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Botafogo líder do BR-12

27/05/2012

“Botafogo eliminado da Copa do Brasil!” e “Botafogo goleado na final do Estadual!”, essas duas sentenças poderiam ditar o ritmo para o restante da temporada ou, ao menos, impedir uma reação imediata nas rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro. Quem apostaria na manchete: “Botafogo líder do Brasileirão”? Ainda mais com vitórias contra São Paulo e Coritiba? Ninguém, nem o mais enlouquecido torcedor alvinegro cravaria seis pontos nesses confrontos! Jefferson? Na Seleção Brasileira. Antônio Carlos e Fábio Ferreira? No DM. Marcelo Mattos? DM. Andrezinho? DM. Loco Abreu? DM. O Botafogo irá enfrentar o Coritiba, no Couto Pereira, sem seis titulares? Ah, o empate já seria um bom resultado, certo Oswaldo?

Lucas faz dois gols, garante a vitória e busca a paz com a torcida!

Durante a semana o treinador festejava a grande virada diante do ‘poderoso’ São Paulo do ‘invencível’ Leão enquanto maquinava o que poderia ser feito para suprir as ausências diante do ‘imbatível’ Coritiba e seu ‘terrível’ Couto Pereira. Parecia uma missão impossível, caso de cinema com filme de terror e os corredores de General Severiano desertos de ideias, mas sobrando prata da casa. Se não tem tu, vai tu mesmo. E sem reclamar muito da vida no melhor estilo “Ô vida! Ô céus!”, Oswaldo partiu pra Curitiba com Brinner e Dória na zaga, Jadson no meio, Renan fechando tudo no gol, Vítor Júnior fazendo gol e vamos que vamos com Herrera, o ex-casigol. E não é que deu certo?

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo… A frase histórica ecoou aos 29 segundos de bola rolando com um gol casicontra, com requintes de crueldade: o chute torto de Lincoln desvia no jovem Dória, de apenas 17 anos, e engana Renan. Pronto, é chorar o leite derramado. Logo depois, o mesmo sortudo Lincoln ainda manda um cruzamento de letra que por pouco não encobre o nosso goleiro e vaticina a eminente e propagada derrota. A torcida da casa não parava de cantar! Que alegria! Que festa! Enquanto a arquibancada se agitava, Lucas empatava e Vítor Júnior, após bela jogada de Márcio Azevedo, virava o placar e deixava o mais cético botafoguense confuso. É certo vencer os caras aqui? Pode isso?

Essa camisa é muito linda! Ainda mais com vitória!

O segundo tempo logo tratou de corrigir as imperfeições da vida e numa cobrança de escanteio, com a zaga plantada no chão, com Renan assistindo, com a torcida vibrando, o Coritiba empata tudo de novo. A igualdade logo no reinício de jogo daria gás extra ao Coxa na busca pela vitória e a pressão passaria a ser insuportável. Essa era a previsão lógica, mas desafiando a lógica e jogando com calma e sem afobação, o Botafogo soube segurar os avanços do rival, deixou o tempo passar e num contra-ataque bem arquitetado matou o jogo. Elkeson fez uma virada de bola perfeita e a tabela entre Lucas e Herrera foi melhor ainda. No fim, mesmo com os cinco intermináveis minutos de acréscimo deu tudo certo para o Fogão dos Desfalcados!

Vamos, Fogo!

Ficha Técnica:

2ª Rodada: Coritiba 2 x 3 Botafogo (27/05/2012)

Coritiba: Vanderlei; Jonas (Aírton), Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Junior Urso, Sergio Manoel (Anderson Aquino), Lincoln (Vinícius) e Éverton Ribeiro; Roberto e Éverton Costa

Técnico: Marcelo Oliveira

Botafogo: Renan; Lucas, Brinner, Dória e Márcio Azevedo; Jadson (Lucas Zen), Renato, Fellype Gabriel (Cidinho), Maicosuel (Elkeson) e Vítor Júnior; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gols do Coritiba: Lincoln, aos 30 segundos de jogo, e Lucas Mendes, aos 4 minutos da etapa final

Gols do Botafogo: Lucas, aos 20 iniciais, Vítor Júnior, aos 25, e novamente Lucas, aos 40 minutos do segundo tempo

Local: Estádio Couto Pereira (PR)

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)

Cartão Amarelo: Jadson, Dória, Márcio Azevedo, Lucas Zen e Lucas (Botafogo); Jonas (Coritiba)

Empate ruim para os dois…

02/04/2012

O jogo foi fraco tecnicamente e só teve emoção mesmo no final do segundo tempo, com as duas bolas na trave do Herrera e a bela defesa do Cavalieri no arremate do Fellype Gabriel. O Fluminense entrou com o time completo, estava cansado da maratona de jogos pela Libertadores, mas quem andou em campo foi o Botafogo, talvez cansado da maratona de treinamentos que o a comissão técnica impôs nessa semana. Claro que é piada. O time teve folga até segunda e só iniciou a preparação para o clássico na terça. E quem correu em campo foi o Flu? Algo não anda bem na preparação física em General Severiano…

Os números mostraram que o Alvinegro teve mais posso de bola. Estranho, muito estranho, já que pelo jogo imaginava-se superioridade do Tricolor das Laranjeiras ou ao menos o famoso “fifty-fifty”, mas domínio de bola com aqueles chutões para frente fica difícil. Esse é o principal problema herdado desde a época do Joel Santana: os lançamentos longos para a área. Ah, eu disse lançamento? O Gérson fazia lançamento, o Didi fazia lançamento, até o Lucio Flavio sabia fazer lançamento, o que acontece nesse time é chutão mesmo. O Antônio Carlos pega a bola, ajeita o corpo e Pimba! Manda a pelota lá pro outro lado para a zaga adversária rebater.

