Archive for the ‘Carioca 2011’ Category

Um ano incomum…

25/04/2011

Desde 2006 que o torcedor do Botafogo não sabe o que é ficar de fora das finais do Campeonato Carioca, foram dois títulos e três vices nesses cinco anos, ou seja, todo ano, de um jeito ou de outro, o Fogão levantava um caneco e dava a volta olímpica. Em 2006, vencemos a Taça Guanabara e levamos o Campeonato Carioca; no ano seguinte apenas o título da Taça Rio; em 2008, vice da Taça Guanabara e Bicampeão da Taça Rio, mas ficamos sem o estadual; chega outra temporada e a história se repete: título na Taça Guanabara e vice na Taça Rio, derrota na grande final do estadual. Mas em 2010 o roteiro foi diferente: Bicampeão da Taça Guanabara, Campeão da Taça Rio e Campeão Carioca – sem a necessidade de disputar as partidas finais.

É Campeão! É Campeão! Leandro Guerreiro e a Taça Rio 2010!

Nesses anos, conquistamos um lugar cativo nas finais do estadual e lutamos pelo mesmo sucesso nos torneios nacionais. Na Copa do Brasil, naufragamos em 2006, mas avançamos até a semifinal em 2007 e em 2008, sempre sob o comando do técnico Cuca, e voltamos a cair na segunda fase, de forma vergonhosa, em 2009 e em 2010. Nesta temporada parecia que o time teria forças para engrenar, mas outra desclassificação vergonhosa aconteceu.

No Campeonato Brasileiro a luta foi ainda mais difícil, sufocante, quase trágica. Em 2006, a equipe ficou com o 12º lugar e chegou a sonhar com posições melhores durante a competição; em 2007, lideramos por oito rodadas, mas terminamos na 9º colocação; Cuca comandou a equipe novamente no ano seguinte e apesar de ser “o melhor time do Brasil” não passamos do 7º lugar, longe do título e da Libertadores; a temporada de 2009 foi muito conturbada e a luta contra o rebaixamento seguiu até a última rodada. O título Carioca de 2010 fez a torcida acreditar que o Botafogo finalmente poderia ir para a Libertadores, mas uma sequência de empates em casa e a perda de jogadores importantes nos levou até a 6ª posição. E agora? O que esperar desse time no BR-11?

Timaço que levou a Taça Rio, ficou em 3º na Copa do Brasil e foi 9º no BR-07!

A diretoria passada e a atual almejam colocar o Botafogo no cenário internacional e assim faturar com patrocínios e cotas de transmissão, mas como atingir esse objetivo? A Copa do Brasil, o chamado caminho mais curto, já se foi, mas teremos duas chances pela frente. A Copa Sul-Americana aparece como solução mais provável. Seria perfeito para o fim da temporada: conquistar um título internacional e ainda voltar para a Libertadores em 2012. Para isso é preciso jogar com inteligência, pois a competição passou a ficar valorizada depois que a Commebol decidiu dar ao campeão uma vaga na Libertadores.

O Botafogo fez sua estreia no torneio apenas na quinta edição, em 2006, e foi eliminado logo na primeira fase; em 2007, a derrota traumática, nas oitavas, para o River Plate; nos dois anos seguintes chegamos até as Quartas de final e parecia que o time tinha aprendido a jogar a competição, mas sequer nos classificamos para a edição de 2010. A Copa Sul-Americana ainda permite ao campeão disputar a Recopa Sul-Americana e a Copa Suruga Bank contra o vencedor da Copa do Japão, ou seja, visibilidade internacional e muito, muito dinheiro em premiação e cotas de TV.

Maestro alvinegro: Lucio Flavio comandava as ações no meio-campo em 2007!

O que reserva o futuro para a equipe do Botafogo? Como acreditar que o trabalho está “sendo bem feito” se abrimos mão de conquistar um título? A eliminação nas semifinais do Troféu Carlos Alberto Torres foi a quinta consecutiva na temporada. Na Europa, qualquer taça, qualquer troféu é encarado com seriedade e os clubes lutam pela possibilidade de vencer até na porrinha, mas não ficam sem dar a volta olímpica um ano inteiro!

O torcedor botafoguense está desesperado porque sabe da dificuldade do BR-11 e da falta de vontade apresentada ante a Sul-Americana. Esse descaso precisa acabar! O Botafogo precisa aprender a vencer tudo! Não interessa a competição, é preciso entrar para vencer!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

Troféu Carlos Alberto Torres – Semifinal

Botafogo 2 X 5 Boavista (23/04/2011)

Botafogo: Milton Raphael, Gilberto, Paulo Ricardo, Ulisses e Renan Lemos (Jadson); Thiago Brito, Fabiano, Jefferson (Bruno Medeiros); Vitinho (Castro); Jairo e Willian

Técnico: Eduardo Húngaro

Boavista: Thiago, Everton Silva (Thiaguinho), Bruno Costa, Santiago e Paulo Rodrigues; Julio César, Leandro Chaves (Edu Pina), Erick Flores e Tony; Leandrinho (Max) e Frontini

Técnico: Alfredo Sampaio

Gols do Botafogo: Jairo, aos nove, e Vitinho, aos 20 minutos iniciais

Local: São Januário (RJ) / Público: 900 presentes / Renda: R$ 11.120,00

Árbitro: Wagner dos Santos Rosa

Cartão Amarelo: Renan e Vitinho (Botafogo); Bruno Costa, Erick Flores, Edu Pina e Everton Silva (Boavista)

Anúncios

Torcedores do Botafogo em festa!

