Archive for março \30\UTC 2011

100% Botafogo!

30/03/2011

Joel Santana deixou o comando do Botafogo nesta temporada após uma derrota para o Vasco da Gama, mas foi contra esse mesmo time que o treinador conseguiu três títulos no ano de 1997. Edmundo, Ramon, Carlos Germano, Felipe, Mauro Galvão, Pedrinho, Evair e Sorato, a equipe da Cruz de Malta tinha um timaço que acabaria vencendo o Campeonato Brasileiro, mas no Estadual não teve chances diante da Estrela Solitária que formava com Wagner, Wilson Goiano, Jorge Luis, Gonçalves e Jefferson; Marcelinho Paulista, Pingo, Djair e Aílton; Bentinho, Sorato e, claro, o amuleto Dimba. Alguma semelhança com 2010?

Com um forte esquema de marcação, que os implicantes chamariam de retranca, o Botafogo levou a Taça Guanabara de ponta a ponta, com 100% de aproveitamento, ou seja, invicto e vencendo todos os 12 jogos, incluindo a final contra o Vasco, por 1 a 0, gol de Gonçalves. A Taça Rio também foi para General Severiano e o torneio deveria ter acabado ali, mas um item do regulamento, escrito pelo Sr. Eurico Miranda, mandava a realização de um turno-extra para apontar um adversário para a final – se o Botafogo vencesse o 3º turno haveria o quarto turno?

O time campeão tinha Wagner, Gonçalves, Djair, Aílton e Sorato

Depois de muitas tramóias e arbitragens suspeitas, Botafogo e Vasco se enfrentaram na grande final. A vantagem era botafoguense, vencedor de dois turnos, e o time de Antônio Lopes precisava vencer os dois jogos decisivos para ficar com o título. Na primeira partida deu Vasco e o polêmico atacante Edmundo balançou a bundinha em frente ao zagueiro Gonçalves, num claro deboche ao time adversário.

O gesto mexeu com os alvinegros que comeram a grama no 2º jogo! Dimba, abençoado por Mané Garrincha, avançou pela ponta-direita, driblou dois, três, quatro marcadores, cortou o último e desferiu um tirambaço cruzado, de canhota, para estufar as redes de Carlos Germano!

É campeão! É campeão! É campeão! Um grito para cada título! Botafogo Campeão da Taça Guanabara 1997! Botafogo Campeão da Taça Rio 1997! Botafogo Campeão Carioca de 1997! Joel Santana pode até seguir receita de bolo naquela prancheta, pode sempre querer ter um Talismã, era o Dimba agora foi o Caio, pode sempre armar retranquinhas, pode ser folclórico e falastrão, mas aquele título foi inesquecível e o de 2010 também! Obrigado Joel!

Fogoooooo! Joel comemora o Campeonato Carioca de 1997!

Vamos, FOGO!

Botafogo Campeão Carioca de 1997

Treinador: Joel Santana

Goleiros: Wagner e Alex

Zagueiros: Gonçalves, Jorge Luis, Grotto e Alexandre Seixas

Laterais: Wilson Goiano, Jefferson, Bruno Carvalho, Marcelo Augusto e Arcelino

Volantes: Marcelinho Paulista, Pingo, Alemão, França e Cidiclei

Apoiadores: Djair, Aílton e Renato

Atacantes: Bentinho, Sorato, Dimba, Zé Carlos, Robson e Serginho

Dimba marcou um golaço na final e entrou para a história do Maraca!

“SOB NOVA DIREÇÃO”

26/03/2011

O Boavista entrou como grande favorito para o jogo deste sábado à noite. Não, não é demais afirmar que o Botafogo, com dez desfalques, pensava apenas em não perder para o vice-campeão da Taça Guanabara. Sem jogador, sem treinador, sem entrosamento e com derrota… Esse era o roteiro que o torcedor alvinegro dava como certo diante da equipe de Alfredo Sampaio, mas misteriosamente não foi isso que aconteceu, para surpresa geral de comentaristas e corneteiros! O Boavista não jogou como Boavista, jogou apenas como um time pequeno do Campeonato Carioca e o dito Misto-Frio do Fogão por pouco não arrancou os três pontos e reassumiu a liderança do Grupo B.

Renan, Alessandro, Antonio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Fahel, Marcelo Mattos, Somália e Fabrício; Caio e Willian. Esses foram os onze escolhidos pelo comando técnico alvinegro para iniciar a partida. Sim, o Botafogo entrou em campo no 4-4-2 e com dois homens mais avançados – tudo bem que um deles era o Somália… fazer o quê? E essa equipe fez um bom primeiro tempo, prendeu o Boavista na defesa e não sofreu pressão por parte da torcida que aguardou pacientemente o fim do jogo para protestar.

Arisco, Caio consegue se livrar dos zagueiros, mas sempre é derrubado...

