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Empate bom em Salvador

04/05/2012

O técnico Oswaldo de Oliveira não ficou satisfeito com o resultado de 1 a 1, no jogo de ida da Copa do Brasil, na quarta passada, contra o Vitória em pleno Barradão. Mas o torcedor botafoguense não deve ter do que reclamar, já que viu o time jogar bem sem cinco titulares e ainda levar a decisão da vaga para o Rio, na semana que vem no Engenhão. O treinador tem o direito e o dever de cobrar mais dos jogadores, pois sabe o que foi treinado para esse embate e, pelo jeito, ele tinha a convicção de que venceria o jogo no fim, nos contra-ataques, e assim teria uma vantagem confortável para administrar aqui em casa.

Já são 24 partidas invictas na temporada, mas o Botafogo precisa ficar atento para que a sensação de tranquilidade não se torne arrogância e sonolência. Uma derrota nos próximos três jogos pode resultar na perda da vaga na Copa do Brasil e/ou a perda do título no Campeonato Carioca. É melhor deixar o oba-oba para a torcida e os números para a análise dos jornalistas e focar apenas no adversário, um de cada vez, e sem acreditar que o time é imbatível. Pensar que o desastre pode sim acontecer é que faz as grandes empresas terem sempre um plano de contingência preparado para qualquer ‘sinistro’.

Revelado pelo time baiano, Elkeson não comemorou, mas fez o gol!

O Vitória tinha a obrigação de fazer um bom resultado atuando em casa, mas ainda pode surpreender no Rio, só que o Botafogo está jogando com autoridade e não abre espaços na defesa como antigamente. Será difícil manter essa regularidade, é fato, mas o quanto protelar a primeira derrota melhor. Serão três jogos decisivos que se tornarão em cinco se passarmos de fase na Copa do Brasil, já que o Coritiba se configura como um adversário muito perigoso e com bom elenco. E essa é a palavra mágica: elenco. Sem dinheiro para contratações em peso – como faz a Flunimed – a solução é apostar na prata da casa!

As revelações vindas da categoria de base alvinegra são uma grata surpresa e nos últimos dois anos o número de bons jogadores multiplicou. Renan já foi titular em decisão de Estadual e não é nenhuma heresia dizer que ele pode substituir Jefferson vez ou outra, e dos quatro goleiros do elenco apenas o Jefferson veio de fora do clube. Lucas Zen e Jadson são duas grandes promessas para o meio de campo que realmente podem ser muito úteis na sequência da temporada e o jovem Gabriel entrou em alguns jogos sem comprometer. Na armação temos o Jeferson e o Cidinho como opções para o 2º tempo e no ataque Caio puxa a fila com Willian e Vitinho. São esperanças para o futuro e uma economia em contratações.

Jadson quase faz um golaço em Salvador e não fosse a grande inexperiência de Willian e Vitinho o gol da vantagem poderia ter saída nos três contra-ataques que o time desperdiçou nos minutos finais no Barradão. Maicosuel estava exausto e não conseguiu comandar a puxada da forma como planejou Oswaldo e a ausência de Cidinho, já acostumado a jogar com os profissionais, também pesou para deixar o placar igual. Engraçado foi ver o Caio, fominha voraz, enlouquecer quando Vitinho chutou para fora, rente à trave, enquanto três botafoguenses despontam livres na pequena área. Será que ele se lembrou das broncas de Herrera e Loco Abreu no ano passado? E o Jobson, hein? De férias? Ele treina na Gávea?

Vamos, Fogo!

Herrera não balançou as redes, mas deu belo passe para o gol de Elkeson!

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo01: Vitória 1 x 1 Botafogo (02/05/2012)

Vitória: Renan; Léo, Victor Ramos, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Michel (Rodrigo Mancha), Pedro Ken e Geovanni (Arthur Maia); Tartá (Rildo) e Neto Baiano

Técnico: Renato Silva

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Jadson, Felipe Menezes (Caio) e Maicosuel; Elkeson (Vitinho); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Vitória: Neto Baiano, aos 31 minutos da etapa inicial

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 26 do primeiro tempo

Local: Barradão (BA)

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Cartão Amarelo: Léo e Arthur Maia (Vitória); Maicosuel, Jadson e Lucas (Botafogo)

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Com a obrigação de vencer!

16/04/2012

A classificação para a semifinal já estava garantida desde a rodada passada e para o Botafogo só faltava definir o adversário. Não falta mais nada. Com a eliminação do Fluminense, campeão da Taça Guanabara, teremos a grande final do Campeonato Carioca – algo que não acontece desde 2009. O Bangu foi a grande surpresa do segundo turno do Estadual, mas agora não é novidade para mais ninguém e não podemos sequer supor em dividir o favoritismo com o Alvirrubro. Antes da semifinal da Taça Rio que será disputada no sábado, o Botafogo precisa passar pelo Guarani, no Engenhão, quarta, e carimbar a vaga para as Oitavas de final da Copa do Brasil, esse sim o objetivo primordial do primeiro semestre.

O time de Oswaldo de Oliveira ostenta a marca de vinte jogos de invencibilidade, mas não apresenta um futebol de encher os olhos. A torcida está com a pulga atrás da orelha e a imprensa especializada não sabe se critica abertamente ou espera mais tempo para ver até onde essa invencibilidade irá chegar. Se o time for Campeão da Taça Rio na semana que vem as vaias da arquibancada cessarão? Elas são realmente necessárias? O Botafogo tem time e elenco para dar oferecer aos seus torcedores o espetáculo que eles tanto almejam? Essas questões não podem ser respondidas de forma clara e objetiva ou será que podem?

A camisa é muito bonita, mas o futebol apresentado pelo Botafogo...

