Archive for the ‘XIX Copa do Mundo’ Category

Espanha conquista a XIX Copa do Mundo!

11/07/2010

A Copa do Mundo 2010 já seria especial por ser a primeira realizada no continente africano, na África do Sul do lendário Nelson Mandela, mas depois de 64 jogos, e muita emoção, ainda vimos surgir uma nova potência no cenário mundial: a Espanha conquistou com méritos o título de melhor seleção do planeta-bola e afastou de vez a fama de “seleção do quase”!

Vicente Del Bosque conseguiu reunir um grupo talentoso e disciplinado que fez da posse de bola uma virtude. A Espanha joga no campo de ataque, em espaço reduzido, com toques rápidos e objetivos, sem pressa e sufocando a adversário. Um futebol ágil, ofensivo e muito bonito de se ver.

Os espanhóis provaram que é possível jogar de forma atraente e mesmo assim ser campeão do mundo. Engraçado, acho que fomos nós, brasileiros, que fizemos isso em 58, 62, 70 e até mesmo em 2002.

Já estou com saudades do Soccer City! Foram 64 jogos e belas imagens!

O time do arrogante técnico Bert van Marwijk chegou até a grande final agradecendo aos erros de arbitragem, contando com as falhas dos adversários e com uma boa pitada de sorte. O árbitro inglês Howard Webb – que fez diversas lambanças nos jogos que apitou – parecia estar com más intenções e, se disparou cartões amarelos para os dois lados, deixou de expulsar De Jong que deu um chute de Kung-Fu em Xabi Alonso ainda no primeiro tempo.

Isso é futebol? Só Howard Webb não viu o lance como violento!

A sorte da Holanda não apareceu na decisão e quem brilhou foi o goleiro Casillas que operou dois milagres e impediu que Robben abrisse o placar no Soccer City. O goleiro do Real Madrid foi eleito o melhor da Copa do Mundo. Wesley Sneijder e David Villa passaram em branco na final e assim dividiram a artilharia do mundial com Thomas Müller e Diego Forlán, todos com cinco gols.

Milagre! Com o gol aberto, Robben toca e Casillas tira com o pé!

A arrogância holandesa não encontrou espaços em campo e perdeu o título para a elegância espanhola. A Holanda amarga o tri-vice campeonato do mundo, mas dessa vez ninguém irá chorar pelo belo futebol da laranja mecânica. Venceu o melhor, venceu o bom futebol, venceu o jogo ofensivo.

Goooooooooool da Espanha! Iniesta recebe na área e bate cruzado!

Os amantes do futebol-arte podem comemorar a vitória sobre o futebol de resultados, o futebol pragmático. E ainda resta um parágrafo de nostalgia: a Espanha foi campeã mundial jogando com um ponta!

Desde o início do jogo, Pedro atuou aberto pelos dois lados do campo, tentando deixar espaços para as investidas de Iniesta, Xavi e Sérgio Ramos. Jesus Navas entrou aos 15 minutos do segundo tempo e foi um verdadeiro ponta-esquerda que enlouqueceu a marcação holandesa na prorrogação. Viva a Espanha! Olé!

Diego Forlán ainda foi eleito o craque do mundial e ficou com a Bola de Ouro!

Diego Forlán foi eleito o Melhor Jogador da Copa do Mundo 2010!

Ficha técnica:

Holanda 0 X 1 Espanha

Holanda: Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst (Braafheid); Van Bommel, De Jong (Van der Vaart) e Sneijder; Kuyt (Elia), Van Persie e Robben

Técnico: Bert van Marwijk

Espanha: Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Xabi Alonso (Fabregas), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa (Torres) e Pedro (Jesus Navas)

Técnico: Vicente del Bosque

Gol da Espanha: Iniesta, aos dez minutos do segundo tempo da prorrogação

Estádio: Soccer City, em Joanesburgo / Público: 84.490

Data/hora: 11/07/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Howard Webb (ING)

Auxiliares: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING)

Cartão Amarelo: Van Persie, Van Bommel, De Jong, Van Bronckhorst, Heitinga, Robben, Van der Wiel, Mathijsen (HOL); Puyol, Sergio Ramos, Capdevila, Iniesta, Xavi (ESP)

Cartão Vermelho: Heitinga (HOL)

A Taça do Mundo é deles... até 2014!

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O sonho uruguaio acabou!

11/07/2010

Abreu e Forlán não acreditam na derrota diante da Alemanha

Duas falhas do goleiro Muslera acabaram com o sonho uruguaio de conquistar a melhor colocação desde o título mundial de 1950. O time de Oscar Tabárez jogou de igual para igual com a Alemanha, mas num jogo decisivo como esse os erros individuais geralmente custam muito caro. Muslera tinha a confiança do torcedor uruguaio, ficou invicto durante toda a fase de grupos, sofreu apenas cinco gols em seis jogos e defendeu dois pênaltis contra Gana nas quartas de final.

Se a Celeste Olímpica voltou a brilhar no cenário internacional, Muslera é um dos grandes responsáveis por isso, mas ontem, diante da Alemanha, na disputa pelo 3º lugar, falhou em dois gols e deixou a defesa insegura – o que resultou na lambança que originou o gol da vitória alemã. Fucile, Lugano, Godin e Cáceres formam uma das melhores zagas da Copa do Mundo 2010, mas a péssima atuação do Camisa 1 impediu que o Uruguai comemorasse a medalha de bronze do mundial.

Caçador de borboletas: Muslera falha no gol de empate alemão

Diego Forlán fez um golaço, chegou aos cinco gols e se transformou numa das principais figuras do mundial da África do Sul. A temporada 2009/2010 foi ótima para o atacante uruguaio, mas ninguém apostaria em atuações tão convincentes na Copa do Mundo.

O Atlético de Madrid terminou o Campeonato Espanhol na 9ª posição, Forlán anotou 18 gols e ficou em 5º lugar na tábua de artilheiros, mas foi na conquista da Liga Europa que Diego Forlán deu pistas de que poderia ser decisivo para a seleção uruguaia ao fazer os dois gols do título: Atlético de Madrid 2 x 1 Fulhan.

Diego Folán comemora o gol do título da Europa League 2009/2010!

