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Espanha e Holanda fazem final inédita

08/07/2010

Um gol. Apenas um gol. A seleção de Vicente Del Bosque conseguiu o passaporte para a grande final da Copa do Mundo 2010 vencendo seus adversários pelo placar mínimo na fase de mata-mata. A Espanha estreou no mundial com uma surpreendente derrota para a Suíça por 1 a 0. A recuperação aconteceu contra a fraquíssima Honduras, 2 a 0. Na terceira rodada da fase de grupos, a classificação esteve ameaçada até o apito final e a vitória de 2 a 1 sobre o Chile revelou um time com bom toque de bola, mas sem poder de finalização.

No confronto de oitavas de final, contra o Portugal, David Villa anotou o solitário gol, aos 17 minutos do segundo tempo, e foi só. Os espanhóis entraram como favoritos diante do Paraguai nas quartas de final, mas tomaram um sufoco e novamente Villa, aos 38 do segundo tempo, achou o gol salvador. A Jabulani ainda bateu três vezes na trave paraguaia antes de entrar. Como é difícil fazer um gol!

Puyol não toma conhecimento de ninguém e mete a cabeça na Jabulani!

A Alemanha também sofreu um revés na fase de grupo com a derrota de 1 a 0 para a Sérvia, mas conseguiu duas boas vitórias: 4 a 0 na Austrália e 1 a 0 sobre Gana. O caminho alemão até a semifinal foi mais difícil. Nas oitavas, o clássico contra a Inglaterra era considerado o grande jogo do mundial até o momento e a goleada por 4 a 1 aumentou a confiança da torcida alemã. Mas como parar a Argentina de Maradona, Messi, Tevez e Higuaín? Parecia uma tarefa das mais difíceis, mas Klose, Müeller e Podolski não tomaram conhecimentos dos hermanos e sapecaram outra goleada: 4 a 0.

Os espanhóis fizeram seis gols em cinco partidas, média de 1,2 gol/jogo, já os alemães balançaram as redes adversárias 13 vezes, nos cinco jogos, com média de 2,6 gol/jogo. Mesmo sem Thomas Müeller, suspenso, o técnico Joachim Löw podia contar com o talento de Schweinsteiger, Özil, Podolski e com o artilheiro Klose. A seleção alemã entrou em campo como favorita, mas ninguém apostava em nova goleada.

Schweinsteiger, com as mãos na cabeça, não acredita na bobeada alemã

A Espanha foi surpreendida pela tática paraguaia no confronto anterior e resolveu usar a mesma artimanha contra os alemães. Vicente Del Bosque adiantou a marcação e sufocou a Alemanha no campo defensivo. Nos primeiros 25 minutos, a posse de bola espanhola chegou a 67%, mas como nas partidas anteriores, nada de chutes contra a meta de Neuer.

Schweinsteiger, Özil e Podolski não encontravam espaços para avançar e eram completamente anulados por Xavi, Xabi Alonso e Busquets. Klose travava um duelo perdido contra Puyol e Piqué. O zero a zero na etapa inicial deixou as duas torcidas nervosas no Moses Mavhida.

Ramos e Piqué tentam fazer o que os alemães não conseguiram: parar Puyol

O segundo tempo seguia com o mesmo roteiro e ficou claro que a partida seria decidida no detalhe. Qualquer erro seria fatal. Aos 27 minutos, a defesa alemã cometeu a primeira falha de marcação e Puyol não perdoou.

Após cobrança de escanteio, o zagueiro do Barcelona apareceu livre na área e, de cabeça, tirou um zerinho do placar. O desespero tomou conta do selecionado alemão que partiu com tudo para o ataque. A ofensiva alemã deixou avenidas nos lados do campo, dando espaços para as arrancadas de Pedro e David Villa.

