Archive for the ‘Futebol no Brasil’ Category

Desandou a maionese…

09/05/2012

Crise em General Severiano! A frase mais famosa do futebol carioca voltará a ser ouvida na imprensa esportiva e deverá ser estampada, amanhã, em algum jornaleco nas bancas da cidade. Será que realmente é verdade? Tem coisas que só acontecem com o Botafogo? Vejamos a lista de situações inusitadas dessa semana para conferir a veracidade de tal afirmação. O time estava invicto nos vinte e quatro jogos disputados na temporada, venceu o Vasco de forma incontestável na final da Taça Rio, levantou o primeiro caneco do ano e com seis reservas conseguiu um bom empate em Salvador, contra o Vitória, pela Copa do Brasil.

De novo? Lucas leva outro cartão vermelho e deixa o time na mão…

Era um primeiro semestre perfeito! E eis que o desastre se encaminha lentamente às portas de General Severiano… A derrota ridícula para o Fluminense não só acabou com a invencibilidade alvinegra como soterrou o sonho do 20º título estadual. Atenções voltadas para a Copa do Brasil, certo? Lance de mudar o chip? Pois bem, vamos nessa. O gol de Elkeson animou os sempre seis mil torcedores que vão ao Engenhão e tudo estava sobre controle. O Vitória não ameaçava, o time perdia diversos contra-ataques, mas a impressão era que dessa vez tudo daria certo. Afinal, um raio não pode cair duas vezes no mesmo lugar… ou pode?

Lucas tinha amarelo, ficou na sobra do escanteio, matou o contra-ataque do tricolor com uma falta dura, no tornozelo de Tiago Neves. Falta para cartão amarelo e amarelo ele já tinha. Vermelho. O placar estava em 1 a 1, com o Botafogo pressionando em busca da vitória. Ah, vitória? O time baiano cercava, mas não incomodava Jefferson. E aí o Lucas que salvou uma bola em cima da linha pouco antes resolve imitar o uruguaio Luis Soares e mergulha para impedir o gol. Pênalti e cartão vermelho novamente. Como assim? O Lucas não tinha sido expulso no início do parágrafo? Troca o chip.

Pênalti? Parecia que tudo daria certo… Só parecia, não é Jefferson?

Não temos reserva para as duas laterais e está difícil pacas encontrar no ‘mercado da bola’ jogador com qualidade para a função. Ah, nós tínhamos o Alessandro que era perseguido pela torcida, mas sempre resolvia em campo com raça e dedicação. E agora? Onde está o chileno que foi o capitão do time sensação da América em 2011? A La U venceu o Campeonato Chileno e faturou a Copa Sul-Americana com muito futebol. Rojas era capitão e líder daquela equipe. Ah, ele jogava de lateral-esquerdo e ainda de zagueiro. E o nosso time? Chegamos na decisão contra o Fluminense de igual pra igual, mas em cinco minutos tudo mudou. Inacreditável. E contra o Vitória? Empatamos com autoridade na Bahia e levamos um passeio no Engenhão…

Seedorf? Sério? Na boa, mas muito na boa mesmo… Ah, cansei. A culpa é do Joel Santana? Cadê o Caio Júnior? Fahel? Lucio Flavio? Alessandro? Quem são os vilões agora? Tenho certeza que a torcida irá encontrar os culpados. Isso ela sabe fazer muito bem, mas apoiar o time, cantar, torcer, aplaudir… Não, não a torcida do Botafogo. Fim de primeiro semestre. Que venha o sofrimento no BR-12 e mais uma humilhação na Sul-Americana.

Fui, Fogo!

