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Botafogo líder do BR-12

27/05/2012

“Botafogo eliminado da Copa do Brasil!” e “Botafogo goleado na final do Estadual!”, essas duas sentenças poderiam ditar o ritmo para o restante da temporada ou, ao menos, impedir uma reação imediata nas rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro. Quem apostaria na manchete: “Botafogo líder do Brasileirão”? Ainda mais com vitórias contra São Paulo e Coritiba? Ninguém, nem o mais enlouquecido torcedor alvinegro cravaria seis pontos nesses confrontos! Jefferson? Na Seleção Brasileira. Antônio Carlos e Fábio Ferreira? No DM. Marcelo Mattos? DM. Andrezinho? DM. Loco Abreu? DM. O Botafogo irá enfrentar o Coritiba, no Couto Pereira, sem seis titulares? Ah, o empate já seria um bom resultado, certo Oswaldo?

Lucas faz dois gols, garante a vitória e busca a paz com a torcida!

Durante a semana o treinador festejava a grande virada diante do ‘poderoso’ São Paulo do ‘invencível’ Leão enquanto maquinava o que poderia ser feito para suprir as ausências diante do ‘imbatível’ Coritiba e seu ‘terrível’ Couto Pereira. Parecia uma missão impossível, caso de cinema com filme de terror e os corredores de General Severiano desertos de ideias, mas sobrando prata da casa. Se não tem tu, vai tu mesmo. E sem reclamar muito da vida no melhor estilo “Ô vida! Ô céus!”, Oswaldo partiu pra Curitiba com Brinner e Dória na zaga, Jadson no meio, Renan fechando tudo no gol, Vítor Júnior fazendo gol e vamos que vamos com Herrera, o ex-casigol. E não é que deu certo?

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo… A frase histórica ecoou aos 29 segundos de bola rolando com um gol casicontra, com requintes de crueldade: o chute torto de Lincoln desvia no jovem Dória, de apenas 17 anos, e engana Renan. Pronto, é chorar o leite derramado. Logo depois, o mesmo sortudo Lincoln ainda manda um cruzamento de letra que por pouco não encobre o nosso goleiro e vaticina a eminente e propagada derrota. A torcida da casa não parava de cantar! Que alegria! Que festa! Enquanto a arquibancada se agitava, Lucas empatava e Vítor Júnior, após bela jogada de Márcio Azevedo, virava o placar e deixava o mais cético botafoguense confuso. É certo vencer os caras aqui? Pode isso?

Essa camisa é muito linda! Ainda mais com vitória!

O segundo tempo logo tratou de corrigir as imperfeições da vida e numa cobrança de escanteio, com a zaga plantada no chão, com Renan assistindo, com a torcida vibrando, o Coritiba empata tudo de novo. A igualdade logo no reinício de jogo daria gás extra ao Coxa na busca pela vitória e a pressão passaria a ser insuportável. Essa era a previsão lógica, mas desafiando a lógica e jogando com calma e sem afobação, o Botafogo soube segurar os avanços do rival, deixou o tempo passar e num contra-ataque bem arquitetado matou o jogo. Elkeson fez uma virada de bola perfeita e a tabela entre Lucas e Herrera foi melhor ainda. No fim, mesmo com os cinco intermináveis minutos de acréscimo deu tudo certo para o Fogão dos Desfalcados!

Vamos, Fogo!

Ficha Técnica:

2ª Rodada: Coritiba 2 x 3 Botafogo (27/05/2012)

Coritiba: Vanderlei; Jonas (Aírton), Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Junior Urso, Sergio Manoel (Anderson Aquino), Lincoln (Vinícius) e Éverton Ribeiro; Roberto e Éverton Costa

Técnico: Marcelo Oliveira

Botafogo: Renan; Lucas, Brinner, Dória e Márcio Azevedo; Jadson (Lucas Zen), Renato, Fellype Gabriel (Cidinho), Maicosuel (Elkeson) e Vítor Júnior; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gols do Coritiba: Lincoln, aos 30 segundos de jogo, e Lucas Mendes, aos 4 minutos da etapa final

Gols do Botafogo: Lucas, aos 20 iniciais, Vítor Júnior, aos 25, e novamente Lucas, aos 40 minutos do segundo tempo

Local: Estádio Couto Pereira (PR)

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)

Cartão Amarelo: Jadson, Dória, Márcio Azevedo, Lucas Zen e Lucas (Botafogo); Jonas (Coritiba)

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Por que é tão difícil?

23/03/2012

O que faz ser tão difícil a vida do torcedor alvinegro? Existe mesmo “coisas que só acontecem com o Botafogo?” Será essa uma verdade universal? Qual a razão para tanto pessimismo? Será algo cármico ou uma conjunção astral? Um esquadrão que teve Manga, Nílton Santos, Didi, Rildo, Zagallo, Amarildo, Quarentinha e Garrincha só conquistou dois títulos Cariocas em 61-62 e duas vezes o Torneio Rio-São Paulo em 62-64. Esse timão bateu de frente com o Santos de Pelé… Azar? É verdade que o Rio-São Paulo pode ser considerado tão difícil quanto o nacional de hoje, mas a ausência da Libertadores é inexplicável. A equipe excursionou pelo mundo inteiro encantando torcedores e jornalistas, fazendo fortuna para os dirigentes, mas e o Botafogo?

E o que falar do próximo supertime da década de 60 com Manga, Leônidas, Afonsinho, Carlos Roberto, Gérson, Roberto Miranda, Rogério, PC Caju e Jairzinho que foi bicampeão Carioca 67-68, bicampeão da Taça Guanabara 67-68, campeão do Torneio Rio-São Paulo em 66 e campeão da Taça Brasil de 68 – hoje considerado pela CBF como o primeiro título nacional do Botafogo – mas que entrou no boicote dos clubes brasileiros e não disputou a Libertadores do ano seguinte… Esse time venceu tudo o que disputou, mas abriu mão de ir para o principal torneio continental quando teria todas as chances de ser campeão.

