O Engenhão faz a diferença?

18/03/2012

A vitória por 3 a 1 sobre o Vasco, pela 4ª rodada da Taça Rio, levanta uma questão interessante sobre esse novo Botafogo que se desenha sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira: o time só joga bem no Engenhão? Ou podemos perguntar de forma mais direta: o time só joga bem se o gramado estiver em bom estado? Não que a exibição tenha sido de gala, longe disso, mas ao menos vimos toque de bola, boa movimentação e os gols surgiram de jogadas trabalhadas pelo chão e não somente levantamentos forçados para a área.

Os empates em 1 a 1 com o Bangu, na rodada passada, e com o Treze, este pela Copa do Brasil, mostraram uma equipe muito irritada com a dificuldade de domínio de bola e que forçava os chutões para frente de qualquer jeito. A redonda parecia queimar nos pés dos botafoguenses, nada dava certo, nenhuma jogada era construída e não víamos sequer um esboço de trama ensaiada nos treinamentos. Jogadores como Loco Abreu, Herrera, Renato, Lucas e Elkeson gostam de ficar com a bola dominada e parecem não saber o que fazer para jogar nesses gramados.

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

Fellype Gabriel: Grande atuação e três gols para não esquecer!

A Copa do Brasil na fase inicial será jogada em estádios acanhados, com iluminação deficitária e muito, mas muito buraco para fazer a pelota pular como pipoca! E não adianta reclamar. Se passar pelo Treze na quarta, o Botafogo irá pegar o Guarani, sexto colocado no Campeonato Paulista, lá no Brinco de Ouro, um estádio acanhado e que se transformará num verdadeiro caldeirão. Neste ano o time de Campinas arrancou um empate com o São Paulo em pleno Morumbi e também com o Corinthians no Pacaembu, ou seja, é uma equipe acostumada a enfrentar os grandes sem tremer.

O Vasco dificultou a vitória alvinegra, mas duas interpretações equivocadas do árbitro João Batista de Arruda – que até apitou bem a partida – poderiam deixar o placar mais elástico. Fagner deu uma cotovelada no Márcio Azevedo, ainda no primeiro tempo, e deveria ter sido expulso. O juiz deu falta do lateral alvinegro de forma inexplicável. O segundo lance aconteceu quando Andrezinho puxava contra-ataque perigoso e foi derrubado por Diego Souza por trás. O camisa 10 vascaíno já tinha amarelo e tinha que ser expulso! O juiz se acovardou totalmente e mandou o jogo seguir. Uma vergonha!

Ainda sobre o jogo, Oswaldo poderia ter lançado Caio um pouco mais cedo no lugar do Elkeson que perdeu outro gol inacreditável! Jobson também desperdiçou duas chances e perdemos a oportunidade de fazer mais três gols e devolver a goleada de 2010. Faltou ambição, mas os três pontos vieram. Agora é preciso focar na ‘decisão’ contra o poderoso Treze e carimbar a classificação na competição nacional. Temos que chegar ao menos na final da Copa do Brasil para brigar pelo título inédito!

Vamos, Fogo!

Bancado pelo treinador, Fellype Gabriel mostra o cartão de visitas!

Bancado por Oswaldo, o jogador mostra seu cartão de visitas!

Ficha Técnica:

4ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Vasco (18/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho e Fellype Gabriel (Lucas Zen); Herrera (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vasco: Fernando Prass; Fagner, Douglas, Rodolfo e Dieyson; Rômulo, Fellipe Bastos, Juninho e Allan (William Barbio); Éder Luis e Diego Souza

Técnico: Cristovão Borges

Gol do Vasco: Felipe Bastos, aos dois minutos do segundo tempo

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 33 e 37 iniciais, e aos 26 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Márcio Azevedo (Botafogo); Allan, Diego Souza, Dieyson, Fagner, Fellipe Bastos e Rodolfo (Vasco)

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

Jobson retornou contra o Bangu e deu belo passe para Cidinho marcar!

3ª Rodada: Bangu 1 x 1 Botafogo (10/03/2012)

Bangu: Willian; China (Gedeílson), Raphael Azevedo, Santiago e Renan Oliveira; Oliveira, André Barreto, Thiago Galhardo (Luciano) e Almir (Gabriel); Fabinho e Sérgio Júnior

Técnico: Cleimar Rocha

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Jeferson) e Caio (Cidinho); Herrera e Loco Abreu (Jobson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Bangu: Almir, aos 29 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Cidinho, aos 28 do segundo tempo

Local: Moça Bonita (RJ)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

Cartão Amarelo: Thiago Galhardo, China, Oliveira e Luciano (Bangu); Herrera (Botafogo)

Firme na liderança do grupo

05/03/2012

O importante é vencer, sempre. Não importa o que digam os críticos, os pseudo-especialistas ou corneteiros de plantão, arrumar o time com vitórias é muito melhor do que trabalhar sob a pressão da derrota. A defesa falhou nos últimos três jogos e o Oswaldo de Oliveira está tentando entender o que está acontecendo com a nossa dupla de zaga. Será falha apenas dos zagueiros ou a cobertura anda ineficiente? Só é possível identificar e corrigir essas falhas com treinos e mais treinos. E como treinar com esse calendário? Essa será uma semana cheia – como se diz na linguagem dos boleiros. O Botafogo só entra em ação no sábado e, finalmente, o treinador poderá debater, pensar, analisar e mostrar ao grupo o modo certo de se portar em campo.