Treinador encarando a torcida no Engenhão? Já vi isso acontecer antes…

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo02: Botafogo 1 x 2 Vitória (09/05/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Vítor Júnior), Renato, Felipe Menezes (Gabriel) e Maicosuel; Elkeson (Herrera); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vitória: Douglas; Léo (Romário), Gabriel, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Rodrigo Mancha, Pedro Ken e Geovanni (Dinei); Tartá  e Neto Baiano (Mineiro)

Técnico: Renato Silva

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 20 minutos iniciais

Gols do Vitória: Pedro Ken, aos 10, e Tartá, aos 23 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Paulo César Oliveira (SP)

Cartão Amarelo: Elkeson, Brinner, Loco Abreu e Herrera (Botafogo); Rodrigo Mancha e Uelliton (Vitória);

Cartão Vermelho: Lucas (Botafogo) e Pedro Ken (Vitória)

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Empate bom em Salvador

04/05/2012

O técnico Oswaldo de Oliveira não ficou satisfeito com o resultado de 1 a 1, no jogo de ida da Copa do Brasil, na quarta passada, contra o Vitória em pleno Barradão. Mas o torcedor botafoguense não deve ter do que reclamar, já que viu o time jogar bem sem cinco titulares e ainda levar a decisão da vaga para o Rio, na semana que vem no Engenhão. O treinador tem o direito e o dever de cobrar mais dos jogadores, pois sabe o que foi treinado para esse embate e, pelo jeito, ele tinha a convicção de que venceria o jogo no fim, nos contra-ataques, e assim teria uma vantagem confortável para administrar aqui em casa.

Já são 24 partidas invictas na temporada, mas o Botafogo precisa ficar atento para que a sensação de tranquilidade não se torne arrogância e sonolência. Uma derrota nos próximos três jogos pode resultar na perda da vaga na Copa do Brasil e/ou a perda do título no Campeonato Carioca. É melhor deixar o oba-oba para a torcida e os números para a análise dos jornalistas e focar apenas no adversário, um de cada vez, e sem acreditar que o time é imbatível. Pensar que o desastre pode sim acontecer é que faz as grandes empresas terem sempre um plano de contingência preparado para qualquer ‘sinistro’.

Revelado pelo time baiano, Elkeson não comemorou, mas fez o gol!

O Vitória tinha a obrigação de fazer um bom resultado atuando em casa, mas ainda pode surpreender no Rio, só que o Botafogo está jogando com autoridade e não abre espaços na defesa como antigamente. Será difícil manter essa regularidade, é fato, mas o quanto protelar a primeira derrota melhor. Serão três jogos decisivos que se tornarão em cinco se passarmos de fase na Copa do Brasil, já que o Coritiba se configura como um adversário muito perigoso e com bom elenco. E essa é a palavra mágica: elenco. Sem dinheiro para contratações em peso – como faz a Flunimed – a solução é apostar na prata da casa!

As revelações vindas da categoria de base alvinegra são uma grata surpresa e nos últimos dois anos o número de bons jogadores multiplicou. Renan já foi titular em decisão de Estadual e não é nenhuma heresia dizer que ele pode substituir Jefferson vez ou outra, e dos quatro goleiros do elenco apenas o Jefferson veio de fora do clube. Lucas Zen e Jadson são duas grandes promessas para o meio de campo que realmente podem ser muito úteis na sequência da temporada e o jovem Gabriel entrou em alguns jogos sem comprometer. Na armação temos o Jeferson e o Cidinho como opções para o 2º tempo e no ataque Caio puxa a fila com Willian e Vitinho. São esperanças para o futuro e uma economia em contratações.

Jadson quase faz um golaço em Salvador e não fosse a grande inexperiência de Willian e Vitinho o gol da vantagem poderia ter saída nos três contra-ataques que o time desperdiçou nos minutos finais no Barradão. Maicosuel estava exausto e não conseguiu comandar a puxada da forma como planejou Oswaldo e a ausência de Cidinho, já acostumado a jogar com os profissionais, também pesou para deixar o placar igual. Engraçado foi ver o Caio, fominha voraz, enlouquecer quando Vitinho chutou para fora, rente à trave, enquanto três botafoguenses despontam livres na pequena área. Será que ele se lembrou das broncas de Herrera e Loco Abreu no ano passado? E o Jobson, hein? De férias? Ele treina na Gávea?

Vamos, Fogo!

Herrera não balançou as redes, mas deu belo passe para o gol de Elkeson!

