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Liderança estratégica

26/03/2012

O futebol vistoso exibido pelo time de Caio Júnior no início do BR-11 ainda não apareceu. A defesa segura dos tempos de Joel Santana não é a mesma de hoje. E o que importa? Ou não importa? Oswaldo de Oliveira está implantando uma mistura dos dois estilos nessa equipe, uma espécie de ‘Caio Santana’… Ou seria ‘Joel Júnior’? Uma observação atenta à distribuição dos jogadores em campo mostra um Ctrl+C Ctrl+V do esquema armado pelo Caio no ano passado aproveitando o entrosamento de meses de treino. Uma ideia interessante do atual treinador que não teve tempo para aplicar a sua ‘filosofia ao grupo’ – como diria Vanderlei Luxemburgo.

Treinar algo novo, mudar todo o esquema e jogar fora o conjunto adquirido em 2011 seria um risco altíssimo que Oswaldo resolveu não assumir. Mesmo tendo passado os últimos anos comandando equipes no Japão, ele sabe da importância dos resultados imediatos na cultura do futebol tupiniquim e a invencibilidade alvinegra na temporada é certamente motivo de orgulho nos salões de General Severiano. A torcida parece não ser tão paciente quanto os dirigentes e as cobranças começam a pipocar das vazias arquibancadas do Engenhão. Como bem definiu Joel no ano passado: “São sempre os mesmos, uma meia dúzia que só vem pro estádio pra vaiar”.

Os gols perdidos são motivo de insônia para o botafoguense, mas a falta de criatividade que se abateu sobre a equipe no fim do BR-11 parece ser coisa do passado e agora ao menos os jogadores trocam passes, envolvem as defesas adversárias e busca o gol até o apito final. Essa vontade precisa ser percebida pela torcida e a dedicação com que os atletas alvinegros correm nos minutos finais não deve ser relegada. A posse de bola está sendo cada vez maior e quando a confiança dos artilheiros retornar – Herrera é caso clássico de irritabilidade durante o jogo – os gols irão sair com naturalidade. A fase negra de Loco Abreu não irá durar muito, Maicosuel vai voltar e ainda temos um Fellype Gabriel inspirado.

Em alta com a torcida: Fellype Gabriel já fez 5 gols na Taça Rio

As carências no elenco são óbvias e a não contratação do lateral-zagueiro Rojas, da Universidade do Chile, segue um mistério insolúvel, inexplicável e terrível que assombra os porões da mítica sede alvinegra. O que terá acontecido? O time da La U é líder no nacional, está bem na Libertadores e o camisa 13 chileno ainda marcou um gol na semana passada. E ele está morrendo, hein? Esse erro pode ser fatal na reta decisiva da Taça Rio, do Estadual e nas fases agudas da Copa do Brasil. Antônio Carlos e Fábio Ferreira jogam os 90 minutos em todos os jogos e parece não haver banco para eles. Márcio Azevedo não pode ser poupado porque não tem substituto e os laterais são peças fundamentais no esquema 4-2-3-1 implantado por Oswaldo. E agora?

Agora é torcer e esperar que ninguém se arrebente lá na defesa. A corda estourou exatamente aonde temos mais atletas disponíveis: no meio-campo. A ausência de Maicosuel prejudica o time, mas a volta de Jobson e a boa fase de Fellype Gabriel estão compensando essa perda. Andrezinho joga as partidas importantes, Felipe Menezes dá conta do recado contra os pequenos e o jovem Jeferson mostra que pode ser usado durante a temporada. O que preocupa é uma possível suspensão do Marcelo Mattos que está jogando muito e tomando conta da cabeça-de-área: um leão na marcação e na cobertura da zaga. Lucas Zen fica mais confortável no lugar do Renato. E onde estará o Somália? De férias? Se o cara está no elenco, recebe salário em dia, treina com o grupo, porque não joga? Mistério!

Vamos, Fogo!

O primeiro de muitos? Jobson está sem ritmo, mas com vontade de acertar!

Ficha Técnica:

5ª Rodada: Botafogo 2 x 0 Duque de Caxias (24/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson, Felipe Menezes (Jobson) e Fellype Gabriel; Herrera (Jeferson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Duque de Caxias: Fernando; Arílson, Paulão, Fábio Aguiar e Rodrigues (Ari); Neves, Juninho, Danilo Rios (Watthimem), Raphael Augusto e Jefinho; Gilcimar (Thiago Rezende)

Técnico: Eduardo Allax

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 36 iniciais, e Jobson, aos 33 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Neves e Fernando (Duque de Caxias)

Novatos treinam com disposição

22/01/2011

A crise entre Joel Santana e Loco Abreu atrasou o treino por quase duas horas e a pequena e impaciente torcida que esperava por alguma movimentação preferiu comentar a vitória sobre o Duque de Caxias do que pensar num possível racha no elenco, já no inicio do trabalho. Quando os jogadores foram liberados e partiram para o gramado de General Severiano a recompensa veio com belos gols e com a oportunidade de ver os novos reforços finalmente batendo uma bolinha.

Com o campo reduzido, e elenco também, já que apenas dez jogadores participaram da atividade, o time de Colete Branco bateu o Colete Preto, mas ninguém ficou atento ao placar, e sim à movimentação de Éverton e ao domínio de bola de Arévalo. Jefferson, Rodrigo Mancha, Araruama, Alessandro e Herrera formaram o time branco e o colete preto ficou com Milton Raphael, Fahel, Arévalo, Éverton e Renan – que jogou na linha para completar a pelada.

Nada de desfile! Novos atletas treinam forte em General Severiano!

Apesar do forte calor e das dimensões reduzidas do gramado deu para notar que Cacha não gosta de perder nenhuma dividida, que Herrera enche o pé até em brincadeira de quintal e que Éverton vai dar muitas alegrias quando estiver em forma. Depois de perder duas jogadas individuais para Rodrigo Mancha, que mostrou muita disposição, Éverton se livrou da marcação e mandou uma bomba no ângulo de Jefferson, indefensável! Alessandro fez belos gols e a sombra do recém contratado Lucas parece ter feito muito bem ao ex-camisa 2 alvinegro.

Joel Santana contornou a crise após conversa com Loco Abreu e agora só pensa na segunda rodada, contra a Cabofriense, neste domingo. Para quem viu a vontade demonstrada por Arévalo Ríos, Éverton, Herrera, Alessandro e Rodrigo Mancha ficou a certeza que crise será uma palavra que não vai se abater sobre General Severiano em 2011!