Uma atenção especial deve ser dada ao sistema defensivo. O gol sofrido ontem pode ser bizarro, como insinuou Jefferson, mas foi fruto de erro na marcação do atacante adversário que subiu livre para cabecear. Levamos um gol semelhante contra o fraco Americano, na rodada de abertura da Taça Rio, e fomos eliminados da final da Taça Guanabara pelo time das Laranjeiras graças à um erro infantil na hora de armar a chamada linha burra: Márcio Azevedo não saiu junto com os companheiros e Leandro Eusébio tinha condição legal de jogo.

Erros como esse podem ser superados num torneio baba como a Taça Rio, mas serão fatais na Copa do Brasil. Todos os times pequenos jogarão fechados atrás da linha da bola e esperarão pelo contra-ataque certo na esperança da defesa alvinegra falhar. Para isso outro fundamento precisa estar em alta: as finalizações! Não é de hoje que o ataque vem perdendo inúmeras chances de gol. Todos gostam de lembrar que o time está criando muito e isso é bom. Sim, é bom criar chances clara de gol, mas é melhor ainda fazer os gols. Loco Abreu e Herrera perderam três gols ontem e isso vem desde o início da temporada. Poderíamos ter metido uma goleada histórica no time da Gávea, na Taça Guanabara, não fossem os incríveis gols perdidos pelo uruguaio.

Oswaldo de Oliveira parece ser o técnico certo para esse elenco!

Oswaldo de Oliveira parece ser o técnico certo para esse elenco!

Sei que estou apenas apontando os erros e defeitos da equipe aqui, mas como a comissão técnica terá uma semana para avaliar e trabalhar, bem, não custa ajudar, né? Ah, ninguém lerá esse texto? Tudo certo, ao menos fiz a minha parte. Olhando pelo aspecto positivo é preciso lembrar as importantes ausências de Maicosuel, Elkeson e Andrezinho. As duas vitórias foram construídas com a ajuda dos reservas e isso é muito, muito bom. Dá moral para o grupo e mostra que o trabalho de contratação foi acertado. Felipe Menezes pode não ser o camisa 10 dos sonhos do torcedor botafoguense, mas não se esconde do jogo e o xará Gabriel corre o tempo todo e busca as jogadas ofensivas sem irritantes toques laterais.

Não, não estou me esquecendo dele, não senhor! Deixei o melhor para o final, apenas isso. Jobson vem aí! Rufem os tambores! Preparem os balões! Estourem os fogos de artifício! O garoto está voando nos treinos e acredito piamente que esse será o ano dele. Jobson é rápido, habilidoso, chuta com as duas pernas e não tem medo de cara feia! Se conseguir focar apenas no futebol é nome certo na Copa do Mundo de 2014. Ilusão? Sonho? Nada disso, o cara joga muito e precisa estourar de vez na carreira. Agora é momento certo para isso.

Vamos, Fogo!

Ainda é reserva? Herrera já soma sete gols no Estadual!

Ficha Técnica:

2ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Volta Redonda (04/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Fellype Gabriel (Caio) e Felipe Menezes (Lucas Zen); Herrera e Loco Abreu (Wilian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Volta Redonda: Douglas; Marquinhos (Henrique), Robson, Naldo e João Paulo; Roberto Andrade, Manteiga, Rafael Granja e Gláuber (Anderson Gomes); Joabe e Jhonnattann (Júlio Cezar)

Técnico: Ricardo Drubscky

Gol do Volta Redonda: Jefferson contra, aos 37 do primeiro tempo

Gols do Botafogo: Herrera, aos 16 iniciais e aos 31 minutos do segundo tempo, e Antônio Carlos, aos 44 finais

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Fellype Gabriel (Botafogo); Manteiga, Anderson Gomes e Naldo (Volta Redonda)

Bonita homenagem da diretoria ao torcedor-símbolo do Botafogo!

Bonita homenagem da diretoria ao torcedor-símbolo do Botafogo!

1ª Rodada: Americano 2 x 4 Botafogo (01/03/2012)

Americano: Erivélton; Alex, Adalberto, Ricardo Braz e Marcos Felipe (Ronan); Rhayner, Caetano (Marconi), Jader e Pachola; Hugo e Tardelly (Adão)

Técnico: Luis Antônio Zaluar

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Fellype Gabriel (Lucas Zen) e Andrezinho (Felipe Menezes); Wilian (Caio) e Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gols do Americano: Marcos Felipe, aos oito iniciais, e Hugo, aos 35 minutos da etapa final

Gols do Botafogo: Fellype Gabriel, aos 31 do primeiro tempo, Renato, aos 28, Herrera, aos 32, e Caio, aos 45 do segundo tempo

Local: Godofredo Cruz (Campos/RJ)

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Cartão Amarelo: Rhayner, Marcos Felipe, Caetano, Pachola e Adalberto (Americano); Lucas e Márcio Azevedo (Botafogo)

Até tu, Loco?

24/02/2012

O Botafogo não jogou bem, ok. O Fluminense dominou as ações ofensivas na etapa final, ok, concordo. Mas já que abrimos a vantagem num contra-ataque, aos 28 minutos do segundo tempo, e eles teriam obrigatoriamente que atacar sem parar nos últimos quinze minutos de jogo, cedendo assim mais terreno para o contragolpe, qual o sentido em tirar um meia-atacante e colocar um jogador de contenção? Não entendi a entrada do Lucas Zen no lugar do Elkeson. O Oswaldo pode ficar explicando horas e horas, com telão, quadro-negro, giz, o que ele quiser, mas não irá me convencer!

Treinador não perde pênalti, eu sei, mas perde jogo! Que fique a lição!

