Espanha e Holanda fazem final inédita

Um gol. Apenas um gol. A seleção de Vicente Del Bosque conseguiu o passaporte para a grande final da Copa do Mundo 2010 vencendo seus adversários pelo placar mínimo na fase de mata-mata. A Espanha estreou no mundial com uma surpreendente derrota para a Suíça por 1 a 0. A recuperação aconteceu contra a fraquíssima Honduras, 2 a 0. Na terceira rodada da fase de grupos, a classificação esteve ameaçada até o apito final e a vitória de 2 a 1 sobre o Chile revelou um time com bom toque de bola, mas sem poder de finalização.

No confronto de oitavas de final, contra o Portugal, David Villa anotou o solitário gol, aos 17 minutos do segundo tempo, e foi só. Os espanhóis entraram como favoritos diante do Paraguai nas quartas de final, mas tomaram um sufoco e novamente Villa, aos 38 do segundo tempo, achou o gol salvador. A Jabulani ainda bateu três vezes na trave paraguaia antes de entrar. Como é difícil fazer um gol!

Puyol não toma conhecimento de ninguém e mete a cabeça na Jabulani!

A Alemanha também sofreu um revés na fase de grupo com a derrota de 1 a 0 para a Sérvia, mas conseguiu duas boas vitórias: 4 a 0 na Austrália e 1 a 0 sobre Gana. O caminho alemão até a semifinal foi mais difícil. Nas oitavas, o clássico contra a Inglaterra era considerado o grande jogo do mundial até o momento e a goleada por 4 a 1 aumentou a confiança da torcida alemã. Mas como parar a Argentina de Maradona, Messi, Tevez e Higuaín? Parecia uma tarefa das mais difíceis, mas Klose, Müeller e Podolski não tomaram conhecimentos dos hermanos e sapecaram outra goleada: 4 a 0.

Os espanhóis fizeram seis gols em cinco partidas, média de 1,2 gol/jogo, já os alemães balançaram as redes adversárias 13 vezes, nos cinco jogos, com média de 2,6 gol/jogo. Mesmo sem Thomas Müeller, suspenso, o técnico Joachim Löw podia contar com o talento de Schweinsteiger, Özil, Podolski e com o artilheiro Klose. A seleção alemã entrou em campo como favorita, mas ninguém apostava em nova goleada.

Schweinsteiger, com as mãos na cabeça, não acredita na bobeada alemã

A Espanha foi surpreendida pela tática paraguaia no confronto anterior e resolveu usar a mesma artimanha contra os alemães. Vicente Del Bosque adiantou a marcação e sufocou a Alemanha no campo defensivo. Nos primeiros 25 minutos, a posse de bola espanhola chegou a 67%, mas como nas partidas anteriores, nada de chutes contra a meta de Neuer.

Schweinsteiger, Özil e Podolski não encontravam espaços para avançar e eram completamente anulados por Xavi, Xabi Alonso e Busquets. Klose travava um duelo perdido contra Puyol e Piqué. O zero a zero na etapa inicial deixou as duas torcidas nervosas no Moses Mavhida.

Ramos e Piqué tentam fazer o que os alemães não conseguiram: parar Puyol

O segundo tempo seguia com o mesmo roteiro e ficou claro que a partida seria decidida no detalhe. Qualquer erro seria fatal. Aos 27 minutos, a defesa alemã cometeu a primeira falha de marcação e Puyol não perdoou.

Após cobrança de escanteio, o zagueiro do Barcelona apareceu livre na área e, de cabeça, tirou um zerinho do placar. O desespero tomou conta do selecionado alemão que partiu com tudo para o ataque. A ofensiva alemã deixou avenidas nos lados do campo, dando espaços para as arrancadas de Pedro e David Villa.

Apagadão! Isolado entre os zagueiros espanhóis, Klose passou em branco

O técnico Joachim Löw cometeu o segundo erro alemão no jogo: manteve o rápido e habilidoso Cacau no banco e lançou o desastrado e pesadão Mário Gomes (não, não é o ator global) para tentar um milagre na bola aérea. Nada funcionou e Löw ainda foi obrigado a ver o grandalhão Gomes atrapalhar três bons ataques no finzinho da partida.

Espanha e Holanda possuem estilos semelhantes de jogo, muito controle da posse de bola e poucas jogadas incisivas. A grande final será cadenciada, estudada e o campeão será aquele que cometer menos erros, dentro e fora de campo.

Torcida faz a festa em Madrid. Hum, isso me lembra uma espanhola!

Ficha técnica:

Alemanha 0 X 1 Espanha

Alemanha: Neuer, Lahm, Friedrich, Mertesacker e Boateng (Jansen); Schweinsteiger, Khedira (Mario Gomez) e Özil; Trochowski (Kroos), Klose e Podolski

Técnico: Joachim Löw

Espanha: Casillas, Sergio Ramos, Piqué, Puyol e Capdevila; Xabi Alonso (Marchena), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa (Torres) e Pedro (David Silva)

Técnico: Vicente del Bosque

Gol da Espanha: Puyol, aos 27 minutos da etapa final

Estádio: Moses Mavhida, em Durban / Público: 60.960

Data/hora: 07/07/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Viktor Kassai (HUN)

Auxiliares: Gabor Eros (HUN) e Tibor Vamos (HUN)

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