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Adiós, hermanos!

04/07/2010

Antes do início do mundial, os comentaristas diziam que a Argentina armada por Maradona era um timaço no meio de campo e no ataque  e um desastre na defesa. Otamendi, Demichelis, Burdisso e Heinze eram os homens de confiança de Don Diego – algo semelhante com o Brasil? Com o amigão Dunga?

O treinador argentino ignorou os apelos dos jornalistas em nome de Cambiasso e Zannetti. A dupla do Inter de Milão venceu todos os títulos em 2010 e poderia dar a estabilidade que faltava a defesa argentina. Maradona não ouviu os apelos e fez apenas o que quis, como quis e quando quis. Ele não é dios?

Thomas Müeller, 20 anos, é um dos destaques da jovem Alemanha.

A Alemanha de Joachim Löw não chegou badalada na África do Sul, perdeu seu principal jogador, Michael Ballack, semanas antes do mundial e, após uma goleada por 4 a 0 sobre a Austrália, sofreu uma imprevista derrota para a Sérvia, 1 a 0. Os alemães oscilaram na primeira fase, mas se classificaram em primeiro lugar no Grupo D. Nas oitavas de final, a poderosa Inglaterra não conseguiu nem anotar a placa do caminhão: 4 a 1.

Aos três minutos de jogo, Müeller escorou cobrança de falta e começou a escrever a terceira goleada alemã na Copa do Mundo. A defesa argentina falhou. A zaga falhou. O goleirão Romero falhou. Um apagão geral que custou muito caro a Maradona. Os alemães conseguiram a vantagem cedo demais e controlaram a partida sem riscos na primeira etapa.

"Eu não tô impedido, não! Vou fazer o gol, hein! Olha lá seu Bandeira!"

Maradona parecia calmo na volta do intervalo. Estava tudo certo! Argentina começou uma grande blitz nos primeiros minutos, bombardeando o gol de Neuer que mandava a Jabulani para todo lado! Em Buenos Aires, a torcida esperava pelo gol que certamente viria. O empate era apenas questão de tempo. Não foi.

A pressão feita com os craques Messi, Tevez e Higuían durou apenas 15 minutos. Klose, aos 23, e Friedrich, aos 29, fizeram o sorriso de Maradona sumir. Klose ainda teve tempo de fazer o quarto gol alemão e sacramentar a goleada: Alemanha 4 x 0 Argentina.

O retrato da goleada: Vibração de Klose. Decepção de Messi.

Humilhação. Gritos de Olé! Show de Schweinsteiger, Özil e Podolski. Diego Maradona pode seguir o mesmo caminho de Dunga e seu “O Grupo”. A Alemanha? Segue forte rumo ao tetra-campeonato. Schweinsteiger, 26 anos, Podolski, 25 anos, Özil, 22 anos, e Müeller, 20 anos, formam a nova geração do futebol alemão.

Enquanto Maradona e Dunga apostam nos jogadores de grupo, Joachim Löw selecionou os melhores boleiros da Alemanha. Os alemães jogam como os brasileiros um dia jogaram, eles fazem os dribles que sumiram do Brasil, mostram a ginga e o toque de bola que não sabemos mais fazer. Não sabemos? Claro que sabemos. Quem não sabe é o Felipe Melo, é o Josué, o Kleberson, o Júlio Baptista…

Alemanha 4 x 0 Argentina: Messi e Higuín parecem perdidos em campo!

Ficha técnica:

Alemanha 4 X 0 Argentina

Alemanha: Neuer, Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira (Kroos), Schweinsteiger, Özil e Müeller (Trochowski); Podolski e Klose

Técnico: Joachim Löw

Argentina: Romero, Otamendi (Pastore), Demichelis, Burdisso e Heinze; Mascherano, Maxi Rodríguez e Di Maria (Agüero); Messi, Tevez e Higuaín

Técnico: Diego Maradona

Gols da Alemanha: Müeller, aos 3 minutos iniciais. Klose, aos 23, Friedrich, aos 29, e Klose, aos 44 minutos da etapa final

Estádio: Green Point, na Cidade do Cabo / Público: 64.100

Data/hora: 03/07/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Ravshan Irmatov (Uzbequistão)

Auxiliares: Rafael Ilyasov (Uzbequistão) e Bakhadyr Kochkarov (Cazaquistão)

Cartão Amarelo: Otamendi, Mascherano (ARG) e Müller (ALE)

A torcida alemã faz a festa em Berlim: vai faltar cerveja!

