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Desandou a maionese…

09/05/2012

Crise em General Severiano! A frase mais famosa do futebol carioca voltará a ser ouvida na imprensa esportiva e deverá ser estampada, amanhã, em algum jornaleco nas bancas da cidade. Será que realmente é verdade? Tem coisas que só acontecem com o Botafogo? Vejamos a lista de situações inusitadas dessa semana para conferir a veracidade de tal afirmação. O time estava invicto nos vinte e quatro jogos disputados na temporada, venceu o Vasco de forma incontestável na final da Taça Rio, levantou o primeiro caneco do ano e com seis reservas conseguiu um bom empate em Salvador, contra o Vitória, pela Copa do Brasil.

De novo? Lucas leva outro cartão vermelho e deixa o time na mão…

Era um primeiro semestre perfeito! E eis que o desastre se encaminha lentamente às portas de General Severiano… A derrota ridícula para o Fluminense não só acabou com a invencibilidade alvinegra como soterrou o sonho do 20º título estadual. Atenções voltadas para a Copa do Brasil, certo? Lance de mudar o chip? Pois bem, vamos nessa. O gol de Elkeson animou os sempre seis mil torcedores que vão ao Engenhão e tudo estava sobre controle. O Vitória não ameaçava, o time perdia diversos contra-ataques, mas a impressão era que dessa vez tudo daria certo. Afinal, um raio não pode cair duas vezes no mesmo lugar… ou pode?

Lucas tinha amarelo, ficou na sobra do escanteio, matou o contra-ataque do tricolor com uma falta dura, no tornozelo de Tiago Neves. Falta para cartão amarelo e amarelo ele já tinha. Vermelho. O placar estava em 1 a 1, com o Botafogo pressionando em busca da vitória. Ah, vitória? O time baiano cercava, mas não incomodava Jefferson. E aí o Lucas que salvou uma bola em cima da linha pouco antes resolve imitar o uruguaio Luis Soares e mergulha para impedir o gol. Pênalti e cartão vermelho novamente. Como assim? O Lucas não tinha sido expulso no início do parágrafo? Troca o chip.

Pênalti? Parecia que tudo daria certo… Só parecia, não é Jefferson?

Não temos reserva para as duas laterais e está difícil pacas encontrar no ‘mercado da bola’ jogador com qualidade para a função. Ah, nós tínhamos o Alessandro que era perseguido pela torcida, mas sempre resolvia em campo com raça e dedicação. E agora? Onde está o chileno que foi o capitão do time sensação da América em 2011? A La U venceu o Campeonato Chileno e faturou a Copa Sul-Americana com muito futebol. Rojas era capitão e líder daquela equipe. Ah, ele jogava de lateral-esquerdo e ainda de zagueiro. E o nosso time? Chegamos na decisão contra o Fluminense de igual pra igual, mas em cinco minutos tudo mudou. Inacreditável. E contra o Vitória? Empatamos com autoridade na Bahia e levamos um passeio no Engenhão…

Seedorf? Sério? Na boa, mas muito na boa mesmo… Ah, cansei. A culpa é do Joel Santana? Cadê o Caio Júnior? Fahel? Lucio Flavio? Alessandro? Quem são os vilões agora? Tenho certeza que a torcida irá encontrar os culpados. Isso ela sabe fazer muito bem, mas apoiar o time, cantar, torcer, aplaudir… Não, não a torcida do Botafogo. Fim de primeiro semestre. Que venha o sofrimento no BR-12 e mais uma humilhação na Sul-Americana.

Fui, Fogo!

Treinador encarando a torcida no Engenhão? Já vi isso acontecer antes…

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo02: Botafogo 1 x 2 Vitória (09/05/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Vítor Júnior), Renato, Felipe Menezes (Gabriel) e Maicosuel; Elkeson (Herrera); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vitória: Douglas; Léo (Romário), Gabriel, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Rodrigo Mancha, Pedro Ken e Geovanni (Dinei); Tartá  e Neto Baiano (Mineiro)

Técnico: Renato Silva

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 20 minutos iniciais

Gols do Vitória: Pedro Ken, aos 10, e Tartá, aos 23 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Paulo César Oliveira (SP)

Cartão Amarelo: Elkeson, Brinner, Loco Abreu e Herrera (Botafogo); Rodrigo Mancha e Uelliton (Vitória);

Cartão Vermelho: Lucas (Botafogo) e Pedro Ken (Vitória)

Empate bom em Salvador

04/05/2012

O técnico Oswaldo de Oliveira não ficou satisfeito com o resultado de 1 a 1, no jogo de ida da Copa do Brasil, na quarta passada, contra o Vitória em pleno Barradão. Mas o torcedor botafoguense não deve ter do que reclamar, já que viu o time jogar bem sem cinco titulares e ainda levar a decisão da vaga para o Rio, na semana que vem no Engenhão. O treinador tem o direito e o dever de cobrar mais dos jogadores, pois sabe o que foi treinado para esse embate e, pelo jeito, ele tinha a convicção de que venceria o jogo no fim, nos contra-ataques, e assim teria uma vantagem confortável para administrar aqui em casa.

Já são 24 partidas invictas na temporada, mas o Botafogo precisa ficar atento para que a sensação de tranquilidade não se torne arrogância e sonolência. Uma derrota nos próximos três jogos pode resultar na perda da vaga na Copa do Brasil e/ou a perda do título no Campeonato Carioca. É melhor deixar o oba-oba para a torcida e os números para a análise dos jornalistas e focar apenas no adversário, um de cada vez, e sem acreditar que o time é imbatível. Pensar que o desastre pode sim acontecer é que faz as grandes empresas terem sempre um plano de contingência preparado para qualquer ‘sinistro’.

Revelado pelo time baiano, Elkeson não comemorou, mas fez o gol!