O Uruguai de Oscar Tabárez sentiu a falta de um jogador habilidoso para armar o meio de campo. A solução encontrada pelo técnico foi recuar Diego Forlán e assim jogar com três atacantes quando tivesse a posse de bola. Forlán, aos 31 anos, recuava para armar as jogadas e ainda corria para a área na tentativa de concluir o lance.

Mesmo sacrificado pelo esquema tático, Diego fez cinco gols na Copa do Mundo e está entre os principais artilheiros do mundial. Resta torcer para que nem Sneijder e nem Villa balancem a rede hoje: Diego Forlán merece sair da Copa do Mundo com um prêmio da Fifa.

Aos 48 do 2º tempo, Forlán manda a Jabulani no travessão: fim do sonho!

Ficha técnica:

Uruguai 2 X 3 Alemanha

Uruguai: Muslera, Fucile, Lugano, Godín e Cáceres; Pérez (Gargano), Arévalo Rios e Maxi Pereira; Forlán, Suárez e Cavani (Loco Abreu)

Técnico: Oscar Tabárez

Alemanha: Butt, Boateng, Mertesacker, Friedrich e Aogo; Khedira, Schweinsteiger, Müller e Özil (Tasci); Jansen (Kroos) e Cacau (Kiessling)

Técnico: Joachim Löw

Gols do Uruguai: Cavani, aos 28 da etapa inicial, e Forlán, aos 5 minutos da etapa final

Gols da Alemanha: Müller, aos 19 minutos iniciais. Jansen, aos 11, e Khedira, aos 37 do segundo tempo

Estádio: Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth / Público: 36.254

Data/hora: 10/07/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Benito Archundia (MEX)

Auxiliares: Hector Vergara (CAN) e Marvin Torrentera (MEX)

Cartão Amarelo: Aogo, Cacau e Friedrich (ALE); Pérez (URU)

Alemanha repete campanha de 2006 e fica com a terceira colocação!

Espanha e Holanda fazem final inédita

08/07/2010

Um gol. Apenas um gol. A seleção de Vicente Del Bosque conseguiu o passaporte para a grande final da Copa do Mundo 2010 vencendo seus adversários pelo placar mínimo na fase de mata-mata. A Espanha estreou no mundial com uma surpreendente derrota para a Suíça por 1 a 0. A recuperação aconteceu contra a fraquíssima Honduras, 2 a 0. Na terceira rodada da fase de grupos, a classificação esteve ameaçada até o apito final e a vitória de 2 a 1 sobre o Chile revelou um time com bom toque de bola, mas sem poder de finalização.

No confronto de oitavas de final, contra o Portugal, David Villa anotou o solitário gol, aos 17 minutos do segundo tempo, e foi só. Os espanhóis entraram como favoritos diante do Paraguai nas quartas de final, mas tomaram um sufoco e novamente Villa, aos 38 do segundo tempo, achou o gol salvador. A Jabulani ainda bateu três vezes na trave paraguaia antes de entrar. Como é difícil fazer um gol!

Puyol não toma conhecimento de ninguém e mete a cabeça na Jabulani!

A Alemanha também sofreu um revés na fase de grupo com a derrota de 1 a 0 para a Sérvia, mas conseguiu duas boas vitórias: 4 a 0 na Austrália e 1 a 0 sobre Gana. O caminho alemão até a semifinal foi mais difícil. Nas oitavas, o clássico contra a Inglaterra era considerado o grande jogo do mundial até o momento e a goleada por 4 a 1 aumentou a confiança da torcida alemã. Mas como parar a Argentina de Maradona, Messi, Tevez e Higuaín? Parecia uma tarefa das mais difíceis, mas Klose, Müeller e Podolski não tomaram conhecimentos dos hermanos e sapecaram outra goleada: 4 a 0.

Os espanhóis fizeram seis gols em cinco partidas, média de 1,2 gol/jogo, já os alemães balançaram as redes adversárias 13 vezes, nos cinco jogos, com média de 2,6 gol/jogo. Mesmo sem Thomas Müeller, suspenso, o técnico Joachim Löw podia contar com o talento de Schweinsteiger, Özil, Podolski e com o artilheiro Klose. A seleção alemã entrou em campo como favorita, mas ninguém apostava em nova goleada.

Schweinsteiger, com as mãos na cabeça, não acredita na bobeada alemã

A Espanha foi surpreendida pela tática paraguaia no confronto anterior e resolveu usar a mesma artimanha contra os alemães. Vicente Del Bosque adiantou a marcação e sufocou a Alemanha no campo defensivo. Nos primeiros 25 minutos, a posse de bola espanhola chegou a 67%, mas como nas partidas anteriores, nada de chutes contra a meta de Neuer.

Schweinsteiger, Özil e Podolski não encontravam espaços para avançar e eram completamente anulados por Xavi, Xabi Alonso e Busquets. Klose travava um duelo perdido contra Puyol e Piqué. O zero a zero na etapa inicial deixou as duas torcidas nervosas no Moses Mavhida.

Ramos e Piqué tentam fazer o que os alemães não conseguiram: parar Puyol

O segundo tempo seguia com o mesmo roteiro e ficou claro que a partida seria decidida no detalhe. Qualquer erro seria fatal. Aos 27 minutos, a defesa alemã cometeu a primeira falha de marcação e Puyol não perdoou.

Após cobrança de escanteio, o zagueiro do Barcelona apareceu livre na área e, de cabeça, tirou um zerinho do placar. O desespero tomou conta do selecionado alemão que partiu com tudo para o ataque. A ofensiva alemã deixou avenidas nos lados do campo, dando espaços para as arrancadas de Pedro e David Villa.

Apagadão! Isolado entre os zagueiros espanhóis, Klose passou em branco

O técnico Joachim Löw cometeu o segundo erro alemão no jogo: manteve o rápido e habilidoso Cacau no banco e lançou o desastrado e pesadão Mário Gomes (não, não é o ator global) para tentar um milagre na bola aérea. Nada funcionou e Löw ainda foi obrigado a ver o grandalhão Gomes atrapalhar três bons ataques no finzinho da partida.

Espanha e Holanda possuem estilos semelhantes de jogo, muito controle da posse de bola e poucas jogadas incisivas. A grande final será cadenciada, estudada e o campeão será aquele que cometer menos erros, dentro e fora de campo.

Torcida faz a festa em Madrid. Hum, isso me lembra uma espanhola!