O esquema 4-2-3-1 moldado pelo Caio Júnior já começa a dar sinais de fadiga e parece ser a hora do Oswaldo mostrar a que veio, já que não vemos a interferência do treinador na forma da equipe jogar que é a mesma desde o ano passado. Esse elenco pede a volta do tradicional 4-4-2, com dois meias auxiliando na marcação, mas com liberdade total para atacar. Deixar um atacante isolado lá na frente é facilitar por demais a ação da zaga adversária e não irá dar certo no Campeonato Brasileiro – onde o nível é infinitamente maior do que o Carioca. Bem, posso também estar equivocado e o time pode encaixar nesse esquema, quem vai saber?

Merecia o cartão vermelho! Deco bateu muito e não foi expulso!

Os jogadores alvinegros precisam aprender a atacar e defender em bloco. Existe um enorme espaço entre a linha de defesa e o meio-campo quando o time é atacado e entre o ataque e a meia quando nós estamos com a posse de bola. A compactação só fica nos treinamentos, porque em campo o ‘clarão’ é bem visível. Será que nenhum membro da comissão técnica assiste ao jogo dos camarotes? O estádio é nosso, poxa! O Marcelo Mattos corre que nem um louco para cobrir as investidas dos laterais e para tentar ajudar na saída de bola. Todo jogo é assim: bola nas costas do Márcio Azevedo! É impossível encaixar a marcação por ali? O gol do Fluminense surgiu exatamente desse defeito do sistema defensivo alvinegro.

Continuamos invictos? Continuamos. Beleza, beleza, mas e aí? Podemos ser eliminados da Copa do Brasil de forma invicta e aí? O Guarani está longe de ser uma potência do futebol nacional, mas não é uma baba como o Duque de Caxias ou Madureira. E lá eles vão querer correr muito para evitar a eliminação precoce. Teremos que jogar na técnica e na raça. Será que esse time consegue? Ou irão reclamar do gramado outra vez?

Vamos, Fogo!

Ficha Técnica:

6ª Rodada: Fluminense 1 x 1 Botafogo (31/03/2012)

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia (Edinho), Jean, Deco e Thiago Neves; Wellington Nem (Rafael Sobis) e Fred (Rafael Moura)

Técnico: Abel Braga

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho (Jobson) e Fellype Gabriel; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Fluminense: Fred, aos 34 minutos do primeiro tempo

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 17 iniciais

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)

Cartão Amarelo: Deco, Wellington Nem e Edinho (Fluminense); Elkeson, Marcelo Mattos e Herrera (Botafogo)

Por que é tão difícil?

23/03/2012

O que faz ser tão difícil a vida do torcedor alvinegro? Existe mesmo “coisas que só acontecem com o Botafogo?” Será essa uma verdade universal? Qual a razão para tanto pessimismo? Será algo cármico ou uma conjunção astral? Um esquadrão que teve Manga, Nílton Santos, Didi, Rildo, Zagallo, Amarildo, Quarentinha e Garrincha só conquistou dois títulos Cariocas em 61-62 e duas vezes o Torneio Rio-São Paulo em 62-64. Esse timão bateu de frente com o Santos de Pelé… Azar? É verdade que o Rio-São Paulo pode ser considerado tão difícil quanto o nacional de hoje, mas a ausência da Libertadores é inexplicável. A equipe excursionou pelo mundo inteiro encantando torcedores e jornalistas, fazendo fortuna para os dirigentes, mas e o Botafogo?

E o que falar do próximo supertime da década de 60 com Manga, Leônidas, Afonsinho, Carlos Roberto, Gérson, Roberto Miranda, Rogério, PC Caju e Jairzinho que foi bicampeão Carioca 67-68, bicampeão da Taça Guanabara 67-68, campeão do Torneio Rio-São Paulo em 66 e campeão da Taça Brasil de 68 – hoje considerado pela CBF como o primeiro título nacional do Botafogo – mas que entrou no boicote dos clubes brasileiros e não disputou a Libertadores do ano seguinte… Esse time venceu tudo o que disputou, mas abriu mão de ir para o principal torneio continental quando teria todas as chances de ser campeão.

O Maior Espetáculo da Terra: Botafogo x Santos na década de 60!

Esses jogadores ganharam títulos de expressão com a camisa alvinegra, mas fica o sentimento de que poderiam ter ido mais longe. Onde está o erro? Eles deram ao Brasil três títulos mundiais e fizeram a camisa canarinho ser eternamente temida pelos quatro cantos do planeta, mas e o Botafogo? Vencemos a Copa Commebol, em 93, com um time de garotos, após o fiasco do timaço de 92 que perdeu o Brasileiro de forma vergonhosa. Quem diria que aquele elenco, montado às pressas e com jogadores sem relevância no cenário nacional iria trazer ao Glorioso um título continental? Suélio, Eliel, Marcos Paulo, William Bacana, Nelson, Clei… não vejo o nome deles em General Severiano e, no entanto, levantaram uma taça inédita para o clube, um feito até hoje sequer igualado.

Medalhões como Dodô, Reinaldo, Lucio Flavio, Guilherme, Luizão e tantos outros que passaram pelo clube e que no máximo colocaram na sala de troféus três vezes a Taça Guanabara, três vezes a Taça Rio e dois minguados títulos Cariocas. Será que essa geração atual irá fazer o mesmo papelão? Temos no elenco uma química que costuma dar certo em todos os times do mundo: jogadores de seleção, já experientes, junto com outros que são jovens promessas e ainda um treinador com currículo vitorioso. O que pode dar errado?