O Vitória tinha a obrigação de fazer um bom resultado atuando em casa, mas ainda pode surpreender no Rio, só que o Botafogo está jogando com autoridade e não abre espaços na defesa como antigamente. Será difícil manter essa regularidade, é fato, mas o quanto protelar a primeira derrota melhor. Serão três jogos decisivos que se tornarão em cinco se passarmos de fase na Copa do Brasil, já que o Coritiba se configura como um adversário muito perigoso e com bom elenco. E essa é a palavra mágica: elenco. Sem dinheiro para contratações em peso – como faz a Flunimed – a solução é apostar na prata da casa!

As revelações vindas da categoria de base alvinegra são uma grata surpresa e nos últimos dois anos o número de bons jogadores multiplicou. Renan já foi titular em decisão de Estadual e não é nenhuma heresia dizer que ele pode substituir Jefferson vez ou outra, e dos quatro goleiros do elenco apenas o Jefferson veio de fora do clube. Lucas Zen e Jadson são duas grandes promessas para o meio de campo que realmente podem ser muito úteis na sequência da temporada e o jovem Gabriel entrou em alguns jogos sem comprometer. Na armação temos o Jeferson e o Cidinho como opções para o 2º tempo e no ataque Caio puxa a fila com Willian e Vitinho. São esperanças para o futuro e uma economia em contratações.

Jadson quase faz um golaço em Salvador e não fosse a grande inexperiência de Willian e Vitinho o gol da vantagem poderia ter saída nos três contra-ataques que o time desperdiçou nos minutos finais no Barradão. Maicosuel estava exausto e não conseguiu comandar a puxada da forma como planejou Oswaldo e a ausência de Cidinho, já acostumado a jogar com os profissionais, também pesou para deixar o placar igual. Engraçado foi ver o Caio, fominha voraz, enlouquecer quando Vitinho chutou para fora, rente à trave, enquanto três botafoguenses despontam livres na pequena área. Será que ele se lembrou das broncas de Herrera e Loco Abreu no ano passado? E o Jobson, hein? De férias? Ele treina na Gávea?

Vamos, Fogo!

Herrera não balançou as redes, mas deu belo passe para o gol de Elkeson!

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo01: Vitória 1 x 1 Botafogo (02/05/2012)

Vitória: Renan; Léo, Victor Ramos, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Michel (Rodrigo Mancha), Pedro Ken e Geovanni (Arthur Maia); Tartá (Rildo) e Neto Baiano

Técnico: Renato Silva

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Jadson, Felipe Menezes (Caio) e Maicosuel; Elkeson (Vitinho); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Vitória: Neto Baiano, aos 31 minutos da etapa inicial

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 26 do primeiro tempo

Local: Barradão (BA)

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Cartão Amarelo: Léo e Arthur Maia (Vitória); Maicosuel, Jadson e Lucas (Botafogo)

Joguinho difícil de assistir!

05/04/2012

O Botafogo venceu de virada, tem uma grande vantagem para o jogo do Rio e o ataque voltou a marcar com Herrera. Tudo certo, certo? Não, nada parece estar no lugar certo. O time não é o melhor do Brasil e não tem o elenco dos sonhos, mas esperava-se, e espera-se, mais do trabalho da comissão técnica comandada por Oswaldo de Oliveira. Parece que esse Botafogo continua em transição ou, pior do que isso, continua sob gestão de Caio Júnior e naquela fase final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Sonolento, sem criatividade, preguiçoso e que só reage depois de ter as redes balançadas, esse Botafogo irá sofrer para superar o Guarani aqui no Engenhão e deixará a torcida com os cabelos em pé até o apito final. Haja emoção!

Nas oitavas fará jogo duro contra o Vitória e irá penar para bater o Coritiba na fase de quartas de final. Mesmo aos trancos e barrancos existe a possibilidade do Botafogo chegar até a semifinal e aí irá medir forças contra o São Paulo de Leão. O caminho será mais ou menos esse até a semifinal se nenhuma grande surpresa, ou zebra, acontecer na competição e a grande esperança da torcida reside no tempo. Sim, no tempo. Maicosuel precisa de tempo para se recuperar de lesão, Loco Abreu precisa de tempo para voltar a ser o jogador decisivo que sempre foi, Jobson precisa de tempo para entrar em forma e Oswaldo de Oliveira precisa de tempo para implementar sua metodologia de trabalho. Tempo. E ainda será preciso pensar na Taça Rio!

Gol na hora certa! Herrera decreta a vitória do Fogão em Campinas!

O esquema de jogo atual da equipe, o 4-2-3-1, foi criado por Caio Júnior para aproveitar a quantidade de meias no elenco e ainda motivada pela ótima fase do atacante uruguaio. Todo o sistema de criação armaria as jogadas para a finalização do Loco e ainda seria possível liberar os meias para atuar com liberdade e assim encostar no camisa 13 botafoguense. Funcionou e bem no ano passado, com o time sendo o líder virtual do BR-11, ou seria líder nos pontos perdidos… Tem coisas que realmente só acontecem ao Botafogo. Mas não vejo como transportar esse esquema para esse elenco e para o momento que vive o ataque alvinegro.

Com o que tem em mãos seria prudente pensar em armar a equipe no tradicional 4-4-2 e ontem foi uma grande prova disso. Herrera ficou isolado no ataque, não conseguiu pressionar a saída de bola do Guarani e os meias estavam por demais longe da área para iniciar as jogadas de contra-ataque – ninguém tinha a velocidade do Maicosuel – o que facilitou o sistema defensivo do time de Campinas. Os gols aconteceram de forma esporádica e graças à excelente atuação de Renato que foi obrigado a fazer um gol de cabeça, função de Herrera, e a realizar uma jogada de linha de fundo, supostamente trabalho para o Elkeson.

Não é possível mexer na zaga, até porque não existem peças de reposição, mas para o meio e para o ataque ainda temos algumas variáveis para o esquema. Oswaldo de Oliveira só irá alterar a equipe quando vier a primeira derrota no ano e só resta torcer para que essa derrota não venha na semifinal da Taça Rio ou para o Guarani, no Engenhão, pela Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Renato foi fundamental: um gol e um passe perfeito para Herrera marcar!

