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Um ano incomum…

25/04/2011

Desde 2006 que o torcedor do Botafogo não sabe o que é ficar de fora das finais do Campeonato Carioca, foram dois títulos e três vices nesses cinco anos, ou seja, todo ano, de um jeito ou de outro, o Fogão levantava um caneco e dava a volta olímpica. Em 2006, vencemos a Taça Guanabara e levamos o Campeonato Carioca; no ano seguinte apenas o título da Taça Rio; em 2008, vice da Taça Guanabara e Bicampeão da Taça Rio, mas ficamos sem o estadual; chega outra temporada e a história se repete: título na Taça Guanabara e vice na Taça Rio, derrota na grande final do estadual. Mas em 2010 o roteiro foi diferente: Bicampeão da Taça Guanabara, Campeão da Taça Rio e Campeão Carioca – sem a necessidade de disputar as partidas finais.

É Campeão! É Campeão! Leandro Guerreiro e a Taça Rio 2010!

Nesses anos, conquistamos um lugar cativo nas finais do estadual e lutamos pelo mesmo sucesso nos torneios nacionais. Na Copa do Brasil, naufragamos em 2006, mas avançamos até a semifinal em 2007 e em 2008, sempre sob o comando do técnico Cuca, e voltamos a cair na segunda fase, de forma vergonhosa, em 2009 e em 2010. Nesta temporada parecia que o time teria forças para engrenar, mas outra desclassificação vergonhosa aconteceu.

No Campeonato Brasileiro a luta foi ainda mais difícil, sufocante, quase trágica. Em 2006, a equipe ficou com o 12º lugar e chegou a sonhar com posições melhores durante a competição; em 2007, lideramos por oito rodadas, mas terminamos na 9º colocação; Cuca comandou a equipe novamente no ano seguinte e apesar de ser “o melhor time do Brasil” não passamos do 7º lugar, longe do título e da Libertadores; a temporada de 2009 foi muito conturbada e a luta contra o rebaixamento seguiu até a última rodada. O título Carioca de 2010 fez a torcida acreditar que o Botafogo finalmente poderia ir para a Libertadores, mas uma sequência de empates em casa e a perda de jogadores importantes nos levou até a 6ª posição. E agora? O que esperar desse time no BR-11?

Timaço que levou a Taça Rio, ficou em 3º na Copa do Brasil e foi 9º no BR-07!

A diretoria passada e a atual almejam colocar o Botafogo no cenário internacional e assim faturar com patrocínios e cotas de transmissão, mas como atingir esse objetivo? A Copa do Brasil, o chamado caminho mais curto, já se foi, mas teremos duas chances pela frente. A Copa Sul-Americana aparece como solução mais provável. Seria perfeito para o fim da temporada: conquistar um título internacional e ainda voltar para a Libertadores em 2012. Para isso é preciso jogar com inteligência, pois a competição passou a ficar valorizada depois que a Commebol decidiu dar ao campeão uma vaga na Libertadores.

O Botafogo fez sua estreia no torneio apenas na quinta edição, em 2006, e foi eliminado logo na primeira fase; em 2007, a derrota traumática, nas oitavas, para o River Plate; nos dois anos seguintes chegamos até as Quartas de final e parecia que o time tinha aprendido a jogar a competição, mas sequer nos classificamos para a edição de 2010. A Copa Sul-Americana ainda permite ao campeão disputar a Recopa Sul-Americana e a Copa Suruga Bank contra o vencedor da Copa do Japão, ou seja, visibilidade internacional e muito, muito dinheiro em premiação e cotas de TV.

Maestro alvinegro: Lucio Flavio comandava as ações no meio-campo em 2007!

O que reserva o futuro para a equipe do Botafogo? Como acreditar que o trabalho está “sendo bem feito” se abrimos mão de conquistar um título? A eliminação nas semifinais do Troféu Carlos Alberto Torres foi a quinta consecutiva na temporada. Na Europa, qualquer taça, qualquer troféu é encarado com seriedade e os clubes lutam pela possibilidade de vencer até na porrinha, mas não ficam sem dar a volta olímpica um ano inteiro!

O torcedor botafoguense está desesperado porque sabe da dificuldade do BR-11 e da falta de vontade apresentada ante a Sul-Americana. Esse descaso precisa acabar! O Botafogo precisa aprender a vencer tudo! Não interessa a competição, é preciso entrar para vencer!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

Troféu Carlos Alberto Torres – Semifinal

Botafogo 2 X 5 Boavista (23/04/2011)

Botafogo: Milton Raphael, Gilberto, Paulo Ricardo, Ulisses e Renan Lemos (Jadson); Thiago Brito, Fabiano, Jefferson (Bruno Medeiros); Vitinho (Castro); Jairo e Willian

Técnico: Eduardo Húngaro

Boavista: Thiago, Everton Silva (Thiaguinho), Bruno Costa, Santiago e Paulo Rodrigues; Julio César, Leandro Chaves (Edu Pina), Erick Flores e Tony; Leandrinho (Max) e Frontini

Técnico: Alfredo Sampaio

Gols do Botafogo: Jairo, aos nove, e Vitinho, aos 20 minutos iniciais

Local: São Januário (RJ) / Público: 900 presentes / Renda: R$ 11.120,00

Árbitro: Wagner dos Santos Rosa

Cartão Amarelo: Renan e Vitinho (Botafogo); Bruno Costa, Erick Flores, Edu Pina e Everton Silva (Boavista)

Vergonha, vergonha, vergonha…

22/04/2011

Depois de uma década gloriosa, a de 60, onde conquistou praticamente todos os títulos possíveis – não fossem os embates contra o poderoso Santos de Pelé, certamente seriam anos ainda mais gloriosos – o Botafogo perdeu a sede de General Severiano nos anos 70, perdeu a identidade e amargou o mais terrível ciclo de sua história: foram 21 anos sem a conquista de um título de expressão nacional ou até mesmo regional. Nesse período negro, pensava-se que a torcida seria extinta e que o time da Estrela Solitária seria um arremedo de agremiação como aconteceu com o Bangu de Zizinho e, infelizmente, com o tradicional America, o Campeão dos Campeões!

