Posts Tagged ‘Alessandro’

Emoção até o fim

14/10/2011

A torcida do Corinthians queria a liderança isolada da competição, queria ver “o imperador” Adriano em ação, queria uma goleada para sacramentar a nova boa fase do time, mas… sempre tem um “MAS”, não? Quem foi ver o Curintias acabou vendo uma grande exibição do Fogão! Quem foi ver o Adriano acabou vendo Loco Abreu! Quem queria uma arrancada fulminante acabou com o freio de mão puxado! O Botafogo de Caio Júnior incendiou o Campeonato Brasileiro outra vez!

Botafogo de Caio Júnior? Sim, isso mesmo! O treinador alvinegro escalou uma equipe que parecia retrancada – sacou Herrera, atacante, para colocar Felipe Menezes, um meia – MAS que pressionou a saída de bola dos paulistas e deixou a Fiel calada logo aos quatro minutos com o gol de Marcelo Mattos. Anulado? Isso seria o suficiente para mexer com os nervos da equipe e permitir uma reação do adversário, MAS esse Botafogo parece ter aprendido, finalmente, a lidar com a pressão de jogar fora de casa. O juiz errou, e daí? Faz outro gol! Quando o Corinthians tentava entender o que estava acontecendo na partida veio o primeiro golpe: contra-ataque armado com velocidade, eficiência e cabeçada certeira de Loco Abreu! Bando de loucos? Só basta um, ele, Loco Abreu! Fogão 1 a 0!

No lugar certo e na hora certa! Loco mergulha para abrir o placar!

O jogo se desenrolava para as jogadas de lado de campo e para as escapadas em velocidade e nesse momento pensei: “Hoje bem que podia ser a noite de Maicosuel!” Não demorou cinco minutos para o camisa 7 fazer o segundo e acabar com as esperanças do Timão! Sorte? Por que não? Podemos dizer que faltou sorte e competência nos duelos contra São Paulo e Bahia, não foi? Agora, no Pacaembu, a sorte brilhou para o Botafogo outra vez! A bola de Alex carimbou o travessão no início do segundo tempo, logo após a expulsão de Cortês, e ali tudo poderia mudar, MAS não mudou.

Adriano entrou no desespero e não produziu nada. Com a ideia de não dar “sopa para o azar”, Loco Abreu, com 1,93, recuou e foi jogar de zagueiro. Como? Hã? É possível? Sim, é possível. Loco chegou na beirada do campo, chamou Caio Júnior, conversou, apontou, gesticulou, recebeu a aprovação da loucura e foi para a grande área cortar as bolas alçadas que eram a única forma que os paulistas tinham para atacar. Marcelo Mattos, Renato e Alessandro foram implacáveis na marcação e quase nunca foram superados e Renan fez um partidaço, agarrou tudo e mostrou que o Jefferson tem razão em dizer que o Botafogo não deve se preocupar com seus goleiros!

E então, tudo certo? Tudo resolvido? Claro que não. O BR-11 não permite acomodação, não perdoa preguiça. É preciso entrar ligado contra o Atlético-PR, no domingo, no Engenhão. A torcida do Botafogo quer a liderança isolada da competição, queria ver Loco Abreu e Maicosuel em ação, quer uma goleada para sacramentar a nova boa fase do time, MAS… Precisamos saber que “vento que venta lá, venta cá”.

Vamos, FOGO!

Pode comemorar! Dois pontos separam o Fogão da liderança!

Ficha Técnica:

29ª Rodada: Corinthians 0 x 2 Botafogo (12/10/2011)

Corinthians: Julio Cesar; Alessandro (Ramírez), Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos (Welder); Moradei (Adriano), Paulinho, Alex e Danilo; Jorge Henrique e Willian

Técnico: Tite

Botafogo: Renan; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Bruno Tiago) e Elkeson (Herrera) e Felipe Menezes (Gustavo); Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gols do Botafogo: Loco Abreu e Maicosuel, no primeiro tempo

Local: Pacaembu (SP) / Público: 32.450  pagantes / Renda: R$ 1.097.396,00

Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Cartão Amarelo: Jorge Henrique (Corinthians); Cortês e Alessandro (Botafogo)

Cartão Vermelho: Cortês (Botafogo)

Anúncios

Vitória Olímpica!

23/09/2011

O Botafogo precisou de uma jogada, apenas uma jogada para desmontar o Grêmio e vencer a quarta partida como visitante neste Campeonato Brasileiro. O resultado quebrou um tabu que persistia desde 1995 quando o time comandado por Túlio Maravilha – sempre ele – bateu o Grêmio no Olímpico por 3 a 2. A equipe de Caio Júnior não foi brilhante, não teve posse de bola, não obrigou o goleiro Victor a fazer grandes intervenções, mas na única oportunidade real, num único arremate, Loco Abreu não desperdiçou e estufou as redes tricolores. E isso não é futebol?

Quando as regras do antigo jogo bretão mudarem me avisem, por favor! Futebol não é bola na rede? Não vence quem faz mais gols? Quando o time da Lagoa jogava mal e vencia por meio gol a zero – normalmente através da genialidade de Ronaldinho Gaúcho – a imprensa celebrava o futebol de resultado, o futebol eficiente! A jogada do gol alvinegro surgiu de uma boa trama orquestrada pelo meio de campo que começou com Lucas Zen, passou por Renato e Felipe Menezes, até chegar aos pés de Maicosuel que mesmo cercado por três gremistas encontrou Loco Abreu em condições legais, dentro da área, para bater fora do alcance de Victor. Gol. 1 a 0. Bola na rede. Vitória. Três pontos no certame. Fim de jogo.

