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Botafogo líder do BR-12

27/05/2012

“Botafogo eliminado da Copa do Brasil!” e “Botafogo goleado na final do Estadual!”, essas duas sentenças poderiam ditar o ritmo para o restante da temporada ou, ao menos, impedir uma reação imediata nas rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro. Quem apostaria na manchete: “Botafogo líder do Brasileirão”? Ainda mais com vitórias contra São Paulo e Coritiba? Ninguém, nem o mais enlouquecido torcedor alvinegro cravaria seis pontos nesses confrontos! Jefferson? Na Seleção Brasileira. Antônio Carlos e Fábio Ferreira? No DM. Marcelo Mattos? DM. Andrezinho? DM. Loco Abreu? DM. O Botafogo irá enfrentar o Coritiba, no Couto Pereira, sem seis titulares? Ah, o empate já seria um bom resultado, certo Oswaldo?

Lucas faz dois gols, garante a vitória e busca a paz com a torcida!

Durante a semana o treinador festejava a grande virada diante do ‘poderoso’ São Paulo do ‘invencível’ Leão enquanto maquinava o que poderia ser feito para suprir as ausências diante do ‘imbatível’ Coritiba e seu ‘terrível’ Couto Pereira. Parecia uma missão impossível, caso de cinema com filme de terror e os corredores de General Severiano desertos de ideias, mas sobrando prata da casa. Se não tem tu, vai tu mesmo. E sem reclamar muito da vida no melhor estilo “Ô vida! Ô céus!”, Oswaldo partiu pra Curitiba com Brinner e Dória na zaga, Jadson no meio, Renan fechando tudo no gol, Vítor Júnior fazendo gol e vamos que vamos com Herrera, o ex-casigol. E não é que deu certo?

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo… A frase histórica ecoou aos 29 segundos de bola rolando com um gol casicontra, com requintes de crueldade: o chute torto de Lincoln desvia no jovem Dória, de apenas 17 anos, e engana Renan. Pronto, é chorar o leite derramado. Logo depois, o mesmo sortudo Lincoln ainda manda um cruzamento de letra que por pouco não encobre o nosso goleiro e vaticina a eminente e propagada derrota. A torcida da casa não parava de cantar! Que alegria! Que festa! Enquanto a arquibancada se agitava, Lucas empatava e Vítor Júnior, após bela jogada de Márcio Azevedo, virava o placar e deixava o mais cético botafoguense confuso. É certo vencer os caras aqui? Pode isso?

Essa camisa é muito linda! Ainda mais com vitória!

O segundo tempo logo tratou de corrigir as imperfeições da vida e numa cobrança de escanteio, com a zaga plantada no chão, com Renan assistindo, com a torcida vibrando, o Coritiba empata tudo de novo. A igualdade logo no reinício de jogo daria gás extra ao Coxa na busca pela vitória e a pressão passaria a ser insuportável. Essa era a previsão lógica, mas desafiando a lógica e jogando com calma e sem afobação, o Botafogo soube segurar os avanços do rival, deixou o tempo passar e num contra-ataque bem arquitetado matou o jogo. Elkeson fez uma virada de bola perfeita e a tabela entre Lucas e Herrera foi melhor ainda. No fim, mesmo com os cinco intermináveis minutos de acréscimo deu tudo certo para o Fogão dos Desfalcados!

Vamos, Fogo!

Ficha Técnica:

2ª Rodada: Coritiba 2 x 3 Botafogo (27/05/2012)

Coritiba: Vanderlei; Jonas (Aírton), Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Junior Urso, Sergio Manoel (Anderson Aquino), Lincoln (Vinícius) e Éverton Ribeiro; Roberto e Éverton Costa

Técnico: Marcelo Oliveira

Botafogo: Renan; Lucas, Brinner, Dória e Márcio Azevedo; Jadson (Lucas Zen), Renato, Fellype Gabriel (Cidinho), Maicosuel (Elkeson) e Vítor Júnior; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gols do Coritiba: Lincoln, aos 30 segundos de jogo, e Lucas Mendes, aos 4 minutos da etapa final

Gols do Botafogo: Lucas, aos 20 iniciais, Vítor Júnior, aos 25, e novamente Lucas, aos 40 minutos do segundo tempo

Local: Estádio Couto Pereira (PR)

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)

Cartão Amarelo: Jadson, Dória, Márcio Azevedo, Lucas Zen e Lucas (Botafogo); Jonas (Coritiba)