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo01: Vitória 1 x 1 Botafogo (02/05/2012)

Vitória: Renan; Léo, Victor Ramos, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Michel (Rodrigo Mancha), Pedro Ken e Geovanni (Arthur Maia); Tartá (Rildo) e Neto Baiano

Técnico: Renato Silva

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Jadson, Felipe Menezes (Caio) e Maicosuel; Elkeson (Vitinho); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Vitória: Neto Baiano, aos 31 minutos da etapa inicial

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 26 do primeiro tempo

Local: Barradão (BA)

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Cartão Amarelo: Léo e Arthur Maia (Vitória); Maicosuel, Jadson e Lucas (Botafogo)

Joguinho difícil de assistir!

05/04/2012

O Botafogo venceu de virada, tem uma grande vantagem para o jogo do Rio e o ataque voltou a marcar com Herrera. Tudo certo, certo? Não, nada parece estar no lugar certo. O time não é o melhor do Brasil e não tem o elenco dos sonhos, mas esperava-se, e espera-se, mais do trabalho da comissão técnica comandada por Oswaldo de Oliveira. Parece que esse Botafogo continua em transição ou, pior do que isso, continua sob gestão de Caio Júnior e naquela fase final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Sonolento, sem criatividade, preguiçoso e que só reage depois de ter as redes balançadas, esse Botafogo irá sofrer para superar o Guarani aqui no Engenhão e deixará a torcida com os cabelos em pé até o apito final. Haja emoção!

Nas oitavas fará jogo duro contra o Vitória e irá penar para bater o Coritiba na fase de quartas de final. Mesmo aos trancos e barrancos existe a possibilidade do Botafogo chegar até a semifinal e aí irá medir forças contra o São Paulo de Leão. O caminho será mais ou menos esse até a semifinal se nenhuma grande surpresa, ou zebra, acontecer na competição e a grande esperança da torcida reside no tempo. Sim, no tempo. Maicosuel precisa de tempo para se recuperar de lesão, Loco Abreu precisa de tempo para voltar a ser o jogador decisivo que sempre foi, Jobson precisa de tempo para entrar em forma e Oswaldo de Oliveira precisa de tempo para implementar sua metodologia de trabalho. Tempo. E ainda será preciso pensar na Taça Rio!

Gol na hora certa! Herrera decreta a vitória do Fogão em Campinas!

O esquema de jogo atual da equipe, o 4-2-3-1, foi criado por Caio Júnior para aproveitar a quantidade de meias no elenco e ainda motivada pela ótima fase do atacante uruguaio. Todo o sistema de criação armaria as jogadas para a finalização do Loco e ainda seria possível liberar os meias para atuar com liberdade e assim encostar no camisa 13 botafoguense. Funcionou e bem no ano passado, com o time sendo o líder virtual do BR-11, ou seria líder nos pontos perdidos… Tem coisas que realmente só acontecem ao Botafogo. Mas não vejo como transportar esse esquema para esse elenco e para o momento que vive o ataque alvinegro.

Com o que tem em mãos seria prudente pensar em armar a equipe no tradicional 4-4-2 e ontem foi uma grande prova disso. Herrera ficou isolado no ataque, não conseguiu pressionar a saída de bola do Guarani e os meias estavam por demais longe da área para iniciar as jogadas de contra-ataque – ninguém tinha a velocidade do Maicosuel – o que facilitou o sistema defensivo do time de Campinas. Os gols aconteceram de forma esporádica e graças à excelente atuação de Renato que foi obrigado a fazer um gol de cabeça, função de Herrera, e a realizar uma jogada de linha de fundo, supostamente trabalho para o Elkeson.

Não é possível mexer na zaga, até porque não existem peças de reposição, mas para o meio e para o ataque ainda temos algumas variáveis para o esquema. Oswaldo de Oliveira só irá alterar a equipe quando vier a primeira derrota no ano e só resta torcer para que essa derrota não venha na semifinal da Taça Rio ou para o Guarani, no Engenhão, pela Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Renato foi fundamental: um gol e um passe perfeito para Herrera marcar!