Ficha Técnica:

Fase 02-Jogo01: Guarani 1 x 2 Botafogo (04/04/2012)

Guarani: Emerson; Oziel, Domingos, Neto e Bruno Recife; Wellington Monteiro, Bruno Neves (Thiaguinho), Fábio Bahia e Danilo Sacramento; Fabinho e Bruno Mendes (Ronaldo)

Técnico: Osvaldo Alvarez

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Andrezinho, Fellype Gabriel (Caio) e Elkeson (Felipe Menezes); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Guarani: Bruno Mendes, aos 36 minutos iniciais

Gols do Botafogo: Renato, aos 44 do primeiro tempo, e Herrera, aos 22 da etapa final

Local: Brinco de Ouro da Princesa (SP)

Árbitro: Anderson Daronco (RS)

Cartão Amarelo: Thiaguinho e Oziel (Guarani); Lucas, Marcelo Mattos, Andrezinho, Renato e Jefferson (Botafogo)

Liderança estratégica

26/03/2012

O futebol vistoso exibido pelo time de Caio Júnior no início do BR-11 ainda não apareceu. A defesa segura dos tempos de Joel Santana não é a mesma de hoje. E o que importa? Ou não importa? Oswaldo de Oliveira está implantando uma mistura dos dois estilos nessa equipe, uma espécie de ‘Caio Santana’… Ou seria ‘Joel Júnior’? Uma observação atenta à distribuição dos jogadores em campo mostra um Ctrl+C Ctrl+V do esquema armado pelo Caio no ano passado aproveitando o entrosamento de meses de treino. Uma ideia interessante do atual treinador que não teve tempo para aplicar a sua ‘filosofia ao grupo’ – como diria Vanderlei Luxemburgo.

Treinar algo novo, mudar todo o esquema e jogar fora o conjunto adquirido em 2011 seria um risco altíssimo que Oswaldo resolveu não assumir. Mesmo tendo passado os últimos anos comandando equipes no Japão, ele sabe da importância dos resultados imediatos na cultura do futebol tupiniquim e a invencibilidade alvinegra na temporada é certamente motivo de orgulho nos salões de General Severiano. A torcida parece não ser tão paciente quanto os dirigentes e as cobranças começam a pipocar das vazias arquibancadas do Engenhão. Como bem definiu Joel no ano passado: “São sempre os mesmos, uma meia dúzia que só vem pro estádio pra vaiar”.

Os gols perdidos são motivo de insônia para o botafoguense, mas a falta de criatividade que se abateu sobre a equipe no fim do BR-11 parece ser coisa do passado e agora ao menos os jogadores trocam passes, envolvem as defesas adversárias e busca o gol até o apito final. Essa vontade precisa ser percebida pela torcida e a dedicação com que os atletas alvinegros correm nos minutos finais não deve ser relegada. A posse de bola está sendo cada vez maior e quando a confiança dos artilheiros retornar – Herrera é caso clássico de irritabilidade durante o jogo – os gols irão sair com naturalidade. A fase negra de Loco Abreu não irá durar muito, Maicosuel vai voltar e ainda temos um Fellype Gabriel inspirado.

Em alta com a torcida: Fellype Gabriel já fez 5 gols na Taça Rio

As carências no elenco são óbvias e a não contratação do lateral-zagueiro Rojas, da Universidade do Chile, segue um mistério insolúvel, inexplicável e terrível que assombra os porões da mítica sede alvinegra. O que terá acontecido? O time da La U é líder no nacional, está bem na Libertadores e o camisa 13 chileno ainda marcou um gol na semana passada. E ele está morrendo, hein? Esse erro pode ser fatal na reta decisiva da Taça Rio, do Estadual e nas fases agudas da Copa do Brasil. Antônio Carlos e Fábio Ferreira jogam os 90 minutos em todos os jogos e parece não haver banco para eles. Márcio Azevedo não pode ser poupado porque não tem substituto e os laterais são peças fundamentais no esquema 4-2-3-1 implantado por Oswaldo. E agora?

Agora é torcer e esperar que ninguém se arrebente lá na defesa. A corda estourou exatamente aonde temos mais atletas disponíveis: no meio-campo. A ausência de Maicosuel prejudica o time, mas a volta de Jobson e a boa fase de Fellype Gabriel estão compensando essa perda. Andrezinho joga as partidas importantes, Felipe Menezes dá conta do recado contra os pequenos e o jovem Jeferson mostra que pode ser usado durante a temporada. O que preocupa é uma possível suspensão do Marcelo Mattos que está jogando muito e tomando conta da cabeça-de-área: um leão na marcação e na cobertura da zaga. Lucas Zen fica mais confortável no lugar do Renato. E onde estará o Somália? De férias? Se o cara está no elenco, recebe salário em dia, treina com o grupo, porque não joga? Mistério!

Vamos, Fogo!

O primeiro de muitos? Jobson está sem ritmo, mas com vontade de acertar!

Ficha Técnica:

5ª Rodada: Botafogo 2 x 0 Duque de Caxias (24/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson, Felipe Menezes (Jobson) e Fellype Gabriel; Herrera (Jeferson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Duque de Caxias: Fernando; Arílson, Paulão, Fábio Aguiar e Rodrigues (Ari); Neves, Juninho, Danilo Rios (Watthimem), Raphael Augusto e Jefinho; Gilcimar (Thiago Rezende)

Técnico: Eduardo Allax

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 36 iniciais, e Jobson, aos 33 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Neves e Fernando (Duque de Caxias)

Por que é tão difícil?

23/03/2012

O que faz ser tão difícil a vida do torcedor alvinegro? Existe mesmo “coisas que só acontecem com o Botafogo?” Será essa uma verdade universal? Qual a razão para tanto pessimismo? Será algo cármico ou uma conjunção astral? Um esquadrão que teve Manga, Nílton Santos, Didi, Rildo, Zagallo, Amarildo, Quarentinha e Garrincha só conquistou dois títulos Cariocas em 61-62 e duas vezes o Torneio Rio-São Paulo em 62-64. Esse timão bateu de frente com o Santos de Pelé… Azar? É verdade que o Rio-São Paulo pode ser considerado tão difícil quanto o nacional de hoje, mas a ausência da Libertadores é inexplicável. A equipe excursionou pelo mundo inteiro encantando torcedores e jornalistas, fazendo fortuna para os dirigentes, mas e o Botafogo?