Apagadão! Isolado entre os zagueiros espanhóis, Klose passou em branco

O técnico Joachim Löw cometeu o segundo erro alemão no jogo: manteve o rápido e habilidoso Cacau no banco e lançou o desastrado e pesadão Mário Gomes (não, não é o ator global) para tentar um milagre na bola aérea. Nada funcionou e Löw ainda foi obrigado a ver o grandalhão Gomes atrapalhar três bons ataques no finzinho da partida.

Espanha e Holanda possuem estilos semelhantes de jogo, muito controle da posse de bola e poucas jogadas incisivas. A grande final será cadenciada, estudada e o campeão será aquele que cometer menos erros, dentro e fora de campo.

Torcida faz a festa em Madrid. Hum, isso me lembra uma espanhola!

Ficha técnica:

Alemanha 0 X 1 Espanha

Alemanha: Neuer, Lahm, Friedrich, Mertesacker e Boateng (Jansen); Schweinsteiger, Khedira (Mario Gomez) e Özil; Trochowski (Kroos), Klose e Podolski

Técnico: Joachim Löw

Espanha: Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Xabi Alonso (Marchena), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa (Torres) e Pedro (David Silva)

Técnico: Vicente del Bosque

Gol da Espanha: Puyol, aos 27 minutos da etapa final

Estádio: Moses Mavhida, em Durban / Público: 60.960

Data/hora: 07/07/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Viktor Kassai (HUN)

Auxiliares: Gabor Eros (HUN) e Tibor Vamos (HUN)

Copa do Mundo 2010: Parada Técnica!

01/07/2010

Copa do Mundo 2010: Vuvuzela nos estádios e Jabulani em campo!

Foram dezenove dias seguidos de bom futebol. Hum, talvez nem tão bom assim, mas de qualquer forma, os melhores jogadores do mundo entraram em ação nos gramados sul-africanos defendendo suas seleções nacionais. Os eliminados estão retornando para casa e as oito seleções classificadas continuam na briga pelo título mundial.

A primeira fase da Copa do Mundo 2010, a fase de grupos, foi composta por 48 jogos e teve uma média de 2,08 gol/jogo com 100 tentos anotados. Na rodada de abertura, os técnicos preferiram a cautela e as redes balançaram somente 25 vezes em 16 partidas, média de 1,5 gol/jogo. Aconteceram dois resultados de zero a zero e, das trinta e duas seleções, treze não conseguiram fazer sequer um golzinho. A alemanha destoou e venceu a Austrália por 4 a 0.

Decepção: Cristiano Ronaldo fez apenas 1 gol no mundial

Na rodada seguinte, a média subiu para 2,65 gol/jogo, com 42 gols anotados. Ocorreu somente um zero a zero, entre Inglaterra e Argélia, e Portugal goleou a Coréia do Norte, por 7 a 0, contribuindo para o crescimento dos números. França (atual vice-campeã do mundo), Argélia e Honduras fecharam o segundo jogo sem motivos para comemorar: nada de gols.

A última e decisiva rodada da fase de grupos começou cercada de expectativas, mas novamente as torcidas se decepcionaram: apenas 33 gols em 16 confrontos, uma média de 2,06 gol/jogo. Vitória da retranca e do zero a zero, três jogos terminaram com esse placar, inclusive Brasil x Portugal. Outros quatro confrontos tiveram o placar mínimo de 1 a 0 e o jogo  mais movimentado foi Eslováquia 3 x 2 Itália.

Itália, atual campeã, eliminada na primeira fase e sem nenhuma vitória

Ao fim da primeira fase, Argélia e Honduras se despediram do mundial sem balançar as redes adversárias, Argentina e Holanda foram as únicas seleções com 100% de aproveitamento e apenas Uruguai e Portugal não sofreram gols. Nove equipes continuavam invictas e a Nova Zelândia foi eliminada invicta após empatar em 1 a 1 com Eslováquia e Itália e em 0 a 0 com o Paraguai.

Don Diego Maradona: a grande estrela da Copa do Mundo 2010!

Começa o mata-mata: Oitavas de final da Copa do Mundo!