Loco Abreu comemora o gol com o grupo! Nada de correr para a câmera!

O revés no placar deixou os gaúchos atabalhoados e a torcida irritadiça. E com razão! Celso Roth armou o Grêmio para pressionar a saída de jogo e não deixar a zaga alvinegra confortável para fazer a transição entre defesa e meio-campo – uma das armas de Caio Júnior. A tática funcionou no primeiro tempo e os chutões para o alto eram a única forma de ligação com Loco Abreu que ficou isolado entre Edcarlos e Rafael Marques. Sem o fiel escudeiro, Marcelo Mattos estava suspenso, Renato não mostrou entrosamento com Lucas Zen e recuou quase a ponto de virar cabeça de área, o que chamou mais ainda o time gaúcho para o ataque.

O domínio territorial tricolor era considerável, 60% de posse de bola, mas as finalizações, 22 no total, raramente assustavam Jefferson e quando o ataque gremista chegava com real perigo, como no chute de Douglas, o goleiro botafoguense mostrou porque vem sendo chamado constantemente para a Seleção Brasileira. Bem, aí entramos num assunto complicado e polêmico. Parece que o fato de ser selecionável mexeu com a cabeça dos jovens Cortês e Elkeson.

Loco Abreu, Maicosuel e Jefferson foram decisivos para a vitória!

Ontem, por duas vezes, Loco Abreu foi à loucura extrema com a individualidade dos dois jogadores que preferiram “aparecer” para as câmeras do que fazer a jogada certa. Foram dois contra-ataques desperdiçados que poderiam ter custado a vitória, tanto que ao apito final, ao invés de comemorar, o uruguaio chamou Cortês e Elkeson e ainda em campo passou uma descompostura nos “fominhas”.

Caio Júnior já convocou a torcida para o que se desenha como mais uma “Final de Campeonato”! Domingo contra o São Paulo, vice-líder, teremos um Engenhão lotado, nada menos do que 42 mil pessoas, e uma vitória pode colocar o time na liderança do BR-11 pela primeira vez. Eu prefiro ser líder de apenas uma rodada, só uma, a 38ª rodada!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

25ª Rodada: Grêmio 0 x 1 Botafogo (22/09/2011)

Grêmio: Victor; Mário Fernandes, Edcarlos, Rafael Marques e Bruno Collaço; Fernando (Gilberto Silva), Fábio Rochemback, Marquinhos (Miralles), Escudero e Douglas; André Lima (Brandão)

Técnico: Celso Roth

Botafogo: Jefferson; Lucas (Alessandro), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Lucas Zen, Renato, Maicosuel (Everton) e Elkeson; Herrera (Felipe Menezes) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 23 minutos do segundo tempo

Local: Estádio Olímpico (RS) / Público e Renda: não divulgados

Árbitro: Alício Pena Junior (MG)

Cartão Amarelo: Fernando e André Lima (Grêmio); Lucas, Herrera e Jefferson (Botafogo)

Balanço do Primeiro Turno

29/08/2011

A vitória de virada, por 2 a 1, sobre o Fluminense, ontem no Engenhão, pela 19ª rodada, no encerramento do primeiro turno do Campeonato Brasileiro pode ser considerada uma síntese da campanha alvinegra sob o comando de Caio Júnior. O time que começou a competição sendo derrotado pelo Palmeiras, no Teixeirão, pelo placar magro de 1 a 0, e sem mostrar nenhum poder de reação ficou no passado. Naquela ocasião, a comissão técnica estava formando a base do que viria a ser o estilo de jogo no Botafogo e a pressão da imprensa e, principalmente, das arquibancadas exigiam resultados imediatos. A diretoria não comprou a ideia e continuou apostando no trabalho de médio e longo prazo.

As primeiras dez rodadas foram difíceis e cheias de altos e baixos, algo normal para uma equipe em formação e ainda sem contar com os principais jogadores. Loco Abreu e Herrera estavam suspensos, Fábio Ferreira machucado, Maicosuel retornando aos poucos, Marcelo Mattos na Grécia e as contratações aprimorando a parte física e técnica. Mesmo nas turbulências Caio Júnior seguiu firme nas suas convicções e acreditava na posse de bola como um diferencial em relação aos adversários. Nada de chutões para o alto e estava proibido o chuveirinho! A ausência de Loco Abreu, então na Copa América, facilitou a adaptação do time ao novo jeito de jogar.

Loco Abreu não fez gol no clássico, mas teve atuação decisiva novamente!

Quis o destino que Loco voltasse exatamente contra o Cruzeiro de Joel Santana, pela 13ª rodada – olha quanta coincidência junta! – e aí o Botafogo encorpou de vez, sapecou 4 a 0 no Vasco, passou pelo Atlético-MG na Copa Sul-Americana, encontrou a escalação ideal, alugou vaga no G-4 e pode fechar o turno na terceira colocação do BR-11! Qualquer alvinegro sabe o time de cor e salteado: Jefferson no gol; Lucas e Cortês nas laterais; Antônio Carlos e Fábio Ferreira na zaga; Marcelo Mattos e Renato na proteção do meio campo; Elkeson centralizado com Maicosuel e Herrera caindo pelas pontas; e no ataque, fazendo o pivô e, claro, os gols Loco Abreu.

