Archive for junho \30\UTC 2010

Espanha se impõe e joga como favorita ao título!

30/06/2010

Gooooooooooooooooooooooool de David Villa! É da Espanha!

Com cinco minutos de bola rolando no Green Point, na Cidade do Cabo, o goleiro Eduardo já estava ofegante em campo e gritando enlouquecido com a zaga portuguesa. O técnico Carlos Queiroz decidiu usar contra a Espanha, numa partida de oitavas de final, a mesma tática utilizada contra a Costa do Marfim, na primeira rodada da fase de grupos, e contra o Brasil, no jogo anterior, ou seja, jogar na retranca e dar chutões para a corrida de Cristiano Ronaldo, o mega-star-craque-interplanetário-português-lusitano.

Nos dois jogos o placar foi o mesmo: zero a zero. Será que Queiroz planejava decidir a vaga nos pênaltis? Seria Eduardo um novo Dida ou um Taffarel luso? Jamais saberemos. Os portugueses conseguiram empatar na estreia, em partida normalmente nervosa, quando as equipes estudam mais do que atacam, e não podemos nos esquecer que Drogba ainda recuperava a forma física depois da lesão no braço. O empate entre Brasil e Portugal era bom para as duas equipes: os brasileiros ficariam com o primeiro lugar no grupo e os portugueses garantiriam a classificação. Foi um empate amistoso.

Cristiano Ronaldo x David Villa: o português não deu nem para a saída!

Os espanhóis estavam devendo uma boa exibição na Copa do Mundo e Portugal se mostrou o adversário perfeito! Deixar a Espanha dominar o meio de campo, trocar passes sem ser incomodada e ditar o ritmo do jogo é suicídio, mas o técnico português confiava no seu sistema defensivo, que estava invicto até então no mundial, para deter o ímpeto espanhol.

Iniesta, Xabi Alonso e Xavi tiveram total liberdade para armar as jogadas e municiar o ataque formado por Fernando Torres e David Villa. E essa liberdade resultou na taquicardia do goleiro Eduardo que foi obrigado a fazer três defesas sensacionais em menos de dez minutos de jogo! O primeiro tempo foi marcado pela pressão espanhola, pelas defesas de Eduardo e pela inoperância do ataque português.

Essa não deu para Eduardo: Villa estufa as redes portuguesas

Na segunda etapa, o panorama não mudou e Cristiano Ronaldo começou a dar um show de displicência e narcisismo. O portuguesinho fica mais tempo olhando para o telão e ajeitando o topete do que preocupado em jogar bola.

Uma verdadeira diva dos campos de futebol! O craque Heleno de Freitas teria vergonha de ver um jogador assim! Cristiano Ronaldo mostrou nesta Copa do Mundo que é bom no Playstation, nos comerciais da Nike, ou como dizemos no Aterro do Flamengo: “Jogador de play, garoto de condomínio!”

"Levanta daí, garoto! Vai fazer o dever de casa! Anda!"

David Villa ensinou como se deve jogar uma partida de mata-mata numa Copa do Mundo! Não fosse a intervenção do goleiro Eduardo em três ou quatro oportunidades, Villa já seria o artilheiro isolado do mundial. O arqueiro português obrigou o time de Vicente Del Bosque a se superar e valorizou a conquista espanhola.

Villa precisou chutar duas vezes antes de anotar o gol da classificação da Espanha. No fim, um patético Carlos Queiroz mandava em vão a seleção lusitana avançar e nem a entrada de Liedson e Danny resultaram em perigo para Casillas.

Jogadores espanhóis comemoram o gol de Villa, o gol da classiciação!

Cristiano Ronaldo nem chegou a sujar o uniforme ou a desmanchar o topete. Ele poderia ir direto para o estúdio gravar um comercial: só assim para ficar bem na fita! Ah, será que ele foi escolhido o melhor jogador da partida pela Fifa?

"Sujou a camisa brincando com os amigos? Já pro banho, menino!"

Ficha técnica:

Espanha 1 X 0 Portugal

Espanha: Casillas, Sergio Ramos, Puyol, Piqué e Capdevila; Busquets, Xabi Alonso (Marchena), Xavi e Iniesta; Torres (Llorente) e Villa (Pedro)

Técnico: Vicente del Bosque

Portugal: Eduardo, Ricardo Costa, Ricardo Carvalho, Bruno Alves e Coentrão; Pepe (Pedro Mendes), Tiago e Raul Meireles; Simão (Liedson), Hugo Almeida (Danny) e Cristiano Ronaldo

Técnico: Carlos Queiroz

Gol da Espanha: David Villa, aos 17 minutos da etapa final

Estádio: Green Point, em Cidade do Cabo / Público: 62.955

Data/hora: 29/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Hector Baldassi (ARG)

Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Hernán Maidana (ARG)

Cartão Amarelo: Xabi Alonso (ESP); Tiago (POR)

Cartão Vermelho: Ricardo Costa (POR)

Torcida espanhola acredita na conquista da Copa do Mundo 2010!

Paraguai bate Japão nos pênaltis!