Os jogadores não cansam de dizer nas entrevistas que o início de temporada é sempre irregular, etc. E eles podem ter certa razão nessa afirmativa. Hoje, na última rodada da Taça Rio, o time entrou em campo sem cinco titulares: Antônio Carlos, Márcio Azevedo, Marcelo Mattos, Elkeson e Andrezinho. E aí? O forte Boavista era mesmo um adversário temível? Claro que não e se tivesse um pouco mais de vontade, de velocidade na troca de passes, o Botafogo poderia ter metido três ou quatro sem preocupação. Parece que a equipe não leva os jogos contra os pequenos com seriedade, e sim parte da obrigação, como “bater o ponto” e depois ir conversar com os colegas de trabalho.

Loco Abreu perdeu outro pênalti. Sim, aconteceu. A situação é deveras preocupante. Um jogador lento, sem capacidade de movimentação e que se notabilizou pelos gols de cabeça, leia-se bola parada, e também pelas precisas cobranças da marca do cal – ele nos deu um título e sou agradecido – não pode desperdiçar cinco cobranças em três meses. Algo está muito, muito errado em General Severiano. Parece que algo está acontecendo nos bastidores da equipe e nós, torcedores, ainda não sabemos. E o que foi a frase:

– Eu tenho um sonho, que é jogar no Mundial e para isso eu preciso estar jogando bem. E espero que seja aqui no Botafogo.

Não entendi e com certeza quem ouviu a declaração também não entendeu. Vamos para duas decisões seguidas, quarta e sábado, e espero que o Loco volte a ser o jogador decisivo que foi em 2010 e em 2011. Notícia boa? A volta de Maicosuel querendo jogo e mostrando estar 100% recuperado e a bela atuação do garoto Jadson das categorias de base. Jogou muito bem! Parabéns! Vamos precisar de ajuda nesse momento decisivo! Temos que vencer esses dois jogos de qualquer jeito!

Vamos, Fogo!

Cena que se repete em 2012: Loco consagrando os goleiros adversários!

Ficha Técnica:

8ª Rodada: Boavista 1 x 1 Botafogo (15/04/2012)

Boavista: Thiago; Ruy, Bruno Costa, Fábio Braz e Paulo Rodrigues; Douglas (Leandro Teixeira), Júlio Cesar, Fabrício (Léo Pimenta) e Romarinho (Lenny); Tony e Somália

Técnico: Andrade

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Renan Lemos; Jadson, Renato, Felipe Menezes (Gabriel) e Fellype Gabriel (Maicosuel); Caio (Willian) e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Boavista: Lenny, aos 27 do segundo tempo

Gol do Botafogo: Caio, aos 8 minutos da etapa final

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: Leonardo Castro Moreira (RJ)

Cartão Amarelo: Paulo Rodrigues, Thiago e Ruy (Boavista); Felipe Menezes, Renan Lemos e Maicosuel (Botafogo)

Classificação garantida ou seu dinheiro de volta!

08/04/2012

Não foi goleada e muito menos o chocolate que a torcida alvinegra queria para celebrar a Páscoa no Engenhão, mas ao menos a classificação para as semifinais da Taça Rio foi assegurada com uma rodada de antecedência. Ano passado, na última rodada, a equipe venceu, mas não levou e ainda teve que aguentar a eliminação na Copa do Brasil para o Avaí, já nessa temporada tudo pode ser diferente. A vitória em Campinas permite certa tranquilidade para o embate contra o Guarani, quarta, no Engenhão, mas essa calmaria não pode se transformar em sono como aconteceu hoje diante do Friburguense. A classificação na competição nacional é uma obrigação e os jogadores sabem disso.

Os erros cometidos nos dois últimos jogos não podem inflamar a torcida nesse momento. Não vamos criar novos monstros nesse grupo de jogadores! Não temos mais Alessandro, Lucio Flavio, Fahel, Somália ou até mesmo o Leandro Guerreiro. A diretoria se livrou de TODOS os atletas que incomodavam as sociais do Engenhão e esse novo grupo não tem os vícios e erros do passado. O Lucas errou? Errou. O Andrezinho errou? Claro que sim. O Antônio Carlos fez besteira? Fez, mas a equipe assimilou e venceu. Ao torcedor resta o dever e a obrigação de apoiar o único time invicto do futebol carioca.

Ataque do Fogão funcionando: Loco fez seis gols e Herrera chegou aos 9!

Loco Abreu mostrou estar recuperado, mas talvez não suporte a correria que esse esquema de jogo impõe nos noventa minutos e Herrera, mesmo com altos e baixos, parece ser o substituto adequado para o uruguaio dentro do reduzido elenco montado para o primeiro semestre. A boa movimentação tanto do Elkeson quanto do Fellype Gabriel foi fundamental para abrir espaço na zaga adversária e confundir a marcação. Andrezinho ficou devendo hoje, mas não pode ser vaiado a cada toque na bola, até porque o Botafogo sempre controlou o jogo. Claro que o time ainda não joga bem e erra passes em demasia, mas isso está dentro do processo de formação de um padrão de jogo que está por vir.

Não creio que a comissão técnica irá poupar um grande número de titulares para a última rodada da Taça Rio, contra o Boavista, em São Januário, mas a invencibilidade não deveria pesar tanto nesse momento. A perda do Maicosuel ainda é muito sentida e outros setores não possuem reservas, como o caso das laterais, e mesmo alguns jogadores, como o Renato, são insubstituíveis nesse momento decisivo. A carência do elenco só será suprida após o Campeonato Carioca e esse é o time que nos levará ao título da Taça Rio e à grande final contra o tricolor das Laranjeiras. E será que a torcida cantará: “Ei, Almir faz um gol aí!”?

Vamos, Fogo!

Amarelinha neles: Mattos, Renato e Jefferson podem jogar pela Seleção!

Ficha Técnica:

7ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Friburguense (08/04/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas (Lucas Zen), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho e Fellype Gabriel; Loco Abreu (Herrera)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Friburguense: Marcos; Sérgio Gomes, Cadão, Diego Guerra e Flávio; Elan, Marcelo, Lucas, Jorge Luiz (Douglas); Ricardinho (Ziquinha) e Rômulo

Técnico: Gerson Andreotti

Gols do Botafogo: Loco Abreu, aos 34 iniciais, e Herrera, aos 25 e aos 41 da etapa final

Gol do Friburguense: Douglas, aos 40 minutos do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Eduardo Guimarães (RJ)

Cartão Amarelo: Andrezinho e Marcelo Mattos (Botafogo); Cadão, Elan e Sergio Gomes (Friburguense)

Joguinho difícil de assistir!