Agora é defender a posição conquistada no primeiro turno e olhar para o líder Corinthians. Sim, é possível e temos elenco para isso. Renan, Alessandro, Márcio Azevedo, Gustavo, Léo, Somália, Bruno Tiago, Everton, Felipe Menezes, Alex, Alexandre Oliveira, Caio e o garoto Cidinho já mostraram que podem entrar e resolver. Devemos acreditar em título e empurrar a equipe para conquistar também a Sul-Americana! Esse é o melhor momento do Botafogo no campeonato e temos que aproveitar.

Vamos, FOGO!

Lucas agradece ao passe magistral de Loco Abreu: "Gracias"

Ficha Técnica:

19ª Rodada: Fluminense 1 x 2 Botafogo (27/08/2011)

Fluminense: Diego Cavalieri; Mariano, Gum, Márcio Rosário e Carlinhos; Edinho, Diogo (Martinuccio), Souza (Ciro) e Lanzini; Fred e Rafael Moura

Técnico: Abel Braga

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos (Gustavo), Fábio Ferreira e Cortês;  Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Maicosuel (Cidinho); Herrera (Felipe Menezes) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Fluminense: Fred, aos dez minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Elkeson, aos 11, e Lucas, aos 18 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 22.762 presentes / Renda: R$ 437.755,00

Árbitro: Felipe Gomes da Silva (RJ)

Cartão Amarelo: Márcio Rosário, Fred, Rafael Moura e Edinho (Fluminense)

O pensamento agora está no clássico!

24/08/2011

A maratona que o Botafogo enfrenta com os jogos do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana é desgastante, mas as vitórias ajudam a deixar o ambiente calmo, sem turbulências. O confronto de ontem, pelo torneio internacional, serviu apenas para carimbar o passaporte alvinegro para as oitavas de final, nada mais. A crítica aproveitou para “sentar a lenha no time”, a torcida vaiou – É novidade? – e o lado positivo é que nada disso abalou Caio Júnior:

– Acho que era um jogo para terminar logo e já pensar no clássico. O Fluminense é um adversário direto e depois temos o Palmeiras. É um momento crucial e fundamental para pensar nos primeiros lugares. É um momento decisivo e o torcedor tem que entender que vamos ter um forte adversário. É um jogo que considero fundamental o papel do torcedor para efetuar esse apoio – afirmou o treinador.

A conclusão parece óbvia, mas os especialistas, os professores-doutores da imprensa sempre buscam algo mais, o detalhe e, claro, levantar polêmica vende jornal e é sinônimo de Ibope alto. Os jogadores sentiram o cansaço e procuraram administrar a enorme vantagem conquistada no primeiro jogo, na Arena do Jacaré, e o gol de Herrera deixou o time mais tranqüilo ainda.

– Sem dúvida tínhamos uma vantagem e soubemos tirar proveito. Jogamos mal o primeiro tempo, mas no segundo fomos bem e administramos até o final – disse o goleiro Jefferson.

Marcelo Mattos, que jogou todos os jogos da maratona em agosto, confirmou:

– Corri no limite contra o Atlético-MG. Tínhamos a vantagem e jogamos com ela.

Marcelo Mattos fechou o meio de campo e foi perfeito na marcação!

O clássico no fechamento do primeiro turno é emocionante e uma vitória no sábado deixa o Botafogo muito próximo do líder Corinthians, a diferença pode cair para três pontos e na abertura do segundo turno outra pedreira: o Palmeiras de Felipão! Qual Botafogo entrará em campo para encarar esses dois jogos, o que encantou a torcida na vitória de 3 a 1 sobre o Atlético-MG ou o que se arrastou em campo e mesmo assim venceu ontem?

Caio Júnior está fazendo um excelente trabalho de acompanhamento fisiológico dos atletas e vem poupando os jogadores que mais se desgastam como Cortês e Renato. A ideia é não ter “quebras” na reta final da competição. O time ainda não perdeu no Engenhão e vem de quatro vitórias seguidas em seus domínios com doze gols marcados e apenas três sofridos. É hora dos torcedores comparecerem em peso e Caio Júnior faz o apelo:

– Sábado é muito importante, é um clássico, momento crucial e decisivo pela luta dos primeiros lugares. Preciso da torcida, será fundamental o papel dela já que vamos enfrentar o Fluminense, que é uma grande equipe, um time muito forte.

Vamos, FOGO!

O Mago voltou! Maicosuel pode ser fundamental contra o Fluminense!

Copa Sul-Americana

Fase 02 – Jogo 02: Botafogo 1 x 0 Atlético-MG (23/08/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas (Alessandro), Gustavo, Fábio Ferreira e Cortês (Márcio Azevedo); Marcelo Mattos, Lucas Zen, Felipe Menezes (Alex), Maicosuel e Elkeson; Herrera

Técnico: Caio Júnior

Atlético-MG: Renan Ribeiro; Serginho, Réver, Leonardo Silva e Eron; Dudu Cearense (Mancini), Fillipe Soutto, Richarlyson (Daniel Carvalho) e Caio; Guilherme e Jônatas Obina (Magno Alves)

Técnico: Cuca

Gol do Botafogo: Herrera, aos 47 minutos iniciais

Local: Engenhão (RJ) / Público: 4.070 pagantes / Renda: R$ 59.240,00

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)

Cartão Amarelo: Fábio Ferreira (Botafogo); Leonardo Silva e Richarlyson (Atlético-MG)

Sete gols! Elkeson mostra que o investimento alvinegro foi certeiro!