E o que falar do próximo supertime da década de 60 com Manga, Leônidas, Afonsinho, Carlos Roberto, Gérson, Roberto Miranda, Rogério, PC Caju e Jairzinho que foi bicampeão Carioca 67-68, bicampeão da Taça Guanabara 67-68, campeão do Torneio Rio-São Paulo em 66 e campeão da Taça Brasil de 68 – hoje considerado pela CBF como o primeiro título nacional do Botafogo – mas que entrou no boicote dos clubes brasileiros e não disputou a Libertadores do ano seguinte… Esse time venceu tudo o que disputou, mas abriu mão de ir para o principal torneio continental quando teria todas as chances de ser campeão.

O Maior Espetáculo da Terra: Botafogo x Santos na década de 60!

Esses jogadores ganharam títulos de expressão com a camisa alvinegra, mas fica o sentimento de que poderiam ter ido mais longe. Onde está o erro? Eles deram ao Brasil três títulos mundiais e fizeram a camisa canarinho ser eternamente temida pelos quatro cantos do planeta, mas e o Botafogo? Vencemos a Copa Commebol, em 93, com um time de garotos, após o fiasco do timaço de 92 que perdeu o Brasileiro de forma vergonhosa. Quem diria que aquele elenco, montado às pressas e com jogadores sem relevância no cenário nacional iria trazer ao Glorioso um título continental? Suélio, Eliel, Marcos Paulo, William Bacana, Nelson, Clei… não vejo o nome deles em General Severiano e, no entanto, levantaram uma taça inédita para o clube, um feito até hoje sequer igualado.

Medalhões como Dodô, Reinaldo, Lucio Flavio, Guilherme, Luizão e tantos outros que passaram pelo clube e que no máximo colocaram na sala de troféus três vezes a Taça Guanabara, três vezes a Taça Rio e dois minguados títulos Cariocas. Será que essa geração atual irá fazer o mesmo papelão? Temos no elenco uma química que costuma dar certo em todos os times do mundo: jogadores de seleção, já experientes, junto com outros que são jovens promessas e ainda um treinador com currículo vitorioso. O que pode dar errado?

Taça Guanabara 2010: início da conquista do Carioca e só...

Analisando o elenco atual podemos esperar mais do que apenas dois empates, em 1 a 1, e uma classificação suada nos pênaltis, diante do Treze, pela Copa do Brasil. A defesa conta com atletas mais do que rodados no cenário nacional: Jefferson foi campeão Mundial Sub-20 e do Clássico das Américas pela Seleção Brasileira, Antônio Carlos foi duas vezes campeão Carioca e tem um título do Paranaense, Fábio Ferreira já venceu um Campeonato Brasileiro e o contestado Márcio Azevedo conquistou o Campeonato Cearense e o Campeonato Paranaense.

Olhando para a escalação do meio de campo a qualidade dos jogadores é incontestável: Marcelo Mattos tem um Paulista e um Brasileiro, Maicosuel venceu um Paranaense e um Mineiro, Elkeson foi bicampeão do Baiano e ainda campeão do Campeonato do Nordeste em 2010, Felipe Menezes levou duas vezes a Taça da Liga de Portugal e foi campeão português com o Benfica e Fellype Gabriel foi campeão Carioca, da Copa do Brasil e levantou três importantes canecos no Japão: Copa do Imperador, Supercopa Japonesa e a Copa da Liga do Japão. O nosso camisa 10 está acostumado a decidir e a vencer, só no Internacional Andrezinho levantou três vezes o Gaúcho e ainda a Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana, a Copa Suruga Bank e a Libertadores.

Jogador habilidoso, Renato sofre com os gramados ruins...

Ainda no meio-campo, Renato é um caso à parte já que venceu praticamente tudo o que disputou: dois Brasileiros pelo Santos e ainda foi duas vezes campeão da Copa da Uefa, bicampeão da Copa do Rei, campeão da Supercopa Européia e campeão da Supercopa da Espanha pelo Sevilla, ufa! E não acabou! O camisa 8 levou a Copa América e a Copa das Confederações pela Seleção Brasileira. A dupla de ataque alvinegra é a mais experiente da década com Herrera e Loco Abreu. O argentino levou um Gaúcho e foi ídolo no Corinthians no título da Série B do Brasileiro. E o que falar de Abreu? Para ficar apenas no seu time do coração, o Nacional de Montevidéu, conquistou três campeonatos uruguaios e pela seleção foi campeão da Copa América, no ano passado, e ficou em 4º lugar na Copa do Mundo em 2010.

E o treinador? Oswaldo de Oliveira levou suas equipes a conquistar títulos como o Campeonato Paulista, o Supercampeonato Paulista, duas vezes o Campeonato Brasileiro, o Mundial Interclubes da Fifa, a Copa Mercosul e ainda três vezes o Campeonato Japonês, duas vezes a Copa do Imperador e para fechar duas vezes a Supercopa do Japão. O que falta para que esse time jogue de acordo com as peças que estão disponíveis? O elenco não é ruim como gostam de criticar os corneteiros de plantão. Acredito em título no Campeonato Carioca e em uma final na Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Precisava ser tão difícil? Jogadores comemoram a classificação contra o Treze.

Ficha Técnica:

Fase 01-Jogo02: Botafogo 1x 1 Treze (21/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Andrezinho e Fellype Gabriel (Caio); Herrera (Jobson) e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Saulo; Amaral (Neto Maranhão), Carlos Alberto, Rone Dias e Doda; Márcio Carioca (Léo Rocha) e Vavá (Thiago Cunha)

Técnico: Marcelo Vilar

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 21 do primeiro tempo

Gol do Treze: Amaral, aos dois minutos iniciais

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Ronan Marques da Rosa (SC)

Cartão Amarelo: Márcio Azevedo, Lucas e Jobson (Botafogo); Doda, Vavá, Carlos Alberto e Neto Maranhão (Treze)

Cartão Vermelho: Carlos Alberto (Treze)

Jefferson salva o Botafogo de um vexame histórico no Engenhão!

