Archive for setembro \23\UTC 2011

Vitória Olímpica!

23/09/2011

O Botafogo precisou de uma jogada, apenas uma jogada para desmontar o Grêmio e vencer a quarta partida como visitante neste Campeonato Brasileiro. O resultado quebrou um tabu que persistia desde 1995 quando o time comandado por Túlio Maravilha – sempre ele – bateu o Grêmio no Olímpico por 3 a 2. A equipe de Caio Júnior não foi brilhante, não teve posse de bola, não obrigou o goleiro Victor a fazer grandes intervenções, mas na única oportunidade real, num único arremate, Loco Abreu não desperdiçou e estufou as redes tricolores. E isso não é futebol?

Quando as regras do antigo jogo bretão mudarem me avisem, por favor! Futebol não é bola na rede? Não vence quem faz mais gols? Quando o time da Lagoa jogava mal e vencia por meio gol a zero – normalmente através da genialidade de Ronaldinho Gaúcho – a imprensa celebrava o futebol de resultado, o futebol eficiente! A jogada do gol alvinegro surgiu de uma boa trama orquestrada pelo meio de campo que começou com Lucas Zen, passou por Renato e Felipe Menezes, até chegar aos pés de Maicosuel que mesmo cercado por três gremistas encontrou Loco Abreu em condições legais, dentro da área, para bater fora do alcance de Victor. Gol. 1 a 0. Bola na rede. Vitória. Três pontos no certame. Fim de jogo.

Loco Abreu comemora o gol com o grupo! Nada de correr para a câmera!

O revés no placar deixou os gaúchos atabalhoados e a torcida irritadiça. E com razão! Celso Roth armou o Grêmio para pressionar a saída de jogo e não deixar a zaga alvinegra confortável para fazer a transição entre defesa e meio-campo – uma das armas de Caio Júnior. A tática funcionou no primeiro tempo e os chutões para o alto eram a única forma de ligação com Loco Abreu que ficou isolado entre Edcarlos e Rafael Marques. Sem o fiel escudeiro, Marcelo Mattos estava suspenso, Renato não mostrou entrosamento com Lucas Zen e recuou quase a ponto de virar cabeça de área, o que chamou mais ainda o time gaúcho para o ataque.

O domínio territorial tricolor era considerável, 60% de posse de bola, mas as finalizações, 22 no total, raramente assustavam Jefferson e quando o ataque gremista chegava com real perigo, como no chute de Douglas, o goleiro botafoguense mostrou porque vem sendo chamado constantemente para a Seleção Brasileira. Bem, aí entramos num assunto complicado e polêmico. Parece que o fato de ser selecionável mexeu com a cabeça dos jovens Cortês e Elkeson.

Loco Abreu, Maicosuel e Jefferson foram decisivos para a vitória!

Ontem, por duas vezes, Loco Abreu foi à loucura extrema com a individualidade dos dois jogadores que preferiram “aparecer” para as câmeras do que fazer a jogada certa. Foram dois contra-ataques desperdiçados que poderiam ter custado a vitória, tanto que ao apito final, ao invés de comemorar, o uruguaio chamou Cortês e Elkeson e ainda em campo passou uma descompostura nos “fominhas”.

Caio Júnior já convocou a torcida para o que se desenha como mais uma “Final de Campeonato”! Domingo contra o São Paulo, vice-líder, teremos um Engenhão lotado, nada menos do que 42 mil pessoas, e uma vitória pode colocar o time na liderança do BR-11 pela primeira vez. Eu prefiro ser líder de apenas uma rodada, só uma, a 38ª rodada!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

25ª Rodada: Grêmio 0 x 1 Botafogo (22/09/2011)

Grêmio: Victor; Mário Fernandes, Edcarlos, Rafael Marques e Bruno Collaço; Fernando (Gilberto Silva), Fábio Rochemback, Marquinhos (Miralles), Escudero e Douglas; André Lima (Brandão)

Técnico: Celso Roth

Botafogo: Jefferson; Lucas (Alessandro), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Lucas Zen, Renato, Maicosuel (Everton) e Elkeson; Herrera (Felipe Menezes) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 23 minutos do segundo tempo

Local: Estádio Olímpico (RS) / Público e Renda: não divulgados

Árbitro: Alício Pena Junior (MG)

