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O Engenhão faz a diferença?

18/03/2012

A vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, pela 4ª rodada da Taça Rio, levanta uma questão interessante sobre esse novo Botafogo que se desenha sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira: o time só joga bem no Engenhão? Ou podemos perguntar de forma mais direta: o time só joga bem se o gramado estiver em bom estado? Não que a exibição tenha sido de gala, longe disso, mas ao menos vimos toque de bola, boa movimentação e os gols surgiram de jogadas trabalhadas pelo chão e não somente levantamentos forçados para a área.

Os empates em 1 a 1 com o Bangu, na rodada passada, e com o Treze, este pela Copa do Brasil, mostraram uma equipe muito irritada com a dificuldade de domínio de bola e que forçava os chutões para frente de qualquer jeito. A redonda parecia queimar nos pés dos botafoguenses, nada dava certo, nenhuma jogada era construída e não víamos sequer um esboço de trama ensaiada nos treinamentos. Jogadores como Loco Abreu, Herrera, Renato, Lucas e Elkeson gostam de ficar com a bola dominada e parecem não saber o que fazer para jogar nesses gramados.

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

A Copa do Brasil na fase inicial será jogada em estádios acanhados, com iluminação deficitária e muito, mas muito buraco para fazer a pelota pular como pipoca! E não adianta reclamar. Se passar pelo Treze na quarta, o Botafogo irá pegar o Guarani, sexto colocado no Campeonato Paulista, lá no Brinco de Ouro, um estádio acanhado e que se transformará num verdadeiro caldeirão. Neste ano o time de Campinas arrancou um empate com o São Paulo em pleno Morumbi e também com o Corinthians no Pacaembu, ou seja, é uma equipe acostumada a enfrentar os grandes sem tremer.

O Vasco dificultou a vitória alvinegra, mas duas interpretações equivocadas do árbitro João Batista de Arruda – que até apitou bem a partida – poderiam deixar o placar mais elástico. Fagner deu uma cotovelada no Márcio Azevedo, ainda no primeiro tempo, e deveria ter sido expulso. O juiz deu falta do lateral alvinegro de forma inexplicável. O segundo lance aconteceu quando Andrezinho puxava contra-ataque perigoso e foi derrubado por Diego Souza por trás. O camisa 10 vascaíno já tinha amarelo e tinha que ser expulso! O juiz se acovardou totalmente e mandou o jogo seguir. Uma vergonha!

Ainda sobre o jogo, Oswaldo poderia ter lançado Caio um pouco mais cedo no lugar do Elkeson que perdeu outro gol inacreditável! Jobson também desperdiçou duas chances e perdemos a oportunidade de fazer mais três gols e devolver a goleada de 2010. Faltou ambição, mas os três pontos vieram. Agora é preciso focar na ‘decisão’ contra o poderoso Treze e carimbar a classificação na competição nacional. Temos que chegar ao menos na final da Copa do Brasil para brigar pelo título inédito!

Vamos, Fogo!

Bancado pelo treinador, Fellype Gabriel mostra o cartão de visitas!

Bancado por Oswaldo, o jogador mostra seu cartão de visitas!

Ficha Técnica:

4ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Vasco (18/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho e Fellype Gabriel (Lucas Zen); Herrera (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vasco: Fernando Prass; Fagner, Douglas, Rodolfo e Dieyson; Rômulo, Fellipe Bastos, Juninho e Allan (William Barbio); Éder Luis e Diego Souza

Técnico: Cristovão Borges

Gol do Vasco: Felipe Bastos, aos dois minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 33 e 37 iniciais, e aos 26 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Márcio Azevedo (Botafogo); Allan, Diego Souza, Dieyson, Fagner, Fellipe Bastos e Rodolfo (Vasco)

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

3ª Rodada: Bangu 1 x 1 Botafogo (10/03/2012)