Taça Guanabara 2010: início da conquista do Carioca e só...

Analisando o elenco atual podemos esperar mais do que apenas dois empates, em 1 a 1, e uma classificação suada nos pênaltis, diante do Treze, pela Copa do Brasil. A defesa conta com atletas mais do que rodados no cenário nacional: Jefferson foi campeão Mundial Sub-20 e do Clássico das Américas pela Seleção Brasileira, Antônio Carlos foi duas vezes campeão Carioca e tem um título do Paranaense, Fábio Ferreira já venceu um Campeonato Brasileiro e o contestado Márcio Azevedo conquistou o Campeonato Cearense e o Campeonato Paranaense.

Olhando para a escalação do meio de campo a qualidade dos jogadores é incontestável: Marcelo Mattos tem um Paulista e um Brasileiro, Maicosuel venceu um Paranaense e um Mineiro, Elkeson foi bicampeão do Baiano e ainda campeão do Campeonato do Nordeste em 2010, Felipe Menezes levou duas vezes a Taça da Liga de Portugal e foi campeão português com o Benfica e Fellype Gabriel foi campeão Carioca, da Copa do Brasil e levantou três importantes canecos no Japão: Copa do Imperador, Supercopa Japonesa e a Copa da Liga do Japão. O nosso camisa 10 está acostumado a decidir e a vencer, só no Internacional Andrezinho levantou três vezes o Gaúcho e ainda a Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana, a Copa Suruga Bank e a Libertadores.

Jogador habilidoso, Renato sofre com os gramados ruins...

Ainda no meio-campo, Renato é um caso à parte já que venceu praticamente tudo o que disputou: dois Brasileiros pelo Santos e ainda foi duas vezes campeão da Copa da Uefa, bicampeão da Copa do Rei, campeão da Supercopa Européia e campeão da Supercopa da Espanha pelo Sevilla, ufa! E não acabou! O camisa 8 levou a Copa América e a Copa das Confederações pela Seleção Brasileira. A dupla de ataque alvinegra é a mais experiente da década com Herrera e Loco Abreu. O argentino levou um Gaúcho e foi ídolo no Corinthians no título da Série B do Brasileiro. E o que falar de Abreu? Para ficar apenas no seu time do coração, o Nacional de Montevidéu, conquistou três campeonatos uruguaios e pela seleção foi campeão da Copa América, no ano passado, e ficou em 4º lugar na Copa do Mundo em 2010.

E o treinador? Oswaldo de Oliveira levou suas equipes a conquistar títulos como o Campeonato Paulista, o Supercampeonato Paulista, duas vezes o Campeonato Brasileiro, o Mundial Interclubes da Fifa, a Copa Mercosul e ainda três vezes o Campeonato Japonês, duas vezes a Copa do Imperador e para fechar duas vezes a Supercopa do Japão. O que falta para que esse time jogue de acordo com as peças que estão disponíveis? O elenco não é ruim como gostam de criticar os corneteiros de plantão. Acredito em título no Campeonato Carioca e em uma final na Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Precisava ser tão difícil? Jogadores comemoram a classificação contra o Treze.

Ficha Técnica:

Fase 01-Jogo02: Botafogo 1x 1 Treze (21/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Andrezinho e Fellype Gabriel (Caio); Herrera (Jobson) e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Saulo; Amaral (Neto Maranhão), Carlos Alberto, Rone Dias e Doda; Márcio Carioca (Léo Rocha) e Vavá (Thiago Cunha)

Técnico: Marcelo Vilar

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 21 do primeiro tempo

Gol do Treze: Amaral, aos dois minutos iniciais

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Ronan Marques da Rosa (SC)

Cartão Amarelo: Márcio Azevedo, Lucas e Jobson (Botafogo); Doda, Vavá, Carlos Alberto e Neto Maranhão (Treze)

Cartão Vermelho: Carlos Alberto (Treze)

Jefferson salva o Botafogo de um vexame histórico no Engenhão!

Fase 01-Jogo01: Treze 1x 1 Botafogo (14/03/2012)

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Cleiton Cearense (Saulo); Amaral, Carlos Alberto, Rone Dias e Doda (Léo Rocha); Márcio Carioca (Manu) e Vavá

Técnico: Marcelo Vilar

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Caio) e Cidinho (Maicosuel/Jobson) e Elkeson; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Treze: Manu, aos 48 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Herrera, aos 21 minutos do segundo tempo

Local: Almeidão, João Pessoa (PB)

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)

Cartão Amarelo: Herrera, Felipe Menezes, Lucas (Botafogo); Vavá (Treze)

Emoção até o fim

14/10/2011

A torcida do Corinthians queria a liderança isolada da competição, queria ver “o imperador” Adriano em ação, queria uma goleada para sacramentar a nova boa fase do time, mas… sempre tem um “MAS”, não? Quem foi ver o Curintias acabou vendo uma grande exibição do Fogão! Quem foi ver o Adriano acabou vendo Loco Abreu! Quem queria uma arrancada fulminante acabou com o freio de mão puxado! O Botafogo de Caio Júnior incendiou o Campeonato Brasileiro outra vez!