05/04/2012

O Botafogo venceu de virada, tem uma grande vantagem para o jogo do Rio e o ataque voltou a marcar com Herrera. Tudo certo, certo? Não, nada parece estar no lugar certo. O time não é o melhor do Brasil e não tem o elenco dos sonhos, mas esperava-se, e espera-se, mais do trabalho da comissão técnica comandada por Oswaldo de Oliveira. Parece que esse Botafogo continua em transição ou, pior do que isso, continua sob gestão de Caio Júnior e naquela fase final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Sonolento, sem criatividade, preguiçoso e que só reage depois de ter as redes balançadas, esse Botafogo irá sofrer para superar o Guarani aqui no Engenhão e deixará a torcida com os cabelos em pé até o apito final. Haja emoção!

Nas oitavas fará jogo duro contra o Vitória e irá penar para bater o Coritiba na fase de quartas de final. Mesmo aos trancos e barrancos existe a possibilidade do Botafogo chegar até a semifinal e aí irá medir forças contra o São Paulo de Leão. O caminho será mais ou menos esse até a semifinal se nenhuma grande surpresa, ou zebra, acontecer na competição e a grande esperança da torcida reside no tempo. Sim, no tempo. Maicosuel precisa de tempo para se recuperar de lesão, Loco Abreu precisa de tempo para voltar a ser o jogador decisivo que sempre foi, Jobson precisa de tempo para entrar em forma e Oswaldo de Oliveira precisa de tempo para implementar sua metodologia de trabalho. Tempo. E ainda será preciso pensar na Taça Rio!

Gol na hora certa! Herrera decreta a vitória do Fogão em Campinas!

O esquema de jogo atual da equipe, o 4-2-3-1, foi criado por Caio Júnior para aproveitar a quantidade de meias no elenco e ainda motivada pela ótima fase do atacante uruguaio. Todo o sistema de criação armaria as jogadas para a finalização do Loco e ainda seria possível liberar os meias para atuar com liberdade e assim encostar no camisa 13 botafoguense. Funcionou e bem no ano passado, com o time sendo o líder virtual do BR-11, ou seria líder nos pontos perdidos… Tem coisas que realmente só acontecem ao Botafogo. Mas não vejo como transportar esse esquema para esse elenco e para o momento que vive o ataque alvinegro.

Com o que tem em mãos seria prudente pensar em armar a equipe no tradicional 4-4-2 e ontem foi uma grande prova disso. Herrera ficou isolado no ataque, não conseguiu pressionar a saída de bola do Guarani e os meias estavam por demais longe da área para iniciar as jogadas de contra-ataque – ninguém tinha a velocidade do Maicosuel – o que facilitou o sistema defensivo do time de Campinas. Os gols aconteceram de forma esporádica e graças à excelente atuação de Renato que foi obrigado a fazer um gol de cabeça, função de Herrera, e a realizar uma jogada de linha de fundo, supostamente trabalho para o Elkeson.

Não é possível mexer na zaga, até porque não existem peças de reposição, mas para o meio e para o ataque ainda temos algumas variáveis para o esquema. Oswaldo de Oliveira só irá alterar a equipe quando vier a primeira derrota no ano e só resta torcer para que essa derrota não venha na semifinal da Taça Rio ou para o Guarani, no Engenhão, pela Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Renato foi fundamental: um gol e um passe perfeito para Herrera marcar!

Ficha Técnica:

Fase 02-Jogo01: Guarani 1 x 2 Botafogo (04/04/2012)

Guarani: Emerson; Oziel, Domingos, Neto e Bruno Recife; Wellington Monteiro, Bruno Neves (Thiaguinho), Fábio Bahia e Danilo Sacramento; Fabinho e Bruno Mendes (Ronaldo)

Técnico: Osvaldo Alvarez

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Andrezinho, Fellype Gabriel (Caio) e Elkeson (Felipe Menezes); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Guarani: Bruno Mendes, aos 36 minutos iniciais

Gols do Botafogo: Renato, aos 44 do primeiro tempo, e Herrera, aos 22 da etapa final

Local: Brinco de Ouro da Princesa (SP)

Árbitro: Anderson Daronco (RS)

Cartão Amarelo: Thiaguinho e Oziel (Guarani); Lucas, Marcelo Mattos, Andrezinho, Renato e Jefferson (Botafogo)

Empate ruim para os dois…

02/04/2012

O jogo foi fraco tecnicamente e só teve emoção mesmo no final do segundo tempo, com as duas bolas na trave do Herrera e a bela defesa do Cavalieri no arremate do Fellype Gabriel. O Fluminense entrou com o time completo, estava cansado da maratona de jogos pela Libertadores, mas quem andou em campo foi o Botafogo, talvez cansado da maratona de treinamentos que o a comissão técnica impôs nessa semana. Claro que é piada. O time teve folga até segunda e só iniciou a preparação para o clássico na terça. E quem correu em campo foi o Flu? Algo não anda bem na preparação física em General Severiano…

Os números mostraram que o Alvinegro teve mais posso de bola. Estranho, muito estranho, já que pelo jogo imaginava-se superioridade do Tricolor das Laranjeiras ou ao menos o famoso “fifty-fifty”, mas domínio de bola com aqueles chutões para frente fica difícil. Esse é o principal problema herdado desde a época do Joel Santana: os lançamentos longos para a área. Ah, eu disse lançamento? O Gérson fazia lançamento, o Didi fazia lançamento, até o Lucio Flavio sabia fazer lançamento, o que acontece nesse time é chutão mesmo. O Antônio Carlos pega a bola, ajeita o corpo e Pimba! Manda a pelota lá pro outro lado para a zaga adversária rebater.