E agora, Dunga?

03/07/2010

A seleção brasileira apresentou 45 minutos brilhantes contra a Holanda, fez um belo gol com Robinho e desperdiçou outras três ou quatro oportunidades de golear e decidir a classificação. Não decidiu, não goleou, mas nenhum dos 190 milhões de torcedores brasileiros demonstrava legítima preocupação durante os quinze minutos do intervalo.

Robinho: a pose até foi de "Salvador da Pátria", mas o Hexa ficou no sonho...

A escalação, tão contestada pela imprensa esportiva, estava colocando o Brasil novamente entre as quatro maiores potências do futebol mundial. Dunga já imaginava um confronto épico contra Uruguai ou Gana e uma finalíssima contra a Argentina do mui amigo Diego Maradona.

Dunga sonhava com a entrevista coletiva pós-Hexa e o encontro com os arqui-rivais: os jornalistas globais. Que momento de glória! Que momento de superação! Dunga venceu sozinho a Copa do Mundo! Ele convocou e escalou quem quis, planejou cada treinamento, criou “O Grupo”, afastou torcida e imprensa, reinventou a “Era Dunga” e seu pupilo predileto, Felipe Melo, o volante por excelência, faria o gol do título mundial!

Primeiro tempo impecável: Robinho abre o placar diante da Holanda

O treinador da seleção da brasileira sempre foi um dos cargos mais difíceis e estressantes do planeta, mas a passagem de Dunga pelo comando técnico do selecionado nacional não será marcada somente pela derrota: a insistente queda de braço com a imprensa estará sempre em pauta.

Mas não foi a cruel crítica esportiva quem o avisou para levar um parceiro ou até um substituto para Kaká; não foram os jornalistas que o avisaram da falta de controle emocional do super-volante-leão-de-chácara Felipe Melo e não foram os especialistas que se mostraram preocupados com a falta de opção ofensiva do Brasil?

Erro fatal: Júlio César e Felipe Melo não encontram a Jabulani!

Abre o olho! Defesa brasileira falhou muito contra a Holanda!

Bola dentro do gol brasileiro: Lúcio se desespera com a falha ridícula!

A eliminação precoce irá desencadear uma verdadeira caça às bruxas e os culpados serão queimados nas páginas dos cadernos esportivos e, dessa vez, com o terrível agravante da mágoa pessoal e da mútua falta de respeito entre imprensa e comissão técnica.

O que aconteceu no segundo tempo com os consagrados jogadores da seleção brasileira? O que ocorreu naquele vestiário? A crença na vitória era tão óbvia que o time não precisava mais jogar futebol? Essas questões serão debatidas nos programas esportivos até o limite da exaustão física. Jornalistas, críticos, ex-treinadores, ex-jogadores, entendidos, músicos engraçadinhos e blogueiros irão se confrontar no campo das hipóteses infinitas!

E agora, Dunga? E agora, Felipe Melo? E agora, Júlio César?

Melhor do Mundo? É preciso mostrar em campo! Frango histórico!

Ficha técnica:

Holanda 2 X 1 Brasil

Holanda: Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Ooijer e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong, Sneijder e Kuyt; Van Persie (Huntelaar) e Robben

Técnico: Bert van Marwijk

Brasil: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (Gilberto); Gilberto SIlva, Felipe Melo, Daniel Alves e Kaká; Robinho e Luis Fabiano (Nilmar)

Técnico: Dunga

Gols da Holanda: Na etapa final, Felipe Melo (contra), aos 8 minutos, e Sneijder, aos 22 minutos

Gol do Brasil: Robinho, aos dez minutos iniciais

Estádio: Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth / Público: 40.186

Data/hora: 02/07/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Yuichi Nishimura (JAP)

Auxiliares: Toru Sagara (JAP) e Jeong Hae-Sang (COR)

Cartão Amarelo: Heitinga, Van der Wiel, De Jong, Ooijer (HOL); Michel Bastos (BRA)

Cartão Vermelho: Felipe Melo (BRA)

Luis Fabiano e Kaká comandam a vitória brasileira

28/06/2010

Só faltou o gol: Kaká dominou o meio de campo contra o Chile

O técnico Marcelo Bielsa, apelidado de El Loco Bielsa na Argentina, de louco não tem nada e por isso armou a equipe chilena para tentar surpreender o Brasil logo nos minutos iniciais. A ideia de Bielsa, muito coerente, era fazer 1 a 0, deixar os discípulos de Dunga nervosos e explorar os contra-ataques com Alexis Sánchez e Suazo. O Chile marcava forte com duas linhas de quatro e estava preparado para enfrentar o meio-campo brasileiro.