Desandou a maionese…

09/05/2012

Crise em General Severiano! A frase mais famosa do futebol carioca voltará a ser ouvida na imprensa esportiva e deverá ser estampada, amanhã, em algum jornaleco nas bancas da cidade. Será que realmente é verdade? Tem coisas que só acontecem com o Botafogo? Vejamos a lista de situações inusitadas dessa semana para conferir a veracidade de tal afirmação. O time estava invicto nos vinte e quatro jogos disputados na temporada, venceu o Vasco de forma incontestável na final da Taça Rio, levantou o primeiro caneco do ano e com seis reservas conseguiu um bom empate em Salvador, contra o Vitória, pela Copa do Brasil.

De novo? Lucas leva outro cartão vermelho e deixa o time na mão…

Era um primeiro semestre perfeito! E eis que o desastre se encaminha lentamente às portas de General Severiano… A derrota ridícula para o Fluminense não só acabou com a invencibilidade alvinegra como soterrou o sonho do 20º título estadual. Atenções voltadas para a Copa do Brasil, certo? Lance de mudar o chip? Pois bem, vamos nessa. O gol de Elkeson animou os sempre seis mil torcedores que vão ao Engenhão e tudo estava sobre controle. O Vitória não ameaçava, o time perdia diversos contra-ataques, mas a impressão era que dessa vez tudo daria certo. Afinal, um raio não pode cair duas vezes no mesmo lugar… ou pode?

Lucas tinha amarelo, ficou na sobra do escanteio, matou o contra-ataque do tricolor com uma falta dura, no tornozelo de Tiago Neves. Falta para cartão amarelo e amarelo ele já tinha. Vermelho. O placar estava em 1 a 1, com o Botafogo pressionando em busca da vitória. Ah, vitória? O time baiano cercava, mas não incomodava Jefferson. E aí o Lucas que salvou uma bola em cima da linha pouco antes resolve imitar o uruguaio Luis Soares e mergulha para impedir o gol. Pênalti e cartão vermelho novamente. Como assim? O Lucas não tinha sido expulso no início do parágrafo? Troca o chip.

Pênalti? Parecia que tudo daria certo… Só parecia, não é Jefferson?

Não temos reserva para as duas laterais e está difícil pacas encontrar no ‘mercado da bola’ jogador com qualidade para a função. Ah, nós tínhamos o Alessandro que era perseguido pela torcida, mas sempre resolvia em campo com raça e dedicação. E agora? Onde está o chileno que foi o capitão do time sensação da América em 2011? A La U venceu o Campeonato Chileno e faturou a Copa Sul-Americana com muito futebol. Rojas era capitão e líder daquela equipe. Ah, ele jogava de lateral-esquerdo e ainda de zagueiro. E o nosso time? Chegamos na decisão contra o Fluminense de igual pra igual, mas em cinco minutos tudo mudou. Inacreditável. E contra o Vitória? Empatamos com autoridade na Bahia e levamos um passeio no Engenhão…

Seedorf? Sério? Na boa, mas muito na boa mesmo… Ah, cansei. A culpa é do Joel Santana? Cadê o Caio Júnior? Fahel? Lucio Flavio? Alessandro? Quem são os vilões agora? Tenho certeza que a torcida irá encontrar os culpados. Isso ela sabe fazer muito bem, mas apoiar o time, cantar, torcer, aplaudir… Não, não a torcida do Botafogo. Fim de primeiro semestre. Que venha o sofrimento no BR-12 e mais uma humilhação na Sul-Americana.

Fui, Fogo!

Treinador encarando a torcida no Engenhão? Já vi isso acontecer antes…

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo02: Botafogo 1 x 2 Vitória (09/05/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Vítor Júnior), Renato, Felipe Menezes (Gabriel) e Maicosuel; Elkeson (Herrera); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vitória: Douglas; Léo (Romário), Gabriel, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Rodrigo Mancha, Pedro Ken e Geovanni (Dinei); Tartá  e Neto Baiano (Mineiro)

Técnico: Renato Silva

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 20 minutos iniciais

Gols do Vitória: Pedro Ken, aos 10, e Tartá, aos 23 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Paulo César Oliveira (SP)

Cartão Amarelo: Elkeson, Brinner, Loco Abreu e Herrera (Botafogo); Rodrigo Mancha e Uelliton (Vitória);