Botafogo de Caio Júnior? Sim, isso mesmo! O treinador alvinegro escalou uma equipe que parecia retrancada – sacou Herrera, atacante, para colocar Felipe Menezes, um meia – MAS que pressionou a saída de bola dos paulistas e deixou a Fiel calada logo aos quatro minutos com o gol de Marcelo Mattos. Anulado? Isso seria o suficiente para mexer com os nervos da equipe e permitir uma reação do adversário, MAS esse Botafogo parece ter aprendido, finalmente, a lidar com a pressão de jogar fora de casa. O juiz errou, e daí? Faz outro gol! Quando o Corinthians tentava entender o que estava acontecendo na partida veio o primeiro golpe: contra-ataque armado com velocidade, eficiência e cabeçada certeira de Loco Abreu! Bando de loucos? Só basta um, ele, Loco Abreu! Fogão 1 a 0!

No lugar certo e na hora certa! Loco mergulha para abrir o placar!

O jogo se desenrolava para as jogadas de lado de campo e para as escapadas em velocidade e nesse momento pensei: “Hoje bem que podia ser a noite de Maicosuel!” Não demorou cinco minutos para o camisa 7 fazer o segundo e acabar com as esperanças do Timão! Sorte? Por que não? Podemos dizer que faltou sorte e competência nos duelos contra São Paulo e Bahia, não foi? Agora, no Pacaembu, a sorte brilhou para o Botafogo outra vez! A bola de Alex carimbou o travessão no início do segundo tempo, logo após a expulsão de Cortês, e ali tudo poderia mudar, MAS não mudou.

Adriano entrou no desespero e não produziu nada. Com a ideia de não dar “sopa para o azar”, Loco Abreu, com 1,93, recuou e foi jogar de zagueiro. Como? Hã? É possível? Sim, é possível. Loco chegou na beirada do campo, chamou Caio Júnior, conversou, apontou, gesticulou, recebeu a aprovação da loucura e foi para a grande área cortar as bolas alçadas que eram a única forma que os paulistas tinham para atacar. Marcelo Mattos, Renato e Alessandro foram implacáveis na marcação e quase nunca foram superados e Renan fez um partidaço, agarrou tudo e mostrou que o Jefferson tem razão em dizer que o Botafogo não deve se preocupar com seus goleiros!

E então, tudo certo? Tudo resolvido? Claro que não. O BR-11 não permite acomodação, não perdoa preguiça. É preciso entrar ligado contra o Atlético-PR, no domingo, no Engenhão. A torcida do Botafogo quer a liderança isolada da competição, queria ver Loco Abreu e Maicosuel em ação, quer uma goleada para sacramentar a nova boa fase do time, MAS… Precisamos saber que “vento que venta lá, venta cá”.

Vamos, FOGO!

Pode comemorar! Dois pontos separam o Fogão da liderança!

Ficha Técnica:

29ª Rodada: Corinthians 0 x 2 Botafogo (12/10/2011)

Corinthians: Julio Cesar; Alessandro (Ramírez), Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos (Welder); Moradei (Adriano), Paulinho, Alex e Danilo; Jorge Henrique e Willian

Técnico: Tite

Botafogo: Renan; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Bruno Tiago) e Elkeson (Herrera) e Felipe Menezes (Gustavo); Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gols do Botafogo: Loco Abreu e Maicosuel, no primeiro tempo

Local: Pacaembu (SP) / Público: 32.450  pagantes / Renda: R$ 1.097.396,00

Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Cartão Amarelo: Jorge Henrique (Corinthians); Cortês e Alessandro (Botafogo)

Cartão Vermelho: Cortês (Botafogo)

Botafogo se afasta da liderança em péssima hora

09/10/2011

O Botafogo tinha tudo para assumir a ponta do Campeonato Brasileiro e ainda fazer uma “gordurinha extra” com o jogo adiado contra o Santos, mas três tropeços seguidos acabaram com as esperanças de conciliar a Copa Sul-Americana e o BR-11. E o pior é ter que escolher uma das duas e acabar decidindo errado. Caio Júnior está fazendo um belo trabalho à frente do Glorioso, mas pisou na bola na reta final de setembro. Por que poupar os titulares no jogo de ida do torneio continental aqui no Engenhão? Por que abrir o time num estádio grande como o Serra Dourada? Por que usar Loco Abreu em três jogos seguidos dessa forma?

Não sei como os jogadores encararam a decisão de relegar a Sul-Americana ao segundo plano. Não seria mais produtivo entrar com tudo aqui no Rio, fazer um placar elástico e jogar fora com uma equipe reserva só para administrar o resultado? Agora será necessário ir até Bogotá em busca da classificação e com o time principal. Faltariam seis jogos para o título da Sul-Americana que viria com a vaga da Libertadores carimbada. Não garantimos a vaga e ainda levamos um baile do Atlético-GO. Péssima escolha da direção e do comando técnico.

Por que apenas seis mil torcedores foram ao estádio de São Januário apoiar o time? A torcida já jogou a toalha? Já desistiu do título? É muito cedo para achar que o campeonato está perdido, mas os jogadores precisam demonstrar mais atitude para trazer o ressabiado alvinegro de volta ao Engenhão. O empate do São Paulo no último minuto e a cabeçada de Renato, no travessão, sem goleiro, no segundo final do jogo contra o Bahia caíram como uma ducha de água fria em General Severiano.

A torcida não acredita mais no time? Só seis mil em São Januário...

Os erros da equipe se sucedem e algumas questões são incompreensíveis! Quem mandou o Cortês ficar na marcação do Souza nas jogadas aéreas do Bahia? E por que diabos o Marcelo Mattos foi se preocupar em marcar o Fahel com a bola dominada? Será que ninguém avisou que o Fahel com a bola no chão é um reforço para nós? Dali não iria sair nada, nada… Difícil é ver o Souza bater o pênalti no meio do gol, de forma displicente e o Renan pulando pra qualquer lado. Por isso perdemos dois títulos cariocas para aquele time de m….!