O Caio, atacante de velocidade e dribles curtos, estava na beira do campo para entrar no jogo. Elkeson estava com dores na panturrilha após entrada dura de Carlinhos e sua saída era certa. Ao ver o gol e a vantagem no placar, Oswaldo abriu a prancheta e apelou para o São Joel das Retrancas Invioláveis! O Lucas Zen é um bom jogador, formado na base e que pode substituir a dupla de volantes sem nenhuma preocupação por parte do torcedor, mas não era jogo para ele naquele momento. Ali, era a entrada do Caio para puxar os contra-ataques e ampliar o marcador ou o Felipe Menezes para encorpar o meio de campo, liberar o Andrezinho e dar aquele passe preciso para o segundo gol.

O treinador alvinegro abriu mão do jogo cedo demais, desistiu de atacar e estava satisfeito com o magro 1 a 0 numa partida decisiva que ditaria o ritmo do time e a relação do Botafogo com sua torcida. Era momento exato e o adversário perfeito para resgatar a confiança do torcedor e incendiar o Engenhão na final contra o Vasco. E o que acontece? Medo, apatia e preguiça. Essa foi a tônica do Botafogo na reta final do Campeonato Brasileiro e o que os jogadores fizeram ontem são um reflexo da falta de coragem do comando técnico. Ao colocar o Caio no lugar do Marcelo Mattos – não dava pra sacar o Lucas Zen como no clássico contra o Flamengo, né? – após o gol de empate tricolor, Oswaldo assinou a confissão de burro.

Olha o agarra-agarra ali no Antônio Carlos. Isso não é pênalti não?

Não importa se o Fluminense estava melhor em campo e sim que o gol de empate só ocorreu devido a um erro grosseiro da zaga botafoguense. A linha burra de impedimento não é a forma mais eficiente do mundo para impedir as bolas alçadas na área, mas funciona vez ou outra quando bem treinada e ontem já mostrava sinais de fraqueza pelo lado esquerdo. Márcio Azevedo fez uma boa partida, mas os dois erros na hora de fazer a linha custaram caro ao time. Não é possível que o Oswaldo, um treinador que se diz amante da tecnologia, não coloque um candango em frente à TV, em casa mesmo, e com o celular o informe do erro grosseiro que aconteceu minutos antes?! Não entendo.

Por fim, lamentavelmente, devo dedicar algumas palavras à má fase do Loco Abreu. Não é possível um cara que se notabiliza pela frieza e extrema categoria na bola parada perder um pênalti como aquele. Nas últimas quatro cobranças, o artilheiro só converteu uma. Algo está errado aí e já começo a ficar com a pulga atrás da orelha. A batida foi fraca, desinteressada e o pior, foi no canto preferido do goleiro tricolor. Será que ele não observou que das quatro cobranças anteriores o Cavalieri pulou para a esquerda em três?

O título era obrigação e a Taça Guanabara estava ao alcance das mãos, já que o Vasco não seria um adversário mais complicado do que foi o Fluminense. Bem, agora é focar na Copa do Brasil e entrar firme na Taça Rio.

Vamos, Fogo!

Ao menos uma notícia positiva: Elkeson reencontrou o bom futebol!

Ficha Técnica:

Semifinal: Botafogo 1 x 1 Fluminense (23/02/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Caio), Renato, Andrezinho e Elkeson (Lucas Zen); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Fluminense: Cavalieri; Bruno (Rafael Moura), Leandro Eusébio, Anderson e Carlinhos; Edinho, Diguinho, Deco (Jean) e Thiago Neves; Fred e Welington Nem (Araújo)

Técnico: Toninho Andrade

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 28 minutos do segundo tempo

Gol do Fluminense: Leandro Eusébio, 34 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Antônio Carlos (Botafogo) e Edinho (Fluminense)

Pênaltis Convertidos: Andrezinho, Herrera e Renato

Pênaltis Perdidos: Lucas e Loco Abreu

Missão cumprida!

18/02/2012

O planejamento da diretoria de futebol e da comissão técnica do Botafogo era classificar o time para as semifinais da Taça Guanabara. Com o objetivo garantido neste sábado de carnaval resta saber como Oswaldo de Oliveira irá escalar o Fogão para o clássico contra o Fluminense. Loco Abreu não tem data para retornar, Andrezinho deve ser vetado novamente e agora perdemos Maicosuel, com uma lesão ainda não confirmada na coxa direita. São baixas consideráveis para uma equipe em formação, mas com tempo de treinamento seria possível arrumar uma alternativa. Tempo?

A vaga foi garantida hoje, sábado, e a semifinal já será na quinta, ou seja, daqui a cinco dias, sem tempo nenhum para recuperar os jogadores ou treinar um novo esquema tático. Bem, mas essas são as regras do jogo, não? Um calor de quase 40º, partida marcada para 16:20h – qual o motivo? – e o comentarista da TV ainda consegue ter a cara de pau de mandar: “Ah, um jogo nesse horário não pode ter movimentação ou um bom índice técnico”. Como assim? É a própria emissora onde ele trabalha quem determina os horários dos jogos. É muita sacanagem…

Herrera já balançou as redes quatro vezes na Taça Guanabara

O grupo não é tão forte a ponto de absorver a perda de três titulares desse nível, mas Herrera mostrou que pode ser o primeiro atacante na ausência de Abreu e Felipe Menezes calou a torcida com um lindo gol de letra. Golaço! E o Maicosuel? Não sei como o treinador irá recompor a falta do camisa 7 alvinegro. Maicosuel é parte fundamental do esquema 4-2-3-1. É ele quem fecha os espaços quando o time é atacado e ainda consegue ser uma válvula de escape em alta velocidade nos contra-ataques. Elkeson não é tão veloz e também não tem a consciência tática adquirida pelo Mago na temporada alemã. Cidinho é ainda uma promessa e o jogá-lo aos leões no clássico pode ser prematuro.