Dezesseis seleções abriram a fase de Oitavas de final sonhando com título mundial. Sete representantes da América (Uruguai, México, Argentina, Estados Unidos, Paraguai, Brasil e Chile), seis da Europa (Inglaterra, Alemanha, Holanda, Eslováquia, Portugal e Espanha), dois da Ásia (Coréia do Sul e Japão) e apenas um da África (Gana).

Quando o árbitro argentino Hector Baldassi deu o apito final para Espanha 1 x 0 Portugal, oito seleções se credenciaram para as quartas de final. São quatro seleções da América Latina, três da Europa e uma africana.

Argentina x Alemanha: A primeira final antecipada do mundial!

Uruguai (três vitórias e um empate), Argentina (quatro vitórias), Holanda (quatro vitórias), Paraguai (uma vitória e três empates) e Brasil (três vitórias e um empate) continuam invictos; Gana (duas vitórias, um empate e uma derrota), Alemanha (três vitórias e uma derrota) e Espanha (três vitórias e uma derrota) completam o grupo de classificados.

Foram marcados 22 gols nos embates das oitavas de final, uma boa média de 2,75 gol/jogo. A XIX Copa do Mundo da Fifa totaliza 122 gols em 56 partidas, média de 2,17 gol/jogo. Os artilheiros do mundial são David Villa (Espanha), Higuaín (Argentina) e Vittek (Eslováquia) com quatro gols anotados.

Briga pela artilharia: Luis Fabiano já anotou três gols no mundial

Quartas de final:

Brasil x Holanda = sexta, 02/07, 11h

Uruguai x Gana = sexta, 02/07, 15h30

Argentina x Alemanha = sábado, 03/07, 11h

Paraguai x Espanha = sábado, 03/07, 11h

Torcida do Botafogo presente nos estádios sul-africanos!

Alemanha x Inglaterra nas oitavas de final

24/06/2010

Vitória magrinha, magrinha, mas que garantiu a classificação!

O gol de Özil, aos 14 do segundo tempo, colocou os alemães na liderança do Grupo D e em rota de colisão com a Inglaterra, mas a Alemanha não tinha como escolher o adversário: a classificação estava em risco. Uma vitória dos sérvios diante da Austrália e um golzinho de Gana deixariam os alemães fora do mundial. A inesperada derrota para a Sérvia, na segunda rodada, obrigou a equipe de Joachim Löw a pensar somente em vencer, vencer e vencer.

Gana jogou melhor, dominou as ações ofensivas, mas como todo bom time africano… tremeu na base. Carlos Eugênio Simon não arrumou um penaltizinho para Gana e o artilheiro Gyan não soube o que fazer com a bola rolando, aliás, nem ele e nem Asamoah, Ayew, Boateng e por aí vai.

Quanto gol perdido! O técnico sérvio Milovan Rajevac foi obrigado a torcer contra sua própria nação para continuar vivo na Copa do Mundo, já que o empate da Sérvia eliminaria Gana. Agora o único representante africano vai ter que encarar os Estados Unidos!

Poxa, o senhor não vai marcar meu penaltizinho? Eu já bati dois...

Ficha técnica:

Alemanha 1 X 0 Gana

Alemanha: Neuer; Boateng (Jansen), Friedrich, Metersacker e Lahm; Khedira, Schweinsteiger (Kroos), Müller (Trochowski), Özil e Podolski; Cacau

Técnico: Joachim Löw

Gana: Kingson, Panstsil, Jonathan, Mensah e Sarpei; Annan, Asamoah, Prince Boateng, Ayew (Adiyiah) e Tagoe (Muntari); Gyan (Amoah)

Técnico: Milovan Rajevac

Gol da Alemanha: Özil, aos 14 minutos da etapa final

Estádio: Soccer City, em Joanesburgo

Data/hora: 23/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Carlos Eugênio Simon (BRA)

Auxiliares: Altemir Hausmann (BRA) e Roberto Braatz (BRA)

Cartão Amarelo: Ayew (Gana) e Müller (Alemanha)

Sempre é sofrido, sempre. Temos que aprender a jogar melhor...