18/04/2011

A torcida do Botafogo está tendo uma maravilhosa manhã de segunda! Sol, calor na Cidade Maravilhosa e vitória do time com uma incrível eliminação na Taça Rio. Não, não escrevi errado! A torcida que ama vaiar o Fogão no Engenhão está rindo de uma orelha a outra – mereceu até essa rima ridícula! O Botafogo venceu o America, jogou bem, dominou o adversário e mesmo assim está fora da briga pelo Campeonato Carioca. Não era isso que o torcedor queria? Joel Santana tinha a meta de conquistar mais esse campeonato e ficar marcado na história como o definitivo “Rei do Rio”, mas os alvinegros implicaram com o treinador – até com alguma razão – e minaram o trabalho até o fim.

“Queremos a Libertadores! Queremos o Mundial de Clubes da Fifa!” Ah, esse é o sonho de dez entre dez torcedores alvinegros, e claro, é o meu, mas como vencer tudo isso sem ter a capacidade de se classificar na pequena e insignificante Taça Rio? Como vencer a Taça Libertadores de America sem conseguir vencer sequer uma Taça Guanabara? Sonhar é bom, mas conquistar o que é possível é melhor ainda! O clube não tem dinheiro e estrutura para contratar craques como Ronaldinho Gaúcho, Diego Forlán ou Luis Fabiano. A diretoria acertou ao repatriar Maicosuel e ao apostar em Jobson. Reafirmo com convicção: Maurício Assumpção fez a escolha certa!

Estilo Lucio Flavio! Lucas cobrou falta com categoria! Ufa, finalmente alguém!

O mundo do “E se…” só existe nos quadrinhos da Marvel Comics e no reino da especulação, mas com Maicosuel em campo e Jobson com a cabeça no lugar, penso que a conquista do Bicampeonato Carioca aconteceria de maneira natural e seríamos hoje apontados como candidatos ao título da Copa do Brasil. A atual situação da equipe, novo treinador e com muitos desfalques, praticamente vaticinou o fim do primeiro semestre para o futebol alvinegro. É possível vencer o Avaí, quarta, na Ressacada, e passar para a próxima fase da competição, esse é um resultado possível. Mas devemos avaliar que um empate, ou uma derrota, também são resultados possíveis e não seria nem um pouco surpreendente.

O próximo jogo do alvinegro aconteceria apenas no dia 22 de maio, na estreia do BR-11, contra o Palmeiras, ou seja, um mês inteiro sem realizar uma partida oficial! Seria um mês longe dos torcedores, mas a famosa desculpa da “falta de ritmo de jogo” apareceria de cara, na primeira entrevista em caso de derrota para o time de Felipão. Caio Júnior precisa de tempo para treinar, é justo, mas vai ficar treinando bola parada e fazendo coletivozinho o mês todo? Hoje a diretoria decide de participa ou não do Troféu Carlos Alberto Torres que reúne as equipes classificadas em 3º e 4º lugar na Taça Rio. Como assim? O Botafogo cogita desistir de jogar uma competição oficial para ficar batendo bola em General Severiano?

Título é título! Troféu é troféu! Tem que entrar para ganhar! Tem que entrar com disposição e conquistar essa taça e colocar lá na sede, exposta junto com as outras eternas conquistas alvinegras! Não se foge da luta! Não podemos abrir mão de escrever a nossa própria história! Caio Júnior poderá experimentar e mexer na equipe ao mesmo tempo em que pode levar a primeira taça para a prateleira! O Botafogo não deve desistir de competir, de vencer e não pode se recusar a entrar em campo com a gloriosa camisa alvinegra!

Vamos, FOGO!

Loco Abreu não joga a toalha! Esse é o espírito! Assim é que tem que ser!

Ficha Técnica:

Taça Rio – 8ª Rodada: America 1 X 3 Botafogo (17/04/2011)

America: Paulo Wanzeler; Michel, Alan, Arcelino e Assis; Léo Oliveira (Emerson), Leandro, Bruno Reis e Paulo Roberto; Guilherme (Ruy) e Wellington

Técnico: Marcelo Buarque

Botafogo: Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, João Filipe e Guilherme (Lucas Zen); Arévalo Ríos, Somália, Cidinho e Everton (Bruno Tiago); Herrera e Loco Abreu (Caio)

Técnico: Caio Júnior

Gols do Botafogo: Lucas, aos 13 minutos iniciais, Loco Abreu, aos 10 do segundo tempo, e novamente Lucas, aos 36 minutos da etapa final

Gol do America: Bruno Reis, aos 45 minutos do segundo tempo

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá

Cartão Amarelo: Guilherme (Botafogo) e Alan, Bruno Reis, Leandro e Michel (America)

Cartão Vermelho: Ruy (America)

Ainda o Campeão da Taça Rio!!!

12/04/2011

A derrota deste domingo para o time da Gávea pode ser considerado um resultado de jogo e não será determinante em caso de uma não-classificação para as semifinais da Taça Rio. O que custará uma possível eliminação não será uma derrota, e sim um empate – ou dois empates. O Botafogo perdeu os dois clássicos que disputou no returno, Vasco e Flamengo, mas a perda de pontos para equipes pequenas é que pesará na hora da definição.