Bielsa só não contava com a ausência de Felipe Melo, poupado, machucado, cortado… isso não importa! O que importa é que Daniel Alves, pela direita, Kaká, centralizado, e Ramires, pela esquerda, não guardavam suas posições iniciais e trocavam de lado a todo instante. Demorou um tempo para a marcação chilena achar o jogo brasileiro e quando isso aconteceu outra arma mortal da seleção funcionou: a bola aérea!

Gooooooool! Juan sobe sozinho e estufa as redes chilenas!

Até a cobrança de escanteio, aos 34 minutos do primeiro tempo, tudo estava se desenrolando bem dentro do plano traçado por Bielsa, mas Juan tratou de aniquilar as pretensões chilenas ao escorar cobrança de escanteio e abrir o placar.

A estratégia desmoronou e três minutos depois, Kaká deixou Luis Fabiano na cara do gol. O Fabuloso driblou Bravo, ajeitou o corpo, deu um tapinha de leve na Jabulani e foi agradecer o excelente passe do camisa 10 brasileiro.

Sem afobação: Luis Fabiano passa por Bravo e empurra a bola com carinho

No segundo tempo, a pergunta nas mesas dos bares era só uma: “Vamos ganhar de quanto?” Quem apostou em 3 a 0 acertou em cheio! Ramires levou o terceiro cartão amarelo e vai fazer muita falta contra a Holanda. E sem trocadilhos, por favor!

Ao contrário do truculento Felipe Melo que só sabe bater e tocar a bola lateralmente, Ramires fecha a entrada da área brasileira e ainda avança em velocidade quando tem a posse de bola. E foi numa dessas arrancadas do ex-cruzeirense que Robinho aproveitou para dar números finais a partida: Brasil 3 x 0 Chile.

Na entrevista coletiva, após o jogo, Dunga disse que arma a equipe para cada confronto e que irá pensar em como montar a seleção para enfrentar Robben e Sneijder. Para sorte dos holandeses Ramires não joga, mas teremos Luis Fabiano, Kaká, Robinho, Lúcio, Juan, Júlio César

Kaká comemora mais uma boa atuação com a camisa 10 do Brasil

Ficha técnica:

Brasil 3 X 0 Chile

Brasil: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto SIlva, Ramires, Daniel Alves e Kaká (Kleberson); Robinho (Gilberto) e Luis Fabiano (Nilmar)

Técnico: Dunga

Chile: Bravo, Isla (Millar), Contreras (Rodrigo Tello), Jara e Fuentes; Carmona, Vidal e Beausejour; Sánchez, Suazo e Mark González (Valdivia)

Técnico: Marcelo Bielsa

Gols do Brasil: Juan, aos 34, e Luis Fabiano, aos 37 minutos iniciais. Robinho, aos 14 minutos do segundo tempo

Estádio: Ellis Park, em Joanesburgo

Data/hora: 28/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Howard Webb (ING)

Auxiliares: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING)

Cartão Amarelo: Kaká, Ramires (BRA) e Vidal, Fuentes, Millar (CHI)

Pedala, Robinho! O santista é esperança de gols contra a Holanda!

Robben + Sneijder = bom futebol!

28/06/2010

Arjen Robben: esse sabe tratar a Jabulani com carinho!

O técnico holandês Bert van Marwijk estava esperando por Arjen Robben, a torcida holandesa queria ver Robben em ação e até Sneijder, finalmente, encontrou alguém para dialogar no meio de campo laranja. A Holanda ataca em peso e defende em bloco, parece uma massa laranja e compacta.

A marcação começa na saída de bola adversária com Van Persie, Robben, Sneidjer e Kuyt. Qualquer descuido resulta em rápido contra-ataque com três, quatro, cinco holandeses e os passes precisos de Sneijder agora encontram os pés de Robben.

A seleção holandesa dominou completamente o primeiro tempo e podia ter resolvido a classificação em lances individuais da dupla Robben-Sneijder, mas o goleiro Mucha não entrou em campo para ser um mero expectador e fez questão de sujar o uniforme. Só não teve como evitar o belo gol de Robben, após um passe milimétrico de Sneijder.