O Maior Espetáculo da Terra: Botafogo x Santos na década de 60!

Esses jogadores ganharam títulos de expressão com a camisa alvinegra, mas fica o sentimento de que poderiam ter ido mais longe. Onde está o erro? Eles deram ao Brasil três títulos mundiais e fizeram a camisa canarinho ser eternamente temida pelos quatro cantos do planeta, mas e o Botafogo? Vencemos a Copa Commebol, em 93, com um time de garotos, após o fiasco do timaço de 92 que perdeu o Brasileiro de forma vergonhosa. Quem diria que aquele elenco, montado às pressas e com jogadores sem relevância no cenário nacional iria trazer ao Glorioso um título continental? Suélio, Eliel, Marcos Paulo, William Bacana, Nelson, Clei… não vejo o nome deles em General Severiano e, no entanto, levantaram uma taça inédita para o clube, um feito até hoje sequer igualado.

Medalhões como Dodô, Reinaldo, Lucio Flavio, Guilherme, Luizão e tantos outros que passaram pelo clube e que no máximo colocaram na sala de troféus três vezes a Taça Guanabara, três vezes a Taça Rio e dois minguados títulos Cariocas. Será que essa geração atual irá fazer o mesmo papelão? Temos no elenco uma química que costuma dar certo em todos os times do mundo: jogadores de seleção, já experientes, junto com outros que são jovens promessas e ainda um treinador com currículo vitorioso. O que pode dar errado?

Taça Guanabara 2010: início da conquista do Carioca e só...

Analisando o elenco atual podemos esperar mais do que apenas dois empates, em 1 a 1, e uma classificação suada nos pênaltis, diante do Treze, pela Copa do Brasil. A defesa conta com atletas mais do que rodados no cenário nacional: Jefferson foi campeão Mundial Sub-20 e do Clássico das Américas pela Seleção Brasileira, Antônio Carlos foi duas vezes campeão Carioca e tem um título do Paranaense, Fábio Ferreira já venceu um Campeonato Brasileiro e o contestado Márcio Azevedo conquistou o Campeonato Cearense e o Campeonato Paranaense.

Olhando para a escalação do meio de campo a qualidade dos jogadores é incontestável: Marcelo Mattos tem um Paulista e um Brasileiro, Maicosuel venceu um Paranaense e um Mineiro, Elkeson foi bicampeão do Baiano e ainda campeão do Campeonato do Nordeste em 2010, Felipe Menezes levou duas vezes a Taça da Liga de Portugal e foi campeão português com o Benfica e Fellype Gabriel foi campeão Carioca, da Copa do Brasil e levantou três importantes canecos no Japão: Copa do Imperador, Supercopa Japonesa e a Copa da Liga do Japão. O nosso camisa 10 está acostumado a decidir e a vencer, só no Internacional Andrezinho levantou três vezes o Gaúcho e ainda a Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana, a Copa Suruga Bank e a Libertadores.

Jogador habilidoso, Renato sofre com os gramados ruins...

Ainda no meio-campo, Renato é um caso à parte já que venceu praticamente tudo o que disputou: dois Brasileiros pelo Santos e ainda foi duas vezes campeão da Copa da Uefa, bicampeão da Copa do Rei, campeão da Supercopa Européia e campeão da Supercopa da Espanha pelo Sevilla, ufa! E não acabou! O camisa 8 levou a Copa América e a Copa das Confederações pela Seleção Brasileira. A dupla de ataque alvinegra é a mais experiente da década com Herrera e Loco Abreu. O argentino levou um Gaúcho e foi ídolo no Corinthians no título da Série B do Brasileiro. E o que falar de Abreu? Para ficar apenas no seu time do coração, o Nacional de Montevidéu, conquistou três campeonatos uruguaios e pela seleção foi campeão da Copa América, no ano passado, e ficou em 4º lugar na Copa do Mundo em 2010.

E o treinador? Oswaldo de Oliveira levou suas equipes a conquistar títulos como o Campeonato Paulista, o Supercampeonato Paulista, duas vezes o Campeonato Brasileiro, o Mundial Interclubes da Fifa, a Copa Mercosul e ainda três vezes o Campeonato Japonês, duas vezes a Copa do Imperador e para fechar duas vezes a Supercopa do Japão. O que falta para que esse time jogue de acordo com as peças que estão disponíveis? O elenco não é ruim como gostam de criticar os corneteiros de plantão. Acredito em título no Campeonato Carioca e em uma final na Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Precisava ser tão difícil? Jogadores comemoram a classificação contra o Treze.

Ficha Técnica:

Fase 01-Jogo02: Botafogo 1x 1 Treze (21/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Andrezinho e Fellype Gabriel (Caio); Herrera (Jobson) e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Saulo; Amaral (Neto Maranhão), Carlos Alberto, Rone Dias e Doda; Márcio Carioca (Léo Rocha) e Vavá (Thiago Cunha)

Técnico: Marcelo Vilar

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 21 do primeiro tempo

Gol do Treze: Amaral, aos dois minutos iniciais

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Ronan Marques da Rosa (SC)

Cartão Amarelo: Márcio Azevedo, Lucas e Jobson (Botafogo); Doda, Vavá, Carlos Alberto e Neto Maranhão (Treze)

Cartão Vermelho: Carlos Alberto (Treze)

Jefferson salva o Botafogo de um vexame histórico no Engenhão!

Fase 01-Jogo01: Treze 1x 1 Botafogo (14/03/2012)

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Cleiton Cearense (Saulo); Amaral, Carlos Alberto, Rone Dias e Doda (Léo Rocha); Márcio Carioca (Manu) e Vavá

Técnico: Marcelo Vilar

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Caio) e Cidinho (Maicosuel/Jobson) e Elkeson; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Treze: Manu, aos 48 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Herrera, aos 21 minutos do segundo tempo

Local: Almeidão, João Pessoa (PB)

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)

Cartão Amarelo: Herrera, Felipe Menezes, Lucas (Botafogo); Vavá (Treze)

O Engenhão faz a diferença?