Somente uma vitória contra o líder Corinthians, na quarta, em pleno Pacaembu, irá amenizar a irritação com esses quatro pontos perdidos em casa. É preciso mais para ser campeão nacional – mesmo num campeonato fácil como esse – e o Botafogo está deixando escapar mais um título que serviria para resgatar a imagem do clube no cenário internacional. Esse é o momento do Botafogo ser grande! Agora precisamos de Jefferson, Loco Abreu, Herrera, Maicosuel, Elkeson, Cortês, Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Renato. Essa é a hora de entrar para a história como fez aquele timaço que tinha Túlio, Donizete, Wagner, Gottardo, Gonçalves, Leandro, Jamir e Sergio Manoel!

Vamos, FOGO!

Fahel Eterno! Volante tirou 4 pontos do Fogão nos dois confrontos!

Ficha Técnica:

28ª Rodada: Botafogo 2 x 2 Bahia (08/10/2011)

Botafogo: Renan; Lucas (Willian), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel e Elkeson; Caio e Alex

Técnico: Caio Júnior

Bahia: Marcelo Lomba; Marcos, Paulo Miranda, Titi e Dodô; Fahel, Hélder, Camacho e Maranhão (Reinaldo); Souza (Júnior) e Jones Carioca (Lulinha)

Técnico: Joel Santana

Gols do Botafogo: Alex, aos 10, e Caio, 12 da etapa final

Gols do Bahia: Souza, aos 28 iniciais e aos 15 minutos do segundo tempo

Local: São Januário (RJ) / Público: 6.765 presentes / Renda: R$ 87.350,00

Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)

Cartão Amarelo: Lucas, Caio, Marcelo Mattos e Maicosuel (Botafogo); Jones Carioca, Hélder e Souza (Bahia)

Cartão Vermelho: Hélder (Bahia)

Vitória Olímpica!

23/09/2011

O Botafogo precisou de uma jogada, apenas uma jogada para desmontar o Grêmio e vencer a quarta partida como visitante neste Campeonato Brasileiro. O resultado quebrou um tabu que persistia desde 1995 quando o time comandado por Túlio Maravilha – sempre ele – bateu o Grêmio no Olímpico por 3 a 2. A equipe de Caio Júnior não foi brilhante, não teve posse de bola, não obrigou o goleiro Victor a fazer grandes intervenções, mas na única oportunidade real, num único arremate, Loco Abreu não desperdiçou e estufou as redes tricolores. E isso não é futebol?

Quando as regras do antigo jogo bretão mudarem me avisem, por favor! Futebol não é bola na rede? Não vence quem faz mais gols? Quando o time da Lagoa jogava mal e vencia por meio gol a zero – normalmente através da genialidade de Ronaldinho Gaúcho – a imprensa celebrava o futebol de resultado, o futebol eficiente! A jogada do gol alvinegro surgiu de uma boa trama orquestrada pelo meio de campo que começou com Lucas Zen, passou por Renato e Felipe Menezes, até chegar aos pés de Maicosuel que mesmo cercado por três gremistas encontrou Loco Abreu em condições legais, dentro da área, para bater fora do alcance de Victor. Gol. 1 a 0. Bola na rede. Vitória. Três pontos no certame. Fim de jogo.

Loco Abreu comemora o gol com o grupo! Nada de correr para a câmera!

O revés no placar deixou os gaúchos atabalhoados e a torcida irritadiça. E com razão! Celso Roth armou o Grêmio para pressionar a saída de jogo e não deixar a zaga alvinegra confortável para fazer a transição entre defesa e meio-campo – uma das armas de Caio Júnior. A tática funcionou no primeiro tempo e os chutões para o alto eram a única forma de ligação com Loco Abreu que ficou isolado entre Edcarlos e Rafael Marques. Sem o fiel escudeiro, Marcelo Mattos estava suspenso, Renato não mostrou entrosamento com Lucas Zen e recuou quase a ponto de virar cabeça de área, o que chamou mais ainda o time gaúcho para o ataque.

O domínio territorial tricolor era considerável, 60% de posse de bola, mas as finalizações, 22 no total, raramente assustavam Jefferson e quando o ataque gremista chegava com real perigo, como no chute de Douglas, o goleiro botafoguense mostrou porque vem sendo chamado constantemente para a Seleção Brasileira. Bem, aí entramos num assunto complicado e polêmico. Parece que o fato de ser selecionável mexeu com a cabeça dos jovens Cortês e Elkeson.

Loco Abreu, Maicosuel e Jefferson foram decisivos para a vitória!

Ontem, por duas vezes, Loco Abreu foi à loucura extrema com a individualidade dos dois jogadores que preferiram “aparecer” para as câmeras do que fazer a jogada certa. Foram dois contra-ataques desperdiçados que poderiam ter custado a vitória, tanto que ao apito final, ao invés de comemorar, o uruguaio chamou Cortês e Elkeson e ainda em campo passou uma descompostura nos “fominhas”.