Hoje, Real Madrid x Barcelona, no passado só dava Botafogo x Santos!

Confesso que vivi – e sofri – pouco esse período e quando passei a me entender por gente, lá em 1989, pude ver Maurício, o eterno, envergando a mítica camisa 7 – que só ouvira das histórias de meu pai – escorar centro preciso de Mazolinha e correr como um louco pelo Maracanã! O grito de “É Campeão!” estourou pelas ruas do bairro de Botafogo e eu, lá do alto, na janela, ainda moleque, ao ver aquele mar preto-e-branco tomar a Praia de Botafogo arrisquei o pedido:

– Pai, vamos lá? Vamos acompanhar? Eles vão para a sede, eles vão pro Mourisco.

– Não, vai você. Eu já comemorei muito, já sofri muito, chegou a sua hora. Pode ir que não vai ter problema. Com a torcida do Botafogo nunca tem problema.

Essa permissão, cheia de verdade e segurança, foi uma afirmação que guardei para sempre: “Com a torcida do Botafogo nunca tem problema!” Jamais vou esquecer aquela multidão em êxtase, cantando o Hino do Glorioso e saudando os heróis do tão esperado título: Ricardo Cruz, Josimar, Mauro Galvão, Wilson Gottardo, Marquinhos, Carlos Alberto Santos, Luisinho, Víctor, Gustavo, Mazolinha, Paulinho Criciúma, Maurício e Valdir Espinosa!

Momento histórico em 1989: Maurício, camisa 7, estufa as redes! É Campeão!

No ano seguinte, outro triunfo, dessa vez sobre o time da Colina, Bicampeão Carioca! O revés de 92, impensável, foi minha primeira derrota, mas trouxe o título da Copa Commebol, numa final histórica, no Maraca, diante do Peñarol! As duplas Túlio Maravilha & Donizete; Gonçalves & Wágner e Dimba & Zé Carlos me deram mais alegrias, com títulos estaduais, nacionais e até internacionais como o Tereza Herrera! Os anos 90 não deveriam ter acabado para o torcedor do Botafogo!

E esse foi o problema, aí está a questão do que acontece hoje! A década de 90, assim como a reluzente década de 60, acabou, ficou no passado, um tempo que não volta. O que temos hoje é outra realidade, outro Botafogo, outro momento do futebol mundial. É hora de reerguer o Botafogo e infelizmente não será com essa torcida que nasceu e viveu os anos 90. Não, essa torcida não compreende ó que é ser botafoguense, o que está envolvido nisso. As dezenas de conquistas dos anos 90 fizeram esses torcedores acreditarem que o Botafogo era outra agremiação, algo como um Milan, Barcelona, ou até mesmo um São Paulo.

Túlio Maravilha e a taça de Campeão Brasileiro de 1995! Fogoooo!

O Botafogo voltou para General Severiano, voltou da temível Série B, conquistou dois estaduais, formou bons times, arrendou um estádio, mas possui uma dívida monstruosa e depende, e muito, do apoio da torcida, não à toa, chamada pelos dirigentes de “O Maior Patrimônio do Clube”! Tenho certeza que esses vândalos que foram receber os jogadores ontem, no Tom Jobin, não são torcedores do Botafogo. Tenho certeza! Eles não compram produtos licenciados, não pagam ingresso para assistirem aos jogos, não choram nas derrotas e não vibram nas conquistas! Eles são uma espécie de tropa de choque que se acham donos do Botafogo, donos da verdade e só afastam os verdadeiros torcedores dos estádios.

Nunca li uma notícia nos jornais desses “torcedores” terem ido tirar satisfação com o Juan, lateralzinho do time da Lagoa, que afundou a cabeça do Maicosuel na grama, após levar uma série de dribles desconcertantes! Não vi eles encararem o juizinho que anulou o gol legítimo do Dodô, aos 47 do segundo tempo, e que tirou aquele título das nossas mãos! Onde estavam esses truculentos torcedores nesses momentos? Eles não são furiosos e apaixonados pelo time? Não, isso não, mas ameaçar os jogadores, no aeroporto, de forma covarde e violenta faz parte do pensamento medíocre desses indivíduos… Não estou pregando a violência no futebol, mas apenas mostrando como a incoerência faz parte desse triste espetáculo.

Alessandro, com a camisa do Botafogo, é ameaçado no aeroporto Tom Jobim!

Espero que o Botafogo não fique tantos anos sem títulos e conquistas internacionais, até porque com essa nova geração de torcedores é capaz do clube acabar mesmo. É preciso apoiar a equipe, é só essa que nós temos. É preciso torcer pelo Botafogo, na alegria e na tristeza. É preciso entender que o Alessandro não é um craque, mas não se esconde do jogo. O Fahel não é um grande marcador, mas erra muito menos do que a torcida acha. O Leandro Guerreiro foi embora e time continua levando gols bobos e aí? O Lucio Flavio era o grande vilão desse time, ele foi embora também e agora? Quem é o culpado? Quem bate faltas na cabeça do Loco Abreu? Quem cobra escanteios precisos pro Fábio Ferreira estufar as redes? Nesse time atual? Ninguém! Poucos clubes no Brasil possuem um camisa 10, está em falta no futebol brasileiro, e, bom ou ruim, nós tínhamos esse jogador e agora?

Não sei esses torcedores, mas eu queria que a equipe principal, ou ao menos alguns reservas, entrassem em campo amanhã, contra o Boavista, pela semifinal da Taça Carlos Alberto Torres. É Botafogo, é título, tem taça e precisamos vencer! O Botafogo precisa reaprender a vencer… E essa é uma boa hora para isso, nunca é tarde para começar! Eu vou sempre torcer pelo Botafogo e pelos jogadores que estiverem vestindo essa camisa gloriosa. Ontem, os jogadores estavam uniformizados e com a Estrela Solitária no peito… e os torcedores? Nenhum deles que aparecem nas fotos ou nas imagens vestia a camisa alvinegra… Interessante, não?

Vamos, FOGO!