O esquema 4-2-3-1 moldado pelo Caio Júnior já começa a dar sinais de fadiga e parece ser a hora do Oswaldo mostrar a que veio, já que não vemos a interferência do treinador na forma da equipe jogar que é a mesma desde o ano passado. Esse elenco pede a volta do tradicional 4-4-2, com dois meias auxiliando na marcação, mas com liberdade total para atacar. Deixar um atacante isolado lá na frente é facilitar por demais a ação da zaga adversária e não irá dar certo no Campeonato Brasileiro – onde o nível é infinitamente maior do que o Carioca. Bem, posso também estar equivocado e o time pode encaixar nesse esquema, quem vai saber?

Merecia o cartão vermelho! Deco bateu muito e não foi expulso!

Os jogadores alvinegros precisam aprender a atacar e defender em bloco. Existe um enorme espaço entre a linha de defesa e o meio-campo quando o time é atacado e entre o ataque e a meia quando nós estamos com a posse de bola. A compactação só fica nos treinamentos, porque em campo o ‘clarão’ é bem visível. Será que nenhum membro da comissão técnica assiste ao jogo dos camarotes? O estádio é nosso, poxa! O Marcelo Mattos corre que nem um louco para cobrir as investidas dos laterais e para tentar ajudar na saída de bola. Todo jogo é assim: bola nas costas do Márcio Azevedo! É impossível encaixar a marcação por ali? O gol do Fluminense surgiu exatamente desse defeito do sistema defensivo alvinegro.

Continuamos invictos? Continuamos. Beleza, beleza, mas e aí? Podemos ser eliminados da Copa do Brasil de forma invicta e aí? O Guarani está longe de ser uma potência do futebol nacional, mas não é uma baba como o Duque de Caxias ou Madureira. E lá eles vão querer correr muito para evitar a eliminação precoce. Teremos que jogar na técnica e na raça. Será que esse time consegue? Ou irão reclamar do gramado outra vez?

Vamos, Fogo!

Ficha Técnica:

6ª Rodada: Fluminense 1 x 1 Botafogo (31/03/2012)

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia (Edinho), Jean, Deco e Thiago Neves; Wellington Nem (Rafael Sobis) e Fred (Rafael Moura)

Técnico: Abel Braga

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho (Jobson) e Fellype Gabriel; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Fluminense: Fred, aos 34 minutos do primeiro tempo

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 17 iniciais

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)

Cartão Amarelo: Deco, Wellington Nem e Edinho (Fluminense); Elkeson, Marcelo Mattos e Herrera (Botafogo)

Por que é tão difícil?

23/03/2012

O que faz ser tão difícil a vida do torcedor alvinegro? Existe mesmo “coisas que só acontecem com o Botafogo?” Será essa uma verdade universal? Qual a razão para tanto pessimismo? Será algo cármico ou uma conjunção astral? Um esquadrão que teve Manga, Nílton Santos, Didi, Rildo, Zagallo, Amarildo, Quarentinha e Garrincha só conquistou dois títulos Cariocas em 61-62 e duas vezes o Torneio Rio-São Paulo em 62-64. Esse timão bateu de frente com o Santos de Pelé… Azar? É verdade que o Rio-São Paulo pode ser considerado tão difícil quanto o nacional de hoje, mas a ausência da Libertadores é inexplicável. A equipe excursionou pelo mundo inteiro encantando torcedores e jornalistas, fazendo fortuna para os dirigentes, mas e o Botafogo?

E o que falar do próximo supertime da década de 60 com Manga, Leônidas, Afonsinho, Carlos Roberto, Gérson, Roberto Miranda, Rogério, PC Caju e Jairzinho que foi bicampeão Carioca 67-68, bicampeão da Taça Guanabara 67-68, campeão do Torneio Rio-São Paulo em 66 e campeão da Taça Brasil de 68 – hoje considerado pela CBF como o primeiro título nacional do Botafogo – mas que entrou no boicote dos clubes brasileiros e não disputou a Libertadores do ano seguinte… Esse time venceu tudo o que disputou, mas abriu mão de ir para o principal torneio continental quando teria todas as chances de ser campeão.

O Maior Espetáculo da Terra: Botafogo x Santos na década de 60!

Esses jogadores ganharam títulos de expressão com a camisa alvinegra, mas fica o sentimento de que poderiam ter ido mais longe. Onde está o erro? Eles deram ao Brasil três títulos mundiais e fizeram a camisa canarinho ser eternamente temida pelos quatro cantos do planeta, mas e o Botafogo? Vencemos a Copa Commebol, em 93, com um time de garotos, após o fiasco do timaço de 92 que perdeu o Brasileiro de forma vergonhosa. Quem diria que aquele elenco, montado às pressas e com jogadores sem relevância no cenário nacional iria trazer ao Glorioso um título continental? Suélio, Eliel, Marcos Paulo, William Bacana, Nelson, Clei… não vejo o nome deles em General Severiano e, no entanto, levantaram uma taça inédita para o clube, um feito até hoje sequer igualado.

Medalhões como Dodô, Reinaldo, Lucio Flavio, Guilherme, Luizão e tantos outros que passaram pelo clube e que no máximo colocaram na sala de troféus três vezes a Taça Guanabara, três vezes a Taça Rio e dois minguados títulos Cariocas. Será que essa geração atual irá fazer o mesmo papelão? Temos no elenco uma química que costuma dar certo em todos os times do mundo: jogadores de seleção, já experientes, junto com outros que são jovens promessas e ainda um treinador com currículo vitorioso. O que pode dar errado?

Taça Guanabara 2010: início da conquista do Carioca e só...

Analisando o elenco atual podemos esperar mais do que apenas dois empates, em 1 a 1, e uma classificação suada nos pênaltis, diante do Treze, pela Copa do Brasil. A defesa conta com atletas mais do que rodados no cenário nacional: Jefferson foi campeão Mundial Sub-20 e do Clássico das Américas pela Seleção Brasileira, Antônio Carlos foi duas vezes campeão Carioca e tem um título do Paranaense, Fábio Ferreira já venceu um Campeonato Brasileiro e o contestado Márcio Azevedo conquistou o Campeonato Cearense e o Campeonato Paranaense.