Classificação do Grupo D:

Seleção Pontos Jogos Vitória Empate Derrota GP GC Saldo
Alemanha 6 3 2 0 1 5 1 4
Gana 4 3 1 1 1 2 2 0
Austrália 4 3 1 1 1 3 6 -3
Sérvia 3 3 1 0 2 2 3 -1

Sérvia joga de Luis XVI e dá adeus ao mundial!

Ninguém saiu vencedor do duelo entre Sérvia e Austrália!

Bastava um empate, um simples empate diante da fraca equipe australiana para a Sérvia conseguir a classificação para as oitavas de final, mas o improvável estava rondando o Mbombela Stadium, apenas esperando para aparecer. Foram muitas chances de gols desperdiçadas na primeira etapa e dois gols bem anulados por impedimento.

A Sérvia de Stankovic dava a impressão de que iria golear a Austrália e carimbar a classificação para a próxima fase. Só esqueceram de combinar tudo com os australianos! Quando Stankovic & Cia. acordaram já era tarde demais: 2 a 0 para a Austrália. Em apenas quatro minutos o sonho sérvio ruiu e só restou reclamar da arbitragem e chorar a inacreditável desclassificação.

Ficha técnica:

Sérvia 1 X 2 Austrália

Sérvia: Stojkovic, Ivanovic, Lukovic, Vidic e Obradovic; Kuzmanovic (Lazovic), Ninkovic, Stankovic, Krasic (Tosic) e Jovanovic; Zigic (Pantelic)

Técnico: Radomir Antic

Austrália: Schwarzer, Wilkshire (Garcia), Neill, Beauchamp e Carney; Culina, Valeri (Holman), Emerton, Cahill e Bresciano (Chipperfield); Kennedy

Técnico: Pim Verbeek

Gol da Sérvia: Pantelic, aos 39 minutos do segundo tempo

Gols da Austrália: Cahill, aos 24, e Holman, aos 28 minutos da etapa final

Estádio: Mbombela Stadium, Nelspruit

Data/hora: 23/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Jorge Larrionda (Uruguai)

Auxiliares: Pablo Fandino (Uruguai) e Mauricio Espinosa ( Uruguai)

Cartão Amarelo: Beauchamp, Wilkshire, Emerton (AUS); Lukovic, Ninkovic (SER)

O continente africano unido para apoiar a seleção de Gana

É preciso saber vencer!

22/06/2010

Será que o Dunga um dia aprenderá a vencer?

A bela vitória da seleção brasileira e até mesmo os golaços do Luís Fabiano e a injusta expulsão de Kaká ficarão em segundo plano, pois o foco deste texto é a inexistente capacidade de adaptação do técnico brasileiro Dunga. Aprendemos na escola que é preciso saber perder. Algumas pessoas vieram ao mundo para vencer ou vencer, e aprendem rápido como se portar na derrota e como se portar na vitória.

Dunga recebeu toda a carga da derrota da seleção na Copa do Mundo de 90 e “A Era Dunga” o perseguiu durante quatro anos. A imprensa o perseguiu durante quatro anos. A volta por cima aconteceu em grande estilo e Carlos Caetano Bledorn Verri entrou para a eterna galeria dos vencedores no futebol brasileiro. Dunga (1994), Cafu (2002), Bellini (1958), Mauro (1962) e Carlos Alberto (1970) estão eternizados na mente dos torcedores brasileiros e nada pode tirar essa vitória do sisudo volante.

Em 1994, Romário e Branco observam Dunga com a Taça Fifa

Comandando a seleção brasileira, Dunga foi Campeão da Copa América, Campeão da Copa das Confederações e classificou o Brasil em primeiro lugar nas eliminatórias sul-americanas, ou seja, venceu tudo o que disputou e convocou quem quis para a Copa do Mundo. Após duas vitórias e uma boa atuação diante da forte Costa do Marfim do artilheiro Drogba, Dunga perdeu o pouco de compostura que lhe restara e desandou a xingar o apresentador Alex Escobar da Rede Globo.