Bangu: Willian; China (Gedeílson), Raphael Azevedo, Santiago e Renan Oliveira; Oliveira, André Barreto, Thiago Galhardo (Luciano) e Almir (Gabriel); Fabinho e Sérgio Júnior

Técnico: Cleimar Rocha

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Jeferson) e Caio (Cidinho); Herrera e Loco Abreu (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Bangu: Almir, aos 29 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Cidinho, aos 28 do segundo tempo

Local: Moça Bonita (RJ)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

Cartão Amarelo: Thiago Galhardo, China, Oliveira e Luciano (Bangu); Herrera (Botafogo)

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Vergonha, vergonha, vergonha…

22/04/2011

Depois de uma década gloriosa, a de 60, onde conquistou praticamente todos os títulos possíveis – não fossem os embates contra o poderoso Santos de Pelé, certamente seriam anos ainda mais gloriosos – o Botafogo perdeu a sede de General Severiano nos anos 70, perdeu a identidade e amargou o mais terrível ciclo de sua história: foram 21 anos sem a conquista de um título de expressão nacional ou até mesmo regional. Nesse período negro, pensava-se que a torcida seria extinta e que o time da Estrela Solitária seria um arremedo de agremiação como aconteceu com o Bangu de Zizinho e, infelizmente, com o tradicional America, o Campeão dos Campeões!

Hoje, Real Madrid x Barcelona, no passado só dava Botafogo x Santos!

Confesso que vivi – e sofri – pouco esse período e quando passei a me entender por gente, lá em 1989, pude ver Maurício, o eterno, envergando a mítica camisa 7 – que só ouvira das histórias de meu pai – escorar centro preciso de Mazolinha e correr como um louco pelo Maracanã! O grito de “É Campeão!” estourou pelas ruas do bairro de Botafogo e eu, lá do alto, na janela, ainda moleque, ao ver aquele mar preto-e-branco tomar a Praia de Botafogo arrisquei o pedido:

– Pai, vamos lá? Vamos acompanhar? Eles vão para a sede, eles vão pro Mourisco.

– Não, vai você. Eu já comemorei muito, já sofri muito, chegou a sua hora. Pode ir que não vai ter problema. Com a torcida do Botafogo nunca tem problema.

Essa permissão, cheia de verdade e segurança, foi uma afirmação que guardei para sempre: “Com a torcida do Botafogo nunca tem problema!” Jamais vou esquecer aquela multidão em êxtase, cantando o Hino do Glorioso e saudando os heróis do tão esperado título: Ricardo Cruz, Josimar, Mauro Galvão, Wilson Gottardo, Marquinhos, Carlos Alberto Santos, Luisinho, Víctor, Gustavo, Mazolinha, Paulinho Criciúma, Maurício e Valdir Espinosa!

Momento histórico em 1989: Maurício, camisa 7, estufa as redes! É Campeão!

No ano seguinte, outro triunfo, dessa vez sobre o time da Colina, Bicampeão Carioca! O revés de 92, impensável, foi minha primeira derrota, mas trouxe o título da Copa Commebol, numa final histórica, no Maraca, diante do Peñarol! As duplas Túlio Maravilha & Donizete; Gonçalves & Wágner e Dimba & Zé Carlos me deram mais alegrias, com títulos estaduais, nacionais e até internacionais como o Tereza Herrera! Os anos 90 não deveriam ter acabado para o torcedor do Botafogo!

E esse foi o problema, aí está a questão do que acontece hoje! A década de 90, assim como a reluzente década de 60, acabou, ficou no passado, um tempo que não volta. O que temos hoje é outra realidade, outro Botafogo, outro momento do futebol mundial. É hora de reerguer o Botafogo e infelizmente não será com essa torcida que nasceu e viveu os anos 90. Não, essa torcida não compreende ó que é ser botafoguense, o que está envolvido nisso. As dezenas de conquistas dos anos 90 fizeram esses torcedores acreditarem que o Botafogo era outra agremiação, algo como um Milan, Barcelona, ou até mesmo um São Paulo.