30/06/2010

Um jogo com forte marcação no meio de campo, poucos espaços e mínimas chances de gol. A primeira etapa teve um leve domínio paraguaio que buscava o ataque com toque de bola, enquanto os japoneses apostavam apenas nos contra-ataques e na velocidade de Honda. Sem conseguir escapar da retranca nipônica, a equipe de Gerardo Martino rifava a bola com passes longos e lançamentos equivocados.

Perigo para os goleiros somente depois dos vinte minutos de jogo e sempre em lances individuais. Aos 24, Lucas Barrios driblou dois zagueiros, clareou e bateu cruzado para defesa de Kawashima. Aos 28, após confusão na área, Roque Santa Cruz, livre de marcação, pega muito mal na Jabulani e desperdiça a principal chance de gol paraguaia. O Japão respondeu com Matsui que acertou um chutaço no travessão de Villar.

Torcedoras japonesas apostavam na velocidade de Honda contra o Paraguai

No segundo tempo, o Paraguai voltou melhor, acuou a equipe japonesa e poderia ter decidido a classificação nas jogadas de bola aérea, mas com o tempo correndo a pressão virou afobação. Honda, apagado, não conseguiu repetir a boa atuação que teve contra a Dinamarca e pareceu ter sentido a responsabilidade de liderar o ataque japonês.

Os times entraram exaustos na prorrogação e nem mesmo 120 minutos de futebol foram suficientes para fazer a rede balançar no Loftus Versfeld, em Pretória. Paraguaios e japoneses iriam decidir a vaga na loteria dos pênaltis. Sorte ou capacidade de concentração? Quem apostou na famosa calma oriental perdeu o dinheiro!

Villar acerta o canto, salta em direção à Jabulani e...

...para desespero de Komano a bola explode no travessão!

Os goleiros não tiveram espaço para brilhar dessa vez. Barreto, Lucas Barrios, Riveros, Valdez e Cardozo foram decididos para a bola e deram uma aula de como cobrar penalidades em decisão. Os japoneses também foram bem e apenas Komano chutou no travessão. Tristeza para os comedores de sushi e muita alegria para Larissa Riquelme em Assunção!

O Paraguai é o quarto sul-americano classificado para as quartas de final!

Cardozo bate o pênalti com categoria e garante vitória paraguaia!

Ficha técnica:

Paraguai 0 X 0 Japão (5×3)

Paraguai: Villar; Bonet, Da Silva, Alcaraz e Morel Rodriguez; Ortigoza (Barreto), Vera, Riveros e Benitez (Valdez); Lucas Barrios e Santa Cruz (Cardozo)

Técnico: Gerardo Martino

Japão: Kawashima, Komano, Nakazawa, Túlio Tanaka e Nagatomo; Abe (Nakamura), Matsui (Okazaki), Endo, Hasebe; Okubo (Tamada) e Honda

Técnico: Takeshi Okada

Pênaltis do Paraguai: Barreto, Barrios, Riveros, Valdez e Cardozo

Pênaltis do Japão: Endo, Hasebe e Honda

Estádio: Loftus Versfeld, em Pretória

Data/hora: 29/06/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Jerome Bleeckere (BEL)

Auxiliares: Peter Hermans (BEL) e Walter Vromans (BEL)

Cartão Amarelo: Mitsui, Nagatomo, Honda, Endo (JAP) e Riveros (PAR)

Larissa, torcedora símbolo do Paraguai, em rara foto bem corportada

Paraguaios em Pretória: A Larissa é nossa! A-ha! U-hu! Ô Larissa eu vou...

Luis Fabiano e Kaká comandam a vitória brasileira

28/06/2010

Só faltou o gol: Kaká dominou o meio de campo contra o Chile

O técnico Marcelo Bielsa, apelidado de El Loco Bielsa na Argentina, de louco não tem nada e por isso armou a equipe chilena para tentar surpreender o Brasil logo nos minutos iniciais. A ideia de Bielsa, muito coerente, era fazer 1 a 0, deixar os discípulos de Dunga nervosos e explorar os contra-ataques com Alexis Sánchez e Suazo. O Chile marcava forte com duas linhas de quatro e estava preparado para enfrentar o meio-campo brasileiro.

Bielsa só não contava com a ausência de Felipe Melo, poupado, machucado, cortado… isso não importa! O que importa é que Daniel Alves, pela direita, Kaká, centralizado, e Ramires, pela esquerda, não guardavam suas posições iniciais e trocavam de lado a todo instante. Demorou um tempo para a marcação chilena achar o jogo brasileiro e quando isso aconteceu outra arma mortal da seleção funcionou: a bola aérea!

Gooooooool! Juan sobe sozinho e estufa as redes chilenas!

Até a cobrança de escanteio, aos 34 minutos do primeiro tempo, tudo estava se desenrolando bem dentro do plano traçado por Bielsa, mas Juan tratou de aniquilar as pretensões chilenas ao escorar cobrança de escanteio e abrir o placar.

A estratégia desmoronou e três minutos depois, Kaká deixou Luis Fabiano na cara do gol. O Fabuloso driblou Bravo, ajeitou o corpo, deu um tapinha de leve na Jabulani e foi agradecer o excelente passe do camisa 10 brasileiro.