Ficha Técnica:

Fase 02-Jogo01: Guarani 1 x 2 Botafogo (04/04/2012)

Guarani: Emerson; Oziel, Domingos, Neto e Bruno Recife; Wellington Monteiro, Bruno Neves (Thiaguinho), Fábio Bahia e Danilo Sacramento; Fabinho e Bruno Mendes (Ronaldo)

Técnico: Osvaldo Alvarez

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Andrezinho, Fellype Gabriel (Caio) e Elkeson (Felipe Menezes); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Guarani: Bruno Mendes, aos 36 minutos iniciais

Gols do Botafogo: Renato, aos 44 do primeiro tempo, e Herrera, aos 22 da etapa final

Local: Brinco de Ouro da Princesa (SP)

Árbitro: Anderson Daronco (RS)

Cartão Amarelo: Thiaguinho e Oziel (Guarani); Lucas, Marcelo Mattos, Andrezinho, Renato e Jefferson (Botafogo)

Por que é tão difícil?

23/03/2012

O que faz ser tão difícil a vida do torcedor alvinegro? Existe mesmo “coisas que só acontecem com o Botafogo?” Será essa uma verdade universal? Qual a razão para tanto pessimismo? Será algo cármico ou uma conjunção astral? Um esquadrão que teve Manga, Nílton Santos, Didi, Rildo, Zagallo, Amarildo, Quarentinha e Garrincha só conquistou dois títulos Cariocas em 61-62 e duas vezes o Torneio Rio-São Paulo em 62-64. Esse timão bateu de frente com o Santos de Pelé… Azar? É verdade que o Rio-São Paulo pode ser considerado tão difícil quanto o nacional de hoje, mas a ausência da Libertadores é inexplicável. A equipe excursionou pelo mundo inteiro encantando torcedores e jornalistas, fazendo fortuna para os dirigentes, mas e o Botafogo?

E o que falar do próximo supertime da década de 60 com Manga, Leônidas, Afonsinho, Carlos Roberto, Gérson, Roberto Miranda, Rogério, PC Caju e Jairzinho que foi bicampeão Carioca 67-68, bicampeão da Taça Guanabara 67-68, campeão do Torneio Rio-São Paulo em 66 e campeão da Taça Brasil de 68 – hoje considerado pela CBF como o primeiro título nacional do Botafogo – mas que entrou no boicote dos clubes brasileiros e não disputou a Libertadores do ano seguinte… Esse time venceu tudo o que disputou, mas abriu mão de ir para o principal torneio continental quando teria todas as chances de ser campeão.

O Maior Espetáculo da Terra: Botafogo x Santos na década de 60!

Esses jogadores ganharam títulos de expressão com a camisa alvinegra, mas fica o sentimento de que poderiam ter ido mais longe. Onde está o erro? Eles deram ao Brasil três títulos mundiais e fizeram a camisa canarinho ser eternamente temida pelos quatro cantos do planeta, mas e o Botafogo? Vencemos a Copa Commebol, em 93, com um time de garotos, após o fiasco do timaço de 92 que perdeu o Brasileiro de forma vergonhosa. Quem diria que aquele elenco, montado às pressas e com jogadores sem relevância no cenário nacional iria trazer ao Glorioso um título continental? Suélio, Eliel, Marcos Paulo, William Bacana, Nelson, Clei… não vejo o nome deles em General Severiano e, no entanto, levantaram uma taça inédita para o clube, um feito até hoje sequer igualado.

Medalhões como Dodô, Reinaldo, Lucio Flavio, Guilherme, Luizão e tantos outros que passaram pelo clube e que no máximo colocaram na sala de troféus três vezes a Taça Guanabara, três vezes a Taça Rio e dois minguados títulos Cariocas. Será que essa geração atual irá fazer o mesmo papelão? Temos no elenco uma química que costuma dar certo em todos os times do mundo: jogadores de seleção, já experientes, junto com outros que são jovens promessas e ainda um treinador com currículo vitorioso. O que pode dar errado?

Taça Guanabara 2010: início da conquista do Carioca e só...

Analisando o elenco atual podemos esperar mais do que apenas dois empates, em 1 a 1, e uma classificação suada nos pênaltis, diante do Treze, pela Copa do Brasil. A defesa conta com atletas mais do que rodados no cenário nacional: Jefferson foi campeão Mundial Sub-20 e do Clássico das Américas pela Seleção Brasileira, Antônio Carlos foi duas vezes campeão Carioca e tem um título do Paranaense, Fábio Ferreira já venceu um Campeonato Brasileiro e o contestado Márcio Azevedo conquistou o Campeonato Cearense e o Campeonato Paranaense.