Campeonato Brasileiro:

18ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Atlético-MG (20/08/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Felipe Menezes (Cidinho), Maicosuel (Alexandre Oliveira) e Elkeson (Thiago Galhardo); Alex

Técnico: Caio Júnior

Atlético-MG: Renan Ribeiro; Serginho, Leonardo Silva, Lima e Richarlyson (Triguinho); Pierre, Dudu Cearense, Bernard e Mancini (André); Magno Alves (Daniel Carvalho) e Guilherme

Técnico: Cuca

Gols do Botafogo: Elkeson, aos 16 minutos iniciais, e Felipe Menezes, aos 36 do primeiro tempo e aos 10 do segundo

Gol do Atlético-MG: André, aos 48 do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 8.841 pagantes / Renda: R$ 149.795,00

Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (DF)

Cartão Amarelo: Richarlyson, Dudu Cearense e Leonardo Silva (Atlético-MG)

Atuação de gala! Felipe Menezes resgatou o respeito pela 10 do Fogão!

17ª Rodada: Internacional 1 x 0 Botafogo (17/08/2011)

Internacional: Muriel; Nei, Bolívar, Rodrigo Moledo e Zé Mário; Elton, Guinãzu, Andrezinho (Tinga), D’Alessandro (João Paulo); Jô (Dellatorre) e Leandro Damião

Técnico: Dorival Júnior

Botafogo: Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos (Lucas Zen), Renato, Maicosuel (Cidinho) e Felipe Menezes (Thiago Galhardo); Herrera e Alex

Técnico: Caio Júnior

Gol do Internacional: Leandro Damião, aos 12 minutos do segundo tempo

Local: Beira-Rio (RS) / Público: 11.080 pagantes / Renda: R$ 146.725,00

Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)

Cartão Amarelo: Élton, Rodrigo Moledo e Nei (Internacional); Marcelo Mattos e Herrera (Botafogo)

Vitória na tática e na garra!

11/08/2011

O time mineiro jogava em casa e tinha a estreia do novo treinador como um elemento motivacional, além de iniciar a arrancada em outra competição sem a pressão do BR-11, mas apesar de tudo conspirar para uma boa vitória do Atlético-MG, o que o torcedor viu foi um passeio carioca no Ipatingão! Cuca entrou com a força máxima enquanto Caio Júnior se deu ao luxo de poupar quatro titulares, só que em campo a impressão era exatamente a inversa tal o domínio botafoguense no jogo.

O Atlético-MG até teve algumas oportunidades de gol na segunda etapa e aí Cuca deve ter se lembrado de Max e Júlio César… Ah, se fosse o Jefferson no gol alvinegro com aquele timaço de 2007/2008! Teríamos conquistado o histórico Tricampeonato Carioca e ainda, quem sabe, uma Copa do Brasil, um Brasileiro ou até mesmo a Sul-Americana. Pois é, faltava goleiro! E não faltava um “loco”? Loco Abreu não fez gol, mas deu um passe perfeito para Herrera abrir o placar e correu o tempo todo. Esse é o espírito de Libertadores! É assim que o time tem que jogar para ser campeão de qualquer coisa!

Loco Abreu puxou a marcação e Maicosuel aproveitou o espaço! Goooool!

Elkeson, Renato, Lucas e Cortês. Quatro titulares poupados e o time vencendo na casa do adversário em uma competição internacional. Sei não, acho que não me recordo de ter visto isso na minha curta carreira de torcedor botafoguense. Os jogadores escalados deram conta do recado e apesar do time ter caído na segunda etapa com a entrada dos reservas, é possível falar em elenco alvinegro! Léo entrou disperso, Alexandre Oliveira não conseguiu nenhum contra-ataque e Alex não jogou perto do gol adversário. Mas vamos falar do que deu certo!

Felipe Menezes ainda aparenta estar fora de forma, meio pesadão, mas protege bem a bola e tem toques precisos, só precisa ganhar mais velocidade. Lucas Zen ocupou o meio de campo e ainda foi deslocado para a lateral-esquerda na etapa final. Como joga esse garoto! Sr. Presidente, faça um contrato de dez anos com o menino! Muito criticado em casa, ontem, longe da torcida, Alessandro foi o dono da direita e quase fez um golaço no fim. Não é o caso de apoiar mais e vaiar menos?

Caio Júnior terá que administrar um problemão no elenco: a lateral-esquerda. Cortês é dono absoluto da posição, mas é impossível jogar todas as partidas do ano e assim Márcio Azevedo precisa entrar bem e tentar ao menos ser uma sombra para o companheiro. Fica claro que o treinador não confia no reserva quando a pressão aumenta como aconteceu no segundo tempo do jogo de ontem. E não veremos mais contratações. O time é esse. É hora de apoiar. Depois da Sul-Americana, o BR-11 volta à pauta e uma vitória sobre o América-MG – não, não estamos disputando o estadual de Minas – irá selar de vez a união entre torcida e comissão técnica!

Vamos, FOGO!

União! Jogadores não buscam as câmeras de TV nas comemorações!

Copa Sul-Americana

Fase 02 – Jogo 01: Atlético-MG 1 x 2 Botafogo (10/08/2011)

Atlético-MG: Giovanni; Patric (Wesley), Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos (Mancini); Toró, Serginho, Richarlyson e Caio; Magno Alves (Neto Berola) e André

Técnico: Cuca

Botafogo: Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Léo); Lucas Zen, Marcelo Mattos, Felipe Menezes e Maicosuel (Alexandre Oliveira); Herrera (Alex) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Atlético-MG: Richarlyson, aos 44 minutos da etapa inicial

Gols do Botafogo: Herrera, aos 10 minutos iniciais, e Maicosuel, aos 38 do primeiro tempo

Local: Ipatingão (MG) / Público: 9.583 pagantes / Renda: R$ 43.270,00

Árbitro: Paulo César de Oliveira

Cartão Amarelo: Toró (Atlético-MG) e Lucas Zen (Botafogo)

Cartão Vermelho: Toró (Atlético-MG)

Presente de aniversário!