Sem afobação: Luis Fabiano passa por Bravo e empurra a bola com carinho

No segundo tempo, a pergunta nas mesas dos bares era só uma: “Vamos ganhar de quanto?” Quem apostou em 3 a 0 acertou em cheio! Ramires levou o terceiro cartão amarelo e vai fazer muita falta contra a Holanda. E sem trocadilhos, por favor!

Ao contrário do truculento Felipe Melo que só sabe bater e tocar a bola lateralmente, Ramires fecha a entrada da área brasileira e ainda avança em velocidade quando tem a posse de bola. E foi numa dessas arrancadas do ex-cruzeirense que Robinho aproveitou para dar números finais a partida: Brasil 3 x 0 Chile.

Na entrevista coletiva, após o jogo, Dunga disse que arma a equipe para cada confronto e que irá pensar em como montar a seleção para enfrentar Robben e Sneijder. Para sorte dos holandeses Ramires não joga, mas teremos Luis Fabiano, Kaká, Robinho, Lúcio, Juan, Júlio César

Kaká comemora mais uma boa atuação com a camisa 10 do Brasil

Ficha técnica:

Brasil 3 X 0 Chile

Brasil: Julio Cesar, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto SIlva, Ramires, Daniel Alves e Kaká (Kleberson); Robinho (Gilberto) e Luis Fabiano (Nilmar)

Técnico: Dunga

Chile: Bravo, Isla (Millar), Contreras (Rodrigo Tello), Jara e Fuentes; Carmona, Vidal e Beausejour; Sánchez, Suazo e Mark González (Valdivia)

Técnico: Marcelo Bielsa

Gols do Brasil: Juan, aos 34, e Luis Fabiano, aos 37 minutos iniciais. Robinho, aos 14 minutos do segundo tempo

Estádio: Ellis Park, em Joanesburgo

Data/hora: 28/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Howard Webb (ING)

Auxiliares: Darren Cann (ING) e Michael Mullarkey (ING)

Cartão Amarelo: Kaká, Ramires (BRA) e Vidal, Fuentes, Millar (CHI)

Pedala, Robinho! O santista é esperança de gols contra a Holanda!

Robben + Sneijder = bom futebol!

28/06/2010

Arjen Robben: esse sabe tratar a Jabulani com carinho!

O técnico holandês Bert van Marwijk estava esperando por Arjen Robben, a torcida holandesa queria ver Robben em ação e até Sneijder, finalmente, encontrou alguém para dialogar no meio de campo laranja. A Holanda ataca em peso e defende em bloco, parece uma massa laranja e compacta.

A marcação começa na saída de bola adversária com Van Persie, Robben, Sneidjer e Kuyt. Qualquer descuido resulta em rápido contra-ataque com três, quatro, cinco holandeses e os passes precisos de Sneijder agora encontram os pés de Robben.

A seleção holandesa dominou completamente o primeiro tempo e podia ter resolvido a classificação em lances individuais da dupla Robben-Sneijder, mas o goleiro Mucha não entrou em campo para ser um mero expectador e fez questão de sujar o uniforme. Só não teve como evitar o belo gol de Robben, após um passe milimétrico de Sneijder.

Robben em ação: jogada tradicional e bola na rede!

A pressão holandesa não resultou em bola na rede e o intervalo fez bem aos eslovacos que voltaram com mais disposição para a etapa final ou, quem sabe, acreditando que outra zebra era possível, afinal não estamos na África?

A Eslováquia eliminou a Itália do mundial contado com os gols de Vittek. Mas nessa tarde o artilheiro eslovaco demorou a brilhar e desperdiçou duas boas chances, dentro da área, quando a Holanda vencia por 1 a 0 e buscava apenas o contra-ataque.

O jogo estava aberto, mas as duas equipes falhavam na hora do arremate e somente aos 39 minutos Sneijder fez o gol da tranquilidade holandesa. Ainda teve tempo para Vittek sofrer e cobrar um pênalti aos 48, mas a sorte já estava lançada: Holanda 2 x 1 Eslováquia.

Os holandeses cruzam o caminho do Brasil e de Dunga mais uma vez.

Sneijder + Robben = preocupação para Lúcio e Juan!

Ficha técnica:

Holanda 2 X 1 Eslováquia

Holanda: Stekelenburg, Van der Wiel, Hitinga, Mathijsen e Van Bronckhorst; Van Bommel, De Jong e Sneijder; Kuyt, Van Persie (Huntelaar) e Robben (Elia)

Técnico: Bert van Marwijk

Eslováquia: Mucha; Pekarik, Skrtel, Durica e Zabavnik (Jakubko): Kucka, Stoch, Weiss e Hamsik (Sapara); Jendrisek (Kopunek) e Vittek

Técnico: Vladimir Weiss

Gols da Holanda: Robben, aos 18 minutos iniciais, e Sneijder, aos 39 da etapa final

Gol da Eslováquia: Vittek, de pênalti, aos 48 minutos do segundo tempo

Estádio: Moses Madhida, em Durban

Data/hora: 28/06/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Alberto Undiano (ESP)

Auxiliares: Fermin Martinez (ESP) e Juan Carlos Yuste Jimenez (ESP)

Cartão Amarelo: Robben, Stekelenburg (HOL), Kucka, Kopunek e Skrtel (ESL)

As holandesas eram só felicidade no estádio Moses Madhida, em Durban

Argentina! Argentina! Argentina!