Erro de marcação! É para rir? Jefferson não acredita na bobeada de Somália!

O empate em 0 a 0 com o Boavista até poderia ser considerado um bom resultado, já que o time tinha dez desfalques, mas jogamos melhor, tivemos oportunidades e, mesmo com os reservas, era possível ficar com os três pontos. Outro resultado catastrófico aconteceu diante do limitado Resende, na rodada passada, com o elenco completo e muitos gols pedidos! São esses quatro pontos que estão atravancando a classificação botafoguense para a próxima fase da Taça Rio.

Ricardinho, Marcinho, Andrezinho… Só isso? Apostar em jogadores velhos, que brilharam no passado e que agora só aparecem vez ou outra. Ricardinho recebia uma baba no Atlético-MG e arrumou confusão com três técnicos diferentes até ser demitido! Marcinho está passeando no Mundo Árabe de onde os jogadores sempre chegam fora de forma e demoram meses para conseguir entrar em campo.

Caio Jr. está reestruturando a equipe, mas ainda falta um camisa 10!

Das possíveis contratações a mais interessante é a de Andrezinho, reserva de luxo no Internacional, que pode atuar como meia de ligação e ainda tem a vantagem das excelentes cobranças de falta. Sim, podem reclamar, mas desde a saída de Lucio Flavio para o futebol mexicano que não temos eficiência na bola parada!

O Vasco vai bem na Copa do Brasil e já está na semifinal da Taça Rio; o Flamengo já levantou a Taça Guanabara, luta pela Taça Rio e deve ter vida fácil na Copa do Brasil até a semifinal; o Fluminense está classificado para as semifinais no Carioca, mas sonha mesmo com um milagre na Libertadores e o Botafogo se recuperou na Copa do Brasil e depende do Vasco para chegar até o mata-mata da Taça Rio. O futebol carioca parece ter reencontrado o bom caminho e as partidas da próxima semana devem garantir emoções fortes aos torcedores!

Vamos, FOGO!

O time partiu em busca do empate e cedeu muitos espaços na defesa!

Ficha Técnica:

Taça Rio – 7ª Rodada: Botafogo 0 x 2 Flamengo (10/04/2011)

Botafogo: Jefferson, Alessandro, João Filipe, Antônio Carlos e Somália (Guilherme); Marcelo Mattos, Arévalo Ríos, Bruno Tiago (Lucas) e Everton (Caio); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Flamengo: Felipe, Léo Moura, Welinton, David Braz e Rodrigo Alvim; Maldonado, Willians (Fierro), Renato Abreu e Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid (Diego Maurício)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Gols do Flamengo: Thiago Neves (2)

Local: Engenhão (RJ) / Público: 21.422 presentes / Renda: R$ 487.905,00

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães

Cartão Amarelo: Willians, Wellinton, Maldonado, David Braz, Ronaldinho Gaúcho e Felipe (Flamengo). Somália, Everton, Arévalo Ríos, João Filipe, Herrera, Loco Abreu, Antônio Carlos e Caio (Botafogo)

Velhos problemas no Engenhão

04/04/2011

O técnico Caio Júnior pode ver neste domingo que terá muito trabalho pela frente, e, aliás, não só pela frente, mas pelos lados, pelo meio, pela defesa… O Botafogo fez um primeiro tempo digno da “Era Joel Santana”: lento, sem ambição, aceitando a marcação do Resende e com um ataque praticamente inofensivo. Antes era para derrubar o Joel e agora? Não existe explicação para a falta de entusiasmo dos jogadores e para a passividade apresentada nos 45 minutos inicias. Não é mais fácil fazer dois ou três gols e “andar” no segundo tempo?

Márcio Azevedo & Márcio Rosário – que dupla sertaneja! É para quem tem um bom coração e passou por um check-up recente! O lateral-esquerdo não consegue dar sequência a nenhum lance sem antes parar a bola e tentar aquele driblezinho manjado cortando para o meio e depois voltando, é de enlouquecer. O zagueirão é limitado, compensa a falta de técnica com muita dedicação, isso é inegável, mas querer sair no toque, na habilidade com essa dupla de Márcios é cometer um suicídio tático! Antônio Carlos deve estar rezando um rosário para acelerar a volta do Fábio Ferreira!

Zagueiro-artilheiro! Antônio Carlos faz o que o ataque não consegue: gols!

Quem está acendendo velas para a volta do Maicosuel? Todos os botafoguenses do mundo, o Caio Júnior e também o Everton! O garoto é esforçado, corre, tenta tabelar, mas é impossível estabelecer um diálogo ofensivo com os jogadores de meio-campo nesse time. O Somália melhorou na segunda etapa, jogando na lateral, porque teve espaços com o recuo do Resende. É imperdoável ver o Somália usando a camisa 7 no Botafogo! Dá logo a 10 pra ele, mas a 7 não! A direção do Botafogo, ou até mesmo o estatuto do clube deveria proibir que jogadores de marcação cheguem perto do mítico número 7!

O empate foi ruim, a exibição foi ruim, mas ao menos as substituições do Caio Júnior foram coerentes. Ele não conhece o elenco, não sabe totalmente das características de cada jogador, mas está mexendo no time melhor do que o Natalino… Sei que não é muito, mas já é um começo. O Bruno Tiago entrou bem, ajudou na frente e deu combate no meio-campo, mas precisa treinar exaustivamente chutes a gol! Ele tem vaga garantida no lugar do Somália enquanto o Maicosuel não assume o posto ali pela direita.