18/03/2012

A vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, pela 4ª rodada da Taça Rio, levanta uma questão interessante sobre esse novo Botafogo que se desenha sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira: o time só joga bem no Engenhão? Ou podemos perguntar de forma mais direta: o time só joga bem se o gramado estiver em bom estado? Não que a exibição tenha sido de gala, longe disso, mas ao menos vimos toque de bola, boa movimentação e os gols surgiram de jogadas trabalhadas pelo chão e não somente levantamentos forçados para a área.

Os empates em 1 a 1 com o Bangu, na rodada passada, e com o Treze, este pela Copa do Brasil, mostraram uma equipe muito irritada com a dificuldade de domínio de bola e que forçava os chutões para frente de qualquer jeito. A redonda parecia queimar nos pés dos botafoguenses, nada dava certo, nenhuma jogada era construída e não víamos sequer um esboço de trama ensaiada nos treinamentos. Jogadores como Loco Abreu, Herrera, Renato, Lucas e Elkeson gostam de ficar com a bola dominada e parecem não saber o que fazer para jogar nesses gramados.

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

A Copa do Brasil na fase inicial será jogada em estádios acanhados, com iluminação deficitária e muito, mas muito buraco para fazer a pelota pular como pipoca! E não adianta reclamar. Se passar pelo Treze na quarta, o Botafogo irá pegar o Guarani, sexto colocado no Campeonato Paulista, lá no Brinco de Ouro, um estádio acanhado e que se transformará num verdadeiro caldeirão. Neste ano o time de Campinas arrancou um empate com o São Paulo em pleno Morumbi e também com o Corinthians no Pacaembu, ou seja, é uma equipe acostumada a enfrentar os grandes sem tremer.

O Vasco dificultou a vitória alvinegra, mas duas interpretações equivocadas do árbitro João Batista de Arruda – que até apitou bem a partida – poderiam deixar o placar mais elástico. Fagner deu uma cotovelada no Márcio Azevedo, ainda no primeiro tempo, e deveria ter sido expulso. O juiz deu falta do lateral alvinegro de forma inexplicável. O segundo lance aconteceu quando Andrezinho puxava contra-ataque perigoso e foi derrubado por Diego Souza por trás. O camisa 10 vascaíno já tinha amarelo e tinha que ser expulso! O juiz se acovardou totalmente e mandou o jogo seguir. Uma vergonha!

Ainda sobre o jogo, Oswaldo poderia ter lançado Caio um pouco mais cedo no lugar do Elkeson que perdeu outro gol inacreditável! Jobson também desperdiçou duas chances e perdemos a oportunidade de fazer mais três gols e devolver a goleada de 2010. Faltou ambição, mas os três pontos vieram. Agora é preciso focar na ‘decisão’ contra o poderoso Treze e carimbar a classificação na competição nacional. Temos que chegar ao menos na final da Copa do Brasil para brigar pelo título inédito!

Vamos, Fogo!

Bancado pelo treinador, Fellype Gabriel mostra o cartão de visitas!

Bancado por Oswaldo, o jogador mostra seu cartão de visitas!

Ficha Técnica:

4ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Vasco (18/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho e Fellype Gabriel (Lucas Zen); Herrera (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vasco: Fernando Prass; Fagner, Douglas, Rodolfo e Dieyson; Rômulo, Fellipe Bastos, Juninho e Allan (William Barbio); Éder Luis e Diego Souza

Técnico: Cristovão Borges

Gol do Vasco: Felipe Bastos, aos dois minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 33 e 37 iniciais, e aos 26 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Márcio Azevedo (Botafogo); Allan, Diego Souza, Dieyson, Fagner, Fellipe Bastos e Rodolfo (Vasco)

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

3ª Rodada: Bangu 1 x 1 Botafogo (10/03/2012)

Bangu: Willian; China (Gedeílson), Raphael Azevedo, Santiago e Renan Oliveira; Oliveira, André Barreto, Thiago Galhardo (Luciano) e Almir (Gabriel); Fabinho e Sérgio Júnior

Técnico: Cleimar Rocha

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Jeferson) e Caio (Cidinho); Herrera e Loco Abreu (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Bangu: Almir, aos 29 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Cidinho, aos 28 do segundo tempo

Local: Moça Bonita (RJ)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

Cartão Amarelo: Thiago Galhardo, China, Oliveira e Luciano (Bangu); Herrera (Botafogo)

Missão cumprida!

18/02/2012

O planejamento da diretoria de futebol e da comissão técnica do Botafogo era classificar o time para as semifinais da Taça Guanabara. Com o objetivo garantido neste sábado de carnaval resta saber como Oswaldo de Oliveira irá escalar o Fogão para o clássico contra o Fluminense. Loco Abreu não tem data para retornar, Andrezinho deve ser vetado novamente e agora perdemos Maicosuel, com uma lesão ainda não confirmada na coxa direita. São baixas consideráveis para uma equipe em formação, mas com tempo de treinamento seria possível arrumar uma alternativa. Tempo?

A vaga foi garantida hoje, sábado, e a semifinal já será na quinta, ou seja, daqui a cinco dias, sem tempo nenhum para recuperar os jogadores ou treinar um novo esquema tático. Bem, mas essas são as regras do jogo, não? Um calor de quase 40º, partida marcada para 16:20h – qual o motivo? – e o comentarista da TV ainda consegue ter a cara de pau de mandar: “Ah, um jogo nesse horário não pode ter movimentação ou um bom índice técnico”. Como assim? É a própria emissora onde ele trabalha quem determina os horários dos jogos. É muita sacanagem…

Herrera já balançou as redes quatro vezes na Taça Guanabara

O grupo não é tão forte a ponto de absorver a perda de três titulares desse nível, mas Herrera mostrou que pode ser o primeiro atacante na ausência de Abreu e Felipe Menezes calou a torcida com um lindo gol de letra. Golaço! E o Maicosuel? Não sei como o treinador irá recompor a falta do camisa 7 alvinegro. Maicosuel é parte fundamental do esquema 4-2-3-1. É ele quem fecha os espaços quando o time é atacado e ainda consegue ser uma válvula de escape em alta velocidade nos contra-ataques. Elkeson não é tão veloz e também não tem a consciência tática adquirida pelo Mago na temporada alemã. Cidinho é ainda uma promessa e o jogá-lo aos leões no clássico pode ser prematuro.

