Archive for the ‘Botafogo’ Category

Vitória na tática e na garra!

11/08/2011

O time mineiro jogava em casa e tinha a estreia do novo treinador como um elemento motivacional, além de iniciar a arrancada em outra competição sem a pressão do BR-11, mas apesar de tudo conspirar para uma boa vitória do Atlético-MG, o que o torcedor viu foi um passeio carioca no Ipatingão! Cuca entrou com a força máxima enquanto Caio Júnior se deu ao luxo de poupar quatro titulares, só que em campo a impressão era exatamente a inversa tal o domínio botafoguense no jogo.

O Atlético-MG até teve algumas oportunidades de gol na segunda etapa e aí Cuca deve ter se lembrado de Max e Júlio César… Ah, se fosse o Jefferson no gol alvinegro com aquele timaço de 2007/2008! Teríamos conquistado o histórico Tricampeonato Carioca e ainda, quem sabe, uma Copa do Brasil, um Brasileiro ou até mesmo a Sul-Americana. Pois é, faltava goleiro! E não faltava um “loco”? Loco Abreu não fez gol, mas deu um passe perfeito para Herrera abrir o placar e correu o tempo todo. Esse é o espírito de Libertadores! É assim que o time tem que jogar para ser campeão de qualquer coisa!

Loco Abreu puxou a marcação e Maicosuel aproveitou o espaço! Goooool!

Elkeson, Renato, Lucas e Cortês. Quatro titulares poupados e o time vencendo na casa do adversário em uma competição internacional. Sei não, acho que não me recordo de ter visto isso na minha curta carreira de torcedor botafoguense. Os jogadores escalados deram conta do recado e apesar do time ter caído na segunda etapa com a entrada dos reservas, é possível falar em elenco alvinegro! Léo entrou disperso, Alexandre Oliveira não conseguiu nenhum contra-ataque e Alex não jogou perto do gol adversário. Mas vamos falar do que deu certo!

Felipe Menezes ainda aparenta estar fora de forma, meio pesadão, mas protege bem a bola e tem toques precisos, só precisa ganhar mais velocidade. Lucas Zen ocupou o meio de campo e ainda foi deslocado para a lateral-esquerda na etapa final. Como joga esse garoto! Sr. Presidente, faça um contrato de dez anos com o menino! Muito criticado em casa, ontem, longe da torcida, Alessandro foi o dono da direita e quase fez um golaço no fim. Não é o caso de apoiar mais e vaiar menos?

Caio Júnior terá que administrar um problemão no elenco: a lateral-esquerda. Cortês é dono absoluto da posição, mas é impossível jogar todas as partidas do ano e assim Márcio Azevedo precisa entrar bem e tentar ao menos ser uma sombra para o companheiro. Fica claro que o treinador não confia no reserva quando a pressão aumenta como aconteceu no segundo tempo do jogo de ontem. E não veremos mais contratações. O time é esse. É hora de apoiar. Depois da Sul-Americana, o BR-11 volta à pauta e uma vitória sobre o América-MG – não, não estamos disputando o estadual de Minas – irá selar de vez a união entre torcida e comissão técnica!

Vamos, FOGO!

União! Jogadores não buscam as câmeras de TV nas comemorações!

Copa Sul-Americana

Fase 02 – Jogo 01: Atlético-MG 1 x 2 Botafogo (10/08/2011)

Atlético-MG: Giovanni; Patric (Wesley), Réver, Leonardo Silva e Guilherme Santos (Mancini); Toró, Serginho, Richarlyson e Caio; Magno Alves (Neto Berola) e André

Técnico: Cuca

Botafogo: Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Léo); Lucas Zen, Marcelo Mattos, Felipe Menezes e Maicosuel (Alexandre Oliveira); Herrera (Alex) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Atlético-MG: Richarlyson, aos 44 minutos da etapa inicial

Gols do Botafogo: Herrera, aos 10 minutos iniciais, e Maicosuel, aos 38 do primeiro tempo

Local: Ipatingão (MG) / Público: 9.583 pagantes / Renda: R$ 43.270,00

Árbitro: Paulo César de Oliveira

Cartão Amarelo: Toró (Atlético-MG) e Lucas Zen (Botafogo)

Cartão Vermelho: Toró (Atlético-MG)

Marketing & Futebol

26/05/2011

A atual gestão do presidente Maurício Assumpção pode ser contestada por parte da torcida, mas é inegável a valorização da marca Botafogo no cenário nacional e também, ainda que timidamente, vemos uma projeção internacional que não existia desde 1996, quando Túlio Maravilha & Cia bateram grandes equipes européias e conquistaram três títulos em excursão no Japão e na Europa. A contratação de Loco Abreu e o sucesso do Uruguai no Mundial da África do Sul fizeram a Estrela Solitária viajar o mundo inteiro com a famosa cavadinha na final da Taça Rio, em 2010. Hoje, o Botafogo tem três jogadores de seleção: Abreu e Arévalo Ríos, no Uruguai, e Jefferson na seleção nacional.

Maurício Assumpção conquistou o bicampeonato da Taça Guanabara 2009/2010, a Taça Rio 2010, o Campeonato Carioca 2010 e viu a equipe lutar até o fim por um vaga na Libertadores da América – grande sonho de todos os botafoguenses. A diretoria sabe que vencer uma competição continental é a única forma de fazer o clube crescer e atrair mais investidores e patrocinadores. Enquanto a projeção internacional não vem, a equipe de Marketing consegue estabelecer o Botafogo no mercado caseiro com boas campanhas e diversos produtos lançados. O torcedor alvinegro é fanático pela história do clube e sabe valorizar os ídolos do presente e do passado, com essa ideia em mente, diversas ações propostas pela diretoria mantêm a loja oficial vendendo mesmo quando o time vai mal.