Temos que vencer bem o Paraná, nesta quarta, pela Copa do Brasil, para fazer a torcida lotar o Engenhão no duelo contra o Flamengo! Uma vitória no domingo praticamente assegura a vaga nas semifinais da Taça Rio.

Vamos, FOGO!

Loco Abreu perdeu dois gols que poderiam mudar a cara da partida!

Ficha Técnica:

6ª Rodada da Taça Rio: Botafogo 1 x 1 Resende (03/04/2011)

Botafogo: Jefferson, Alessandro (Bruno Tiago), Antônio Carlos, Márcio Rozário e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Rodrigo Mancha (Caio), Somália e Everton (Arévalo Ríos); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Resende: Eduardo, Tiago Bastos, Rogério, Anderson Conceição e Jefferson; Gabriel, Léo Silva, Marcel (Léo) e Valdeir; Alexandro (Elias) e Marcelo Régis (Ramon)

Técnico: Paulo Campos

Gol do Botafogo: Antônio Carlos, aos 30 minutos da etapa final

Gol do Resende: Rogério, aos 44 minutos do 1º tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 4.733 presentes / Renda: R$ 61.015,00

Árbitro: Wagner dos Santos

Cartão Amarelo: Márcio Rozário, Márcio Azevedo (Botafogo) e Valdeir (Resende)

Herrera lutou, correu, mas não rendeu o que podia contra o Resende...

“SOB NOVA DIREÇÃO”

26/03/2011

O Boavista entrou como grande favorito para o jogo deste sábado à noite. Não, não é demais afirmar que o Botafogo, com dez desfalques, pensava apenas em não perder para o vice-campeão da Taça Guanabara. Sem jogador, sem treinador, sem entrosamento e com derrota… Esse era o roteiro que o torcedor alvinegro dava como certo diante da equipe de Alfredo Sampaio, mas misteriosamente não foi isso que aconteceu, para surpresa geral de comentaristas e corneteiros! O Boavista não jogou como Boavista, jogou apenas como um time pequeno do Campeonato Carioca e o dito Misto-Frio do Fogão por pouco não arrancou os três pontos e reassumiu a liderança do Grupo B.

Renan, Alessandro, Antonio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Fahel, Marcelo Mattos, Somália e Fabrício; Caio e Willian. Esses foram os onze escolhidos pelo comando técnico alvinegro para iniciar a partida. Sim, o Botafogo entrou em campo no 4-4-2 e com dois homens mais avançados – tudo bem que um deles era o Somália… fazer o quê? E essa equipe fez um bom primeiro tempo, prendeu o Boavista na defesa e não sofreu pressão por parte da torcida que aguardou pacientemente o fim do jogo para protestar.

Arisco, Caio consegue se livrar dos zagueiros, mas sempre é derrubado...

É fato que o Caio Jr. terá muito trabalho pela frente, mas ao menos não iniciou seu ciclo no Botafogo com derrota. Dois problemas podem ser apontados com as observações feitas nesta partida e o primeiro será arrumar alguém para bater faltas e escanteios, Alessandro e Márcio Azevedo não podem continuar nessa missão. Caio Jr., o Harry Potter brasileiro, terá que fazer o Caio, atacante e xará, soltar a bola para outros jogadores com o uniforme igual ao dele.

O garoto produziu bem, driblou, correu, ajudou na marcação, chutou a gol e criou as melhores oportunidades do jogo, mas também prendeu a bola, matou contra-ataques, cansou de cair ao menor contato com o adversário e nunca, nunca tocava uma bola boa para um companheiro, sempre tocava como última opção.

Falta? Caio é derrubado mais uma vez e o juiz manda a pelota seguir!

A conta de erros do Márcio Azevedo já chegou ao limite e arrisco sentir saudades do Marcelo Cordeiro. Manter o lateral até o fim da partida foi uma clara decisão política para evitar as estrondosas vaias que certamente recairiam sobre o camisa 6. O Fabrício jogou bem enquanto teve pernas e ficou evidente que o Joel teve medo de escalá-lo ao lado do Everton nos jogos decisivos! O cara é destro e o Everton é canhoto! Qual o segredo? Porque improvisar o Somália como armador?

Não sei quem coordenou as substituições no banco de reservas, mas elas foram precipitadas e desestruturaram uma equipe já carente de conjunto. O Fabrício não se agüentava em pé e deveria ter saído, mas o certo seria recuar o Caio para puxar as jogadas pela direita ou colocar um meia-armador dos juniores.

Finalmente escalado, Fabrício jogou bem enquanto teve pernas...

A saída do Willian, que estava bem, fez o time perder uma boa presença de área e a entrada do Guilherme flutuando entre a esquerda e o meio não funcionou. Claro que esses problemas serão resolvidos com a volta dos titulares, mas não acertar em substituições simples já me parece motivo de preocupação.

O empate que era apontado como um bom resultado antes da bola rolar agora apareceu como castigo. Marcelo Mattos e Antonio Carlos deram segurança ao setor defensivo e Renan fez duas belas defesas na etapa final. Bem, a torcida fica com a vontade de ver o grupo completo jogando com a placa: “SOB NOVA DIREÇÃO”.