28/06/2010

O jogo estava difícil, o México tinha carimbado duas vezes a trave de Romero, dominava o meio de campo e pressionava a saída de bola argentina. Messi, marcado lealmente por Torrado, pouco aparecia e a zaga mexicana, comandada por Rafa Márquez, anulava Tevez e Higuaín. Maradona, elegante como sempre, mandava o time avançar sem ser obedecido. Os hermanos estavam em dificuldades e parecia que o México tinha tudo sob controle. Parecia.

A velha história de que a camisa pesa e que ter tradição em Copa do Mundo pode decidir é batida, mas se mostrou verdadeira. Na primeira jogada bem trabalhada por Messi, Tevez divide com o goleiro Perez, a bola volta para Messi que bate para o gol vazio, antes da zaga cortar, Tevez, completamente impedido, desvia e corre pro abraço!

Eu? Impedido? Que nada! É goooooooooooooool da Argentina!

O árbitro italiano Roberto Rosetti deu uma olhada para o bandeirinha e confirmou o gol. Muita reclamação dos mexicanos, cerco ao bandeira e nada. Camisa pesa, tradição conta, gol anotado para Carlitos Tevez! Depois da confusão os mexicanos perderam a cabeça e Osório perdeu a bola para Higuían na entrada da área, erro fatal e quarto gol do artilheiro do mundial: Argentina 2 x 0 México.

Jogadores mexicanos reclamam do impedimento de Carlitos Tevez

A segunda etapa ainda guardava fortes emoções e dois golaços! Aos sete minutos, Carlitos Tevez fintou dois marcadores e colocou a Jabulani no ângulo de Perez. A torcida do Corinthians deve ter morrido de saudades! Hernández, em jogada individual, reacendeu a esperança mexicana, aos 24 minutos, com uma bomba no canto do goleiro Romero. Golaço que não impediu a eliminação do México.

Argentina 3 x 1 México. Festa de Diego Maradona, de Carlitos Tevez e da apaixonada torcida argentina.

E que confronto nas quartas de final:

Alemanha x Argentina = sábado, 03/07, 11h

A torcida do Corinthians vibrou muito com os golaços de Carlitos Tevez!

Ficha técnica:

Argentina 3 X 1 México

Argentina: Romero, Otamendi, Demichelis, Burdisso e Heinze; Mascherano, Maxi Rodríguez (Pastore) e Di Maria (Jonás Gutiérrez); Messi, Tevez (Verón) e Higuaín

Técnico: Diego Maradona

México: Perez, Juarez, Rodríguez, Osório e Salcido; Rafa Márquez, Torrado, Guardado (Franco) e Giovani dos Santos; Bautista (Barrera) e Hernández

Técnico: Javier Aguirre

Gols da Argentina: Tevez, aos 26, e Higuaín, aos 33 minutos iniciais e Tevez, aos 7 da etapa final

Gol do México: Hernández, aos 24 minutos do segundo tempo

Estádio: Soccer City, em Joanesburgo / Público: 84.337

Data/hora: 27/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Roberto Rosetti (ITA)

Auxiliares: Paolo Calcagno e Stefano Ayroldi (ITA)

Cartão Amarelo: Rafa Márquez (MEX)

Tevez & Messi: Que venha a Alemanha!

Torcida do Botafogo na Copa do Mundo!

28/06/2010

http://globoesporte.globo.com/platb/joaoroberto/2010/06/23/a-regra-e-clara/

Podemos vencer qualquer um!

27/06/2010

Alemanha nas alturas! Torcida faz festa em Berlim!

A frase não foi dita por nenhum jogador alemão após o massacre de 4 a 1 sobre a Inglaterra. Não senhor, a frase, incrivelmente arrogante, foi proferida por um inglês logo depois da polêmica e sofrida classificação do English Team para as oitavas de final. Polêmica? Sim, polêmica. Os ingleses precisavam da vitória e venciam a Eslovênia por 1 a 0, quando, aos 43 minutos do segundo tempo, o árbitro alemão Wolfgang Stark ignorou solenemente uma penalidade máxima contra a Inglaterra. Um absurdo! O empate daria a vaga para a Eslovênia e eliminaria os ingleses.

Steven Gerrard, de banho tomado e cabeça fria, sentou-se calmamente na sala de imprensa e, diante de um batalhão de jornalistas que estavam aguardando a entrevista coletiva, disparou a pérola:

Podemos vencer qualquer um!

Será que Steven Gerrard será recebido com sorrisos na Inglaterra?

Como assim? Será que a típica prepotência dos súditos da Rainha Elizabeth nublou os olhos do capitão inglês? O sofrido empate em 1 a 1 diante dos Estados Unidos foi apenas o primeiro indício de que algo estava errado no reino. A limitada Argélia segurou o badalado ataque inglês e o zero a zero não saiu do placar. Na última e decisiva rodada, com a classificação mais do que ameaçada, Rooney & Cia. resolveram correr um pouquinho e até jogaram um bom futebol por 20 minutos, foi o suficiente para fazer 1 a 0 na Eslovênia. A providencial ajuda de Wolfgang Stark evitou o desastre ainda na fase de grupos.