Fase 01-Jogo01: Treze 1x 1 Botafogo (14/03/2012)

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Cleiton Cearense (Saulo); Amaral, Carlos Alberto, Rone Dias e Doda (Léo Rocha); Márcio Carioca (Manu) e Vavá

Técnico: Marcelo Vilar

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Caio) e Cidinho (Maicosuel/Jobson) e Elkeson; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Treze: Manu, aos 48 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Herrera, aos 21 minutos do segundo tempo

Local: Almeidão, João Pessoa (PB)

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)

Cartão Amarelo: Herrera, Felipe Menezes, Lucas (Botafogo); Vavá (Treze)

O Engenhão faz a diferença?

18/03/2012

A vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, pela 4ª rodada da Taça Rio, levanta uma questão interessante sobre esse novo Botafogo que se desenha sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira: o time só joga bem no Engenhão? Ou podemos perguntar de forma mais direta: o time só joga bem se o gramado estiver em bom estado? Não que a exibição tenha sido de gala, longe disso, mas ao menos vimos toque de bola, boa movimentação e os gols surgiram de jogadas trabalhadas pelo chão e não somente levantamentos forçados para a área.

Os empates em 1 a 1 com o Bangu, na rodada passada, e com o Treze, este pela Copa do Brasil, mostraram uma equipe muito irritada com a dificuldade de domínio de bola e que forçava os chutões para frente de qualquer jeito. A redonda parecia queimar nos pés dos botafoguenses, nada dava certo, nenhuma jogada era construída e não víamos sequer um esboço de trama ensaiada nos treinamentos. Jogadores como Loco Abreu, Herrera, Renato, Lucas e Elkeson gostam de ficar com a bola dominada e parecem não saber o que fazer para jogar nesses gramados.

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

A Copa do Brasil na fase inicial será jogada em estádios acanhados, com iluminação deficitária e muito, mas muito buraco para fazer a pelota pular como pipoca! E não adianta reclamar. Se passar pelo Treze na quarta, o Botafogo irá pegar o Guarani, sexto colocado no Campeonato Paulista, lá no Brinco de Ouro, um estádio acanhado e que se transformará num verdadeiro caldeirão. Neste ano o time de Campinas arrancou um empate com o São Paulo em pleno Morumbi e também com o Corinthians no Pacaembu, ou seja, é uma equipe acostumada a enfrentar os grandes sem tremer.

O Vasco dificultou a vitória alvinegra, mas duas interpretações equivocadas do árbitro João Batista de Arruda – que até apitou bem a partida – poderiam deixar o placar mais elástico. Fagner deu uma cotovelada no Márcio Azevedo, ainda no primeiro tempo, e deveria ter sido expulso. O juiz deu falta do lateral alvinegro de forma inexplicável. O segundo lance aconteceu quando Andrezinho puxava contra-ataque perigoso e foi derrubado por Diego Souza por trás. O camisa 10 vascaíno já tinha amarelo e tinha que ser expulso! O juiz se acovardou totalmente e mandou o jogo seguir. Uma vergonha!

Ainda sobre o jogo, Oswaldo poderia ter lançado Caio um pouco mais cedo no lugar do Elkeson que perdeu outro gol inacreditável! Jobson também desperdiçou duas chances e perdemos a oportunidade de fazer mais três gols e devolver a goleada de 2010. Faltou ambição, mas os três pontos vieram. Agora é preciso focar na ‘decisão’ contra o poderoso Treze e carimbar a classificação na competição nacional. Temos que chegar ao menos na final da Copa do Brasil para brigar pelo título inédito!

Vamos, Fogo!

Bancado pelo treinador, Fellype Gabriel mostra o cartão de visitas!

Bancado por Oswaldo, o jogador mostra seu cartão de visitas!

Ficha Técnica:

4ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Vasco (18/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho e Fellype Gabriel (Lucas Zen); Herrera (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vasco: Fernando Prass; Fagner, Douglas, Rodolfo e Dieyson; Rômulo, Fellipe Bastos, Juninho e Allan (William Barbio); Éder Luis e Diego Souza

Técnico: Cristovão Borges

Gol do Vasco: Felipe Bastos, aos dois minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 33 e 37 iniciais, e aos 26 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Márcio Azevedo (Botafogo); Allan, Diego Souza, Dieyson, Fagner, Fellipe Bastos e Rodolfo (Vasco)

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

3ª Rodada: Bangu 1 x 1 Botafogo (10/03/2012)

Bangu: Willian; China (Gedeílson), Raphael Azevedo, Santiago e Renan Oliveira; Oliveira, André Barreto, Thiago Galhardo (Luciano) e Almir (Gabriel); Fabinho e Sérgio Júnior

Técnico: Cleimar Rocha

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Jeferson) e Caio (Cidinho); Herrera e Loco Abreu (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Bangu: Almir, aos 29 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Cidinho, aos 28 do segundo tempo

Local: Moça Bonita (RJ)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

Cartão Amarelo: Thiago Galhardo, China, Oliveira e Luciano (Bangu); Herrera (Botafogo)

Firme na liderança do grupo

05/03/2012

O importante é vencer, sempre. Não importa o que digam os críticos, os pseudo-especialistas ou corneteiros de plantão, arrumar o time com vitórias é muito melhor do que trabalhar sob a pressão da derrota. A defesa falhou nos últimos três jogos e o Oswaldo de Oliveira está tentando entender o que está acontecendo com a nossa dupla de zaga. Será falha apenas dos zagueiros ou a cobertura anda ineficiente? Só é possível identificar e corrigir essas falhas com treinos e mais treinos. E como treinar com esse calendário? Essa será uma semana cheia – como se diz na linguagem dos boleiros. O Botafogo só entra em ação no sábado e, finalmente, o treinador poderá debater, pensar, analisar e mostrar ao grupo o modo certo de se portar em campo.