07/08/2011

Caio Júnior não conseguia esconder a satisfação na entrevista coletiva após o jogo. E o motivo não foi “apenas” a bela goleada sobre o Vasco da Gama, não senhor! Caio Júnior finalmente pôde soltar o verbo e reclamar publicamente dos “corneteiros de plantão” que tentavam minar seu trabalho em General Severiano. O time vinha jogando bem, mas ainda não havia feito uma “exibição de gala” como a desta noite. O treinador tem motivos de sobra para estar feliz, pois quando colocou a bola no chão e teve calma para trabalhar as jogadas, o Botafogo mostrou entrosamento e poder de definição. Tudo o que faltou na derrota para o Figueirense na rodada anterior.

– Estou no futebol há muito tempo, mas este primeiro tempo foi inesquecível, não só pelo placar e pelo adversário, mas pela forma como atuou. Ontem (sábado) foi um dia longo, fiquei o dia inteiro revendo vídeos de outros jogos, quebrando a cabeça para achar a melhor formação; quase não dormi. Logo, fico feliz que todo esse empenho tenha dado certo – explicou o comandante alvinegro.

Loco Abreu agradece ao belo passe de Elkeson para o terceiro gol!

Foi um milagre? Não, apenas a confirmação de que o planejamento está sendo bem realizado e que não adianta trocar o comando técnico a cada percalço encontrado no caminho, ainda mais quando estamos num campeonato com trinta e oito rodadas, competitivo e muito equilibrado como o BR-11. O adversário vinha de uma invencibilidade de seis jogos e acreditava na vitória, tanto que entrou em campo tranqüilo e descansado, exatamente o oposto do comportamento alvinegro. O Botafogo foi superior durante os noventa minutos e a falta de poder ofensivo que tanto atrapalhou nos outros jogos dessa vez não apareceu no Engenhão.

Loco Abreu, Herrera e Antonio Carlos fizeram Fernando Prass buscar a pelota no fundo do gol por quatro vezes e não fossem algumas boas defesas do goleiro vascaíno teríamos um 7 a 0 fácil, fácil. É verdade que após a expulsão infantil do Diego Souza o time pisou no freio, mas é justificável, já que na quarta temos um duelo decisivo pela Copa Sul-Americana contra o Atlético-MG e depois, no sábado, outro jogo pelo Brasileirão. Uma verdadeira maratona futebolística!

Caio Júnior parece ter encontrado a equipe ideal, mas precisamos de banco, precisamos dos reservas para encarar tantos jogos na sequência ou correremos o risco de chegar perto e naufragar outra vez. O objetivo imediato é se aproximar do G-4 e conseguir a classificação para a próxima fase do torneio internacional. O mês de agosto será decisivo para as pretensões do Botafogo na temporada!

Vamos, FOGO!

Gooooooooool do Botafogo! Loco Abreu, camisa número 13!

Ficha Técnica:

15ª Rodada: Botafogo 4 x 0 Vasco (07/08/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês (Márcio Azevedo); Marcelo Mattos, Renato, Felipe Menezes (Lucas Zen) e Elkeson (Cidinho); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Vasco: Fernando Prass; Fagner, Dedé, Anderson Martins e Márcio Careca (Juninho Pernambucano); Jumar, Rômulo, Felipe (Leandro) e Diego Souza; Eder Luis (Julinho) e Alecsandro

Técnico: Ricardo Gomes

Gols do Botafogo: Antonio Carlos, aos 10 minutos iniciais, Loco Abreu, aos 27 e aos 40 da primeira etapa e Herrera, aos 46 do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 21.238 pagantes / Renda: R$ 605.880,00

Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)

Cartão Amarelo: Cortês e Elkeson (Botafogo); Dedé, Jumar, Felipe e Diego Souza (Vasco)

Cartão Vermelho: Diego Souza (Vasco)

A volta do Ataque Mercosul do Fogão: Herrera & Loco Abreu!

14ª Rodada: Figueirense 2 x 0 Botafogo (03/08/2011)

Figueirense: Wilson; Coutinho (Roger Carvalho), João Paulo, Edson Silva e Juninho; Ygor, Túlio (Jackson), Maicon e Elias (Wilson Pittoni); Fernandes e Júlio César

Técnico: Jorginho

Botafogo: Jefferson; Alessandro (Lucas), Antônio Carlos, Gustavo e Cortês; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Maicosuel e Elkeson; Herrera (Alexandre Oliveira) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gols do Figueirense: Edson Silva, aos 17 minutos iniciais, e Júlio César, aos 39 do primeiro tempo

Local: Orlando Scarpelli (SC) / Público: 8.695 pagantes / Renda: R$ 103.185,00

Árbitro: Wagner Reway (MT)

Cartão Amarelo: Elias, Túlio, Edson Silva, Coutinho e Juninho (Figueirense); Herrera, Antônio Carlos, Alessandro e Marcelo Mattos (Botafogo)

Cartão Vermelho: Maicosuel (Botafogo)

O importante foram os três pontos!