Robben em ação: jogada tradicional e bola na rede!

A pressão holandesa não resultou em bola na rede e o intervalo fez bem aos eslovacos que voltaram com mais disposição para a etapa final ou, quem sabe, acreditando que outra zebra era possível, afinal não estamos na África?

A Eslováquia eliminou a Itália do mundial contado com os gols de Vittek. Mas nessa tarde o artilheiro eslovaco demorou a brilhar e desperdiçou duas boas chances, dentro da área, quando a Holanda vencia por 1 a 0 e buscava apenas o contra-ataque.

O jogo estava aberto, mas as duas equipes falhavam na hora do arremate e somente aos 39 minutos Sneijder fez o gol da tranquilidade holandesa. Ainda teve tempo para Vittek sofrer e cobrar um pênalti aos 48, mas a sorte já estava lançada: Holanda 2 x 1 Eslováquia.

Os holandeses cruzam o caminho do Brasil e de Dunga mais uma vez.

Sneijder + Robben = preocupação para Lúcio e Juan!

Ficha técnica:

Holanda 2 X 1 Eslováquia

Holanda: Stekelenburg, Van der Wiel, Hitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong e Sneijder; Kuyt, Van Persie (Huntelaar) e Robben (Elia)

Técnico: Bert van Marwijk

Eslováquia: Mucha; Pekarik, Skrtel, Durica e Zabavnik (Jakubko): Kucka, Stoch, Weiss e Hamsik (Sapara); Jendrisek (Kopunek) e Vittek

Técnico: Vladimir Weiss

Gols da Holanda: Robben, aos 18 minutos iniciais, e Sneijder, aos 39 da etapa final

Gol da Eslováquia: Vittek, de pênalti, aos 48 minutos do segundo tempo

Estádio: Moses Madhida, em Durban

Data/hora: 28/06/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Alberto Undiano (ESP)

Auxiliares: Fermin Martinez (ESP) e Juan Carlos Yuste Jimenez (ESP)

Cartão Amarelo: Robben, Stekelenburg (HOL), Kucka, Kopunek e Skrtel (ESL)

As holandesas eram só felicidade no estádio Moses Madhida, em Durban

Empate com sotaque português!

26/06/2010

Brasil e Portugal fazem jogo amarrado e o empate ficou de bom tamanho

Portugal entrou em campo para segurar o zero a zero que garantiria a classificação para a próxima fase da Copa do Mundo. A seleção de Dunga dominou a primeira etapa e chegou a colocar uma bola na trave com Nilmar – que jogou bem no lugar de Robinho, poupado. Os portugueses apostavam no contra-ataque e no talento de Cristiano Ronaldo, isolado na frente e travando bom duelo com Lúcio.

Na volta do intervalo, o técnico português Carlos Queiroz surpreendeu, avançou o time e ocupou o meio de campo encurralando os brasileiros na defesa. E não fosse uma fantástica defesa de Júlio César em arremate de Raul Meireles, na pequena área, aos 15 minutos do segundo tempo, o Brasil teria perdido o jogo, a invencibilidade no mundial e a liderança do Grupo G.

Incrível! Raul Meireles não acredita na sensacional defesa de Júlio César

O empate acabou sendo o resultado mais justo e até certo ponto bom para o Brasil que jogou sem Robinho, poupado com dores musculares, Elano, contundido, e Kaká, suspenso devido ao cartão vermelho recebido contra a Costa do Marfim. Brasil e Portugal estão invictos e classificados.

Uma notícia abalou a seleção brasileira: Felipe Melo, o nosso camisa 5, grande jogador, está contundido e talvez, eu disse talvez, não entre em campo contra o Chile, em duelo válido pelas Oitavas de final da Copa do Mundo! Que notícia! Que informação! Os chilenos devem estar desesperados! Eles contavam com o reforço de Felipe Melo, o carniceiro da Gávea. E o torcedor brasileiro? Triste? Preocupado?

Só o Dunga

Sorrisos pela classificação e por Cristiano Ronaldo!

Classificação do Grupo G:

Seleção Pontos Jogos Vitória Empate Derrota GP GC Saldo
Brasil 7 3 2 1 0 5 2 3
Portugal 5 3 1 2 0 7 0 7
Costa do Marfim 4 3 1 1 1 4 3 +1
Coréia do Norte 0 3 0 0 3 1 12 -11

Cristiano Ronaldo e Lúcio: Quem foi melhor?

