

Maicosuel correu muito, fez um partidaço e deixou o gramado exausto!

Ficha Técnica:

Final da Taça Rio: Vasco 1 x 3 Botafogo (29/04/2012)

Vasco: Fernando Prass; Fágner (Carlos Alberto), Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Rômulo, Felipe Bastos, Felipe (Allan) e Diego Souza; Éder Luis e Alecsandro (Juninho)

Técnico: Cristovão

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Fellype Gabriel (Gabriel), Andrezinho (Jádson) e Maicosuel (Herrera); Elkeson e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Vasco: Carlos Alberto, aos 35 do segundo tempo

Gols do Botafogo: Loco Abreu, aos 3 iniciais e aos 45 minutos da primeira etapa, e Maicosuel, aos 7 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Cartão Amarelo: Diego Souza, Felipe e Juninho (Vasco); Andrezinho e Fábio Ferreira (Botafogo)

Empate ruim para os dois…

02/04/2012

O jogo foi fraco tecnicamente e só teve emoção mesmo no final do segundo tempo, com as duas bolas na trave do Herrera e a bela defesa do Cavalieri no arremate do Fellype Gabriel. O Fluminense entrou com o time completo, estava cansado da maratona de jogos pela Libertadores, mas quem andou em campo foi o Botafogo, talvez cansado da maratona de treinamentos que o a comissão técnica impôs nessa semana. Claro que é piada. O time teve folga até segunda e só iniciou a preparação para o clássico na terça. E quem correu em campo foi o Flu? Algo não anda bem na preparação física em General Severiano…

Os números mostraram que o Alvinegro teve mais posso de bola. Estranho, muito estranho, já que pelo jogo imaginava-se superioridade do Tricolor das Laranjeiras ou ao menos o famoso “fifty-fifty”, mas domínio de bola com aqueles chutões para frente fica difícil. Esse é o principal problema herdado desde a época do Joel Santana: os lançamentos longos para a área. Ah, eu disse lançamento? O Gérson fazia lançamento, o Didi fazia lançamento, até o Lucio Flavio sabia fazer lançamento, o que acontece nesse time é chutão mesmo. O Antônio Carlos pega a bola, ajeita o corpo e Pimba! Manda a pelota lá pro outro lado para a zaga adversária rebater.

O esquema 4-2-3-1 moldado pelo Caio Júnior já começa a dar sinais de fadiga e parece ser a hora do Oswaldo mostrar a que veio, já que não vemos a interferência do treinador na forma da equipe jogar que é a mesma desde o ano passado. Esse elenco pede a volta do tradicional 4-4-2, com dois meias auxiliando na marcação, mas com liberdade total para atacar. Deixar um atacante isolado lá na frente é facilitar por demais a ação da zaga adversária e não irá dar certo no Campeonato Brasileiro – onde o nível é infinitamente maior do que o Carioca. Bem, posso também estar equivocado e o time pode encaixar nesse esquema, quem vai saber?

Merecia o cartão vermelho! Deco bateu muito e não foi expulso!

Os jogadores alvinegros precisam aprender a atacar e defender em bloco. Existe um enorme espaço entre a linha de defesa e o meio-campo quando o time é atacado e entre o ataque e a meia quando nós estamos com a posse de bola. A compactação só fica nos treinamentos, porque em campo o ‘clarão’ é bem visível. Será que nenhum membro da comissão técnica assiste ao jogo dos camarotes? O estádio é nosso, poxa! O Marcelo Mattos corre que nem um louco para cobrir as investidas dos laterais e para tentar ajudar na saída de bola. Todo jogo é assim: bola nas costas do Márcio Azevedo! É impossível encaixar a marcação por ali? O gol do Fluminense surgiu exatamente desse defeito do sistema defensivo alvinegro.

Continuamos invictos? Continuamos. Beleza, beleza, mas e aí? Podemos ser eliminados da Copa do Brasil de forma invicta e aí? O Guarani está longe de ser uma potência do futebol nacional, mas não é uma baba como o Duque de Caxias ou Madureira. E lá eles vão querer correr muito para evitar a eliminação precoce. Teremos que jogar na técnica e na raça. Será que esse time consegue? Ou irão reclamar do gramado outra vez?

Vamos, Fogo!