A solução seria a entrada de Alex, típico artilheiro, na frente e recuar Herrera para a habitual posição de segundo atacante pelas pontas. O 4-2-3-1 viraria um tradicional 4-4-2 e o time teria o controle do meio de campo com Elkeson, Felipe Menezes, Renato e Marcelo Mattos. só tem um “porém” nisso tudo: Alex foi emprestado ao Joinville até o fim do ano… E aí? Será que o Caio pode voltar a ser o xodó da torcida? Hoje ele não entrou, mas o jogador tem velocidade para fazer a função de Maicosuel, mas ele estará disposto a se sacrificar pelo esquema e pelo time?

São muitas questões e problemas circulando na cabeça do técnico Oswaldo de Oliveira neste carnaval, mas é certo que não faltará emoção no Clássico Vovô! A torcida do Fogão deve confiar no ótimo retrospecto contra o Fluminense e apoiar o time nessa partida decisiva!

Vamos, Fogo!

Imagem que nenhum torcedor gosta de ver: Maicosuel saindo machucado

Ficha Técnica:

7ª Rodada: Macaé 0 x 3 Botafogo (18/02/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos (Brinner), Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Cidinho), Felipe Menezes (Lucas Zen) e Elkeson; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Macaé: Luís Henrique; Valdir, Ramon, Douglas Assis e Gérson; Gedeil (Bruno Barra), Wagner, Norton (Tiago Lima) e Wallacer; Pipico e Alexsandro (Josiel)

Técnico: Toninho Andrade

Gols do Botafogo: Herrera, aos 27, Felipe Menezes, aos 37 da etapa inicial, e Elkeson, aos 42 minutos do segundo tempo

Local: Moacyrzão (Macaé)

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Pipico (Macaé); Elkeson e Maicosuel (Botafogo)

 

6ª Rodada: Botafogo 4 x 1 Bonsucesso (11/02/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antonio Carlos, Fabio Ferreira e Marcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Cidinho), Felipe Menezes (Herrera) e Elkeson (Lucas Zen); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Bonsucesso: Saulo; Ranieri (Dráuzio), Admilton, Gomes e Dieguinho; Ricardo Bóvio, Márcio Guerreiro, Márcio Goiano e Alex (Juninho); Diogo e Adriano Magrão (Jefferson)

Técnico: Wilson Gottardo

Gols do Botafogo: Maicosuel, aos 42 minutos iniciais, Loco Abreu, aos 2, e Herrera, aos 27 e 45 do segundo tempo

Gol do Bonsucesso: Adriano Magrão, aos 11 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Maurício Machado Coelho Junior (RJ)

Cartão Amarelo: Maicosuel (Botafogo), Gomes, Alex e Dieguinho (Bonsucesso)

Rodada quase perfeita

18/09/2011

O Botafogo tinha tudo para se recuperar da goleada imposta pelo Coritiba no fim de semana passado e ainda tirar um ponto em relação ao primeiro colocado do Campeonato Brasileiro. Uma vitória hoje, no Engenhão, também encerraria um tabu de onze anos sem conseguir os três pontos sobre o time da Gávea em nacionais. O empate foi um excelente resultado para o Flamengo que mesmo em péssima fase consegue ir acumulando pontos e assim ficar mais perto do G-4. Do outro lado, com maior volume de jogo e muitas chances desperdiçadas, o pontinho conquistado teve um gosto amargo para Caio Júnior que agora vê o Botafogo se distanciando da liderança.

O jogo começou agitado e o Botafogo logo mostrou que iria tomar conta das investidas ofensivas. Lucas e Cortês se revezavam nas subidas ao ataque e confundiam a marcação adversária além de prenderem Júnior César e Léo Moura. O gol de Loco Abreu, aos 25 minutos, foi fruto de uma intensa troca de passes no meio de campo alvinegro e do cruzamento preciso de Lucas. Antes de abrir o placar, o time de Caio Júnior perdeu boas chances com Felipe Menezes, em cobrança de falta, com a bicicleta de Herrera e num chutaço de Maicosuel – todas defendidas pelo goleiro rubro-negro. Faltou sorte.

Herrera jogou muito bem e não deveria ter saído no segundo tempo!

A superioridade botafoguense no primeiro tempo não foi revertida em gols e o placar magro de 1 a 0 foi um presente e tanto para Vanderlei Luxemburgo que parecia desesperado à beira de campo e sem saber o que fazer para o time andar. Na dúvida, e sem muitas alternativas, tirou o improdutivo Deivid para colocar um atacante perna-de-pau, mas que ao menos briga pela bola e com a bola. Luxemburgo, mesmo sem merecer, acabou vendo sua mexida dar certo em quatro minutos, já Caio Júnior mexeu mal na equipe e viu o Botafogo perder o meio de campo e a principal arma do time que é a jogada lateral.

É impossível analisar as mudanças realizadas pelo treinador alvinegro sem apelar para a simplória observação do resultado, mas ao trocar o posicionamento de Herrera e Maicosuel, Caio Júnior permitiu as subidas de Léo Moura, arma mais do que manjada do urubu, e ainda atrapalhou a bom entrosamento pelo lado esquerdo do ataque que sempre conta com as tabelas do Mago com Cortês.

A torcida não se importou com o alto índice de criminalidade no estádio...

