Espanha e Paraguai fazem duelo espetacular!

O Paraguai não conseguiu a classificação inédita para a semifinal da Copa do Mundo 2010, mas o técnico Gerardo Martino pode se orgulhar da forma como a seleção jogou. A Espanha sofreu, e põe sofrimento nisso, para vencer os paraguaios na última partida das quartas de final. Antes do jogo, a imprensa esportiva indagava qual seria o placar. As conversas giravam em torno do número de gols que David Villa faria e qual seria o tamanho da goleada espanhola.

Não teve goleada, não teve passeio no Ellis Park e não teve show da Fúria! O gol de David Villa, aos 38 minutos do segundo tempo, não foi o último da retumbante goleada espanhola e sim o gol salvador de uma classificação difícil, suada e muito comemorada pela comissão técnica e pelos jogadores.

A equipe paraguaia começou o jogo marcado a saída de bola e encurralando a Espanha no campo de defesa. Os espanhóis não conseguiam trocar três passes seguidos sem serem pressionados e o recuo de bola para Casillas era o desafogo dos zagueiros. Num desses recuos, aos dois minutos, Santana interceptou a Jabulani e quase abriu o placar. Aos oito, novo susto em cabeçada de Riveros.

A Espanha não jogava, não tinha o domínio do jogo e não conseguia exibir o toque de bola característico da seleção de Vicente Del Bosque. Aos 41, Valdez recebeu na área e estufou as redes de Casillas. A alegria durou pouco e o impedimento estava assinalado.

A primeira etapa foi muito estranha. O Paraguai impediu que a poderosa Espanha tivesse o controle do jogo e foi quem levou mais perigo ao gol de Casillas que parecia agradecido com o apito que indicou o intervalo. O que esperar do segundo tempo? Um jogo decisivo de Copa do Mundo!

Cardozo entrega o canto, bate mal e Casillas fica com a Jabulani!

Quem esperava uma Espanha diferente logo no inicio da segunda etapa se decepcionou e o panorama tático não se alterou. Aos 13 minutos aconteceu o lance que finalmente iria incendiar a partida. Cardozo sobe para escorar cobrança de escanteio e é agarrado por Piqué. Pênalti claro que a arbitragem não ignora. Euforia em Assunção!

Cardozo, artilheiro e campeão português pelo Benfica, bateu muito mal na bola e permitiu defesa sem rebote de Iker Casillas. O juiz Carlos Batres deveria ter mandado voltar a penalidade já que houve invasão em massa de espanhóis. Nada feito.

Na sequência do lance, o goleiro espanhol despachou a bola para o ataque, Villa e Alcaraz se embolaram e Batres, longe da jogada, chegou correndo e apontando para a marca penal. Confusão instaurada no Ellis Park.

Que defesa! Villar acerta o canto e espalma a cobrança de Xabi Alonso!

Xabi Alonso cobrou com categoria e correu pro abraço. Goooool da Espanha! Não, não, parou, parou. Batres com peso na consciência – sabe-se lá por qual dos dois erros – mandou repetir a cobrança alegando invasão de jogadores espanhóis. Ah, agora ele viu, né?

Alonso novamente bate na bola, mas decide mudar o canto e escolhe justo o canto preferido de Villar que espalma a Jabulani para o lado. Vários espanhóis aparecem enlouquecidos para pegar o rebote – claro que todos invadiram a área mais uma vez – e no tumulto Villar derruba Fábregas! Pênalti! Pênalti? O árbitro guatemalteco pensa bem e decide que já teve a sua cota de lances polêmicos: aponta apenas escanteio. Os espanhóis enlouquecem de vez!

A partida que era estudada e cadenciada se transformou num jogo aberto com os dois times querendo o gol a qualquer custo. Emoção em mais uma bela partida de quartas de final! Os paraguaios devem ter se espelhado na façanha uruguaia e partiram para o ataque. A Espanha só pensava na semifinal contra a Alemanha. Era ataque da Espanha, contra-ataque paraguaio. Ataque paraguaio, contra-ataque espanhol. E numa dessas idas e vindas apareceu a estrela do artilheiro do mundial!

Bem ao estilo Túlio Maravilha: a bola bate nas duas traves antes de entrar!

David Villa estava no local certo e na hora certa, faro de artilheiro. Aos 38, Iniesta arranca, abre espaço, invade a área e serve Pedro que acerta a trave direita do goleiro paraguaio. Villa fica com o rebote, limpa um marcador e chuta… na trave! A Jabulani corre em cima da linha, belisca a trave esquerda e morre dentro do gol de Villar. É muito drama para um jogo só!

E a emoção não acabou! Gerardo Martino manda o Paraguai atacar mais ainda e aos 43, Lucas Barrios faz bela jogada e chuta cruzado. Casillas espalma e Roque Santa Cruz, na corrida, manda um balaço à queima-roupa para sensacional defesa do goleiro do Real Madrid! Que jogo! Espetáculo! Uma partida de futebol emocionante e imprevisível até o apito final.

Três bolas na trave! O goleiro Villar se desespera com o gol espanhol!

Quando Carlos Batres apitou pela última vez, os espanhóis não comemoraram uma goleada avassaladora, mas sim uma classificação difícil, muito difícil e fizeram questão de cumprimentar os jogadores paraguaios. Momentos emocionantes que entrarão para a história dos mundiais. Cardozo, chorando copiosamente, escondia o rosto e era consolado por Sérgio Ramos.

Nada de violência, insultos e troca de empurrões. Paraguaios e espanhóis sabem que fizeram de tudo para vencer a partida e, infelizmente, só uma seleção teria essa honra. A Espanha agora começa a pensar uma forma de frear os alemães. Mas esse é um outro capítulo.

Ah, e a Larissa Riquelme? Decidiu ficar peladona do mesmo jeito, com ou sem classificação paraguaia!

Toda serelepe! Após a vitória, Sara Carbonero entrevista o goleiro-namorado!

Ficha técnica:

Espanha 1 X 0 Paraguai

Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Piqué, Puyol (Marchena) e Capdevilla; Xabi Alonso (Pedro), Busquets, Xavi e Iniesta; Villa e Torres (Fabregas)

Técnico: Vicente del Bosque

Paraguai: Villar; Verón, Da Silva, Alcaráz e Morel Rodriguez; Victor Cáceres (Barrios), Santana, Barreto (Vera) e Riveros; Cardozo e Valdez (Santa Cruz)

Técnico: Gerardo Martino

Gol da Espanha: David Villa, aos 38 minutos da etapa final

Estádio: Ellis Park, em Joanesburgo

Data/hora: 03/07/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Carlos Batres (GUA)

Auxiliares: Leonel Leal (CRC) e Carlos Pastrana (HON)

Cartão Amarelo: Piqué, Sergio Ramos (ESP), Alcaraz, Victor Cáceres e Morel Rodriguez (PAR)

Como diria Roberto Baggio: "Pênalti não é coisa que se perca!"

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