Ficha técnica:

Brasil 0 X 0 Portugal

Brasil: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto SIlva, Felipe Melo (Josué), Daniel Alves e Julio Baptista (Ramires); Nilmar e Luis Fabiano (Grafite)

Técnico: Dunga

Portugal: Eduardo; Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fábio Coentrão; Pepe (Pedro Mendes), Tiago, Danny, Raul Meireles (Veloso), Duda (Simão); Cristiano Ronaldo

Técnico: Carlos Queiroz

Estádio: Moses Mabhida, em Durban / Público: 67.712

Data/hora: 25/06/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Benito Archundia (MEX)

Auxiliares: Marvin Torrentera (MEX) e Hector Vergara (CAN)

Cartão Amarelo: Duda, Tiago, Pepe, Coentrão (Portugal); Luis Fabiano, Juan, Felipe Melo (Brasil)

Bela imagem da torcida da Costa do Marfim!

Costa do Marfim vence na despedida do mundial!

A Costa do Marfim de Drogba e Kalou fez o que precisava: vencer por um bom placar a fraca Coréia do Norte. Mas o empate entre brasileiros e portugueses eliminou mais uma seleção africana do mundial. A desastrosa goleada de 7 a 0, sofrida para Portugal, deixou os norte-coreanos como donos da pior campanha entre as 32 seleções da Copa do Mundo 2010.

Os marfinenses preferiram colocar a culpa na sorte! O Grupo G era mesmo considerado o mais difícil do mundial, o chamado “Grupo da Morte”, e vitórias contra Portugal e Brasil eram apenas sonhos para o técnico Sven-Goran Eriksson.

"Vamos, vamos!" A Costa do Marfim manteve a esperança até o fim

Ficha técnica:

Costa do Marfim 3 X 0 Coréia do Norte

Costa do Marfim: Barry; Eboué, Kolo Touré, Zokora e Boka; Yaya Touré, Romaric (Doumbia) e Tioté; Keita (Kalou), Gervinho (Dindane) e Drogba

Técnico: Sven-Goran Eriksson

Coréia do Norte: Ri Myong Guk; Cha Jong Hyok, Pak Chol Jin, Ri Jun II, Ji Yun Nam e Ri Kwang Chon; An Yong Hak, Pak Nam Chol, Hong Yong Jo e Mun In Guk (Choe Kum Chol); Jong Tae Se

Técnico: Kim Jong Hun

Gols da Costa do Marfim: Yaya Touré, aos 13 e Romaric, aos 19 minutos iniciais. Kalou aos 36 minutos do segundo tempo

Estádio: Mbombela, em Nelspruit / Publico: 34.763

Data/hora: 25/06/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Alberto Undiano (ESP)

Auxiliares: Fermin Martinez (ESP) e Juan Carlos Yuste Jimenez (ESP)

Cartão Amarelo: Nenhum

É preciso saber vencer!

22/06/2010

Será que o Dunga um dia aprenderá a vencer?

A bela vitória da seleção brasileira e até mesmo os golaços do Luís Fabiano e a injusta expulsão de Kaká ficarão em segundo plano, pois o foco deste texto é a inexistente capacidade de adaptação do técnico brasileiro Dunga. Aprendemos na escola que é preciso saber perder. Algumas pessoas vieram ao mundo para vencer ou vencer, e aprendem rápido como se portar na derrota e como se portar na vitória.

Dunga recebeu toda a carga da derrota da seleção na Copa do Mundo de 90 e “A Era Dunga” o perseguiu durante quatro anos. A imprensa o perseguiu durante quatro anos. A volta por cima aconteceu em grande estilo e Carlos Caetano Bledorn Verri entrou para a eterna galeria dos vencedores no futebol brasileiro. Dunga (1994), Cafu (2002), Bellini (1958), Mauro (1962) e Carlos Alberto (1970) estão eternizados na mente dos torcedores brasileiros e nada pode tirar essa vitória do sisudo volante.

Em 1994, Romário e Branco observam Dunga com a Taça Fifa

Comandando a seleção brasileira, Dunga foi Campeão da Copa América, Campeão da Copa das Confederações e classificou o Brasil em primeiro lugar nas eliminatórias sul-americanas, ou seja, venceu tudo o que disputou e convocou quem quis para a Copa do Mundo. Após duas vitórias e uma boa atuação diante da forte Costa do Marfim do artilheiro Drogba, Dunga perdeu o pouco de compostura que lhe restara e desandou a xingar o apresentador Alex Escobar da Rede Globo.

