Botafogo líder do BR-12

27/05/2012

“Botafogo eliminado da Copa do Brasil!” e “Botafogo goleado na final do Estadual!”, essas duas sentenças poderiam ditar o ritmo para o restante da temporada ou, ao menos, impedir uma reação imediata nas rodadas iniciais do Campeonato Brasileiro. Quem apostaria na manchete: “Botafogo líder do Brasileirão”? Ainda mais com vitórias contra São Paulo e Coritiba? Ninguém, nem o mais enlouquecido torcedor alvinegro cravaria seis pontos nesses confrontos! Jefferson? Na Seleção Brasileira. Antônio Carlos e Fábio Ferreira? No DM. Marcelo Mattos? DM. Andrezinho? DM. Loco Abreu? DM. O Botafogo irá enfrentar o Coritiba, no Couto Pereira, sem seis titulares? Ah, o empate já seria um bom resultado, certo Oswaldo?

Lucas faz dois gols, garante a vitória e busca a paz com a torcida!

Durante a semana o treinador festejava a grande virada diante do ‘poderoso’ São Paulo do ‘invencível’ Leão enquanto maquinava o que poderia ser feito para suprir as ausências diante do ‘imbatível’ Coritiba e seu ‘terrível’ Couto Pereira. Parecia uma missão impossível, caso de cinema com filme de terror e os corredores de General Severiano desertos de ideias, mas sobrando prata da casa. Se não tem tu, vai tu mesmo. E sem reclamar muito da vida no melhor estilo “Ô vida! Ô céus!”, Oswaldo partiu pra Curitiba com Brinner e Dória na zaga, Jadson no meio, Renan fechando tudo no gol, Vítor Júnior fazendo gol e vamos que vamos com Herrera, o ex-casigol. E não é que deu certo?

Tem coisas que só acontecem com o Botafogo… A frase histórica ecoou aos 29 segundos de bola rolando com um gol casicontra, com requintes de crueldade: o chute torto de Lincoln desvia no jovem Dória, de apenas 17 anos, e engana Renan. Pronto, é chorar o leite derramado. Logo depois, o mesmo sortudo Lincoln ainda manda um cruzamento de letra que por pouco não encobre o nosso goleiro e vaticina a eminente e propagada derrota. A torcida da casa não parava de cantar! Que alegria! Que festa! Enquanto a arquibancada se agitava, Lucas empatava e Vítor Júnior, após bela jogada de Márcio Azevedo, virava o placar e deixava o mais cético botafoguense confuso. É certo vencer os caras aqui? Pode isso?

Essa camisa é muito linda! Ainda mais com vitória!

O segundo tempo logo tratou de corrigir as imperfeições da vida e numa cobrança de escanteio, com a zaga plantada no chão, com Renan assistindo, com a torcida vibrando, o Coritiba empata tudo de novo. A igualdade logo no reinício de jogo daria gás extra ao Coxa na busca pela vitória e a pressão passaria a ser insuportável. Essa era a previsão lógica, mas desafiando a lógica e jogando com calma e sem afobação, o Botafogo soube segurar os avanços do rival, deixou o tempo passar e num contra-ataque bem arquitetado matou o jogo. Elkeson fez uma virada de bola perfeita e a tabela entre Lucas e Herrera foi melhor ainda. No fim, mesmo com os cinco intermináveis minutos de acréscimo deu tudo certo para o Fogão dos Desfalcados!

Vamos, Fogo!

Ficha Técnica:

2ª Rodada: Coritiba 2 x 3 Botafogo (27/05/2012)

Coritiba: Vanderlei; Jonas (Aírton), Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Junior Urso, Sergio Manoel (Anderson Aquino), Lincoln (Vinícius) e Éverton Ribeiro; Roberto e Éverton Costa

Técnico: Marcelo Oliveira

Botafogo: Renan; Lucas, Brinner, Dória e Márcio Azevedo; Jadson (Lucas Zen), Renato, Fellype Gabriel (Cidinho), Maicosuel (Elkeson) e Vítor Júnior; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gols do Coritiba: Lincoln, aos 30 segundos de jogo, e Lucas Mendes, aos 4 minutos da etapa final

Gols do Botafogo: Lucas, aos 20 iniciais, Vítor Júnior, aos 25, e novamente Lucas, aos 40 minutos do segundo tempo

Local: Estádio Couto Pereira (PR)

Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)

Cartão Amarelo: Jadson, Dória, Márcio Azevedo, Lucas Zen e Lucas (Botafogo); Jonas (Coritiba)

Desandou a maionese…

09/05/2012

Crise em General Severiano! A frase mais famosa do futebol carioca voltará a ser ouvida na imprensa esportiva e deverá ser estampada, amanhã, em algum jornaleco nas bancas da cidade. Será que realmente é verdade? Tem coisas que só acontecem com o Botafogo? Vejamos a lista de situações inusitadas dessa semana para conferir a veracidade de tal afirmação. O time estava invicto nos vinte e quatro jogos disputados na temporada, venceu o Vasco de forma incontestável na final da Taça Rio, levantou o primeiro caneco do ano e com seis reservas conseguiu um bom empate em Salvador, contra o Vitória, pela Copa do Brasil.

De novo? Lucas leva outro cartão vermelho e deixa o time na mão…

Era um primeiro semestre perfeito! E eis que o desastre se encaminha lentamente às portas de General Severiano… A derrota ridícula para o Fluminense não só acabou com a invencibilidade alvinegra como soterrou o sonho do 20º título estadual. Atenções voltadas para a Copa do Brasil, certo? Lance de mudar o chip? Pois bem, vamos nessa. O gol de Elkeson animou os sempre seis mil torcedores que vão ao Engenhão e tudo estava sobre controle. O Vitória não ameaçava, o time perdia diversos contra-ataques, mas a impressão era que dessa vez tudo daria certo. Afinal, um raio não pode cair duas vezes no mesmo lugar… ou pode?

Lucas tinha amarelo, ficou na sobra do escanteio, matou o contra-ataque do tricolor com uma falta dura, no tornozelo de Tiago Neves. Falta para cartão amarelo e amarelo ele já tinha. Vermelho. O placar estava em 1 a 1, com o Botafogo pressionando em busca da vitória. Ah, vitória? O time baiano cercava, mas não incomodava Jefferson. E aí o Lucas que salvou uma bola em cima da linha pouco antes resolve imitar o uruguaio Luis Soares e mergulha para impedir o gol. Pênalti e cartão vermelho novamente. Como assim? O Lucas não tinha sido expulso no início do parágrafo? Troca o chip.

Pênalti? Parecia que tudo daria certo… Só parecia, não é Jefferson?

Não temos reserva para as duas laterais e está difícil pacas encontrar no ‘mercado da bola’ jogador com qualidade para a função. Ah, nós tínhamos o Alessandro que era perseguido pela torcida, mas sempre resolvia em campo com raça e dedicação. E agora? Onde está o chileno que foi o capitão do time sensação da América em 2011? A La U venceu o Campeonato Chileno e faturou a Copa Sul-Americana com muito futebol. Rojas era capitão e líder daquela equipe. Ah, ele jogava de lateral-esquerdo e ainda de zagueiro. E o nosso time? Chegamos na decisão contra o Fluminense de igual pra igual, mas em cinco minutos tudo mudou. Inacreditável. E contra o Vitória? Empatamos com autoridade na Bahia e levamos um passeio no Engenhão…

Seedorf? Sério? Na boa, mas muito na boa mesmo… Ah, cansei. A culpa é do Joel Santana? Cadê o Caio Júnior? Fahel? Lucio Flavio? Alessandro? Quem são os vilões agora? Tenho certeza que a torcida irá encontrar os culpados. Isso ela sabe fazer muito bem, mas apoiar o time, cantar, torcer, aplaudir… Não, não a torcida do Botafogo. Fim de primeiro semestre. Que venha o sofrimento no BR-12 e mais uma humilhação na Sul-Americana.

Fui, Fogo!

Treinador encarando a torcida no Engenhão? Já vi isso acontecer antes…

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo02: Botafogo 1 x 2 Vitória (09/05/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Vítor Júnior), Renato, Felipe Menezes (Gabriel) e Maicosuel; Elkeson (Herrera); Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Vitória: Douglas; Léo (Romário), Gabriel, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Rodrigo Mancha, Pedro Ken e Geovanni (Dinei); Tartá  e Neto Baiano (Mineiro)

Técnico: Renato Silva

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 20 minutos iniciais

Gols do Vitória: Pedro Ken, aos 10, e Tartá, aos 23 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Paulo César Oliveira (SP)

Cartão Amarelo: Elkeson, Brinner, Loco Abreu e Herrera (Botafogo); Rodrigo Mancha e Uelliton (Vitória);

Cartão Vermelho: Lucas (Botafogo) e Pedro Ken (Vitória)

Empate bom em Salvador

04/05/2012

O técnico Oswaldo de Oliveira não ficou satisfeito com o resultado de 1 a 1, no jogo de ida da Copa do Brasil, na quarta passada, contra o Vitória em pleno Barradão. Mas o torcedor botafoguense não deve ter do que reclamar, já que viu o time jogar bem sem cinco titulares e ainda levar a decisão da vaga para o Rio, na semana que vem no Engenhão. O treinador tem o direito e o dever de cobrar mais dos jogadores, pois sabe o que foi treinado para esse embate e, pelo jeito, ele tinha a convicção de que venceria o jogo no fim, nos contra-ataques, e assim teria uma vantagem confortável para administrar aqui em casa.

Já são 24 partidas invictas na temporada, mas o Botafogo precisa ficar atento para que a sensação de tranquilidade não se torne arrogância e sonolência. Uma derrota nos próximos três jogos pode resultar na perda da vaga na Copa do Brasil e/ou a perda do título no Campeonato Carioca. É melhor deixar o oba-oba para a torcida e os números para a análise dos jornalistas e focar apenas no adversário, um de cada vez, e sem acreditar que o time é imbatível. Pensar que o desastre pode sim acontecer é que faz as grandes empresas terem sempre um plano de contingência preparado para qualquer ‘sinistro’.

Revelado pelo time baiano, Elkeson não comemorou, mas fez o gol!

O Vitória tinha a obrigação de fazer um bom resultado atuando em casa, mas ainda pode surpreender no Rio, só que o Botafogo está jogando com autoridade e não abre espaços na defesa como antigamente. Será difícil manter essa regularidade, é fato, mas o quanto protelar a primeira derrota melhor. Serão três jogos decisivos que se tornarão em cinco se passarmos de fase na Copa do Brasil, já que o Coritiba se configura como um adversário muito perigoso e com bom elenco. E essa é a palavra mágica: elenco. Sem dinheiro para contratações em peso – como faz a Flunimed – a solução é apostar na prata da casa!

As revelações vindas da categoria de base alvinegra são uma grata surpresa e nos últimos dois anos o número de bons jogadores multiplicou. Renan já foi titular em decisão de Estadual e não é nenhuma heresia dizer que ele pode substituir Jefferson vez ou outra, e dos quatro goleiros do elenco apenas o Jefferson veio de fora do clube. Lucas Zen e Jadson são duas grandes promessas para o meio de campo que realmente podem ser muito úteis na sequência da temporada e o jovem Gabriel entrou em alguns jogos sem comprometer. Na armação temos o Jeferson e o Cidinho como opções para o 2º tempo e no ataque Caio puxa a fila com Willian e Vitinho. São esperanças para o futuro e uma economia em contratações.

Jadson quase faz um golaço em Salvador e não fosse a grande inexperiência de Willian e Vitinho o gol da vantagem poderia ter saída nos três contra-ataques que o time desperdiçou nos minutos finais no Barradão. Maicosuel estava exausto e não conseguiu comandar a puxada da forma como planejou Oswaldo e a ausência de Cidinho, já acostumado a jogar com os profissionais, também pesou para deixar o placar igual. Engraçado foi ver o Caio, fominha voraz, enlouquecer quando Vitinho chutou para fora, rente à trave, enquanto três botafoguenses despontam livres na pequena área. Será que ele se lembrou das broncas de Herrera e Loco Abreu no ano passado? E o Jobson, hein? De férias? Ele treina na Gávea?

Vamos, Fogo!

Herrera não balançou as redes, mas deu belo passe para o gol de Elkeson!

Ficha Técnica:

Copa do Brasil – Oitavas de Final – Jogo01: Vitória 1 x 1 Botafogo (02/05/2012)

Vitória: Renan; Léo, Victor Ramos, Rodrigo e Wellington Saci; Uelliton, Michel (Rodrigo Mancha), Pedro Ken e Geovanni (Arthur Maia); Tartá (Rildo) e Neto Baiano

Técnico: Renato Silva

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Jadson, Felipe Menezes (Caio) e Maicosuel; Elkeson (Vitinho); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Vitória: Neto Baiano, aos 31 minutos da etapa inicial

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 26 do primeiro tempo

Local: Barradão (BA)

Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)

Cartão Amarelo: Léo e Arthur Maia (Vitória); Maicosuel, Jadson e Lucas (Botafogo)

Botafogo Campeão da Taça Rio

29/04/2012

Uma atuação impecável do Botafogo! Essa sentença resume a exibição do time na tarde desde domingo na final da Taça Rio. Foi a melhor partida da equipe sob o comando do técnico Oswaldo de Oliveira que dessa vez, ao contrário do que aconteceu na semifinal da Taça Guanabara contra o Fluminense, evitou recuar antes da hora e não concedeu espaços para o Vasco jogar. As chances de gol cruz-maltinas aconteceram através de erros individuais de jogadores do Botafogo e não por méritos do ataque adversário. A única exceção foi a jogada bem trabalhada que culminou no chute cruzado de Éder Luis, no início da partida, na primeira ofensiva logo após o gol de Loco Abreu.

O cansaço, as câimbras e as expressões de exaustão no rosto dos atletas alvinegros nos minutos finais revelam a intensidade do esforço e o tamanho do embate nesta final. Como não comemorar e celebrar uma vitória contra um adversário tão forte e com tantos nomes de peso? O Vasco conta com Fernando Prass, Felipe, Juninho, Diego Souza, Éder Luis e ainda é preciso destacar o artilheiro do campeonato, Alecsandro com 12 gols. É uma equipe de respeito e que luta pela conquista da Libertadores em 2012. A Taça Rio é título sim e merece ser tratada com respeito. Foram dez jogos, com sete vitórias e três empates, sendo duas vitórias em clássicos contra o Vasco e um empate com o Fluminense – adversário da grande final do Campeonato Carioca.

Fellype Gabriel jogou por ele e pelo Renato! Atuação de gala no Engenhão!

O Botafogo chega embalado na final, mas com um problemão no meio do caminho: enfrentar o Vitória, quarta, no Barradão, pela Copa do Brasil. Será uma partida dificílima e que ditará os rumos do time no primeiro semestre. Uma derrota acachapante pode eliminar a equipe do torneio nacional e abalar a confiança da torcida para os duelos contra o tricolor. O empate com gols ou até mesmo uma vitória são o sonho de consumo da comissão técnica que terá uma missão quase impossível ao remontar um novo grupo para quarta. Vários jogadores sentiram o esforço da final e apresentaram um nítido esgotamento físico nos minutos finais no jogo de hoje. O calor em Salvador será grande e a pressão da torcida maior ainda!

É possível realizar outra vez uma partida como a de hoje? Reformulando a questão: Será possível manter esse alto nível nos próximos quatro e decisivos confrontos? O esquema tático 4-2-3-1 funcionou perfeitamente, ou da forma como foi criado: com os meias-atacantes subindo ao ataque e voltando para fechar os espaços no meio-campo. O combate começou lá na frente com Loco Abreu, passando por Maicosuel, Elkeson e Andrezinho até chegar à excelente dupla de volantes formada por Marcelo Mattos, um gigante, e Fellype Gabriel, um monstro em campo! Lucas e Márcio Azevedo só atacaram na boa, com cobertura e ainda conseguiram conter os avanços de Fágner e Éder Luis – uma arma mortal do Vasco que surpreendeu o Flamengo na semifinal, domingo passado.

O título serve para tranqüilizar torcida e diretoria, ratificando o trabalho de Oswaldo de Oliveira, mas deve ser o primeiro da trilogia de 2012: faltam o Carioca e a Copa do Brasil! O Botafogo precisa disputar a Libertadores em 2013! É a mística alvinegra conspirando!

Vamos, Fogo!

Maicosuel correu muito, fez um partidaço e deixou o gramado exausto!

Ficha Técnica:

Final da Taça Rio: Vasco 1 x 3 Botafogo (29/04/2012)

Vasco: Fernando Prass; Fágner (Carlos Alberto), Renato Silva, Rodolfo e Thiago Feltri; Rômulo, Felipe Bastos, Felipe (Allan) e Diego Souza; Éder Luis e Alecsandro (Juninho)

Técnico: Cristovão

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Fellype Gabriel (Gabriel), Andrezinho (Jádson) e Maicosuel (Herrera); Elkeson e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Vasco: Carlos Alberto, aos 35 do segundo tempo

Gols do Botafogo: Loco Abreu, aos 3 iniciais e aos 45 minutos da primeira etapa, e Maicosuel, aos 7 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)

Cartão Amarelo: Diego Souza, Felipe e Juninho (Vasco); Andrezinho e Fábio Ferreira (Botafogo)

Com a obrigação de vencer!

16/04/2012

A classificação para a semifinal já estava garantida desde a rodada passada e para o Botafogo só faltava definir o adversário. Não falta mais nada. Com a eliminação do Fluminense, campeão da Taça Guanabara, teremos a grande final do Campeonato Carioca – algo que não acontece desde 2009. O Bangu foi a grande surpresa do segundo turno do Estadual, mas agora não é novidade para mais ninguém e não podemos sequer supor em dividir o favoritismo com o Alvirrubro. Antes da semifinal da Taça Rio que será disputada no sábado, o Botafogo precisa passar pelo Guarani, no Engenhão, quarta, e carimbar a vaga para as Oitavas de final da Copa do Brasil, esse sim o objetivo primordial do primeiro semestre.

O time de Oswaldo de Oliveira ostenta a marca de vinte jogos de invencibilidade, mas não apresenta um futebol de encher os olhos. A torcida está com a pulga atrás da orelha e a imprensa especializada não sabe se critica abertamente ou espera mais tempo para ver até onde essa invencibilidade irá chegar. Se o time for Campeão da Taça Rio na semana que vem as vaias da arquibancada cessarão? Elas são realmente necessárias? O Botafogo tem time e elenco para dar oferecer aos seus torcedores o espetáculo que eles tanto almejam? Essas questões não podem ser respondidas de forma clara e objetiva ou será que podem?

A camisa é muito bonita, mas o futebol apresentado pelo Botafogo...

Os jogadores não cansam de dizer nas entrevistas que o início de temporada é sempre irregular, etc. E eles podem ter certa razão nessa afirmativa. Hoje, na última rodada da Taça Rio, o time entrou em campo sem cinco titulares: Antônio Carlos, Márcio Azevedo, Marcelo Mattos, Elkeson e Andrezinho. E aí? O forte Boavista era mesmo um adversário temível? Claro que não e se tivesse um pouco mais de vontade, de velocidade na troca de passes, o Botafogo poderia ter metido três ou quatro sem preocupação. Parece que a equipe não leva os jogos contra os pequenos com seriedade, e sim parte da obrigação, como “bater o ponto” e depois ir conversar com os colegas de trabalho.

Loco Abreu perdeu outro pênalti. Sim, aconteceu. A situação é deveras preocupante. Um jogador lento, sem capacidade de movimentação e que se notabilizou pelos gols de cabeça, leia-se bola parada, e também pelas precisas cobranças da marca do cal – ele nos deu um título e sou agradecido – não pode desperdiçar cinco cobranças em três meses. Algo está muito, muito errado em General Severiano. Parece que algo está acontecendo nos bastidores da equipe e nós, torcedores, ainda não sabemos. E o que foi a frase:

– Eu tenho um sonho, que é jogar no Mundial e para isso eu preciso estar jogando bem. E espero que seja aqui no Botafogo.

Não entendi e com certeza quem ouviu a declaração também não entendeu. Vamos para duas decisões seguidas, quarta e sábado, e espero que o Loco volte a ser o jogador decisivo que foi em 2010 e em 2011. Notícia boa? A volta de Maicosuel querendo jogo e mostrando estar 100% recuperado e a bela atuação do garoto Jadson das categorias de base. Jogou muito bem! Parabéns! Vamos precisar de ajuda nesse momento decisivo! Temos que vencer esses dois jogos de qualquer jeito!

Vamos, Fogo!

Cena que se repete em 2012: Loco consagrando os goleiros adversários!

Ficha Técnica:

8ª Rodada: Boavista 1 x 1 Botafogo (15/04/2012)

Boavista: Thiago; Ruy, Bruno Costa, Fábio Braz e Paulo Rodrigues; Douglas (Leandro Teixeira), Júlio Cesar, Fabrício (Léo Pimenta) e Romarinho (Lenny); Tony e Somália

Técnico: Andrade

Botafogo: Jefferson; Lucas, Brinner, Fábio Ferreira e Renan Lemos; Jadson, Renato, Felipe Menezes (Gabriel) e Fellype Gabriel (Maicosuel); Caio (Willian) e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Boavista: Lenny, aos 27 do segundo tempo

Gol do Botafogo: Caio, aos 8 minutos da etapa final

Local: São Januário (RJ)

Árbitro: Leonardo Castro Moreira (RJ)

Cartão Amarelo: Paulo Rodrigues, Thiago e Ruy (Boavista); Felipe Menezes, Renan Lemos e Maicosuel (Botafogo)

Classificação garantida ou seu dinheiro de volta!

08/04/2012

Não foi goleada e muito menos o chocolate que a torcida alvinegra queria para celebrar a Páscoa no Engenhão, mas ao menos a classificação para as semifinais da Taça Rio foi assegurada com uma rodada de antecedência. Ano passado, na última rodada, a equipe venceu, mas não levou e ainda teve que aguentar a eliminação na Copa do Brasil para o Avaí, já nessa temporada tudo pode ser diferente. A vitória em Campinas permite certa tranquilidade para o embate contra o Guarani, quarta, no Engenhão, mas essa calmaria não pode se transformar em sono como aconteceu hoje diante do Friburguense. A classificação na competição nacional é uma obrigação e os jogadores sabem disso.

Os erros cometidos nos dois últimos jogos não podem inflamar a torcida nesse momento. Não vamos criar novos monstros nesse grupo de jogadores! Não temos mais Alessandro, Lucio Flavio, Fahel, Somália ou até mesmo o Leandro Guerreiro. A diretoria se livrou de TODOS os atletas que incomodavam as sociais do Engenhão e esse novo grupo não tem os vícios e erros do passado. O Lucas errou? Errou. O Andrezinho errou? Claro que sim. O Antônio Carlos fez besteira? Fez, mas a equipe assimilou e venceu. Ao torcedor resta o dever e a obrigação de apoiar o único time invicto do futebol carioca.

Ataque do Fogão funcionando: Loco fez seis gols e Herrera chegou aos 9!

Loco Abreu mostrou estar recuperado, mas talvez não suporte a correria que esse esquema de jogo impõe nos noventa minutos e Herrera, mesmo com altos e baixos, parece ser o substituto adequado para o uruguaio dentro do reduzido elenco montado para o primeiro semestre. A boa movimentação tanto do Elkeson quanto do Fellype Gabriel foi fundamental para abrir espaço na zaga adversária e confundir a marcação. Andrezinho ficou devendo hoje, mas não pode ser vaiado a cada toque na bola, até porque o Botafogo sempre controlou o jogo. Claro que o time ainda não joga bem e erra passes em demasia, mas isso está dentro do processo de formação de um padrão de jogo que está por vir.

Não creio que a comissão técnica irá poupar um grande número de titulares para a última rodada da Taça Rio, contra o Boavista, em São Januário, mas a invencibilidade não deveria pesar tanto nesse momento. A perda do Maicosuel ainda é muito sentida e outros setores não possuem reservas, como o caso das laterais, e mesmo alguns jogadores, como o Renato, são insubstituíveis nesse momento decisivo. A carência do elenco só será suprida após o Campeonato Carioca e esse é o time que nos levará ao título da Taça Rio e à grande final contra o tricolor das Laranjeiras. E será que a torcida cantará: “Ei, Almir faz um gol aí!”?

Vamos, Fogo!

Amarelinha neles: Mattos, Renato e Jefferson podem jogar pela Seleção!

Ficha Técnica:

7ª Rodada: Botafogo 3 x 1 Friburguense (08/04/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas (Lucas Zen), Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho e Fellype Gabriel; Loco Abreu (Herrera)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Friburguense: Marcos; Sérgio Gomes, Cadão, Diego Guerra e Flávio; Elan, Marcelo, Lucas, Jorge Luiz (Douglas); Ricardinho (Ziquinha) e Rômulo

Técnico: Gerson Andreotti

Gols do Botafogo: Loco Abreu, aos 34 iniciais, e Herrera, aos 25 e aos 41 da etapa final

Gol do Friburguense: Douglas, aos 40 minutos do segundo tempo

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Eduardo Guimarães (RJ)

Cartão Amarelo: Andrezinho e Marcelo Mattos (Botafogo); Cadão, Elan e Sergio Gomes (Friburguense)

Joguinho difícil de assistir!

05/04/2012

O Botafogo venceu de virada, tem uma grande vantagem para o jogo do Rio e o ataque voltou a marcar com Herrera. Tudo certo, certo? Não, nada parece estar no lugar certo. O time não é o melhor do Brasil e não tem o elenco dos sonhos, mas esperava-se, e espera-se, mais do trabalho da comissão técnica comandada por Oswaldo de Oliveira. Parece que esse Botafogo continua em transição ou, pior do que isso, continua sob gestão de Caio Júnior e naquela fase final do Campeonato Brasileiro do ano passado. Sonolento, sem criatividade, preguiçoso e que só reage depois de ter as redes balançadas, esse Botafogo irá sofrer para superar o Guarani aqui no Engenhão e deixará a torcida com os cabelos em pé até o apito final. Haja emoção!

Nas oitavas fará jogo duro contra o Vitória e irá penar para bater o Coritiba na fase de quartas de final. Mesmo aos trancos e barrancos existe a possibilidade do Botafogo chegar até a semifinal e aí irá medir forças contra o São Paulo de Leão. O caminho será mais ou menos esse até a semifinal se nenhuma grande surpresa, ou zebra, acontecer na competição e a grande esperança da torcida reside no tempo. Sim, no tempo. Maicosuel precisa de tempo para se recuperar de lesão, Loco Abreu precisa de tempo para voltar a ser o jogador decisivo que sempre foi, Jobson precisa de tempo para entrar em forma e Oswaldo de Oliveira precisa de tempo para implementar sua metodologia de trabalho. Tempo. E ainda será preciso pensar na Taça Rio!

Gol na hora certa! Herrera decreta a vitória do Fogão em Campinas!

O esquema de jogo atual da equipe, o 4-2-3-1, foi criado por Caio Júnior para aproveitar a quantidade de meias no elenco e ainda motivada pela ótima fase do atacante uruguaio. Todo o sistema de criação armaria as jogadas para a finalização do Loco e ainda seria possível liberar os meias para atuar com liberdade e assim encostar no camisa 13 botafoguense. Funcionou e bem no ano passado, com o time sendo o líder virtual do BR-11, ou seria líder nos pontos perdidos… Tem coisas que realmente só acontecem ao Botafogo. Mas não vejo como transportar esse esquema para esse elenco e para o momento que vive o ataque alvinegro.

Com o que tem em mãos seria prudente pensar em armar a equipe no tradicional 4-4-2 e ontem foi uma grande prova disso. Herrera ficou isolado no ataque, não conseguiu pressionar a saída de bola do Guarani e os meias estavam por demais longe da área para iniciar as jogadas de contra-ataque – ninguém tinha a velocidade do Maicosuel – o que facilitou o sistema defensivo do time de Campinas. Os gols aconteceram de forma esporádica e graças à excelente atuação de Renato que foi obrigado a fazer um gol de cabeça, função de Herrera, e a realizar uma jogada de linha de fundo, supostamente trabalho para o Elkeson.

Não é possível mexer na zaga, até porque não existem peças de reposição, mas para o meio e para o ataque ainda temos algumas variáveis para o esquema. Oswaldo de Oliveira só irá alterar a equipe quando vier a primeira derrota no ano e só resta torcer para que essa derrota não venha na semifinal da Taça Rio ou para o Guarani, no Engenhão, pela Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Renato foi fundamental: um gol e um passe perfeito para Herrera marcar!