Ficha Técnica:

6ª Rodada: Fluminense 1 x 1 Botafogo (31/03/2012)

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia (Edinho), Jean, Deco e Thiago Neves; Wellington Nem (Rafael Sobis) e Fred (Rafael Moura)

Técnico: Abel Braga

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho (Jobson) e Fellype Gabriel; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Fluminense: Fred, aos 34 minutos do primeiro tempo

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 17 iniciais

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)

Cartão Amarelo: Deco, Wellington Nem e Edinho (Fluminense); Elkeson, Marcelo Mattos e Herrera (Botafogo)

Até tu, Loco?

24/02/2012

O Botafogo não jogou bem, ok. O Fluminense dominou as ações ofensivas na etapa final, ok, concordo. Mas já que abrimos a vantagem num contra-ataque, aos 28 minutos do segundo tempo, e eles teriam obrigatoriamente que atacar sem parar nos últimos quinze minutos de jogo, cedendo assim mais terreno para o contragolpe, qual o sentido em tirar um meia-atacante e colocar um jogador de contenção? Não entendi a entrada do Lucas Zen no lugar do Elkeson. O Oswaldo pode ficar explicando horas e horas, com telão, quadro-negro, giz, o que ele quiser, mas não irá me convencer!

Treinador não perde pênalti, eu sei, mas perde jogo! Que fique a lição!

O Caio, atacante de velocidade e dribles curtos, estava na beira do campo para entrar no jogo. Elkeson estava com dores na panturrilha após entrada dura de Carlinhos e sua saída era certa. Ao ver o gol e a vantagem no placar, Oswaldo abriu a prancheta e apelou para o São Joel das Retrancas Invioláveis! O Lucas Zen é um bom jogador, formado na base e que pode substituir a dupla de volantes sem nenhuma preocupação por parte do torcedor, mas não era jogo para ele naquele momento. Ali, era a entrada do Caio para puxar os contra-ataques e ampliar o marcador ou o Felipe Menezes para encorpar o meio de campo, liberar o Andrezinho e dar aquele passe preciso para o segundo gol.

O treinador alvinegro abriu mão do jogo cedo demais, desistiu de atacar e estava satisfeito com o magro 1 a 0 numa partida decisiva que ditaria o ritmo do time e a relação do Botafogo com sua torcida. Era momento exato e o adversário perfeito para resgatar a confiança do torcedor e incendiar o Engenhão na final contra o Vasco. E o que acontece? Medo, apatia e preguiça. Essa foi a tônica do Botafogo na reta final do Campeonato Brasileiro e o que os jogadores fizeram ontem são um reflexo da falta de coragem do comando técnico. Ao colocar o Caio no lugar do Marcelo Mattos – não dava pra sacar o Lucas Zen como no clássico contra o Flamengo, né? – após o gol de empate tricolor, Oswaldo assinou a confissão de burro.

Olha o agarra-agarra ali no Antônio Carlos. Isso não é pênalti não?

Não importa se o Fluminense estava melhor em campo e sim que o gol de empate só ocorreu devido a um erro grosseiro da zaga botafoguense. A linha burra de impedimento não é a forma mais eficiente do mundo para impedir as bolas alçadas na área, mas funciona vez ou outra quando bem treinada e ontem já mostrava sinais de fraqueza pelo lado esquerdo. Márcio Azevedo fez uma boa partida, mas os dois erros na hora de fazer a linha custaram caro ao time. Não é possível que o Oswaldo, um treinador que se diz amante da tecnologia, não coloque um candango em frente à TV, em casa mesmo, e com o celular o informe do erro grosseiro que aconteceu minutos antes?! Não entendo.

Por fim, lamentavelmente, devo dedicar algumas palavras à má fase do Loco Abreu. Não é possível um cara que se notabiliza pela frieza e extrema categoria na bola parada perder um pênalti como aquele. Nas últimas quatro cobranças, o artilheiro só converteu uma. Algo está errado aí e já começo a ficar com a pulga atrás da orelha. A batida foi fraca, desinteressada e o pior, foi no canto preferido do goleiro tricolor. Será que ele não observou que das quatro cobranças anteriores o Cavalieri pulou para a esquerda em três?

O título era obrigação e a Taça Guanabara estava ao alcance das mãos, já que o Vasco não seria um adversário mais complicado do que foi o Fluminense. Bem, agora é focar na Copa do Brasil e entrar firme na Taça Rio.

Vamos, Fogo!

Ao menos uma notícia positiva: Elkeson reencontrou o bom futebol!