Não entro aqui no mérito do que o Escobar fez para merecer palavras tão gentis, a defesa diz que ele falava ao telefone com outro colega de emissora, o que impressiona é o destempero e a falta de postura do técnico da seleção brasileira. Ele estava nervoso daquela maneira depois de uma vitória… já imaginaram o que ele fará diante de uma possível eliminação no mata-mata?

Imagem rara, muito rara: Dunga com sorriso largo!

Esse episódio me fez lembrar uma cena do filme “Um drink no Inferno” (From dusk till dawn, 1996), escrito por Quentin Tarantino e dirigido por Robert Rodriguez – infelizmente esse filme não foi lançado em DVD no Brasil. Na referida cena, um dos personagens consegue escapar do cerco policial e fugir para o México. Ao chegar num bar para comemorar, Seth arruma confusão com o primeiro que aparece e está pronto para mais uma briga. O personagem de Harvey Keitel que o acompanha pergunta:

– Você está tão acostumado a perder que não percebe quando ganhou?

Pois essa pergunta poderia ser feita ao técnico da seleção brasileira:

– Dunga, você está tão acostumado a perder que não percebe quando está ganhando?

Ficha técnica:

Brasil 3 X 1 Costa do Marfim

Brasil: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto SIlva, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves); e Kaká; Robinho (Ramires) e Luis Fabiano

Técnico: Dunga

Costa do Marfim: Boubacar Barry, Demel, Kolo Touré, Zokora e Tiéné; Yaya Touré, Eboué e Tioté; Dindane (Gervinho), Drogba e Kalou (Keita)

Técnico: Sven-Goran Eriksson

Gols do Brasil: Luis Fabiano, aos 24 minutos iniciais, e aos seis do segundo tempo; Elano, aos 17 minutos da segunda etapa

Gol da Costa do Marfim: Drogba, aos 33 minutos da etapa final

Estádio: Soccer City, em Joanesburgo / Público: 84.455

Data/hora: 20/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Stephane Lannoy (FRA)

Auxiliares: Eric Dansault e Laurent Ugo (FRA)

Cartão Amarelo: Tiéné, Keita, Tioté (Costa do Marfim) e Kaká (Brasil)

Hum, sem comentários...

Portugal aplica a maior goleada da Copa do Mundo 2010!

A média de gols da primeira rodada foi decepcionante, 1,5 gol/jogo, e apenas a goleada da Alemanha, 4 a 0 na Austrália, deu trabalho para os editores de imagem. A seleção portuguesa decidiu abrir a caixa de ferramentas e desceu o sarrafo na Coréia do Norte: 7 a 0.

A preocupação agora é com a segurança dos jogadores norte-coreanos, já que não sabemos qual a reação do ditador Kim Jong Il ao resultado da humilhante partida. Foi a primeira vez que a seleção jogou com transmissão ao vivo para o país.

Classificação do Grupo G:

Seleção Pontos Jogos Vitória Empate Derrota GP GC Saldo
Brasil 6 2 2 0 0 5 2 3
Portugal 4 2 1 1 0 7 0 7
Costa do Marfim 1 2 0 1 1 1 3 -2
Coréia do Norte 0 2 0 0 2 1 9 -8

Cristiano Ronaldo faz malabarismo com a bola antes do gol

Ficha técnica:

Portugal 7 X 0 Coréia do Norte

Portugal: Eduardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fabio Coentrão; Pedro Mendes, Raul Meireles (Miguel Veloso) e Tiago; Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida (Liedson) e Simão (Duda)

Técnico: Carlos Queiroz

Coréia do Norte: Myonge Guk, Jong Hyok (Song Chol), Chol Jin, Jun Il, Nam Chol (Kum Il) e Kwang Chon; In Guk (Yong Jun), Yun Nam, Yong Jo e Yong Hak; Tae Se

Técnico: Kim Jong Hun

Gols de Portugal: Raul Meireles, aos 29 iniciais; Simão, aos oito, Hugo Almeida, aos nove, Tiago, aos 12, Liedson, aos 35, Cristiano Ronaldo, aos 42, e Tiago, aos 44 do segundo tempo

Estádio: Green Point, na Cidade do Cabo

Data/hora: 21/06/2010 – 8h30m (de Brasília)

Árbitro: Pablo Pozo (CHI)

Auxiliares: Patrício Basualto (CHI) e Francisco Mondria (CHI)

Cartão Amarelo: Pedro Mendes e Hugo Almeida (Portugal); Pak Chol Jin e Yong Jo (Coreia do Norte)

Cartão Vermelho: Kaká (Brasil)

Cristiano Ronaldo é só alegria com a goleada portuguesa

Brasil vence sem mostrar bom futebol

16/06/2010

Jornal mexicano Récord critica a seleção: Jogue melhor e não chores!

