O importante foram os três pontos!

Bom futebol, espetáculo, bola de pé em pé, gritos de “Olé!”, musiquinha criada pela torcida, risos, palmas e críticas calorosas da imprensa esportiva… Isso tudo é lindo – como diria Caetano – mas não garantem títulos e não garantem a vitória. Sem objetividade, chute em gol, agressividade e, acima de tudo, muita entrega por parte do elenco, o jogo bonito será batido e o adversário retrancado irá aproveitar as oportunidades e balançar as redes. A “Era Cuca” no Botafogo pode ser comparada à Seleção de 82 e a “Era Joel Santana” nos remete ao time batalhador de Carlos Alberto Parreira em 1994. E o Caio Júnior?

Não é possível ainda falar em “Era Caio Júnior” em General Severiano, mas se a diretoria seguir o mesmo caminho nesses três anos em breve poderemos usar essa expressão. Não adianta demitir treinador sem planejamento, sem avaliar as metas estabelecidas e, principalmente, sem ter boas opções de contratação no mercado. Caio Júnior quer fazer um esquema de jogo que fique exatamente entre a “Era Cuca”, bom futebol, toque de bola, domínio das ações, e a “Era Joel Santana”, com uma defesa forte e uma motivação contagiante dos jogadores. O treinador já fez o time se livrar dos chutões e resgatou a confiança do elenco para manter a posse de bola.

Ontem, diante do Avaí e novamente jogando contra a torcida – isso parece não ter fim! – a equipe sentiu a falta de entrosamento e o primeiro gol do time catarinense parecia ser a senha para outra decepção em casa. Superação. Sim, essa é a palavra que exemplifica bem a virada alvinegra. Maicosuel definiu o jogo com essa palavra. A zaga formada por Gustavo, recém contratado, e o jovem João Felipe, nunca atuou junta e as ausências de Lucas Zen e Marcelo Mattos deixaram o sistema defensivo vulnerável nos minutos iniciais e foi essa brecha que o Avaí, um time mediano, aproveitou para abrir o placar.

Recorde para o argentino: Herrera marca seu 23º gol no Engenhão!

O lado esquerdo do ataque botafoguense é sinônimo de desespero há décadas! Não temos um bom lateral-esquerdo, daqueles de se orgulhar, desde Marinho Chagas na década de 70, alguém discorda? Na década de 90, mesmo com a enxurrada de títulos, o lado esquerdo não era o mais forte e o melhor lateral dessa época, o Marquinhos, ficou pouco tempo e não chegou a fazer história no clube. André Silva? Jéferson? Bill? Luciano Almeida? Triguinho? Tiaguinho? Gabriel? Márcio Azevedo?

A camisa 6 do eterno Nílton Santos parece pesar e muito nas costas desses jogadores! O jovem Cortês parece não sentir a pressão e se tiver uma boa cobertura pode render mais para a equipe. Enquanto esperamos que alguém assuma a responsabiulidade, ontem, por segundos, quase que por inspiração divina, a lateral esquerda desencantou e, por ali, Márcio Azevedo fez grande jogada e achou Maicosuel livre para empatar a peleja!

A torcida que já vaiava a plenos pulmões resolveu se aquietar e deixar os jogadores trabalhar em paz. Com tranquilidade, Elkeson colocou bela bola na cabeça de Herrera: 2 a 1 no placar e calma na saída para o vestiário. O fim do jogo foi dramático, nervoso e as substituições equivocadas de Caio Júnior levou o torcedor à loucura, mas os três pontos vieram e, por enquanto, só a vitória interessa! Loco Abreu volta no sábado e reencontra Joel Santana! Imperdível!

Vamos, FOGO!

Caio Júnior precisa de tempo e do apoio da torcida para mudar o Botafogo!

Ficha Técnica:

12ª Rodada: Botafogo 2 x 1 Avaí (27/07/2011)

Botafogo: Jefferson; Alessandro, João Filipe, Gustavo e Márcio Azevedo; Léo, Renato, Maicosuel (Felipe Menezes) e Elkeson; Alexandre Oliveira (Caio) e Herrera (Alex)

Técnico: Caio Júnior

Avaí: Felipe; Welton Felipe, Bruno, Dirceu e Daniel; Marcos Paulo (Batista), Pedro Ken, Fabiano (Rafael Coelho) e Cleverson (Estrada); Romano e William

Técnico: Alexandre Gallo

Gols do Botafogo: Maicosuel, aos 27, e Herrera, aos 38 minutos iniciais

Gol do Avaí: Dirceu, aos seis minutos do primeiro tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 5.111 pagantes / Renda: R$ 87.400,00

Árbitro: Nielson Nogueira Dias (PE)

Cartão Amarelo: Herrera, Márcio Azevedo e João Filipe (Botafogo); Marcos Paulo, Welton Felipe e Fabiano (Avaí)

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