Uma atenção especial deve ser dada ao sistema defensivo. O gol sofrido ontem pode ser bizarro, como insinuou Jefferson, mas foi fruto de erro na marcação do atacante adversário que subiu livre para cabecear. Levamos um gol semelhante contra o fraco Americano, na rodada de abertura da Taça Rio, e fomos eliminados da final da Taça Guanabara pelo time das Laranjeiras graças à um erro infantil na hora de armar a chamada linha burra: Márcio Azevedo não saiu junto com os companheiros e Leandro Eusébio tinha condição legal de jogo.

Erros como esse podem ser superados num torneio baba como a Taça Rio, mas serão fatais na Copa do Brasil. Todos os times pequenos jogarão fechados atrás da linha da bola e esperarão pelo contra-ataque certo na esperança da defesa alvinegra falhar. Para isso outro fundamento precisa estar em alta: as finalizações! Não é de hoje que o ataque vem perdendo inúmeras chances de gol. Todos gostam de lembrar que o time está criando muito e isso é bom. Sim, é bom criar chances clara de gol, mas é melhor ainda fazer os gols. Loco Abreu e Herrera perderam três gols ontem e isso vem desde o início da temporada. Poderíamos ter metido uma goleada histórica no time da Gávea, na Taça Guanabara, não fossem os incríveis gols perdidos pelo uruguaio.

Oswaldo de Oliveira parece ser o técnico certo para esse elenco!

Oswaldo de Oliveira parece ser o técnico certo para esse elenco!

Sei que estou apenas apontando os erros e defeitos da equipe aqui, mas como a comissão técnica terá uma semana para avaliar e trabalhar, bem, não custa ajudar, né? Ah, ninguém lerá esse texto? Tudo certo, ao menos fiz a minha parte. Olhando pelo aspecto positivo é preciso lembrar as importantes ausências de Maicosuel, Elkeson e Andrezinho. As duas vitórias foram construídas com a ajuda dos reservas e isso é muito, muito bom. Dá moral para o grupo e mostra que o trabalho de contratação foi acertado. Felipe Menezes pode não ser o camisa 10 dos sonhos do torcedor botafoguense, mas não se esconde do jogo e o xará Gabriel corre o tempo todo e busca as jogadas ofensivas sem irritantes toques laterais.

Não, não estou me esquecendo dele, não senhor! Deixei o melhor para o final, apenas isso. Jobson vem aí! Rufem os tambores! Preparem os balões! Estourem os fogos de artifício! O garoto está voando nos treinos e acredito piamente que esse será o ano dele. Jobson é rápido, habilidoso, chuta com as duas pernas e não tem medo de cara feia! Se conseguir focar apenas no futebol é nome certo na Copa do Mundo de 2014. Ilusão? Sonho? Nada disso, o cara joga muito e precisa estourar de vez na carreira. Agora é momento certo para isso.

Vamos, Fogo!

Ainda é reserva? Herrera já soma sete gols no Estadual!

Ficha Técnica:

2ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Volta Redonda (04/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Fellype Gabriel (Caio) e Felipe Menezes (Lucas Zen); Herrera e Loco Abreu (Wilian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Volta Redonda: Douglas; Marquinhos (Henrique), Robson, Naldo e João Paulo; Roberto Andrade, Manteiga, Rafael Granja e Gláuber (Anderson Gomes); Joabe e Jhonnattann (Júlio Cezar)

Técnico: Ricardo Drubscky

Gol do Volta Redonda: Jefferson contra, aos 37 do primeiro tempo

Gols do Botafogo: Herrera, aos 16 iniciais e aos 31 minutos do segundo tempo, e Antônio Carlos, aos 44 finais

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Fellype Gabriel (Botafogo); Manteiga, Anderson Gomes e Naldo (Volta Redonda)

Bonita homenagem da diretoria ao torcedor-símbolo do Botafogo!

Bonita homenagem da diretoria ao torcedor-símbolo do Botafogo!

1ª Rodada: Americano 2 x 4 Botafogo (01/03/2012)

Americano: Erivélton; Alex, Adalberto, Ricardo Braz e Marcos Felipe (Ronan); Rhayner, Caetano (Marconi), Jader e Pachola; Hugo e Tardelly (Adão)

Técnico: Luis Antônio Zaluar

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Fellype Gabriel (Lucas Zen) e Andrezinho (Felipe Menezes); Wilian (Caio) e Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gols do Americano: Marcos Felipe, aos oito iniciais, e Hugo, aos 35 minutos da etapa final

Gols do Botafogo: Fellype Gabriel, aos 31 do primeiro tempo, Renato, aos 28, Herrera, aos 32, e Caio, aos 45 do segundo tempo

Local: Godofredo Cruz (Campos/RJ)

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Cartão Amarelo: Rhayner, Marcos Felipe, Caetano, Pachola e Adalberto (Americano); Lucas e Márcio Azevedo (Botafogo)

Fechado para balanço!

27/12/2011

A placa deveria ter sido pendurada na sede do clube, em General Severiano, logo após a última rodada do BR-11, mas acredito que a decepção que tomou conta deste blog também atingiu a diretoria alvinegra. O ano começou bem, virou um caos no primeiro semestre e prometia um fechamento incrível com a vaga na Libertadores e quem sabe um título… Mas tudo ficou pelo caminho e a torcida botafoguense preferiu fechar a conta e passar a régua. Fim de ano lamentável pelas bandas de Botafogo.

Andrezinho: primeira e única contratação de impacto do Botafogo para 2012!

E o que esperar de 2012? O mundo não irá acabar – isso é certo – mas e o Botafogo no ano que vem? Já perdemos o Cortês para o São Paulo, mas logo pro São Paulo? Não tinha como vender lá pra fora? O Botafogo se apequenou com essa venda e voltou a liberar um jogador titular para uma equipe brasileira. A diretoria deu a mensagem: a estrutura ainda é de time mediano, não importa quanto de marketing se jogue no ventilador.