Antonio Carlos foi decisivo no resultado ao evitar gol do Boavista!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

5ª Rodada da Taça Rio: Boavista 0 x 0 Botafogo (26/03/2011)

Boavista: Thiago, Everton Silva, Gustavo, Bruno Costa e Paulo Rodrigues (Roberto Lopes); Julio César, Joílson, Leandro Chaves (Raphael Augusto) e Erick Flores (Fábio Fidélis); Max e André Luís

Técnico: Alfredo Sampaio

Botafogo: Renan, Alessandro, Antonio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Fahel, Marcelo Mattos, Somália e Fabrício (Guilherme); Caio (Cidinho) e Willian (Jairo)

Técnico: Flávio Tenius

Local: Moacyrzão (RJ) / Público: 2.108 presentes / Renda: R$ 18.870,00

Árbitro: William de Souza Nery

Cartão Amarelo: André Luís, Paulo Rodrigues e Max (Boavista). Fahel e Antônio Carlos (Botafogo)

Pisando em pedras ou em ovos?

21/03/2011

Depois da derrota no clássico deste domingo fica a pergunta: O Botafogo é um time limitado ou uma equipe mal armada? Alguns torcedores sequer pensam para responder e as vaias para Joel Santana já fazem parte do espetáculo no Engenhão. Devo confessar que não fui ao estádio nesse jogo e preferi ver todos os detalhes da humilhante derrota do conforto de casa e com os comentários da dupla do PFC. Pude conferir que o impedimento assinalado no gol de Herrera foi de marcação difícil, quase humanamente impossível, e que o bandeira só mexeu no instrumento quando percebeu que o argentino iria estufar as redes de Fernando Prass… no mínimo duvidoso, bem duvidoso.

Derrota humilhante? O leitor mais atento poderá reclamar do uso do adjetivo, mas reafirmo que a derrota de 2 a 0 para o Vasco foi mesmo humilhante! Foi humilhante, pois o Botafogo sequer levou preocupação ao goleiro adversário; foi humilhante, pois a zaga bateu cabeça e entregou uma bola digna das peladas do Aterro; foi humilhante, pois a equipe parecia um bando desordenado em campo; foi humilhante, pois levamos um gol de bicicleta, dentro da área, de um jogador limitado e com 1,69m; foi humilhante, pois a torcida vibrou com a expulsão do próprio treinador; foi humilhante, pois…

Rodrigo Mancha foi um dos poucos que se salvaram no vexame...

Joel Santana armou o time com três cabeças de área, sendo um deles um falso terceiro zagueiro, Rodrigo Mancha, prendeu os laterais na marcação, Lucas e Márcio Azevedo, e novamente colocou a camisa 10 num coitado, Éverton, e falou: “Se vira!” No ano passado, Lucio Flavio e Maicosuel tiveram a missão de carregar o piano sozinhos e na atual temporada Renato Cajá passou por esse aperto e agora é a vez do Éverton sentir o peso de ser o único armador da equipe!

O garoto se esforça, tenta, corre, mas é impossível escapar da marcação individual que os treinadores adversários esquematizam! Eduardo Costa dava o primeiro combate e logo depois chegava a cobertura. Todas as atenções se voltam para o camisa 10 botafoguense e ninguém aparece para levar o time ao ataque, tudo passa pelo “cara que está com 10”.

Esquema tático? Everton recuado e perdido no lado esquerdo do campo...

Qual o esquema tático utilizado no primeiro tempo pelo Joel? É difícil até tentar decifrar esse enigma! 3-5-2? Mas os laterais não subiam pro ataque! 5-3-2? Arévalo Ríos e Somália se preocupavam com os avanços inexistentes dos laterais! Acredito que o Botafogo jogou no 7-1-2, com sete homens plantados em frente ao gol do Jefferson, com o Éverton largado no meio de campo, com o Herrera marcando a saída de bola e com o Loco Abreu esquecido entre os zagueiros vascaínos. Se o Lucas não tinha liberdade ou segurança para atacar porque não escalar o Alessandro que sempre faz bons jogos contra o Vasco? E qual a razão de deixar o Marcelo Mattos no banco?

É certo que nem tudo é culpa do Joel, mas ele teve participação na montagem do elenco e sabia das deficiências do time. A liberação do Renato Cajá para o futebol chinês foi um erro maior do que se supunha na época e o preço desse erro pode ser a eliminação na Taça Rio e na Copa do Brasil.

Time perdido em campo e presa fácil para um limitado Vasco...

Quando o Maicosuel irá voltar? Vamos esperar eternamente a recuperação do Mago? Onde está o Fabrício? E o Araruama? Onde está o Rodrigo Dantas? E o Túlio Souza? Esses dois jogaram o segundo jogo da final do Carioca e foram bem. Não dava pra manter os dois no elenco até a volta do Maicosuel? Os salários eram astronômicos? A diretoria não conseguiu planejar as contratações e nem avaliar bem os jogadores que estavam no clube. Se está faltando apoiador no mercado porque liberar três de uma vez?

Mais perguntas sem resposta em General Severiano. E será que o Loco não pisa na mesma pedra duas vezes ou não quer ficar pisando em ovos? Ele sabe muito bem o que a equipe fez de errado contra o Vasco e disse isso na primeira rodada da Taça Guanabara. A torcida entendeu, mas parece que o Joel não consegue absorver as críticas de forma positiva. O maior problema é que sem o Joel vai ficar pior… Não existe técnico disponível no mercado…

Vamos, FOGO!