Ficha técnica:

Alemanha 0 X 1 Espanha

Alemanha: Neuer, Lahm, Friedrich, Mertesacker e Boateng (Jansen); Schweinsteiger, Khedira (Mario Gomez) e Özil; Trochowski (Kroos), Klose e Podolski

Técnico: Joachim Löw

Espanha: Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Xabi Alonso (Marchena), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa (Torres) e Pedro (David Silva)

Técnico: Vicente del Bosque

Gol da Espanha: Puyol, aos 27 minutos da etapa final

Estádio: Moses Mavhida, em Durban / Público: 60.960

Data/hora: 07/07/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Viktor Kassai (HUN)

Auxiliares: Gabor Eros (HUN) e Tibor Vamos (HUN)

Gol irregular garante a Holanda na final

07/07/2010

Não era um caso de “Davi contra Golias”, mas passava um pouco perto disso. O Uruguai sem o capitão Lugano, o jovem Lodeiro e o artilheiro-goleiro Luisito Suaréz enfrentou de igual para igual a badalada seleção holandesa recheada de astros como Arjen Robben, Wesley Sneijder (parece nome de artista hollywoodiano!) e Van Persie.

O belíssimo Green Point foi o palco da semifinal entre Uruguai e Holanda

O técnico Oscar Tabárez foi obrigado a mudar o esquema de jogo e entrou em campo apenas com dois atacantes, já que durante todo o torneio atuou com três atacantes. E ainda dizem que o futebol moderno só pode ser refém da retranca! Os uruguaios exerceram uma forte marcação na saída de bola, o que deixou a equipe holandesa nervosa nos primeiros minutos de jogo.

O atacante Luis Suárez foi lembrado pela torcida uruguaia no Green Point

A marcação desde a saída de bola foi um recurso utilizado pelas seleções americanas neste mundial, com exceção para Argentina e Brasil que deixavam o adversário jogar sem ser pressionado. Uruguai, Paraguai, Chile e até o México se fechavam na defesa, mas começavam a marcar com os atacantes e homens de criação do meio-campo. Não se tratava apenas de uma retranca, com chutões para frente, a estratégia era roubar a Jabulani perto do gol adversário.

Os uruguaios fizeram um primeiro tempo impecável e o gol de Van Bronckhorst, aos 18 minutos de jogo, foi um presente dos céus para os holandeses que não conseguiam criar nada no ataque. Gol não, golaço com aço, aço! Um chute maravilhoso e com rara felicidade que acordou a coruja da trave esquerda de Muslera.

Forlán acerta um chutaço de canhota e agradece o erro do goleiro holandês

Quando tudo indicava que o Uruguai iria para o vestiário em desvantagem, o que seria injusto, a estrela do craque Diego Forlán brilhou forte no Green Point. Aos 41 minutos, após boa troca de passes do ataque uruguaio, Forlán dominou com a canhota e soltou uma bomba de fora da aérea. Defensável, mas o goleirão Stekelenburg foi enganado pelas idas e vindas da bola e falhou no lance. Tudo igual no fim do primeiro tempo.

O dono do time: Diego Forlán bate o escanteio e corre pra cabecear!

O Uruguai manteve a forte pegada durante quinze minutos, mas aos poucos a Holanda conseguiu avançar suas linhas e encurralou o time de Tabárez no campo defensivo. Dessa pressão surgiu o gol que decidiria a partida. Aos 25 minutos, Sneijder recebeu dentro da área, chutou fraco, a bola resvalou em dois zagueiros e Van Persie, completamente impedido, tentou dar um cutucão e desviar para o gol, ele erra a Jabulani, mas é o suficiente para enganar o goleiro Muslera que pula atrasado no lance. A bola ainda bate na trave antes de entrar.

Esse é o ano dele! Sneijder luta pelo título e pela artilharia do mundial!

Todos olharam para o bandeirinha, até as câmeras da transmissão da Fifa, mas o sujeito correu da responsabilidade e foi direto para o meio de campo. Não adiantou a reclamação dos uruguaios. Gol irregular, completamente irregular. Mas como será o futebol no Uzbequistão?

O lance desestabilizou a seleção uruguaia e bastou um momento de desatenção para o prejuízo ser definitivo. Bola levantada na área e Robben, sem ser incomodado, cabeceia no canto direito de Muslera. Outra vez a Jabulani beija a trave e entra. Sorte em excesso para os holandeses. O relógio marca 28 minutos do segundo tempo e o placar: Uruguai 1 x 3 Holanda.

A alegria de Arjen Robben depois de marcar o terceiro gol holandês!

Oscar Tabárez resolve lançar o amuleto El Loco Abreu para tentar salvar a nação uruguaia, mas o craque Diego Forlán, sobrecarregado com a dupla função de armar as jogadas e ainda ter que concluir a gol, se arrasta em campo e é substituído por Fernandez. Tudo acabado para o Uruguai? A Holanda se prepara para dar uma goleada? Nada disso.

O Uruguai não se abate, sufoca a Holanda e consegue diminuir, já nos acréscimos, com Maxi Pereira, em jogada ensaiada de cobrança de falta. Nova falha do goleiro Stekelenburg e displicência dos zagueiros holandeses. A soberba pode custar caro ao time de Bert Van Marwijk na grande decisão da Copa do Mundo 2010.

Os uruguaios mantiveram a bola dentro da área holandesa até o apito final do arbitro queridinho da Fifa, Ravshan Irmatov, do Uzbequistão. Irmatov já trabalhou em cinco jogos neste mundial e foi fundamental para a vitória holandesa.

Hum, comemoração estranha essa... bundinha pra cima... vem, meu bem...

A seleção uruguaia precisa recolher os cacos e juntar forças para vencer a disputa pelo terceiro lugar. Voltar para Montevidéu com a medalha de bronze da Copa do Mundo é um justo prêmio ao talento de Diego Forlán e pode indicar um renascimento de uma das primeiras potências do futebol mundial.

Lugano cobra do juiz o segundo gol holandês: "Sacanagem, hein!"

Ficha técnica:

Uruguai 2 X 3 Holanda

Uruguai: Muslera, Maxi Pereira, Godín, Victorino e Cáceres; Perez, Arévalo Rios, Gargano e Álvaro Pereira (Loco Abreu); Forlán (Fernández) e Cavani.