Olhando para a escalação do meio de campo a qualidade dos jogadores é incontestável: Marcelo Mattos tem um Paulista e um Brasileiro, Maicosuel venceu um Paranaense e um Mineiro, Elkeson foi bicampeão do Baiano e ainda campeão do Campeonato do Nordeste em 2010, Felipe Menezes levou duas vezes a Taça da Liga de Portugal e foi campeão português com o Benfica e Fellype Gabriel foi campeão Carioca, da Copa do Brasil e levantou três importantes canecos no Japão: Copa do Imperador, Supercopa Japonesa e a Copa da Liga do Japão. O nosso camisa 10 está acostumado a decidir e a vencer, só no Internacional Andrezinho levantou três vezes o Gaúcho e ainda a Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana, a Copa Suruga Bank e a Libertadores.

Jogador habilidoso, Renato sofre com os gramados ruins...

Ainda no meio-campo, Renato é um caso à parte já que venceu praticamente tudo o que disputou: dois Brasileiros pelo Santos e ainda foi duas vezes campeão da Copa da Uefa, bicampeão da Copa do Rei, campeão da Supercopa Européia e campeão da Supercopa da Espanha pelo Sevilla, ufa! E não acabou! O camisa 8 levou a Copa América e a Copa das Confederações pela Seleção Brasileira. A dupla de ataque alvinegra é a mais experiente da década com Herrera e Loco Abreu. O argentino levou um Gaúcho e foi ídolo no Corinthians no título da Série B do Brasileiro. E o que falar de Abreu? Para ficar apenas no seu time do coração, o Nacional de Montevidéu, conquistou três campeonatos uruguaios e pela seleção foi campeão da Copa América, no ano passado, e ficou em 4º lugar na Copa do Mundo em 2010.

E o treinador? Oswaldo de Oliveira levou suas equipes a conquistar títulos como o Campeonato Paulista, o Supercampeonato Paulista, duas vezes o Campeonato Brasileiro, o Mundial Interclubes da Fifa, a Copa Mercosul e ainda três vezes o Campeonato Japonês, duas vezes a Copa do Imperador e para fechar duas vezes a Supercopa do Japão. O que falta para que esse time jogue de acordo com as peças que estão disponíveis? O elenco não é ruim como gostam de criticar os corneteiros de plantão. Acredito em título no Campeonato Carioca e em uma final na Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Precisava ser tão difícil? Jogadores comemoram a classificação contra o Treze.

Ficha Técnica:

Fase 01-Jogo02: Botafogo 1x 1 Treze (21/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Andrezinho e Fellype Gabriel (Caio); Herrera (Jobson) e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Saulo; Amaral (Neto Maranhão), Carlos Alberto, Rone Dias e Doda; Márcio Carioca (Léo Rocha) e Vavá (Thiago Cunha)

Técnico: Marcelo Vilar

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 21 do primeiro tempo

Gol do Treze: Amaral, aos dois minutos iniciais

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Ronan Marques da Rosa (SC)

Cartão Amarelo: Márcio Azevedo, Lucas e Jobson (Botafogo); Doda, Vavá, Carlos Alberto e Neto Maranhão (Treze)

Cartão Vermelho: Carlos Alberto (Treze)

Jefferson salva o Botafogo de um vexame histórico no Engenhão!

Fase 01-Jogo01: Treze 1x 1 Botafogo (14/03/2012)

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Cleiton Cearense (Saulo); Amaral, Carlos Alberto, Rone Dias e Doda (Léo Rocha); Márcio Carioca (Manu) e Vavá

Técnico: Marcelo Vilar

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Caio) e Cidinho (Maicosuel/Jobson) e Elkeson; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Treze: Manu, aos 48 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Herrera, aos 21 minutos do segundo tempo

Local: Almeidão, João Pessoa (PB)

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)

Cartão Amarelo: Herrera, Felipe Menezes, Lucas (Botafogo); Vavá (Treze)

O Engenhão faz a diferença?

18/03/2012

A vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, pela 4ª rodada da Taça Rio, levanta uma questão interessante sobre esse novo Botafogo que se desenha sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira: o time só joga bem no Engenhão? Ou podemos perguntar de forma mais direta: o time só joga bem se o gramado estiver em bom estado? Não que a exibição tenha sido de gala, longe disso, mas ao menos vimos toque de bola, boa movimentação e os gols surgiram de jogadas trabalhadas pelo chão e não somente levantamentos forçados para a área.

Os empates em 1 a 1 com o Bangu, na rodada passada, e com o Treze, este pela Copa do Brasil, mostraram uma equipe muito irritada com a dificuldade de domínio de bola e que forçava os chutões para frente de qualquer jeito. A redonda parecia queimar nos pés dos botafoguenses, nada dava certo, nenhuma jogada era construída e não víamos sequer um esboço de trama ensaiada nos treinamentos. Jogadores como Loco Abreu, Herrera, Renato, Lucas e Elkeson gostam de ficar com a bola dominada e parecem não saber o que fazer para jogar nesses gramados.

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

A Copa do Brasil na fase inicial será jogada em estádios acanhados, com iluminação deficitária e muito, mas muito buraco para fazer a pelota pular como pipoca! E não adianta reclamar. Se passar pelo Treze na quarta, o Botafogo irá pegar o Guarani, sexto colocado no Campeonato Paulista, lá no Brinco de Ouro, um estádio acanhado e que se transformará num verdadeiro caldeirão. Neste ano o time de Campinas arrancou um empate com o São Paulo em pleno Morumbi e também com o Corinthians no Pacaembu, ou seja, é uma equipe acostumada a enfrentar os grandes sem tremer.