28/07/2011

Bom futebol, espetáculo, bola de pé em pé, gritos de “Olé!”, musiquinha criada pela torcida, risos, palmas e críticas calorosas da imprensa esportiva… Isso tudo é lindo – como diria Caetano – mas não garantem títulos e não garantem a vitória. Sem objetividade, chute em gol, agressividade e, acima de tudo, muita entrega por parte do elenco, o jogo bonito será batido e o adversário retrancado irá aproveitar as oportunidades e balançar as redes. A “Era Cuca” no Botafogo pode ser comparada à Seleção de 82 e a “Era Joel Santana” nos remete ao time batalhador de Carlos Alberto Parreira em 1994. E o Caio Júnior?

Não é possível ainda falar em “Era Caio Júnior” em General Severiano, mas se a diretoria seguir o mesmo caminho nesses três anos em breve poderemos usar essa expressão. Não adianta demitir treinador sem planejamento, sem avaliar as metas estabelecidas e, principalmente, sem ter boas opções de contratação no mercado. Caio Júnior quer fazer um esquema de jogo que fique exatamente entre a “Era Cuca”, bom futebol, toque de bola, domínio das ações, e a “Era Joel Santana”, com uma defesa forte e uma motivação contagiante dos jogadores. O treinador já fez o time se livrar dos chutões e resgatou a confiança do elenco para manter a posse de bola.

Ontem, diante do Avaí e novamente jogando contra a torcida – isso parece não ter fim! – a equipe sentiu a falta de entrosamento e o primeiro gol do time catarinense parecia ser a senha para outra decepção em casa. Superação. Sim, essa é a palavra que exemplifica bem a virada alvinegra. Maicosuel definiu o jogo com essa palavra. A zaga formada por Gustavo, recém contratado, e o jovem João Felipe, nunca atuou junta e as ausências de Lucas Zen e Marcelo Mattos deixaram o sistema defensivo vulnerável nos minutos iniciais e foi essa brecha que o Avaí, um time mediano, aproveitou para abrir o placar.

Recorde para o argentino: Herrera marca seu 23º gol no Engenhão!

O lado esquerdo do ataque botafoguense é sinônimo de desespero há décadas! Não temos um bom lateral-esquerdo, daqueles de se orgulhar, desde Marinho Chagas na década de 70, alguém discorda? Na década de 90, mesmo com a enxurrada de títulos, o lado esquerdo não era o mais forte e o melhor lateral dessa época, o Marquinhos, ficou pouco tempo e não chegou a fazer história no clube. André Silva? Jéferson? Bill? Luciano Almeida? Triguinho? Tiaguinho? Gabriel? Márcio Azevedo?

A camisa 6 do eterno Nílton Santos parece pesar e muito nas costas desses jogadores! O jovem Cortês parece não sentir a pressão e se tiver uma boa cobertura pode render mais para a equipe. Enquanto esperamos que alguém assuma a responsabiulidade, ontem, por segundos, quase que por inspiração divina, a lateral esquerda desencantou e, por ali, Márcio Azevedo fez grande jogada e achou Maicosuel livre para empatar a peleja!

A torcida que já vaiava a plenos pulmões resolveu se aquietar e deixar os jogadores trabalhar em paz. Com tranquilidade, Elkeson colocou bela bola na cabeça de Herrera: 2 a 1 no placar e calma na saída para o vestiário. O fim do jogo foi dramático, nervoso e as substituições equivocadas de Caio Júnior levou o torcedor à loucura, mas os três pontos vieram e, por enquanto, só a vitória interessa! Loco Abreu volta no sábado e reencontra Joel Santana! Imperdível!

Vamos, FOGO!

Caio Júnior precisa de tempo e do apoio da torcida para mudar o Botafogo!

Ficha Técnica:

12ª Rodada: Botafogo 2 x 1 Avaí (27/07/2011)

Botafogo: Jefferson; Alessandro, João Filipe, Gustavo e Márcio Azevedo; Léo, Renato, Maicosuel (Felipe Menezes) e Elkeson; Alexandre Oliveira (Caio) e Herrera (Alex)

Técnico: Caio Júnior

Avaí: Felipe; Welton Felipe, Bruno, Dirceu e Daniel; Marcos Paulo (Batista), Pedro Ken, Fabiano (Rafael Coelho) e Cleverson (Estrada); Romano e William

Técnico: Alexandre Gallo

Gols do Botafogo: Maicosuel, aos 27, e Herrera, aos 38 minutos iniciais

Gol do Avaí: Dirceu, aos seis minutos do primeiro tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 5.111 pagantes / Renda: R$ 87.400,00

Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)

Cartão Amarelo: Herrera, Márcio Azevedo e João Filipe (Botafogo); Marcos Paulo, Welton Felipe e Fabiano (Avaí)

Como é difícil fazer gols…

23/07/2011

A famosa frase que estava sumida retornou cedo neste Campeonato Brasileiro… Não, não essa que você está pensando e que diz: “Tem certas coisas que só acontecem ao Botafogo!” Acredito que ainda seja cedo para entoar esse mantra, mas o verdadeiro “Quem não faz, leva!” apareceu na Arena da Baixada. Foi um incrível festival de gols perdidos e outra vez consagramos o goleiro adversário e de quebra ressuscitamos o quase enterrado Atlético-PR.

Quantos gols perdidos! Não consegui sequer contar todas as oportunidades e que relato somente as mais claras. Alexandre Oliveira obrigou o goleiro a uma defesa fantástica, mas depois, sozinho, livre, sem impedimento, cabeceou uma bola na trave! Imperdoável! Antônio Carlos perdeu gol na pequena área, sem marcação e novamente de cabeça! A pressão botafoguense poderia ter se transformado em goleada se em campo tivesse um jogador com intimidade para balançar as redes adversárias! Por onde anda o Túlio Maravilha?