Sem folga! Mais de mil botafoguenses prestigiaram o evento com o artilheiro!

Camisas personalizadas, bonecos, bonés, chinelos, bermudas, foto com fãs, tarde de autógrafos, são várias as atrações onde os alvos prioritários são Maicosuel e Loco Abreu, dois ídolos recentes que abraçaram o projeto de marketing. O eterno goleador Túlio Maravilha lotou a nova mega-loja, em General Severiano, no dia da inauguração, para uma tarde de autógrafos e duas semanas depois foi a vez de Loco Abreu esgotar as duas mil senhas disponibilizadas pela equipe de produção. Sinal de que a torcida, a verdadeira, está aí para apoiar o time e que basta apenas uma equipe guerreira e voluntariosa para reverter todo o quadro atual de críticas e vaias que infelizmente partem de uma minoria.

É certo que a torcida está irritada: foram cinco eliminações em apenas cinco meses! A perda de jogadores como Leandro Guerreiro, Lucio Flavio e Renato Cajá enfraqueceram a equipe e a troca de treinador ainda não surtiu o efeito desejado, nem tanto por culpa de Caio Júnior que ainda não conseguiu ter todos os titulares à disposição. O retorno de Maicosuel e de Fabio Ferreira, dois jogadores importantíssimos para o grupo, e as recentes contratações devem fazer o grito de “FOGO!” ecoar pelo Engenhão! Basta uma vitória, uma boa apresentação para o torcedor alvinegro se apaixonar novamente pelo time!

O Mago precisa de ajuda para compor o meio de campo alvinegro!

Elkeson é uma grande aposta de 21 anos, mas que já deu um título para o Vitória no ano passado e vem com muita vontade de aparecer por uma equipe de ponta; Marcelo Mattos já disse que quer ficar e é uma peça muito importante para ser liberado; Gilberto ainda pode fechar e a contratação de Renato, ex-Sevilla, promete dar o toque de qualidade que o meio campo alvinegro tanto sente falta. Se não perder ninguém na janela de transferência e com mais dois nomes, é possível afirmar que teremos elenco para disputar o BR-11 até o fim – como aconteceu no ano passado. Ah, e precisamos encarar a Copa Sul-Americana como prioridade, um ensaio para a conquista da América!

Caio Júnior poderá finalmente escalar uma equipe com bom toque de bola e poder de definição no ataque. Loco Abreu, Arévalo e Jefferson só devem retornar após a Copa América, em agosto, assim teremos que esperar até vermos a força máxima em campo. O provável Botafogo da primeira metade do BR-11 deve ser: Renan, Lucas (Alessandro), Fábio Ferreira, Antônio Carlos e Cortês; Lucas Zen, Marcelo Mattos, Tiago Galhardo e Maicosuel; Caio e Elkeson. Esse time precisa somar pontos agora para que no segundo turno, com todos os titulares, a briga seja pelo título! Jefferson, Lucas, Fábio Ferreira, Antônio Carlos e Cortês (Gilberto); Arévalo Ríos, Marcelo Mattos, Renato e Maicosuel; Loco Abreu e Herrera (Elkeson): time para ser Campeão Brasileiro em 2011!

Vamos, FOGO!

"Quero jogar sábado!" Elkeson chega com moral ao Botafogo!

Ficha Técnica:

Nome: Elkeson de Oliveira Cardoso

Nascimento: 13/07/1989 (21 anos)

Natural de: Coelho Neto, Maranhão

Posição: Meia-atacante

Clubes: Vitória e Botafogo

Ficha Técnica:

Nome: Renato Dirnei Florêncio

Nascimento: 15/05/1979 (23 anos)

Natural de: Santa Mercedes, São Paulo

Posição: Volante

Clubes: Guarani, Santos, Sevilla e Botafogo

Não, não falta nada! Renato é do Fogão por três anos!!!

Vergonha, vergonha, vergonha…

22/04/2011

Depois de uma década gloriosa, a de 60, onde conquistou praticamente todos os títulos possíveis – não fossem os embates contra o poderoso Santos de Pelé, certamente seriam anos ainda mais gloriosos – o Botafogo perdeu a sede de General Severiano nos anos 70, perdeu a identidade e amargou o mais terrível ciclo de sua história: foram 21 anos sem a conquista de um título de expressão nacional ou até mesmo regional. Nesse período negro, pensava-se que a torcida seria extinta e que o time da Estrela Solitária seria um arremedo de agremiação como aconteceu com o Bangu de Zizinho e, infelizmente, com o tradicional America, o Campeão dos Campeões!

Hoje, Real Madrid x Barcelona, no passado só dava Botafogo x Santos!

Confesso que vivi – e sofri – pouco esse período e quando passei a me entender por gente, lá em 1989, pude ver Maurício, o eterno, envergando a mítica camisa 7 – que só ouvira das histórias de meu pai – escorar centro preciso de Mazolinha e correr como um louco pelo Maracanã! O grito de “É Campeão!” estourou pelas ruas do bairro de Botafogo e eu, lá do alto, na janela, ainda moleque, ao ver aquele mar preto-e-branco tomar a Praia de Botafogo arrisquei o pedido:

– Pai, vamos lá? Vamos acompanhar? Eles vão para a sede, eles vão pro Mourisco.

– Não, vai você. Eu já comemorei muito, já sofri muito, chegou a sua hora. Pode ir que não vai ter problema. Com a torcida do Botafogo nunca tem problema.

Essa permissão, cheia de verdade e segurança, foi uma afirmação que guardei para sempre: “Com a torcida do Botafogo nunca tem problema!” Jamais vou esquecer aquela multidão em êxtase, cantando o Hino do Glorioso e saudando os heróis do tão esperado título: Ricardo Cruz, Josimar, Mauro Galvão, Wilson Gottardo, Marquinhos, Carlos Alberto Santos, Luisinho, Víctor, Gustavo, Mazolinha, Paulinho Criciúma, Maurício e Valdir Espinosa!