Violência! Caio é hostilizado pelos mesmos que o aplaudiram em 2010!

Quando o Botafogo voltará a campo?

21/04/2011

Quando o torcedor botafoguense terá o seu maior prazer de volta? Quando será possível vaiar time, treinador, dirigente e o que mais vier pela frente? Será neste sábado, pela Taça Carlos Alberto Torres? Ou apenas no mês que vem, pelo BR-11? O torcedor que vai ao Engenhão espera por isso a semana toda: “Hoje vou xingar e vaiar ate ficar rouco!” Acredito que alguns até façam fonoaudiologia, como os cantores, para poderem gritar mais alto e por mais tempo. É incrível! A pancadaria de ontem, pela Copa do Brasil, é reflexo de uma equipe nervosa e que não conta com o apoio da própria torcida quando joga em casa.

O Botafogo foi eliminado da competição na partida aqui do Rio e não lá em Florianópolis. Arbitragens polêmicas e confusão já são marcas registradas dos jogos na região Sul do Brasil. Eu não me esqueço dos dois gols legítimos anulados na final da Copa do Brasil, em 1999, contra o fraquinho Juventude – que hoje está na Série C do Brasileirão. Contra esses timinhos é preciso se impor e golear, ou ao menos vencer! E isso poderia ter acontecido se o time não tivesse que jogar contra o adversário e contra a própria torcida… Parece que esse atual torcedor alvinegro não quer vencer, não quer taças, não quer goleada, quer apenas sofrer e reclamar da vida…

Fahel jogou muito bem ontem, mas aqui no Rio seria vaiado mesmo assim...

Caio Júnior, o Ofensivo, entrou no lugar de Joel Santana, o Retranqueiro, mas é obrigado a conviver com os mesmos problemas e isso inclui a exigente torcida botafoguense. Exigente? Exigente ou burra? Exigente ou mesquinha? Exigente ou ingrata? Leandro Guerreiro foi para o Cruzeiro antes de ser crucificado como aconteceu com o Lucio Flavio. Quem bate as faltas agora? Que sabe fazer um bom lançamento? Quem cobra escanteios? Quem coloca a bola na cabeça do Loco Abreu? Quem absorve a culpa pela derrota? O Lucio Flavio? Querem contratar o Ricardinho, saído do Atlético-MG, para ser o dono da 10, mas ele não é um “Lucio Flavio piorado”?

O Botafogo deveria jogar com o time principal neste sábado, contra o Boavista, pela Taça Carlos Alberto Torres, e deixar a eliminação na Copa do Brasil no passado. Esse deve ser o início da preparação para a disputa de duas competições importantíssimas no próxmo semestre: o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana! São duas oportunidades para conseguir a sonhada vaga para a Taça Libertadores, em 2012 – o inegável objetivo da atual diretoria!

Acredito no time, acredito nos jogadores e acredito no trabalho do Caio Júnior. Temos Jefferson, o melhor goleiro do Brasil; Lucas e Cortês se acertando nas laterais; Fábio Ferreira retornando para compor a zaga com Antônio Carlos; Arévalo Ríos crescendo de produção ao lado de Marcelo Mattos; o ataque Mercosul, Herrera & Loco Abreu, voltou a fazer gols decisivos; e claro, o principal: a volta de Maicosuel! Precisamos apenas de um bom camisa 11 para ajudar na criação das jogadas! Pode ser o Everton? Pode ser o Fabrício? Pode ser o Andrezinho? Pode ser o Gilberto? A diretoria precisa buscar esse jogador! Eu farei a minha parte que é torcer e gritar:

Vamos, FOGO!

Volta Maicosuel! Loco Abreu não pode carregar essa cruz sozinho!

Copa do Brasil

Oitavas de Final – Jogo 02: Avaí 1 x 1 Botafogo (20/04/2011)

Avaí: Renan, Felipe (Evando), Gian, Cássio e Julinho; Bruno, Diego Orlando, Marcinho Guerreiro e Marquinhos; William e Rafael Coelho (Estrada)

Técnico: Silas

Botafogo: Jefferson, João Filipe (Everton), Fahel e Lucas Zen; Lucas, Arévalo, Marcelo Mattos, Cidinho (Caio) e Cortês; Herrera (Somalia) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 37 minutos da etapa final

Gol do Avaí: Willian, aos 42 do segundo tempo

Local: Ressacada (SC)

Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (MG)

Cartão Amarelo: Diogo Orlando, Bruno Silva e Julinho (Avaí); Herrera (Botafogo)

Herrera parte para a briga, após ver Abreu chutado no chão! Porrada!

Real Madrid Campeão da Copa do Rei!

21/04/2011

Esqueçam o “joguinho mais ou menos” disputado pela 32ª rodada do Campeonato Espanhol – já de posse do Barcelona – e que terminou em 1 a 1, com dois gols de pênalti e sem nenhuma emoção. A Final da Copa del Rey de Espanha foi uma batalha épica, um clássico jogado ao limite e com as duas equipes buscando o gol do início ao fim da partida! Emocionante, simplesmente emocionante para quem viu a peleja transmitida pela TVE, TV Espanhola, com direito a dois narradores, sim isso mesmo, um narrador para cada equipe!

O Madrid vence a Copa del Rey e comemora a conquista diante do Barça!

José Mourinho aprendeu com a derrota por 5 a 0, ainda no primeiro turno do nacional, e buscou alternativas para conter o poderoso Barcelona de Messi, Iniesta, Xabi, Villa e Daniel Alves – hoje o melhor time do futebol mundial. Já no empate de sábado, o domínio territorial foi do Barcelona, mas a posse de bola não resultou em pressão direta ao gol de Casillas. Ontem, Mourinho surpreendeu ao escalar três volantes, sendo Pepe zagueiro por vocação, e ainda assim conseguir imprimir ritmo de jogo ao primeiro tempo. A cabeçada de Pepe, que explodiu na trave de Pinto, poderia ter mudado completamente o panorama tático da partida, mas o placar em branco foi um presente para Pep Guardiola que viu seu Barça perdido em campo.