A solução seria a entrada de Alex, típico artilheiro, na frente e recuar Herrera para a habitual posição de segundo atacante pelas pontas. O 4-2-3-1 viraria um tradicional 4-4-2 e o time teria o controle do meio de campo com Elkeson, Felipe Menezes, Renato e Marcelo Mattos. só tem um “porém” nisso tudo: Alex foi emprestado ao Joinville até o fim do ano… E aí? Será que o Caio pode voltar a ser o xodó da torcida? Hoje ele não entrou, mas o jogador tem velocidade para fazer a função de Maicosuel, mas ele estará disposto a se sacrificar pelo esquema e pelo time?

São muitas questões e problemas circulando na cabeça do técnico Oswaldo de Oliveira neste carnaval, mas é certo que não faltará emoção no Clássico Vovô! A torcida do Fogão deve confiar no ótimo retrospecto contra o Fluminense e apoiar o time nessa partida decisiva!

Vamos, Fogo!

Imagem que nenhum torcedor gosta de ver: Maicosuel saindo machucado

Ficha Técnica:

7ª Rodada: Macaé 0 x 3 Botafogo (18/02/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos (Brinner), Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Cidinho), Felipe Menezes (Lucas Zen) e Elkeson; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Macaé: Luís Henrique; Valdir, Ramon, Douglas Assis e Gérson; Gedeil (Bruno Barra), Wagner, Norton (Tiago Lima) e Wallacer; Pipico e Alexsandro (Josiel)

Técnico: Toninho Andrade

Gols do Botafogo: Herrera, aos 27, Felipe Menezes, aos 37 da etapa inicial, e Elkeson, aos 42 minutos do segundo tempo

Local: Moacyrzão (Macaé)

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Pipico (Macaé); Elkeson e Maicosuel (Botafogo)

 

6ª Rodada: Botafogo 4 x 1 Bonsucesso (11/02/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antonio Carlos, Fabio Ferreira e Marcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Cidinho), Felipe Menezes (Herrera) e Elkeson (Lucas Zen); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Bonsucesso: Saulo; Ranieri (Dráuzio), Admilton, Gomes e Dieguinho; Ricardo Bóvio, Márcio Guerreiro, Márcio Goiano e Alex (Juninho); Diogo e Adriano Magrão (Jefferson)

Técnico: Wilson Gottardo

Gols do Botafogo: Maicosuel, aos 42 minutos iniciais, Loco Abreu, aos 2, e Herrera, aos 27 e 45 do segundo tempo

Gol do Bonsucesso: Adriano Magrão, aos 11 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Maurício Machado Coelho Junior (RJ)

Cartão Amarelo: Maicosuel (Botafogo), Gomes, Alex e Dieguinho (Bonsucesso)

Uma análise das entrevistas

09/02/2012

Já temos tranquilidade para trabalhar!” Essa foi a frase mais ouvida no Engenhão após a vitória de ontem sobre o Olaria. Os jogadores e a comissão técnica fizeram questão de frisar que o ambiente é bom, o clima pacífico e que os três empates seguidos não estavam atrapalhando a concentração do pós-jogo. Pensamento positivo e discurso espanta-crise fazem bem num momento como esse, mas a verdade era que a sequência estava incomodando e muito.

Goleada veio no momento certo, mas bem que poderia ter sido no domingo...

Antônio Carlos, um dos líderes do elenco, explicou a demora do time para entrar em campo para o primeiro tempo: “Foi a nossa corrente. A cobrança. Aqui cada um cobra o outro. Temos que sair dessa situação.” É uma situação incômoda sim, Antônio Carlos. Se no Campeonato Brasileiro uma sequência de três empates gera uma leve crise, imaginem no Cariocão, ou melhor, Carioquinha! O quarto lugar no Grupo A foi o resultado direto dos erros nas finalizações e esses erros não são de agora, são uma herança da precipitação e do nervosismo implantados por Caio Júnior – e que agora podem ser vistos no Grêmio.

É possível apontar um culpado? Loco Abreu tratou de se apresentar. O uruguaio perdeu um pênalti na estreia e desperdiçou várias oportunidades contra Resende, Nova Iguaçu e Madureira. E o jogo passado? Não me esqueci. O matador alvinegro podia ter escrito seu nome outra vez nos grandes clássicos e a goleada de hoje poderia ter vindo diante do time da Gávea. Abreu explica:  “O jogo contra o Flamengo foi bom. Faltou que eu caprichasse mais no último toque. Deixei escapar três oportunidades. Hoje a equipe foi muito bem, ganhou de forma tranquila, se impôs. A vantagem dos gols é boa para a briga pela classificação também.” Então está explicado.

Elkeson reencontra o bom futebol e é aplaudido no Engenhão!

Recuperamos um jogador muito importante!” A sentença do treinador botafoguense precisar ser direcionada. Quem é o jogador em questão? Maicosuel que estava devendo uma boa atuação? Elkeson que não balançava as redes desde o fim do primeiro turno do BR-11? Ou o Márcio Azevedo que estava na lista de dispensados no início do ano? Acredito que os três se encaixam nesse perfil. Maicosuel jogou bem, fez gol e deixou o Loco na boa para fazer o quarto da goleada. Elkeson desencantou balançando as redes duas vezes, tentou dribles e fez o lançamento para o quinto gol. E o nosso lateral-esquerdo? Márcio Azevedo teve outra boa atuação, seguro na defesa, dando botes precisos, puxando contra-ataques, e sobrando na parte física.