Ficha Técnica:

Semifinal: Botafogo 1 x 1 Fluminense (23/02/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Caio), Renato, Andrezinho e Elkeson (Lucas Zen); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Fluminense: Cavalieri; Bruno (Rafael Moura), Leandro Eusébio, Anderson e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Deco (Jean) e Thiago Neves; Fred e Welington Nem (Araújo)

Técnico: Toninho Andrade

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 28 minutos do segundo tempo

Gol do Fluminense: Leandro Eusébio, 34 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Antônio Carlos (Botafogo) e Edinho (Fluminense)

Pênaltis Convertidos: Andrezinho, Herrera e Renato

Pênaltis Perdidos: Lucas e Loco Abreu

Balanço do Primeiro Turno

29/08/2011

A vitória de virada, por 2 a 1, sobre o Fluminense, ontem no Engenhão, pela 19ª rodada, no encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro pode ser considerada uma síntese da campanha alvinegra sob o comando de Caio Júnior. O time que começou a competição sendo derrotado pelo Palmeiras, no Teixeirão, pelo placar magro de 1 a 0, e sem mostrar nenhum poder de reação ficou no passado. Naquela ocasião, a comissão técnica estava formando a base do que viria a ser o estilo de jogo no Botafogo e a pressão da imprensa e, principalmente, das arquibancadas exigiam resultados imediatos. A diretoria não comprou a ideia e continuou apostando no trabalho de médio e longo prazo.

As primeiras dez rodadas foram difíceis e cheias de altos e baixos, algo normal para uma equipe em formação e ainda sem contar com os principais jogadores. Loco Abreu e Herrera estavam suspensos, Fábio Ferreira machucado, Maicosuel retornando aos poucos, Marcelo Mattos na Grécia e as contratações aprimorando a parte física e técnica. Mesmo nas turbulências Caio Júnior seguiu firme nas suas convicções e acreditava na posse de bola como um diferencial em relação aos adversários. Nada de chutões para o alto e estava proibido o chuveirinho! A ausência de Loco Abreu, então na Copa América, facilitou a adaptação do time ao novo jeito de jogar.

Loco Abreu não fez gol no clássico, mas teve atuação decisiva novamente!

Quis o destino que Loco voltasse exatamente contra o Cruzeiro de Joel Santana, pela 13ª rodada – olha quanta coincidência junta! – e aí o Botafogo encorpou de vez, sapecou 4 a 0 no Vasco, passou pelo Atlético-MG na Copa Sul-Americana, encontrou a escalação ideal, alugou vaga no G-4 e pode fechar o turno na terceira colocação do BR-11! Qualquer alvinegro sabe o time de cor e salteado: Jefferson no gol; Lucas e Cortês nas laterais; Antônio Carlos e Fábio Ferreira na zaga; Marcelo Mattos e Renato na proteção do meio campo; Elkeson centralizado com Maicosuel e Herrera caindo pelas pontas; e no ataque, fazendo o pivô e, claro, os gols Loco Abreu.

Agora é defender a posição conquistada no primeiro turno e olhar para o líder Corinthians. Sim, é possível e temos elenco para isso. Renan, Alessandro, Márcio Azevedo, Gustavo, Léo, Somália, Bruno Tiago, Everton, Felipe Menezes, Alex, Alexandre Oliveira, Caio e o garoto Cidinho já mostraram que podem entrar e resolver. Devemos acreditar em título e empurrar a equipe para conquistar também a Sul-Americana! Esse é o melhor momento do Botafogo no campeonato e temos que aproveitar.

Vamos, FOGO!

Lucas agradece ao passe magistral de Loco Abreu: "Gracias"

Ficha Técnica:

19ª Rodada: Fluminense 1 x 2 Botafogo (27/08/2011)

Fluminense: Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Diogo (Martinuccio), Souza (Ciro) e Lanzini; Fred e Rafael Moura

Técnico: Abel Braga

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos (Gustavo), Fábio Ferreira e Cortês;  Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Maicosuel (Cidinho); Herrera (Felipe Menezes) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Fluminense: Fred, aos dez minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Elkeson, aos 11, e Lucas, aos 18 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 22.762 presentes / Renda: R$ 437.755,00

Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)

Cartão Amarelo: Márcio Rosário, Fred, Rafael Moura e Edinho (Fluminense)

O pensamento agora está no clássico!

24/08/2011

A maratona que o Botafogo enfrenta com os jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana é desgastante, mas as vitórias ajudam a deixar o ambiente calmo, sem turbulências. O confronto de ontem, pelo torneio internacional, serviu apenas para carimbar o passaporte alvinegro para as oitavas de final, nada mais. A crítica aproveitou para “sentar a lenha no time”, a torcida vaiou – É novidade? – e o lado positivo é que nada disso abalou Caio Júnior:

– Acho que era um jogo para terminar logo e já pensar no clássico. O Fluminense é um adversário direto e depois temos o Palmeiras. É um momento crucial e fundamental para pensar nos primeiros lugares. É um momento decisivo e o torcedor tem que entender que vamos ter um forte adversário. É um jogo que considero fundamental o papel do torcedor para efetuar esse apoio – afirmou o treinador.