Se a primeira etapa foi do Madrid, o Barcelona dominou totalmente as ações nos últimos 45 minutos do tempo regulamentar, e só não fez um ou dois gols pelos milagres operados pelo capitão Casillas. Messi, Pedro, Villa, todos pararam nas defesas salvadoras do goleiro da seleção espanhola. O Real Madrid só ameaçava nos contra-golpes e Cristiano Ronaldo perdeu duas boas chances de quebrar a sequência invicta do clube catalão. Aos 46, Di María feza bela jogada individual, bateu no ângulo e o goleiro Pinto evitou o gol que seria decisivo pelo adiantado do tempo. Prorrogação à vista e mais emoções no Estádio Mestalla, em Valência.

Cristiano Ronaldo chega ao gol de nº 42 na temporada 2010/2011!

Marcelo, Di María e Cristiano Ronaldo! O improvável aconteceu e saiu dos pés desses três jogadores! As bolsas de apostas de Londres certamente tiveram que esvaziar os cofres após a bela tabela de Marcelo com Di María que acabou na cabeçada indefensável de CR7! Gol do Real Madrid! Gol de Cristiano Ronaldo! Goooooooool do título! Os jogadores do Barcelona não acreditaram quando viram a bola estufar as redes de Pinto… Não sabiam nem como dar a saída de jogo novamente… Perdidos e confusos apenas tocaram a pelota de um lado a outro enquanto o segundo tempo da prorrogação se esvaia aos poucos… Apito final e muita festa nas ruas de Madrid e para os torcedores merengues espalhados pelo mundo!

José Mourinho é incontestavelmente o melhor treinador de futebol do mundo! Montou uma equipe equilibrada, que soube marcar, fechar os espaços e ainda assim agredir o adversário. Mourinho conquistou taças em mata-mata em quatro países: Portugal, Inglaterra, Itália e agora na Espanha. Na temporada passada, pela Internazionale, o treinador português conquistou todos os títulos disputados, incluindo a Coppa Itália 2009/2010. Comandando o Porto venceu a Taça de Portugal 2002/2003 e a Supertaça Portuguesa 2003-2004; pelo Chelsea foram mais títulos: duas Curling Cup 2004-2005 e 2006-2007, uma Taça da Inglaterra 2006-2007 e uma Supercopa da Inglaterra em 2005. Alguém ainda quer contestar o portuga?

Copa do Rei da Espanha

Final – Barcelona 0 x 1 Real Madrid (20/04/2011)

Barcelona: Pinto; Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Adriano; Busquets (Keita), Xavi e Iniesta; Pedro, Villa (Affelay) e Messi

Técnico: Pep Guardiola

Real Madrid: Casillas; Marcelo, Ricardo Carvalho (Garay), Sergio Ramos e Arbeloa; Pepe, Xabi Alonso e Khedira (Granero); Özil (Adebayor), Cristiano Ronaldo e Di María

Técnico: José Mourinho

Gol do Real Madrid: Cristiano Ronaldo, aos 12 minutos do primeiro tempo da prorrogação

Local: Mestalla, em Valência (ESP) / Árbitro: Alberto Undiano Mallenco (ESP)

Cartão Amarelo: Pedro, Adriano e Messi (Barcelona); Pepe, Adebayor, Di María e Xabi Alonso (Real Madrid)

Cartão Vermelho: Di María (Real Madrid)

Torcedores do Botafogo em festa!

18/04/2011

A torcida do Botafogo está tendo uma maravilhosa manhã de segunda! Sol, calor na Cidade Maravilhosa e vitória do time com uma incrível eliminação na Taça Rio. Não, não escrevi errado! A torcida que ama vaiar o Fogão no Engenhão está rindo de uma orelha a outra – mereceu até essa rima ridícula! O Botafogo venceu o America, jogou bem, dominou o adversário e mesmo assim está fora da briga pelo Campeonato Carioca. Não era isso que o torcedor queria? Joel Santana tinha a meta de conquistar mais esse campeonato e ficar marcado na história como o definitivo “Rei do Rio”, mas os alvinegros implicaram com o treinador – até com alguma razão – e minaram o trabalho até o fim.

“Queremos a Libertadores! Queremos o Mundial de Clubes da Fifa!” Ah, esse é o sonho de dez entre dez torcedores alvinegros, e claro, é o meu, mas como vencer tudo isso sem ter a capacidade de se classificar na pequena e insignificante Taça Rio? Como vencer a Taça Libertadores de America sem conseguir vencer sequer uma Taça Guanabara? Sonhar é bom, mas conquistar o que é possível é melhor ainda! O clube não tem dinheiro e estrutura para contratar craques como Ronaldinho Gaúcho, Diego Forlán ou Luis Fabiano. A diretoria acertou ao repatriar Maicosuel e ao apostar em Jobson. Reafirmo com convicção: Maurício Assumpção fez a escolha certa!

Estilo Lucio Flavio! Lucas cobrou falta com categoria! Ufa, finalmente alguém!

O mundo do “E se…” só existe nos quadrinhos da Marvel Comics e no reino da especulação, mas com Maicosuel em campo e Jobson com a cabeça no lugar, penso que a conquista do Bicampeonato Carioca aconteceria de maneira natural e seríamos hoje apontados como candidatos ao título da Copa do Brasil. A atual situação da equipe, novo treinador e com muitos desfalques, praticamente vaticinou o fim do primeiro semestre para o futebol alvinegro. É possível vencer o Avaí, quarta, na Ressacada, e passar para a próxima fase da competição, esse é um resultado possível. Mas devemos avaliar que um empate, ou uma derrota, também são resultados possíveis e não seria nem um pouco surpreendente.

O próximo jogo do alvinegro aconteceria apenas no dia 22 de maio, na estreia do BR-11, contra o Palmeiras, ou seja, um mês inteiro sem realizar uma partida oficial! Seria um mês longe dos torcedores, mas a famosa desculpa da “falta de ritmo de jogo” apareceria de cara, na primeira entrevista em caso de derrota para o time de Felipão. Caio Júnior precisa de tempo para treinar, é justo, mas vai ficar treinando bola parada e fazendo coletivozinho o mês todo? Hoje a diretoria decide de participa ou não do Troféu Carlos Alberto Torres que reúne as equipes classificadas em 3º e 4º lugar na Taça Rio. Como assim? O Botafogo cogita desistir de jogar uma competição oficial para ficar batendo bola em General Severiano?