Podemos ainda perder um zagueiro titular e não temos peças de reposição. E quem será o novo lateral-esquerdo do time? Márcio Azevedo? Esse a torcida queimou totalmente e ele precisará de ajuda psiquiátrica para não abandonar a profissão. Ah, um profissional que não seja do Botafogo, já que ficou claro que não temos um setor de psicologia por lá. Queimar? Isso é com o Botafogo mesmo. O João Felipe não prestava e está no São Paulo! O Edson Silva não prestava e, depois de se destacar no Figueirense, está no São Paulo. O que será que acontece lá no São Paulo?

Nem tudo está perdido! Marcelo Mattos tem longo contrato com o Fogão!

Andrezinho é um bom nome e ninguém discorda disso. O meio de campo ficará fortalecido e com muitas opções para o novo treinador usar sua “filosofia de trabalho”. Marcelo Mattos e Renato são titulares indiscutíveis, mas contam com a sombra do bom Lucas Zen que pode substituir os dois e fazer as duas funções por ali. Finalmente teremos alguém que saiba armar as jogadas e que pense o jogo. Andrezinho pode ajudar o Renato no combate e ainda partir para o ataque. Felipe Menezes não é carta fora do baralho. Ainda temos Maicosuel e Elkeson. A disputa será boa por ali.

Loco Abreu não teve um companheiro de ataque efetivo neste Campeonato Brasileiro, mas Herrera pode se recuperar e a volta de Jobson será fundamental para dar velocidade e ousadia para a equipe. Maicosuel pode subir de produção nesse cenário e Elkeson não precisa tentar salvar o ataque o tempo todo. Bem, esse é o lado positivo dessa análise… o negativo nós já conhecemos muito em 2011. Vamos esperar por um ano melhor. O Campeonato Carioca não será fácil como todos estão dizendo e a Copa do Brasil já tem um grande favorito: o São Paulo!

Que venha 2012!

Vamos, FOGO!

Um ano incomum…

25/04/2011

Desde 2006 que o torcedor do Botafogo não sabe o que é ficar de fora das finais do Campeonato Carioca, foram dois títulos e três vices nesses cinco anos, ou seja, todo ano, de um jeito ou de outro, o Fogão levantava um caneco e dava a volta olímpica. Em 2006, vencemos a Taça Guanabara e levamos o Campeonato Carioca; no ano seguinte apenas o título da Taça Rio; em 2008, vice da Taça Guanabara e Bicampeão da Taça Rio, mas ficamos sem o estadual; chega outra temporada e a história se repete: título na Taça Guanabara e vice na Taça Rio, derrota na grande final do estadual. Mas em 2010 o roteiro foi diferente: Bicampeão da Taça Guanabara, Campeão da Taça Rio e Campeão Carioca – sem a necessidade de disputar as partidas finais.

É Campeão! É Campeão! Leandro Guerreiro e a Taça Rio 2010!

Nesses anos, conquistamos um lugar cativo nas finais do estadual e lutamos pelo mesmo sucesso nos torneios nacionais. Na Copa do Brasil, naufragamos em 2006, mas avançamos até a semifinal em 2007 e em 2008, sempre sob o comando do técnico Cuca, e voltamos a cair na segunda fase, de forma vergonhosa, em 2009 e em 2010. Nesta temporada parecia que o time teria forças para engrenar, mas outra desclassificação vergonhosa aconteceu.

No Campeonato Brasileiro a luta foi ainda mais difícil, sufocante, quase trágica. Em 2006, a equipe ficou com o 12º lugar e chegou a sonhar com posições melhores durante a competição; em 2007, lideramos por oito rodadas, mas terminamos na 9º colocação; Cuca comandou a equipe novamente no ano seguinte e apesar de ser “o melhor time do Brasil” não passamos do 7º lugar, longe do título e da Libertadores; a temporada de 2009 foi muito conturbada e a luta contra o rebaixamento seguiu até a última rodada. O título Carioca de 2010 fez a torcida acreditar que o Botafogo finalmente poderia ir para a Libertadores, mas uma sequência de empates em casa e a perda de jogadores importantes nos levou até a 6ª posição. E agora? O que esperar desse time no BR-11?

Timaço que levou a Taça Rio, ficou em 3º na Copa do Brasil e foi 9º no BR-07!

A diretoria passada e a atual almejam colocar o Botafogo no cenário internacional e assim faturar com patrocínios e cotas de transmissão, mas como atingir esse objetivo? A Copa do Brasil, o chamado caminho mais curto, já se foi, mas teremos duas chances pela frente. A Copa Sul-Americana aparece como solução mais provável. Seria perfeito para o fim da temporada: conquistar um título internacional e ainda voltar para a Libertadores em 2012. Para isso é preciso jogar com inteligência, pois a competição passou a ficar valorizada depois que a Commebol decidiu dar ao campeão uma vaga na Libertadores.

O Botafogo fez sua estreia no torneio apenas na quinta edição, em 2006, e foi eliminado logo na primeira fase; em 2007, a derrota traumática, nas oitavas, para o River Plate; nos dois anos seguintes chegamos até as Quartas de final e parecia que o time tinha aprendido a jogar a competição, mas sequer nos classificamos para a edição de 2010. A Copa Sul-Americana ainda permite ao campeão disputar a Recopa Sul-Americana e a Copa Suruga Bank contra o vencedor da Copa do Japão, ou seja, visibilidade internacional e muito, muito dinheiro em premiação e cotas de TV.

Maestro alvinegro: Lucio Flavio comandava as ações no meio-campo em 2007!

O que reserva o futuro para a equipe do Botafogo? Como acreditar que o trabalho está “sendo bem feito” se abrimos mão de conquistar um título? A eliminação nas semifinais do Troféu Carlos Alberto Torres foi a quinta consecutiva na temporada. Na Europa, qualquer taça, qualquer troféu é encarado com seriedade e os clubes lutam pela possibilidade de vencer até na porrinha, mas não ficam sem dar a volta olímpica um ano inteiro!