A conclusão parece óbvia, mas os especialistas, os professores-doutores da imprensa sempre buscam algo mais, o detalhe e, claro, levantar polêmica vende jornal e é sinônimo de Ibope alto. Os jogadores sentiram o cansaço e procuraram administrar a enorme vantagem conquistada no primeiro jogo, na Arena do Jacaré, e o gol de Herrera deixou o time mais tranqüilo ainda.

– Sem dúvida tínhamos uma vantagem e soubemos tirar proveito. Jogamos mal o primeiro tempo, mas no segundo fomos bem e administramos até o final – disse o goleiro Jefferson.

Marcelo Mattos, que jogou todos os jogos da maratona em agosto, confirmou:

– Corri no limite contra o Atlético-MG. Tínhamos a vantagem e jogamos com ela.

Marcelo Mattos fechou o meio de campo e foi perfeito na marcação!

O clássico no fechamento do primeiro turno é emocionante e uma vitória no sábado deixa o Botafogo muito próximo do líder Corinthians, a diferença pode cair para três pontos e na abertura do segundo turno outra pedreira: o Palmeiras de Felipão! Qual Botafogo entrará em campo para encarar esses dois jogos, o que encantou a torcida na vitória de 3 a 1 sobre o Atlético-MG ou o que se arrastou em campo e mesmo assim venceu ontem?

Caio Júnior está fazendo um excelente trabalho de acompanhamento fisiológico dos atletas e vem poupando os jogadores que mais se desgastam como Cortês e Renato. A ideia é não ter “quebras” na reta final da competição. O time ainda não perdeu no Engenhão e vem de quatro vitórias seguidas em seus domínios com doze gols marcados e apenas três sofridos. É hora dos torcedores comparecerem em peso e Caio Júnior faz o apelo:

– Sábado é muito importante, é um clássico, momento crucial e decisivo pela luta dos primeiros lugares. Preciso da torcida, será fundamental o papel dela já que vamos enfrentar o Fluminense, que é uma grande equipe, um time muito forte.

Vamos, FOGO!

O Mago voltou! Maicosuel pode ser fundamental contra o Fluminense!

Copa Sul-Americana

Fase 02 – Jogo 02: Botafogo 1 x 0 Atlético-MG (23/08/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas (Alessandro), Gustavo, Fábio Ferreira e Cortês (Márcio Azevedo); Marcelo Mattos, Lucas Zen, Felipe Menezes (Alex), Maicosuel e Elkeson; Herrera

Técnico: Caio Júnior

Atlético-MG: Renan Ribeiro; Serginho, Réver, Leonardo Silva e Eron; Dudu Cearense (Mancini), Fillipe Soutto, Richarlyson (Daniel Carvalho) e Caio; Guilherme e Jônatas Obina (Magno Alves)

Técnico: Cuca

Gol do Botafogo: Herrera, aos 47 minutos iniciais

Local: Engenhão (RJ) / Público: 4.070 pagantes / Renda: R$ 59.240,00

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)

Cartão Amarelo: Fábio Ferreira (Botafogo); Leonardo Silva e Richarlyson (Atlético-MG)

Sete gols! Elkeson mostra que o investimento alvinegro foi certeiro!

Campeonato Brasileiro:

18ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Atlético-MG (20/08/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Felipe Menezes (Cidinho), Maicosuel (Alexandre Oliveira) e Elkeson (Thiago Galhardo); Alex

Técnico: Caio Júnior

Atlético-MG: Renan Ribeiro; Serginho, Leonardo Silva, Lima e Richarlyson (Triguinho); Pierre, Dudu Cearense, Bernard e Mancini (André); Magno Alves (Daniel Carvalho) e Guilherme

Técnico: Cuca

Gols do Botafogo: Elkeson, aos 16 minutos iniciais, e Felipe Menezes, aos 36 do primeiro tempo e aos 10 do segundo

Gol do Atlético-MG: André, aos 48 do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 8.841 pagantes / Renda: R$ 149.795,00

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)

Cartão Amarelo: Richarlyson, Dudu Cearense e Leonardo Silva (Atlético-MG)

Atuação de gala! Felipe Menezes resgatou o respeito pela 10 do Fogão!