Para fechar uma última análise sobre a notícia de hoje cedo: “Aumentamos nossa receita em 20%.” O diretor-executivo Sérgio Landau comemora o aumento nas receitas com o patrocínio que beiram a casa dos R$ 30 milhões/ano. E o Engenhão? Pode gerar mais receitas? Ainda é deficitário? Ontem o público pagante foi ridículo, 1.738, com mais de 3 mil presentes e uma arrecadação de R$ 31.100,00. Não posso reclamar da torcida. Calor de 38ºC, jogo no fim de tarde, dia de trabalho, engarrafamento, trem lotado, Ufa! Quem esteve no Engenhão foi herói e mereceu a goleada.

Vamos, Fogo!

Não adianta reclamar! Não existe pênalti contra o Flamengo...

Ficha Técnica:

5ª Rodada: Botafogo 5 x 0 Olaria (08/02/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Lucas Zen), Renato, Maicosuel, Andrezinho (Felipe Menezes) e Elkeson; Loco Abreu (Herrera)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Olaria: Wanderson; Ivan, Diego, Thiago Eleutério e Amarildo; David, Moisés (Muniz), Siston e Pedrinho; Allan (Pará) e Vanilson (Claudir)

Técnico: Amilton Oliveira

Gols do Botafogo: Loco, aos 12 iniciais, Elkeson, aos 23 e aos 39 do primeiro tempo; Loco, aos 20, e Maicosuel, aos 43 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: João Batista de Arruda (RJ)

Cartão Amarelo: Marcelo Mattos (Botafogo), Moisés (Olaria)

Márcio Azevedo deu um baile pré-carnaval no Leonardo Moura. Cadê a Perlla?

4ª Rodada: Botafogo 0 x 0 Flamengo (05/02/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antonio Carlos, Fabio Ferreira e Marcio Azevedo; Marcelo Mattos (Lucas Zen/Caio), Renato, Maicosuel, Andrezinho e Elkeson (Herrera); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Flaemngo: Felipe; Léo Moura, Welinton, David e Junior Cesar; Willians, Luiz Antonio (Muralha), Renato e Bottinelli (Maldonado); Ronaldinho e Deivid (Negueba)

Técnico: demitido

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Pathrice Maia (RJ)

Cartão Amarelo: Marcelo Mattos, Antonio Carlos, Marcio Azevedo e Maicosuel (Botafogo); Luiz Antonio, David Braz, Willians e Negueba (flamengo)

Cartão Vermelho: Williams (flamengo)

Notícias nada animadoras…

02/02/2012

A manutenção do elenco do ano passado poderia ser uma boa iniciativa da diretoria, mas a perda do lateral-esquerdo Cortês vendido para um clube brasileiro, e não por uma proposta irrecusável do futebol europeu, apenas deixou o torcedor com a pulga atrás da orelha. As contratações pontuais e cirúrgicas não aconteceram, os reforços ainda estão sendo analisados e a última informação divulgada fala da vinda de Fellype Gabriel… Como assim? Isso mesmo: Felype Gabriel… Aquele mesmo, magrinho, sem-sangue, framenguista e que nunca se firmou no futebol tupiniquim.

O elenco conta com Maicosuel, Elkeson, Andrezinho e Felipe Menezes para a função de meio-campo, mas quantos laterais mesmo? Apenas dois jogadores para a posição e a diretoria contrata um ex-framengo para compor o time. Precisamos de jogadores para suprir a carência da equipe e não de peso-morto. Espero reler essas linhas no fim de ano e ver como fui injusto com o Felype Gabriel, o autor do gol do título da Copa Sul-Americana… enquanto o futuro não chega ficamos com o presente.

Não é jogo para ele! Loco tentou, mas não conseguiu balançar as redes.

Não adianta reclamar do gramado, do calor, da bola, dos estádios horríveis, retranca, etc. Sempre foi assim no Campeonato Carioca e agora, sem o Maracanã, a situação fica mais grave já que o Engenhão será poupado de alguns jogos contra os times menores. Compreendo que deve ser difícil para jogadores calejados como Loco Abreu, Renato, Maicosuel, Herrera, Marcelo Mattos e tantos outros encararem a dificuldade de iniciante, de clube pequeno, de um quase amadorismo, mas esse é o futebol no Rio de Janeiro: 40º e muitas armadilhas no gramado ruim.

O Botafogo conseguiu não perder de Nova Iguaçu e Madureira nessas duas rodadas e se passar pelo Flamengo, no domingo, poderá assegurar a classificação para a semi-final da Taça Guanabara. Sim, apenas isso importa agora. O futebol vistoso os golaços, as jogadas ensaiadas podem esperar, pois o calendário não para, os jogos se sucedem e os resultados precisam aparecer. O esquema de jogo não funciona e o técnico Oswaldo de Oliveira terá trabalho para encaixar o seu estilo e ainda somar três pontos no meio do caminho.

A defesa que era o porto seguro dos tempos de Joel Santana parece ter desandado e o ataque, mortal com Caio Júnior, agora se mostra sem nenhuma inspiração, ou seja, muito treino, muita conversa e será preciso uma dose extra de suor por parte dos jogadores. E a torcida onde fica nessa equação? O torcedor tem que apoiar, incentivar e deixar a pressão para os adversários, mas espera um pouco, não será demais pedir isso ao torcedor alvinegro? Claro que sim e aí o desafio fica maior ainda.

Vamos, Fogo!

Direto do banco! Caio sofreu e Herrera cobrou o pênalti com perfeição!