Não entro aqui no mérito do que o Escobar fez para merecer palavras tão gentis, a defesa diz que ele falava ao telefone com outro colega de emissora, o que impressiona é o destempero e a falta de postura do técnico da seleção brasileira. Ele estava nervoso daquela maneira depois de uma vitória… já imaginaram o que ele fará diante de uma possível eliminação no mata-mata?

Imagem rara, muito rara: Dunga com sorriso largo!

Esse episódio me fez lembrar uma cena do filme “Um drink no Inferno” (From dusk till dawn, 1996), escrito por Quentin Tarantino e dirigido por Robert Rodriguez – infelizmente esse filme não foi lançado em DVD no Brasil. Na referida cena, um dos personagens consegue escapar do cerco policial e fugir para o México. Ao chegar num bar para comemorar, Seth arruma confusão com o primeiro que aparece e está pronto para mais uma briga. O personagem de Harvey Keitel que o acompanha pergunta:

– Você está tão acostumado a perder que não percebe quando ganhou?

Pois essa pergunta poderia ser feita ao técnico da seleção brasileira:

– Dunga, você está tão acostumado a perder que não percebe quando está ganhando?

Ficha técnica:

Brasil 3 X 1 Costa do Marfim

Brasil: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto SIlva, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves); e Kaká; Robinho (Ramires) e Luis Fabiano

Técnico: Dunga

Costa do Marfim: Boubacar Barry, Demel, Kolo Touré, Zokora e Tiéné; Yaya Touré, Eboué e Tioté; Dindane (Gervinho), Drogba e Kalou (Keita)

Técnico: Sven-Goran Eriksson

Gols do Brasil: Luis Fabiano, aos 24 minutos iniciais, e aos seis do segundo tempo; Elano, aos 17 minutos da segunda etapa

Gol da Costa do Marfim: Drogba, aos 33 minutos da etapa final

Estádio: Soccer City, em Joanesburgo / Público: 84.455

Data/hora: 20/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Stephane Lannoy (FRA)

Auxiliares: Eric Dansault e Laurent Ugo (FRA)

Cartão Amarelo: Tiéné, Keita, Tioté (Costa do Marfim) e Kaká (Brasil)

Hum, sem comentários...

Portugal aplica a maior goleada da Copa do Mundo 2010!

A média de gols da primeira rodada foi decepcionante, 1,5 gol/jogo, e apenas a goleada da Alemanha, 4 a 0 na Austrália, deu trabalho para os editores de imagem. A seleção portuguesa decidiu abrir a caixa de ferramentas e desceu o sarrafo na Coréia do Norte: 7 a 0.

A preocupação agora é com a segurança dos jogadores norte-coreanos, já que não sabemos qual a reação do ditador Kim Jong Il ao resultado da humilhante partida. Foi a primeira vez que a seleção jogou com transmissão ao vivo para o país.

Classificação do Grupo G:

Seleção Pontos Jogos Vitória Empate Derrota GP GC Saldo
Brasil 6 2 2 0 0 5 2 3
Portugal 4 2 1 1 0 7 0 7
Costa do Marfim 1 2 0 1 1 1 3 -2
Coréia do Norte 0 2 0 0 2 1 9 -8

Cristiano Ronaldo faz malabarismo com a bola antes do gol

Ficha técnica:

Portugal 7 X 0 Coréia do Norte

Portugal: Eduardo, Miguel, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Fabio Coentrão; Pedro Mendes, Raul Meireles (Miguel Veloso) e Tiago; Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida (Liedson) e Simão (Duda)

Técnico: Carlos Queiroz

Coréia do Norte: Myonge Guk, Jong Hyok (Song Chol), Chol Jin, Jun Il, Nam Chol (Kum Il) e Kwang Chon; In Guk (Yong Jun), Yun Nam, Yong Jo e Yong Hak; Tae Se