Momento histórico em 1989: Maurício, camisa 7, estufa as redes! É Campeão!

No ano seguinte, outro triunfo, dessa vez sobre o time da Colina, Bicampeão Carioca! O revés de 92, impensável, foi minha primeira derrota, mas trouxe o título da Copa Commebol, numa final histórica, no Maraca, diante do Peñarol! As duplas Túlio Maravilha & Donizete; Gonçalves & Wágner e Dimba & Zé Carlos me deram mais alegrias, com títulos estaduais, nacionais e até internacionais como o Tereza Herrera! Os anos 90 não deveriam ter acabado para o torcedor do Botafogo!

E esse foi o problema, aí está a questão do que acontece hoje! A década de 90, assim como a reluzente década de 60, acabou, ficou no passado, um tempo que não volta. O que temos hoje é outra realidade, outro Botafogo, outro momento do futebol mundial. É hora de reerguer o Botafogo e infelizmente não será com essa torcida que nasceu e viveu os anos 90. Não, essa torcida não compreende ó que é ser botafoguense, o que está envolvido nisso. As dezenas de conquistas dos anos 90 fizeram esses torcedores acreditarem que o Botafogo era outra agremiação, algo como um Milan, Barcelona, ou até mesmo um São Paulo.

Túlio Maravilha e a taça de Campeão Brasileiro de 1995! Fogoooo!

O Botafogo voltou para General Severiano, voltou da temível Série B, conquistou dois estaduais, formou bons times, arrendou um estádio, mas possui uma dívida monstruosa e depende, e muito, do apoio da torcida, não à toa, chamada pelos dirigentes de “O Maior Patrimônio do Clube”! Tenho certeza que esses vândalos que foram receber os jogadores ontem, no Tom Jobin, não são torcedores do Botafogo. Tenho certeza! Eles não compram produtos licenciados, não pagam ingresso para assistirem aos jogos, não choram nas derrotas e não vibram nas conquistas! Eles são uma espécie de tropa de choque que se acham donos do Botafogo, donos da verdade e só afastam os verdadeiros torcedores dos estádios.

Nunca li uma notícia nos jornais desses “torcedores” terem ido tirar satisfação com o Juan, lateralzinho do time da Lagoa, que afundou a cabeça do Maicosuel na grama, após levar uma série de dribles desconcertantes! Não vi eles encararem o juizinho que anulou o gol legítimo do Dodô, aos 47 do segundo tempo, e que tirou aquele título das nossas mãos! Onde estavam esses truculentos torcedores nesses momentos? Eles não são furiosos e apaixonados pelo time? Não, isso não, mas ameaçar os jogadores, no aeroporto, de forma covarde e violenta faz parte do pensamento medíocre desses indivíduos… Não estou pregando a violência no futebol, mas apenas mostrando como a incoerência faz parte desse triste espetáculo.

Alessandro, com a camisa do Botafogo, é ameaçado no aeroporto Tom Jobim!

Espero que o Botafogo não fique tantos anos sem títulos e conquistas internacionais, até porque com essa nova geração de torcedores é capaz do clube acabar mesmo. É preciso apoiar a equipe, é só essa que nós temos. É preciso torcer pelo Botafogo, na alegria e na tristeza. É preciso entender que o Alessandro não é um craque, mas não se esconde do jogo. O Fahel não é um grande marcador, mas erra muito menos do que a torcida acha. O Leandro Guerreiro foi embora e time continua levando gols bobos e aí? O Lucio Flavio era o grande vilão desse time, ele foi embora também e agora? Quem é o culpado? Quem bate faltas na cabeça do Loco Abreu? Quem cobra escanteios precisos pro Fábio Ferreira estufar as redes? Nesse time atual? Ninguém! Poucos clubes no Brasil possuem um camisa 10, está em falta no futebol brasileiro, e, bom ou ruim, nós tínhamos esse jogador e agora?

Não sei esses torcedores, mas eu queria que a equipe principal, ou ao menos alguns reservas, entrassem em campo amanhã, contra o Boavista, pela semifinal da Taça Carlos Alberto Torres. É Botafogo, é título, tem taça e precisamos vencer! O Botafogo precisa reaprender a vencer… E essa é uma boa hora para isso, nunca é tarde para começar! Eu vou sempre torcer pelo Botafogo e pelos jogadores que estiverem vestindo essa camisa gloriosa. Ontem, os jogadores estavam uniformizados e com a Estrela Solitária no peito… e os torcedores? Nenhum deles que aparecem nas fotos ou nas imagens vestia a camisa alvinegra… Interessante, não?

Vamos, FOGO!

Violência! Caio é hostilizado pelos mesmos que o aplaudiram em 2010!

Quando o Botafogo voltará a campo?

21/04/2011

Quando o torcedor botafoguense terá o seu maior prazer de volta? Quando será possível vaiar time, treinador, dirigente e o que mais vier pela frente? Será neste sábado, pela Taça Carlos Alberto Torres? Ou apenas no mês que vem, pelo BR-11? O torcedor que vai ao Engenhão espera por isso a semana toda: “Hoje vou xingar e vaiar ate ficar rouco!” Acredito que alguns até façam fonoaudiologia, como os cantores, para poderem gritar mais alto e por mais tempo. É incrível! A pancadaria de ontem, pela Copa do Brasil, é reflexo de uma equipe nervosa e que não conta com o apoio da própria torcida quando joga em casa.