Título é título! Troféu é troféu! Tem que entrar para ganhar! Tem que entrar com disposição e conquistar essa taça e colocar lá na sede, exposta junto com as outras eternas conquistas alvinegras! Não se foge da luta! Não podemos abrir mão de escrever a nossa própria história! Caio Júnior poderá experimentar e mexer na equipe ao mesmo tempo em que pode levar a primeira taça para a prateleira! O Botafogo não deve desistir de competir, de vencer e não pode se recusar a entrar em campo com a gloriosa camisa alvinegra!

Vamos, FOGO!

Loco Abreu não joga a toalha! Esse é o espírito! Assim é que tem que ser!

Ficha Técnica:

Taça Rio – 8ª Rodada: America 1 X 3 Botafogo (17/04/2011)

America: Paulo Wanzeler; Michel, Alan, Arcelino e Assis; Léo Oliveira (Emerson), Leandro, Bruno Reis e Paulo Roberto; Guilherme (Ruy) e Wellington

Técnico: Marcelo Buarque

Botafogo: Jefferson, Lucas, Antônio Carlos, João Filipe e Guilherme (Lucas Zen); Arévalo Ríos, Somália, Cidinho e Everton (Bruno Tiago); Herrera e Loco Abreu (Caio)

Técnico: Caio Júnior

Gols do Botafogo: Lucas, aos 13 minutos iniciais, Loco Abreu, aos 10 do segundo tempo, e novamente Lucas, aos 36 minutos da etapa final

Gol do America: Bruno Reis, aos 45 minutos do segundo tempo

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá

Cartão Amarelo: Guilherme (Botafogo) e Alan, Bruno Reis, Leandro e Michel (America)

Cartão Vermelho: Ruy (America)

Procura-se torcedor!

13/04/2011

O Botafogo de Futebol e Regatas, com sede em General Severiano, no Rio de Janeiro, procura torcedores que estejam dispostos a apoiar e amar um clube de futebol que já foi responsável direto por três títulos da Seleção Brasileira em Copa do Mundo, a saber, 1958, 1962 e 1970. Outros atrativos do pacote básico: conhecer a história de grandes craques do futebol mundial que atuaram pelo alvinegro como Nilton Santos, Mané Garrincha, Didi, Manga, Zagallo, Amarildo, Quarentinha, Jairzinho, Paulo César Lima, Gérson, Rogério e Roberto Miranda. Para os torcedores mais fanáticos temos a opção de ídolos recentes como Maurício, Paulinho Criciúma, Josimar, Valdeir, Gottardo, Gonçalves, Vágner, Sérgio Manoel, Donizete e Túlio Maravilha.

A diretoria do Botafogo não promete adiantamento de vencimentos, ou seja, os títulos podem demorar um pouco, mas apresenta uma bela sede social, no Palacete de General Severiano, na zona sul carioca, e atletas dispostos a honrar as tradições da Estrela Solitária, mas dentro do apertado orçamento que o clube dispõe. Não garante milagres e nem a compra da arbitragem – que historicamente sempre atrapalha a equipe. Só pede que esse “novo” torcedor vá para o moderno Estádio Olímpico João Havelange com a intenção de apoiar e torcer pelo time do coração! O Botafogo não precisa de vaias e apupos dentro de sua própria casa!

Ao contrário da torcida, Loco Abreu acreditou no lance e fez o gol de empate!

Esse novo torcedor já teria sido muito importante hoje, no primeiro mata-mata das Oitavas de final da Copa do Brasil. O Avaí atuou como se estivesse em campo neutro e voltará para Santa Catarina sem sentir “a pressão de jogar no Rio”. Os jogadores do Botafogo irão até a Ressacada felizes! Irão jogar longe dos palavrões e insultos de sua própria torcida e quem sabe até podem voltar com a classificação na bagagem. É certo que precisarão de um padrão tático e de muito inspiração para reverter a vantagem catarinense, mas longe do Engenhão e dessa terrível torcida tudo pode acontecer, até milagres…

Caio Júnior conferiu bem de perto o drama que Joel Santana viveu em 14 meses no banco de reservas alvinegro. Aos 13 minutos de jogo, João Filipe erra um passe bobo e o mundo desaba no estádio! Parte da torcida inicia inacreditáveis gritos de “Cuca! Cuca!” Como assim? O elenco é fraco e jogava na retranca no esquema Papai Joel, a torcida não gostava e clamava pela demissão do folclórico treinador. Caio Júnior chegou para mudar esse panorama, mas com os mesmos jogadores e os torcedores, muito inteligentes, acham que essa mudança será feita com varinha de condão… Parecido não é igual e Caio Júnior não é o Harry Potter!

Não é camisa 10! Everton não é articulador de jogadas e sim meia-atacante!

O João Filipe ficou nervoso com as vaias e atrapalhou toda a defesa no lance do segundo gol; o Antônio Carlos se perdeu com os erros do companheiro de zaga; o Alessandro voltou a ser sistematicamente vaiado a cada toque na bola; o Márcio Azevedo não se apresenta ao ataque com medo de ser xingado pela torcida e o Caio Júnior foi pressionado a mexer no time e acabou se enrolando todo nas substituições. É tudo culpa do torcedor? Claro que não, mas como dizem os norte-americanos, é “Fifty-fifty”.

O Tottenham foi eliminado pelo Real Madrid, na Liga dos Campeões, perdendo os dois jogos e mesmo assim o torcedor que lotou o White Hart Lane cantou e apoiou o time o tempo inteiro, do apito inicial ao apito final! Os jogadores ingleses, em retribuição, correram os noventa minutos, suaram a camisa, tentaram de tudo, mas não conseguiram vencer em casa, no jogo da volta. Claro que a superioridade de Cristiano Ronaldo & Cia era evidente, mas o torcedor compareceu em peso e incentivou o Tottenham mesmo em desvantagem! Pena ser tão caro importar torcida com cotação em Euro…

Vamos, FOGO!