É fato que o Caio Jr. terá muito trabalho pela frente, mas ao menos não iniciou seu ciclo no Botafogo com derrota. Dois problemas podem ser apontados com as observações feitas nesta partida e o primeiro será arrumar alguém para bater faltas e escanteios, Alessandro e Márcio Azevedo não podem continuar nessa missão. Caio Jr., o Harry Potter brasileiro, terá que fazer o Caio, atacante e xará, soltar a bola para outros jogadores com o uniforme igual ao dele.

O garoto produziu bem, driblou, correu, ajudou na marcação, chutou a gol e criou as melhores oportunidades do jogo, mas também prendeu a bola, matou contra-ataques, cansou de cair ao menor contato com o adversário e nunca, nunca tocava uma bola boa para um companheiro, sempre tocava como última opção.

Falta? Caio é derrubado mais uma vez e o juiz manda a pelota seguir!

A conta de erros do Márcio Azevedo já chegou ao limite e arrisco sentir saudades do Marcelo Cordeiro. Manter o lateral até o fim da partida foi uma clara decisão política para evitar as estrondosas vaias que certamente recairiam sobre o camisa 6. O Fabrício jogou bem enquanto teve pernas e ficou evidente que o Joel teve medo de escalá-lo ao lado do Everton nos jogos decisivos! O cara é destro e o Everton é canhoto! Qual o segredo? Porque improvisar o Somália como armador?

Não sei quem coordenou as substituições no banco de reservas, mas elas foram precipitadas e desestruturaram uma equipe já carente de conjunto. O Fabrício não se agüentava em pé e deveria ter saído, mas o certo seria recuar o Caio para puxar as jogadas pela direita ou colocar um meia-armador dos juniores.

Finalmente escalado, Fabrício jogou bem enquanto teve pernas...

A saída do Willian, que estava bem, fez o time perder uma boa presença de área e a entrada do Guilherme flutuando entre a esquerda e o meio não funcionou. Claro que esses problemas serão resolvidos com a volta dos titulares, mas não acertar em substituições simples já me parece motivo de preocupação.

O empate que era apontado como um bom resultado antes da bola rolar agora apareceu como castigo. Marcelo Mattos e Antonio Carlos deram segurança ao setor defensivo e Renan fez duas belas defesas na etapa final. Bem, a torcida fica com a vontade de ver o grupo completo jogando com a placa: “SOB NOVA DIREÇÃO”.

Antonio Carlos foi decisivo no resultado ao evitar gol do Boavista!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

5ª Rodada da Taça Rio: Boavista 0 x 0 Botafogo (26/03/2011)

Boavista: Thiago, Everton Silva, Gustavo, Bruno Costa e Paulo Rodrigues (Roberto Lopes); Julio César, Joílson, Leandro Chaves (Raphael Augusto) e Erick Flores (Fábio Fidélis); Max e André Luís

Técnico: Alfredo Sampaio

Botafogo: Renan, Alessandro, Antonio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Fahel, Marcelo Mattos, Somália e Fabrício (Guilherme); Caio (Cidinho) e Willian (Jairo)

Técnico: Flávio Tenius

Local: Moacyrzão (RJ) / Público: 2.108 presentes / Renda: R$ 18.870,00

Árbitro: William de Souza Nery

Cartão Amarelo: André Luís, Paulo Rodrigues e Max (Boavista). Fahel e Antônio Carlos (Botafogo)

Águas de Março…

22/03/2011

Joel Santana assumiu o comando do Botafogo após a terrível goleada sofrida por 6 a 0, para o Vasco, ainda na Taça Guanabara 2010, e deixou o clube após outra derrota para o Vasco, dessa vez por 2 a 0, pela Taça Rio 2011. Foram 14 meses dirigindo o time da Estrela Solitária e três títulos: Taça Guanabara 2010, Taça Rio 2010 e o Campeonato Carioca 2010. Foram 76 jogos, com 41 vitórias, 23 empates e 12 derrotas, 142 gols pró e apenas 58 contra, um aproveitamento de 64% dos pontos possíveis e a sexta colocação no Campeonato Brasileiro em 2010.

O pecado do Natalino, nesse início de temporada, foi não conseguir se adaptar aos anseios dos jogadores e de grande parte da torcida alvinegra. Elenco e arquibancada não agüentavam mais ver a equipe na defensiva! Loco Abreu foi o único a expor esse problema publicamente, mas jogadores como Herrera e Cajá não se mostravam muito satisfeitos em ter que recuar para ajudar na marcação. Caio aumentou a polêmica ao postar sua insatisfação no Twitter depois de entrar com a missão de acompanhar o lateral adversário.

Qualquer jogo, qualquer competição... Joel se irrita com falhas da defesa!