Caio Júnior já convocou a torcida para o que se desenha como mais uma “Final de Campeonato”! Domingo contra o São Paulo, vice-líder, teremos um Engenhão lotado, nada menos do que 42 mil pessoas, e uma vitória pode colocar o time na liderança do BR-11 pela primeira vez. Eu prefiro ser líder de apenas uma rodada, só uma, a 38ª rodada!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

25ª Rodada: Grêmio 0 x 1 Botafogo (22/09/2011)

Grêmio: Victor; Mário Fernandes, Edcarlos, Rafael Marques e Bruno Collaço; Fernando (Gilberto Silva), Fábio Rochemback, Marquinhos (Miralles), Escudero e Douglas; André Lima (Brandão)

Técnico: Celso Roth

Botafogo: Jefferson; Lucas (Alessandro), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Lucas Zen, Renato, Maicosuel (Everton) e Elkeson; Herrera (Felipe Menezes) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 23 minutos do segundo tempo

Local: Estádio Olímpico (RS) / Público e Renda: não divulgados

Árbitro: Alício Pena Junior (MG)

Cartão Amarelo: Fernando e André Lima (Grêmio); Lucas, Herrera e Jefferson (Botafogo)

Rodada quase perfeita

18/09/2011

O Botafogo tinha tudo para se recuperar da goleada imposta pelo Coritiba no fim de semana passado e ainda tirar um ponto em relação ao primeiro colocado do Campeonato Brasileiro. Uma vitória hoje, no Engenhão, também encerraria um tabu de onze anos sem conseguir os três pontos sobre o time da Gávea em nacionais. O empate foi um excelente resultado para o Flamengo que mesmo em péssima fase consegue ir acumulando pontos e assim ficar mais perto do G-4. Do outro lado, com maior volume de jogo e muitas chances desperdiçadas, o pontinho conquistado teve um gosto amargo para Caio Júnior que agora vê o Botafogo se distanciando da liderança.

O jogo começou agitado e o Botafogo logo mostrou que iria tomar conta das investidas ofensivas. Lucas e Cortês se revezavam nas subidas ao ataque e confundiam a marcação adversária além de prenderem Júnior César e Léo Moura. O gol de Loco Abreu, aos 25 minutos, foi fruto de uma intensa troca de passes no meio de campo alvinegro e do cruzamento preciso de Lucas. Antes de abrir o placar, o time de Caio Júnior perdeu boas chances com Felipe Menezes, em cobrança de falta, com a bicicleta de Herrera e num chutaço de Maicosuel – todas defendidas pelo goleiro rubro-negro. Faltou sorte.

Herrera jogou muito bem e não deveria ter saído no segundo tempo!

A superioridade botafoguense no primeiro tempo não foi revertida em gols e o placar magro de 1 a 0 foi um presente e tanto para Vanderlei Luxemburgo que parecia desesperado à beira de campo e sem saber o que fazer para o time andar. Na dúvida, e sem muitas alternativas, tirou o improdutivo Deivid para colocar um atacante perna-de-pau, mas que ao menos briga pela bola e com a bola. Luxemburgo, mesmo sem merecer, acabou vendo sua mexida dar certo em quatro minutos, já Caio Júnior mexeu mal na equipe e viu o Botafogo perder o meio de campo e a principal arma do time que é a jogada lateral.

É impossível analisar as mudanças realizadas pelo treinador alvinegro sem apelar para a simplória observação do resultado, mas ao trocar o posicionamento de Herrera e Maicosuel, Caio Júnior permitiu as subidas de Léo Moura, arma mais do que manjada do urubu, e ainda atrapalhou a bom entrosamento pelo lado esquerdo do ataque que sempre conta com as tabelas do Mago com Cortês.

A torcida não se importou com o alto índice de criminalidade no estádio...

A saída prematura de Herrera também só serviu para aliviar a pressão sobre a zaga do flamenguista que mal conseguia segurar as investida do argentino e ainda tomar conta de Loco Abreu. Caio Júnior diz que tem aprendido nas derrotas e é bom que esse aprendizado seja utilizado logo, pois esse empate foi uma ducha de água fria nas aspirações alvinegras de ficar com o título brasileiro.

As próximas duas rodadas serão duríssimas: Grêmio no Olímpico, nesta quinta, e o vice-líder São Paulo, no Engenhão, no domingo. Para continuar colado na liderança o time precisa conquistar no mínimo quatro pontos nesses dois confrontos. Desafios difíceis, mas essa é a hora do elenco mostrar se irá ser apenas mais um coadjuvante brigando por vaga na Libertadores ou se será definitivamente um dos postulantes ao caneco.

Vamos, FOGO!

Na contagem pelo Gol Mil, um golaço de bicicleta de Túlio Maravilha:

Ficha Técnica:

24ª Rodada: Botafogo 1 x 1 Flamengo (18/09/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Cidinho) e Felipe Menezes (Lucas Zen); Herrera (Everton) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Flamengo: Felipe; Léo Moura, Alex Silva, Welinton e Junior Cesar; Aírton (Maldonado), Willians, Renato e Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid (Jael)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 25 iniciais

Gol do Flamengo: Jael, aos quatro minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 20.805 pagantes / Renda: R$ 600.495,00

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Renato (Botafogo); Alex Silva, Airton e Renato (Flamengo)

Atuação de gala no Engenhão!

07/09/2011

Feriado da Independência, Engenhão lotado, 42.000 torcedores empurrando o time, Rio 30º e uma atuação brilhante da melhor equipe de futebol do Brasil! Sim senhor, hoje é possível escrever com todas as letras: “O Botafogo é o melhor time do futebol brasileiro”. Ora, mas esse não era o Santos? Era não é mais. Caio Júnior construiu uma equipe que se impõe em campo, com toque de bola refinado, sem pressa, mas que joga sempre visando o gol adversário. A excelente fase de alguns atletas também ajuda e os astros alvinegros são muitos, tanto na defesa quanto no ataque. Hoje, o Botafogo é um time equilibrado e que domina as ações ofensivas sem sofrer contra-ataques.