A saída prematura de Herrera também só serviu para aliviar a pressão sobre a zaga do flamenguista que mal conseguia segurar as investida do argentino e ainda tomar conta de Loco Abreu. Caio Júnior diz que tem aprendido nas derrotas e é bom que esse aprendizado seja utilizado logo, pois esse empate foi uma ducha de água fria nas aspirações alvinegras de ficar com o título brasileiro.

As próximas duas rodadas serão duríssimas: Grêmio no Olímpico, nesta quinta, e o vice-líder São Paulo, no Engenhão, no domingo. Para continuar colado na liderança o time precisa conquistar no mínimo quatro pontos nesses dois confrontos. Desafios difíceis, mas essa é a hora do elenco mostrar se irá ser apenas mais um coadjuvante brigando por vaga na Libertadores ou se será definitivamente um dos postulantes ao caneco.

Vamos, FOGO!

Na contagem pelo Gol Mil, um golaço de bicicleta de Túlio Maravilha:

Ficha Técnica:

24ª Rodada: Botafogo 1 x 1 Flamengo (18/09/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Cidinho) e Felipe Menezes (Lucas Zen); Herrera (Everton) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Flamengo: Felipe; Léo Moura, Alex Silva, Welinton e Junior Cesar; Aírton (Maldonado), Willians, Renato e Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid (Jael)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 25 iniciais

Gol do Flamengo: Jael, aos quatro minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 20.805 pagantes / Renda: R$ 600.495,00

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Renato (Botafogo); Alex Silva, Airton e Renato (Flamengo)

Atuação de gala no Engenhão!

07/09/2011

Feriado da Independência, Engenhão lotado, 42.000 torcedores empurrando o time, Rio 30º e uma atuação brilhante da melhor equipe de futebol do Brasil! Sim senhor, hoje é possível escrever com todas as letras: “O Botafogo é o melhor time do futebol brasileiro”. Ora, mas esse não era o Santos? Era não é mais. Caio Júnior construiu uma equipe que se impõe em campo, com toque de bola refinado, sem pressa, mas que joga sempre visando o gol adversário. A excelente fase de alguns atletas também ajuda e os astros alvinegros são muitos, tanto na defesa quanto no ataque. Hoje, o Botafogo é um time equilibrado e que domina as ações ofensivas sem sofrer contra-ataques.

A segurança começa com Jefferson, goleiro de Seleção Brasileira, passa por Antônio Carlos e Fábio Ferreira – agora temos o Gustavo na reserva – e a defesa fecha com Lucas e Cortês que finalmente aprenderam a marcar e ainda contam com a cobertura de Marcelo Mattos e Renato. Sem levar gols bobos ou por falhas clamorosas da zaga, como acontecia num passado não tão distante, o time coloca a pelota no chão e toca de um lado ao outro até achar espaço para as finalizações e nada de afobação. Foram 20 gols sofridos em 21 jogos, menos de um por partida, o que resulta na 2ª melhor defesa do BR-11.

Garra argentina! Herrera marcou dois gols e infernizou a zaga cearense!

Com a defesa sólida, Caio Júnior pode escalar a força máxima no ataque alvinegro. Muitos jornalistas duvidavam que Loco Abreu pudesse ser encaixado no time ao lado de Herrera, Maicosuel e Elkeson. Antes do uruguaio retornar da Copa América os especialistas vaticinavam que Herrera sairia do time, já que Elkeson estava em grande fase e Maicosuel era o grande nome da diretoria botafoguense. E agora, José? Onde estão os críticos e corneteiros de plantão? Caio fez uma linha de três jogadores e usou a experiência de Loco para fazer o pivô e abrir espaços para a chegada dos homens de meio-campo. E os números não mentem: foram 36 gols anotados, média de 1,71 gol/jogo.

O BR-11 é cheio de surpresas e armadilhas, mas a diferença desse Botafogo para o de 2007 está no banco de reservas. O elenco de hoje é muito superior ao comandado por Cuca em 2007 e o time principal não fica devendo nada em relação ao brilho individual de Dodô, Zé Roberto, Juninho e Lucio Flavio. Com o apoio do torcedor – e alguma pitada de sorte – temos tudo para comemorar o tão esperado Tricampeonato Brasileiro!

Vamos, FOGO!

Elenco unido e com pensamento no título do Campeonato Brasileiro!

Ficha Técnica:

22ª Rodada: Botafogo 4 x 0 Ceará (07/09/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Gustavo, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Everton); Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel e Elkeson (Alex); Herrera (Cidinho) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Ceará: Diego; Boiadeiro, Fabrício, Elivélton, Vicente; Heleno, Eusébio, João Marcos (Cléber) e Thiago Humberto (Felipe Azevedo); Washington (Edmilson) e Osvaldo

Técnico: Vagner Mancini

Gols do Botafogo: Herrera, aos cinco iniciais e aos 12 minutos do segundo tempo, Loco Abreu, aos 27, e Cidinho, aos 37, também no segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 42.000 presentes / Renda: R$ 760.960,00

Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR)

Cartão Amarelo: Heleno, Fabrício, Elivélton e Edmilson (Ceará); Herrera e Elkeson (Botafogo)

Cartão Vermelho: Fabrício (Ceará)

Balanço do Primeiro Turno

29/08/2011

A vitória de virada, por 2 a 1, sobre o Fluminense, ontem no Engenhão, pela 19ª rodada, no encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro pode ser considerada uma síntese da campanha alvinegra sob o comando de Caio Júnior. O time que começou a competição sendo derrotado pelo Palmeiras, no Teixeirão, pelo placar magro de 1 a 0, e sem mostrar nenhum poder de reação ficou no passado. Naquela ocasião, a comissão técnica estava formando a base do que viria a ser o estilo de jogo no Botafogo e a pressão da imprensa e, principalmente, das arquibancadas exigiam resultados imediatos. A diretoria não comprou a ideia e continuou apostando no trabalho de médio e longo prazo.