Túlio Maravilha e a taça de Campeão Brasileiro de 1995! Fogoooo!

O Botafogo voltou para General Severiano, voltou da temível Série B, conquistou dois estaduais, formou bons times, arrendou um estádio, mas possui uma dívida monstruosa e depende, e muito, do apoio da torcida, não à toa, chamada pelos dirigentes de “O Maior Patrimônio do Clube”! Tenho certeza que esses vândalos que foram receber os jogadores ontem, no Tom Jobin, não são torcedores do Botafogo. Tenho certeza! Eles não compram produtos licenciados, não pagam ingresso para assistirem aos jogos, não choram nas derrotas e não vibram nas conquistas! Eles são uma espécie de tropa de choque que se acham donos do Botafogo, donos da verdade e só afastam os verdadeiros torcedores dos estádios.

Nunca li uma notícia nos jornais desses “torcedores” terem ido tirar satisfação com o Juan, lateralzinho do time da Lagoa, que afundou a cabeça do Maicosuel na grama, após levar uma série de dribles desconcertantes! Não vi eles encararem o juizinho que anulou o gol legítimo do Dodô, aos 47 do segundo tempo, e que tirou aquele título das nossas mãos! Onde estavam esses truculentos torcedores nesses momentos? Eles não são furiosos e apaixonados pelo time? Não, isso não, mas ameaçar os jogadores, no aeroporto, de forma covarde e violenta faz parte do pensamento medíocre desses indivíduos… Não estou pregando a violência no futebol, mas apenas mostrando como a incoerência faz parte desse triste espetáculo.

Alessandro, com a camisa do Botafogo, é ameaçado no aeroporto Tom Jobim!

Espero que o Botafogo não fique tantos anos sem títulos e conquistas internacionais, até porque com essa nova geração de torcedores é capaz do clube acabar mesmo. É preciso apoiar a equipe, é só essa que nós temos. É preciso torcer pelo Botafogo, na alegria e na tristeza. É preciso entender que o Alessandro não é um craque, mas não se esconde do jogo. O Fahel não é um grande marcador, mas erra muito menos do que a torcida acha. O Leandro Guerreiro foi embora e time continua levando gols bobos e aí? O Lucio Flavio era o grande vilão desse time, ele foi embora também e agora? Quem é o culpado? Quem bate faltas na cabeça do Loco Abreu? Quem cobra escanteios precisos pro Fábio Ferreira estufar as redes? Nesse time atual? Ninguém! Poucos clubes no Brasil possuem um camisa 10, está em falta no futebol brasileiro, e, bom ou ruim, nós tínhamos esse jogador e agora?

Não sei esses torcedores, mas eu queria que a equipe principal, ou ao menos alguns reservas, entrassem em campo amanhã, contra o Boavista, pela semifinal da Taça Carlos Alberto Torres. É Botafogo, é título, tem taça e precisamos vencer! O Botafogo precisa reaprender a vencer… E essa é uma boa hora para isso, nunca é tarde para começar! Eu vou sempre torcer pelo Botafogo e pelos jogadores que estiverem vestindo essa camisa gloriosa. Ontem, os jogadores estavam uniformizados e com a Estrela Solitária no peito… e os torcedores? Nenhum deles que aparecem nas fotos ou nas imagens vestia a camisa alvinegra… Interessante, não?

Vamos, FOGO!

Violência! Caio é hostilizado pelos mesmos que o aplaudiram em 2010!

Joel tira o Fahel!