Técnico: Kim Jong Hun

Gols de Portugal: Raul Meireles, aos 29 iniciais; Simão, aos oito, Hugo Almeida, aos nove, Tiago, aos 12, Liedson, aos 35, Cristiano Ronaldo, aos 42, e Tiago, aos 44 do segundo tempo

Estádio: Green Point, na Cidade do Cabo

Data/hora: 21/06/2010 – 8h30m (de Brasília)

Árbitro: Pablo Pozo (CHI)

Auxiliares: Patrício Basualto (CHI) e Francisco Mondria (CHI)

Cartão Amarelo: Pedro Mendes e Hugo Almeida (Portugal); Pak Chol Jin e Yong Jo (Coreia do Norte)

Cartão Vermelho: Kaká (Brasil)

Cristiano Ronaldo é só alegria com a goleada portuguesa

Alemanha erra muito e perde para a Sérvia

19/06/2010

Jovanovic bate de primeira e faz 1 a 0 para a Sérvia

Miroslav Klose, polonês que se diz alemão, sonha em ser artilheiro do mundial e ultrapassar Ronaldo como o maior goleador da história da Copa do Mundo. O polonês-alemão-cabeceador já fez 1 gol nesta edição do torneio e tem 11 no total, quatro a menos do que o brasileiro gordinho que anotou 15 gols em jogos de Copa. Para o atacante alemão atingir essa marca histórica ele precisa estar em campo e sua seleção precisa jogar muito bem para passar de fase, já que nesta ele não joga mais.

A surpreendente derrota dos alemães para a Sérvia complicou a vida de Klose, mas podemos dizer que ele teve participação decisiva no resultado ao ser expulso de forma infantil ainda no primeiro tempo. Quem não deve ter dormido com a consciência tranquila é o camisa 10 alemão Podolski que desperdiçou um pênalti e jogou fora a chance de empatar a partida.

O goleiro Stojkovic agarra a Jabulani e não dá rebote

Por enquanto as grandes seleções estão decepcionando na Copa do Mundo 2010. Os alemães golearam na primeira rodada, mas desandaram contra a Sérvia; os franceses não fizeram um golzinho sequer em dois jogos; os ingleses não sabem o que é vencer e podem ser eliminados ainda na primeira fase; a Holanda venceu os dois jogos, lidera o grupo, mas não empolgou a torcida; os italianos empataram na estreia jogando muito mal; os espanhóis perderam para a Suíça por 1 a 0 e ficou barato; Brasil, Portugal e Costa do Marfim apresentaram um jogo lento e sem inspiração.

Dos candidatos ao título, apenas a Argentina de Diego Maradona jogou de forma convincente nos dois jogos disputados e ainda conseguiu um bom 4 a 1 sobre a Coréia do Sul. Messi, Tevez e Higuaín formam um trio ofensivo poderoso e se Don Diego arrumar a defesa, os argentinos podem caminhar sem grande perigo até a final.

Podolski não acredita que perdeu pênalti em Copa do Mundo

Ficha técnica:

Alemanha 0 X 1 Sérvia

Alemanha: Neuer; Lahm, Friedrich, Mertesacker e Badstuber (Mario Gómez); Khedira, Schweinsteiger, Müller (Cacau), Özil (Marin) e Podolski; Klose

Técnico: Joachim Löw

Sérvia: Stojkovic; Ivanovic, Subotic, Vidic e Kolarov; Kuzmanovic (Petrovic), Ninkovic (Kacar), Stankovic, Krasic e Jovanovic (Lazovic); Zigic

Técnico: Radomir Antic

Gol da Sérvia: Jovanovic, aos 38 minutos da etapa inicial

Estádio: Nelson Mandela Bay, Porto Elizabeth

Data/hora: 18/06/2010 – 8h30m (de Brasília)

Árbitro: Alberto Undiano (ESP)

Auxiliares: Fermin Martinez (ESP) e Juan Carlos Yuste Jimenez (ESP)

Cartão Amarelo: Khedira, Lahm, Schweinsteiger (ALE), Kolarov, Vidic, Subotic e Ivanovic (SER)

Cartão Vermelho: Klose (ALE)

Austrália com um a menos segura empate “com Gana”

Como vemos na foto, a Jabulani foi tratada com muito carinho!