Cartão Amarelo: Fernando e André Lima (Grêmio); Lucas, Herrera e Jefferson (Botafogo)

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Rodada quase perfeita

18/09/2011

O Botafogo tinha tudo para se recuperar da goleada imposta pelo Coritiba no fim de semana passado e ainda tirar um ponto em relação ao primeiro colocado do Campeonato Brasileiro. Uma vitória hoje, no Engenhão, também encerraria um tabu de onze anos sem conseguir os três pontos sobre o time da Gávea em nacionais. O empate foi um excelente resultado para o Flamengo que mesmo em péssima fase consegue ir acumulando pontos e assim ficar mais perto do G-4. Do outro lado, com maior volume de jogo e muitas chances desperdiçadas, o pontinho conquistado teve um gosto amargo para Caio Júnior que agora vê o Botafogo se distanciando da liderança.

O jogo começou agitado e o Botafogo logo mostrou que iria tomar conta das investidas ofensivas. Lucas e Cortês se revezavam nas subidas ao ataque e confundiam a marcação adversária além de prenderem Júnior César e Léo Moura. O gol de Loco Abreu, aos 25 minutos, foi fruto de uma intensa troca de passes no meio de campo alvinegro e do cruzamento preciso de Lucas. Antes de abrir o placar, o time de Caio Júnior perdeu boas chances com Felipe Menezes, em cobrança de falta, com a bicicleta de Herrera e num chutaço de Maicosuel – todas defendidas pelo goleiro rubro-negro. Faltou sorte.

Herrera jogou muito bem e não deveria ter saído no segundo tempo!

A superioridade botafoguense no primeiro tempo não foi revertida em gols e o placar magro de 1 a 0 foi um presente e tanto para Vanderlei Luxemburgo que parecia desesperado à beira de campo e sem saber o que fazer para o time andar. Na dúvida, e sem muitas alternativas, tirou o improdutivo Deivid para colocar um atacante perna-de-pau, mas que ao menos briga pela bola e com a bola. Luxemburgo, mesmo sem merecer, acabou vendo sua mexida dar certo em quatro minutos, já Caio Júnior mexeu mal na equipe e viu o Botafogo perder o meio de campo e a principal arma do time que é a jogada lateral.

É impossível analisar as mudanças realizadas pelo treinador alvinegro sem apelar para a simplória observação do resultado, mas ao trocar o posicionamento de Herrera e Maicosuel, Caio Júnior permitiu as subidas de Léo Moura, arma mais do que manjada do urubu, e ainda atrapalhou a bom entrosamento pelo lado esquerdo do ataque que sempre conta com as tabelas do Mago com Cortês.

A torcida não se importou com o alto índice de criminalidade no estádio...

A saída prematura de Herrera também só serviu para aliviar a pressão sobre a zaga do flamenguista que mal conseguia segurar as investida do argentino e ainda tomar conta de Loco Abreu. Caio Júnior diz que tem aprendido nas derrotas e é bom que esse aprendizado seja utilizado logo, pois esse empate foi uma ducha de água fria nas aspirações alvinegras de ficar com o título brasileiro.

As próximas duas rodadas serão duríssimas: Grêmio no Olímpico, nesta quinta, e o vice-líder São Paulo, no Engenhão, no domingo. Para continuar colado na liderança o time precisa conquistar no mínimo quatro pontos nesses dois confrontos. Desafios difíceis, mas essa é a hora do elenco mostrar se irá ser apenas mais um coadjuvante brigando por vaga na Libertadores ou se será definitivamente um dos postulantes ao caneco.

Vamos, FOGO!

Na contagem pelo Gol Mil, um golaço de bicicleta de Túlio Maravilha:

Ficha Técnica:

24ª Rodada: Botafogo 1 x 1 Flamengo (18/09/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel (Cidinho) e Felipe Menezes (Lucas Zen); Herrera (Everton) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Flamengo: Felipe; Léo Moura, Alex Silva, Welinton e Junior Cesar; Aírton (Maldonado), Willians, Renato e Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid (Jael)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 25 iniciais

Gol do Flamengo: Jael, aos quatro minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 20.805 pagantes / Renda: R$ 600.495,00

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Renato (Botafogo); Alex Silva, Airton e Renato (Flamengo)

Atuação de gala no Engenhão!