O Vasco dificultou a vitória alvinegra, mas duas interpretações equivocadas do árbitro João Batista de Arruda – que até apitou bem a partida – poderiam deixar o placar mais elástico. Fagner deu uma cotovelada no Márcio Azevedo, ainda no primeiro tempo, e deveria ter sido expulso. O juiz deu falta do lateral alvinegro de forma inexplicável. O segundo lance aconteceu quando Andrezinho puxava contra-ataque perigoso e foi derrubado por Diego Souza por trás. O camisa 10 vascaíno já tinha amarelo e tinha que ser expulso! O juiz se acovardou totalmente e mandou o jogo seguir. Uma vergonha!

Ainda sobre o jogo, Oswaldo poderia ter lançado Caio um pouco mais cedo no lugar do Elkeson que perdeu outro gol inacreditável! Jobson também desperdiçou duas chances e perdemos a oportunidade de fazer mais três gols e devolver a goleada de 2010. Faltou ambição, mas os três pontos vieram. Agora é preciso focar na ‘decisão’ contra o poderoso Treze e carimbar a classificação na competição nacional. Temos que chegar ao menos na final da Copa do Brasil para brigar pelo título inédito!

Vamos, Fogo!

Bancado pelo treinador, Fellype Gabriel mostra o cartão de visitas!

Bancado por Oswaldo, o jogador mostra seu cartão de visitas!

Ficha Técnica:

4ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Vasco (18/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho e Fellype Gabriel (Lucas Zen); Herrera (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vasco: Fernando Prass; Fagner, Douglas, Rodolfo e Dieyson; Rômulo, Fellipe Bastos, Juninho e Allan (William Barbio); Éder Luis e Diego Souza

Técnico: Cristovão Borges

Gol do Vasco: Felipe Bastos, aos dois minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 33 e 37 iniciais, e aos 26 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Márcio Azevedo (Botafogo); Allan, Diego Souza, Dieyson, Fagner, Fellipe Bastos e Rodolfo (Vasco)

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

3ª Rodada: Bangu 1 x 1 Botafogo (10/03/2012)

Bangu: Willian; China (Gedeílson), Raphael Azevedo, Santiago e Renan Oliveira; Oliveira, André Barreto, Thiago Galhardo (Luciano) e Almir (Gabriel); Fabinho e Sérgio Júnior

Técnico: Cleimar Rocha

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Jeferson) e Caio (Cidinho); Herrera e Loco Abreu (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Bangu: Almir, aos 29 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Cidinho, aos 28 do segundo tempo

Local: Moça Bonita (RJ)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

Cartão Amarelo: Thiago Galhardo, China, Oliveira e Luciano (Bangu); Herrera (Botafogo)

Firme na liderança do grupo

05/03/2012

O importante é vencer, sempre. Não importa o que digam os críticos, os pseudo-especialistas ou corneteiros de plantão, arrumar o time com vitórias é muito melhor do que trabalhar sob a pressão da derrota. A defesa falhou nos últimos três jogos e o Oswaldo de Oliveira está tentando entender o que está acontecendo com a nossa dupla de zaga. Será falha apenas dos zagueiros ou a cobertura anda ineficiente? Só é possível identificar e corrigir essas falhas com treinos e mais treinos. E como treinar com esse calendário? Essa será uma semana cheia – como se diz na linguagem dos boleiros. O Botafogo só entra em ação no sábado e, finalmente, o treinador poderá debater, pensar, analisar e mostrar ao grupo o modo certo de se portar em campo.

Uma atenção especial deve ser dada ao sistema defensivo. O gol sofrido ontem pode ser bizarro, como insinuou Jefferson, mas foi fruto de erro na marcação do atacante adversário que subiu livre para cabecear. Levamos um gol semelhante contra o fraco Americano, na rodada de abertura da Taça Rio, e fomos eliminados da final da Taça Guanabara pelo time das Laranjeiras graças à um erro infantil na hora de armar a chamada linha burra: Márcio Azevedo não saiu junto com os companheiros e Leandro Eusébio tinha condição legal de jogo.

Erros como esse podem ser superados num torneio baba como a Taça Rio, mas serão fatais na Copa do Brasil. Todos os times pequenos jogarão fechados atrás da linha da bola e esperarão pelo contra-ataque certo na esperança da defesa alvinegra falhar. Para isso outro fundamento precisa estar em alta: as finalizações! Não é de hoje que o ataque vem perdendo inúmeras chances de gol. Todos gostam de lembrar que o time está criando muito e isso é bom. Sim, é bom criar chances clara de gol, mas é melhor ainda fazer os gols. Loco Abreu e Herrera perderam três gols ontem e isso vem desde o início da temporada. Poderíamos ter metido uma goleada histórica no time da Gávea, na Taça Guanabara, não fossem os incríveis gols perdidos pelo uruguaio.

Oswaldo de Oliveira parece ser o técnico certo para esse elenco!

Oswaldo de Oliveira parece ser o técnico certo para esse elenco!

Sei que estou apenas apontando os erros e defeitos da equipe aqui, mas como a comissão técnica terá uma semana para avaliar e trabalhar, bem, não custa ajudar, né? Ah, ninguém lerá esse texto? Tudo certo, ao menos fiz a minha parte. Olhando pelo aspecto positivo é preciso lembrar as importantes ausências de Maicosuel, Elkeson e Andrezinho. As duas vitórias foram construídas com a ajuda dos reservas e isso é muito, muito bom. Dá moral para o grupo e mostra que o trabalho de contratação foi acertado. Felipe Menezes pode não ser o camisa 10 dos sonhos do torcedor botafoguense, mas não se esconde do jogo e o xará Gabriel corre o tempo todo e busca as jogadas ofensivas sem irritantes toques laterais.

Não, não estou me esquecendo dele, não senhor! Deixei o melhor para o final, apenas isso. Jobson vem aí! Rufem os tambores! Preparem os balões! Estourem os fogos de artifício! O garoto está voando nos treinos e acredito piamente que esse será o ano dele. Jobson é rápido, habilidoso, chuta com as duas pernas e não tem medo de cara feia! Se conseguir focar apenas no futebol é nome certo na Copa do Mundo de 2014. Ilusão? Sonho? Nada disso, o cara joga muito e precisa estourar de vez na carreira. Agora é momento certo para isso.