Podemos vencer qualquer um!

A Inglaterra, inventora do futebol, se recusou a participar da Copa do Mundo organizada pela Fifa durante muitos anos. Os ingleses se achavam bons demais para jogar contra o resto do planeta e disputavam uma liga chamada “Home Championship”, com País de Gales, Escócia e Irlanda. Essa era a “Copa do Mundo Inglesa” e, de 1884 até 1984, o time inglês foi campeão cinquenta e quatro vezes.

Quando reparou que a Fifa estava ditando as regras e o ritmo do futebol mundial, a Inglaterra guardou a coroa da rainha no saco e atravessou o Atlântico para tomar uma enfiada dos Estados Unidos, no Estádio Independência, em Belo Horizonte, na Copa de 50! A partida foi tão significativa que virou até filme: Duelo de Campeões (2005) com Gerard Butler.

Depois de ver a seleção eliminada precocemente em 50, 54, 58 e 62, os ingleses tiveram a genial ideia de sediar a Copa do Mundo de 66 e finalmente dar um jeitinho de mostrar ao mundo que não inventaram o futebol por acaso. E até em casa passaram sufoco! Quem não se lembra do polêmico e discutido gol de Geoff Hurst, aos oito minutos do primeiro tempo da prorrogação, diante da Alemanha?

Depois do controvertido título mundial, a Inglaterra seguiu fazendo figuração na Eurocopa, nunca chegou a disputar uma final em treze edições realizadas, e também na Copa do Mundo – até 1990 quando ficou em quarto lugar. O atual time era a grande esperança dos comentaristas e torcedores, o melhor English Team desde 66!

Jules Rimet em mãos inglesas pela primeira e última vez!

Steven Gerrard, Wayne Rooney, Frank Lampard, Joe Cole, John Terry e Ashley Cole, nossa que timaço! Timaço? Só se for no Playstation! Em campo, na hora da verdade, quando “se separam os homens dos meninos”, ah, aí só deu Alemanha.

Podemos vencer qualquer um!

É verdade que Jorge Larrionda e a dupla de bandeirinhas aprontaram uma das maiores trapalhadas da história da Copa do Mundo! Essa vai pro DVD da Fifa! O jogo estava com placar em branco quando Rooney recebeu um presentão da zaga alemã e partiu em direção ao gol de Neuer, o bandeirinha parou a jogada alegando impedimento do camisa 10 inglês. O pior erro ainda estava por vir e revive a situação de 66!

Rooney e Lampard desesperados: a Jabulani passou 33 cm da linha do gol!

A Inglaterra pressiona após diminuir a vantagem alemã e Lampard toca de fora da área, com categoria, encobrindo o guarda-metas Neuer, golaço! Não? Não. O bandeira fica imóvel, o uruguaio Larrionda não tinha como ver se a bola entrou ou não e deixa a bagaça seguir, o resultado? 33 centímetros de erro e o empate da Inglaterra ficou apenas no replay da televisão.

Nada disso apaga a excelente atuação da Alemanha que controlou o meio de campo, alugou a intermediária inglesa e deu aula de como armar um contra-ataque. Uma partida perfeita da equipe de Joachim Löw que jogou como candidata ao título. A defesa formada por Mertesacker, Friedrich, Lahm e Boateng sofreu apenas dois gols em quatro jogos e o ataque comandado por Klose, Podolski, Müller, Schweinsteiger e Özil é o mais efetivo do mundial tendo balançado as redes adversárias nove vezes.

Os alemães comemoram muito e esperam o vencedor de Argentina e México! Poderemos ter Alemanha x Argentina nas quartas de final! Jogão! Jogão! Jogão!

Thomas Müller faz dois gols no segundo tempo e acaba com a reação inglesa!

Ficha técnica:

Alemanha 4 X 1 Inglaterra

Alemanha: Neuer, Lahm, Friedrich, Mertesacker e Boateng; Schweinsteiger, Khedira, Müller (Trochowski), Özil e Podolski (Gomez); Klose (Kiessling)

Técnico: Joachim Löw

Inglaterra: James, Johnson (Wright-Phillips), Upson, Terry e Ashley Cole; Lampard, Barry, Milner (Joe Cole) e Gerrard; Defoe (Heskey) e Rooney

Técnico: Fabio Capello

Gols da Alemanha: Klose, aos 20, e Podolski, aos 32 minutos iniciais, e Müller, aos 22 e 25 minutos da etapa final

Gol da Inglaterra: Upson, aos 37 minutos do primeiro tempo

Estádio: Free State, em Bloemfontein

Data/hora: 27/06/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Jorge Larrionda (URU)

Auxiliares: Pablo Fandino (URU) e Mauricio Espinosa (URU)

Cartão Amarelo: Friedrich (ALE) e Johnson (ING)

Torcida alemã vibra com a goleada e espera pela Argentina!

Gana é o orgulho africano!

27/06/2010

Golaço de Gyan! O gol da classificação de Gana!