As primeiras dez rodadas foram difíceis e cheias de altos e baixos, algo normal para uma equipe em formação e ainda sem contar com os principais jogadores. Loco Abreu e Herrera estavam suspensos, Fábio Ferreira machucado, Maicosuel retornando aos poucos, Marcelo Mattos na Grécia e as contratações aprimorando a parte física e técnica. Mesmo nas turbulências Caio Júnior seguiu firme nas suas convicções e acreditava na posse de bola como um diferencial em relação aos adversários. Nada de chutões para o alto e estava proibido o chuveirinho! A ausência de Loco Abreu, então na Copa América, facilitou a adaptação do time ao novo jeito de jogar.

Loco Abreu não fez gol no clássico, mas teve atuação decisiva novamente!

Quis o destino que Loco voltasse exatamente contra o Cruzeiro de Joel Santana, pela 13ª rodada – olha quanta coincidência junta! – e aí o Botafogo encorpou de vez, sapecou 4 a 0 no Vasco, passou pelo Atlético-MG na Copa Sul-Americana, encontrou a escalação ideal, alugou vaga no G-4 e pode fechar o turno na terceira colocação do BR-11! Qualquer alvinegro sabe o time de cor e salteado: Jefferson no gol; Lucas e Cortês nas laterais; Antônio Carlos e Fábio Ferreira na zaga; Marcelo Mattos e Renato na proteção do meio campo; Elkeson centralizado com Maicosuel e Herrera caindo pelas pontas; e no ataque, fazendo o pivô e, claro, os gols Loco Abreu.

Agora é defender a posição conquistada no primeiro turno e olhar para o líder Corinthians. Sim, é possível e temos elenco para isso. Renan, Alessandro, Márcio Azevedo, Gustavo, Léo, Somália, Bruno Tiago, Everton, Felipe Menezes, Alex, Alexandre Oliveira, Caio e o garoto Cidinho já mostraram que podem entrar e resolver. Devemos acreditar em título e empurrar a equipe para conquistar também a Sul-Americana! Esse é o melhor momento do Botafogo no campeonato e temos que aproveitar.

Vamos, FOGO!

Lucas agradece ao passe magistral de Loco Abreu: "Gracias"

Ficha Técnica:

19ª Rodada: Fluminense 1 x 2 Botafogo (27/08/2011)

Fluminense: Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Diogo (Martinuccio), Souza (Ciro) e Lanzini; Fred e Rafael Moura

Técnico: Abel Braga

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos (Gustavo), Fábio Ferreira e Cortês;  Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Maicosuel (Cidinho); Herrera (Felipe Menezes) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Fluminense: Fred, aos dez minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Elkeson, aos 11, e Lucas, aos 18 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 22.762 presentes / Renda: R$ 437.755,00

Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)

Cartão Amarelo: Márcio Rosário, Fred, Rafael Moura e Edinho (Fluminense)

O pensamento agora está no clássico!

24/08/2011

A maratona que o Botafogo enfrenta com os jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana é desgastante, mas as vitórias ajudam a deixar o ambiente calmo, sem turbulências. O confronto de ontem, pelo torneio internacional, serviu apenas para carimbar o passaporte alvinegro para as oitavas de final, nada mais. A crítica aproveitou para “sentar a lenha no time”, a torcida vaiou – É novidade? – e o lado positivo é que nada disso abalou Caio Júnior:

– Acho que era um jogo para terminar logo e já pensar no clássico. O Fluminense é um adversário direto e depois temos o Palmeiras. É um momento crucial e fundamental para pensar nos primeiros lugares. É um momento decisivo e o torcedor tem que entender que vamos ter um forte adversário. É um jogo que considero fundamental o papel do torcedor para efetuar esse apoio – afirmou o treinador.

A conclusão parece óbvia, mas os especialistas, os professores-doutores da imprensa sempre buscam algo mais, o detalhe e, claro, levantar polêmica vende jornal e é sinônimo de Ibope alto. Os jogadores sentiram o cansaço e procuraram administrar a enorme vantagem conquistada no primeiro jogo, na Arena do Jacaré, e o gol de Herrera deixou o time mais tranqüilo ainda.

– Sem dúvida tínhamos uma vantagem e soubemos tirar proveito. Jogamos mal o primeiro tempo, mas no segundo fomos bem e administramos até o final – disse o goleiro Jefferson.

Marcelo Mattos, que jogou todos os jogos da maratona em agosto, confirmou:

– Corri no limite contra o Atlético-MG. Tínhamos a vantagem e jogamos com ela.

Marcelo Mattos fechou o meio de campo e foi perfeito na marcação!

O clássico no fechamento do primeiro turno é emocionante e uma vitória no sábado deixa o Botafogo muito próximo do líder Corinthians, a diferença pode cair para três pontos e na abertura do segundo turno outra pedreira: o Palmeiras de Felipão! Qual Botafogo entrará em campo para encarar esses dois jogos, o que encantou a torcida na vitória de 3 a 1 sobre o Atlético-MG ou o que se arrastou em campo e mesmo assim venceu ontem?

Caio Júnior está fazendo um excelente trabalho de acompanhamento fisiológico dos atletas e vem poupando os jogadores que mais se desgastam como Cortês e Renato. A ideia é não ter “quebras” na reta final da competição. O time ainda não perdeu no Engenhão e vem de quatro vitórias seguidas em seus domínios com doze gols marcados e apenas três sofridos. É hora dos torcedores comparecerem em peso e Caio Júnior faz o apelo:

– Sábado é muito importante, é um clássico, momento crucial e decisivo pela luta dos primeiros lugares. Preciso da torcida, será fundamental o papel dela já que vamos enfrentar o Fluminense, que é uma grande equipe, um time muito forte.

Vamos, FOGO!

O Mago voltou! Maicosuel pode ser fundamental contra o Fluminense!