O adversário não teve esse problema. Com um futebol limitado, na base do chutão e do bumba-meu-boi, o Furacão contou o oportunista Morro Garcia para empurrar a bola para dentro. Simples assim. De que adianta posse de bola, toque bonito, inversão de jogo, mudanças táticas… Para quê? O importante no futebol não é a vitória? Não é o resultado? O time parou de fazer gols, mas não de levar. Foram quatro gols sofridos em duas partidas e apenas um anotado. Aliás, golaço do garoto Alex que mostrou ser mais matador do que o time todo. Derrota injusta? Outra vez?

Descalibrado? Elkeson não finalizou com perigo em nenhum momento!

Antes da falência do sistema ofensivo, o Botafogo estava em 3º lugar e agora, quatro rodadas depois, pode cair para oitavo e muito longe da zona de classificação da Libertadores. Caio Júnior armou bem a equipe, fez as alterações certas, mas o lado esquerdo parece que nunca irá se acertar. As jogadas dos dois gols foram por aquele setor em falhas de marcação de Márcio Azevedo e depois de Somália. Algo precisa ser feito para melhorar a equipe por ali e desde já adianto que não será com um esquema com três zagueiros!

Loco Abreu pode comemorar o título da Copa América amanhã – ou não – mas precisa voltar correndo para General Severiano e entrar em campo contra o Avaí nesta quarta! Nada de folga e nada de férias porque aqui é “Nada de Gols!” Nesse tempo, o Túlio já teria marcado uns dez gols contra Bahia, Atlético-GO, Corinthians e Atlético-PR! E falo isso sem medo de errar!

Vamos, FOGO!

Maicosuel melhorou na segunda etapa, mas está longe de ser "O Mago!"

Ficha Técnica:

11ª Rodada: Atlético-PR 2 x 1 Botafogo (23/07/2011)

Atlético-PR: Renan Rocha; Edílson, Gustavo, Fabrício e Paulinho; Deivid, Cleber Santana, Kleberson (Fransérgio), Marcinho (Branquinho) e Madson; Morro García (Edigar)

Técnico: Renato Gaúcho

Botafogo: Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Felipe Menezes); Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Maicosuel; Léo (Somália) e Alexandre Oliveira (Alex)

Técnico: Caio Júnior

Gols do Atlético-PR: Morro Garcia, aos 39 do primeiro tempo e aos 28 do 2º

Gol do Botafogo: Alex, aos 43 minutos da etapa final

Local: Arena da Baixada (PR) / Público: 12.740 pagantes / Renda: R$ 206.510,00

Árbitro: Paulo Cesar Oliveira (SP)

Cartão Amarelo: Gustavo Araújo, Deivid e Fransérgio (Atlético-PR), Antônio Carlos e Márcio Azevedo (Botafogo)

Cartão Vermelho: Marcelo Mattos (Botafogo)

Derrota fora de hora!

21/07/2011

A torcida do Botafogo teve uma noite feliz no estádio emprestado pelo Vasco da Gama: vaiou o time, vaiou o Alessandro, vaiou até mesmo o Maicosuel e, de quebra, ainda gritou histericamente por: “Cuca! Cuca! Cuca!” Se não me falha a memória foi essa mesma torcida que bradou em 2009, na final da Taça Guanabara, depois da vitória sobre o Resende: “Vice é o Cuca!” Não foi? Incoerências, incoerências e impaciência!

A diretoria não pode agir como essa torcida esquizofrênica que se apresenta nos últimos anos. O trabalho de Caio Júnior está sendo bem realizado e o 6º lugar no Campeonato Brasileiro é surpreendente para um time que foi eliminado de cinco competições no primeiro semestre. Cinco? Isso mesmo: a eliminação no estadual vale por três, depois vieram a Copa do Brasil e a Taça Carlos Alberto Torres.

O bom futebol apresentado contra o Coritiba, Grêmio e, principalmente, diante do São Paulo fez os torcedores sonharem com o título – e eu sou um deles – mas devemos analisar que o campeonato é longo, muito pode acontecer e que ainda temos tempo para uma recuperação. O time com Renato e Marcelo Mattos terá um meio de campo consistente e o setor de criação conta com Maicosuel, Elkeson, Felipe Menezes – será que ele joga alguma coisa? – e depois ainda teremos Everton e Lucas.

Elkeson tentou, tentou, mas não conseguiu furar a retranca do Corinthians!

A volta de Loco Abreu será fundamental para o equilíbrio ofensivo do esquema planejado por Caio Júnior. Para o time engrenar de vez só falta um matador! Herrera não é esse jogador; Alexandre Oliveira, pelo que mostrou ontem, também não e o Elkeson está muito confortável chegando com a bola dominada. Então temos que esperar pelo retorno do uruguaio.

As lesões que agora atrapalham o nosso time irão incomodar o líder Corinthians em breve. Everton, Lucas e Cortês são titulares e estavam jogando bem até irem para o Departamento Médico. O problema da lateral-esquerda é crônico, parece impossível conseguir preencher aquela parte do terreno com alguma qualidade. Lucas Zen foi bem na marcação, mas não teve poder ofensivo e o Márcio Azevedo entrou com disposição, mas abriu uma avenida por onde nasceu o segundo gol paulista.