A seleção de Gana poderia ser a primeira já classificada para a próxima fase do mundial, para isso bastava uma vitória diante da fraca Austrália, no jogo de hoje, válido pela segunda rodada da competição. Os australianos saíram na frente, aos 11 minutos iniciais, após falha infantil de Kingston que “bateu-roupa” e soltou a Jabulani aos pés de Holman. Gana não se entregou e buscou o gol de empate que veio logo depois, aos 25 minutos, em cobrança de pênalti perfeita de Gyan – segunda penalidade máxima apontada a favor de Gana e segundo gol de Gyan no mundial.

Atenção! Verde e amarelo, mas não é o Brasil!

Era possível imaginar que a situação australiana ficaria insustentável, já que Kewell, considerado o melhor jogador da equipe, colocou o braço na bola no lance que originou a penalidade e levou o cartão vermelho, mas a esperada pressão não aconteceu. Gana ficou com um homem a mais em campo desde os 25 minutos iniciais e não foi capaz de transformar a superioridade numérica em gols, e pior, quase foi surpreendida pelos contra-ataques australianos. Um empate a ser lamentado por Gana, mas que deve ser muito comemorado pela Austrália que ainda mantém viva a esperança pela classificação.

Garoto bom de pênalti! Gyan convertou duas penalidades para Gana

Classificação do Grupo D:

Seleção Pontos Jogos Vitória Empate Derrota GP GC Saldo
Gana 4 2 1 1 0 2 1 1
Alemanha 3 2 1 0 1 4 1 3
Sérvia 3 2 1 0 1 1 1 0
Austrália 1 2 0 1 1 1 5 -4

Ficha técnica:

Gana 1 X 1 Austrália

Gana: Kingson; Pantsil, Jonathan, Addy e Sarpei; Annan, Kevin-Prince Boateng (Amoah), Tagoe (Owusu-Abeyie), Kwadwo Asamoah (Muntari) e Ayew; Gyan

Técnico: Milovan Rajevac

Austrália: Schwarzer; Wilkshire (Rukavytsya), Neill, Moore e Carney; Culina, Valeri, Emerton, Holman (Kennedy) e Bresciano (Chipperfield); Kewell

Técnico: Pim Verbeek

Gol de Gana: Gyan, de pênalti, aos 25 minutos iniciais

Gol da Austrália: Holman aos 11 minutos do primeiro tempo

Estádio: Royal Bafokeng, Rustemburgo

Data/hora: 19/06/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Roberto Rosetti (ITA)

Auxiliares: Paolo Calcagno (ITA) e Stefano Ayroldi (ITA)

Cartão Amarelo: Addy, Annan, Jonathan (GAN) e Moore (AUS)

Cartão Vermelho: Kewell (AUS)

Alemanha goleia e joga como favorita ao título

14/06/2010

Gol com gosto brasileiro: Cacau fecha a goleada da Alemanha

As grandes equipes decepcionaram neste início de Copa do Mundo. No Grupo A, a França fez uma partida burocrática e empatou sem gols com o Uruguai. Quem esperava uma vitória fácil da Argentina de Messi teve que se contentar com um show do goleiro nigeriano. E o que dizer do empate de 1 a 1 entre Inglaterra e Estados Unidos? Depois de três dias de competição a imprensa esportiva já estava se contentando com os frangos do Grupo C e com a irreverência de Maradona, mas faltava a Alemanha entrar em campo.