A seleção brasileira conseguiu o resultado na estreia e lidera o Grupo G da Copa do Mundo, mas tanto a imprensa esportiva quanto os torcedores não ficaram nada satisfeitos com a forma de jogar do time de Dunga. Com Kaká muito marcado e pouco inspirado, um meio campo lentíssimo composto por Felipe Melo e Gilberto Silva, e um Luís Fabiano irritado com o jejum de gols, o zero a zero do primeiro tempo foi tão chato que calou ate as vuvuzelas no estádio Ellis Park.

Dunga como era esperado não fez nenhuma substituição no intervalo e parecia tranqüilo com a apresentação do Brasil… só ele mesmo. A zebra, que estava querendo aparecer pela primeira vez no mundial, foi afastada com o “gol achado” de Maicon. Aos dez minutos, Elano fez ótimo passe para o lateral que foi a linha de fundo e bateu direto no gol. Maicon queria cruzar ou pegou errado na bola? Só a Jabulani sabe a verdade.

Desde Josimar, na Copa de 86, um lateral não fazia gol em mundiais

O gol deixou os jogadores brasileiros mais confiantes, mas os norte-coreanos continuaram com duas linhas defensivas e não queriam nada com o jogo. Robinho, único a se destacar no fraco primeiro tempo, fugiu de dois marcadores e enfiou uma bola milimétrica para Elano tocar na saída do goleiro e ampliar no Ellis Park.

Com o jogo decidido, Dunga resolveu mostrar que também pode ser ousado como técnico, e não apenas nas roupas, – vamos combinar, aquele casaco era horrível! – trocando Elano por Daniel Alves, Nilmar entrou para a saída de Kaká e finalmente, mas apenas aos 38, colocando Ramires na vaga do inoperante Felipe Melo. O Brasil foi para o ataque buscando a goleada para fazer um bom saldo de gols, mas numa bobeada da defesa, Yun Nam, aos 43, recebeu dentro da área, ganhou a disputa com Lucio e fuzilou Júlio César.

Jogadores comemoram com Elano o segundo gol brasileiro

O gol da Coréia do Norte era tudo o que a torcida brasileira não queria. O pensamento é que o Dunga nunca mais vai deixar o esquema com dois volantes de lado, e que ele irá atribuir o gol sofrido ao enfraquecimento do setor que ama: a cabeça de área. A cada falta cometida por Felipe Mello existia a esperança de que o árbitro levasse a mão ao bolso e sacasse o cartão amarelo, mas inexplicavelmente a tarjeta amarela sobrou para Ramires, vai entender.

Vitória brasileira. Simples assim, sem espetáculo, sem firulas, sem pedaladas e com a cara da seleção do Parreira. Ops!, engano, com a cara da seleção do Dunga.

Pra frente, Brasil!

A bandeira do Botafogo não poderia faltar na Copa do Mundo!

Ficha técnica:

Brasil 2 X 1 Coréia do Norte

Brasil: Júlio César; Maicon, Juan, Lúcio e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Mello (Ramires), Elano (Daniel Alves) e Kaká (Nilmar); Robinho e Luís Fabiano

Técnico: Dunga

Coréia do Norte: Myonge Guk; Jong Hyok, Chol Jin, Jun Il, Nam Chol e Kwang Chon; In Guk (Kum Il), Yun Nam, Yong Jo e Yong Hak; Tae Se.

Técnico: Kim Jong Hun

Gols do Brasil: Maicon, aos dez, Elano, aos 26 minutos do segundo tempo

Gol da Coréia do Norte: Yun Nam aos 43 minutos da etapa final

Estádio: Ellis Park, Joanesburgo

Data/hora: 15/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Viktor Kassai (HUN)

Auxiliares: Gabor Eros e Tibor Vamos (HUN)

Cartão Amarelo: Ramires (BRA)

Maicon foi eleito pela Fifa como o melhor jogador em campo