Cartão Vermelho: Lucas (Botafogo) e Pedro Ken (Vitória)

Empate bom em Salvador

04/05/2012

O técnico Oswaldo de Oliveira não ficou satisfeito com o resultado de 1 a 1, no jogo de ida da Copa do Brasil, na quarta passada, contra o Vitória em pleno Barradão. Mas o torcedor botafoguense não deve ter do que reclamar, já que viu o time jogar bem sem cinco titulares e ainda levar a decisão da vaga para o Rio, na semana que vem no Engenhão. O treinador tem o direito e o dever de cobrar mais dos jogadores, pois sabe o que foi treinado para esse embate e, pelo jeito, ele tinha a convicção de que venceria o jogo no fim, nos contra-ataques, e assim teria uma vantagem confortável para administrar aqui em casa.

Já são 24 partidas invictas na temporada, mas o Botafogo precisa ficar atento para que a sensação de tranquilidade não se torne arrogância e sonolência. Uma derrota nos próximos três jogos pode resultar na perda da vaga na Copa do Brasil e/ou a perda do título no Campeonato Carioca. É melhor deixar o oba-oba para a torcida e os números para a análise dos jornalistas e focar apenas no adversário, um de cada vez, e sem acreditar que o time é imbatível. Pensar que o desastre pode sim acontecer é que faz as grandes empresas terem sempre um plano de contingência preparado para qualquer ‘sinistro’.

Revelado pelo time baiano, Elkeson não comemorou, mas fez o gol!

O Vitória tinha a obrigação de fazer um bom resultado atuando em casa, mas ainda pode surpreender no Rio, só que o Botafogo está jogando com autoridade e não abre espaços na defesa como antigamente. Será difícil manter essa regularidade, é fato, mas o quanto protelar a primeira derrota melhor. Serão três jogos decisivos que se tornarão em cinco se passarmos de fase na Copa do Brasil, já que o Coritiba se configura como um adversário muito perigoso e com bom elenco. E essa é a palavra mágica: elenco. Sem dinheiro para contratações em peso – como faz a Flunimed – a solução é apostar na prata da casa!

As revelações vindas da categoria de base alvinegra são uma grata surpresa e nos últimos dois anos o número de bons jogadores multiplicou. Renan já foi titular em decisão de Estadual e não é nenhuma heresia dizer que ele pode substituir Jefferson vez ou outra, e dos quatro goleiros do elenco apenas o Jefferson veio de fora do clube. Lucas Zen e Jadson são duas grandes promessas para o meio de campo que realmente podem ser muito úteis na sequência da temporada e o jovem Gabriel entrou em alguns jogos sem comprometer. Na armação temos o Jeferson e o Cidinho como opções para o 2º tempo e no ataque Caio puxa a fila com Willian e Vitinho. São esperanças para o futuro e uma economia em contratações.

Jadson quase faz um golaço em Salvador e não fosse a grande inexperiência de Willian e Vitinho o gol da vantagem poderia ter saída nos três contra-ataques que o time desperdiçou nos minutos finais no Barradão. Maicosuel estava exausto e não conseguiu comandar a puxada da forma como planejou Oswaldo e a ausência de Cidinho, já acostumado a jogar com os profissionais, também pesou para deixar o placar igual. Engraçado foi ver o Caio, fominha voraz, enlouquecer quando Vitinho chutou para fora, rente à trave, enquanto três botafoguenses despontam livres na pequena área. Será que ele se lembrou das broncas de Herrera e Loco Abreu no ano passado? E o Jobson, hein? De férias? Ele treina na Gávea?

Vamos, Fogo!

Herrera não balançou as redes, mas deu belo passe para o gol de Elkeson!

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo01: Vitória 1 x 1 Botafogo (02/05/2012)

Vitória: Renan; Léo, Victor Ramos, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Michel (Rodrigo Mancha), Pedro Ken e Geovanni (Arthur Maia); Tartá (Rildo) e Neto Baiano

Técnico: Renato Silva

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Jadson, Felipe Menezes (Caio) e Maicosuel; Elkeson (Vitinho); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Vitória: Neto Baiano, aos 31 minutos da etapa inicial

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 26 do primeiro tempo

Local: Barradão (BA)

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Cartão Amarelo: Léo e Arthur Maia (Vitória); Maicosuel, Jadson e Lucas (Botafogo)