05/02/2011

“Joel tira o Fahel! Joel tira o Fahel! Joel tira o Fahel!” A torcida cantava no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, e os milhões de alvinegros colados no radinho ou em frente à TV confirmavam o pedido: Joel tira o Fahel! Mas o Joel não tirou o Fahel, nem mesmo depois de mais um milagre operado por São Jefferson! O gol de empate do Bangu era questão de tempo e o pênalti defendido pelo nosso camisa 1 só retardou o sofrimento. O empate veio numa jogada boba, despretensiosa do ataque banguense. E adivinhem quem dava condição de jogo aos atacantes do Bangu? Sim, ele mesmo: Fahel! Vejam na imagem e tirem suas dúvidas:

A defesa faz a linha de impedimento, mas esquece de avisar ao Fahel...

Somália e o Papai Joel disseram depois da partida que não existe vantagem em escolher adversário nas semifinais… Como assim? O Botafogo sofre para vencer o Duque de Caxias, empata com Bangu e o Joel acha que é mais fácil bater o Flamengo do que o Resende? Ah, eu não devo entender mais nada de futebol, mas o Fred, atacante Campeão Brasileiro com o Fluminense e atual artilheiro da Taça Guanabara, disse em alto e bom som que não quer um clássico antes da final! Mas o Joel quer…

É preciso avaliar com muita calma as declarações do Loco Abreu após a partida. O uruguaio elogiou o Bangu, mas deixou claro nas entrelinhas que o Botafogo jogou como time pequeno. E ele está certo outra vez! Não foi o Bangu quem fez uma excelente partida, não senhor! Foi o Botafogo que se rebaixou ao nível do Bangu, do Duque de Caxias, do Madureira, da Cabofriense e do Olaria. Na próxima rodada, contra o Fluminense, a equipe pode fazer uma grande exibição motivada pelo fator clássico, mas o temor da torcida irá continuar.

Arévalo para Loco: "Foi para essa furada que você me chamou?"

Nos treinos de sexta e sábado, Joel parece propenso a escalar Fahel e Somália no clássico e a barrar Arévalo Ríos e Marcio Azevedo. Qual será o motivo? Medo? Não sei. O técnico alvinegro pediu e recebeu da diretoria um pacotão de reforços e agora chegou a hora de sair do terrível 3-5-2 e voltar a jogar como time grande! Não existem mais desculpas para improvisações e invenções! O Somália não é lateral-esquerdo, o Fahel não é um falso-volante-zagueiro e o Caio não vai voltar para marcar o atacante adversário.

Um treinador inteligente precisa se adaptar aos jogadores e não tentar fazer os jogadores se adaptarem ao seu estilo de jogo. O Caio não pode atuar ao lado do Alex, simplesmente não funciona. Os dois só querem ficar de toquinhos e se esquecem do time! Não é possível armar um esquema de três zagueiros com o Márcio Rozário. É pedir para acender vela para defunto! O Botafogo precisa voltar a jogar no clássico 4-4-2, com dois zagueiros (Antonio Carlos e João Filipe), dois volantes (Cacha e Marcelo Mattos) e dois armadores (Everton e Renato)! Sem invenção!

Vamos, FOGO!

Alessandro fez 200 jogos com a camisa alvinegra...

Ficha Técnica:

5ª Rodada: Bangu 1 x 1 Botafogo (02/02/2011)

Bangu: Thiago Leal, China (Gedeilson), Diego Padilha, Abílio e Fabiano Silva; Joziel, André Barreto, Thiago Galhardo (Allan Possato) e Ricardinho; Pipico e Leandro Costa (Charles Chad)

Técnico: Gabriel Vieira

Botafogo: Jefferson, Fahel (Everton), Antônio Carlos e João Filipe; Alessandro, Arévalo, Somália, Renato Cajá (Caio) e Márcio Azevedo; Herrera (Alex) e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do Bangu: Abílio, aos 32 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 25 do primeiro tempo

Local: Raulino de Oliveira (RJ) / Público: 5.635 presentes

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá

Cartão Amarelo: Joziel, Diego Padilha, Abílio (Bangu); Renato Cajá, Somália, Caio (Botafogo)