17ª Rodada: Internacional 1 x 0 Botafogo (17/08/2011)

Internacional: Muriel; Nei, Bolívar, Rodrigo Moledo e Zé Mário; Elton, Guinãzu, Andrezinho (Tinga), D’Alessandro (João Paulo); Jô (Dellatorre) e Leandro Damião

Técnico: Dorival Júnior

Botafogo: Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos (Lucas Zen), Renato, Maicosuel (Cidinho) e Felipe Menezes (Thiago Galhardo); Herrera e Alex

Técnico: Caio Júnior

Gol do Internacional: Leandro Damião, aos 12 minutos do segundo tempo

Local: Beira-Rio (RS) / Público: 11.080 pagantes / Renda: R$ 146.725,00

Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)

Cartão Amarelo: Élton, Rodrigo Moledo e Nei (Internacional); Marcelo Mattos e Herrera (Botafogo)

O Rei do Empate!

18/10/2010

O Botafogo merece uma sorte melhor no Campeonato Brasileiro do que apenas voltar para a Copa Sul-Americana em 2011. O time de Joel Santana é o que menos perdeu na competição, são cinco derrotas em 30 jogos, mas também é o time quer mais empatou, são 15 empates, ou seja, ficou na igualdade na metade das partidas disputadas. Na maioria desses jogos chegou a sair na frente e até conseguiu abrir boa vantagem em alguns casos, mas o empate aconteceu, seja por erro de arbitragem ou descuido da defesa.

Joel Santana está certo em manter a tranquilidade e passar confiança aos jogadores, pois o desequilíbrio nesse momento, algo já foi marca costumeira de outros treinadores e até diretores do clube, pode fazer o Botafogo despencar na tabela. O torcedor que esperava pelo título ou pela Libertadores – ainda acredito que vamos chegar ao G-3 – não quer ver o time em 12º ou 13º no fim do campeonato. O atual 8º lugar não condiz com o padrão de jogo da equipe e duas vitórias seguidas podem devolver a confiança que parece ter abandonado General Severiano.

Juiz em fúria! Reparem na raiva que o Beltrame tem do Botafogo...

É preciso destacar, mais uma vez, a péssima atuação de Djalma Beltrame – o mesmo que nos roubou o Campeonato Carioca 2007 – no clássico contra o Fluminense. O Loco Abreu apanhou o jogo inteiro e o juizinho distribuiu cartão amarelo para todo jogador que estivesse com uma estrela no peito. Lamentável.

Lamentável também é ver um atacante como esse garoto Caio! O nome é perfeito, pois ultimamente ele entra em campo apenas para se atirar ao chão! Será que ele não percebe que ficou marcado pela arbitragem? E qual o problema do Edno? O cara é um armário, forte como um touro e ainda assim consegue desabar ao menor contato com o zagueiro adversário… ridículo! O Marcelo Cordeiro um dia vai aprender a bater faltas e escanteios, mas é inegável que ele estraga todas as jogadas de bola parada!

Vendo pelo lado positivo, e já projetando 2011, temos que renovar os contratos do Antônio Carlos, Marcelo Mattos e do Fábio Ferreira. Ainda bem que a diretoria já renovou com o Jéfferson, Somália, Alessandro, Leandro Guerreiro, Herrera, Jobson e Loco Abreu. O certo é que falta jogador no mercado brasileiro, mas se a diretoria mantiver esse time já é um bom caminho para o primeiro semestre.

Vamos, FOGO!

Alessandro jogou com muita raça e saiu aplaudido de campo!

Ficha Técnica:

30ª Rodada: Fluminense 0 x 0 Botafogo (17/10/2010)

Fluminense: Ricardo Berna, Mariano, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Diogo, Diguinho (Valencia), Marquinho (Júlio César) e Conca; Emerson (Rodriguinho) e Washington

Técnico: Muricy Ramalho

Botafogo: Jefferson, Antônio Carlos (Danny Morais), Leandro Guerreiro e Márcio Rosário; Alessandro (Caio), Marcelo Mattos, Somália, Lucio Flavio (Edno) e Marcelo Cordeiro; Jobson e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Local: Engenhão (RJ) / Público: 13.663 pagantes / Renda: R$ 362.160,00

Árbitro: Djalma Beltrani (RJ)

Cartão Amarelo: Mariano, Leandro Euzébio (Fluminense), Antônio Carlos, Marcelo Mattos, Jobson, Edno, Caio (Botafogo)

Chuva de gols… perdidos!