Olhando para a escalação do meio de campo a qualidade dos jogadores é incontestável: Marcelo Mattos tem um Paulista e um Brasileiro, Maicosuel venceu um Paranaense e um Mineiro, Elkeson foi bicampeão do Baiano e ainda campeão do Campeonato do Nordeste em 2010, Felipe Menezes levou duas vezes a Taça da Liga de Portugal e foi campeão português com o Benfica e Fellype Gabriel foi campeão Carioca, da Copa do Brasil e levantou três importantes canecos no Japão: Copa do Imperador, Supercopa Japonesa e a Copa da Liga do Japão. O nosso camisa 10 está acostumado a decidir e a vencer, só no Internacional Andrezinho levantou três vezes o Gaúcho e ainda a Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana, a Copa Suruga Bank e a Libertadores.

Jogador habilidoso, Renato sofre com os gramados ruins...

Ainda no meio-campo, Renato é um caso à parte já que venceu praticamente tudo o que disputou: dois Brasileiros pelo Santos e ainda foi duas vezes campeão da Copa da Uefa, bicampeão da Copa do Rei, campeão da Supercopa Européia e campeão da Supercopa da Espanha pelo Sevilla, ufa! E não acabou! O camisa 8 levou a Copa América e a Copa das Confederações pela Seleção Brasileira. A dupla de ataque alvinegra é a mais experiente da década com Herrera e Loco Abreu. O argentino levou um Gaúcho e foi ídolo no Corinthians no título da Série B do Brasileiro. E o que falar de Abreu? Para ficar apenas no seu time do coração, o Nacional de Montevidéu, conquistou três campeonatos uruguaios e pela seleção foi campeão da Copa América, no ano passado, e ficou em 4º lugar na Copa do Mundo em 2010.

E o treinador? Oswaldo de Oliveira levou suas equipes a conquistar títulos como o Campeonato Paulista, o Supercampeonato Paulista, duas vezes o Campeonato Brasileiro, o Mundial Interclubes da Fifa, a Copa Mercosul e ainda três vezes o Campeonato Japonês, duas vezes a Copa do Imperador e para fechar duas vezes a Supercopa do Japão. O que falta para que esse time jogue de acordo com as peças que estão disponíveis? O elenco não é ruim como gostam de criticar os corneteiros de plantão. Acredito em título no Campeonato Carioca e em uma final na Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Precisava ser tão difícil? Jogadores comemoram a classificação contra o Treze.

Ficha Técnica:

Fase 01-Jogo02: Botafogo 1x 1 Treze (21/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Andrezinho e Fellype Gabriel (Caio); Herrera (Jobson) e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Saulo; Amaral (Neto Maranhão), Carlos Alberto, Rone Dias e Doda; Márcio Carioca (Léo Rocha) e Vavá (Thiago Cunha)

Técnico: Marcelo Vilar

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 21 do primeiro tempo

Gol do Treze: Amaral, aos dois minutos iniciais

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Ronan Marques da Rosa (SC)

Cartão Amarelo: Márcio Azevedo, Lucas e Jobson (Botafogo); Doda, Vavá, Carlos Alberto e Neto Maranhão (Treze)

Cartão Vermelho: Carlos Alberto (Treze)

Jefferson salva o Botafogo de um vexame histórico no Engenhão!

Fase 01-Jogo01: Treze 1x 1 Botafogo (14/03/2012)

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Cleiton Cearense (Saulo); Amaral, Carlos Alberto, Rone Dias e Doda (Léo Rocha); Márcio Carioca (Manu) e Vavá

Técnico: Marcelo Vilar

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Caio) e Cidinho (Maicosuel/Jobson) e Elkeson; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Treze: Manu, aos 48 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Herrera, aos 21 minutos do segundo tempo

Local: Almeidão, João Pessoa (PB)

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)

Cartão Amarelo: Herrera, Felipe Menezes, Lucas (Botafogo); Vavá (Treze)

Botafogo-DF lança escudo comemorativo

10/06/2010

Novo escudo do Botafogo-DF: dourado e com formas arredondadas

Os torcedores do Botafogo do Distrito Federal escolheram nesta semana o novo escudo do clube candango. A ideia da diretoria é comemorar o aniversário da parceria com o alvinegro carioca e a mudança de nome. O Clube Esportivo Guará foi fundado no dia 14 de julho de 2004 e no ano passado, na mesma data, foi firmado o convênio com o Botafogo que permitiu a visibilidade e a estrutura necessária para a sobrevivência do clube no primeiro ano de atividade.