Copa Sul-Americana

Fase 02 – Jogo 02: Botafogo 1 x 0 Atlético-MG (23/08/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas (Alessandro), Gustavo, Fábio Ferreira e Cortês (Márcio Azevedo); Marcelo Mattos, Lucas Zen, Felipe Menezes (Alex), Maicosuel e Elkeson; Herrera

Técnico: Caio Júnior

Atlético-MG: Renan Ribeiro; Serginho, Réver, Leonardo Silva e Eron; Dudu Cearense (Mancini), Fillipe Soutto, Richarlyson (Daniel Carvalho) e Caio; Guilherme e Jônatas Obina (Magno Alves)

Técnico: Cuca

Gol do Botafogo: Herrera, aos 47 minutos iniciais

Local: Engenhão (RJ) / Público: 4.070 pagantes / Renda: R$ 59.240,00

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)

Cartão Amarelo: Fábio Ferreira (Botafogo); Leonardo Silva e Richarlyson (Atlético-MG)

Sete gols! Elkeson mostra que o investimento alvinegro foi certeiro!

Campeonato Brasileiro:

18ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Atlético-MG (20/08/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Felipe Menezes (Cidinho), Maicosuel (Alexandre Oliveira) e Elkeson (Thiago Galhardo); Alex

Técnico: Caio Júnior

Atlético-MG: Renan Ribeiro; Serginho, Leonardo Silva, Lima e Richarlyson (Triguinho); Pierre, Dudu Cearense, Bernard e Mancini (André); Magno Alves (Daniel Carvalho) e Guilherme

Técnico: Cuca

Gols do Botafogo: Elkeson, aos 16 minutos iniciais, e Felipe Menezes, aos 36 do primeiro tempo e aos 10 do segundo

Gol do Atlético-MG: André, aos 48 do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 8.841 pagantes / Renda: R$ 149.795,00

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)

Cartão Amarelo: Richarlyson, Dudu Cearense e Leonardo Silva (Atlético-MG)

Atuação de gala! Felipe Menezes resgatou o respeito pela 10 do Fogão!

17ª Rodada: Internacional 1 x 0 Botafogo (17/08/2011)

Internacional: Muriel; Nei, Bolívar, Rodrigo Moledo e Zé Mário; Elton, Guinãzu, Andrezinho (Tinga), D’Alessandro (João Paulo); Jô (Dellatorre) e Leandro Damião

Técnico: Dorival Júnior

Botafogo: Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos (Lucas Zen), Renato, Maicosuel (Cidinho) e Felipe Menezes (Thiago Galhardo); Herrera e Alex

Técnico: Caio Júnior

Gol do Internacional: Leandro Damião, aos 12 minutos do segundo tempo

Local: Beira-Rio (RS) / Público: 11.080 pagantes / Renda: R$ 146.725,00

Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)

Cartão Amarelo: Élton, Rodrigo Moledo e Nei (Internacional); Marcelo Mattos e Herrera (Botafogo)

Contra o placar, contra a torcida, contra o juiz…

14/08/2011

Não é exagero dizer que a vitória do Botafogo sobre o América-MG representou mais do que os três pontos e a quarta colocação no Campeonato Brasileiro! O time da Estrela Solitária fez justiça ao nome e jogou contra um placar desfavorável, levou 2 a 0 em menos de 10 minutos; não obteve o apoio necessário da torcida para tocar a bola com calma e buscar o resultado; e ainda sofreu com a péssima arbitragem do trio escalado para comandar a partida.

O primeiro gol do América-MG veio num lance de sorte – para os mineiros, é claro! – e o segundo gol nasceu de um contra-ataque, bem articulado, que pegou a defesa desprevenida e que ainda contou com a categoria do Camisa 10 do Coelho ao deslocar Jefferson. Parabéns para eles que souberam aproveitar pequenos momentos de instabilidade da equipe de Caio Júnior, mas ficou aí. O América-MG sentou sobre a vantagem achando que o Botafogo era o Fluminense e que o terceiro gol seria questão de tempo. Bem, não foi.

A torcida não acreditava, o narrador tripudiava e o Sérgio Noronha – ele não aprende! – queimou a língua pela milésima vez ao vaticinar que o Botafogo estava entregue em campo. Não, não senhor, o time não estava entregue e já tinha criado ao menos quatro chances de diminuir o placar quando Elkeson acertou uma bomba da intermediária para fazer um golaço! Golaço! Golaço! Anota aí de novo: Golaço! Golaço! Golaço! O empate quase saiu na primeira etapa, mas se o jogo estava bom iria ficar melhor ainda no segundo tempo.

Herrera jogou bem e foi um tormento para os defensores mineiros!

O Botafogo começou a etapa final encurralando o América-MG no campo de defesa e após perder algumas boas oportunidades chegou ao empate com o Gol Nº 50 do zagueiro-artilheiro Antônio Carlos: uma cabeçada fulminante, mesmo puxado, agarrado e empurrado pela marcação adversária. E o juiz? E o bandeira? Não viram nada. Não viram pênalti em Loco Abreu no primeiro tempo. Não viram as faltas violentas dos volantes mineiros. E não viram a encenação patética do goleiro Neneca que ficou quase três minutos sendo atendido dentro de campo. O nome disso é cera. E os deuses do futebol castigaram a covardia do Coelho.

Caio Júnior sacou o argentino Herrera para a entrada do garoto Alexsander e ouviu gritos de “Burro! Burro!” por parte da inteligente torcida alvinegra. E aí? Alex fez o gol da virada e ainda teve moral para pedir a bola de Elkeson e bater o pênalti sofrido por Cidinho. Sim, sim senhor, o juizinho até que teve peito para assinalar a penalidade máxima que de fato ocorreu. Mas então o jogo já tinha virado para o lado de cá, não? Ah, e o Herrera? Estava gripado, com dor de garganta e jogando no sacrifício. Esse é o Botafogo que eu quero ver: com raça e paixão! Uma vitória para calar os críticos e, infelizmente, para educar a “inteligente” torcida botafoguense.

Vamos, FOGO!

Gooooooooooooool! Antônio Carlos! Zagueiro-artilheiro do Fogão!