Que sufoco! Cortês já pediu protetores de ouvido para jogar em paz!

Copa do Brasil

Oitavas de Final – Jogo 01: Botafogo 2 x 2 Avaí (13/04/2011)

Botafogo: Jefferson, Alessandro (Somália), João Filipe, Antônio Carlos e Márcio Azevedo (Cortês); Marcelo Mattos, Arévalo Ríos, Everton e Caio; Herrera (Lucas) e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Avaí: Renan, Felipe (Acleisson), Gian, Cássio e Julinho; Diogo Orlando, Marcinho Guerreiro, Bruno e Marquinhos Gabriel; Willian (Evandro) e Rafael Coelho (Fabiano)

Técnico: Silas

Gols do Botafogo: Herrera, aos 22, e Loco Abreu, aos 45 minutos iniciais

Gols do Avaí: Willian, aos 13, e Rafael Coelho, aos 21 minutos do 1º tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 5.574 presentes / Renda: R$ 77.400,00

Árbitro: Fabrício Neves Correa

Cartão Amarelo: Gian, Cássio, Juninho, Diego Orlando (Avaí), Marcelo Mattos e Antônio Carlos (Botafogo)

Ainda o Campeão da Taça Rio!!!

12/04/2011

A derrota deste domingo para o time da Gávea pode ser considerado um resultado de jogo e não será determinante em caso de uma não-classificação para as semifinais da Taça Rio. O que custará uma possível eliminação não será uma derrota, e sim um empate – ou dois empates. O Botafogo perdeu os dois clássicos que disputou no returno, Vasco e Flamengo, mas a perda de pontos para equipes pequenas é que pesará na hora da definição.

Erro de marcação! É para rir? Jefferson não acredita na bobeada de Somália!

O empate em 0 a 0 com o Boavista até poderia ser considerado um bom resultado, já que o time tinha dez desfalques, mas jogamos melhor, tivemos oportunidades e, mesmo com os reservas, era possível ficar com os três pontos. Outro resultado catastrófico aconteceu diante do limitado Resende, na rodada passada, com o elenco completo e muitos gols pedidos! São esses quatro pontos que estão atravancando a classificação botafoguense para a próxima fase da Taça Rio.

Ricardinho, Marcinho, Andrezinho… Só isso? Apostar em jogadores velhos, que brilharam no passado e que agora só aparecem vez ou outra. Ricardinho recebia uma baba no Atlético-MG e arrumou confusão com três técnicos diferentes até ser demitido! Marcinho está passeando no Mundo Árabe de onde os jogadores sempre chegam fora de forma e demoram meses para conseguir entrar em campo.

Caio Jr. está reestruturando a equipe, mas ainda falta um camisa 10!

Das possíveis contratações a mais interessante é a de Andrezinho, reserva de luxo no Internacional, que pode atuar como meia de ligação e ainda tem a vantagem das excelentes cobranças de falta. Sim, podem reclamar, mas desde a saída de Lucio Flavio para o futebol mexicano que não temos eficiência na bola parada!

O Vasco vai bem na Copa do Brasil e já está na semifinal da Taça Rio; o Flamengo já levantou a Taça Guanabara, luta pela Taça Rio e deve ter vida fácil na Copa do Brasil até a semifinal; o Fluminense está classificado para as semifinais no Carioca, mas sonha mesmo com um milagre na Libertadores e o Botafogo se recuperou na Copa do Brasil e depende do Vasco para chegar até o mata-mata da Taça Rio. O futebol carioca parece ter reencontrado o bom caminho e as partidas da próxima semana devem garantir emoções fortes aos torcedores!

Vamos, FOGO!

O time partiu em busca do empate e cedeu muitos espaços na defesa!

Ficha Técnica:

Taça Rio – 7ª Rodada: Botafogo 0 x 2 Flamengo (10/04/2011)

Botafogo: Jefferson, Alessandro, João Filipe, Antônio Carlos e Somália (Guilherme); Marcelo Mattos, Arévalo Ríos, Bruno Tiago (Lucas) e Everton (Caio); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Flamengo: Felipe, Léo Moura, Welinton, David Braz e Rodrigo Alvim; Maldonado, Willians (Fierro), Renato Abreu e Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid (Diego Maurício)

Técnico: Vanderlei Luxemburgo

Gols do Flamengo: Thiago Neves (2)

Local: Engenhão (RJ) / Público: 21.422 presentes / Renda: R$ 487.905,00

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães

Cartão Amarelo: Willians, Wellinton, Maldonado, David Braz, Ronaldinho Gaúcho e Felipe (Flamengo). Somália, Everton, Arévalo Ríos, João Filipe, Herrera, Loco Abreu, Antônio Carlos e Caio (Botafogo)

Herrera + Loco Abreu = Gols!

07/04/2011

É impossível não comparar a forma de atuar da equipe, com os mesmos jogadores, na gestão Joel Santana e agora na gestão Caio Júnior. O Botafogo que antes entrava em campo recuado e esperando o adversário para jogar apenas nos contra-ataques ficou no passado. O famigerado e criticado 3-5-2 do Papai Joel, com os laterais presos e o os atacantes isolados, foi substituído por um eficiente 4-3-3, onde temos duas situações bem distintas: ataque e defesa.

Quando o time é atacado, a defesa alinha com Antônio Carlos, João Filipe, Alessandro e Márcio Azevedo, mas antes, ainda no campo adversário, Arévalo Ríos, Marcelo Mattos e Bruno Tiago dão o primeiro combate na linha divisória, o que favorece as roubadas de bola e propiciam contra-ataques mais perigosos. Os três homens de frente continuam ajudando na marcação, mas sem a obrigatoriedade de acompanhar o lateral oponente.