O técnico Bob Bradley disse na entrevista coletiva durante a semana que Gana jogaria pelo continente africano e que seriam todos contra os norte-americanos. Os jogadores ganeses não precisavam de incentivo extra para buscar a inédita classificação para as quartas de final da Copa do Mundo! A campanha de Gana na fase de grupos foi regular, estreou com vitória sobre a Sérvia, 1 a 0, depois ficou no 1 a 1 com a Austrália e mesmo a derrota, por 1 a 0, para a Alemanha não tirou a moral da equipe do técnico Milovan Rajevac.

A seleção de Gana é limitada, sabe disso e aposta nos contra-ataques para decidir as partidas. Contra os norte-americanos o roteiro não se alterou. Clark teve a bola roubada no meio de campo, Boateng avançou em velocidade, ganhou dos zagueiros e bateu na saída de Howard, e isso aos cinco minutos de jogo. Era tudo o que Rajevac queria e tudo o que Bob Bradley sabia que não podia acontecer.

Boateng faz grande jogada e abre o placar para Gana!

O técnico norte-americano não se ateve as convenções e sacou Clark aos 30 minutos do primeiro tempo, algo pouco comum no futebol, mas bem dentro do espírito dos jogos coletivos nos Estados Unidos. O panorama não se alterou e Gana desperdiçou boas chances de gol antes de ir para o vestiário.

A postura estadunidense mudou no segundo tempo. Bradley, Donovan, Dempsey e Findley envolviam a defesa ganesa com toques rápidos e esbarravam na bela atuação do arqueiro Kingson. Aos 17 minutos, Dempsey saiu driblando e limpando a defesa de Gana até ser derrubado na área, pênalti indiscutível. Donovan cobrou com categoria e empatou o jogo.

Tinha que ser de pênalti! Só assim para vencer o goleiro Kingson!

Apesar da vontade dos dois treinadores que mandou as equipes para o ataque, o placar ficou no 1 a 1 e a decisão da vaga foi para a prorrogação: dois tempos de quinze! Gana só precisou de 3 minutos para ficar em vantagem! Kingson deu um chutão para frente, a Jabulani viajou até a intermediária, Asamoah Gyan dominou na força, disparou em velocidade, venceu Cherundol no jogo de corpo, invadiu a área e soltou uma bomba de perna esquerda!

Golaço de Gyan! Golaço de Gana! Golaço da classificação! Festa nas arquibancadas, festa nas ruas da África do Sul, festa em Gana e festa no continente africano!

Esse foi o terceiro gol de Gyan, um dos artilheiros do mundial ao lado de David Villa (Espanha), Donovan (Estados Unidos), Higuain (Argentina), Suárez (Uruguai) e Vittek (Eslováquia).

Howard se estica todo, mas era impossível pegar o foguete de Gyan!

Ficha técnica:

Estados Unidos 1 X 2 Gana

Estados Unidos: Howard, Cherundolo, DeMerit, Bocanegra e Bornstein; Michael Bradley, Clark (Edu), Dempsey e Donovan; Altidore (Gomez) e Findley (Feilhaber)

Técnico: Bob Bradley

Gana: Kingson, Inkoom (Muntari), Pantsil, John Mensah, Jonathan Mensah e Sarpei (Addy); Annan e Kevin-Prince Boateng (Appiah); Kwadwo Asamoah, Ayew e Asamoah Gyan

Técnico: Milovan Rajevac

Gol dos Estados Unidos: Donovan, aos 17 minutos do segundo tempo

Gols de Gana: Boateng, aos 5 minutos iniciais, e Gyan aos 3 minutos do 1º tempo da prorrogação

Estádio: Royal Bafokeng, Rustemburgo

Data/hora: 26/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Viktor Kassai (HUN)

Auxiliares: Gabor Eros (HUN) e Tibor Vamos (HUN)

Cartão Amarelo: Clark, Cherundolo, Bocanegra (EUA), Ayew e Jonathan Mensah (GAN)

Asamoah Gyan: "Sou o homem mais feliz do mundo!"

A Celeste voltou!

26/06/2010

Gooooooooooool do Uruguai! Suárez foi o nome da vitória celeste!

A fase de mata-mata da Copa do Mundo 2010 começou em grande estilo! Uruguai e Coréia do Sul entraram nas oitavas de final para vencer e se jogaram ao ataque desde o apito inicial. Jogão de bola!

Oscar Tabárez manteve o esquema tático de três atacantes, com Forlán recuando para armar as jogadas ofensivas e não cedeu espaços para as rápidas arrancadas sul-coreanas. Os dois técnicos sabiam que tanto Diego Forlán quanto Park Chu Young podiam desequilibrar em lances individuais e todo cuidado era pouco. Os elogios de parte a parte que antecederam a partida contribuíram para o clima tranquilo dentro de campo e a Janulani foi disputada com lealdade.

A torcida uruguaia foi a primeira a vibrar! Diego Forlán escapou pela esquerda e centrou, a bola cruzou a área, passou caprichosamente pelo goleiro sul-coreano até encontrar Luis Suárez, em condição legal, que deu tapa, quase sem ângulo, para fazer 1 a 0. A Coréia do Sul não sentiu o gol e passou a pressionar a celeste ainda no campo de defesa.