A solução é trabalho, trabalho e trabalho. Não adianta a torcida vaiar, reclamar ou espernear. O time é esse, o elenco é esse e o treinador é esse. Será com essas peças que iremos enfrentar o difícil BR-11 e depois sonhar com o título da Copa Sul-Americana! Eu acredito! Só de lembrar que em tempos bem recentes tive que atuar o Victor Simões… A diretoria montou um grupo competitivo, temos reservas e só precisamos do mais impossível: do apoio das arquibancadas e isso não se compra!

Vamos, FOGO!

"Calma! Calma!" Não é hora para desespero! Tem muito BR-11 pela frente!

Ficha Técnica:

10ª Rodada: Botafogo 0 x 2 Corinthians (20/07/2011)

Botafogo: Jefferson; Alessandro, Antonio Carlos, Fábio Ferreira e Lucas Zen (Márcio Azevedo); Marcelo Mattos, Renato, Elkeson e Maicosuel (Thiago Galhardo); Caio (Alexandre Oliveira) e Herrera

Técnico: Caio Júnior

Corinthians: Julio César; Weldinho, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho e Danilo; Jorge Henrique (Emerson), William (Alex) e Liedson (Edenilson)

Técnico: Titi

Gols do Corinthians: Liédson, aos 43 da etapa inicial, e Paulinho, aos 48 minutos do segundo tempo

Local: São Januário (RJ) / Público: 8.128 pagantes / Renda: R$ 135.010,00

Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)

Cartão Amarelo: Herrera (Botafogo); Liedson e Fábio Santos (Corinthians)

A torcida precisa ter confiança no elenco!

11/07/2011

O Botafogo esteve muito perto de conseguir os três pontos que colocariam o time dentro do G-4. Essa foi a segunda oportunidade seguida para colar no líder Corinthians e entrar de vez na briga pelo título. Os dois últimos empates tiveram sabor de derrota e agora uma vitória na próxima rodada, contra o “Curintia”, em palco emprestado, São Januário, será uma obrigação para os comandados de Caio Júnior. É hora da equipe engrenar de vez!

O primeiro tempo terminou com a vantagem alvinegra por 1 a 0, mas o placar deveria ter sido maior: Herrera foi o protagonista de duas jogadas que poderiam ter decidido o jogo. Logo aos dois minutos o argentino brigou com dois defensores, invadiu a grande área e com a bola dominada bateu forte sobre a meta de Marcelo Lomba. O detalhe é que Somália estava completamente livre ao lado. O outro lance surgiu com o Fogão já em vantagem: após lançamento longo, Herrera bateu de primeira e a pelota explodiu na trave. No rebote, por pouco Maicosuel não empurra para as redes.

O esquema tático de Caio Júnior mais uma vez se mostrou acertado. O Bahia teve a posse de bola, mas não teve volume de jogo para assustar o goleiro Renan que praticamente fez apenas uma defesa nos 90 minutos. As substituições também foram feitas na hora certa e de forma coerente. Somália estava pendurado com o cartão amarelo e se mostrava muito afoito em campo, a estreia de Léo pode ter sido discreta, mas o volante mostrou categoria e será muito útil no decorrer da competição.

Márcio Azevedo é uma boa opção ofensiva, mas não tem poder de marcação!

A lateral-esquerda continua sendo um problema crônico no Glorioso, já que Marcio Azevedo vai bem no apoio, mas deixa uma verdadeira avenida que o novo esquema ofensivo do time não consegue bloquear. Vendo a vitória escapar por ali, Caio Júnior improvisou o ótimo Lucas Zen para conter os avanços do tricolor baiano. A longa jornada do Campeonato Brasileiro exige um elenco forte para suportar os desfalques e Côrtes já está fazendo falta nesse início de competição.

O empate com um gol de cabeça de Fahel foi um castigo e tanto para a torcida alvinegra. Uma total desatenção da zaga, já que o Bahia só iria ameaçar mesmo através das bolas alçadas na área. Lição para aprender e não ser esquecida: os gols perdidos fazem muita falta e o futebol cobra um preço muito alto pela incompetência! Os três pontos seriam suficientes para recolocar a equipe no G-4 e até assumir a vice-liderança de forma provisória.

Nada está perdido! O importante é somar pontos agora, não deixar o líder escapar e depois apostar nas diversas peças novas que ainda irão estrear como Renato, Alexandre Oliveira, Gustavo e mesmo o volante Léo que entrou nos minutos finais. Não podemos nos esquecer de Jéfferson, Loco Abreu e Marcelo Mattos! A torcida precisa acreditar que o Botafogo tem elenco para ser Campeão Brasileiro de 2011!

E parabéns aos juniores do Botafogo que bateu o time da Lagoa e ficou com o caneco de Campeão Carioca 2011!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

9ª Rodada: Bahia 1 x 1 Botafogo (10/07/2011)

Bahia: Marcelo Lomba; Jancarlos, Titi, Paulo Miranda e Marcos (Maranhão) (Rafael); Fahel, Marcone, Diones e Ricardinho (Gabriel); Lulinha e Júnior

Técnico: Renê Simões

Botafogo: Renan; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Thiago Galhardo); Somália (Léo), Lucas Zen, Marcos Vinícius, Elkeson e Maicosuel; Herrera (Caio)

Técnico: Caio Júnior

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 30 minutos do primeiro tempo

Gol do Bahia: Fahelm aos 32 da etapa final

Local: Pituaçu (BA) / Público: 32.157 pagantes / Renda: R$ 787.897,50

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa/RS)

Cartão Amarelo: Marcone e Lulinha (Bahia); Somália e Márcio Azevedo (Botafogo)