A segurança começa com Jefferson, goleiro de Seleção Brasileira, passa por Antônio Carlos e Fábio Ferreira – agora temos o Gustavo na reserva – e a defesa fecha com Lucas e Cortês que finalmente aprenderam a marcar e ainda contam com a cobertura de Marcelo Mattos e Renato. Sem levar gols bobos ou por falhas clamorosas da zaga, como acontecia num passado não tão distante, o time coloca a pelota no chão e toca de um lado ao outro até achar espaço para as finalizações e nada de afobação. Foram 20 gols sofridos em 21 jogos, menos de um por partida, o que resulta na 2ª melhor defesa do BR-11.

Garra argentina! Herrera marcou dois gols e infernizou a zaga cearense!

Com a defesa sólida, Caio Júnior pode escalar a força máxima no ataque alvinegro. Muitos jornalistas duvidavam que Loco Abreu pudesse ser encaixado no time ao lado de Herrera, Maicosuel e Elkeson. Antes do uruguaio retornar da Copa América os especialistas vaticinavam que Herrera sairia do time, já que Elkeson estava em grande fase e Maicosuel era o grande nome da diretoria botafoguense. E agora, José? Onde estão os críticos e corneteiros de plantão? Caio fez uma linha de três jogadores e usou a experiência de Loco para fazer o pivô e abrir espaços para a chegada dos homens de meio-campo. E os números não mentem: foram 36 gols anotados, média de 1,71 gol/jogo.

O BR-11 é cheio de surpresas e armadilhas, mas a diferença desse Botafogo para o de 2007 está no banco de reservas. O elenco de hoje é muito superior ao comandado por Cuca em 2007 e o time principal não fica devendo nada em relação ao brilho individual de Dodô, Zé Roberto, Juninho e Lucio Flavio. Com o apoio do torcedor – e alguma pitada de sorte – temos tudo para comemorar o tão esperado Tricampeonato Brasileiro!

Vamos, FOGO!

Elenco unido e com pensamento no título do Campeonato Brasileiro!

Ficha Técnica:

22ª Rodada: Botafogo 4 x 0 Ceará (07/09/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Gustavo, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Everton); Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel e Elkeson (Alex); Herrera (Cidinho) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Ceará: Diego; Boiadeiro, Fabrício, Elivélton, Vicente; Heleno, Eusébio, João Marcos (Cléber) e Thiago Humberto (Felipe Azevedo); Washington (Edmilson) e Osvaldo

Técnico: Vagner Mancini

Gols do Botafogo: Herrera, aos cinco iniciais e aos 12 minutos do segundo tempo, Loco Abreu, aos 27, e Cidinho, aos 37, também no segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 42.000 presentes / Renda: R$ 760.960,00

Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR)

Cartão Amarelo: Heleno, Fabrício, Elivélton e Edmilson (Ceará); Herrera e Elkeson (Botafogo)

Cartão Vermelho: Fabrício (Ceará)

Fogão na briga pelo título!

01/09/2011

No atual modelo do Campeonato Brasileiro, todos os jogos são importantes e os pontos somados ajudam a traçar o caminho da equipe, mas mesmo na “Era dos pontos corridos” algumas partidas possuem jeito de decisão e ontem, contra o Palmeiras, no Engenhão, o Botafogo venceu a primeira batalha no longo caminho que leva ao título brasileiro. Felipão não é um treinador qualquer e com um elenco mediano conseguiu colocar o Palmeiras na sexta colocação, logo abaixo do Botafogo, e estava animado após bater o líder Corinthians no fim de semana, então esse era um jogo-chave para as pretensões alvinegras.

O pensamento de Caio Júnior é assegurar a vaga para a Libertadores, o que significa ficar entre os quatro primeiros, e depois pensar na briga pelo título. A tese faz sentido já que do quarto ao primeiro lugar o pulo é menor e ainda ajuda a diminuir a ansiedade dos jogadores. Como o Botafogo suportará a pressão de ser um dos protagonistas do Brasileirão? A última vez que isso aconteceu foi em 2007, na “Era Cuca”, quando terminamos o turno em 2º lugar e a seis pontos do líder São Paulo. A traumática eliminação na Copa Sul-Americana para o River Plate fez a máquina alvinegra desandar e os sonhos de conquista foram ladeira abaixo.

Fogão bom de bola! Os jogadores acreditaram no projeto de Caio Júnior!

O confronto contra o Santos, adiado, pode ser o “fiel da balança” e dependendo de quando o jogo acontecer poderá ser decisivo para o Campeonato Brasileiro. Que baita pisada de bola da CBF! O Botafogo terá uma semana para recuperar o elenco para quarta, dia 7 de Setembro quando pegará o Ceará num Engenhão lotado, mas ficará com o famoso asterisco (*) até que a pendenga seja resolvida. Se o time seguir na Sul-Americana, e isso é algo bem provável, o jogo será empurrado cada vez mais para o fim da tabela e próximo do período de preparação para o Mundial da Fifa. E aí, senhor Ricardo Teixeira? Que lambança, que lambança!

Ah, e o jogo de ontem? Um espetáculo! Show de futebol! Uma aula tática para inglês ver! Os atacantes palmeirenses não conseguiram jogar dentro da nossa área e só arremataram de longe e para longe. Jefferson foi mais um torcedor em campo e pode até pensar na lista de compras do mês! O Fogão tem agora a segunda melhor defesa do BR-11 com 20 gols sofridos, média de um gol por jogo, e o quarto melhor ataque com 32 gols, média de 1,6 gol/jogo. O que mostra um equilíbrio entre os setores – antigo objetivo de Caio Júnior.

Gooooool! Gustavo e Herrera balançaram as redes no Engenhão!