Jefferson fez quatro defesas incríveis e evitou a goleada!

Ficha Técnica:

4ª Rodada da Taça Rio: Vasco 2 x 0 Botafogo (20/03/2011)

Vasco: Fernando Prass, Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Eduardo Costa, Rômulo, Felipe e Bernardo (Felipe Bastos); Diego Souza (Elton) e Éder Luís (Leandro)

Técnico: Ricardo Gomes

Botafogo: Jefferson, Lucas (Marcelo Mattos), João Filipe, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Caio); Rodrigo Mancha, Arévalo Ríos, Somália e Everton (Alex); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gols do Vasco: Diego Souza, aos 13, e Eder Luis, aos 25 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 31.265 presentes / Renda: R$ 724.360,00

Árbitro: Pericles Bassols

Cartão Amarelo: Eduardo Costa, Diego Souza, Ramon e Bernardo (Vasco); Loco Abreu, João Filipe, Everton, Rodrigo Mancha, Herrera e João Filipe (Botafogo)

Vontade, determinação e atitude!

12/03/2011

O Botafogo foi para o vestiário no intervalo recebendo os aplausos da torcida e, na mesma partida, o Botafogo deixou o campo, ao fim do segundo tempo, também sob aplausos da exigente torcida botafoguense. Parece sonho? Foi verdade? Sim, foi verdade e aconteceu pela primeira vez em 2011, na 3ª rodada da Taça Rio, diante do perigoso Americano de Campos. E o que mudou no time que irritava a torcida dias atrás? Atitude, vontade, determinação e coragem! Foi assim que a equipe jogou nesta noite de sábado!

Joel Santana atribuía o péssimo rendimento do time ao início de ano, ao início de temporada, ao início de campeonato, ao início de etc., etc., etc. Pode ser que em alguns jogos o forte calor carioca tenha realmente atrapalhado a evolução do Botafogo, mas perder para o River Plate do Sergipe é impossível! Empatar com Bangu, Macaé e deixar a liderança de bandeja para o Fluminense foi ridículo! A perda da Taça Guanabara não representa apenas um título a menos em General Severiano, representa ter que enfrentar o time da Gávea na final e ter que vencer a Taça Rio. E foi com esse espírito que os jogadores alvinegros pisaram no gramado do Engenhão hoje!

Os três volantes alvinegros tiveram atuação segura neste sábado.

O esquema com três zagueiros parece que foi abolido de vez, mas é preciso lembrar que Joel não conta com mais zagueiros no elenco e que Antônio Carlos estava machucado, mesmo assim é algo a ser comemorado. No 4-4-2, a equipe fica mais ofensiva e sem perder o poder de marcação. Lucas e Márcio Azevedo chegaram bem ao ataque, Arévalo, Rodrigo Mancha e Somália deram o combate no meio e ainda cobriram as subidas dos laterais. Na frente, Everton, o novo camisa 10, fez um bom e animador primeiro tempo e a dupla Mercosul deu conta do recado.

O “filho preferido do papai” não estava bem até acertar um lindo passe para Loco Abreu fazer o segundo gol do Botafogo e o oitavo dele no campeonato. O uruguaio foi até o Somália e fez questão de agradecer ao jogador pelo excelente lançamento. O posicionamento pode ter atrapalhado. Não entendi a razão do Somália, destro, cair pela esquerda e o Everton, canhoto, cair pela direita… Não entendi mesmo. Será que o Joel acha que eles têm algo em comum com o Sneijder ou com o Robben?

Quando tudo parece funcionar não custa arriscar, certo? João Filipe se aventurou no ataque com a famosa arrancada, ganhou o escanteio e na sequência fez um belo gol, com muita categoria! Fogoooo! Aplausos e alegria no Engenhão. Para fechar a goleada só faltava um gol com bola rolando para o Herrera e ele aconteceu após bela enfiada de Lucas. Botafogo líder, jogando bem, com goleada e gols dos homens de frente! Joel acertou nas substituições e foi feliz na escalação. É hora de pensar em vencer o clássico contra o Vasco e carimbar de vez a vaga nas semifinais da Taça Rio.

Vamos, FOGO!

Vibração! O zagueiro João Filipe jogou bem e ainda anotou um belo gol!

Ficha Técnica:

3ª Rodada: Botafogo 4 x 0 Americano (12/03/2011)

Botafogo: Jefferson, Lucas (Alessandro), João Filipe, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Guilherme); Rodrigo Mancha, Arévalo, Somália (Caio) e Everton; Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Americano: Jefferson, Ayrton (Felipe), Élson, Gustavo Breda e Carlos Alberto; Índio (Renan), Marciel, Flavio Medina, Gustavinho e Éberson; Diego (Léo Santos)

Técnico: Toninho Andrade

Gols do Botafogo: Herrera, aos 14, e Loco Abreu, aos 27 iniciais. João Filipe, aos cinco, e novamente Herrera, aos 25 da segunda etapa

Local: Engenhão (RJ) / Público: 2.946 pagantes / Renda: R$ 70.870,00

Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro

Cartão Amarelo: Somália (Botafogo), Ayrton e Carlos Alberto (Americano)

A vaca quase foi pro brejo!