O título de 2010 jamais será esquecido e a luta, até a última rodada, pela vaga na Libertadores também encheu o alvinegro de orgulho, mas depois de um ano era de se esperar que treinador e diretoria conseguissem levar o Botafogo a jogar com mais técnica e qualidade. A quase eliminação ainda na primeira fase da Copa do Brasil diante do modestíssimo River Plate de Sergipe revelou toda a instabilidade do esquema tático de Joel. A liberação de Renato Cajá ao futebol chinês agravou a crise que parecia contornada após a bela exibição da equipe contra o Americano com a goleada por 4 a 0.

Pior do que a derrota para o Vasco, o Botafogo ainda é líder do Grupo B, foi a forma como a equipe atuou. A irritação do torcedor que estava no Engenhão chegou ao extremo com a saída de Everton e a manutenção do Somália. Erro duplo! O jogador deveria ter caído em campo, já que estava com câimbras nas duas pernas, e a torcida exagerou ao pedir a expulsão do treinador – o que de fato acabou ocorrendo.

Chuvas e trovoadas no céu alvinegro! Abreu e Joel entram em choque!

Futebol é paixão e paixão é desmedida. Agradeço ao Joel pelo resgate da auto-estima botafoguense, por vencer duas vezes o Flamengo em jogos decisivos, por bater o Vasco na decisão da Taça Guanabara e por eliminar o Fluminense na semifinal da Taça Rio. Fizemos um bom Campeonato Brasileiro e sexta colocação foi a melhor desde o título de 1995. Obrigado Joel!

Vale lembrar que esses não foram os únicos títulos que o Natalino conquistou em General Severiano! Em 1997 algo parecido ocorreu quando o Botafogo de Gonçalves e Dimba bateu o tão badalado Vasco de Edmundo & Cia. Joel era o comandante alvinegro! Vou escrever sobre o título de 97 depois.

Ligação afetiva! Joel e a foto com Nilton Santos na famosa prancheta!

Ficha Técnica:

Nome: Joel Santana

Data de Nascimento: 25/12/1948

Natural de: Rio de Janeiro (RJ)

Títulos pelo Botafogo:

Campeonato Carioca: 1997, 2010

Taça Guanabara: 1997, 2010

Taça Rio: 1997, 2010

Pisando em pedras ou em ovos?

21/03/2011

Depois da derrota no clássico deste domingo fica a pergunta: O Botafogo é um time limitado ou uma equipe mal armada? Alguns torcedores sequer pensam para responder e as vaias para Joel Santana já fazem parte do espetáculo no Engenhão. Devo confessar que não fui ao estádio nesse jogo e preferi ver todos os detalhes da humilhante derrota do conforto de casa e com os comentários da dupla do PFC. Pude conferir que o impedimento assinalado no gol de Herrera foi de marcação difícil, quase humanamente impossível, e que o bandeira só mexeu no instrumento quando percebeu que o argentino iria estufar as redes de Fernando Prass… no mínimo duvidoso, bem duvidoso.

Derrota humilhante? O leitor mais atento poderá reclamar do uso do adjetivo, mas reafirmo que a derrota de 2 a 0 para o Vasco foi mesmo humilhante! Foi humilhante, pois o Botafogo sequer levou preocupação ao goleiro adversário; foi humilhante, pois a zaga bateu cabeça e entregou uma bola digna das peladas do Aterro; foi humilhante, pois a equipe parecia um bando desordenado em campo; foi humilhante, pois levamos um gol de bicicleta, dentro da área, de um jogador limitado e com 1,69m; foi humilhante, pois a torcida vibrou com a expulsão do próprio treinador; foi humilhante, pois…

Rodrigo Mancha foi um dos poucos que se salvaram no vexame...

Joel Santana armou o time com três cabeças de área, sendo um deles um falso terceiro zagueiro, Rodrigo Mancha, prendeu os laterais na marcação, Lucas e Márcio Azevedo, e novamente colocou a camisa 10 num coitado, Éverton, e falou: “Se vira!” No ano passado, Lucio Flavio e Maicosuel tiveram a missão de carregar o piano sozinhos e na atual temporada Renato Cajá passou por esse aperto e agora é a vez do Éverton sentir o peso de ser o único armador da equipe!

O garoto se esforça, tenta, corre, mas é impossível escapar da marcação individual que os treinadores adversários esquematizam! Eduardo Costa dava o primeiro combate e logo depois chegava a cobertura. Todas as atenções se voltam para o camisa 10 botafoguense e ninguém aparece para levar o time ao ataque, tudo passa pelo “cara que está com 10”.

Esquema tático? Everton recuado e perdido no lado esquerdo do campo...

Qual o esquema tático utilizado no primeiro tempo pelo Joel? É difícil até tentar decifrar esse enigma! 3-5-2? Mas os laterais não subiam pro ataque! 5-3-2? Arévalo Ríos e Somália se preocupavam com os avanços inexistentes dos laterais! Acredito que o Botafogo jogou no 7-1-2, com sete homens plantados em frente ao gol do Jefferson, com o Éverton largado no meio de campo, com o Herrera marcando a saída de bola e com o Loco Abreu esquecido entre os zagueiros vascaínos. Se o Lucas não tinha liberdade ou segurança para atacar porque não escalar o Alessandro que sempre faz bons jogos contra o Vasco? E qual a razão de deixar o Marcelo Mattos no banco?