Ficha Técnica:

3ª Rodada: Madureira 2 x 2 Botafogo (02/02/2012)

Madureira: Márcio; Tamaré, Pessanha, Thiago e Bill; Gilson, Michel (Heitor), Rodrigo e Bruno Reis; Maciel (Caio Cézar) e Diney (Alex)

Técnico: Luiz Cláudio

Botafogo: Jefferson; Lucas Zen (Lucas), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Caio), Andrezinho e Elkeson (Herrera); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gols do Madureira: Thiago, aos 27 iniciais, e Alex, aos 44 minutos da etapa final

Gols do Botafogo: Herrera, aos 29 do 2º tempo, e Rodrigo (contra), aos 38

Local: Conselheiro Galvão (RJ)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)

Cartão Amarelo: Thiago, Tamaré, Rodrigo, Diney, Pessanha e Bill (Madureira); Lucas, Antônio Carlos e Herrera (Botafogo)

Ficou devendo: Andrezinho tenta, mas não reedita o bom futebol da estreia.

2ª Rodada: Nova Iguaçu 0 x 0 Botafogo (29/01/2012)

Nova Iguaçu: Jefferson; Marcelinho, Naylhor, Vagner Eugênio e Uallace (Chiquinho); Amaral, Luan, Mossoró (Paulo Henrique) e Dieguinho; Zambi e Leandrão (Lukian)

Técnico: Leonardo Condé

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Caio), Andrezinho (Felipe Menezes) e Elkeson (Herrera); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Local: Moça Bonita (RJ)

Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga (RJ)

Cartão Amarelo: Uallace, Vagner Eugênio, Naylhor (NOI); Márcio Azevedo (Botafogo)

Um bom início de trabalho

22/01/2012

A temporada 2012 começa para o torcedor botafoguense com a esperança renovada apesar da escassez de contratações. Peraí, como assim? Técnico novo, mas esquema velho e ainda o mesmo time? Pode dar certo? Os jogadores parecem ter respondido a essa pergunta em campo – que é onde importa. O Resende estava treinando desde outubro, cuidando da parte física e testando jogadas para surpreender algum grande logo na largada da Taça Guanabara e mesmo assim, apesar de um susto ou outro, a vitória sempre esteve ao alcance do Fogão e a goleada não surgiu graças ao goleiro Mauro que pegou tudo na etapa inicial.

O meio de campo desenhado por Oswaldo de Oliveira pode dar muitas alegrias ao torcedor nesse ano. Foram apenas 18 dias de treinamento, poucos coletivos e apenas um amistoso, mas Andrezinho já mostra sinais de que pode se entender muito bem com Renato, Maicosuel e Elkeson. A jogada do primeiro gol foi linda e até mesmo o lance do pênalti saiu de forma objetiva e trabalhada. É cedo para achar que Oswaldo mudou algo no time de Caio Júnior? Claro que é, até porque a tática aparenta ser a mesma, mas o que mudou foi a disposição com que os jogadores correram nesse jogo, a chamada “entrega” na língua boleira.

A união dos jogadores pedida pelo treinador apareceu em campo!

A defesa continua preocupando, cedendo espaços nas laterais e algumas bolas alçadas na área não foram interceptadas, mas Antônio Carlos e Fábio Ferreira tem um bom entrosamento e ainda contarão com o fôlego extra do Marcelo Mattos na tarefa de proteger os avanços de Lucas e Márcio Azevedo. Márcio Azevedo? Por falar nisso e a novela? Quando o “Caso Rojas” terá uma definição? O cara é bom, foi o capitão da La U que venceu tudo em 2011 e jogou o ano inteiro sem apresentar problemas… o que está pegando? Amanhã deve sair uma definição sobre o assunto.

E os gols? Loco Abreu disse não se preocupar com artilharia, que quer ser campeão e tal. Beleza, mas precisa fazer gol, não? Sem bola na rede não tem título. Esse foi o quarto pênalti perdido pelo uruguaio com a camisa alvinegra e apenas dois fizeram o time não somar pontos. A torcida está acostumada a ver a bola na rede e não nas mãos do goleiro adversário. Herrera entrou bem e já deixou uma pulga na orelha do treinador para os próximos jogos e o Elkeson precisa ser mais efetivo nas jogadas de frente.

E não é bom ter banco? Herrera, Caio, Alex, Lucas Zen, Felipe Menezes, Renan, todos terão oportunidades com o número grande de partidas pela frente e é impossível vencer o Campeonato Brasileiro sem um elenco qualificado. O Botafogo irá disputar quatro competições em 2012 e precisa entrar para vencer todas, precisa ter essa vontade. E que tal começar com o título da Taça Guanabara?

Vamos, Fogo!

Maicosuel foi bem, mas precisa se encaixar melhor no esquema tático

Ficha Técnica:

1ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Resende (22/01/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel, Andrezinho (Felipe Menezes) e Elkeson (Herrera); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Resende: Mauro; Welinton, Facundo Gomez, Filipe Machado e Kim; Léo Silva, Emerson (Iuri), Marcel e Hiroshi (Valdeir); Elias (Léo) e Marcelo Régis

Técnico: Paulo Campos

Gols do Botafogo: Loco Abreu, aos 28 iniciais e aos 22 do 2º tempo, Maicosuel, aos 21 da etapa final

Gol do Resende: Emerson, aos 43 minutos da etapa inicial

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Wagner dos Santos Rosa (RJ)

Cartão Amarelo: Facundo Gomez e Marcelo Régis (Resende)

Fechado para balanço!