O Botafogo-DF utilizou os mesmos uniformes do time carioca conseguindo atrair investimentos e jogadores como os ídolos alvinegros Túlio Maravilha e Sérgio Manoel. A equipe foi Vice-campeã da 2ª divisão estadual em 2009 e ficou em terceiro lugar no Campeonato Brasiliense em 2010. O resultado permitiu ao alvinegro candango pleitear uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro que será realizado após a Copa do Mundo.

Sérgio Manoel & Túlio Maravilha: eternos ídolos do torcedor alvinegro

Campeonato Brasileiro – Série D:

Grupo 1: Cametá-PA, América-AM, Santana-AP e Remo-PA

Grupo 2: Nauás-AC, Mixto-MT, Vila Aurora-MT e Vilhena-RO

Grupo 3: Guarany-CE, Sampaio Corrêa-MA, JV Lideral-MA e um representante do Piauí

Grupo 4: Santa Cruz-PE, Murici-AL, Confiança-SE e Corinthians-RN

Grupo 5: Central-PE, Fluminense-BA, Treze-PB e River Plate-SE

Grupo 6: Ceilândia-DF, Botafogo-DF, Brasília-DF e Araguaína-TO

Grupo 7: Camaçari-BA, Uberaba-MG, América-RJ e um representante do Espírito Santo

Grupo 8: Madureira-RJ, Tupi-MG, CENE-MS e Botafogo-SP

Grupo 9: São José-RS, Operário-PR, Joinville-SC e Oeste-SP

Grupo 10: Iraty-PR, Pelotas-RS, Marcílio Dias-SC e Metropolitano-SC

Primeiro escudo do Botafogo-DF: cores e formas tradicionais

Armando Nogueira: Mestre das Palavras

29/03/2010

Armando Nogueira, jornalista, apaixonado por futebol, torcedor do Botafogo e mestre das palavras, morreu nesta manhã, aos 83 anos, em seu apartamento na Lagoa, vítima de câncer.

Armando nasceu em Xapuri, no Acre, em 1926, e veio para o Rio de Janeiro com 17 anos. Assistiu a Copa do Mundo de 1950 das Tribunas de Imprensa do Maracanã, mas ainda sem exercer a profissão “Estava apenas xeretando o trabalho dos profissionais e vendo os jogos sem pagar ingresso“.

Acompanhou todas as copas desde então e o fato de ter nos deixado em ano de Copa do Mundo só faz aumentar a tristeza pela sua perda. Armando mudou radicalmente o modo de se fazer telejornalismo e hoje, se a Rede Globo é soberana no horário esportivo brasileiro deve muito a sagacidade e a visão de Nogueira.

O futebol não tinha um espaço fixo na programação da emissora e nem de longe os outros esportes eram tão populares. Foi com a cobertura da Olimpíada de Munique, em 1972, que o esporte entrou na pauta da Globo e por consequência recebeu atenção nacional.

Armando escreveu diversas crônicas pelos jornais por onde passou e foi autor de dez livros, entre eles, “Drama e Glória dos Bicampeões”, “Na Grande Área”, “Bola na Rede” e “A chama que não se apaga”. O amor pelo time da Estrela Solitária sempre esteve presente nos seus textos onde eternizou frases e expressões à craques como Garrincha, “O anjo de pernas tortas” e para Nilton Santos: “Tu, em campo, parecias tantos, e no entanto, que encanto! Eras um só, Nílton Santos”.

Em 2009, em reconhecimento aos anos de dedicação ao Glorioso, a diretoria alvinegra deu o nome do mestre para a sala de imprensa do Centro de Treinamento em General Severiano: Sala de Imprensa Armando Nogueira.

Textos de Armando Nogueira com imagens geniais do eterno Mané Garrincha: