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Armando Nogueira: Mestre das Palavras

29/03/2010

Armando Nogueira, jornalista, apaixonado por futebol, torcedor do Botafogo e mestre das palavras, morreu nesta manhã, aos 83 anos, em seu apartamento na Lagoa, vítima de câncer.

Armando nasceu em Xapuri, no Acre, em 1926, e veio para o Rio de Janeiro com 17 anos. Assistiu a Copa do Mundo de 1950 das Tribunas de Imprensa do Maracanã, mas ainda sem exercer a profissão “Estava apenas xeretando o trabalho dos profissionais e vendo os jogos sem pagar ingresso“.

Acompanhou todas as copas desde então e o fato de ter nos deixado em ano de Copa do Mundo só faz aumentar a tristeza pela sua perda. Armando mudou radicalmente o modo de se fazer telejornalismo e hoje, se a Rede Globo é soberana no horário esportivo brasileiro deve muito a sagacidade e a visão de Nogueira.

O futebol não tinha um espaço fixo na programação da emissora e nem de longe os outros esportes eram tão populares. Foi com a cobertura da Olimpíada de Munique, em 1972, que o esporte entrou na pauta da Globo e por consequência recebeu atenção nacional.

Armando escreveu diversas crônicas pelos jornais por onde passou e foi autor de dez livros, entre eles, “Drama e Glória dos Bicampeões”, “Na Grande Área”, “Bola na Rede” e “A chama que não se apaga”. O amor pelo time da Estrela Solitária sempre esteve presente nos seus textos onde eternizou frases e expressões à craques como Garrincha, “O anjo de pernas tortas” e para Nilton Santos: “Tu, em campo, parecias tantos, e no entanto, que encanto! Eras um só, Nílton Santos”.

Em 2009, em reconhecimento aos anos de dedicação ao Glorioso, a diretoria alvinegra deu o nome do mestre para a sala de imprensa do Centro de Treinamento em General Severiano: Sala de Imprensa Armando Nogueira.

Textos de Armando Nogueira com imagens geniais do eterno Mané Garrincha:

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