Luisito Suárez bate quase sem ângulo e abre o placar no Nelson Mandela Bay

O jogo ficou aberto, com chances de claras de gol para os dois lados e o Uruguai poderia ter aumentado a vantagem ainda no primeiro tempo se o péssimo árbitro alemão Wolfgang Stark não estivesse de posse do instrumento de sopro.

Maxi Pereira deu um lençol na entrada da área, matou no peito e bateu com estilo. O zagueiro sul-coreano se jogou no lance com os braços abertos e interceptou a bola. Penalti, pênalti, pênalti! Wolfgang Stark mandou o jogo seguir da mesma forma como ignorou um pênalti claro a favor da Eslovênia contra a Inglaterra. Suspeito, muito suspeito.

A Coréia do Sul começou a etapa final disposta a mudar o resultado do jogo e não deixou os uruguaios passarem do meio de campo, mas fazer gol no Uruguai não é nada fácil, as redes da Celeste Olímpica ficaram intactas na fase de grupos. O empate sul-coreano aconteceu depois de uma enorme trapalhada do goleiro Muslera e do capitão Lugano: Lee Chung Young aproveitou e deixou tudo igual.

Ele de novo! Suárez faz um golaço e classifica o Uruguai!

As duas equipes buscavam o gol, mas paravam nas boas defesas dos goleiros Jung Sung e Muslera. Quando tudo indicava que a prorrogação estava próxima, o talento de Luisito Suárez decidiu a vaga para o Uruguai. Aos 32 minutos, Suárez dominou a bola na área, tirou dois adversários e bateu no ângulo para fazer o gol da classificação.

Os sul-coreanos não desistiram e continuaram no ataque. Lugano falhou no gol de empate, mas conseguiu se redimir depois de interceptar um chute de Park, em cima da linha, aos 42 minutos do segundo tempo! O Uruguai soube suportar a pressão da Coréia do Sul e esperar pelo apito final. Festa nas arquibancadas do Nelson Mandela Bay e nas ruas de Montevidéu! A Celeste voltou!

Loco Abreu não larga a filmadora e registra a festa uruguaia!

Ficha técnica:

Uruguai 2 X 1 Coréia do Sul

Uruguai: Muslera; Maxi Pereira, Lugano, Godín (Victorino) e Fucile; Pérez, Arévalo e Alvaro Pereira (Lodeiro); Forlán, Suárez (Fernández) e Cavani

Técnico: Oscar Tabárez

Coréia do Sul: Jung Sung Ryong; Cha Du Ri, Cho Yong Hyung, Lee Jung Soo e Lee Young Pyo; Ki Sung Yueng (Yeom Ki-Hun), Kim Jung Woo, Park Ji Sung, Lee Chung Yong e Kim Jae Sung (Dong Cook); Park Chu Young

Técnico: Huh Jung-moo

Gols do Uruguai: Suárez, aos 8 minutos iniciais, e aos 35 da etapa final

Gol da Coréia do Sul: Lee Chung Yong, aos 23 minutos do segundo tempo

Estádio: Nelson Mandela Bay, em Porto Elizabeth / Público: 30.597

Data/hora: 26/06/2010 – 11h (de Brasília)

Árbitro: Wolfgang Stark (ALE)

Auxiliares: Mike Pickel e Jan-Hendrik Salver

Cartão Amarelo: Kim Jung Woo, Cha Du Ri e Cho Yong Hyung (Coréia do Sul)

Espanha vence, mas ainda não convence!

26/06/2010

Alegria espanhola: vitória e classificação para próxima fase

O caminho dos espanhóis nas oitavas de final não seria fácil em nenhum dos dois cenários, é o famoso: “Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega!” Brasil e Portugal estavam classificados no Grupo G e a Espanha teria que escolher entre os dois, escolheu encarar Cristiano Ronaldo & Cia.

A partida começou com o domínio chileno nas ações ofensivas e Mark Gonzalez quase abriu o placar aos nove minutos, após bela jogada de Valdivia. Estrada, aos onze minutos, e Alexis Sanchez, aos 15, deram trabalho ao goleiro Casillas e parecia que o gol era questão de tempo. E foi, mas não como os chilenos esperavam.

Os espanhóis contavam com o bom toque de bola de Xabi Alonso, Iniesta e Xavi para voltar a controlar o meio de campo, e o Chile passou a apelar para as faltas. O árbitro mexicano Marco Rodriguez queria ver espetáculo, não gostou nada, nada disso e desandou a mostra o cartão amarelo: Medel, Ponce e Estrada foram premiados.

David Villa vibra com o terceiro gol marcado na Copa do Mundo!

Os chilenos tentavam se acalmar e colocar a Jabulani no chão quando Valdívia perdeu um lance na meia para Xabi Alonso que fez um lançamento longo para Fernando Torres. A zaga parecia ter tudo sobre controle, mas o goleiro Bravo saiu da área de forma estabanada para interceptar a bola. Ridículo! David Villa pegou de primeira, da intermediária e não perdoou. O golaço de Villa, um dos artilheiros do mundial, deixou os chilenos nervosos em campo e após boa triangulação do ataque espanhol, Iniesta ampliou com um toque de categoria.