Ficha Técnica:

Fase 02-Jogo01: Guarani 1 x 2 Botafogo (04/04/2012)

Guarani: Emerson; Oziel, Domingos, Neto e Bruno Recife; Wellington Monteiro, Bruno Neves (Thiaguinho), Fábio Bahia e Danilo Sacramento; Fabinho e Bruno Mendes (Ronaldo)

Técnico: Osvaldo Alvarez

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Andrezinho, Fellype Gabriel (Caio) e Elkeson (Felipe Menezes); Herrera (Willian)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Guarani: Bruno Mendes, aos 36 minutos iniciais

Gols do Botafogo: Renato, aos 44 do primeiro tempo, e Herrera, aos 22 da etapa final

Local: Brinco de Ouro da Princesa (SP)

Árbitro: Anderson Daronco (RS)

Cartão Amarelo: Thiaguinho e Oziel (Guarani); Lucas, Marcelo Mattos, Andrezinho, Renato e Jefferson (Botafogo)

Empate ruim para os dois…

02/04/2012

O jogo foi fraco tecnicamente e só teve emoção mesmo no final do segundo tempo, com as duas bolas na trave do Herrera e a bela defesa do Cavalieri no arremate do Fellype Gabriel. O Fluminense entrou com o time completo, estava cansado da maratona de jogos pela Libertadores, mas quem andou em campo foi o Botafogo, talvez cansado da maratona de treinamentos que o a comissão técnica impôs nessa semana. Claro que é piada. O time teve folga até segunda e só iniciou a preparação para o clássico na terça. E quem correu em campo foi o Flu? Algo não anda bem na preparação física em General Severiano…

Os números mostraram que o Alvinegro teve mais posso de bola. Estranho, muito estranho, já que pelo jogo imaginava-se superioridade do Tricolor das Laranjeiras ou ao menos o famoso “fifty-fifty”, mas domínio de bola com aqueles chutões para frente fica difícil. Esse é o principal problema herdado desde a época do Joel Santana: os lançamentos longos para a área. Ah, eu disse lançamento? O Gérson fazia lançamento, o Didi fazia lançamento, até o Lucio Flavio sabia fazer lançamento, o que acontece nesse time é chutão mesmo. O Antônio Carlos pega a bola, ajeita o corpo e Pimba! Manda a pelota lá pro outro lado para a zaga adversária rebater.

O esquema 4-2-3-1 moldado pelo Caio Júnior já começa a dar sinais de fadiga e parece ser a hora do Oswaldo mostrar a que veio, já que não vemos a interferência do treinador na forma da equipe jogar que é a mesma desde o ano passado. Esse elenco pede a volta do tradicional 4-4-2, com dois meias auxiliando na marcação, mas com liberdade total para atacar. Deixar um atacante isolado lá na frente é facilitar por demais a ação da zaga adversária e não irá dar certo no Campeonato Brasileiro – onde o nível é infinitamente maior do que o Carioca. Bem, posso também estar equivocado e o time pode encaixar nesse esquema, quem vai saber?

Merecia o cartão vermelho! Deco bateu muito e não foi expulso!

Os jogadores alvinegros precisam aprender a atacar e defender em bloco. Existe um enorme espaço entre a linha de defesa e o meio-campo quando o time é atacado e entre o ataque e a meia quando nós estamos com a posse de bola. A compactação só fica nos treinamentos, porque em campo o ‘clarão’ é bem visível. Será que nenhum membro da comissão técnica assiste ao jogo dos camarotes? O estádio é nosso, poxa! O Marcelo Mattos corre que nem um louco para cobrir as investidas dos laterais e para tentar ajudar na saída de bola. Todo jogo é assim: bola nas costas do Márcio Azevedo! É impossível encaixar a marcação por ali? O gol do Fluminense surgiu exatamente desse defeito do sistema defensivo alvinegro.

Continuamos invictos? Continuamos. Beleza, beleza, mas e aí? Podemos ser eliminados da Copa do Brasil de forma invicta e aí? O Guarani está longe de ser uma potência do futebol nacional, mas não é uma baba como o Duque de Caxias ou Madureira. E lá eles vão querer correr muito para evitar a eliminação precoce. Teremos que jogar na técnica e na raça. Será que esse time consegue? Ou irão reclamar do gramado outra vez?

Vamos, Fogo!

Ficha Técnica:

6ª Rodada: Fluminense 1 x 1 Botafogo (31/03/2012)

Fluminense: Diego Cavalieri; Bruno, Gum, Leandro Euzébio e Carlinhos; Valencia (Edinho), Jean, Deco e Thiago Neves; Wellington Nem (Rafael Sobis) e Fred (Rafael Moura)

Técnico: Abel Braga

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson (Caio), Andrezinho (Jobson) e Fellype Gabriel; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Fluminense: Fred, aos 34 minutos do primeiro tempo

Gol do Botafogo: Elkeson, aos 17 iniciais

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Leonardo Garcia Cavaleiro (RJ)

Cartão Amarelo: Deco, Wellington Nem e Edinho (Fluminense); Elkeson, Marcelo Mattos e Herrera (Botafogo)

Liderança estratégica

26/03/2012

O futebol vistoso exibido pelo time de Caio Júnior no início do BR-11 ainda não apareceu. A defesa segura dos tempos de Joel Santana não é a mesma de hoje. E o que importa? Ou não importa? Oswaldo de Oliveira está implantando uma mistura dos dois estilos nessa equipe, uma espécie de ‘Caio Santana’… Ou seria ‘Joel Júnior’? Uma observação atenta à distribuição dos jogadores em campo mostra um Ctrl+C Ctrl+V do esquema armado pelo Caio no ano passado aproveitando o entrosamento de meses de treino. Uma ideia interessante do atual treinador que não teve tempo para aplicar a sua ‘filosofia ao grupo’ – como diria Vanderlei Luxemburgo.