10/10/2010

Loco Abreu esteve irreconhecível na tarde deste domingo e os três pontos escaparam de Genereal Severiano outra vez. O Botafogo foi superior ao Palmeiras durante os noventa minutos, mas não conseguiu converter o domínio territorial em bola na rede. Mesmo com seis desfalques, o time que entrou em campo esteve bem armado por Joel Santana. Aos sete minutos, Loco Abreu arrematou da pequena área e a bola foi desviada pelo lateral Gabriel com a mão.

Pênalti assinalado pela arbitragem e Abreu na cobrança. A torcida já comemorava o gol, já que o uruguaio não perde pênalti, certo? Mas tem dia pra tudo… até para ver Loco Abreu perdendo pênalti. Claro que o atacante continua em alta com a torcida e não será um penaltizinho contra o Palmeiras que irá diminuir a idolatria botafoguense.

O Campeonato Brasileiro seguirá empolgante até a última rodada, mas a equipe alvinegra perdeu a chance de subir na tabela – uma vitória levaria o Botafogo ao quarto lugar – e diminuir a vantagem para o novo líder. Dez pontos separam o Botafogo, sexto colocado, do Cruzeiro que está na ponta da tabela.

Jobson não acredita na chance desperdiçada!

De positivo ficou a boa atuação da defesa formada por Antonio Carlos, Danny Moraes e Márcio Rosário. Somália voltou a jogar em alto nível e Alessandro fez uma grande partida tanto na defesa quanto no apoio. Ah, não posso me esquecer de Jobson que fez várias jogadas individuais e pertubou a zaga paulista.

E o poderoso Palmeiras? Duelo tático? Nada disso. Kleber e Valdívia não jogaram nada e Felipão pode vibrar com o empate conquistado. Joel errou ao sacar Lucio Flavio, que teve uma boa atuação, para colocar o inoperante Caio. O treinador alvinegro deveria ter apostado antes em Edno que entrou muito bem, porém no final do jogo, mas como o Natalino não entra em campo e não perde gols… ele não tem culpa nenhuma no novo tropeço em casa.

O pequeno público que compareceu no Engenhão, menos de dez mil pagantes, deverá se repetir nos quatro jogos que restam aqui no Rio. Uma vitória diante do Fluminense pode elevar a moral do time, mas com tantos problemas parece que a vaga na Copa Sul-Americana será o prêmio de consolação que nenhum alvinegro gostaria de ganhar de presente de Natal.

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

29ª Rodada: Botafogo 0 x 0 Palmeiras (10/10/2010)

Botafogo: Renan, Danny Morais, Antônio Carlos e Márcio Rosário; Alessandro, Fahel, Somália (Edno), Lucio Flavio (Caio) e Marcelo Cordeiro; Jobson e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Palmeiras: Deola, Márcio Araújo, Maurício Ramos, Danilo e Gabriel; Edinho, Tinga, Marcos Assunção, Rivaldo (Lincoln) e Valdivia (Dinei); Kleber

Técnico: Luiz Felipe Scolari

Local: Engenhão (RJ) / Público: 9.950 pagantes / Renda: R$ 217.350,00

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)

Cartão Amarelo: Gabriel Silva, Maurício Ramos, Valdivia, Edinho, Tinga (PAL); Antônio Carlos, Danny Morais, Márcio Rosário (BOT)

Cartão Vermelho: Kleber (PAL)

Falta a sorte de campeão!

07/10/2010

O líder Fluminense tomou uma surra do Santos em casa, ou melhor, na nossa casa, no Engenhão. O vice-líder Corinthians perdeu de virada para o desesperado Atlético-MG, em Sete Lagoas. O Internacional, quarto colocado, não segurou o Ceará e também voltou derrotado para Porto Alegre. O Atlético-PR, o quinto na tabela, ficou no 0 a 0 com o Vasco, na Arena da Baixada, diante de 17 mil torcedores. E o Botafogo? Ah, o Botafogo, sexto colocado, foi na mesma linha e empatou com o Guarani em Campinas, pela 28º rodada do BR-10.

A diferença para o primeiro colocado diminui, diriam os ultra-otimistas, já que agora nove pontos separam o time de Joel do título brasileiro, mas a falta de vitórias inibe o sonho maior do torcedor alvinegro. E no horizonte começa a aparecer outra estrela, ou seria constelação? O Cruzeiro de Cuca vem numa crescente e se bater o combalido Goiás, hoje, no Serra Dourada, assumirá a segunda posição e o campeonato será outro nessas dez rodadas finais. A esperança é verde e o torcedor alvinegro precisa rezar para que a limitada equipe goiana aplique aquele sonoro 4 a 1 novamente!