Esse “novo Botafogo” prefere jogar com a bola dominada e toques de pé em pé – Ufa! Finalmente acabaram os chutões! – e o desenho tático mostra que Arévalo Ríos recua para ajudar na saída de bola dos zagueiros, o uruguaio tem um bom passe, ao mesmo tempo em que Alessandro e Márcio Azevedo abrem pelas laterais com o apoio de Bruno Tiago, pela esquerda, e Marcelo Mattos, pela direita.

Trio ofensivo! Everton atuou praticamente como um ponta-esquerda!

Com essa pequena mudança de posicionamento, o time consegue girar a bola de um lado ao outro sem necessariamente passar pelo sempre congestionado meio de campo. Herrera e Everton atuaram quase como pontas e Loco Abreu faz o papel de pivô com perfeição, abrindo espaços para as subidas dos laterais e dos homens de criação.

Antes do primeiro gol alvinegro, aos 30 minutos iniciais, Herrera e Everton perderam chances incríveis de abrir o placar e sempre em jogadas pelo chão, no toque de bola e na velocidade dos laterais Márcio Azevedo, que fez sua melhor partida até agora, e Alessandro, que nunca chegou tanto à linha de fundo como ontem! O gol foi de cabeça, mas o balon foi todo trabalhado num contra-ataque perfeito, arquitetado por Marcelo Mattos, como bem enfatizou Loco Abreu na entrevista para o SporTV, no intervalo de jogo.

No segundo tempo, nada de acomodação, nada de pensar no clássico de domingo e nada de correr riscos desnecessários! Era mesmo o Botafogo? Logo aos nove minutos, após belo lançamento de Everton, Herrera rolou para Abreu garantir a classificação para as Oitavas de final! Com o jogo resolvido, o técnico Caio Júnior passou a observar os jogadores e ainda viu o xará Caio marcar o terceiro, de pênalti, numa cobrança que em nada lembrou a batida horrorosa do penal desperdiçado contra o Coritiba, no ano passado, durante o amistoso no Couto Pereira.

Caio aprendeu a bater pênalti? Deve ser o exemplo de Loco Abreu!

Caio Júnior pôde ver num jogo decisivo que o time, com o tempo, vai assimilar a nova forma de jogar e pode até gostar de atuar com a bola nos pés. Na análise individual, o treinador também deve ter ficado satisfeito com o que viu. Márcio Azevedo finalmente estreou com a camisa alvinegra; João Filipe formou boa dupla com Antônio Carlos e deixou o torcedor menos preocupado; Arévalo Ríos foi fundamental nas roubadas de bola para os contra-ataques; Lucas apareceu como boa opção para o meio de campo; Everton atuou melhor tendo companhia na armação das jogadas; Marcelo Mattos sabe combater e tem habilidade para sair jogando; Herrera erra, perde gols, mas não abaixa a cabeça e Loco Abreu é artilheiro.

O caminho é longo, a Copa do Brasil é difícil e a situação na Taça Rio segue indefinida, mas atuando dessa forma, no ataque, com garra e vontade de vencer, certamente veremos o torcedor alvinegro de volta ao Engenhão e o pequeno público de ontem, pouco mais de seis mil pessoas, será multiplicado por três já nas próximas partidas.

Vamos, FOGO!

Loco Abreu teve apenas duas chances de arremate e não deixou passar!

Copa do Brasil

Segunda Fase – Jogo 02: Botafogo 3 x 0 Paraná (06/04/2011)

Botafogo: Jefferson, Alessandro, João Filipe, Antônio Carlos e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Arévalo, Bruno Tiago (Lucas) e Everton; Herrrera (William) e Loco Abreu (Caio)

Técnico: Caio Júnior

Paraná: Thiago Rodrigues, Paulo Henrique, Luciano Castán, Rodrigo Defendi e Lima; Serginho, Javier Méndez (Taianan) e Packer (Vinícius); Kelvin, Diego e Léo (Renato)

Técnico: Ricardo Pinto

Gols do Botafogo: Loco Abreu, aos 30 iniciais e aos 9 do segundo tempo, e Caio, aos 43 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 6.014 presentes / Renda: R$ 75.645,00

Árbitro: Cleber Wellington Abade

Cartão Amarelo: Serginho (Paraná)

Velhos problemas no Engenhão

04/04/2011

O técnico Caio Júnior pode ver neste domingo que terá muito trabalho pela frente, e, aliás, não só pela frente, mas pelos lados, pelo meio, pela defesa… O Botafogo fez um primeiro tempo digno da “Era Joel Santana”: lento, sem ambição, aceitando a marcação do Resende e com um ataque praticamente inofensivo. Antes era para derrubar o Joel e agora? Não existe explicação para a falta de entusiasmo dos jogadores e para a passividade apresentada nos 45 minutos inicias. Não é mais fácil fazer dois ou três gols e “andar” no segundo tempo?

Márcio Azevedo & Márcio Rosário – que dupla sertaneja! É para quem tem um bom coração e passou por um check-up recente! O lateral-esquerdo não consegue dar sequência a nenhum lance sem antes parar a bola e tentar aquele driblezinho manjado cortando para o meio e depois voltando, é de enlouquecer. O zagueirão é limitado, compensa a falta de técnica com muita dedicação, isso é inegável, mas querer sair no toque, na habilidade com essa dupla de Márcios é cometer um suicídio tático! Antônio Carlos deve estar rezando um rosário para acelerar a volta do Fábio Ferreira!

Zagueiro-artilheiro! Antônio Carlos faz o que o ataque não consegue: gols!

Quem está acendendo velas para a volta do Maicosuel? Todos os botafoguenses do mundo, o Caio Júnior e também o Everton! O garoto é esforçado, corre, tenta tabelar, mas é impossível estabelecer um diálogo ofensivo com os jogadores de meio-campo nesse time. O Somália melhorou na segunda etapa, jogando na lateral, porque teve espaços com o recuo do Resende. É imperdoável ver o Somália usando a camisa 7 no Botafogo! Dá logo a 10 pra ele, mas a 7 não! A direção do Botafogo, ou até mesmo o estatuto do clube deveria proibir que jogadores de marcação cheguem perto do mítico número 7!