É certo que nem tudo é culpa do Joel, mas ele teve participação na montagem do elenco e sabia das deficiências do time. A liberação do Renato Cajá para o futebol chinês foi um erro maior do que se supunha na época e o preço desse erro pode ser a eliminação na Taça Rio e na Copa do Brasil.

Time perdido em campo e presa fácil para um limitado Vasco...

Quando o Maicosuel irá voltar? Vamos esperar eternamente a recuperação do Mago? Onde está o Fabrício? E o Araruama? Onde está o Rodrigo Dantas? E o Túlio Souza? Esses dois jogaram o segundo jogo da final do Carioca e foram bem. Não dava pra manter os dois no elenco até a volta do Maicosuel? Os salários eram astronômicos? A diretoria não conseguiu planejar as contratações e nem avaliar bem os jogadores que estavam no clube. Se está faltando apoiador no mercado porque liberar três de uma vez?

Mais perguntas sem resposta em General Severiano. E será que o Loco não pisa na mesma pedra duas vezes ou não quer ficar pisando em ovos? Ele sabe muito bem o que a equipe fez de errado contra o Vasco e disse isso na primeira rodada da Taça Guanabara. A torcida entendeu, mas parece que o Joel não consegue absorver as críticas de forma positiva. O maior problema é que sem o Joel vai ficar pior… Não existe técnico disponível no mercado…

Vamos, FOGO!

Jefferson fez quatro defesas incríveis e evitou a goleada!

Ficha Técnica:

4ª Rodada da Taça Rio: Vasco 2 x 0 Botafogo (20/03/2011)

Vasco: Fernando Prass, Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Eduardo Costa, Rômulo, Felipe e Bernardo (Felipe Bastos); Diego Souza (Elton) e Éder Luís (Leandro)

Técnico: Ricardo Gomes

Botafogo: Jefferson, Lucas (Marcelo Mattos), João Filipe, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Caio); Rodrigo Mancha, Arévalo Ríos, Somália e Everton (Alex); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gols do Vasco: Diego Souza, aos 13, e Eder Luis, aos 25 minutos da etapa final

Local: Engenhão (RJ) / Público: 31.265 presentes / Renda: R$ 724.360,00

Árbitro: Pericles Bassols

Cartão Amarelo: Eduardo Costa, Diego Souza, Ramon e Bernardo (Vasco); Loco Abreu, João Filipe, Everton, Rodrigo Mancha, Herrera e João Filipe (Botafogo)

A batalha de Munique!

16/03/2011

Louis van Gaal deve ter acordado nesta quarta com um gosto amargo na boca. A vitória por 1 a 0, em pleno Giuseppe Meazza, no jogo de ida das oitavas de final da Liga dos Campeões praticamente garantia uma sensação de tranquilidade para o time alemão. O Bayern de Munique entrou em campo completo, com os astros Ribéry e Robben em plena forma física e técnica e contando com a ajuda de quase 70 mil torcedores no Allianz Arena! Somente uma catástrofe poderia tirar a classificação das mãos do técnico holandês.

Ao fim do primeiro tempo – e que primeiro tempo! – Louis van Gaal estava com a costumeira posse arrogante e com o nariz apontado pra lua! “Sou o melhor treinador do mundo todo!” Ah, essa frase certamente passou pela cabeça do homem que dispensou o zagueiro Lúcio, por e-mail, antes do fim do contrato, em 2009, durante a Copa das Confederações. A vingança de Lúcio viria com o título da Champions League justamente contra o ex-time na temporada passada, mas o destino preparou outra amarga surpresa para o Luizinho holandês.

A terrível falha de Júlio César no gol de Mário Gomez desestabilizou a Internazionale que sofreu a virada, minutos depois, em novo erro da zaga, desta vez com Thiago Motta. Parecia que não seria uma noite muito boa para os brasileiros. Como nada é definitivo no esporte, Júlio César fez duas grandes defesas e a primeira etapa terminou em bom momento para os italianos.

Nota 10! Samuel Eto'o jogou muito e desequilibrou a partida em Munique!

O caminho para o vestiário não deve ter sido nada agradável, mas a Inter de Milão mostrou que sabe lidar com a pressão e com o resultado adverso, afinal não se conquista três títulos na mesma temporada sem méritos. Vale lembrar que esse mesmo time, com Mourinho no comando, faturou o Campeonato Italiano 2009/2010, a Copa da Itália 2009/2010 e a Liga dos Campeões 2009/2010. E mesmo a turbulenta passagem de Benítez rendeu dois títulos: a Supercopa da Itália 2010 e o Mundial Interclubes da Fifa em dezembro de 2010.