Vamos, Fogo!

Ainda é reserva? Herrera já soma sete gols no Estadual!

Ficha Técnica:

2ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Volta Redonda (04/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Fellype Gabriel (Caio) e Felipe Menezes (Lucas Zen); Herrera e Loco Abreu (Wilian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Volta Redonda: Douglas; Marquinhos (Henrique), Robson, Naldo e João Paulo; Roberto Andrade, Manteiga, Rafael Granja e Gláuber (Anderson Gomes); Joabe e Jhonnattann (Júlio Cezar)

Técnico: Ricardo Drubscky

Gol do Volta Redonda: Jefferson contra, aos 37 do primeiro tempo

Gols do Botafogo: Herrera, aos 16 iniciais e aos 31 minutos do segundo tempo, e Antônio Carlos, aos 44 finais

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Fellype Gabriel (Botafogo); Manteiga, Anderson Gomes e Naldo (Volta Redonda)

Bonita homenagem da diretoria ao torcedor-símbolo do Botafogo!

Bonita homenagem da diretoria ao torcedor-símbolo do Botafogo!

1ª Rodada: Americano 2 x 4 Botafogo (01/03/2012)

Americano: Erivélton; Alex, Adalberto, Ricardo Braz e Marcos Felipe (Ronan); Rhayner, Caetano (Marconi), Jader e Pachola; Hugo e Tardelly (Adão)

Técnico: Luis Antônio Zaluar

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Fellype Gabriel (Lucas Zen) e Andrezinho (Felipe Menezes); Wilian (Caio) e Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gols do Americano: Marcos Felipe, aos oito iniciais, e Hugo, aos 35 minutos da etapa final

Gols do Botafogo: Fellype Gabriel, aos 31 do primeiro tempo, Renato, aos 28, Herrera, aos 32, e Caio, aos 45 do segundo tempo

Local: Godofredo Cruz (Campos/RJ)

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Cartão Amarelo: Rhayner, Marcos Felipe, Caetano, Pachola e Adalberto (Americano); Lucas e Márcio Azevedo (Botafogo)

Até tu, Loco?

24/02/2012

O Botafogo não jogou bem, ok. O Fluminense dominou as ações ofensivas na etapa final, ok, concordo. Mas já que abrimos a vantagem num contra-ataque, aos 28 minutos do segundo tempo, e eles teriam obrigatoriamente que atacar sem parar nos últimos quinze minutos de jogo, cedendo assim mais terreno para o contragolpe, qual o sentido em tirar um meia-atacante e colocar um jogador de contenção? Não entendi a entrada do Lucas Zen no lugar do Elkeson. O Oswaldo pode ficar explicando horas e horas, com telão, quadro-negro, giz, o que ele quiser, mas não irá me convencer!

Treinador não perde pênalti, eu sei, mas perde jogo! Que fique a lição!

O Caio, atacante de velocidade e dribles curtos, estava na beira do campo para entrar no jogo. Elkeson estava com dores na panturrilha após entrada dura de Carlinhos e sua saída era certa. Ao ver o gol e a vantagem no placar, Oswaldo abriu a prancheta e apelou para o São Joel das Retrancas Invioláveis! O Lucas Zen é um bom jogador, formado na base e que pode substituir a dupla de volantes sem nenhuma preocupação por parte do torcedor, mas não era jogo para ele naquele momento. Ali, era a entrada do Caio para puxar os contra-ataques e ampliar o marcador ou o Felipe Menezes para encorpar o meio de campo, liberar o Andrezinho e dar aquele passe preciso para o segundo gol.

O treinador alvinegro abriu mão do jogo cedo demais, desistiu de atacar e estava satisfeito com o magro 1 a 0 numa partida decisiva que ditaria o ritmo do time e a relação do Botafogo com sua torcida. Era momento exato e o adversário perfeito para resgatar a confiança do torcedor e incendiar o Engenhão na final contra o Vasco. E o que acontece? Medo, apatia e preguiça. Essa foi a tônica do Botafogo na reta final do Campeonato Brasileiro e o que os jogadores fizeram ontem são um reflexo da falta de coragem do comando técnico. Ao colocar o Caio no lugar do Marcelo Mattos – não dava pra sacar o Lucas Zen como no clássico contra o Flamengo, né? – após o gol de empate tricolor, Oswaldo assinou a confissão de burro.

Olha o agarra-agarra ali no Antônio Carlos. Isso não é pênalti não?

Não importa se o Fluminense estava melhor em campo e sim que o gol de empate só ocorreu devido a um erro grosseiro da zaga botafoguense. A linha burra de impedimento não é a forma mais eficiente do mundo para impedir as bolas alçadas na área, mas funciona vez ou outra quando bem treinada e ontem já mostrava sinais de fraqueza pelo lado esquerdo. Márcio Azevedo fez uma boa partida, mas os dois erros na hora de fazer a linha custaram caro ao time. Não é possível que o Oswaldo, um treinador que se diz amante da tecnologia, não coloque um candango em frente à TV, em casa mesmo, e com o celular o informe do erro grosseiro que aconteceu minutos antes?! Não entendo.

Por fim, lamentavelmente, devo dedicar algumas palavras à má fase do Loco Abreu. Não é possível um cara que se notabiliza pela frieza e extrema categoria na bola parada perder um pênalti como aquele. Nas últimas quatro cobranças, o artilheiro só converteu uma. Algo está errado aí e já começo a ficar com a pulga atrás da orelha. A batida foi fraca, desinteressada e o pior, foi no canto preferido do goleiro tricolor. Será que ele não observou que das quatro cobranças anteriores o Cavalieri pulou para a esquerda em três?

O título era obrigação e a Taça Guanabara estava ao alcance das mãos, já que o Vasco não seria um adversário mais complicado do que foi o Fluminense. Bem, agora é focar na Copa do Brasil e entrar firme na Taça Rio.