O Botafogo foi eliminado da competição na partida aqui do Rio e não lá em Florianópolis. Arbitragens polêmicas e confusão já são marcas registradas dos jogos na região Sul do Brasil. Eu não me esqueço dos dois gols legítimos anulados na final da Copa do Brasil, em 1999, contra o fraquinho Juventude – que hoje está na Série C do Brasileirão. Contra esses timinhos é preciso se impor e golear, ou ao menos vencer! E isso poderia ter acontecido se o time não tivesse que jogar contra o adversário e contra a própria torcida… Parece que esse atual torcedor alvinegro não quer vencer, não quer taças, não quer goleada, quer apenas sofrer e reclamar da vida…

Fahel jogou muito bem ontem, mas aqui no Rio seria vaiado mesmo assim...

Caio Júnior, o Ofensivo, entrou no lugar de Joel Santana, o Retranqueiro, mas é obrigado a conviver com os mesmos problemas e isso inclui a exigente torcida botafoguense. Exigente? Exigente ou burra? Exigente ou mesquinha? Exigente ou ingrata? Leandro Guerreiro foi para o Cruzeiro antes de ser crucificado como aconteceu com o Lucio Flavio. Quem bate as faltas agora? Que sabe fazer um bom lançamento? Quem cobra escanteios? Quem coloca a bola na cabeça do Loco Abreu? Quem absorve a culpa pela derrota? O Lucio Flavio? Querem contratar o Ricardinho, saído do Atlético-MG, para ser o dono da 10, mas ele não é um “Lucio Flavio piorado”?

O Botafogo deveria jogar com o time principal neste sábado, contra o Boavista, pela Taça Carlos Alberto Torres, e deixar a eliminação na Copa do Brasil no passado. Esse deve ser o início da preparação para a disputa de duas competições importantíssimas no próxmo semestre: o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana! São duas oportunidades para conseguir a sonhada vaga para a Taça Libertadores, em 2012 – o inegável objetivo da atual diretoria!

Acredito no time, acredito nos jogadores e acredito no trabalho do Caio Júnior. Temos Jefferson, o melhor goleiro do Brasil; Lucas e Cortês se acertando nas laterais; Fábio Ferreira retornando para compor a zaga com Antônio Carlos; Arévalo Ríos crescendo de produção ao lado de Marcelo Mattos; o ataque Mercosul, Herrera & Loco Abreu, voltou a fazer gols decisivos; e claro, o principal: a volta de Maicosuel! Precisamos apenas de um bom camisa 11 para ajudar na criação das jogadas! Pode ser o Everton? Pode ser o Fabrício? Pode ser o Andrezinho? Pode ser o Gilberto? A diretoria precisa buscar esse jogador! Eu farei a minha parte que é torcer e gritar:

Vamos, FOGO!

Volta Maicosuel! Loco Abreu não pode carregar essa cruz sozinho!

Copa do Brasil

Oitavas de Final – Jogo 02: Avaí 1 x 1 Botafogo (20/04/2011)

Avaí: Renan, Felipe (Evando), Gian, Cássio e Julinho; Bruno, Diego Orlando, Marcinho Guerreiro e Marquinhos; William e Rafael Coelho (Estrada)

Técnico: Silas

Botafogo: Jefferson, João Filipe (Everton), Fahel e Lucas Zen; Lucas, Arévalo, Marcelo Mattos, Cidinho (Caio) e Cortês; Herrera (Somalia) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 37 minutos da etapa final

Gol do Avaí: Willian, aos 42 do segundo tempo

Local: Ressacada (SC)

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)

Cartão Amarelo: Diogo Orlando, Bruno Silva e Julinho (Avaí); Herrera (Botafogo)

Herrera parte para a briga, após ver Abreu chutado no chão! Porrada!

Procura-se torcedor!

13/04/2011

O Botafogo de Futebol e Regatas, com sede em General Severiano, no Rio de Janeiro, procura torcedores que estejam dispostos a apoiar e amar um clube de futebol que já foi responsável direto por três títulos da Seleção Brasileira em Copa do Mundo, a saber, 1958, 1962 e 1970. Outros atrativos do pacote básico: conhecer a história de grandes craques do futebol mundial que atuaram pelo alvinegro como Nilton Santos, Mané Garrincha, Didi, Manga, Zagallo, Amarildo, Quarentinha, Jairzinho, Paulo César Lima, Gérson, Rogério e Roberto Miranda. Para os torcedores mais fanáticos temos a opção de ídolos recentes como Maurício, Paulinho Criciúma, Josimar, Valdeir, Gottardo, Gonçalves, Vágner, Sérgio Manoel, Donizete e Túlio Maravilha.

A diretoria do Botafogo não promete adiantamento de vencimentos, ou seja, os títulos podem demorar um pouco, mas apresenta uma bela sede social, no Palacete de General Severiano, na zona sul carioca, e atletas dispostos a honrar as tradições da Estrela Solitária, mas dentro do apertado orçamento que o clube dispõe. Não garante milagres e nem a compra da arbitragem – que historicamente sempre atrapalha a equipe. Só pede que esse “novo” torcedor vá para o moderno Estádio Olímpico João Havelange com a intenção de apoiar e torcer pelo time do coração! O Botafogo não precisa de vaias e apupos dentro de sua própria casa!

Ao contrário da torcida, Loco Abreu acreditou no lance e fez o gol de empate!