27/12/2011

A placa deveria ter sido pendurada na sede do clube, em General Severiano, logo após a última rodada do BR-11, mas acredito que a decepção que tomou conta deste blog também atingiu a diretoria alvinegra. O ano começou bem, virou um caos no primeiro semestre e prometia um fechamento incrível com a vaga na Libertadores e quem sabe um título… Mas tudo ficou pelo caminho e a torcida botafoguense preferiu fechar a conta e passar a régua. Fim de ano lamentável pelas bandas de Botafogo.

Andrezinho: primeira e única contratação de impacto do Botafogo para 2012!

E o que esperar de 2012? O mundo não irá acabar – isso é certo – mas e o Botafogo no ano que vem? Já perdemos o Cortês para o São Paulo, mas logo pro São Paulo? Não tinha como vender lá pra fora? O Botafogo se apequenou com essa venda e voltou a liberar um jogador titular para uma equipe brasileira. A diretoria deu a mensagem: a estrutura ainda é de time mediano, não importa quanto de marketing se jogue no ventilador.

Podemos ainda perder um zagueiro titular e não temos peças de reposição. E quem será o novo lateral-esquerdo do time? Márcio Azevedo? Esse a torcida queimou totalmente e ele precisará de ajuda psiquiátrica para não abandonar a profissão. Ah, um profissional que não seja do Botafogo, já que ficou claro que não temos um setor de psicologia por lá. Queimar? Isso é com o Botafogo mesmo. O João Felipe não prestava e está no São Paulo! O Edson Silva não prestava e, depois de se destacar no Figueirense, está no São Paulo. O que será que acontece lá no São Paulo?

Nem tudo está perdido! Marcelo Mattos tem longo contrato com o Fogão!

Andrezinho é um bom nome e ninguém discorda disso. O meio de campo ficará fortalecido e com muitas opções para o novo treinador usar sua “filosofia de trabalho”. Marcelo Mattos e Renato são titulares indiscutíveis, mas contam com a sombra do bom Lucas Zen que pode substituir os dois e fazer as duas funções por ali. Finalmente teremos alguém que saiba armar as jogadas e que pense o jogo. Andrezinho pode ajudar o Renato no combate e ainda partir para o ataque. Felipe Menezes não é carta fora do baralho. Ainda temos Maicosuel e Elkeson. A disputa será boa por ali.

Loco Abreu não teve um companheiro de ataque efetivo neste Campeonato Brasileiro, mas Herrera pode se recuperar e a volta de Jobson será fundamental para dar velocidade e ousadia para a equipe. Maicosuel pode subir de produção nesse cenário e Elkeson não precisa tentar salvar o ataque o tempo todo. Bem, esse é o lado positivo dessa análise… o negativo nós já conhecemos muito em 2011. Vamos esperar por um ano melhor. O Campeonato Carioca não será fácil como todos estão dizendo e a Copa do Brasil já tem um grande favorito: o São Paulo!

Que venha 2012!

Vamos, FOGO!

Emoção até o fim

14/10/2011

A torcida do Corinthians queria a liderança isolada da competição, queria ver “o imperador” Adriano em ação, queria uma goleada para sacramentar a nova boa fase do time, mas… sempre tem um “MAS”, não? Quem foi ver o Curintias acabou vendo uma grande exibição do Fogão! Quem foi ver o Adriano acabou vendo Loco Abreu! Quem queria uma arrancada fulminante acabou com o freio de mão puxado! O Botafogo de Caio Júnior incendiou o Campeonato Brasileiro outra vez!

Botafogo de Caio Júnior? Sim, isso mesmo! O treinador alvinegro escalou uma equipe que parecia retrancada – sacou Herrera, atacante, para colocar Felipe Menezes, um meia – MAS que pressionou a saída de bola dos paulistas e deixou a Fiel calada logo aos quatro minutos com o gol de Marcelo Mattos. Anulado? Isso seria o suficiente para mexer com os nervos da equipe e permitir uma reação do adversário, MAS esse Botafogo parece ter aprendido, finalmente, a lidar com a pressão de jogar fora de casa. O juiz errou, e daí? Faz outro gol! Quando o Corinthians tentava entender o que estava acontecendo na partida veio o primeiro golpe: contra-ataque armado com velocidade, eficiência e cabeçada certeira de Loco Abreu! Bando de loucos? Só basta um, ele, Loco Abreu! Fogão 1 a 0!

No lugar certo e na hora certa! Loco mergulha para abrir o placar!

O jogo se desenrolava para as jogadas de lado de campo e para as escapadas em velocidade e nesse momento pensei: “Hoje bem que podia ser a noite de Maicosuel!” Não demorou cinco minutos para o camisa 7 fazer o segundo e acabar com as esperanças do Timão! Sorte? Por que não? Podemos dizer que faltou sorte e competência nos duelos contra São Paulo e Bahia, não foi? Agora, no Pacaembu, a sorte brilhou para o Botafogo outra vez! A bola de Alex carimbou o travessão no início do segundo tempo, logo após a expulsão de Cortês, e ali tudo poderia mudar, MAS não mudou.

Adriano entrou no desespero e não produziu nada. Com a ideia de não dar “sopa para o azar”, Loco Abreu, com 1,93, recuou e foi jogar de zagueiro. Como? Hã? É possível? Sim, é possível. Loco chegou na beirada do campo, chamou Caio Júnior, conversou, apontou, gesticulou, recebeu a aprovação da loucura e foi para a grande área cortar as bolas alçadas que eram a única forma que os paulistas tinham para atacar. Marcelo Mattos, Renato e Alessandro foram implacáveis na marcação e quase nunca foram superados e Renan fez um partidaço, agarrou tudo e mostrou que o Jefferson tem razão em dizer que o Botafogo não deve se preocupar com seus goleiros!