Campeão Carioca em 2006, Reinaldo deu trabalho pra zaga botafoguense

Sem fazer contas ou especulações, embora o simulador do Globoesporte.com seja uma tentação, é possível dizer que o Botafogo lutará pela vaga na Libertadores-2011 até o fim. Joel Santana vem sofrendo com as limitações do elenco e com a quebradeira que agora parece atingir todos os setores da equipe. Herrera que machucou o ombro e não enfrenta o Palmeiras na próxima rodada foi o último lesionado de uma saga que começou no fim do primeiro turno.

A perda de Marcelo Mattos foi fundamental para desorganizar o sistema defensivo e a ausência de Maicosuel faz o meio de campo ser previsível. Basta ver que Leandro Guerreiro e Somália caíram de produção sem os fiéis amigos de tabela. O inexplicável afastamento de Jobson – a imprensa está louca para explicar – contribuiu para enfraquecer o ataque e a dupla Herrera-Loco Abreu vem fazendo uns golzinhos, mas não o suficiente para garantir os três pontos.

Loco Abreu vai no segundo andar e manda a pelota pro fundo do gol!

Aliás, Loco Abreu merece um capítulo à parte nessa história. O uruguaio anotou sete gols em oito jogos desde a volta da Copa do Mundo e não fosse o egoísmo de Caio esse número seria maior. Ontem, Loco perdeu um gol feito na pequena área, uma pena, mas lamentou o individualismo de Herrera e Caio que não tocaram a pelota em dois lances de contra-ataque.

No domingo, diante do Palmeiras de Felipão, no Engenhão, a torcida precisa incentivar e apoiar o time nessa reta final. Faltam apenas dez jogos e o campeonato está aberto, uma vitória e novo tropeço dos líderes recolocam o Botafogo no páreo. Duvida? Santos (7º) e Atlético-PR (5º) se enfrentam na Vila Belmiro, o Cruzeiro (3º) recebe o Fluminense (1º) e o Internacional (4º) pega o Atlético-MG que vem de duas vitórias seguidas. Muita emoção nos jogos desse fim de semana!

Vamos, FOGO!

Ídolo e artilheiro: Loco Abreu já fez sete gols no Campeonatto Brasileiro!

Ficha Técnica:

27ª Rodada: Guarani 1 x 1 Botafogo (06/10/2010)

Guarani: Douglas; Rodrigo Heffner (Apodi), Fabão, Aílson e Márcio Careca; Renan, Paulo Roberto, Fabiano (Geovane) e Diego Barboza (Baiano); Rômulo e Reinaldo

Técnico: Vagner Mancini

Botafogo: Renan; Túlio Souza (Edno), Antônio Carlos, Danny Morais e Márcio Rozário; Somália, Leandro Guerreiro, Fahel e Lucio Flavio (Renato Cajá); Herrera (Caio) e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 45 minutos iniciais

Gol do Guarani: Diego Barboza, aos 26 minutos do primeiro tempo

Local: Brinco de Ouro (SP) / Público: 3.601 pagantes / Renda: R$ 53.783,00

Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)

Cartão Amarelo: Leandro Guerreiro (Botafogo)

Botafogo na cola dos líderes!

22/08/2010

Sábado de euforia para a torcida alvinegra! Os botafoguenses que foram ao Engenhão empurrar o time para a quarta vitória seguida no Campeonato Brasileiro também viram a inauguração de uma nova estátua no estádio e o homenageado da vez foi Jairzinho, o Furacão da Copa de 70! Atendendo ao chamado do técnico Joel Santana, mais de 35 mil torcedores fizeram uma bela festa durante os noventa minutos e foram brindados com uma atuação, que se não chegou a ser brilhante, foi ao menos aguerrida e suficiente para conquistar mais três pontos em casa.

Quem esperava um jogo aberto entre os ataques mais poderosos do BR-10 saiu do Engenhão decepcionado. A equipe do Avaí teve lá os seus desfalques, mas entrou em campo com a clara missão de buscar o empate e abusar do antijogo, fazendo um rodízio de faltas em Maicosuel e Jóbson. O péssimo árbitro Nielson Nogueira Dias tolerou a artimanha dos catarinenses e irritou os jogadores. Herrera, contido, evitou reclamar do juiz, mostrou a habitual garra e, mesmo sem ter balançado as redes, foi aplaudido de pé pela torcida ao ser substituído na etapa final.