Vamos, Fogo!

Ao menos uma notícia positiva: Elkeson reencontrou o bom futebol!

Ficha Técnica:

Semifinal: Botafogo 1 x 1 Fluminense (23/02/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Caio), Renato, Andrezinho e Elkeson (Lucas Zen); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Fluminense: Cavalieri; Bruno (Rafael Moura), Leandro Eusébio, Anderson e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Deco (Jean) e Thiago Neves; Fred e Welington Nem (Araújo)

Técnico: Toninho Andrade

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 28 minutos do segundo tempo

Gol do Fluminense: Leandro Eusébio, 34 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Antônio Carlos (Botafogo) e Edinho (Fluminense)

Pênaltis Convertidos: Andrezinho, Herrera e Renato

Pênaltis Perdidos: Lucas e Loco Abreu

Uma análise das entrevistas

09/02/2012

Já temos tranquilidade para trabalhar!” Essa foi a frase mais ouvida no Engenhão após a vitória de ontem sobre o Olaria. Os jogadores e a comissão técnica fizeram questão de frisar que o ambiente é bom, o clima pacífico e que os três empates seguidos não estavam atrapalhando a concentração do pós-jogo. Pensamento positivo e discurso espanta-crise fazem bem num momento como esse, mas a verdade era que a sequência estava incomodando e muito.

Goleada veio no momento certo, mas bem que poderia ter sido no domingo...

Antônio Carlos, um dos líderes do elenco, explicou a demora do time para entrar em campo para o primeiro tempo: “Foi a nossa corrente. A cobrança. Aqui cada um cobra o outro. Temos que sair dessa situação.” É uma situação incômoda sim, Antônio Carlos. Se no Campeonato Brasileiro uma sequência de três empates gera uma leve crise, imaginem no Cariocão, ou melhor, Carioquinha! O quarto lugar no Grupo A foi o resultado direto dos erros nas finalizações e esses erros não são de agora, são uma herança da precipitação e do nervosismo implantados por Caio Júnior – e que agora podem ser vistos no Grêmio.

É possível apontar um culpado? Loco Abreu tratou de se apresentar. O uruguaio perdeu um pênalti na estreia e desperdiçou várias oportunidades contra Resende, Nova Iguaçu e Madureira. E o jogo passado? Não me esqueci. O matador alvinegro podia ter escrito seu nome outra vez nos grandes clássicos e a goleada de hoje poderia ter vindo diante do time da Gávea. Abreu explica:  “O jogo contra o Flamengo foi bom. Faltou que eu caprichasse mais no último toque. Deixei escapar três oportunidades. Hoje a equipe foi muito bem, ganhou de forma tranquila, se impôs. A vantagem dos gols é boa para a briga pela classificação também.” Então está explicado.

Elkeson reencontra o bom futebol e é aplaudido no Engenhão!

Recuperamos um jogador muito importante!” A sentença do treinador botafoguense precisar ser direcionada. Quem é o jogador em questão? Maicosuel que estava devendo uma boa atuação? Elkeson que não balançava as redes desde o fim do primeiro turno do BR-11? Ou o Márcio Azevedo que estava na lista de dispensados no início do ano? Acredito que os três se encaixam nesse perfil. Maicosuel jogou bem, fez gol e deixou o Loco na boa para fazer o quarto da goleada. Elkeson desencantou balançando as redes duas vezes, tentou dribles e fez o lançamento para o quinto gol. E o nosso lateral-esquerdo? Márcio Azevedo teve outra boa atuação, seguro na defesa, dando botes precisos, puxando contra-ataques, e sobrando na parte física.

Para fechar uma última análise sobre a notícia de hoje cedo: “Aumentamos nossa receita em 20%.” O diretor-executivo Sérgio Landau comemora o aumento nas receitas com o patrocínio que beiram a casa dos R$ 30 milhões/ano. E o Engenhão? Pode gerar mais receitas? Ainda é deficitário? Ontem o público pagante foi ridículo, 1.738, com mais de 3 mil presentes e uma arrecadação de R$ 31.100,00. Não posso reclamar da torcida. Calor de 38ºC, jogo no fim de tarde, dia de trabalho, engarrafamento, trem lotado, Ufa! Quem esteve no Engenhão foi herói e mereceu a goleada.

Vamos, Fogo!

Não adianta reclamar! Não existe pênalti contra o Flamengo...

Ficha Técnica:

5ª Rodada: Botafogo 5 x 0 Olaria (08/02/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Lucas Zen), Renato, Maicosuel, Andrezinho (Felipe Menezes) e Elkeson; Loco Abreu (Herrera)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Olaria: Wanderson; Ivan, Diego, Thiago Eleutério e Amarildo; David, Moisés (Muniz), Siston e Pedrinho; Allan (Pará) e Vanilson (Claudir)

Técnico: Amilton Oliveira

Gols do Botafogo: Loco, aos 12 iniciais, Elkeson, aos 23 e aos 39 do primeiro tempo; Loco, aos 20, e Maicosuel, aos 43 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Marcelo Mattos (Botafogo), Moisés (Olaria)

Márcio Azevedo deu um baile pré-carnaval no Leonardo Moura. Cadê a Perlla?

4ª Rodada: Botafogo 0 x 0 Flamengo (05/02/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antonio Carlos, Fabio Ferreira e Marcio Azevedo; Marcelo Mattos (Lucas Zen/Caio), Renato, Maicosuel, Andrezinho e Elkeson (Herrera); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Flaemngo: Felipe; Léo Moura, Welinton, David e Junior Cesar; Willians, Luiz Antonio (Muralha), Renato e Bottinelli (Maldonado); Ronaldinho e Deivid (Negueba)

Técnico: demitido

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Pathrice Maia (RJ)

Cartão Amarelo: Marcelo Mattos, Antonio Carlos, Marcio Azevedo e Maicosuel (Botafogo); Luiz Antonio, David Braz, Willians e Negueba (flamengo)

Cartão Vermelho: Williams (flamengo)