07/09/2011

Feriado da Independência, Engenhão lotado, 42.000 torcedores empurrando o time, Rio 30º e uma atuação brilhante da melhor equipe de futebol do Brasil! Sim senhor, hoje é possível escrever com todas as letras: “O Botafogo é o melhor time do futebol brasileiro”. Ora, mas esse não era o Santos? Era não é mais. Caio Júnior construiu uma equipe que se impõe em campo, com toque de bola refinado, sem pressa, mas que joga sempre visando o gol adversário. A excelente fase de alguns atletas também ajuda e os astros alvinegros são muitos, tanto na defesa quanto no ataque. Hoje, o Botafogo é um time equilibrado e que domina as ações ofensivas sem sofrer contra-ataques.

A segurança começa com Jefferson, goleiro de Seleção Brasileira, passa por Antônio Carlos e Fábio Ferreira – agora temos o Gustavo na reserva – e a defesa fecha com Lucas e Cortês que finalmente aprenderam a marcar e ainda contam com a cobertura de Marcelo Mattos e Renato. Sem levar gols bobos ou por falhas clamorosas da zaga, como acontecia num passado não tão distante, o time coloca a pelota no chão e toca de um lado ao outro até achar espaço para as finalizações e nada de afobação. Foram 20 gols sofridos em 21 jogos, menos de um por partida, o que resulta na 2ª melhor defesa do BR-11.

Garra argentina! Herrera marcou dois gols e infernizou a zaga cearense!

Com a defesa sólida, Caio Júnior pode escalar a força máxima no ataque alvinegro. Muitos jornalistas duvidavam que Loco Abreu pudesse ser encaixado no time ao lado de Herrera, Maicosuel e Elkeson. Antes do uruguaio retornar da Copa América os especialistas vaticinavam que Herrera sairia do time, já que Elkeson estava em grande fase e Maicosuel era o grande nome da diretoria botafoguense. E agora, José? Onde estão os críticos e corneteiros de plantão? Caio fez uma linha de três jogadores e usou a experiência de Loco para fazer o pivô e abrir espaços para a chegada dos homens de meio-campo. E os números não mentem: foram 36 gols anotados, média de 1,71 gol/jogo.

O BR-11 é cheio de surpresas e armadilhas, mas a diferença desse Botafogo para o de 2007 está no banco de reservas. O elenco de hoje é muito superior ao comandado por Cuca em 2007 e o time principal não fica devendo nada em relação ao brilho individual de Dodô, Zé Roberto, Juninho e Lucio Flavio. Com o apoio do torcedor – e alguma pitada de sorte – temos tudo para comemorar o tão esperado Tricampeonato Brasileiro!

Vamos, FOGO!

Elenco unido e com pensamento no título do Campeonato Brasileiro!

Ficha Técnica:

22ª Rodada: Botafogo 4 x 0 Ceará (07/09/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Gustavo, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo (Everton); Marcelo Mattos, Renato, Maicosuel e Elkeson (Alex); Herrera (Cidinho) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Ceará: Diego; Boiadeiro, Fabrício, Elivélton, Vicente; Heleno, Eusébio, João Marcos (Cléber) e Thiago Humberto (Felipe Azevedo); Washington (Edmilson) e Osvaldo

Técnico: Vagner Mancini

Gols do Botafogo: Herrera, aos cinco iniciais e aos 12 minutos do segundo tempo, Loco Abreu, aos 27, e Cidinho, aos 37, também no segundo tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 42.000 presentes / Renda: R$ 760.960,00

Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR)

Cartão Amarelo: Heleno, Fabrício, Elivélton e Edmilson (Ceará); Herrera e Elkeson (Botafogo)

Cartão Vermelho: Fabrício (Ceará)

Fogão na briga pelo título!

01/09/2011

No atual modelo do Campeonato Brasileiro, todos os jogos são importantes e os pontos somados ajudam a traçar o caminho da equipe, mas mesmo na “Era dos pontos corridos” algumas partidas possuem jeito de decisão e ontem, contra o Palmeiras, no Engenhão, o Botafogo venceu a primeira batalha no longo caminho que leva ao título brasileiro. Felipão não é um treinador qualquer e com um elenco mediano conseguiu colocar o Palmeiras na sexta colocação, logo abaixo do Botafogo, e estava animado após bater o líder Corinthians no fim de semana, então esse era um jogo-chave para as pretensões alvinegras.