E então, tudo certo? Tudo resolvido? Claro que não. O BR-11 não permite acomodação, não perdoa preguiça. É preciso entrar ligado contra o Atlético-PR, no domingo, no Engenhão. A torcida do Botafogo quer a liderança isolada da competição, queria ver Loco Abreu e Maicosuel em ação, quer uma goleada para sacramentar a nova boa fase do time, MAS… Precisamos saber que “vento que venta lá, venta cá”.

Vamos, FOGO!

Pode comemorar! Dois pontos separam o Fogão da liderança!

Ficha Técnica:

29ª Rodada: Corinthians 0 x 2 Botafogo (12/10/2011)

Corinthians: Julio Cesar; Alessandro (Ramírez), Paulo André, Leandro Castán e Fábio Santos (Welder); Moradei (Adriano), Paulinho, Alex e Danilo; Jorge Henrique e Willian

Técnico: Tite

Botafogo: Renan; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Bruno Tiago) e Elkeson (Herrera) e Felipe Menezes (Gustavo); Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gols do Botafogo: Loco Abreu e Maicosuel, no primeiro tempo

Local: Pacaembu (SP) / Público: 32.450  pagantes / Renda: R$ 1.097.396,00

Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)

Cartão Amarelo: Jorge Henrique (Corinthians); Cortês e Alessandro (Botafogo)

Cartão Vermelho: Cortês (Botafogo)

Botafogo se afasta da liderança em péssima hora

09/10/2011

O Botafogo tinha tudo para assumir a ponta do Campeonato Brasileiro e ainda fazer uma “gordurinha extra” com o jogo adiado contra o Santos, mas três tropeços seguidos acabaram com as esperanças de conciliar a Copa Sul-Americana e o BR-11. E o pior é ter que escolher uma das duas e acabar decidindo errado. Caio Júnior está fazendo um belo trabalho à frente do Glorioso, mas pisou na bola na reta final de setembro. Por que poupar os titulares no jogo de ida do torneio continental aqui no Engenhão? Por que abrir o time num estádio grande como o Serra Dourada? Por que usar Loco Abreu em três jogos seguidos dessa forma?

Não sei como os jogadores encararam a decisão de relegar a Sul-Americana ao segundo plano. Não seria mais produtivo entrar com tudo aqui no Rio, fazer um placar elástico e jogar fora com uma equipe reserva só para administrar o resultado? Agora será necessário ir até Bogotá em busca da classificação e com o time principal. Faltariam seis jogos para o título da Sul-Americana que viria com a vaga da Libertadores carimbada. Não garantimos a vaga e ainda levamos um baile do Atlético-GO. Péssima escolha da direção e do comando técnico.

Por que apenas seis mil torcedores foram ao estádio de São Januário apoiar o time? A torcida já jogou a toalha? Já desistiu do título? É muito cedo para achar que o campeonato está perdido, mas os jogadores precisam demonstrar mais atitude para trazer o ressabiado alvinegro de volta ao Engenhão. O empate do São Paulo no último minuto e a cabeçada de Renato, no travessão, sem goleiro, no segundo final do jogo contra o Bahia caíram como uma ducha de água fria em General Severiano.

A torcida não acredita mais no time? Só seis mil em São Januário...

Os erros da equipe se sucedem e algumas questões são incompreensíveis! Quem mandou o Cortês ficar na marcação do Souza nas jogadas aéreas do Bahia? E por que diabos o Marcelo Mattos foi se preocupar em marcar o Fahel com a bola dominada? Será que ninguém avisou que o Fahel com a bola no chão é um reforço para nós? Dali não iria sair nada, nada… Difícil é ver o Souza bater o pênalti no meio do gol, de forma displicente e o Renan pulando pra qualquer lado. Por isso perdemos dois títulos cariocas para aquele time de m….!

Somente uma vitória contra o líder Corinthians, na quarta, em pleno Pacaembu, irá amenizar a irritação com esses quatro pontos perdidos em casa. É preciso mais para ser campeão nacional – mesmo num campeonato fácil como esse – e o Botafogo está deixando escapar mais um título que serviria para resgatar a imagem do clube no cenário internacional. Esse é o momento do Botafogo ser grande! Agora precisamos de Jefferson, Loco Abreu, Herrera, Maicosuel, Elkeson, Cortês, Antônio Carlos, Marcelo Mattos e Renato. Essa é a hora de entrar para a história como fez aquele timaço que tinha Túlio, Donizete, Wagner, Gottardo, Gonçalves, Leandro, Jamir e Sergio Manoel!

Vamos, FOGO!

Fahel Eterno! Volante tirou 4 pontos do Fogão nos dois confrontos!

Ficha Técnica:

28ª Rodada: Botafogo 2 x 2 Bahia (08/10/2011)

Botafogo: Renan; Lucas (Willian), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel e Elkeson; Caio e Alex

Técnico: Caio Júnior

Bahia: Marcelo Lomba; Marcos, Paulo Miranda, Titi e Dodô; Fahel, Hélder, Camacho e Maranhão (Reinaldo); Souza (Júnior) e Jones Carioca (Lulinha)

Técnico: Joel Santana

Gols do Botafogo: Alex, aos 10, e Caio, 12 da etapa final

Gols do Bahia: Souza, aos 28 iniciais e aos 15 minutos do segundo tempo

Local: São Januário (RJ) / Público: 6.765 presentes / Renda: R$ 87.350,00

Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)

Cartão Amarelo: Lucas, Caio, Marcelo Mattos e Maicosuel (Botafogo); Jones Carioca, Hélder e Souza (Bahia)

Cartão Vermelho: Hélder (Bahia)