Logo aos cinco minutos do segundo tempo, Leonardo arriscou tudo e colocou o jovem Philippe Coutinho na vaga do nervoso Stankovic. Coutinho tratou de colocar a bola no chão e começou a trocar bons passes com Sneijder. Mas a principal arma italiana para empatar e conseguir o gol da histórica classificação foi Samuel Eto’o. O camaronês abriu o placar logo aos 3 minutos e deu duas assistências perfeitas para Sneijder e Pandev! Uma partida para levar a nota 10! E o Júlio César? Fez duas defesas impressionantes na segunda etapa e se redimiu das falhas cometidas nos dois jogos contra o Bayern de Munique.

Ah, não posso me esquecer de avisar ao Luisinho holandês qual é o problema dele! Louis van Gaal, essa dor de estômago tem nome e sobrenome: Lucimar da Silva Ferreira! Você o conhece como Lúcio mesmo e… ele jogava no seu time, não é incrível como o mundo dá voltas?

Emoção! O brasileiro Leonardo comandou a Inter numa partida histórica!

Liga dos Campeões da Europa

Oitavas de Final – Bayern de Munique 2 x 3 Inter-ITA (15/03/2011)

Bayern de Munique: Kraft, Lahm, Breno (Kroos), Van Buyten (Badstuber) e Pranjic; Luiz Gustavo, Schweinsteiger, Robben (Altintop), Müller e Ribéry; Gomez

Técnico: Louis van Gaal

Inter-ITA: Julio César, Maicon, Lúcio, Ranocchia e Chivu (Nagatomo); Thiago Motta, Cambiasso e Stankovic (Coutinho); Sneijder; Pandev (Kharja) e Eto’o

Técnico: Leonardo

Gols do Bayern de Munique: Mário Gomes, aos 20, e Müller, aos 30 do primeiro tempo

Gols da Inter-ITA: Eto’o, aos quatro iniciais. Sneijder, aos 17, e Pandev, aos 42 minutos do segundo tempo

Local: Allianz Arena (ALE) / Árbitro: Pedro Proença (POR)

Cartão Amarelo: Luiz Gustavo e Breno (Bayern de Munique); Lúcio, Thiago Motta, Pandev e Kharja (Inter-ITA)

Nagatomo aproveita para mandar uma mensagem aos compatriotas!

Vontade, determinação e atitude!

12/03/2011

O Botafogo foi para o vestiário no intervalo recebendo os aplausos da torcida e, na mesma partida, o Botafogo deixou o campo, ao fim do segundo tempo, também sob aplausos da exigente torcida botafoguense. Parece sonho? Foi verdade? Sim, foi verdade e aconteceu pela primeira vez em 2011, na 3ª rodada da Taça Rio, diante do perigoso Americano de Campos. E o que mudou no time que irritava a torcida dias atrás? Atitude, vontade, determinação e coragem! Foi assim que a equipe jogou nesta noite de sábado!

Joel Santana atribuía o péssimo rendimento do time ao início de ano, ao início de temporada, ao início de campeonato, ao início de etc., etc., etc. Pode ser que em alguns jogos o forte calor carioca tenha realmente atrapalhado a evolução do Botafogo, mas perder para o River Plate do Sergipe é impossível! Empatar com Bangu, Macaé e deixar a liderança de bandeja para o Fluminense foi ridículo! A perda da Taça Guanabara não representa apenas um título a menos em General Severiano, representa ter que enfrentar o time da Gávea na final e ter que vencer a Taça Rio. E foi com esse espírito que os jogadores alvinegros pisaram no gramado do Engenhão hoje!

Os três volantes alvinegros tiveram atuação segura neste sábado.

O esquema com três zagueiros parece que foi abolido de vez, mas é preciso lembrar que Joel não conta com mais zagueiros no elenco e que Antônio Carlos estava machucado, mesmo assim é algo a ser comemorado. No 4-4-2, a equipe fica mais ofensiva e sem perder o poder de marcação. Lucas e Márcio Azevedo chegaram bem ao ataque, Arévalo, Rodrigo Mancha e Somália deram o combate no meio e ainda cobriram as subidas dos laterais. Na frente, Everton, o novo camisa 10, fez um bom e animador primeiro tempo e a dupla Mercosul deu conta do recado.

O “filho preferido do papai” não estava bem até acertar um lindo passe para Loco Abreu fazer o segundo gol do Botafogo e o oitavo dele no campeonato. O uruguaio foi até o Somália e fez questão de agradecer ao jogador pelo excelente lançamento. O posicionamento pode ter atrapalhado. Não entendi a razão do Somália, destro, cair pela esquerda e o Everton, canhoto, cair pela direita… Não entendi mesmo. Será que o Joel acha que eles têm algo em comum com o Sneijder ou com o Robben?