Técnico: Oscar Tabárez

Holanda: Stekelenburg, Boulahrouz, Heitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Zeeuw (Van der Vaart), Robben (Elia), Sneijder e Kuyt; Van Persie

Técnico: Bert Van Marwijk

Gols do Uruguai: Forlán, aos 41 minutos do primeiro tempo, e Maxi Pereira, aos 47 da etapa final

Gols da Holanda: Van Bronckhorst, aos 18 minutos iniciais. Sneijder, aos 25, e Robben, aos 28 minutos do segundo tempo

Estádio: Green Point, na Cidade do Cabo / Público: 62.479

Data/hora: 06/07/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Ravshan Irmatov (Uzbequistão)

Auxiliares: Rafael Ilyasov (Uzbequistão) e Bakhadyr Kochkarov (Cazaquistão)

Cartão Amarelo: Maxi Pereira, Caceres (URU), Sneijder, Boulahrouz (HOL)

A torcida do Botafogo esteve no Fifa Fan Fest para apoiar a seleção uruguaia

Quatro seleções e um sonho: o título mundial!

04/07/2010

A Espanha aposta nos gols de David Villa para conquistar o primeiro mundial!

A fase de Quartas de Final foi a mais emocionante da XIX Copa do Mundo da Fifa! Partidas fantásticas, viradas inesperadas, gols nos últimos minutos, seleções favoritas indo para casa mais cedo e uma goleada humilhante! Os quatro jogos foram emocionantes e dramáticos – como diria Galvão Bueno!

Um capítulo à parte poderia ter como convidado especial um personagem histórico da Copa do Mundo: Roberto Baggio. Foram pênaltis desperdiçados, pênaltis não marcados, pênaltis mal cobrados, pênaltis defendidos, pênaltis bem cobrados e um pênalti incrivelmente convertido por Sebastián El Loco Abreu. Como diria Baggio: “Pênalti não é coisa que se perca”!

A Europa domina a fase final do mundial com três selecionados e resta ao Uruguai representar o continente americano. Os uruguaios estão invictos (três vitórias e dois empates) e confiantes para o duelo contra a Holanda, única equipe com 100% de aproveitamento: cinco vitórias em cinco jogos. Um europeu estará garantido na grande final, no dia 11 de julho, e sairá do confronto entre Espanha (quatro vitórias e uma derrota) e Alemanha (quatro vitórias e uma derrota).

Schweinsteiger tem um nome difícil, mas um futebol simples e eficiente

Foram marcados 10 gols nos embates das quartas de final, uma média de 2,5 gol/jogo. Números inferiores aos 2,75 gol/jogo das oitavas, mas superior aos decepcionantes 2,08 gol/jogo da primeira fase. No total foram anotados 132 gols em 60 jogos, média de 2,2 gol/jogo.

O espanhol David Villa com cinco gols é o artilheiro isolado da competição. Higuaín (Argentina) e Vittek (Eslováquia), com quatro gols, deram adeus ao mundial, mas os alemães Klose e Müeller e o holandês Sneijder, também com quatro gols, prometem esquentar a briga pela artilharia e pelo título.

Semifinais:

Holanda x Uruguai = terça, 06/07, 15h30

Alemanha x Espanha = quarta, 07/07, 15h30

Maradona e Messi choram a eliminação precoce da Argentina!

Espanha e Paraguai fazem duelo espetacular!

04/07/2010

O Paraguai não conseguiu a classificação inédita para a semifinal da Copa do Mundo 2010, mas o técnico Gerardo Martino pode se orgulhar da forma como a seleção jogou. A Espanha sofreu, e põe sofrimento nisso, para vencer os paraguaios na última partida das quartas de final. Antes do jogo, a imprensa esportiva indagava qual seria o placar. As conversas giravam em torno do número de gols que David Villa faria e qual seria o tamanho da goleada espanhola.

Não teve goleada, não teve passeio no Ellis Park e não teve show da Fúria! O gol de David Villa, aos 38 minutos do segundo tempo, não foi o último da retumbante goleada espanhola e sim o gol salvador de uma classificação difícil, suada e muito comemorada pela comissão técnica e pelos jogadores.

A equipe paraguaia começou o jogo marcado a saída de bola e encurralando a Espanha no campo de defesa. Os espanhóis não conseguiam trocar três passes seguidos sem serem pressionados e o recuo de bola para Casillas era o desafogo dos zagueiros. Num desses recuos, aos dois minutos, Santana interceptou a Jabulani e quase abriu o placar. Aos oito, novo susto em cabeçada de Riveros.

A Espanha não jogava, não tinha o domínio do jogo e não conseguia exibir o toque de bola característico da seleção de Vicente Del Bosque. Aos 41, Valdez recebeu na área e estufou as redes de Casillas. A alegria durou pouco e o impedimento estava assinalado.

A primeira etapa foi muito estranha. O Paraguai impediu que a poderosa Espanha tivesse o controle do jogo e foi quem levou mais perigo ao gol de Casillas que parecia agradecido com o apito que indicou o intervalo. O que esperar do segundo tempo? Um jogo decisivo de Copa do Mundo!

Cardozo entrega o canto, bate mal e Casillas fica com a Jabulani!

Quem esperava uma Espanha diferente logo no inicio da segunda etapa se decepcionou e o panorama tático não se alterou. Aos 13 minutos aconteceu o lance que finalmente iria incendiar a partida. Cardozo sobe para escorar cobrança de escanteio e é agarrado por Piqué. Pênalti claro que a arbitragem não ignora. Euforia em Assunção!

Cardozo, artilheiro e campeão português pelo Benfica, bateu muito mal na bola e permitiu defesa sem rebote de Iker Casillas. O juiz Carlos Batres deveria ter mandado voltar a penalidade já que houve invasão em massa de espanhóis. Nada feito.

Na sequência do lance, o goleiro espanhol despachou a bola para o ataque, Villa e Alcaraz se embolaram e Batres, longe da jogada, chegou correndo e apontando para a marca penal. Confusão instaurada no Ellis Park.

Que defesa! Villar acerta o canto e espalma a cobrança de Xabi Alonso!

Xabi Alonso cobrou com categoria e correu pro abraço. Goooool da Espanha! Não, não, parou, parou. Batres com peso na consciência – sabe-se lá por qual dos dois erros – mandou repetir a cobrança alegando invasão de jogadores espanhóis. Ah, agora ele viu, né?