Esse novo torcedor já teria sido muito importante hoje, no primeiro mata-mata das Oitavas de final da Copa do Brasil. O Avaí atuou como se estivesse em campo neutro e voltará para Santa Catarina sem sentir “a pressão de jogar no Rio”. Os jogadores do Botafogo irão até a Ressacada felizes! Irão jogar longe dos palavrões e insultos de sua própria torcida e quem sabe até podem voltar com a classificação na bagagem. É certo que precisarão de um padrão tático e de muito inspiração para reverter a vantagem catarinense, mas longe do Engenhão e dessa terrível torcida tudo pode acontecer, até milagres…

Caio Júnior conferiu bem de perto o drama que Joel Santana viveu em 14 meses no banco de reservas alvinegro. Aos 13 minutos de jogo, João Filipe erra um passe bobo e o mundo desaba no estádio! Parte da torcida inicia inacreditáveis gritos de “Cuca! Cuca!” Como assim? O elenco é fraco e jogava na retranca no esquema Papai Joel, a torcida não gostava e clamava pela demissão do folclórico treinador. Caio Júnior chegou para mudar esse panorama, mas com os mesmos jogadores e os torcedores, muito inteligentes, acham que essa mudança será feita com varinha de condão… Parecido não é igual e Caio Júnior não é o Harry Potter!

Não é camisa 10! Everton não é articulador de jogadas e sim meia-atacante!

O João Filipe ficou nervoso com as vaias e atrapalhou toda a defesa no lance do segundo gol; o Antônio Carlos se perdeu com os erros do companheiro de zaga; o Alessandro voltou a ser sistematicamente vaiado a cada toque na bola; o Márcio Azevedo não se apresenta ao ataque com medo de ser xingado pela torcida e o Caio Júnior foi pressionado a mexer no time e acabou se enrolando todo nas substituições. É tudo culpa do torcedor? Claro que não, mas como dizem os norte-americanos, é “Fifty-fifty”.

O Tottenham foi eliminado pelo Real Madrid, na Liga dos Campeões, perdendo os dois jogos e mesmo assim o torcedor que lotou o White Hart Lane cantou e apoiou o time o tempo inteiro, do apito inicial ao apito final! Os jogadores ingleses, em retribuição, correram os noventa minutos, suaram a camisa, tentaram de tudo, mas não conseguiram vencer em casa, no jogo da volta. Claro que a superioridade de Cristiano Ronaldo & Cia era evidente, mas o torcedor compareceu em peso e incentivou o Tottenham mesmo em desvantagem! Pena ser tão caro importar torcida com cotação em Euro…

Vamos, FOGO!

Que sufoco! Cortês já pediu protetores de ouvido para jogar em paz!

Copa do Brasil

Oitavas de Final – Jogo 01: Botafogo 2 x 2 Avaí (13/04/2011)

Botafogo: Jefferson, Alessandro (Somália), João Filipe, Antônio Carlos e Márcio Azevedo (Cortês); Marcelo Mattos, Arévalo Ríos, Everton e Caio; Herrera (Lucas) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Avaí: Renan, Felipe (Acleisson), Gian, Cássio e Julinho; Diogo Orlando, Marcinho Guerreiro, Bruno e Marquinhos Gabriel; Willian (Evandro) e Rafael Coelho (Fabiano)

Técnico: Silas

Gols do Botafogo: Herrera, aos 22, e Loco Abreu, aos 45 minutos iniciais

Gols do Avaí: Willian, aos 13, e Rafael Coelho, aos 21 minutos do 1º tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 5.574 presentes / Renda: R$ 77.400,00

Árbitro: Fabrício Neves Correa

Cartão Amarelo: Gian, Cássio, Juninho, Diego Orlando (Avaí), Marcelo Mattos e Antônio Carlos (Botafogo)

Herrera + Loco Abreu = Gols!

07/04/2011

É impossível não comparar a forma de atuar da equipe, com os mesmos jogadores, na gestão Joel Santana e agora na gestão Caio Júnior. O Botafogo que antes entrava em campo recuado e esperando o adversário para jogar apenas nos contra-ataques ficou no passado. O famigerado e criticado 3-5-2 do Papai Joel, com os laterais presos e o os atacantes isolados, foi substituído por um eficiente 4-3-3, onde temos duas situações bem distintas: ataque e defesa.

Quando o time é atacado, a defesa alinha com Antônio Carlos, João Filipe, Alessandro e Márcio Azevedo, mas antes, ainda no campo adversário, Arévalo Ríos, Marcelo Mattos e Bruno Tiago dão o primeiro combate na linha divisória, o que favorece as roubadas de bola e propiciam contra-ataques mais perigosos. Os três homens de frente continuam ajudando na marcação, mas sem a obrigatoriedade de acompanhar o lateral oponente.

Esse “novo Botafogo” prefere jogar com a bola dominada e toques de pé em pé – Ufa! Finalmente acabaram os chutões! – e o desenho tático mostra que Arévalo Ríos recua para ajudar na saída de bola dos zagueiros, o uruguaio tem um bom passe, ao mesmo tempo em que Alessandro e Márcio Azevedo abrem pelas laterais com o apoio de Bruno Tiago, pela esquerda, e Marcelo Mattos, pela direita.

Trio ofensivo! Everton atuou praticamente como um ponta-esquerda!

Com essa pequena mudança de posicionamento, o time consegue girar a bola de um lado ao outro sem necessariamente passar pelo sempre congestionado meio de campo. Herrera e Everton atuaram quase como pontas e Loco Abreu faz o papel de pivô com perfeição, abrindo espaços para as subidas dos laterais e dos homens de criação.

Antes do primeiro gol alvinegro, aos 30 minutos iniciais, Herrera e Everton perderam chances incríveis de abrir o placar e sempre em jogadas pelo chão, no toque de bola e na velocidade dos laterais Márcio Azevedo, que fez sua melhor partida até agora, e Alessandro, que nunca chegou tanto à linha de fundo como ontem! O gol foi de cabeça, mas o balon foi todo trabalhado num contra-ataque perfeito, arquitetado por Marcelo Mattos, como bem enfatizou Loco Abreu na entrevista para o SporTV, no intervalo de jogo.