Ficha Técnica:

16ª Rodada: Botafogo 4 x 2 América-MG (14/08/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Maicosuel (Cidinho); Herrera (Alex) e Loco Abreu (Felipe Menezes)

Técnico: Caio Júnior

América-MG: Neneca; Otávio (Eliandro), William Rocha e Gabriel Santos; Marcos Rocha, Dudu, Amaral, Rodriguinho e Gilson; Alessandro (Fábio Júnior) e Kempes (Netinho)

Técnico: Givanildo Oliveira

Gols do Botafogo: Elkeson, aos 31 do primeiro tempo, Antônio Carlos, aos 17, e Alex, aos 30 e aos 34 minutos da etapa final

Gols do América-MG: Alessandro, com dois minutos de jogo, e Rodriguinho, aos oito da etapa inicial

Local: Engenhão (RJ) / Público: 13.101 presentes / Renda: R$ 182.925,00

Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)

Cartão Amarelo: Renato e Elkeson (Botafogo), Amaral e Otávio (América-MG)

Presente de aniversário!

07/08/2011

Caio Júnior não conseguia esconder a satisfação na entrevista coletiva após o jogo. E o motivo não foi “apenas” a bela goleada sobre o Vasco da Gama, não senhor! Caio Júnior finalmente pôde soltar o verbo e reclamar publicamente dos “corneteiros de plantão” que tentavam minar seu trabalho em General Severiano. O time vinha jogando bem, mas ainda não havia feito uma “exibição de gala” como a desta noite. O treinador tem motivos de sobra para estar feliz, pois quando colocou a bola no chão e teve calma para trabalhar as jogadas, o Botafogo mostrou entrosamento e poder de definição. Tudo o que faltou na derrota para o Figueirense na rodada anterior.

– Estou no futebol há muito tempo, mas este primeiro tempo foi inesquecível, não só pelo placar e pelo adversário, mas pela forma como atuou. Ontem (sábado) foi um dia longo, fiquei o dia inteiro revendo vídeos de outros jogos, quebrando a cabeça para achar a melhor formação; quase não dormi. Logo, fico feliz que todo esse empenho tenha dado certo – explicou o comandante alvinegro.

Loco Abreu agradece ao belo passe de Elkeson para o terceiro gol!

Foi um milagre? Não, apenas a confirmação de que o planejamento está sendo bem realizado e que não adianta trocar o comando técnico a cada percalço encontrado no caminho, ainda mais quando estamos num campeonato com trinta e oito rodadas, competitivo e muito equilibrado como o BR-11. O adversário vinha de uma invencibilidade de seis jogos e acreditava na vitória, tanto que entrou em campo tranqüilo e descansado, exatamente o oposto do comportamento alvinegro. O Botafogo foi superior durante os noventa minutos e a falta de poder ofensivo que tanto atrapalhou nos outros jogos dessa vez não apareceu no Engenhão.

Loco Abreu, Herrera e Antonio Carlos fizeram Fernando Prass buscar a pelota no fundo do gol por quatro vezes e não fossem algumas boas defesas do goleiro vascaíno teríamos um 7 a 0 fácil, fácil. É verdade que após a expulsão infantil do Diego Souza o time pisou no freio, mas é justificável, já que na quarta temos um duelo decisivo pela Copa Sul-Americana contra o Atlético-MG e depois, no sábado, outro jogo pelo Brasileirão. Uma verdadeira maratona futebolística!

Caio Júnior parece ter encontrado a equipe ideal, mas precisamos de banco, precisamos dos reservas para encarar tantos jogos na sequência ou correremos o risco de chegar perto e naufragar outra vez. O objetivo imediato é se aproximar do G-4 e conseguir a classificação para a próxima fase do torneio internacional. O mês de agosto será decisivo para as pretensões do Botafogo na temporada!

Vamos, FOGO!

Gooooooooool do Botafogo! Loco Abreu, camisa número 13!

Ficha Técnica:

15ª Rodada: Botafogo 4 x 0 Vasco (07/08/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês (Márcio Azevedo); Marcelo Mattos, Renato, Felipe Menezes (Lucas Zen) e Elkeson (Cidinho); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Vasco: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca (Juninho Pernambucano); Jumar, Rômulo, Felipe (Leandro) e Diego Souza; Eder Luis (Julinho) e Alecsandro

Técnico: Ricardo Gomes

Gols do Botafogo: Antonio Carlos, aos 10 minutos iniciais, Loco Abreu, aos 27 e aos 40 da primeira etapa e Herrera, aos 46 do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 21.238 pagantes / Renda: R$ 605.880,00

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)

Cartão Amarelo: Cortês e Elkeson (Botafogo); Dedé, Jumar, Felipe e Diego Souza (Vasco)

Cartão Vermelho: Diego Souza (Vasco)

A volta do Ataque Mercosul do Fogão: Herrera & Loco Abreu!

14ª Rodada: Figueirense 2 x 0 Botafogo (03/08/2011)

Figueirense: Wilson; Coutinho (Roger Carvalho), João Paulo, Edson Silva e Juninho; Ygor, Túlio (Jackson), Maicon e Elias (Wilson Pittoni); Fernandes e Júlio César

Técnico: Jorginho

Botafogo: Jefferson; Alessandro (Lucas), Antônio Carlos, Gustavo e Cortês; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Maicosuel e Elkeson; Herrera (Alexandre Oliveira) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gols do Figueirense: Edson Silva, aos 17 minutos iniciais, e Júlio César, aos 39 do primeiro tempo

Local: Orlando Scarpelli (SC) / Público: 8.695 pagantes / Renda: R$ 103.185,00

Árbitro: Wagner Reway (MT)

Cartão Amarelo: Elias, Túlio, Edson Silva, Coutinho e Juninho (Figueirense); Herrera, Antônio Carlos, Alessandro e Marcelo Mattos (Botafogo)

Cartão Vermelho: Maicosuel (Botafogo)