Quem esperava uma goleada da Espanha se arrumou no sofá! Ainda faltava o segundo tempo inteiro para a Fúria finalmente aparecer na Copa do Mundo! Nada feito. O gol de Millar, logo aos dois minutos, deixou a defesa espanhola apavorada com a possibilidade da eliminação já que um golzinho da Suíça contra Honduras tiraria a Espanha da disputa. Os dois técnicos trataram de acalmar os ânimos e segurar o placar que iria garantir Espanha e Chile nas oitavas de final.

David Villa é o maior goleador da seleção espanhola em mundiais

Ficha técnica:

Espanha 2 X 1 Chile

Espanha: Casillas; Sergio Ramos, Piquê, Puyol e Capdevila; Xabi Alonso (Martinez), Busquets, Xavi e Iniesta; David Villa e Fernando Torres (Fábregas)

Técnico: Vicente del Bosque

Chile: Bravo; Isla, Medel, Ponce e Jara; Vidal, Estrada, Beausejour e Sánchez (Orellana); Valdivia (Paredes) e González (Millar)

Técnico: Marcelo Bielsa

Gols da Espanha: David Villa, aos 24, e Iniesta, aos 37 minutos iniciais

Gol do Chile: Millar, aos 2 minutos do segundo tempo

Estádio: Loftus Versfeld, em Pretória / Público: 41.958

Data/hora: 25/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Marco Rodríguez (MEX)

Auxiliares: José Luis Camargo (MEX) e Alberto Morin (MEX)

Cartão Amarelo: Medel, Ponce e Estrada.

Cartão Vermelho: Estrada (CHI)

A torcida chilena vibra com o zero a zero entre Suíça e Honduras!

Como é difícil fazer gol!

Ao fim do primeiro tempo do jogo, a Suíça ainda poderia sonhar com a classificação para a próxima fase do mundial se vencesse Honduras. Simples assim. Bastava fazer um golzinho e a classificação estaria garantida. Na volta do intervalo, o zero a zero continuou e os chilenos decidiram jogar na retranca apostando na falta de pontaria dos suíços… e acertaram.

A terceira rodada teve uma média de gols inferior à segunda (2,65 gol/jogo) e o zero a zero entre Suíça e Honduras contribuiu para os números: foram anotados 33 tentos em 16 jogos uma média de 2,06 gol/jogo.

Na fase de grupos foram disputados 48 jogos e os árbitros anotaram 100 gols, uma média preocupante de 2,08 gol/jogo. A Jabulani foi desenvolvida para facilitar a vida dos atacantes, certo? A ideia da Fifa era aumentar a emoção e o numero de gols da Copa do Mundo. Bela ideia! Parabéns!

Jogadores chilenos agradecem o empate entre Suíça e Honduras!

Vai começar o mata-mata: Oitavas de final!

Ao fim da primeira etapa, nove seleções seguem sem derrota: Uruguai (duas vitórias e um empate), Argentina (três vitórias), Estados Unidos (uma vitória e dois empates), Inglaterra (uma vitória e dois empates), Holanda (três vitórias), Paraguai (uma vitória e dois empates), Nova Zelândia (três empates), Brasil (duas vitórias e um empate) e Portugal (uma vitória e dois empates).

Apenas Argentina e Holanda possuem 100% de aproveitamento e a Nova Zelândia foi eliminada invicta do mundial após empatar em 1 a 1 com Eslováquia e Itália e em 0 a 0 com o Paraguai.

Trinta e duas seleções iniciaram a disputa da XIX Copa do Mundo da Fifa e agora dezesseis continuam sonhando com o título: Uruguai, México, Argentina, Coréia do Sul, Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Gana, Holanda, Japão, Paraguai, Eslováquia, Brasil, Portugal, Espanha e Chile.

São sete representantes da América, seis da Europa, dois da Ásia e apenas uma seleção do continente africano.

Os Bafana Bafana agradecem o apoio da torcida na despedida do mundial

Classificação do Grupo H:

Seleção Pontos Jogos Vitória Empate Derrota GP GC Saldo
Espanha 6 3 2 0 1 4 2 2
Chile 6 3 2 0 1 3 2 1
Suíça 3 2 1 0 1 1 1 0
Honduras 0 3 0 0 3 0 3 -3

Ficha técnica:

Suíça 0 X 0 Honduras

Suíça: Benaglio; Lichtsteiner, Von Bergen, Grichting e Ziegler; Inler, Huggel (Shaqiri), Gelson Fernandes (Yakin) e Barnetta; Nkufo (Frei) e Derdiyok

Técnico: Ottmar Hitzfeld

Honduras: Valladares; Sabillón, Chávez, Bernárdez e Figueroa; Wilson Palácios, Thomas, Ramón Núñez (Walter Martinez) e Edgar Alvarez; Jerry Palácios (Welcome) e David Suazo (Turcios)

Técnico: Reinaldo Rueda

Estádio: Free State, em Bloemfontein

Data/hora: 25/06/2010 – 15h30m (de Brasília)

Árbitro: Hector Baldassi (ARG)

Auxiliares: Ricardo Casas e Hernan Maidana (ARG)

Cartão Amarelo: Gelson Fernandes (Suíça); Thomas, David Suazo, Chávez, Palacios,  (Honduras)