No segundo tempo, nada de acomodação, nada de pensar no clássico de domingo e nada de correr riscos desnecessários! Era mesmo o Botafogo? Logo aos nove minutos, após belo lançamento de Everton, Herrera rolou para Abreu garantir a classificação para as Oitavas de final! Com o jogo resolvido, o técnico Caio Júnior passou a observar os jogadores e ainda viu o xará Caio marcar o terceiro, de pênalti, numa cobrança que em nada lembrou a batida horrorosa do penal desperdiçado contra o Coritiba, no ano passado, durante o amistoso no Couto Pereira.

Caio aprendeu a bater pênalti? Deve ser o exemplo de Loco Abreu!

Caio Júnior pôde ver num jogo decisivo que o time, com o tempo, vai assimilar a nova forma de jogar e pode até gostar de atuar com a bola nos pés. Na análise individual, o treinador também deve ter ficado satisfeito com o que viu. Márcio Azevedo finalmente estreou com a camisa alvinegra; João Filipe formou boa dupla com Antônio Carlos e deixou o torcedor menos preocupado; Arévalo Ríos foi fundamental nas roubadas de bola para os contra-ataques; Lucas apareceu como boa opção para o meio de campo; Everton atuou melhor tendo companhia na armação das jogadas; Marcelo Mattos sabe combater e tem habilidade para sair jogando; Herrera erra, perde gols, mas não abaixa a cabeça e Loco Abreu é artilheiro.

O caminho é longo, a Copa do Brasil é difícil e a situação na Taça Rio segue indefinida, mas atuando dessa forma, no ataque, com garra e vontade de vencer, certamente veremos o torcedor alvinegro de volta ao Engenhão e o pequeno público de ontem, pouco mais de seis mil pessoas, será multiplicado por três já nas próximas partidas.

Vamos, FOGO!

Loco Abreu teve apenas duas chances de arremate e não deixou passar!

Copa do Brasil

Segunda Fase – Jogo 02: Botafogo 3 x 0 Paraná (06/04/2011)

Botafogo: Jefferson, Alessandro, João Filipe, Antônio Carlos e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Arévalo, Bruno Tiago (Lucas) e Everton; Herrrera (William) e Loco Abreu (Caio)

Técnico: Caio Júnior

Paraná: Thiago Rodrigues, Paulo Henrique, Luciano Castán, Rodrigo Defendi e Lima; Serginho, Javier Méndez (Taianan) e Packer (Vinícius); Kelvin, Diego e Léo (Renato)

Técnico: Ricardo Pinto

Gols do Botafogo: Loco Abreu, aos 30 iniciais e aos 9 do segundo tempo, e Caio, aos 43 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 6.014 presentes / Renda: R$ 75.645,00

Árbitro: Cleber Wellington Abade

Cartão Amarelo: Serginho (Paraná)

Sem essa de respeitar o adversário!

01/04/2011

Jogar em Curitiba, no Estádio Durval de Brito, é sempre complicado e as condições do gramado não eram as ideais para uma equipe leve e de bom toque de bola como a do Botafogo. Quando tudo indicava o contrário e o empate podia até ser visto como um bom resultado, eis que Caio Júnior decide tirar um volante e colocar um atacante logo na virada do intervalo. Sorte minha conhecer os jogadores alvinegros ou não acreditaria realmente que Willian, um garoto da base, estava entrando no lugar de Rodrigo Mancha – que já tinha um cartão amarelo e corria o risco de expulsão. Certamente isso nunca aconteceria na “Era Joel Santana”.

Os jogadores são os mesmos e o esquema tático semelhante, então o que mudou em tão pouco tempo? Na primeira etapa, o Botafogo não esperou o Paraná atacar para jogar no contra-ataque. O Botafogo não jogou como Bangu. O Botafogo jogou como Botafogo. E mesmo com todas as limitações do elenco, e elas são muitas, vimos que atacar é mesmo a melhor defesa.

No lugar certo, na hora certa! Willian faz o gol da vitória alvinegra!

O Botafogo não pode temer um adversário como o River Plate de Sergipe e não pode pensar em empatar com o modesto Paraná. O respeito, tão pregado em tempos politicamente corretos, deve ser usado nas entrevistas e nos bastidores, antes da partida, pois em campo o Botafogo tem que se impor como um dos maiores uniformes do futebol mundial.

A Estrela Solitária ajudou o Brasil a se tornar Tricampeão Mundial em 1958, 1962 e 1970 e quem entra em campo com a camisa alvinegra precisa conhecer e, aí sim, respeitar essa história. Quem deve respeitar o Botafogo é o Paraná. Quem deve temer algo é o torcedor paranista. Camisa não ganha jogo, mas paga salário, contrata jogador e faz milhões ostentarem mundo afora o amor por um clube de futebol.

Alessandro jogou com garra e venceu quase todas as disputas pela direita!

Não sei se Caio Júnior irá ser campeão pelo Botafogo como foi Joel Santana, e por duas vezes, ou irá cair quando os títulos não vierem, como aconteceu na “Era Cuca” que jogava bonito, sempre atacando e que venceu apenas duas edições da Taça Rio (2007 e 2008).

Só sei que nesse momento, nesse exato momento, a torcida precisa de um treinador como o Cuca, que goste de atacar e, curiosamente, entramos na famosa superstição alvinegra, já que Caio Júnior também jogava como meia-atacante como o Alexis Stival fazia no Grêmio. Ter três atacantes em campo sem o time estar perdendo… fiquei até emocionado! A Copa do Brasil desse ano está muito disputada e o caminho até a final será uma pedreira, mas jogando dessa forma podemos ao menos sonhar com essa conquista inédita para o clube.

Vamos, FOGO!

Fahel mostra que pode ser um bom reserva para o meio de campo!