Quando tudo parece funcionar não custa arriscar, certo? João Filipe se aventurou no ataque com a famosa arrancada, ganhou o escanteio e na sequência fez um belo gol, com muita categoria! Fogoooo! Aplausos e alegria no Engenhão. Para fechar a goleada só faltava um gol com bola rolando para o Herrera e ele aconteceu após bela enfiada de Lucas. Botafogo líder, jogando bem, com goleada e gols dos homens de frente! Joel acertou nas substituições e foi feliz na escalação. É hora de pensar em vencer o clássico contra o Vasco e carimbar de vez a vaga nas semifinais da Taça Rio.

Vamos, FOGO!

Vibração! O zagueiro João Filipe jogou bem e ainda anotou um belo gol!

Ficha Técnica:

3ª Rodada: Botafogo 4 x 0 Americano (12/03/2011)

Botafogo: Jefferson, Lucas (Alessandro), João Filipe, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Guilherme); Rodrigo Mancha, Arévalo, Somália (Caio) e Everton; Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Americano: Jefferson, Ayrton (Felipe), Élson, Gustavo Breda e Carlos Alberto; Índio (Renan), Marciel, Flavio Medina, Gustavinho e Éberson; Diego (Léo Santos)

Técnico: Toninho Andrade

Gols do Botafogo: Herrera, aos 14, e Loco Abreu, aos 27 iniciais. João Filipe, aos cinco, e novamente Herrera, aos 25 da segunda etapa

Local: Engenhão (RJ) / Público: 2.946 pagantes / Renda: R$ 70.870,00

Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro

Cartão Amarelo: Somália (Botafogo), Ayrton e Carlos Alberto (Americano)

Renato Cajá e o negócio da China!

12/03/2011

Renato Cajá chegou ao Botafogo para compor o elenco de 2010 e ser uma sombra para o contestado apoiador Lucio Flavio. Foram poucos jogos, poucos gols e um pênalti perdido na temporada, contra o Cruzeiro, o que indicava uma saída melancólica de General Severiano, mas a camisa 10 caiu no colo de Cajá com a transferência de Lucio Flavio para o futebol mexicano. Era a oportunidade que o jogador sempre procurou e a chance de dar a volta por cima num grande clube do futebol brasileiro!

O ano de 2011 começou com golaços, boas exibições e a titularidade que Renato Cajá tanto almejava, mas eis que surge uma proposta irrecusável da… China! Um verdadeiro negócio da China! Jogador e clube aceitaram na hora – ou de uma hora pra outra – e Cajá deu entrevistas dizendo que “estava saindo dando dinheiro ao clube”. O poderoso Guangzhou Evergrande, da primeira divisão do futebol chinês, desembolsou R$ 4 milhões pelos direitos econômicos do apoiador, mas apenas parte disso irá para os cofres alvinegros.

 

Sempre marcado! Renato era o único armador de jogadas do time!

Renato Cajá não conhece o novo clube – até aí nenhum problema, já que eu também não conheço e uma busca pela internet revela que alguns brasileiros jogam por lá como o atacante Muriqui, ex-Atlético-MG e o zagueiro Paulão, ex-Grêmio. O grande dilema disso tudo é que o clube também não conhece o atleta que está contratando. Não é incrível? Cajá revelou que falou ao telefone com o presidente do Guangzhou Evergrande e que esse perguntou onde ele tinha jogado! Como assim? “Ele também perguntou onde eu havia jogado e quis saber mais sobre minhas características – afirmou o jogador”.

Bem, parece brincadeira, não é Gérson? Até posso ouvir o Canhotinha de Ouro comentando o fato. André Limoeiro, botafoguense e assíduo leitor do blog, desabafou num e-mail engraçado e infelizmente verdadeiro:

– Contrataram o cara sem saber nada dele e ele acha isso normal… Eu também quero ir jogar bola na China! Já joguei no Flamengo, na escolinha (mas ninguém precisa saber disso), e em vários times do Brasil (times de pelada, mas ninguém precisa saber disso). Tenho como características vigor físico, bom passe, boa colocação e minha finalização está melhorando muito.

Sozinho na armação, Cajá era presa fácil para o treinador adversário!

O que diferencia o Limoeiro do Cajá não é o suco – não resisti ao trocadilho, hehehe! – mas o nosso leitor não conta com um empresário rodado e experiente. O cara vendeu um produto que ninguém conhece, vai entregar a mercadoria, sim jogador de futebol é uma mercadoria, e pronto: quatro milhões no bolso! É certo que o jogador precisa de dinheiro, a carreira é curta, blábláblá, mas ir para um centro desconhecido é dar adeus a qualquer chance de ser lembrado na profissão.

Bem, é isso! Adeus Cajá! E obrigado pelos nove gols marcados em quase 14 meses de Botafogo. Foi pouco, não? Acho que não rolou o DVD…

Renato Cajá comemora um dos poucos gols marcados pelo Botafogo!