Alonso novamente bate na bola, mas decide mudar o canto e escolhe justo o canto preferido de Villar que espalma a Jabulani para o lado. Vários espanhóis aparecem enlouquecidos para pegar o rebote – claro que todos invadiram a área mais uma vez – e no tumulto Villar derruba Fábregas! Pênalti! Pênalti? O árbitro guatemalteco pensa bem e decide que já teve a sua cota de lances polêmicos: aponta apenas escanteio. Os espanhóis enlouquecem de vez!

A partida que era estudada e cadenciada se transformou num jogo aberto com os dois times querendo o gol a qualquer custo. Emoção em mais uma bela partida de quartas de final! Os paraguaios devem ter se espelhado na façanha uruguaia e partiram para o ataque. A Espanha só pensava na semifinal contra a Alemanha. Era ataque da Espanha, contra-ataque paraguaio. Ataque paraguaio, contra-ataque espanhol. E numa dessas idas e vindas apareceu a estrela do artilheiro do mundial!

Bem ao estilo Túlio Maravilha: a bola bate nas duas traves antes de entrar!

David Villa estava no local certo e na hora certa, faro de artilheiro. Aos 38, Iniesta arranca, abre espaço, invade a área e serve Pedro que acerta a trave direita do goleiro paraguaio. Villa fica com o rebote, limpa um marcador e chuta… na trave! A Jabulani corre em cima da linha, belisca a trave esquerda e morre dentro do gol de Villar. É muito drama para um jogo só!

E a emoção não acabou! Gerardo Martino manda o Paraguai atacar mais ainda e aos 43, Lucas Barrios faz bela jogada e chuta cruzado. Casillas espalma e Roque Santa Cruz, na corrida, manda um balaço à queima-roupa para sensacional defesa do goleiro do Real Madrid! Que jogo! Espetáculo! Uma partida de futebol emocionante e imprevisível até o apito final.

Três bolas na trave! O goleiro Villar se desespera com o gol espanhol!

Quando Carlos Batres apitou pela última vez, os espanhóis não comemoraram uma goleada avassaladora, mas sim uma classificação difícil, muito difícil e fizeram questão de cumprimentar os jogadores paraguaios. Momentos emocionantes que entrarão para a história dos mundiais. Cardozo, chorando copiosamente, escondia o rosto e era consolado por Sérgio Ramos.

Nada de violência, insultos e troca de empurrões. Paraguaios e espanhóis sabem que fizeram de tudo para vencer a partida e, infelizmente, só uma seleção teria essa honra. A Espanha agora começa a pensar uma forma de frear os alemães. Mas esse é um outro capítulo.

Ah, e a Larissa Riquelme? Decidiu ficar peladona do mesmo jeito, com ou sem classificação paraguaia!

Toda serelepe! Após a vitória, Sara Carbonero entrevista o goleiro-namorado!

Ficha técnica:

Espanha 1 X 0 Paraguai

Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol (Marchena) e Capdevilla; Xabi Alonso (Pedro), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa e Torres (Fabregas)

Técnico: Vicente del Bosque

Paraguai: Villar; Verón, Da Silva, Alcaráz e Morel Rodriguez; Victor Cáceres (Barrios), Santana, Barreto (Vera) e Riveros; Cardozo e Valdez (Santa Cruz)

Técnico: Gerardo Martino

Gol da Espanha: David Villa, aos 38 minutos da etapa final

Estádio: Ellis Park, em Joanesburgo

Data/hora: 03/07/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Carlos Batres (GUA)

Auxiliares: Leonel Leal (CRC) e Carlos Pastrana (HON)

Cartão Amarelo: Piqué, Sergio Ramos (ESP), Alcaraz, Victor Cáceres e Morel Rodriguez (PAR)

Como diria Roberto Baggio: "Pênalti não é coisa que se perca!"

Adiós, hermanos!

04/07/2010

Antes do início do mundial, os comentaristas diziam que a Argentina armada por Maradona era um timaço no meio de campo e no ataque  e um desastre na defesa. Otamendi, Demichelis, Burdisso e Heinze eram os homens de confiança de Don Diego – algo semelhante com o Brasil? Com o amigão Dunga?

O treinador argentino ignorou os apelos dos jornalistas em nome de Cambiasso e Zannetti. A dupla do Inter de Milão venceu todos os títulos em 2010 e poderia dar a estabilidade que faltava a defesa argentina. Maradona não ouviu os apelos e fez apenas o que quis, como quis e quando quis. Ele não é dios?

Thomas Müeller, 20 anos, é um dos destaques da jovem Alemanha.

A Alemanha de Joachim Löw não chegou badalada na África do Sul, perdeu seu principal jogador, Michael Ballack, semanas antes do mundial e, após uma goleada por 4 a 0 sobre a Austrália, sofreu uma imprevista derrota para a Sérvia, 1 a 0. Os alemães oscilaram na primeira fase, mas se classificaram em primeiro lugar no Grupo D. Nas oitavas de final, a poderosa Inglaterra não conseguiu nem anotar a placa do caminhão: 4 a 1.

Aos três minutos de jogo, Müeller escorou cobrança de falta e começou a escrever a terceira goleada alemã na Copa do Mundo. A defesa argentina falhou. A zaga falhou. O goleirão Romero falhou. Um apagão geral que custou muito caro a Maradona. Os alemães conseguiram a vantagem cedo demais e controlaram a partida sem riscos na primeira etapa.

"Eu não tô impedido, não! Vou fazer o gol, hein! Olha lá seu Bandeira!"

Maradona parecia calmo na volta do intervalo. Estava tudo certo! Argentina começou uma grande blitz nos primeiros minutos, bombardeando o gol de Neuer que mandava a Jabulani para todo lado! Em Buenos Aires, a torcida esperava pelo gol que certamente viria. O empate era apenas questão de tempo. Não foi.

A pressão feita com os craques Messi, Tevez e Higuían durou apenas 15 minutos. Klose, aos 23, e Friedrich, aos 29, fizeram o sorriso de Maradona sumir. Klose ainda teve tempo de fazer o quarto gol alemão e sacramentar a goleada: Alemanha 4 x 0 Argentina.

O retrato da goleada: Vibração de Klose. Decepção de Messi.