Copa do Brasil

Segunda Fase – Jogo 01: Paraná 1 x 2 Botafogo (30/03/2011)

Paraná: Thiago Rodrigues; Paulo Henrique, Luciano Castán, Rodrigo Defendi e Henrique (Luisinho); Anderson, Camargo, Lima (Marquinhos) e Kelvin; Diego (Ricardinho) e Léo

Técnico: Ricardo Pinto

Botafogo: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Fahel); Rodrigo Mancha (William), Marcelo Mattos, Somália e Everton; Caio (Cidinho) e Herrera

Técnico: Caio Júnior

Gol do Paraná: Rodrigo Defendi, aos 18 minutos do primeiro tempo

Gols do Botafogo: Antônio Carlos, aos 17 minutos da etapa inicial e Willian, aos 2 minutos do segundo tempo

Local: Durval Brito (PR) / Público: presentes / Renda: R$ 74.900,00

Árbitro: Elmo Alves Resende

Cartão Amarelo: Henrique e Luciano Castán (Paraná); Rodrigo Mancha, Somália e Alessandro (Botafogo)

Cartão Vermelho: Luiz Camargo (Paraná) e Somália (Botafogo)

100% Botafogo!

30/03/2011

Joel Santana deixou o comando do Botafogo nesta temporada após uma derrota para o Vasco da Gama, mas foi contra esse mesmo time que o treinador conseguiu três títulos no ano de 1997. Edmundo, Ramon, Carlos Germano, Felipe, Mauro Galvão, Pedrinho, Evair e Sorato, a equipe da Cruz de Malta tinha um timaço que acabaria vencendo o Campeonato Brasileiro, mas no Estadual não teve chances diante da Estrela Solitária que formava com Wagner, Wilson Goiano, Jorge Luis, Gonçalves e Jefferson; Marcelinho Paulista, Pingo, Djair e Aílton; Bentinho, Sorato e, claro, o amuleto Dimba. Alguma semelhança com 2010?

Com um forte esquema de marcação, que os implicantes chamariam de retranca, o Botafogo levou a Taça Guanabara de ponta a ponta, com 100% de aproveitamento, ou seja, invicto e vencendo todos os 12 jogos, incluindo a final contra o Vasco, por 1 a 0, gol de Gonçalves. A Taça Rio também foi para General Severiano e o torneio deveria ter acabado ali, mas um item do regulamento, escrito pelo Sr. Eurico Miranda, mandava a realização de um turno-extra para apontar um adversário para a final – se o Botafogo vencesse o 3º turno haveria o quarto turno?

O time campeão tinha Wagner, Gonçalves, Djair, Aílton e Sorato

Depois de muitas tramóias e arbitragens suspeitas, Botafogo e Vasco se enfrentaram na grande final. A vantagem era botafoguense, vencedor de dois turnos, e o time de Antônio Lopes precisava vencer os dois jogos decisivos para ficar com o título. Na primeira partida deu Vasco e o polêmico atacante Edmundo balançou a bundinha em frente ao zagueiro Gonçalves, num claro deboche ao time adversário.

O gesto mexeu com os alvinegros que comeram a grama no 2º jogo! Dimba, abençoado por Mané Garrincha, avançou pela ponta-direita, driblou dois, três, quatro marcadores, cortou o último e desferiu um tirambaço cruzado, de canhota, para estufar as redes de Carlos Germano!

É campeão! É campeão! É campeão! Um grito para cada título! Botafogo Campeão da Taça Guanabara 1997! Botafogo Campeão da Taça Rio 1997! Botafogo Campeão Carioca de 1997! Joel Santana pode até seguir receita de bolo naquela prancheta, pode sempre querer ter um Talismã, era o Dimba agora foi o Caio, pode sempre armar retranquinhas, pode ser folclórico e falastrão, mas aquele título foi inesquecível e o de 2010 também! Obrigado Joel!

Fogoooooo! Joel comemora o Campeonato Carioca de 1997!

Vamos, FOGO!

Botafogo Campeão Carioca de 1997

Treinador: Joel Santana

Goleiros: Wagner e Alex

Zagueiros: Gonçalves, Jorge Luis, Grotto e Alexandre Seixas

Laterais: Wilson Goiano, Jefferson, Bruno Carvalho, Marcelo Augusto e Arcelino

Volantes: Marcelinho Paulista, Pingo, Alemão, França e Cidiclei

Apoiadores: Djair, Aílton e Renato

Atacantes: Bentinho, Sorato, Dimba, Zé Carlos, Robson e Serginho

Dimba marcou um golaço na final e entrou para a história do Maraca!

Águas de Março…

22/03/2011

Joel Santana assumiu o comando do Botafogo após a terrível goleada sofrida por 6 a 0, para o Vasco, ainda na Taça Guanabara 2010, e deixou o clube após outra derrota para o Vasco, dessa vez por 2 a 0, pela Taça Rio 2011. Foram 14 meses dirigindo o time da Estrela Solitária e três títulos: Taça Guanabara 2010, Taça Rio 2010 e o Campeonato Carioca 2010. Foram 76 jogos, com 41 vitórias, 23 empates e 12 derrotas, 142 gols pró e apenas 58 contra, um aproveitamento de 64% dos pontos possíveis e a sexta colocação no Campeonato Brasileiro em 2010.

O pecado do Natalino, nesse início de temporada, foi não conseguir se adaptar aos anseios dos jogadores e de grande parte da torcida alvinegra. Elenco e arquibancada não agüentavam mais ver a equipe na defensiva! Loco Abreu foi o único a expor esse problema publicamente, mas jogadores como Herrera e Cajá não se mostravam muito satisfeitos em ter que recuar para ajudar na marcação. Caio aumentou a polêmica ao postar sua insatisfação no Twitter depois de entrar com a missão de acompanhar o lateral adversário.

Qualquer jogo, qualquer competição... Joel se irrita com falhas da defesa!