Ficha Técnica:

Apelido: Renato Cajá

Nome Completo: Renato Adriano Jacó Morais

Data de Nascimento: 15/09/1984 (26 anos)

Natural de: Cajazeiras – PB

Posição: Apoiador

Títulos pelo Botafogo:

Campeonato Carioca: 2010

Taça Guanabara: 2010

Taça Rio: 2010

A vaca quase foi pro brejo!

09/03/2011

O Botafogo de Joel Santana é líder do Grupo B da Taça Rio com seis pontos conquistados em duas vitórias, mas segue jogando mal. O time bateu o Nova Iguaçu nesta Quarta-feira de Cinzas pelo placar mínimo e deixou o campo vaiado pela torcida. Joel inventou, errou e teve sorte de não sofrer o empate no fim do jogo. É visível que o comandante alvinegro não comanda mais nada e que a equipe parece um bando desordenado. O pouco das jogadas ensaiadas pelo ex-treinador Cuca que ainda eram utilizadas se perdeu com a saída de Lucio Flavio e agora não resta ao Botafogo nem mesmo a famosa bola levantada na área.

A Copa do Brasil é caminho mais curto para a Libertadores e se tornou uma obsessão da diretoria botafoguense, mas sem um time guerreiro, com variações de jogadas, muita marcação e planejamento é quase inviável pensar que esse grupo irá levantar o caneco e colocar o Botafogo novamente na maior competição da América. Lamentavelmente iremos brigar para vencer a Taça Rio e enfrentar o time da moda outra vez na final do Estadual. Estadual. O Glorioso virou um time estadual.

Everton comemora o primeiro gol com a camisa alvinegra!

Vamos, FOGO!

Ficha Técnica:

Taça Rio

2ª Rodada: Nova Iguaçu 0 x 1 Botafogo (09/03/2011)

Nova Iguaçu: Diogo, Paulo Henrique (Mossoró), Leonardo Luiz, Alex e Cortês; Amaral (Lukian), Luan, Marquinhos (Wallace) e Dieguinho; Maycon e William

Técnico: Josué Teixeira

Botafogo: Jefferson, Lucas (Alessandro), João Filipe (Caio), Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Rodrigo Mancha, Arévalo, Bruno e Everton (Guilherme); Herrera e Loco Abreu

Técnico: Joel Santana

Gol do Botafogo: Everton, aos 10 minutos iniciais

Local: Raulino de Oliveira (RJ) / Público: 2.984 presentes / Renda: R$ 34.930,00

Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga

Cartão Amarelo: Alex, Amaral (Nova Iguaçu); Everton, Márcio Azevedo, Alessandro, Jefferson, Herrera, Márcio Rosário (Botafogo)

Cartão Vermelho: Alex (Nova Iguaçu)

Vendido! Renato Cajá não teve tempo nem para despedidas!

1ª Rodada: Botafogo 4 x 2 Volta Redonda (05/03/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Rodrigo Mancha, Bruno, Everton (Arévalo Ríos) e Renato Cajá (Alex); Caio (Fabrício) e Herrera

Técnico: Joel Santana

Volta Redonda: Mauro; Serginho, Padovani, Ávalos e Fabinho (Tiago Costa); Jonílson, Léo Gonçalves, Jhonattann e Gláuber; Jean (Bruno Lança) e Pedro Henrique (Arthur)

Técnico: Dario Lourenço

Gols do Botafogo: Herrera, aos quatro, e Caio, aos 19 minutos da etapa inicial. Rodrigo Mancha, aos 57 segundos, e Alex, aos 11 minutos do segundo tempo

Gols do Volta Redonda: Jhonattann, aos 22, e Ávalos, aos 41 iniciais

Local: Engenhão (RJ) / Público: 3.219 presentes / Renda: R$ 67.700,00

Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá

Cartão Amarelo: Márcio Azevedo, Rodrigo Mancha, Everton e Caio (Botafogo), Jonílson e Jhonattann (Volta Redonda)

Cartão Vermelho: Léo Gonçalves e Gláuber (Volta Redonda)

Esse é o Botafogo 2011?

03/03/2011

O técnico Joel Santana respirou aliviado após a classificação do Botafogo para a 2ª Fase da Copa do Brasil, mas tanto os torcedores que foram ao Engenhão quanto os que viram o jogo pela TV não estão nada felizes. A equipe teve “uma semana cheia para trabalhar”, como gostam de dizer os boleiros, mas isso não se refletiu em campo. O mesmo aconteceu contra o Flamengo na semifinal da Taça Guanabara e é certo questionar o preparo físico do time nesse início de ano.

Jogando no 4-4-2, por necessidade e não por opção, Joel lançou Lucas e Everton para deixar o Botafogo extremamente ofensivo – para os padrões natalinos do nosso treinador, é claro! A esperada pressão inicial não veio e a primeira chance de gol só apareceu aos 20 minutos com Caio. O time de Sergipe sentiu, recuou ainda mais e Herrera, aos 24, quase abriu o placar. Mesmo sem Loco Abreu, machucado, a principal jogada alvinegra era a bola alçada na área e Caio, aos 34, e Renato Cajá, aos 35, exigiram belas defesas do goleiro Max. E nada de gol no Engenhão!