O pensamento de Caio Júnior é assegurar a vaga para a Libertadores, o que significa ficar entre os quatro primeiros, e depois pensar na briga pelo título. A tese faz sentido já que do quarto ao primeiro lugar o pulo é menor e ainda ajuda a diminuir a ansiedade dos jogadores. Como o Botafogo suportará a pressão de ser um dos protagonistas do Brasileirão? A última vez que isso aconteceu foi em 2007, na “Era Cuca”, quando terminamos o turno em 2º lugar e a seis pontos do líder São Paulo. A traumática eliminação na Copa Sul-Americana para o River Plate fez a máquina alvinegra desandar e os sonhos de conquista foram ladeira abaixo.

Fogão bom de bola! Os jogadores acreditaram no projeto de Caio Júnior!

O confronto contra o Santos, adiado, pode ser o “fiel da balança” e dependendo de quando o jogo acontecer poderá ser decisivo para o Campeonato Brasileiro. Que baita pisada de bola da CBF! O Botafogo terá uma semana para recuperar o elenco para quarta, dia 7 de Setembro quando pegará o Ceará num Engenhão lotado, mas ficará com o famoso asterisco (*) até que a pendenga seja resolvida. Se o time seguir na Sul-Americana, e isso é algo bem provável, o jogo será empurrado cada vez mais para o fim da tabela e próximo do período de preparação para o Mundial da Fifa. E aí, senhor Ricardo Teixeira? Que lambança, que lambança!

Ah, e o jogo de ontem? Um espetáculo! Show de futebol! Uma aula tática para inglês ver! Os atacantes palmeirenses não conseguiram jogar dentro da nossa área e só arremataram de longe e para longe. Jefferson foi mais um torcedor em campo e pode até pensar na lista de compras do mês! O Fogão tem agora a segunda melhor defesa do BR-11 com 20 gols sofridos, média de um gol por jogo, e o quarto melhor ataque com 32 gols, média de 1,6 gol/jogo. O que mostra um equilíbrio entre os setores – antigo objetivo de Caio Júnior.

Gooooool! Gustavo e Herrera balançaram as redes no Engenhão!

O quarteto ofensivo formado por Loco Abreu, Herrera, Elkeson e Maicosuel infernizou a defesa adversária que só parava o jogo apelando para faltas e foi na bola parada que Renato fez a diferença com levantamentos precisos para os gols que pavimentaram a vitória. Lucas e Cortês estão aprendendo a marcar e a cobertura para a subida dos laterais está sendo feita de forma perfeita por Renato e Marcelo Mattos. Vitória incontestável!

O elenco alvinegro mostrou que pode servir bem ao técnico Caio Júnior e quem entrou desempenhou bem as funções exigidas pelo comandante. Gustavo fez boa dupla com Fábio Ferreira e supriu a ausência de Antônio Carlos até mesmo nas jogadas ofensivas e balançou as redes de Deola. Felipe Menezes entrou para cadenciar o meio de campo e descansar Maicosuel – que correu muito ontem! Caio e Lucas Zen tiveram o mesmo papel e permitiram que Herrera e Marcelo Mattos saíssem para receber os merecidos aplausos da torcida! O duelo contra o Ceará não será fácil, será outra decisão, mas precisamos da vitória!

Vamos, FOGO!

Rivalidade de lado: torcida do Botafogo na corrente por Ricardo Gomes!

Ficha Técnica:

20ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Palmeiras (31/08/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Gustavo, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos (Lucas Zen), Renato, Maicosuel (Felipe Menezes) e Elkeson; Herrera (Caio) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Palmeiras: Deola; Cicinho (João Vitor), Thiago Heleno (Leandro Amaro), Henrique e Gabriel Silva; Chico, Márcio Araújo, Marcos Assunção, Rivaldo e Tinga (Ricardo Bueno); Fernandão

Técnico: Luis Felipe Scolari

Gols do Botafogo: Herrera, aos quatro minutos iniciais, Gustavo, aos 22 do primeiro tempo, e Maicosuel, aos 17 da etapa final

Gol do Palmeiras: Marcos Assunção, nos acréscimos

Local: Engenhão (RJ) / Público: 8.352 pagantes / Renda: R$ 123.860,00

Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL)

Cartão Amarelo: Cortês e Elkeson (Botafogo); Rivaldo e Henrique (Palmeiras)