O título de 2010 jamais será esquecido e a luta, até a última rodada, pela vaga na Libertadores também encheu o alvinegro de orgulho, mas depois de um ano era de se esperar que treinador e diretoria conseguissem levar o Botafogo a jogar com mais técnica e qualidade. A quase eliminação ainda na primeira fase da Copa do Brasil diante do modestíssimo River Plate de Sergipe revelou toda a instabilidade do esquema tático de Joel. A liberação de Renato Cajá ao futebol chinês agravou a crise que parecia contornada após a bela exibição da equipe contra o Americano com a goleada por 4 a 0.

Pior do que a derrota para o Vasco, o Botafogo ainda é líder do Grupo B, foi a forma como a equipe atuou. A irritação do torcedor que estava no Engenhão chegou ao extremo com a saída de Everton e a manutenção do Somália. Erro duplo! O jogador deveria ter caído em campo, já que estava com câimbras nas duas pernas, e a torcida exagerou ao pedir a expulsão do treinador – o que de fato acabou ocorrendo.

Chuvas e trovoadas no céu alvinegro! Abreu e Joel entram em choque!

Futebol é paixão e paixão é desmedida. Agradeço ao Joel pelo resgate da auto-estima botafoguense, por vencer duas vezes o Flamengo em jogos decisivos, por bater o Vasco na decisão da Taça Guanabara e por eliminar o Fluminense na semifinal da Taça Rio. Fizemos um bom Campeonato Brasileiro e sexta colocação foi a melhor desde o título de 1995. Obrigado Joel!

Vale lembrar que esses não foram os únicos títulos que o Natalino conquistou em General Severiano! Em 1997 algo parecido ocorreu quando o Botafogo de Gonçalves e Dimba bateu o tão badalado Vasco de Edmundo & Cia. Joel era o comandante alvinegro! Vou escrever sobre o título de 97 depois.

Ligação afetiva! Joel e a foto com Nilton Santos na famosa prancheta!

Ficha Técnica:

Nome: Joel Santana

Data de Nascimento: 25/12/1948

Natural de: Rio de Janeiro (RJ)

Títulos pelo Botafogo:

Campeonato Carioca: 1997, 2010

Taça Guanabara: 1997, 2010

Taça Rio: 1997, 2010

Renato Cajá e o negócio da China!

12/03/2011

Renato Cajá chegou ao Botafogo para compor o elenco de 2010 e ser uma sombra para o contestado apoiador Lucio Flavio. Foram poucos jogos, poucos gols e um pênalti perdido na temporada, contra o Cruzeiro, o que indicava uma saída melancólica de General Severiano, mas a camisa 10 caiu no colo de Cajá com a transferência de Lucio Flavio para o futebol mexicano. Era a oportunidade que o jogador sempre procurou e a chance de dar a volta por cima num grande clube do futebol brasileiro!

O ano de 2011 começou com golaços, boas exibições e a titularidade que Renato Cajá tanto almejava, mas eis que surge uma proposta irrecusável da… China! Um verdadeiro negócio da China! Jogador e clube aceitaram na hora – ou de uma hora pra outra – e Cajá deu entrevistas dizendo que “estava saindo dando dinheiro ao clube”. O poderoso Guangzhou Evergrande, da primeira divisão do futebol chinês, desembolsou R$ 4 milhões pelos direitos econômicos do apoiador, mas apenas parte disso irá para os cofres alvinegros.

 

Sempre marcado! Renato era o único armador de jogadas do time!

Renato Cajá não conhece o novo clube – até aí nenhum problema, já que eu também não conheço e uma busca pela internet revela que alguns brasileiros jogam por lá como o atacante Muriqui, ex-Atlético-MG e o zagueiro Paulão, ex-Grêmio. O grande dilema disso tudo é que o clube também não conhece o atleta que está contratando. Não é incrível? Cajá revelou que falou ao telefone com o presidente do Guangzhou Evergrande e que esse perguntou onde ele tinha jogado! Como assim? “Ele também perguntou onde eu havia jogado e quis saber mais sobre minhas características – afirmou o jogador”.

Bem, parece brincadeira, não é Gérson? Até posso ouvir o Canhotinha de Ouro comentando o fato. André Limoeiro, botafoguense e assíduo leitor do blog, desabafou num e-mail engraçado e infelizmente verdadeiro:

– Contrataram o cara sem saber nada dele e ele acha isso normal… Eu também quero ir jogar bola na China! Já joguei no Flamengo, na escolinha (mas ninguém precisa saber disso), e em vários times do Brasil (times de pelada, mas ninguém precisa saber disso). Tenho como características vigor físico, bom passe, boa colocação e minha finalização está melhorando muito.

Sozinho na armação, Cajá era presa fácil para o treinador adversário!

O que diferencia o Limoeiro do Cajá não é o suco – não resisti ao trocadilho, hehehe! – mas o nosso leitor não conta com um empresário rodado e experiente. O cara vendeu um produto que ninguém conhece, vai entregar a mercadoria, sim jogador de futebol é uma mercadoria, e pronto: quatro milhões no bolso! É certo que o jogador precisa de dinheiro, a carreira é curta, blábláblá, mas ir para um centro desconhecido é dar adeus a qualquer chance de ser lembrado na profissão.

Bem, é isso! Adeus Cajá! E obrigado pelos nove gols marcados em quase 14 meses de Botafogo. Foi pouco, não? Acho que não rolou o DVD…

Renato Cajá comemora um dos poucos gols marcados pelo Botafogo!

Ficha Técnica:

Apelido: Renato Cajá

Nome Completo: Renato Adriano Jacó Morais

Data de Nascimento: 15/09/1984 (26 anos)

Natural de: Cajazeiras – PB

Posição: Apoiador

Títulos pelo Botafogo:

Campeonato Carioca: 2010

Taça Guanabara: 2010

Taça Rio: 2010