Herrera lutou, correu, mas não conseguiu fazer um gol no tempo normal.

O River Plate passou 38 minutos se defendendo e Jeferson foi um expectador privilegiado da pelada. Justo aos 38, o atacante Bibi, do alto dos seus 1,63, desferiu uma cabeçada mortal e lá estava o Camisa 1 para confirmar o grito das arquibancadas: “O melhor goleiro do Brasil!” Ufa! Susto no canil! Desespero de Joel Santana, bronca de Antônio Carlos e os jogadores de defesa olhando para um lado e para o outro procurando entender o que aconteceu. Ainda bem que não temos mais o Max guardando a meta botafoguense!

Se Jeferson mostrava segurança na defesa, Herrera era pura raça e determinação no ataque. Aos 39, o argentino ganhou uma bola perdida, se embolou com o zagueiro e foi derrubado! Falta marcada! O goleiro Max e o zagueiro Bebeto fizeram uma lambança e a bola espirrou pra dentro do gol. Foi gol? A bola entrou? O bandeirinha correu para o meio de campo e o juiz validou o 1 a 0. Se a Fifa não quer tecnologia no futebol…

A Fifa quer tudo na mesma! É o futebol no tempo do "Você decide!" Foi gol?

Antes do intervalo, aos 47, Herrera poderia ter garantido a classificação, mas perdeu gol sem goleiro, dentro da pequena área. O sinal de que o sofrimento seria obrigatório veio logo aos 40 segundos da etapa final quando Everton mandou uma bomba na trave! Era noite de sofrer e apelar para a mística alvinegra! As oportunidades de gol foram ficando escassas e quando apareciam o ataque alvinegro desperdiçava! Aos nove, Herrera recebeu belo passe de Cajá e chutou para fora; Alex, aos 17, tentou o ângulo de Max e perdeu boa chance; um minuto depois Herrera tentou driblar Max e foi desarmado. A última oportunidade clara de gol apareceu aos 34 e novamente Max salvou o River Plate após bela cabeçada de Alex!

A classificação nos pênaltis diante de um adversário sem tradição como o River Plate de Sergipe só revela uma incrível fragilidade no esquema tático armado por Joel Santana. O Botafogo não tem jogadas ensaiadas, tabelas e tampouco uma movimentação surpresa dos jogadores. O time fica estático esperando a bola girar de um lado para o outro. Nem o que funcionou em 2010 acontece em 2011! Ninguém sabe bater falta nesse time? Joel precisa treinar a bola parada e escolher um batedor oficial de faltas. Não é possível que ninguém saiba cobrar um escanteio decente numa equipe da primeira divisão do futebol brasileiro!

Joel Santana recebe o apoio dos jogadores. Ele é o único culpado?

Pênalti é sorte? Depois de passar vergonha diante do flamengo, na semana passada, ao menos dessa vez os jogadores tiveram frieza e capacidade para converter todas as quatro cobranças. Márcio Rosário surpreendeu pela calma; Herrera, que só perdeu uma penalidade com a camisa alvinegra, converteu com categoria; Antônio Carlos cobrou com eficiência e Lucas colocou a bola no ângulo! Quanta diferença entre esses pênaltis e os cobrados por Somália, Everton e Renato Cajá!

É hora de esquecer a Taça Guanabara e focar na conquista da Taça Rio. É hora de esquecer o River Plate de Sergipe e vencer o Paraná. É hora de deixar de ser o Botafogo melancólico que empatou com o Bangu e voltar a ser o Botafogo guerreiro que derrotou o atual campeão brasileiro!

Vamos, FOGO!

Jeferson celebra a classificação e a convocação para a Seleção Brasileira!

Copa do Brasil

Primeira Fase – Jogo 02: Botafogo 1 x 0 River Plate-SE (02/03/2011)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Márcio Rosário e Márcio Azevedo (Alessandro); Rodrigo Mancha, Bruno, Everton (Alex) e Renato Cajá (Fabrício); Caio e Herrera

Técnico: Joel Santana

River Plate-SE: Max; Gláuber, Bebeto, Valdson e Pedrinho; Bruno Ramos (Lucas), Fernando Pilar, Wallace e Éder (Fábio Júnior); Bibi (Da Silva) e Bebeto Oliveira

Técnico: Aílton Silva

Gol do Botafogo: Gol contra aos 40 minutos da etapa inicial

Local: Engenhão (RJ) / Público: 3.901 presentes / Renda: R$ 74.900,00

Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira (MG)

Cartão Amarelo: Márcio Rosário, Bruno Tiago e Antônio Carlos (Botafogo); Bebeto Oliveira, Bruno Ramos, Bebeto, Pedrinho e Da Silva (River Plate-SE)