Os alemães entraram pressionados pela vitória de Gana sobre a Sérvia, por 1 a 0, e sabiam que um tropeço diante da fraca Austrália seria inaceitável. Gana conseguiu a vitória graças ao primeiro pênalti marcado na competição: Kuzmanovic cortou o cruzamento com a mão e o árbitro argentino Hector Baldassi apontou acertadamente a infração. O atacante Gyan cobrou com categoria e garantiu a primeira vitória africana na Copa do Mundo.

Gyan cobra a penalidade com categoria e garante primeira vitória africana

Ficha técnica:

Sérvia 0 X 1 Gana

Sérvia: Stojkovic; Ivanovic, Vidic, Lukovic e Kolarov; Milijas (Kuzmanovic), Stankovic, Krasic e Jovanovic (Subotic); Pantelic e Zigic (Lazovic)

Técnico: Radomir Antic

Gana: Kingson; Pantsil, Vorsah, Sarpei e Mensah; Annan, Boatenge (Addy) e Ayew; Tagoe, Gyan (Abeye) e Asamoah (Appiah)

Técnico: Milovan Rajevac

Gol de Gana: Gyan, de pênalti, aos 38 minutos da etapa final

Estádio: Loftus Versfeld Stadium, em Pretória

Data/hora: 13/06/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Hector Baldassi (ARG)

Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Hernan Maidana (ARG)

Cartão Amarelo: Zigic, Lukovic, Kuzmanovic (SER); Vorsah, Tagoe (GAN)

Cartão Vermelho: Lukovic (SER)

Alemanha aplica goleada impiedosa na Austrália

Apenas os australianos pareciam surpresos após o apito final do juiz mexicano Marco Rodriguez. A goleada imposta pela Alemanha serviu como cartão de visitas e como um aviso para as outras seleções: Klose, Lahm, Podolski e Özil não sentiram a falta de Michael Ballack.

Com velocidade e precisão na troca de passes, a Alemanha construiu a vitória ainda no primeiro tempo. Aos oito minutos, Podolski fuzilou o goleiro australiano após bela jogada trabalhada dentro da área, e aos 26, Lahm cruzou com perfeição para Klose cabecear e marcar seu 11º gol em mundiais. A Austrália não conseguia sair para o jogo e o técnico Pim Verbeek esperava pela hora do intervalo.

O início do segundo tempo começou diferente. Com o time tocando melhor a bola contra uma Alemanha mais relaxada, os australianos equilibraram as ações ofensivas e começaram a rondar o gol do goleiro alemão. Quando o jogo parecia endurecer a expulsão do meia Cahill, aos dez minutos, acabou com as pretensões australianas na partida e no torneio. Depois disso, Müller, em jogada individual, e Cacau, escorando cruzamento dentro da área, trataram de dar números finais ao jogo: Alemanha 4 a 0 Austrália.

Não foi dessa vez! Özil encobre o goleiro, mas a zaga impede o gol

Ficha técnica:

Alemanha 4 X 0 Austráliaa

Alemanha: Neuer; Lahm, Friedrich, Mertesacker e Badstuber; Schweinsteiger, Khedira, Müller, Özil (Mario Gómez) e Podolski (Marin); Klose (Cacau)

Técnico: Joachim Löw

Austrália: Schwarzer; Wilkshire, Moore, Neill e Chipperfield; Valeri, Grella (Holman), Emerton (Jedinak), Culina e Garcia (Rukavytsya); Cahill

Técnico: Pim Verbeek

Gols da Alemanha: Podolski, aos 8, e Klose aos 26 minutos do primeiro tempo; Müller, aos 23, e Cacau, aos 25 minutos da etapa final

Estádio: Moses Mabhida, Durban

Data/hora: 13/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Marco Rodriguez (MEX)

Auxiliares: José Luis Camargo (MEX) e Alberto Morin (MEX)

Cartão Amarelo: Özil, Cacau (ALE), Neill e Moore (AUS)

Cartão Vermelho: Cahill (AUS)