09/03/2011

O Botafogo de Joel Santana é líder do Grupo B da Taça Rio com seis pontos conquistados em duas vitórias, mas segue jogando mal. O time bateu o Nova Iguaçu nesta Quarta-feira de Cinzas pelo placar mínimo e deixou o campo vaiado pela torcida. Joel inventou, errou e teve sorte de não sofrer o empate no fim do jogo. É visível que o comandante alvinegro não comanda mais nada e que a equipe parece um bando desordenado. O pouco das jogadas ensaiadas pelo ex-treinador Cuca que ainda eram utilizadas se perdeu com a saída de Lucio Flavio e agora não resta ao Botafogo nem mesmo a famosa bola levantada na área.

A Copa do Brasil é caminho mais curto para a Libertadores e se tornou uma obsessão da diretoria botafoguense, mas sem um time guerreiro, com variações de jogadas, muita marcação e planejamento é quase inviável pensar que esse grupo irá levantar o caneco e colocar o Botafogo novamente na maior competição da América. Lamentavelmente iremos brigar para vencer a Taça Rio e enfrentar o time da moda outra vez na final do Estadual. Estadual. O Glorioso virou um time estadual.

Everton comemora o primeiro gol com a camisa alvinegra!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

Taça Rio

2ª Rodada: Nova Iguaçu 0 x 1 Botafogo (09/03/2011)

Nova Iguaçu: Diogo, Paulo Henrique (Mossoró), Leonardo Luiz, Alex e Cortês; Amaral (Lukian), Luan, Marquinhos (Wallace) e Dieguinho; Maycon e William

Técnico: Josué Teixeira

Botafogo: Jefferson, Lucas (Alessandro), João Filipe (Caio), Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Rodrigo Mancha, Arévalo, Bruno e Everton (Guilherme); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do Botafogo: Everton, aos 10 minutos iniciais

Local: Raulino de Oliveira (RJ) / Público: 2.984 presentes / Renda: R$ 34.930,00

Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga

Cartão Amarelo: Alex, Amaral (Nova Iguaçu); Everton, Márcio Azevedo, Alessandro, Jefferson, Herrera, Márcio Rosário (Botafogo)

Cartão Vermelho: Alex (Nova Iguaçu)

Vendido! Renato Cajá não teve tempo nem para despedidas!

1ª Rodada: Botafogo 4 x 2 Volta Redonda (05/03/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Rodrigo Mancha, Bruno, Everton (Arévalo Ríos) e Renato Cajá (Alex); Caio (Fabrício) e Herrera

Técnico: Joel Santana

Volta Redonda: Mauro; Serginho, Padovani, Ávalos e Fabinho (Tiago Costa); Jonílson, Léo Gonçalves, Jhonattann e Gláuber; Jean (Bruno Lança) e Pedro Henrique (Arthur)

Técnico: Dario Lourenço

Gols do Botafogo: Herrera, aos quatro, e Caio, aos 19 minutos da etapa inicial. Rodrigo Mancha, aos 57 segundos, e Alex, aos 11 minutos do segundo tempo

Gols do Volta Redonda: Jhonattann, aos 22, e Ávalos, aos 41 iniciais

Local: Engenhão (RJ) / Público: 3.219 presentes / Renda: R$ 67.700,00

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá

Cartão Amarelo: Márcio Azevedo, Rodrigo Mancha, Everton e Caio (Botafogo), Jonílson e Jhonattann (Volta Redonda)

Cartão Vermelho: Léo Gonçalves e Gláuber (Volta Redonda)

Faltou competência!

20/02/2011

Pênalti não é sorte! Pênalti não é loteria! Pênalti é competência! Futebol é competência! Faltou competência ao Botafogo nesta tarde de domingo! Faltou ousadia ao Joel Santana nesta semifinal! Faltou preparo físico ao time para correr mais do que o Flamengo! Faltou o Marcelo Mattos para fechar o meio de campo! Faltou o faro de artilheiro para o Herrera deixar o seu nessa decisão antecipada!

O Botafogo perdeu a vaga na final contra o Boavista e o possível Tricampeonato da Taça Guanabara por seus próprios erros e limitações. Erros e limitações que já se apresentaram nas sete rodadas iniciais do Campeonato Carioca. A torcida alvinegra fez a sua parte e compareceu em bom número ao Engenhão, mas teve que enfrentar nova derrota nas penalidades máximas para o time da Lagoa…

Jogadores comemoram o empate! Dava para vencer no tempo normal...

Joel Santana afastou Fahel, que será negociado ao Bahia, tirou um zagueiro e aboliu o esquema de três zagueiros – Amém! – mas manteve o “filhinho” Somália em campo! Márcio Azevedo vinha fazendo uma boa partida e deixando a zaga do Flamengo preocupada com seus avanços e cruzamentos. Renato Cajá passou o primeiro tempo inteiro isolado na armação das jogadas e pouco criou – lembram do Lucio Flavio jogando sozinho? – e quando teve a companhia de Everton, não contava mais com as subidas de Azevedo que fora sacado no vestiário e estava exausto de tanto correr e marcar! Mas não tínhamos três cabeças de área?