Humilhação. Gritos de Olé! Show de Schweinsteiger, Özil e Podolski. Diego Maradona pode seguir o mesmo caminho de Dunga e seu “O Grupo”. A Alemanha? Segue forte rumo ao tetra-campeonato. Schweinsteiger, 26 anos, Podolski, 25 anos, Özil, 22 anos, e Müeller, 20 anos, formam a nova geração do futebol alemão.

Enquanto Maradona e Dunga apostam nos jogadores de grupo, Joachim Löw selecionou os melhores boleiros da Alemanha. Os alemães jogam como os brasileiros um dia jogaram, eles fazem os dribles que sumiram do Brasil, mostram a ginga e o toque de bola que não sabemos mais fazer. Não sabemos? Claro que sabemos. Quem não sabe é o Felipe Melo, é o Josué, o Kleberson, o Júlio Baptista…

Alemanha 4 x 0 Argentina: Messi e Higuín parecem perdidos em campo!

Ficha técnica:

Alemanha 4 X 0 Argentina

Alemanha: Neuer, Lahm, Mertesacker, Friedrich e Boateng (Jansen); Khedira (Kroos), Schweinsteiger, Özil e Müeller (Trochowski); Podolski e Klose

Técnico: Joachim Löw

Argentina: Romero, Otamendi (Pastore), Demichelis, Burdisso e Heinze; Mascherano, Maxi Rodríguez e Di Maria (Agüero); Messi, Tevez e Higuaín

Técnico: Diego Maradona

Gols da Alemanha: Müeller, aos 3 minutos iniciais. Klose, aos 23, Friedrich, aos 29, e Klose, aos 44 minutos da etapa final

Estádio: Green Point, na Cidade do Cabo / Público: 64.100

Data/hora: 03/07/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Ravshan Irmatov (Uzbequistão)

Auxiliares: Rafael Ilyasov (Uzbequistão) e Bakhadyr Kochkarov (Cazaquistão)

Cartão Amarelo: Otamendi, Mascherano (ARG) e Müller (ALE)

A torcida alemã faz a festa em Berlim: vai faltar cerveja!

Prazer, Loco Abreu!

03/07/2010

Uruguai x Gana foi um jogo épico onde aconteceu de tudo. Uma partida com emoção, belos gols, destaques individuais e suspense até o fim. Isso é futebol ou cinema? O personagem principal desse enredo apareceu apenas no fim e que fim! Sebastián El Loco Abreu escreveu o nome na história dos mundiais e garantiu a classificação uruguaia para a semifinal contra a Holanda!

Gana era a esperança africana na Copa do Mundo e 84 mil torcedores lotaram o Soccer City, em Joanesburgo, para empurrar o time de Asamoah Gyan rumo à inédita classificação para as semifinais. A África estava unida e torcendo contra o Uruguai. Seria a vingança contra a seleção que venceu a África do Sul por 3 a 0 na fase de grupos.

A Celeste Olímpica não chegava tão longe em mundiais desde a Copa de 70 e aproveitou a empolgação inicial para pressionar Gana. O goleiro Kingson teve muito trabalho para segurar o ataque uruguaio. Suárez, aos 11, Diego Fórlan, aos 17, e novamente Suárez, aos 25 minutos, deixaram o estádio em silêncio e as vuvuzelas só voltaram a ensurdecer, aos 29, após cabeçada perigosa do zagueiro Vorsah. Logo depois, Boateng fez excelente jogada e rolou com açúcar para Asamoah Gyan, mas o artilheiro perdeu um gol feito.

Pode comemorar! Muntari arriscou de muito longe e fez um golaço!

As ações estavam equilibradas e ficou claro que o jogo seria decidido nos detalhes. O técnico uruguaio Oscar Tabárez foi o primeiro a suar frio quando, aos 37 minutos, o capitão Lugano, machucado, pediu para sair. O zagueiro sentiu o joelho, após cair de mal jeito, e não conseguiu ficar em campo.

Do outro lado, o técnico de Gana, o sérvio Milovan Rajevac, fora pressionado para escalar o volante Muntari na partida decisiva. Enquanto pensava se tinha acertado em ceder à pressão, Ravejac viu o jogador da Inter de Milão acertar um chutaço da intermediária e fazer Gana 1 a 0. Fim de primeiro tempo.

Dia de golaços! Diego Forlán bate falta com violência e empata o jogo.

Com a saída de Lugano, Diego Fórlan, o camisa 10 uruguaio, ficou com a braçadeira de capitão e também com a responsabilidade de comandar a seleção na segunda etapa. Fórlan sabia que o Uruguai precisava do empate para esfriar Gana e calar a fanática torcida africana.

A oportunidade apareceu, aos 10 minutos, em cobrança de falta lateral, à esquerda da grande área. Fórlan não quis saber de cruzar e soltou uma bomba! A Jabulani fez o que se esperava dela e enganou o goleiro Kingson que ficou perdido no lance. Falha do goleirão? A bola mudou duas vezes a trajetória antes de tomar o destino final. Golaço!

O jogo virou uma luta de boxe, mas apenas no futebol! Uruguai e Gana partiram para o ataque, com força total, para evitar a exaustiva prorrogação, mas Muslera e Kingston fecharam o gol. Appiah e Adiyah entraram em Gana. Lodeiro e Loco Abreu no Uruguai. Reforço no setor ofensivo em busca da classificação, nada de retranca. Os times cansados e mais trinta minutos de emoção pela frente!

Vamos para mais trinta minutos de bola rolando!

Que defesa! No último lance da prorrogação, Suárez salva o Uruguai!

Na primeira etapa, Gana recuperou o fôlego, enquanto os uruguaios tentaram um abafa em busca da vantagem. Nada de gols e virada imediata para os últimos quinze minutos de bola rolando. A preparação física dos ganeses parecia superior e foi contando com o gás extra que Gyan, Appiah, Adiyiah e Boateng encurralaram os uruguaios no campo defensivo. Virou ataque contra defesa e o famoso “Bola pro mato que o jogo é de campeonato”!

O cronômetro marcava 15:50, o Uruguai, cansado, se defendia com valentia e esperava o apito final para decidir a vaga nos pênaltis. Cobrança de lateral para Gana no ataque e a Jabulani viaja para a área, bate-rebate, confusão, tira daqui e tira dali, até que Suárez, em cima da linha, faz uma defesa fantástica com as mãos! O juiz não vê, mas o assistente sinaliza! Pânico entre os uruguaios. Alegria nas arquibancadas. Suárez é expulso. Vuvuzelas enlouquecidas! Pênalti assinalado!

Vermelho no alto, bola na marca penal e desespero uruguaio no Soccer City!

Asamoah Gyan, o craque do time, três gols na Copa do Mundo, dois deles de pênalti (um contra a Sérvia e outro anotado contra a Austrália), coloca a bola na marca de cal, respira fundo e… PAUSA!

Com este pênalti, Gyan pode se igualar a Roger Milla como sendo o africano, jogando por uma seleção africana, que mais fez gols em Copa do Mundo. E mais: nunca uma seleção africana conseguiu chegar até a semifinal. Que responsabilidade!

PLAY: Gyan solta uma bomba que explode no travessão! Histeria no Soccer City! Choro de Luisito Suárez, incredulidade geral e o árbitro português Olegário Benquerença, que não é bobo nem nada, não quis foi mais confusão e apitou o fim de jogo.

Gyan muda a forma de cobrar a penalidade e manda a Jabulani no travessão!

Inacreditável! Gyan se desespera com a oportunidade desperdiçada!

É pênalti? Então é melhor chamar Sebastian El Loco Abreu!

Reunião de um lado, conversa de outro, replay e mais replay do lance capital da partida enquanto os atores, digo, jogadores se preparam para o ato final do espetáculo! O Uruguai larga na frente: Fórlan com categoria. Gyan não se abate, mostra enorme coragem, coloca a bola no ângulo e deixa tudo igual.

As cobranças se sucedem: Victorino, 2 a 1, Appiah, 2 a 2, e Scotti, 3 a 2 para os uruguaios. O zagueiro Mensah não toma distância, ajeita o corpo e cobra muito mal, nas mãos de Muslera. Pérez, com a chance de ampliar, olha fixo para a bola e dispara um foguete para longe do gol. Vuvuzela e mais vuvuzela. O jovem Adiyiah tem a responsabilidade de recolocar Gana na disputa, mas Muslera acerta o canto e defende. Três cobranças seguidas desperdiçadas. E agora?

O 13 da sorte! O 13 de Zagallo! O 13 de Abreu! O 13 da classificação!

Com o número 13 nas costas, cabelos compridos e jeitão de quem está numa pelada com os amigos, Washington Sebastián Abreu Gallo, o maior goleador inscrito no mundial com 305 gols, ajeita a bola, dá uma olhada para o lado esquerdo do goleiro Kingson, avança e com incrível frieza – e muita categoria – pega por baixo da Jabulani e reedita a já famosa cavadinha da final do Campeonato Carioca: Gooooooooool do Uruguai!

Os torcedores africanos não entendem o que aconteceu, não conhecem Abreu e não sabem se tocam as vuvuzelas ou aplaudem. Festa uruguaia, festa botafoguense, festa em Montevidéu e festa em General Severiano! O Botafogo está com o Uruguai no mundial. Loco Abreu é o Botafogo nas semifinais da Copa do Mundo 2010!

Jogadores do Uruguai correm em direção à Loco Abreu!

Ficha técnica:

Uruguai 1 X 1 Gana (4 x 2)

Uruguai: Muslera, M. Pereira, Lugano (Scotti), Victorino e Fucile; Pérez, Arévalo Rios e Fernández (Lodeiro); Forlán, Suáres e Cavani (Loco Abreu)

Técnico: Oscar Tabárez

Gana: Kingson, Pantsil, Vorsah, Mensah e Sarpei; Annan, Inkoon (Appiah), Asamoah, Prince Boateng e Muntari (Adiyiah); Gyan

Técnico: Milovan Rajevac

Gol do Uruguai: Diego Fórlan, aos dez minutos do segundo tempo

Gol de Gana: Muntari, aos 46 minutos iniciais

Pênaltis do Uruguai: Diego Fórlan, Victorino, Scotti e Loco Abreu

Pênaltis de Gana: Gyan e Appiah

Estádio: Soccer City, em Joanesburgo / Público: 84.017

Data/hora: 02/07/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Olegário Benquerença (POR)

Auxiliares: José Cardinal e Bertino Miranda (POR)

Cartão Amarelo: Fucile, Arévalo Rios e Pérez (URU); Mensah, Pantsil e Sarpei (Gana)

Cartão Vermelho: Suárez (URU)

Loco Abreu dedicou o gol de pênalti aos torcedores do Botafogo!

E agora, Dunga?

03/07/2010

A seleção brasileira apresentou 45 minutos brilhantes contra a Holanda, fez um belo gol com Robinho e desperdiçou outras três ou quatro oportunidades de golear e decidir a classificação. Não decidiu, não goleou, mas nenhum dos 190 milhões de torcedores brasileiros demonstrava legítima preocupação durante os quinze minutos do intervalo.

Robinho: a pose até foi de "Salvador da Pátria", mas o Hexa ficou no sonho...

A escalação, tão contestada pela imprensa esportiva, estava colocando o Brasil novamente entre as quatro maiores potências do futebol mundial. Dunga já imaginava um confronto épico contra Uruguai ou Gana e uma finalíssima contra a Argentina do mui amigo Diego Maradona.

Dunga sonhava com a entrevista coletiva pós-Hexa e o encontro com os arqui-rivais: os jornalistas globais. Que momento de glória! Que momento de superação! Dunga venceu sozinho a Copa do Mundo! Ele convocou e escalou quem quis, planejou cada treinamento, criou “O Grupo”, afastou torcida e imprensa, reinventou a “Era Dunga” e seu pupilo predileto, Felipe Melo, o volante por excelência, faria o gol do título mundial!

Primeiro tempo impecável: Robinho abre o placar diante da Holanda

O treinador da seleção da brasileira sempre foi um dos cargos mais difíceis e estressantes do planeta, mas a passagem de Dunga pelo comando técnico do selecionado nacional não será marcada somente pela derrota: a insistente queda de braço com a imprensa estará sempre em pauta.

Mas não foi a cruel crítica esportiva quem o avisou para levar um parceiro ou até um substituto para Kaká; não foram os jornalistas que o avisaram da falta de controle emocional do super-volante-leão-de-chácara Felipe Melo e não foram os especialistas que se mostraram preocupados com a falta de opção ofensiva do Brasil?

Erro fatal: Júlio César e Felipe Melo não encontram a Jabulani!

Abre o olho! Defesa brasileira falhou muito contra a Holanda!