O quarteto ofensivo formado por Loco Abreu, Herrera, Elkeson e Maicosuel infernizou a defesa adversária que só parava o jogo apelando para faltas e foi na bola parada que Renato fez a diferença com levantamentos precisos para os gols que pavimentaram a vitória. Lucas e Cortês estão aprendendo a marcar e a cobertura para a subida dos laterais está sendo feita de forma perfeita por Renato e Marcelo Mattos. Vitória incontestável!

O elenco alvinegro mostrou que pode servir bem ao técnico Caio Júnior e quem entrou desempenhou bem as funções exigidas pelo comandante. Gustavo fez boa dupla com Fábio Ferreira e supriu a ausência de Antônio Carlos até mesmo nas jogadas ofensivas e balançou as redes de Deola. Felipe Menezes entrou para cadenciar o meio de campo e descansar Maicosuel – que correu muito ontem! Caio e Lucas Zen tiveram o mesmo papel e permitiram que Herrera e Marcelo Mattos saíssem para receber os merecidos aplausos da torcida! O duelo contra o Ceará não será fácil, será outra decisão, mas precisamos da vitória!

Vamos, FOGO!

Rivalidade de lado: torcida do Botafogo na corrente por Ricardo Gomes!

Ficha Técnica:

20ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Palmeiras (31/08/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Gustavo, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos (Lucas Zen), Renato, Maicosuel (Felipe Menezes) e Elkeson; Herrera (Caio) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Palmeiras: Deola; Cicinho (João Vitor), Thiago Heleno (Leandro Amaro), Henrique e Gabriel Silva; Chico, Márcio Araújo, Marcos Assunção, Rivaldo e Tinga (Ricardo Bueno); Fernandão

Técnico: Luis Felipe Scolari

Gols do Botafogo: Herrera, aos quatro minutos iniciais, Gustavo, aos 22 do primeiro tempo, e Maicosuel, aos 17 da etapa final

Gol do Palmeiras: Marcos Assunção, nos acréscimos

Local: Engenhão (RJ) / Público: 8.352 pagantes / Renda: R$ 123.860,00

Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)

Cartão Amarelo: Cortês e Elkeson (Botafogo); Rivaldo e Henrique (Palmeiras)

Balanço do Primeiro Turno

29/08/2011

A vitória de virada, por 2 a 1, sobre o Fluminense, ontem no Engenhão, pela 19ª rodada, no encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro pode ser considerada uma síntese da campanha alvinegra sob o comando de Caio Júnior. O time que começou a competição sendo derrotado pelo Palmeiras, no Teixeirão, pelo placar magro de 1 a 0, e sem mostrar nenhum poder de reação ficou no passado. Naquela ocasião, a comissão técnica estava formando a base do que viria a ser o estilo de jogo no Botafogo e a pressão da imprensa e, principalmente, das arquibancadas exigiam resultados imediatos. A diretoria não comprou a ideia e continuou apostando no trabalho de médio e longo prazo.

As primeiras dez rodadas foram difíceis e cheias de altos e baixos, algo normal para uma equipe em formação e ainda sem contar com os principais jogadores. Loco Abreu e Herrera estavam suspensos, Fábio Ferreira machucado, Maicosuel retornando aos poucos, Marcelo Mattos na Grécia e as contratações aprimorando a parte física e técnica. Mesmo nas turbulências Caio Júnior seguiu firme nas suas convicções e acreditava na posse de bola como um diferencial em relação aos adversários. Nada de chutões para o alto e estava proibido o chuveirinho! A ausência de Loco Abreu, então na Copa América, facilitou a adaptação do time ao novo jeito de jogar.

Loco Abreu não fez gol no clássico, mas teve atuação decisiva novamente!

Quis o destino que Loco voltasse exatamente contra o Cruzeiro de Joel Santana, pela 13ª rodada – olha quanta coincidência junta! – e aí o Botafogo encorpou de vez, sapecou 4 a 0 no Vasco, passou pelo Atlético-MG na Copa Sul-Americana, encontrou a escalação ideal, alugou vaga no G-4 e pode fechar o turno na terceira colocação do BR-11! Qualquer alvinegro sabe o time de cor e salteado: Jefferson no gol; Lucas e Cortês nas laterais; Antônio Carlos e Fábio Ferreira na zaga; Marcelo Mattos e Renato na proteção do meio campo; Elkeson centralizado com Maicosuel e Herrera caindo pelas pontas; e no ataque, fazendo o pivô e, claro, os gols Loco Abreu.

Agora é defender a posição conquistada no primeiro turno e olhar para o líder Corinthians. Sim, é possível e temos elenco para isso. Renan, Alessandro, Márcio Azevedo, Gustavo, Léo, Somália, Bruno Tiago, Everton, Felipe Menezes, Alex, Alexandre Oliveira, Caio e o garoto Cidinho já mostraram que podem entrar e resolver. Devemos acreditar em título e empurrar a equipe para conquistar também a Sul-Americana! Esse é o melhor momento do Botafogo no campeonato e temos que aproveitar.

Vamos, FOGO!

Lucas agradece ao passe magistral de Loco Abreu: "Gracias"

Ficha Técnica:

19ª Rodada: Fluminense 1 x 2 Botafogo (27/08/2011)

Fluminense: Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Diogo (Martinuccio), Souza (Ciro) e Lanzini; Fred e Rafael Moura

Técnico: Abel Braga

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos (Gustavo), Fábio Ferreira e Cortês;  Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Maicosuel (Cidinho); Herrera (Felipe Menezes) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Fluminense: Fred, aos dez minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Elkeson, aos 11, e Lucas, aos 18 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 22.762 presentes / Renda: R$ 437.755,00

Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)

Cartão Amarelo: Márcio Rosário, Fred, Rafael Moura e Edinho (Fluminense)