O empate foi ruim, a exibição foi ruim, mas ao menos as substituições do Caio Júnior foram coerentes. Ele não conhece o elenco, não sabe totalmente das características de cada jogador, mas está mexendo no time melhor do que o Natalino… Sei que não é muito, mas já é um começo. O Bruno Tiago entrou bem, ajudou na frente e deu combate no meio-campo, mas precisa treinar exaustivamente chutes a gol! Ele tem vaga garantida no lugar do Somália enquanto o Maicosuel não assume o posto ali pela direita.

Temos que vencer bem o Paraná, nesta quarta, pela Copa do Brasil, para fazer a torcida lotar o Engenhão no duelo contra o Flamengo! Uma vitória no domingo praticamente assegura a vaga nas semifinais da Taça Rio.

Vamos, FOGO!

Loco Abreu perdeu dois gols que poderiam mudar a cara da partida!

Ficha Técnica:

6ª Rodada da Taça Rio: Botafogo 1 x 1 Resende (03/04/2011)

Botafogo: Jefferson, Alessandro (Bruno Tiago), Antônio Carlos, Márcio Rozário e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Rodrigo Mancha (Caio), Somália e Everton (Arévalo Ríos); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Caio Júnior

Resende: Eduardo, Tiago Bastos, Rogério, Anderson Conceição e Jefferson; Gabriel, Léo Silva, Marcel (Léo) e Valdeir; Alexandro (Elias) e Marcelo Régis (Ramon)

Técnico: Paulo Campos

Gol do Botafogo: Antônio Carlos, aos 30 minutos da etapa final

Gol do Resende: Rogério, aos 44 minutos do 1º tempo

Local: Engenhão (RJ) / Público: 4.733 presentes / Renda: R$ 61.015,00

Árbitro: Wagner dos Santos

Cartão Amarelo: Márcio Rozário, Márcio Azevedo (Botafogo) e Valdeir (Resende)

Herrera lutou, correu, mas não rendeu o que podia contra o Resende...

Sem essa de respeitar o adversário!

01/04/2011

Jogar em Curitiba, no Estádio Durval de Brito, é sempre complicado e as condições do gramado não eram as ideais para uma equipe leve e de bom toque de bola como a do Botafogo. Quando tudo indicava o contrário e o empate podia até ser visto como um bom resultado, eis que Caio Júnior decide tirar um volante e colocar um atacante logo na virada do intervalo. Sorte minha conhecer os jogadores alvinegros ou não acreditaria realmente que Willian, um garoto da base, estava entrando no lugar de Rodrigo Mancha – que já tinha um cartão amarelo e corria o risco de expulsão. Certamente isso nunca aconteceria na “Era Joel Santana”.

Os jogadores são os mesmos e o esquema tático semelhante, então o que mudou em tão pouco tempo? Na primeira etapa, o Botafogo não esperou o Paraná atacar para jogar no contra-ataque. O Botafogo não jogou como Bangu. O Botafogo jogou como Botafogo. E mesmo com todas as limitações do elenco, e elas são muitas, vimos que atacar é mesmo a melhor defesa.

No lugar certo, na hora certa! Willian faz o gol da vitória alvinegra!

O Botafogo não pode temer um adversário como o River Plate de Sergipe e não pode pensar em empatar com o modesto Paraná. O respeito, tão pregado em tempos politicamente corretos, deve ser usado nas entrevistas e nos bastidores, antes da partida, pois em campo o Botafogo tem que se impor como um dos maiores uniformes do futebol mundial.

A Estrela Solitária ajudou o Brasil a se tornar Tricampeão Mundial em 1958, 1962 e 1970 e quem entra em campo com a camisa alvinegra precisa conhecer e, aí sim, respeitar essa história. Quem deve respeitar o Botafogo é o Paraná. Quem deve temer algo é o torcedor paranista. Camisa não ganha jogo, mas paga salário, contrata jogador e faz milhões ostentarem mundo afora o amor por um clube de futebol.

Alessandro jogou com garra e venceu quase todas as disputas pela direita!

Não sei se Caio Júnior irá ser campeão pelo Botafogo como foi Joel Santana, e por duas vezes, ou irá cair quando os títulos não vierem, como aconteceu na “Era Cuca” que jogava bonito, sempre atacando e que venceu apenas duas edições da Taça Rio (2007 e 2008).

Só sei que nesse momento, nesse exato momento, a torcida precisa de um treinador como o Cuca, que goste de atacar e, curiosamente, entramos na famosa superstição alvinegra, já que Caio Júnior também jogava como meia-atacante como o Alexis Stival fazia no Grêmio. Ter três atacantes em campo sem o time estar perdendo… fiquei até emocionado! A Copa do Brasil desse ano está muito disputada e o caminho até a final será uma pedreira, mas jogando dessa forma podemos ao menos sonhar com essa conquista inédita para o clube.

Vamos, FOGO!

Fahel mostra que pode ser um bom reserva para o meio de campo!

Copa do Brasil

Segunda Fase – Jogo 01: Paraná 1 x 2 Botafogo (30/03/2011)

Paraná: Thiago Rodrigues; Paulo Henrique, Luciano Castán, Rodrigo Defendi e Henrique (Luisinho); Anderson, Camargo, Lima (Marquinhos) e Kelvin; Diego (Ricardinho) e Léo

Técnico: Ricardo Pinto

Botafogo: Jefferson, Alessandro, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Fahel); Rodrigo Mancha (William), Marcelo Mattos, Somália e Everton; Caio (Cidinho) e Herrera

Técnico: Caio Júnior

Gol do Paraná: Rodrigo Defendi, aos 18 minutos do primeiro tempo

Gols do Botafogo: Antônio Carlos, aos 17 minutos da etapa inicial e Willian, aos 2 minutos do segundo tempo

Local: Durval Brito (PR) / Público: presentes / Renda: R$ 74.900,00

Árbitro: Elmo Alves Resende

Cartão Amarelo: Henrique e Luciano Castán (Paraná); Rodrigo Mancha, Somália e Alessandro (Botafogo)

Cartão Vermelho: Luiz Camargo (Paraná) e Somália (Botafogo)