Felipe acertou o canto nas cobranças de Everton e Somália, contou com a incompetência do Renato Cajá e saiu da partida como herói. O Botafogo mais uma vez consagra um goleiro rubro negro! Felipe escolheu pular no canto do pé do cobrador! Everton é canhoto? Vai bater na esquerda! Somália é destro? Vai bater na direita! Só não acertou a cobrança do Márcio Rosário que fechou o olho e soltou uma bomba no meio do gol!

Sempre ele! Loco Abreu fez um belo gol, mas não foi o suficiente!

Se o Joel não teve coragem de sacar o Cajá, que estava morto de cansaço, para colocar um terceiro atacante porque sacrificar o Herrera? A partida estava com todo jeitão de pênaltis e perder um cobrador frio e experiente como o argentino foi burrice, muita burrice!

Resta apagar as cinzas e juntar forças para golear o River Plate de Sergipe na próxima quarta! Nada de trazer a partida para o Rio! O Botafogo tem a obrigação de golear e garantir a vaga na Segunda Fase da Copa do Brasil! E Joel, esqueça de vez o 3-5-2, por favor!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

Semifinal da Taça Guanabara: Flamengo 1 x 1 Botafogo (20/02/2011)

Flamengo: Felipe; Léo Moura, Welinton, David Braz e Ronaldo Angelim (Diego Maurício); Fernando, William, Renato, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho; Deivid (Negueba)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Botafogo: Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Everton); Arévalo Ríos (Marcus Vinícius), Rodrigo Mancha, Somália e Renato Cajá; Herrera (Caio) e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do Flamengo: Ronaldo Angelim, aos 14 iniciais

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos três minutos do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 26.854 pagantes / Renda: R$ 805.654,00

Árbitro: Luis Antonio dos Santos

Cartão Amarelo: Herrera, Renato Cajá, Rodrigo Mancha (Botafogo); Willians, Deivid, David Braz, Thiago Neves (Flamengo)

Time sem inspiração…

13/02/2011

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo… Lá vem aquela frasezinha outra vez! Depois de vencermos o clássico na semana passada com um show de bola no Fluminense, eis que aparece o temível Macaé, o ex-Botafogo de Macaé, como era chamado o time da cidade do petróleo! Anunciada a escalação, novamente o cruel 3-5-2, e percebi que estava sendo escrito o drama no Engenhão!

Boas chances desperdiçadas na etapa inicial e um gol espírita, quase de jogo de botão: uma desatenção na zaga, um chute de tornozelo, mascado, que pega na trave e mata nosso goleirão Jefferson! “Rio 40ºC! Cidade Maravilha. Purgatório da beleza e do caos”. E lá se vai o torcedor alvinegro sofrer neste domingão escaldante!

Qual a solução mágica para tentar vencer a partida? Acabar com o 3-5-2 e voltar ao bom e velho 4-4-2, ou qualquer variação que não tenha três zagueiros! Não entendo isso, confesso que não entendo e não suporto mais! Sempre que a equipe está em apuros, atrás no placar, empatando ou jogando mal, o Joel apela e saca um zagueiro. Então, qual o motivo de não começar a partida a “100 por hora”? A equipe precisa sempre levar um sufoco? Precisa sempre sofrer o primeiro gol?

Ainda longe da forma física ideal, Arévalo sofreu com o forte calor carioca!

Claro que o calor é um grande adversário para uma equipe em formação que ainda procura o auge do preparo físico e é bom lembrar que os times pequenos iniciaram a preparação para o Campeonato Carioca ainda em dezembro, mas mesmo assim nada justifica a apatia demonstrada na etapa inicial.

Joel Santana tentou reanimar a equipe, mas ao contrário do duelo contra o Fluminense, as mudanças não surtiram efeito. As mexidas prejudicaram o sistema defensivo, os zagueiros ficaram expostos, e o ataque ficou totalmente embolado já que Caio, Herrera, Alex, Renato e Everton não sabiam onde se posicionar em campo.

Agora resta esquecer as lamentações e pensar em repetir a façanha do ano passado quando despachamos o time da Gávea na reta final. Se hoje Joel reclamou da péssima arbitragem de Péricles Bassols… espere até ver o nível da arbitragem na semifinal! O Botafogo terá que se superar e marcar no mínimo três gols para avançar, pois um pênalti e um gol em impedimento já estão garantidos na cota. A semifinal já começa com o placar marcando: Flamengo 2 x 0 Botafogo.

Vamos, FOGO!

Renato foi muito marcado pelo Macaé, mas fez um golaço de falta!

Ficha Técnica:

7ª Rodada: Botafogo 1 x 1 Macaé (13/02/2011)

Botafogo: Jefferson, Márcio Rosário (Caio), Antônio Carlos e João Felipe; Alessandro (Lucas), Arévalo (Everton), Renato Cajá, Bruno e Márcio Azevedo; Herrera e Alex

Técnico: Joel Santana

Macaé: Lugão; Marcos Tamandaré, Ciro, Eduardo Luiz e Bill; Gedeil, Osmar, Rincón (Romário) e Danilo; Luís Mário e Robson (Hyantony)

Técnico: Marcelo Buarque

Gol do Botafogo: Renato Cajá, aos 3 minutos do segundo tempo

Gol do Macaé: Robson, aos 38 iniciais

Local: Engenhão (RJ) / Público: 6.229 presentes

Árbitro: Péricles Bassols

Cartão Amarelo: Romário, Lugão e Ciro (Macaé). Bruno Tiago e João Felipe (Botafogo)