Crédito com a torcida: Herrera passou em branco, mas jogou muito bem!

O primeiro tempo foi de total domínio carioca e o 1 a 0 no placar chegou a ser um bom resultado para os catarinenses. Joel escalou Somália na lateral-direita, lançou Renato no meio de campo para articular as jogadas ofensivas junto com Maicosuel e centralizou Jóbson, deixando Herrera cair pelos lados do campo, saindo da área para buscar a bola.

A mudança no ataque não funcionou e apesar de algumas tabelas pela direita entre Somália, Maicosuel e Herrera, era nítido o desconforto de Jóbson lutando entre os zagueiros. O camisa 9 passou a incomodar quando voltou a exercer sua característica principal: velocidade e jogadas pelas pontas.

A carência de laterais reservas no plantel alvinegro pode pesar ao longo da competição. Sem a presença constante de Somália no meio de campo, combatendo e partindo para o ataque, o Botafogo ficou previsível e quase sucumbiu a marcação cerrada do Avaí. Antônio Lopes fechou as jogadas pelas laterais e plantou um jogador em Renato – a mesma tática que todo treinador adversário fazia com o Lucio Flavio. A ação anulou a criação de jogadas pelo meio de campo e obrigou o time a tocar a bola entre os três zagueiros até que os atacantes abrissem espaço para o lançamento longo.

Gol no momento certo! Fábio Ferreira comemora com os companheiros!

Na segunda etapa, com a desvantagem no placar, Antonio Lopes foi obrigado a pressionar e o Avaí resolveu, de forma estabanada, tentar o gol de empate. Aos 21 minutos, a pressão azul teria dado resultado não fosse uma defesa extraordinária de Jefferson após cabeçada de Gabriel, no rebote Marcelo Cordeiro salvou em cima da linha. Esse foi o único susto que o ataque do Avaí deu nos torcedores alvinegros.

Como era de se esperar, Joel usou o poderio ofensivo do banco de reservas e colocou Caio e Edno nos lugares de Renato e Herrera. O Talismã entrou para ocupar a lateral-direita e Somália retornou ao meio de campo. O Botafogo cresceu e voltou a dominar o jogo. Jóbson teve boa atuação, mas não foi tão decisivo quanto nos outros jogos. O camisa 9 parece ter sentido o peso da presença de Mano Menezes no estádio e abusou das jogadas individuais.

Jóbson não esteve numa noite feliz e abusou dos lances individuais!

Aos 26 minutos, Somália, o Rei Negro, limpou dois marcadores e arriscou de longe: um chutaço que passou muito próximo da trave do goleiro Renan. Aos 32, Edno fez bela jogada pela esquerda e, antes de Jóbson completar para o gol vazio, a zaga catarinense cortou no desespero.

Pressão alvinegra até o fim! Aos 40, Loco Abreu ainda teve tempo de receber na área, ajeitar e rolar com categoria para Marcelo Mattos soltar uma bomba! Seria um golaço! E teve mais! Aos 46 minutos, Caio fez grande jogada, ganhou a dividida na vontade, entrou na área, mas errou na hora da conclusão chutando por cima do gol. Uma pena!

Fim de jogo, muita festa nas arquibancadas, violência zero na saída do estádio, torcida feliz e um ótimo resultado que mantém o Botafogo no G-4. É hora de torcer contra Fluminense e Corinthians! Vamos, Fogo!

De Mané Garrincha para Jairzinho: cresce a constelação alvinegra!

Ficha Técnica:

15ª Rodada: Botafogo 1 x 0 Avaí (21/08/2010)

Botafogo: Jefferson, Antônio Carlos, Leandro Guerreiro e Fábio Ferreira; Somália, Marcelo Mattos, Renato Cajá (Caio), Maicosuel (Abreu) e Marcelo Cordeiro; Jobson e Herrera (Edno)

Técnico: Joel Santana

Avaí: Renan; Marcos, Gabriel, Emerson e Pará; Diogo Orlando, Bruno, Batista e Leandro Bonfim (Sávio); Cristian (Valber) e Vandinho (Leonardo)

Técnico: Antônio Lopes

Gol do Botafogo: Fábio Ferreira, aos 31 minutos da etapa inicial

Local: Engenhão (RJ) / Público: 35.518 presentes / Renda: R$ 821.830,00

Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)

Cartão Amarelo: Leandro Bonfim, Emerson, Bruno Silva (Avaí) e Marcelo Mattos, Jobson (Botafogo)

Crédito das fotos: Alexandre Loureiro do Lancenet!