Treinar algo novo, mudar todo o esquema e jogar fora o conjunto adquirido em 2011 seria um risco altíssimo que Oswaldo resolveu não assumir. Mesmo tendo passado os últimos anos comandando equipes no Japão, ele sabe da importância dos resultados imediatos na cultura do futebol tupiniquim e a invencibilidade alvinegra na temporada é certamente motivo de orgulho nos salões de General Severiano. A torcida parece não ser tão paciente quanto os dirigentes e as cobranças começam a pipocar das vazias arquibancadas do Engenhão. Como bem definiu Joel no ano passado: “São sempre os mesmos, uma meia dúzia que só vem pro estádio pra vaiar”.

Os gols perdidos são motivo de insônia para o botafoguense, mas a falta de criatividade que se abateu sobre a equipe no fim do BR-11 parece ser coisa do passado e agora ao menos os jogadores trocam passes, envolvem as defesas adversárias e busca o gol até o apito final. Essa vontade precisa ser percebida pela torcida e a dedicação com que os atletas alvinegros correm nos minutos finais não deve ser relegada. A posse de bola está sendo cada vez maior e quando a confiança dos artilheiros retornar – Herrera é caso clássico de irritabilidade durante o jogo – os gols irão sair com naturalidade. A fase negra de Loco Abreu não irá durar muito, Maicosuel vai voltar e ainda temos um Fellype Gabriel inspirado.

Em alta com a torcida: Fellype Gabriel já fez 5 gols na Taça Rio

As carências no elenco são óbvias e a não contratação do lateral-zagueiro Rojas, da Universidade do Chile, segue um mistério insolúvel, inexplicável e terrível que assombra os porões da mítica sede alvinegra. O que terá acontecido? O time da La U é líder no nacional, está bem na Libertadores e o camisa 13 chileno ainda marcou um gol na semana passada. E ele está morrendo, hein? Esse erro pode ser fatal na reta decisiva da Taça Rio, do Estadual e nas fases agudas da Copa do Brasil. Antônio Carlos e Fábio Ferreira jogam os 90 minutos em todos os jogos e parece não haver banco para eles. Márcio Azevedo não pode ser poupado porque não tem substituto e os laterais são peças fundamentais no esquema 4-2-3-1 implantado por Oswaldo. E agora?

Agora é torcer e esperar que ninguém se arrebente lá na defesa. A corda estourou exatamente aonde temos mais atletas disponíveis: no meio-campo. A ausência de Maicosuel prejudica o time, mas a volta de Jobson e a boa fase de Fellype Gabriel estão compensando essa perda. Andrezinho joga as partidas importantes, Felipe Menezes dá conta do recado contra os pequenos e o jovem Jeferson mostra que pode ser usado durante a temporada. O que preocupa é uma possível suspensão do Marcelo Mattos que está jogando muito e tomando conta da cabeça-de-área: um leão na marcação e na cobertura da zaga. Lucas Zen fica mais confortável no lugar do Renato. E onde estará o Somália? De férias? Se o cara está no elenco, recebe salário em dia, treina com o grupo, porque não joga? Mistério!

Vamos, Fogo!

O primeiro de muitos? Jobson está sem ritmo, mas com vontade de acertar!

Ficha Técnica:

5ª Rodada: Botafogo 2 x 0 Duque de Caxias (24/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos, Renato, Elkeson, Felipe Menezes (Jobson) e Fellype Gabriel; Herrera (Jeferson)

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Duque de Caxias: Fernando; Arílson, Paulão, Fábio Aguiar e Rodrigues (Ari); Neves, Juninho, Danilo Rios (Watthimem), Raphael Augusto e Jefinho; Gilcimar (Thiago Rezende)

Técnico: Eduardo Allax

Gols do Botafogo: Fellipe Gabriel, aos 36 iniciais, e Jobson, aos 33 da etapa final

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Péricles Bassols (RJ)

Cartão Amarelo: Neves e Fernando (Duque de Caxias)

Por que é tão difícil?

23/03/2012

O que faz ser tão difícil a vida do torcedor alvinegro? Existe mesmo “coisas que só acontecem com o Botafogo?” Será essa uma verdade universal? Qual a razão para tanto pessimismo? Será algo cármico ou uma conjunção astral? Um esquadrão que teve Manga, Nílton Santos, Didi, Rildo, Zagallo, Amarildo, Quarentinha e Garrincha só conquistou dois títulos Cariocas em 61-62 e duas vezes o Torneio Rio-São Paulo em 62-64. Esse timão bateu de frente com o Santos de Pelé… Azar? É verdade que o Rio-São Paulo pode ser considerado tão difícil quanto o nacional de hoje, mas a ausência da Libertadores é inexplicável. A equipe excursionou pelo mundo inteiro encantando torcedores e jornalistas, fazendo fortuna para os dirigentes, mas e o Botafogo?

E o que falar do próximo supertime da década de 60 com Manga, Leônidas, Afonsinho, Carlos Roberto, Gérson, Roberto Miranda, Rogério, PC Caju e Jairzinho que foi bicampeão Carioca 67-68, bicampeão da Taça Guanabara 67-68, campeão do Torneio Rio-São Paulo em 66 e campeão da Taça Brasil de 68 – hoje considerado pela CBF como o primeiro título nacional do Botafogo – mas que entrou no boicote dos clubes brasileiros e não disputou a Libertadores do ano seguinte… Esse time venceu tudo o que disputou, mas abriu mão de ir para o principal torneio continental quando teria todas as chances de ser campeão.

O Maior Espetáculo da Terra: Botafogo x Santos na década de 60!

Esses jogadores ganharam títulos de expressão com a camisa alvinegra, mas fica o sentimento de que poderiam ter ido mais longe. Onde está o erro? Eles deram ao Brasil três títulos mundiais e fizeram a camisa canarinho ser eternamente temida pelos quatro cantos do planeta, mas e o Botafogo? Vencemos a Copa Commebol, em 93, com um time de garotos, após o fiasco do timaço de 92 que perdeu o Brasileiro de forma vergonhosa. Quem diria que aquele elenco, montado às pressas e com jogadores sem relevância no cenário nacional iria trazer ao Glorioso um título continental? Suélio, Eliel, Marcos Paulo, William Bacana, Nelson, Clei… não vejo o nome deles em General Severiano e, no entanto, levantaram uma taça inédita para o clube, um feito até hoje sequer igualado.