O torcedor botafoguense está desesperado porque sabe da dificuldade do BR-11 e da falta de vontade apresentada ante a Sul-Americana. Esse descaso precisa acabar! O Botafogo precisa aprender a vencer tudo! Não interessa a competição, é preciso entrar para vencer!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

Troféu Carlos Alberto Torres – Semifinal

Botafogo 2 X 5 Boavista (23/04/2011)

Botafogo: Milton Raphael, Gilberto, Paulo Ricardo, Ulisses e Renan Lemos (Jadson); Thiago Brito, Fabiano, Jefferson (Bruno Medeiros); Vitinho (Castro); Jairo e Willian

Técnico: Eduardo Húngaro

Boavista: Thiago, Everton Silva (Thiaguinho), Bruno Costa, Santiago e Paulo Rodrigues; Julio César, Leandro Chaves (Edu Pina), Erick Flores e Tony; Leandrinho (Max) e Frontini

Técnico: Alfredo Sampaio

Gols do Botafogo: Jairo, aos nove, e Vitinho, aos 20 minutos iniciais

Local: São Januário (RJ) / Público: 900 presentes / Renda: R$ 11.120,00

Árbitro: Wagner dos Santos Rosa

Cartão Amarelo: Renan e Vitinho (Botafogo); Bruno Costa, Erick Flores, Edu Pina e Everton Silva (Boavista)

Quando o Botafogo voltará a campo?

21/04/2011

Quando o torcedor botafoguense terá o seu maior prazer de volta? Quando será possível vaiar time, treinador, dirigente e o que mais vier pela frente? Será neste sábado, pela Taça Carlos Alberto Torres? Ou apenas no mês que vem, pelo BR-11? O torcedor que vai ao Engenhão espera por isso a semana toda: “Hoje vou xingar e vaiar ate ficar rouco!” Acredito que alguns até façam fonoaudiologia, como os cantores, para poderem gritar mais alto e por mais tempo. É incrível! A pancadaria de ontem, pela Copa do Brasil, é reflexo de uma equipe nervosa e que não conta com o apoio da própria torcida quando joga em casa.

O Botafogo foi eliminado da competição na partida aqui do Rio e não lá em Florianópolis. Arbitragens polêmicas e confusão já são marcas registradas dos jogos na região Sul do Brasil. Eu não me esqueço dos dois gols legítimos anulados na final da Copa do Brasil, em 1999, contra o fraquinho Juventude – que hoje está na Série C do Brasileirão. Contra esses timinhos é preciso se impor e golear, ou ao menos vencer! E isso poderia ter acontecido se o time não tivesse que jogar contra o adversário e contra a própria torcida… Parece que esse atual torcedor alvinegro não quer vencer, não quer taças, não quer goleada, quer apenas sofrer e reclamar da vida…

Fahel jogou muito bem ontem, mas aqui no Rio seria vaiado mesmo assim...

Caio Júnior, o Ofensivo, entrou no lugar de Joel Santana, o Retranqueiro, mas é obrigado a conviver com os mesmos problemas e isso inclui a exigente torcida botafoguense. Exigente? Exigente ou burra? Exigente ou mesquinha? Exigente ou ingrata? Leandro Guerreiro foi para o Cruzeiro antes de ser crucificado como aconteceu com o Lucio Flavio. Quem bate as faltas agora? Que sabe fazer um bom lançamento? Quem cobra escanteios? Quem coloca a bola na cabeça do Loco Abreu? Quem absorve a culpa pela derrota? O Lucio Flavio? Querem contratar o Ricardinho, saído do Atlético-MG, para ser o dono da 10, mas ele não é um “Lucio Flavio piorado”?

O Botafogo deveria jogar com o time principal neste sábado, contra o Boavista, pela Taça Carlos Alberto Torres, e deixar a eliminação na Copa do Brasil no passado. Esse deve ser o início da preparação para a disputa de duas competições importantíssimas no próxmo semestre: o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana! São duas oportunidades para conseguir a sonhada vaga para a Taça Libertadores, em 2012 – o inegável objetivo da atual diretoria!

Acredito no time, acredito nos jogadores e acredito no trabalho do Caio Júnior. Temos Jefferson, o melhor goleiro do Brasil; Lucas e Cortês se acertando nas laterais; Fábio Ferreira retornando para compor a zaga com Antônio Carlos; Arévalo Ríos crescendo de produção ao lado de Marcelo Mattos; o ataque Mercosul, Herrera & Loco Abreu, voltou a fazer gols decisivos; e claro, o principal: a volta de Maicosuel! Precisamos apenas de um bom camisa 11 para ajudar na criação das jogadas! Pode ser o Everton? Pode ser o Fabrício? Pode ser o Andrezinho? Pode ser o Gilberto? A diretoria precisa buscar esse jogador! Eu farei a minha parte que é torcer e gritar:

Vamos, FOGO!

Volta Maicosuel! Loco Abreu não pode carregar essa cruz sozinho!

Copa do Brasil

Oitavas de Final – Jogo 02: Avaí 1 x 1 Botafogo (20/04/2011)

Avaí: Renan, Felipe (Evando), Gian, Cássio e Julinho; Bruno, Diego Orlando, Marcinho Guerreiro e Marquinhos; William e Rafael Coelho (Estrada)

Técnico: Silas

Botafogo: Jefferson, João Filipe (Everton), Fahel e Lucas Zen; Lucas, Arévalo, Marcelo Mattos, Cidinho (Caio) e Cortês; Herrera (Somalia) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 37 minutos da etapa final

Gol do Avaí: Willian, aos 42 do segundo tempo

Local: Ressacada (SC)

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)

Cartão Amarelo: Diogo Orlando, Bruno Silva e Julinho (Avaí); Herrera (Botafogo)

Herrera parte para a briga, após ver Abreu chutado no chão! Porrada!