Bola dentro do gol brasileiro: Lúcio se desespera com a falha ridícula!

A eliminação precoce irá desencadear uma verdadeira caça às bruxas e os culpados serão queimados nas páginas dos cadernos esportivos e, dessa vez, com o terrível agravante da mágoa pessoal e da mútua falta de respeito entre imprensa e comissão técnica.

O que aconteceu no segundo tempo com os consagrados jogadores da seleção brasileira? O que ocorreu naquele vestiário? A crença na vitória era tão óbvia que o time não precisava mais jogar futebol? Essas questões serão debatidas nos programas esportivos até o limite da exaustão física. Jornalistas, críticos, ex-treinadores, ex-jogadores, entendidos, músicos engraçadinhos e blogueiros irão se confrontar no campo das hipóteses infinitas!

E agora, Dunga? E agora, Felipe Melo? E agora, Júlio César?

Melhor do Mundo? É preciso mostrar em campo! Frango histórico!

Ficha técnica:

Holanda 2 X 1 Brasil

Holanda: Stekelenburg, Van der Wiel, Heitinga, Ooijer e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong, Sneijder e Kuyt; Van Persie (Huntelaar) e Robben

Técnico: Bert van Marwijk

Brasil: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos (Gilberto); Gilberto SIlva, Felipe Melo, Daniel Alves e Kaká; Robinho e Luis Fabiano (Nilmar)

Técnico: Dunga

Gols da Holanda: Na etapa final, Felipe Melo (contra), aos 8 minutos, e Sneijder, aos 22 minutos

Gol do Brasil: Robinho, aos dez minutos iniciais

Estádio: Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth / Público: 40.186

Data/hora: 02/07/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Yuichi Nishimura (JAP)

Auxiliares: Toru Sagara (JAP) e Jeong Hae-Sang (COR)

Cartão Amarelo: Heitinga, Van der Wiel, De Jong, Ooijer (HOL); Michel Bastos (BRA)

Cartão Vermelho: Felipe Melo (BRA)

Copa do Mundo 2010: Parada Técnica!

01/07/2010

Copa do Mundo 2010: Vuvuzela nos estádios e Jabulani em campo!

Foram dezenove dias seguidos de bom futebol. Hum, talvez nem tão bom assim, mas de qualquer forma, os melhores jogadores do mundo entraram em ação nos gramados sul-africanos defendendo suas seleções nacionais. Os eliminados estão retornando para casa e as oito seleções classificadas continuam na briga pelo título mundial.

A primeira fase da Copa do Mundo 2010, a fase de grupos, foi composta por 48 jogos e teve uma média de 2,08 gol/jogo com 100 tentos anotados. Na rodada de abertura, os técnicos preferiram a cautela e as redes balançaram somente 25 vezes em 16 partidas, média de 1,5 gol/jogo. Aconteceram dois resultados de zero a zero e, das trinta e duas seleções, treze não conseguiram fazer sequer um golzinho. A alemanha destoou e venceu a Austrália por 4 a 0.

Decepção: Cristiano Ronaldo fez apenas 1 gol no mundial

Na rodada seguinte, a média subiu para 2,65 gol/jogo, com 42 gols anotados. Ocorreu somente um zero a zero, entre Inglaterra e Argélia, e Portugal goleou a Coréia do Norte, por 7 a 0, contribuindo para o crescimento dos números. França (atual vice-campeã do mundo), Argélia e Honduras fecharam o segundo jogo sem motivos para comemorar: nada de gols.

A última e decisiva rodada da fase de grupos começou cercada de expectativas, mas novamente as torcidas se decepcionaram: apenas 33 gols em 16 confrontos, uma média de 2,06 gol/jogo. Vitória da retranca e do zero a zero, três jogos terminaram com esse placar, inclusive Brasil x Portugal. Outros quatro confrontos tiveram o placar mínimo de 1 a 0 e o jogo  mais movimentado foi Eslováquia 3 x 2 Itália.

Itália, atual campeã, eliminada na primeira fase e sem nenhuma vitória

Ao fim da primeira fase, Argélia e Honduras se despediram do mundial sem balançar as redes adversárias, Argentina e Holanda foram as únicas seleções com 100% de aproveitamento e apenas Uruguai e Portugal não sofreram gols. Nove equipes continuavam invictas e a Nova Zelândia foi eliminada invicta após empatar em 1 a 1 com Eslováquia e Itália e em 0 a 0 com o Paraguai.

Don Diego Maradona: a grande estrela da Copa do Mundo 2010!

Começa o mata-mata: Oitavas de final da Copa do Mundo!

Dezesseis seleções abriram a fase de Oitavas de final sonhando com título mundial. Sete representantes da América (Uruguai, México, Argentina, Estados Unidos, Paraguai, Brasil e Chile), seis da Europa (Inglaterra, Alemanha, Holanda, Eslováquia, Portugal e Espanha), dois da Ásia (Coréia do Sul e Japão) e apenas um da África (Gana).

Quando o árbitro argentino Hector Baldassi deu o apito final para Espanha 1 x 0 Portugal, oito seleções se credenciaram para as quartas de final. São quatro seleções da América Latina, três da Europa e uma africana.

Argentina x Alemanha: A primeira final antecipada do mundial!

Uruguai (três vitórias e um empate), Argentina (quatro vitórias), Holanda (quatro vitórias), Paraguai (uma vitória e três empates) e Brasil (três vitórias e um empate) continuam invictos; Gana (duas vitórias, um empate e uma derrota), Alemanha (três vitórias e uma derrota) e Espanha (três vitórias e uma derrota) completam o grupo de classificados.

Foram marcados 22 gols nos embates das oitavas de final, uma boa média de 2,75 gol/jogo. A XIX Copa do Mundo da Fifa totaliza 122 gols em 56 partidas, média de 2,17 gol/jogo. Os artilheiros do mundial são David Villa (Espanha), Higuaín (Argentina) e Vittek (Eslováquia) com quatro gols anotados.

Briga pela artilharia: Luis Fabiano já anotou três gols no mundial

Quartas de final:

Brasil x Holanda = sexta, 02/07, 11h

Uruguai x Gana = sexta, 02/07, 15h30

Argentina x Alemanha = sábado, 03/07, 11h

Paraguai x Espanha = sábado, 03/07, 11h

Torcida do Botafogo presente nos estádios sul-africanos!