Medalhões como Dodô, Reinaldo, Lucio Flavio, Guilherme, Luizão e tantos outros que passaram pelo clube e que no máximo colocaram na sala de troféus três vezes a Taça Guanabara, três vezes a Taça Rio e dois minguados títulos Cariocas. Será que essa geração atual irá fazer o mesmo papelão? Temos no elenco uma química que costuma dar certo em todos os times do mundo: jogadores de seleção, já experientes, junto com outros que são jovens promessas e ainda um treinador com currículo vitorioso. O que pode dar errado?

Taça Guanabara 2010: início da conquista do Carioca e só...

Analisando o elenco atual podemos esperar mais do que apenas dois empates, em 1 a 1, e uma classificação suada nos pênaltis, diante do Treze, pela Copa do Brasil. A defesa conta com atletas mais do que rodados no cenário nacional: Jefferson foi campeão Mundial Sub-20 e do Clássico das Américas pela Seleção Brasileira, Antônio Carlos foi duas vezes campeão Carioca e tem um título do Paranaense, Fábio Ferreira já venceu um Campeonato Brasileiro e o contestado Márcio Azevedo conquistou o Campeonato Cearense e o Campeonato Paranaense.

Olhando para a escalação do meio de campo a qualidade dos jogadores é incontestável: Marcelo Mattos tem um Paulista e um Brasileiro, Maicosuel venceu um Paranaense e um Mineiro, Elkeson foi bicampeão do Baiano e ainda campeão do Campeonato do Nordeste em 2010, Felipe Menezes levou duas vezes a Taça da Liga de Portugal e foi campeão português com o Benfica e Fellype Gabriel foi campeão Carioca, da Copa do Brasil e levantou três importantes canecos no Japão: Copa do Imperador, Supercopa Japonesa e a Copa da Liga do Japão. O nosso camisa 10 está acostumado a decidir e a vencer, só no Internacional Andrezinho levantou três vezes o Gaúcho e ainda a Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana, a Copa Suruga Bank e a Libertadores.

Jogador habilidoso, Renato sofre com os gramados ruins...

Ainda no meio-campo, Renato é um caso à parte já que venceu praticamente tudo o que disputou: dois Brasileiros pelo Santos e ainda foi duas vezes campeão da Copa da Uefa, bicampeão da Copa do Rei, campeão da Supercopa Européia e campeão da Supercopa da Espanha pelo Sevilla, ufa! E não acabou! O camisa 8 levou a Copa América e a Copa das Confederações pela Seleção Brasileira. A dupla de ataque alvinegra é a mais experiente da década com Herrera e Loco Abreu. O argentino levou um Gaúcho e foi ídolo no Corinthians no título da Série B do Brasileiro. E o que falar de Abreu? Para ficar apenas no seu time do coração, o Nacional de Montevidéu, conquistou três campeonatos uruguaios e pela seleção foi campeão da Copa América, no ano passado, e ficou em 4º lugar na Copa do Mundo em 2010.

E o treinador? Oswaldo de Oliveira levou suas equipes a conquistar títulos como o Campeonato Paulista, o Supercampeonato Paulista, duas vezes o Campeonato Brasileiro, o Mundial Interclubes da Fifa, a Copa Mercosul e ainda três vezes o Campeonato Japonês, duas vezes a Copa do Imperador e para fechar duas vezes a Supercopa do Japão. O que falta para que esse time jogue de acordo com as peças que estão disponíveis? O elenco não é ruim como gostam de criticar os corneteiros de plantão. Acredito em título no Campeonato Carioca e em uma final na Copa do Brasil.

Vamos, Fogo!

Precisava ser tão difícil? Jogadores comemoram a classificação contra o Treze.

Ficha Técnica:

Fase 01-Jogo02: Botafogo 1x 1 Treze (21/03/2012)

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Marcelo Mattos (Felipe Menezes), Renato, Andrezinho e Fellype Gabriel (Caio); Herrera (Jobson) e Loco Abreu

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Saulo; Amaral (Neto Maranhão), Carlos Alberto, Rone Dias e Doda; Márcio Carioca (Léo Rocha) e Vavá (Thiago Cunha)

Técnico: Marcelo Vilar

Gol do Botafogo: Loco Abreu, aos 21 do primeiro tempo

Gol do Treze: Amaral, aos dois minutos iniciais

Local: Engenhão (RJ)

Árbitro: Ronan Marques da Rosa (SC)

Cartão Amarelo: Márcio Azevedo, Lucas e Jobson (Botafogo); Doda, Vavá, Carlos Alberto e Neto Maranhão (Treze)

Cartão Vermelho: Carlos Alberto (Treze)

Jefferson salva o Botafogo de um vexame histórico no Engenhão!

Fase 01-Jogo01: Treze 1x 1 Botafogo (14/03/2012)

Treze: Beto; Celso, Anderson, Adalberto e Cleiton Cearense (Saulo); Amaral, Carlos Alberto, Rone Dias e Doda (Léo Rocha); Márcio Carioca (Manu) e Vavá

Técnico: Marcelo Vilar

Botafogo: Jefferson; Lucas, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Márcio Azevedo; Lucas Zen, Renato, Felipe Menezes (Caio) e Cidinho (Maicosuel/Jobson) e Elkeson; Herrera

Técnico: Oswaldo de Oliveira

Gol do Treze: Manu, aos 48 minutos da etapa final

Gol do Botafogo: Herrera, aos 21 minutos do segundo tempo

Local: Almeidão, João Pessoa (PB)

Árbitro: Jailson Macedo Freitas (BA)

Cartão Amarelo: Herrera, Felipe Menezes, Lucas (Botafogo); Vavá (Treze)


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